Mostrando postagens com marcador LITERATURA LUSO BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LITERATURA LUSO BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens

ANTÔNIO ALEIXO

António Aleixo


  
 
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estátua de António Aleixo
em Loulé, em frente ao
Bar "Calcinha", frequentado em
vida pelo poeta

António Fernandes Aleixo OM (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de novembro de 1949) foi um poeta popular português.

Biografia

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
Faleceu por conta de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
Município de Vila Real de Santo António

Estilo literário


        
Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".
A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.
Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.



A opinião pública e reconhecidos amigos


A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, o grande responsável por "passar a limpo" e registar a obra do poeta, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio. Também é digno de registo José Rosa Madeira, que o protegeu, divulgou e coleccionou os seus escritos, contribuindo no lançamento do primeiro livro, "Quando Começo a Cantar" (1943), editado pelo Círculo Cultural do Algarve.
A opinião pública aceitou a primeira obra de António Aleixo com bom agrado, tendo sido bem acolhida pela crítica. Com uma tiragem de cerca de 1.100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporcionou ao Poeta Aleixo uma pequena melhoria de vida, contudo ensombrada pela morte de uma filha sua, com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer pelos tratamentos que a vida lhe foi impondo, tendo de ser internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943.
Em Coimbra começa uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.
A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem do Mérito.

Homenagem e Consagração

Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses atribuíram o seu nome a ruas e avenidas e até a diversas escolas, como:
  • O Liceu de Portimão passou a chamar-se Escola Secundária Poeta António Aleixo.
O Liceu de Portimão foi criado pelo Decreto-Lei n.º 21922, de 29 de Novembro de 1932, após muitas movimentações e grande pressão por parte das forças políticas e institucionais da cidade, ficando o mesmo designado por Liceu Municipal Infante de Sagres
  • Em Coimbra - Na zona de Sta. Clara e em Brasfemes, (arredores).
  • Em Paço de Arcos junto da Escola Náutica também existe uma rua com o nome de António Aleixo.
  • Em Odivelas foi dado o nome do poeta a um largo.
  • Em Setúbal, o nome do poeta foi também atribuído a uma rua de um bairro da cidade, situado na zona do Centro Hospitalar.
  • Em Camarate no Bairro São José
  • Em Albufeira, junto às praias no Algarve, e em muitas ruas espalhadas por esse Portugal fora e não só, pode-se ver e ouvir o nome do Poeta do Povo imortalizado em alguma placa.
  • Há alguns anos também passou a existir a «Fundação António Aleixo» com sede em Loulé e que já usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, o que lhe permite atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados, facto que deve ser encarado como bastante positivo.
  • O reconhecimento a este poeta tem-se repercutido noutros países de língua portuguesa, nos quais o nome de Aleixo foi imortalizado em instituições como, por exemplo, a Escola Poeta António Aleixo no Liceu Católico de São Paulo no Brasil.

Obra





António Fernandes Aleixo está hoje, bem enraizado e presente. As suas obras foram apresentadas na televisão, rádio e demais sistemas de informação, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura de língua portuguesa, é patrono de instituições e grupos político-culturais, existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras:
  • Quando começou a cantar – (1943);
  • Intencionais – (1945);
  • Auto da vida e da morte – (1948);
  • Auto do curandeiro – (1949);
  • Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);
  • Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;
  • Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente.

Referências

  1. http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=153&list=1

Bibliografia

  • ALEIXO, António. Este livro que vos deixo.... Loulé: Edição de Vitalino Martins Aleixo,1983. A colectânea traz os textos de apresentação originais dos diversos livros do poeta.
  • BARRENTO, João. António Aleixo - "A dor também faz cantar...". Lisboa: Apenas Livros, 2003.
  • DIAS, Graça Silva. António Aleixo - problemas de uma cultura popular. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1977.
  • DUARTE, António de Sousa. António Aleixo - o poeta do povo. Lisboa: Âncora, 1999.
  • MAGALHÃES, Joaquim de. Ao encontro de António Aleixo. (Cadernos F.A.O.J.). Lisboa: Secretaria de Estado da Juventude e Desportos, s.d.
  • MARTINS, J. H. Borges. António Aleixo - pastor de versos. Angra do Heroísmo: Edição da Cooperativa Semente, 1978.
 Centro Cultural António Aleixo



centro cultural

Erguendo-se sensivelmente "a meio" da Rua Teófilo de Braga, principal artéria da Zona Histórica da Cidade, conhecida simplesmente como "a Avenida" por boa parte da população vilarealense, o edifício começou por albergar o quartel militar onde se concentrava a tropa estacionada na nova vila fronteiriça.
Com a concentração em Tavira das tropas estacionadas no Sotavento algarvio, o edifício foi transformado em mercado da verdura. Nos pequenos espaços existentes nos lados levante poente da grande área central onde estava instalado o mercado da verdura, funcionavam talhos e padarias. A "Praça do Peixe" estava então localizada na Avenida da República, na Zona Ribeirinha.
Com a passagem da "Praça" para o limite poente da cidade, na década de 80, surgiu a ideia de dar ao espaço uma outra utilidade, consentânea com uma zona da cidade que se pretendia nobre e animada. Daí que a ideia de o transformar em local de realização de eventos culturais acabasse por ser a que acabaria por ganhar corpo.
O Centro Cultural António Aleixo acabaria por abrir ao público em 1998. A designação deve-se ao poeta popular António Aleixo, nascido em Vila Real de Santo António em 1899 e falecido em Loulé, em 1949.
O espaço é hoje indissociável da vida cultural da cidade, com capacidade para acolher eventos diversificados, desde exposições, a espectáculos nas mais variadas áreas. Aí funciona também, num dos espaços situados no seu lado poente, o Espaço Internet da Cidade.



DALTON TREVISAN


Nome: Dalton Jérson Trevisan
Nascimento: 14/06/1925
Natural: Curitiba - Pr
Menu do Autor

Dalton Trevisan
(O Vampiro de Curitiba)






"O que não me contam, eu escuto atrás das portas. O que não sei,
adivinho e, com sorte, você adivinha sempre o que,
cedo ou tarde, acaba acontecendo."
" — Não vou responder às perguntas simplesmente porque não posso, é verdade; sou arredio, ai de mim! Incurávelmente tímido (um pouco menos com as loiras oxigenadas!)." Já se escreveu e se comprovou que os demais vampiros não podem encarar, sem pânico, um crucifixo. Ou réstias de alho, água corrente cristalina... Dalton não pode ver um jornalista. Vendo, foge, literalmente foge, apavorado. Suas raras fotos surgidas na imprensa foram feitas às escondidas, como a que utilizamos para ilustrar esta página.

Nascido em 14 de junho de 1925, o curitibano Dalton Jérson Trevisan sempre foi enigmático. Antes de chegar ao grande público, quando ainda era estudante de Direito, costumava lançar seus contos em modestíssimos folhetos. Em 1945 estreou-se com um livro de qualidade incomum, Sonata ao Luar, e, no ano seguinte, publicou Sete Anos de Pastor. Dalton renega os dois. Declara não possuir um exemplar sequer dos livros e "felizmente já esqueci aquela barbaridade".

Entre 1946 e 1948, editou a revista Joaquim, "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil". A publicação tornou-se porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas nacionais. Reunia ensaios assinados por Antonio Cândido, Mario de Andrade e Otto Maria Carpeaux e poemas até então inéditos, como O caso do vestido, de Carlos Drummond de Andrade. Além disso, trazia traduções originais de Joyce, Proust, Kafka, Sartre e Gide e era ilustrada por artistas como Poty, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres.

Já nessa época, Trevisan era avesso a fotografias e jamais dava entrevistas. Em 1959, lançou o livro Novelas Nada Exemplares - que reunia uma produção de duas décadas e recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro - e conquistou o grande público. Acresce informar que o escritor, arisco, águia, esquivo, não foi buscar o prêmio, enviando representante. Escreveu, entre outros, Cemitério de elefantes, também ganhador do Jabuti e do Prêmio Fernando Chinaglia, da União Brasileira dos Escritores, Noites de Amor em Granada e Morte na praça, que recebeu o Prêmio Luís Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil. Guerra conjugal, um de seus livros, foi transformado em filme em 1975. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas: espanhol, inglês, alemão, italiano, polonês e sueco.

Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: "A Polaquinha"), Dalton Trevisan acabou se tornando o maior mestre brasileiro no gênero. Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Mas Trevisan continua recusando a fama. Cria uma atmosfera de suspense em torno de seu nome que o transforma num enigmático personagem. Não cede o número do telefone, assina apenas "D. Trevis" e não recebe visitas — nem mesmo de artistas consagrados. Enclausura-se em casa de tal forma que mereceu o apelido de O Vampiro de Curitiba, título de um de seus livros.

"O "Nélsinho" dos contos originalíssimos e antológicos, é considerado desde há muito "o maior contista moderno do Brasil por três quartos da melhor crítica atuante". Incorrigível arredio, há bem mais de 35 anos, com com um prestígio incomum nas maiores capitais do País. Trabalhador incansável, fidelíssimo ao conto, elabora até a exaustão e a economia mais absoluta, formiguinha, chuvinha renitente e criadeira, a ponto de chegar ao tamanho do haicai, Dalton Trevisan insiste ontem, hoje, em Curitiba e trabalhando sobre as gentes curitibanas ("curitibocas", vergasta-as com chibata impiedosa) e prossegue, com independência solene e temperamento singular, na construção e dissecação da supra-realidade de luas, crianças, amantes, velhos, cachorros e vampiros. E polaquinhas, deveras."

Em 2003, divide com Bernardo Carvalho o maior prêmio literário do país — o 1º Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira — com o livro "Pico na Veia".

Dalton Trevisan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nacionalidade  Brasil
Data de nascimento 14 de junho de 1925 (88 anos)
Local de nascimento Curitiba
Ocupação contista, romancista
Cidadania  Brasileiro
Prêmios Prêmio Camões (2012)

Dalton Jérson Trevisan (Curitiba, 14 de junho de 1925) é um escritor brasileiro, famoso por seus livros de contos, especialmente O Vampiro de Curitiba (1965), e por sua natureza reclusa.

Biografia

É reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social, criando uma atmosfera de mistério em torno de seu nome. Por esse motivo recebeu a alcunha de "Vampiro de Curitiba", nome de um de seus livros. Assina apenas "D. Trevis" e não recebe a visita de estranhos.
Trevisan trabalhou durante sua juventude na fábrica de vidros de sua família (hoje falida) e chegou a exercer a advocacia durante 7 anos, depois de se formar pela Faculdade de Direito do Paraná (atual UFPR). Quando era estudante de Direito, Trevisan costumava lançar seus contos em modestos folhetos. Liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. O nome, segundo ele, era "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil". A publicação tornou-se porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas. Reunia ensaios assinados por Antonio Cândido, Mário de Andrade e Otto Maria Carpeaux e poemas até então inéditos, como "O Caso do Vestido", de Carlos Drummond de Andrade. A revista também trazia traduções de Joyce, Proust, Kafka, Sartre e Gide e era ilustrada por artistas como Poty, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres. A publicação, que circulou até dezembro de 1948, continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao Luar (1945) e Sete Anos de Pastor (1948) - duas obras renegadas pelo autor. Em 1954 publicou o Guia Histórico de Curitiba, Crônicas da Província de Curitiba, O Dia de Marcos e Os Domingos ou Ao Armazém do Lucas, edições populares à maneira dos folhetos de feira.
Inspirado nos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Publicou também Novelas Nada Exemplares (1959) e ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Como era de se esperar, enviou um representante para recebê-lo. Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965). Isolado dos meios intelectuais e concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná, em 1968. Escreveu depois A Guerra Conjugal (1969), posteriormente transformada em um premiado filme, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, Crimes da Paixão (1978) e Lincha Tarado (1980). Em 1994 publicou Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista. Seu único romance publicado é A Polaquinha.


Prêmios

Foi eleito por unanimidade vencedor do Prémio Camões de 2012, ano em que também recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.

Obras publicadas

  • Novelas nada Exemplares (1959)
  • Cemitério de Elefantes (1964)
  • Morte na Praça (1964)
  • O Vampiro de Curitiba (1965)
  • Desastres do Amor (1968)
  • Mistérios de Curitiba (1968)
  • A Guerra Conjugal (1969)
  • O Rei da Terra (1972)
  • O Pássaro de Cinco Asas (1974)
  • A Faca No Coração (1975)
  • Abismo de Rosas (1976)
  • A Trombeta do Anjo Vingador (1977)
  • Crimes de Paixão (1978)
  • Primeiro Livro de Contos (1979)
  • Vinte Contos Menores (1979)
  • Virgem Louca, Loucos Beijos (1979)
  • Lincha Tarado (1980)
  • Chorinho Brejeiro (1981)
  • Essas Malditas Mulheres (1982)
  • Meu Querido Assassino (1983)
  • Contos Eróticos (livro) (1984)
  • A Polaquinha (1985)
  • Noites de Amor em Granada
  • Pão e Sangue (1988)
  • Em Busca de Curitiba Perdida (1992)
  • Dinorá - Novos Mistérios (1994)
  • Ah, É? (1994)
  • 234 (1997)
  • Vozes do Retrato - Quinze Histórias de Mentiras e Verdades (1998)
  • Quem tem medo de vampiro? (1998)
  • 111 Ais (2000)
  • Pico na veia (2002)
  • 99 Corruíras Nanicas (2002)
  • O Grande Deflorador (2002)
  • Capitu Sou Eu (2003)
  • Arara Bêbada (2004)
  • Gente Em Conflito (com Antônio de Alcântara Machado) (2004)
  • Macho não ganha flor (2006)
  • O Maníaco do Olho Verde (2008)
  • Uma Vela Para Dario (talvez 2008)
  • Violetas e Pavões (2009)
  • Desgracida (2010)
  • O Anão e a Ninfeta (2011)

Renegados pelo autor

Primeiros livros publicados, que o autor renega. Editores desconhecidos.
  • Sonata ao Luar (1945)
  • Sete Anos de Pastor (1946)

No exterior

  • Novelas Nada Ejemplares - tradução de Juan Garcia Gayo, Monte Avila - Caracas (1970)
  • De Koning der Aarde (O Rei da Terra) - tradução de August Willemsen - Amsterdam (1975)
  • The Vampire of Curitiba and Others Stories - tradução de Gregory Rabassa, Alfred A. Knopf - Nova York (1972)
  • El Vampiro de Curitiba - tradução de Haydée M. J. Barroso, Ed. Sudamericana - Buenos Aires (1976)
  • De Vijfvleugelige Vogel (O Pássaro de Cinco Asas) - trad. August Willemsen - Amsterdam (1977)

Antologias

Contos em antologias alemãs (1967 e 1968), argentinas (1972 e 1978), americanas (1976 e 1977), polonesas (1976 e 1977), sueca (1963), venezuelana (1969), dinamarquesa (1972) e portuguesa (1972).

Filme

A Guerra Conjugal (1975), histórias e diálogos do autor, roteiro e direção de Joaquim Pedro de Andrade.

    VENCEDOR DO PRÉMIO CAMÕES 2012

Precedido por
Manuel António Pina
Prêmio Camões
2012
Sucedido por
Mia Couto

ESCRITORES LUSÓFONOS DO BRASIL

Lista de escritores do Brasil por gênero literário



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Dicionaristas

  • Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910 – 1989), Dicionário da Língua Portuguesa
  • Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986), Dicionário do Folclore Brasileiro
  • Antonio Houaiss (1915 – 1999), Dicionário da Língua Portuguesa

Dramaturgos

  • António José da Silva
  • Artur de Azevedo, dramaturgo e poeta
  • Augusto Boal, dramaturgo
  • Dias Gomes, dramaturgo
  • França Júnior, dramaturgo
  • Hilda Hilst (1930 – 2004), dramaturga, poeta e escritora
  • Martins Pena, dramaturgo
  • Nélson Rodrigues, dramaturgo
  • Oduvaldo Vianna Filho, dramaturgo
  • Plínio Marcos
  • Qorpo Santo
  • Sérgio Jockyman, jornalista, dramaturgo, romancista e poeta

Contistas, cronistas e romancistas

  • Alberto Mussa, (1961), romancista e contista
  • Aluísio de Azevedo, escritor
  • Ariano Suassuna, (1927)escritor
  • Autran Dourado (1926)
  • Bernardo Guimarães, escritor
  • Casimiro de Abreu, (1839 – 1860), escritor (1936), escritor
  • Carlos Heitor Cony, (1926), jornalista e escritor
  • Clarice Lispector, (1920 - 1977), escritora, contista e jornalista
  • Denis Mandarino, 1964, compositor, artista plástico, romancista e contista
  • Diná Silveira de Queirós, (1911 - 1982), escritora
  • Érico Veríssimo, (1905 - 1975), escritor
  • Fernando Sabino, (1923 - (2004), escritor e jornalista
  • Herberto Sales, (1917 - 1999), escritor, contista e jornalista
  • Graciliano Ramos, (1892 - 1953), escritor e romancista
  • Guimarães Rosa, escritor
  • Gustavo Reiz, escritor e dramaturgo
  • Izomar Camargo Guilherme. (1938), escritor, ilustrador
  • João Ubaldo Ribeiro, (1941), escritor, roteirista e jornalista
  • Jorge Amado, (1912 - 2001), escritor
  • Jorge Fernando dos Santos, escritor, jornalista, dramaturgo e poeta
  • José Lins do Rego, (1901 - 1957)
  • Leo Vaz, (1890 - 1973). escritor
  • Leonardo de Moraes, (1977), escritor
  • Luis Fernando Verissimo, (1936), cronista
  • Lya Luft (1938), escritora
  • Lygia Fagundes Telles, (1923), escritora
  • Machado de Assis, (1839 – 1908), escritor, dramaturgo e jornalista
  • Manuel Antônio de Almeida, escritor
  • Márcio de Souza, escritor
  • Mário de Andrade, (1893 – 1945), escritor, poeta e crítico
  • Mário Ribeiro da Cruz, escritor e tradutor
  • Miguel M. Abrahão, (1961), escritor, dramaturgo
  • Moacir Japiassu, escritor
  • Moacyr Scliar, escritor
  • Monteiro Lobato, (1882 – 1948), escritor
  • Murilo Rubião, (1916 - 1991), escritor e jornalista
  • Nélida Piñon, escritora
  • Oscar Araripe, (1941), escritor e pintor
  • Oswald de Andrade, poeta e escritor
  • Otto Lara Resende, (1922 - 1992), jornalista e escritor
  • Paulo Coelho, escritor
  • Raquel de Queiroz, (1910 - 2003), escritora, dramaturga e jornalista
  • Ronaldo Cagiano Barbosa, escritor e crítico literário
  • Rubem Braga, (1913-1990), escritor e cronista
  • Rubem Fonseca, escritor
  • Ruth Rocha, (1931) escritora
  • Sérgio Sant'Anna, (1941), escritor e contista
  • Sérgio Jockyman, jornalista, dramaturgo, romancista e poeta
  • Thales de Andrade. (1890 - 1977). escritor
  • Zélia Gattai, (1916 - 2008), escritora

Historiadores

  • Alberto da Costa e Silva (1931)
  • Gesiel Júnior (1963)
  • Mario Schmidt
  • João Capistrano de Abreu

Críticos

  • Alfredo Bosi
  • Anatol Rosenfeld
  • Antonio Candido (1918)
  • Décio de Almeida Prado
  • Luiz Paulo Horta
  • Otto Maria Carpeaux (1900 – 1978)
  • Paulo Rónai
  • Roberto Schwarz
  • Ronaldo Cagiano Barbosa (1961)
  • Ruth Rocha (1931)
  • André Seffrin (1965)

Humoristas

  • Marcelo Cassaro (1970)
  • Millôr Fernandes (1924)

Jornalistas

  • Alberto Dines (1932)
  • Assis Chateaubriand (1891 - 1968)
  • Caco Barcellos
  • Carlos Lacerda (1914 - 1977)
  • Cláudio Abramo
  • Clóvis Rossi (1943)
  • Elio Gaspari (1944)
  • Euclides da Cunha (1866 – 1909)
  • Fernando Morais
  • Gilberto Dimenstein (1956)
  • Janio de Freitas
  • José Arbex Jr.
  • Mino Carta, (1933/1934)
  • Moacir Japiassu, (1942)
  • Nic Nilson, (1956)
  • Oscar Araripe, (1941)
  • Paulo Francis, (1930 – 1967)
  • Roberto Marinho, (1904 – 2003)
  • Samuel Wainer, (1912 - 1980)
  • Sérgio Jockyman
  • Zacarias Martins, (1957)
        Matéria em construção...

ESCRITORES LUSÓFONOS DE PORTUGAL

Lista de escritores de Portugal

Eis alguns dos escritores lusófonos de Portugal que, ao longo dos séculos vêm  enriquecendo cada vez mais esta já tão rica cultura Universalista...
 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Lista de escritores de Portugal, ordenada alfabeticamente:


 

 

 

 

A

  • Aarão de Lacerda, 1890-1947
  • Abade Correia da Serra - Serpa, 1750-1823
  • Abade de Baçal (Francisco Manuel Alves) - Baçal, Bragança, 1865-1947
  • Abade de Jazente (Paulino António Cabral) - Amarante, 1719-1789
  • Abel Botelho - Tabuaço, 1855-1917
  • Ademar Santos - Braga, 1952
  • Adolfo Casais Monteiro - Porto, 1908-1972
  • Adolfo Coelho - Coimbra, 1947-1919
  • Afonso de Dornelas - Lisboa, 1880-1944
  • Adolfo Rodrigues da Costa Portela, 1866-1923
  • Adolfo Simões Müller - Lisboa, 1909-1989
  • Afonso de Albuquerque - Alhandra, 1462?-1515
  • Afonso Alvares Guerreiro - Almodôvar, Século XVI
  • Afonso Botelho - Coimbra, 1919-1996
  • Afonso Duarte - Ereira (Montemor-o-Velho), 1884-1958
  • Afonso Lopes Vieira - Leiria, 1878-1946
  • Afonso Simões - Lisboa, 1866-19??
  • D. Afonso X - 1221-1284
  • Agostinho da Silva - Porto, 1906-1994
  • Agostinho de Campos - Porto, 1870-1944
  • Agustina Bessa Luís - Amarante, 1922
  • Alberto Augusto Miranda - Vila Real, 1956-
  • Alberto Braga- Porto 1851-1911
  • Alberto Ferreira - Ribatejo?, 1920-2000
  • Alberto de Lacerda - Moçambique, 1928
  • Alberto Oliveira Pinto - Luanda, Angola, 1962
  • Alberto de Oliveira Pinto - Porto, 1873-1940
  • Alberto Osório de Castro - Coimbra, 1868-1946
  • Alberto de Monsaraz - Lisboa, 1889-1959
  • Alberto Osório de Castro - Coimbra, 1868-1946
  • Alberto Pimenta - Porto, 1937
  • Alberto Pimentel - Porto, 1849-1925
  • Alberto Sampaio - Guimarães, 1841-1908
  • Alberto de Serpa - Porto, 1906
  • Alberto de Sousa Costa
  • Albino Forjaz de Sampaio - Lisboa, 1884-1949
  • Albino Lapa - 1898-1968
  • Alexandre Andrade
  • Alexandre Babo - Lisboa, 1916
  • Alexandre Braga - Porto, 1829-1895
  • Alexandre Cabral (José dos Santos Cabral) - Lisboa, 1917-1996
  • Alexandre da Conceição - Ílhavo, 1842 - Viseu, 1889
  • Alexandre Ferreira
  • Alexandre Herculano - Lisboa, 1810-1877
  • Alexandre O'Neill - Lisboa, 1924-1986
  • Alexandre Pinheiro Torres - Amarante, 1923-1999
  • Alexandre Vargas
  • Alfredo Campos
  • Alfredo Campos Matos
  • Alfredo Cortês - Estremoz, 1880-1946
  • Alfredo Guisado - Lisboa, 1891-1976
  • Alfredo Margarido - Vinhais, 1928
  • Alfredo Mesquita
  • Alfredo Pimenta - Guimarães, 1882-1950
  • Alice Ruivo
  • Almada Negreiros (José Sobral de) - Lisboa, 1893-1970
  • Almeida Faria (Benigno José de) - Montemor-o-Novo, 1943
  • Almeida Garrett (João Baptista da Silva Leitão de) - Porto, 1799-1854
  • Alonso Féria
  • Álvaro de Carvalhal - Algeriz, 1844-1868
  • Álvaro Faria - Porto, 1954
  • Álvaro Feijó - Viana do Castelo, 1917-1941
  • Álvaro Guerra, 1936-2002
  • Álvaro Lapa - Évora, 1939-2006
  • Álvaro Manuel Machado - Porto, 1940
  • Álvaro Ribeiro
  • Alves Redol (António) - Vila Franca de Xira, 1911-1969
  • Amadeu Lopes Sabino - Elvas, 1943
  • Américo Durão-Couço, 1894-1969
  • Américo Guerreiro de Sousa
  • Amorim Rosa
  • Ana de Castro Osório - Mangualde, 1872-1935
  • Ana Hatherly - Porto, 1929
  • Ana Luísa Amaral - Lisboa, 1956
  • Ana Paula Inácio
  • Andrade Caminha (Pêro de) - Porto, 152?-1589
  • Andrade Corvo (João de) - Torres Novas, 1824-1890
  • André Brun - Lisboa, 1881-1926
  • André de Gouveia - Beja, 1497-1548
  • André de Resende - Évora, 1495-1573
  • André Vianna - Rio de Janeiro, 1978
  • Ângelo Jorge - Porto, 1883-1922
  • Ângelo de Lima - Porto, 1872-1921
  • Ângela Almeida - Horta,1959
  • Anselmo Braamcamp Freire - Lisboa, 1849-1929
  • Antero de Figueiredo
  • Antero de Quental - Ponta Delgada, 1842-1891
  • António Alçada Baptista - Covilhã, 1927
  • António Aleixo - Vila Real de Santo António, 1889-1949
  • António Alves Martins - Viseu, 1894-1929
  • António Aragão - São Vicente (Madeira), 1924
  • António Areal - Porto, 1934-1978
  • António Arnaut - Cumieira, Penela, 1936
  • António Baião
  • António Barahona da Fonseca
  • António Botto - Abrantes, 1897-1959
  • António Cabral - Castedo do Douro, 1931-2007
  • António Cândido
  • António Cândido Franco
  • ((António Castro)) - Luanda, 1959
  • António Correia d'Oliveira - São Pedro do Sul, 1879-1960
  • António Dacosta (António da Costa) - Angra do Heroísmo, 1914-1990
  • António de Sousa Porto
  • António Feijó - Bragança, 1861-1908
  • António Feliciano de Castilho - Lisboa, 1800-1875
  • António Ferreira - Lisboa, 1528-1569
  • António Ferro - Lisboa, 1895-1956
  • António Fogaça - Barcelos, 1863-1889
  • António Franco Alexandre - Viseu, 1944
  • António Gancho - Évora, 1940-2005
  • António Garcia Barreto
  • António Gedeão (Rómulo de Carvalho) - Lisboa, 1906-1997
  • António Gonçalves Annes Bandarra
  • António José da Silva
  • António José de Almeida - Penacova, 1866-1929
  • António José Forte
  • António José Saraiva - Leiria, 1917-1993
  • António José da Silva (O Judeu) - Rio de Janeiro, 1705-1739
  • António Lobo Antunes - Lisboa, 1942
  • António Lobo Vilela - Vila Viçosa, 1902-1965
  • António Luís Moita
  • António Manuel Couto Viana - Viana do Castelo, 1923
  • António Manuel Pires Cabral
  • António Maria Lisboa - Lisboa, 1928-1953
  • António Martins Rachinhas
  • António Modesto Navarro - Vila Flor, 1942
  • António Mota
  • António Nobre - Porto, 1867-1900
  • António de Oliveira
  • António Osório - Sétubal, 1933
  • António Patrício - Porto, 1878-1930
  • António Pedro - Cabo Verde, 1909-1966
  • António Pedro Pita
  • António Pocinho, 1958-2010
  • António Porto-Além
  • António Quadros - Lisboa, 1923
  • António Ramos Rosa - Faro, 1924
  • António Rebordão Navarro - Porto, 1933
  • António Reis - Valadares, 1925
  • António Ribeiro Chiado - Évora, 1520-1591
  • António Sardinha - Monforte, 1887-1925
  • António Sérgio
  • António de Sousa
  • António de Sousa de Macedo - Porto, 1606-1682
  • António de Sousa Porto, 1898
  • António Salvado - Castelo Branco, 1936
  • António Tavares Manaças
  • António Telmo
  • António Torrado
  • António de Vasconcelos
  • António de Vasconcelos Nogueira
  • António Vitorino - Vieira de Leiria, 1898-1962
  • Antunes da Silva (Armando) - Évora, 1921-1997
  • Aquiles Estaço - Vidigueira, 1524-1581
  • Aquilino Ribeiro - Sernancelhe, 1885-1963
  • Arala Pinto
  • Araújo Correia (João Maria) - Peso da Régua, 1899-?
  • Armando de Castro
  • Armando Côrtes-Rodrigues - São Miguel, 1891-1971
  • Armando Silva Carvalho - Óbidos, 1938
  • Armindo Magalhães - Fornelos, 1966
  • Armindo Rodrigues - Lisboa, 1904
  • Arnaldo Gama - Porto, 1828-1869
  • Arnaldo Saraiva
  • Artur Portela Filho - Lisboa, 1937
  • Ary dos Santos (José Carlos) - Lisboa, 1937-1984
  • Assis Esperança (António) - Faro, 1892-1975
  • Augusto Abelaira - Ançã, 1926-2003
  • Augusto Casimiro - Amarante, 1889
  • Augusto de Castro - Porto, 1883-1971
  • Augusto da Costa
  • Augusto da Costa Dias - 1919-1976
  • Augusto Ferreira Gomes - Lisboa, 1892-1953
  • Augusto Freire de Andrade
  • Augusto de Santa-Rita
  • Augusto Gil - Lordelo, 1873-1929
  • Aurélio Márcio - Fafe, 1919

B

  • Baltasar Dias (Poeta Cego) - Madeira, Século XVI
  • Baptista Bastos - Lisboa, 1934
  • Barrilaro Ruas (Henrique)
  • Bartolomeu Valente -- S. Roque, Oliveira de Azeméis, 1943
  • Bento da Cruz - Montalegre, 1925
  • Bento de Jesus Caraça
  • Bento Mântua
  • Bernardim Ribeiro - Torrão, 1480?- 1545
  • Bernardete Costa
  • Bernardo Pinto de Almeida
  • Bernardo Santareno (António Martinho do Rosário) - Santarém, 1920-1980
  • Bernardo Teixeira
  • Bernardino G. Oliveira
  • Bernardo Pinto de Almeida
  • Bernardo Sabugosa Portal Madeira
  • Bernardo Santareno (António Martinho do Rosário)
  • Bocage - Setúbal, 1765-1805
  • Borges Grainha (Manuel)
  • Branquinho da Fonseca - Mortágua, 1905-1974
  • Brito Camacho - Aljustrel, 1934
  • Bulhão Pato - Bilbau, 1829-1912

C

  • Camilo Castelo Branco - Lisboa, 1825-1890
  • Camilo Pessanha - Coimbra, 1867-1926
  • Campos de Figueiredo – Coimbra, 1899
  • Campos Monteiro - Moncorvo, 1876-1934
  • Carlos Aboim Inglez
  • Carlos Ademar - Vinhais, 1960
  • Carlos Correia - Castelo Branco, 1947
  • Carlos Eurico da Costa – Viana do Castelo, 1928
  • Carlos Ferrão
  • Carlos Lemonde de Macedo - Lisboa, 1921-1996
  • Carlos Loures - Lisboa, 1937
  • Carlos Malheiro Dias
  • Carlos de Mesquita
  • Carlos de Oliveira - Brasil, 1921
  • Carlos Papiano - Lourenço Marques, 1918
  • Carlos Paço d'Arcos - Luanda, 1948
  • Carlos Queirós - Lisboa, 1907-1949
  • Carlos Saraiva Pinto
  • Carlos Wallenstein - Ponta Delgada, 1925
  • Carlos Vaz
  • Carolina Michaëlis de Vasconcelos - Berlim, 1851-1925
  • Casimiro de Brito - Loulé, 1938
  • Castro Soromenho - Moçambique, 1910-1968
  • Cavaleiro de Oliveira (Francisco Xavier de Oliveira) - Lisboa, 1702-1783
  • Cecília Sacramento
  • César da Silva
  • Cesário Verde, (José Joaquim) - Lisboa, 1855-1886
  • Cláudia Sofia, (Monsanto dos Santos) - Aveiro, 1977
  • Coelho Lousada, (António José) - Porto, 1828-1859
  • Conde d'Aurora
  • Conde de Ficalho (Francisco Manuel de Melo Breyner)
  • Conde de Monsaraz
  • Conde de Sabugosa (A. M. V. J. de M. César e Meneses) - Lisboa, 1854-1923
  • Correia Garção (Pedro António)- Lisboa, 1724-1773
  • Cortez Pinto (Américo) - Leiria, 1896-1979
  • Costa Lobo (António de Sousa Silva) - Porto, 1840-1913
  • Cristóvam Pavia (Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho) - Lisboa, 1933-1968
  • Cristóvão Aires - Ribandar de Goa, 1853-1950
  • Cristóvão Falcão - Portalegre, 1515-1557
  • Cruz Malpique
  • Cruz e Silva (António Dinis da) - Lisboa, 1731-1799
  • Cruzeiro Seixas
  • Cunha Leal

D

  • Dalila Pereira da Costa - Porto, 1918-2012
  • Damião de Góis - Alenquer, 1502-1574
  • Damião António de Lemos Faria e Castro- Portimão, 1715 — Faro, 1789
  • Daniel Faria - Paredes, 1971-1999
  • Daniel Filipe - Cabo Verde, 1925-1964
  • Daniel Pires
  • David Mourão-Ferreira - Lisboa, 1927
  • D. Dinis - 1261-1325
  • Dinis Machado - Lisboa, 1930-2008
  • Diogo Bernardes - Ponte da Barca, 1530-1595
  • Diogo Brandão -?-1530
  • Diogo Camacho - Montemor-o-Velho
  • Diogo do Couto - Lisboa, 1542-1616
  • Diogo Paiva de Andrade - Coimbra, 1528-1575
  • Domingos Amaral - Lisboa, 1967
  • Domingos Lobo - Santa Comba Dão, 1946
  • Domingos Monteiro - Barqueiros, Mesão Frio, 1903-1980
  • Dórdio Guimarães - Porto, 1938-1997
  • D. Duarte - Viseu, 1391-1438
  • Duarte de Brito
  • Duarte Madeira Arraes
  • Duarte Pacheco Pereira - Lisboa, 1465-1533
  • Dulce Rodrigues - Lisboa, 1941

E

  • E. M. de Melo e Castro - Covilhã, 1932
  • Eça de Queirós (José Maria de) - Póvoa do Varzim, 1845-1900
  • Edmundo Bettencourt - Funchal, 1899-1973
  • Eduardo Coelho - 1835-1889
  • Eduardo Guerra Carneiro - Chaves, 1942-2004
  • Eduardo Lourenço
  • Eduardo de Noronha
  • Eduardo Prado Coelho
  • ((Elisa Brazão))- ((Funchal))
  • Egas Moniz
  • Egito Gonçalves - Matosinhos, 1922
  • Emanuel Félix
  • Emanuel Ribeiro
  • Emídio Navarro
  • Emília Ferreira - Lisboa, 1963
  • Emiliano da Costa - Tavira, 1885-1968
  • Ernesto Sampaio - Lisboa, 1932-2001
  • Ernesto Valente da Fonseca
  • Esteves Pereira
  • Eugénio de Andrade (José Fontinhas) - Póvoa de Atalaia, Fundão, 1923-2005
  • Eugénio de Castro - Coimbra, 1869-1944
  • Eugénio Lisboa

F

  • Fátima Maldonado
  • Faure da Rosa - Nova Goa, 1912
  • Fausto José - Armamar, 1903-1975
  • Fausto Guedes Teixeira
  • Fernanda Botelho - Porto, 1926
  • Fernanda de Castro
  • Fernando Alves dos Santos
  • Fernando Assis Pacheco - Coimbra, 1937 - Lisboa, 1995
  • Fernando Augusto de Freitas Motta Luso Soares
  • Fernando Belo
  • Fernanda de Castro - Lisboa, 1900
  • Fernando Echevarria
  • Fernando Emygdio da Silva
  • Fernando Évora - Faro, 1965
  • Fernando Gandra
  • Fernando Gil - 1937-2006
  • Fernando Grade - Estoril, 1943
  • Fernando Guedes - Porto, 1928
  • Fernando Guimarães - Porto, 1928
  • Fernando J. B. Martinho
  • Fernando Lemos
  • Fernando Lopes-Graça
  • Fernando Martinho Guimarães
  • Fernando Miguel Santos - Vila Nova de Gaia, 1987
  • Fernando Monteiro de Castro Soromenho
  • Fernando Namora - Condeixa-a-Nova, 1919
  • Fernando Oliveira Guimarães - Porto, 1928
  • Fernando Pessoa - Lisboa, 1888-1935
  • Fernando Pinto do Amaral - Lisboa, 1960
  • Fernão Lopes - 1380?-1460?
  • Fernão Lopes de Castanheda - Santarém, 1500?-1559
  • Fernão Mendes Pinto - Montemor-o-Velho, 1510-1583
  • Ferreira de Castro - Oliveira de Azeméis, 1898-1974
  • Ferreira da Costa
  • Ferreira Martins (General)
  • Fiame Hasse Pais Brandão - Lisboa, 1938
  • Fialho de Almeida (José Valentim) - Vila de Frades, 1875-1911
  • Fidelino Figueiredo - Lisboa, 1889-1967
  • Filinto Elísio (Padre F. M. do Nascimento) - Lisboa, 1734-1819
  • Florbela Espanca - Vila Viçosa, 1894-1930
  • Fortunato de Almeida
  • Francisco Alvares - Coimbra, 1470-1540
  • Francisco Adolfo Coelho
  • Francisco Câncio
  • Francisco Costa - Sintra, 1900
  • D. Francisco da Costa - 1533-1591
  • Francisco José Viegas
  • D. Francisco Manuel de Melo - Lisboa, 1608-1666
  • Francisco Maria Bordalo - Lisboa, 1821-1861
  • Francisco Martins Sarmento
  • Francisco de Morais
  • Francisco Palma-Dias
  • Francisco de Pina e Melo - Montemor-o-Velho, 1695-1773
  • Francisco Xavier de Oliveira
  • Frei Agostinho da Cruz - Ponte de Lima, 1540-1619
  • Frei Amador Arrais - Beja, 1530-1600
  • Frei António Brandão - Alcobaça, 1584-1637
  • Frei António das Chagas - Vidigueira, 1631-1682
  • Frei Bartolomeu dos Mártires - Viana do Castelo, 1514-1590
  • Frei Bernardo de Brito - Almeida, 1569-1617
  • Frei Fortunato de São Boaventura - Alcobaça, 1778-1844
  • Frei Jerónimo Baía - Viana do Castelo, 1630-1688
  • Frei Joaquim de Santa Rosa Viterbo
  • Frei Luís de Sousa - Santarém, 1555-1632
  • Frei Manuel do Cenáculo - Lisboa, 1724-1814
  • Frei Manuel de Trindade
  • Frei Pantaleão de Aveiro - Século XVI
  • Frei Tomé de Jesus - Lisboa, 1529-1582

G

  • Gama Barros
  • Garcia da Orta - Castelo de Vide, 1500-1568
  • Garcia de Resende - Évora, 1470?-1536
  • Garibaldino de Andrade
  • Gastão Cruz - Faro, 1941
  • Gervásio Lobato (Jorge Gonçalves) - Lisboa, 1850-1895
  • Gil de Carvalho
  • Gil Vicente - Guimarães?, 1460?-1540?
  • Gomes de Amorim (Francisco) - A-Ver-O-Mar, 1827-1891
  • Gomes Eanes de Zurara - [[1410-1474
  • Gomes Leal (António Duarte) - Lisboa, 1848-1921
  • Gomes Leal
  • Gomes Monteiro
  • António Gonçalves Annes Bandarra - Trancoso, 1500-1556?
  • Gonçalo Fernandes Trancoso
  • Gonçalves Crespo (António Cândido) - Rio de Janeiro, 1846-1883
  • Gonçalo M. Tavares
  • Gonçalo Portela
  • Graça Pina de Morais - Porto, 1927
  • Guerra Junqueiro (Abílio Manuel) - Freixo de Espada-à Cinta, 1850-1923
  • Guilherme de Azevedo - Santarém, 1840-1882
  • Guilherme Braga - Porto, 1845-1874

H

  • Hélder Macedo - África do Sul, 1935
  • Hélder Moura Pereira
  • Hélia Correia
  • Henrique Lopes de Mendonça
  • Henrique de Vilhena
  • Herberto Hélder - Funchal, 1930
  • Hernâni Cidade
  • Hipólito Clemente
  • Hipólito Raposo
  • Homem Cristo

I

  • Ilse Llosa - Alemanha, 1913
  • Inocêncio Francisco da Silva
  • Irene Lisboa - Arruda dos Vinhos, 1892-1958
  • Isabel da Nóbrega - Lisboa, 1925
  • Isabel de Sá
  • Isabel Maria Fidalgo Mateus - Torre de Moncorvo, 1969
  • Ivo Machado - Ilha Terceira, 1958
  • Ivo Almeida - Lisboa, 1986
  • Isabel Ricardo Amaral

J

  • Jacinto Freire de Andrade - Beja, 1597-1657
  • Jacinto do Prado Coelho
  • Jaime Cortesão - Ançã, Cantanhede, 1884-1960
  • Jaime de Magalhães Lima
  • Jaime Salazar Sampaio - Lisboa, 1925
  • Jerónimo Corte-Real
  • Joana Bértholo, 1982
  • D. João I
  • João de Andrade Corvo - 1824-1890
  • João Aguiar
  • João Alves da Costa - (Lisboa, 1948) - (http://www.joaoalvesdacosta.com)
  • João Antunes
  • João Augusto Marques Gomes
  • João de Barros - Figueira da Foz, 1881-1960
  • João Barreiros
  • João F. C. Ribeiro
  • João de Barros
  • João Cabral do Nascimento - Funchal, 1897-1978
  • D. João da Câmara (Gonçalo Zarco) - [[1852-1908
  • D. João de Castro - 1871-1955
  • João de Castro Osório - Setúbal, 1969
  • João Chagas
  • João de Deus (Ramos) - São Bartolomeu de Messines, 1830-1896
  • João de Lemos - Peso da Régua, 1819-1890
  • João Gaspar Simões - Figueira da Foz, 1903- 1987
  • João Grave - Vagos, 1872-1934
  • João José Cochofel - Coimbra, 1919- 1982
  • João Maia
  • João Maria André
  • João-Maria Nabais
  • João Mendes Ferreira
  • João Miguel Fernandes Jorge - Bombarral, 1943
  • João Palma Ferreira - Lisboa, 1931
  • João Paulo (Mário) Freire
  • João Pedro do Valle (António Félix Mendes)
  • João Penha - Braga, 1838-1919
  • D. João Peres de Aboim -?-1288
  • João Ruiz de Castelo Branco -?-?
  • João Rui de Sousa - Lisboa, 1928
  • João Rasteiro
  • João Ruiz de Castel-Branco - Século XV
  • Joaquim de Carvalho
  • Joaquim Leitão
  • Joaquim Manuel Magalhães - Peso da Régua, 1945
  • Joaquim Manso
  • Joaquim Martins de Carvalho
  • Joaquim Namorado - Alter do Chão, 1914
  • Joaquim Paço d'Arcos - Lisboa, 1908
  • Joaquim Veríssimo Serrão
  • Jorge Fallorca
  • Jorge de Freitas - Funchal, 1921-1960
  • Jorge Gomes Miranda
  • Jorge Guimarães
  • Jorge Melícias
  • Jorge de Montemayor (ou de Montemor) - Montemor-o-Velho, 1520-1561
  • Jorge Reis-Sá
  • Jorge de Sena (1919-1978) - Lisboa, 1919-1978
  • Jorge de Sousa Braga
  • José Agostinho
  • José Agostinho Baptista - Funchal, 1948
  • José Agostinho de Oliveira (1866-1938)
  • José Agostinho de Macedo (Padre) - Beja, 1761-1831
  • José Alberto Braga
  • José Alberto Marques
  • José Amaro Dionísio
  • José Anastácio da Cunha - Lisboa, 1744-1787
  • José Augusto França - Tomar, 1922
  • José Augusto Seabra - Vilarouco, São João da Pesqueira, 1937-2004
  • José Bento
  • José Blanc de Portugal - Lisboa, 1914
  • José Caldas
  • José Cardoso Pires - Castelo Branco, 1925-Lisboa 1997
  • José Carlos González - Lisboa, 1937-2000
  • José Carlos de Vasconcelos - Freamunde, 1940
  • José Casanova - Couço
  • José Couto Nogueira - Lisboa, 1945
  • José Cutileiro
  • José Daniel Rodrigues da Costa - Leiria, 1757?-1832
  • José Dias Sanches
  • José Duro - Portalegre, 1876-1899
  • José Emílio-Nelson
  • José Estêvão
  • José Feliciano de Castilho de Barreto e Noronha - Lisboa, 1810-1879
  • José Fernandes Fafe - Porto, 1927
  • José Ferreira Monte
  • J. Fontana da Silveira, 1891-1974
  • José Gil
  • José Gomes Ferreira - Porto, 1900-1985
  • José Joaquim de Sena Freitas
  • José Labaredas - Couço, 1946-2000
  • José Leon Machado - Braga, 1965
  • José Liberato Freire de Carvalho - Monte São, 1772-1855
  • José Loureiro Botas - Vieira de Leiria, 1902
  • José Luandino Vieira
  • José Luís Peixoto - Ponte de Sôr, 1974
  • José Manuel Mendes - Luanda, 1948
  • José Maria Abecasis Soares - Lisboa, 1974
  • José Marinho
  • José Marmelo e Silva - Paúl, 1913
  • José Mattoso
  • José Miguel Silva - Vila Nova de Gaia, 1969
  • José Nuno Martins - Fratel, Vila Velha de Ródão, 1948
  • José Pacheco Pereira - Porto, 1949
  • José Pacheko
  • José Pinto Loureiro
  • José Queiroz
  • José Régio (José Maria dos Reis Pereira) - Vila do Conde, 1901-1969
  • José Riço Direitinho - Lisboa, 1965
  • José Rodrigues Miguéis - Lisboa, 1901
  • José Rodrigues dos Santos
  • José Saramago - Azinhaga, 1922
  • José Sebag
  • José Tolentino Mendonça - Madeira, 1963
  • José Vaz - Vila Nova de Gaia, 1940
  • José Viale Moutinho - Funchal, 1945
  • José Vilhena - Pinhel, 1927
  • Josué Pinharanda Gomes
  • Judite Navarro - Torres Novas, 1910
  • Judith Teixeira
  • Julião Quintinha - 1886-1968
  • Júlio Brandão - Vila Nova de Famalicão, 1869-1947
  • Júlio de Castilho - 1840-1919
  • Júlio César Machado - Lisboa, 1835-1890
  • Júlio Conrado
  • Júlio Dantas - Lagos, 1876-1962
  • Júlio de Castilho
  • Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho) - Porto, 1838-1871
  • Júlio de Matos
  • Júlio Moreira

L

  • Latino Coelho (José Maria) - Lisboa, 1825-1891
  • Leite de Vasconcelos (José)
  • Leonardo Coimbra - Lixa, 1883-1936
  • Liberto da Cruz - Sintra, 1935
  • Lídia Jorge
  • Lima de Freitas
  • Lopes Mendonça (Henrique) - Lisboa, 1856-1931
  • Lourenço Santos
  • Leonardo Coimbra
  • Luis Abisague
  • Luís Amaro - Aljustrel, 1923
  • Luís António Verney (Frade Barbadinho) - Lisboa, 1718-1792
  • Luís Augusto Palmeirim - Lisboa, 1825-1893
  • Luís Beirão - Vilar Barroco, Oleiros, 1977
  • Luís Cajão - Figueira da Foz, 1920
  • Luís Chaves
  • Luís Filipe Miranda - Angola, 1962
  • Luís Forjaz Trigueiros - Lisboa, 1915
  • Luís Francisco Rebello - Lisboa, 1924
  • Luís de Magalhães
  • Luís Miguel Nava
  • Luís Miguel Rocha
  • Luís de Miranda Rocha - Mira, 1947
  • Luís de Montalvor - Cabo Verde, 1891-1947
  • Luís Novais - Braga, 1966
  • Luiz Pacheco
  • Luís Pignatelli
  • Luís Costa Pires
  • Luís Serrano - Évora, 1938
  • Luís de Sousa Costa
  • Luís de Sttau Monteiro - Lisboa, 1926
  • Luís Vaz de Camões - Lisboa? ou Coimbra?, 1525?-1580
  • Luís Veiga Leitão
  • Luís Leitão, 1866-1940
  • Luísa Costa Gomes
  • Luísa Ducla Soares
  • Luiz Pacheco - Lisboa, 1925
  • Luiza Neto Jorge - Lisboa, 1939-1989
  • Luz Soriano (Simão José da)

M

  • M. S. Lourenço - Sintra, 1936
  • Mafalda Cortesão - Porto, 1995
  • Mafalda Ivo Cruz
  • Manuel Alegre - Águeda, 1936
  • Manuel António Pina - Sabugal, 1943
  • Manuel Arouca
  • Manuel Araújo da Cunha,[Penafiel], 1947
  • Manuel Maria, Porto, 1951)
  • Manuel Carvalho
  • Manuel de Castro
  • Manuel da Costa
  • Manuel de Faria e Sousa - Pombeiro, 1590-1649
  • Manuel Ferreira - Leiria, 1917
  • Manuel da Fonseca - Santiago do Cacém, 1911
  • Manuel de Freitas
  • Manuel Galhegos (Padre) - Lisboa, 1597-1665
  • Manuel Gandra
  • Manuel Gusmão
  • Manuel Hermínio Monteiro -?-2001
  • Manuel José Gonçalves Couto
  • Manuel Laranjeira - Vila da Feira, 1877-1912
  • Manuel de Lima - Lisboa, 1918-1976
  • Manuel Lourenço - Sintra, 1936
  • Manuel Mendes
  • Manuel Ribeiro
  • Manuel Rodrigues, 1959
  • Manuel da Fonseca
  • Manuel da Silva Gaio
  • Manuel Silva Ramos e Alface
  • Manuel de Souza Falcão, 1958
  • Manuel Teixeira Gomes - Portimão, 1860-1941
  • Manuel Villaverde Cabral
  • Manuel Varella
  • Marcos Algarve - Olhão, 1880-1918
  • Margarida Rebelo Pinto - Lisboa, 1965
  • Maria Alberta Menéres - Vila Nova de Gaia, 1930
  • Maria Aliete Galhoz
  • Maria Amália Vaz de Carvalho - Lisboa, 1847-1921
  • Maria Archer - Lisboa, 1905
  • Maria do Carmo Abecassis
  • Maria do Céu Nogueira
  • Maria Estela Guedes
  • Maria Fernanda Botelho - Porto, 1926
  • Maria Gabriela Llansol
  • Maria Helena da Costa Dias - Ilha do Maio, 1917-
  • Maria Isabel Barreno - Lisboa, 1939
  • Maria João Lopo de Carvalho - Lisboa, 1962
  • Maria Judite de Carvalho - Lisboa, 1921
  • Maria Lamas - Torres Novas, 1893 - Lisboa, 1983
  • Maria Natália Miranda
  • Maria Ondina Braga - Braga, 1932-2003
  • Maria Teresa Horta - Lisboa, 1937
  • Maria Teresa Maia Gonzalez
  • Maria Velho da Costa - Lisboa, 1938
  • Marileide Guedelha Andersen - Brasil, 1964
  • Marina Tavares Dias - Lisboa, 1962
  • Marina Raquel M. Ferraz - Portugal, Coimbra
  • Mário Augusto do Quinteiro Vilela
  • Mário Beirão - Beja, 1892-1965
  • Mário Braga - Coimbra, 1921
  • Mário Brandão
  • Mário Castrim - Ílhavo, 1920 - Lisboa, 2002
  • Mário Cesariny de Vasconcelos - Lisboa, 1923-2006
  • Mário Cláudio - Porto, 1941
  • Mário de Carvalho - Lisboa, 1944
  • Mário Dionísio - Lisboa, 1916-1993
  • Mário Domingos
  • Mário Duarte - Aveiro, 1900 - Lisboa, 1982
  • Mário-Henrique Leiria - Lisboa, 1923 — Cascais, 1980
  • Mário Pais de Oliveira (Padre Mário de Oliveira)
  • Mário de Sá-Carneiro - Lisboa, 1890-1916
  • Mário Saa (Mário Pais da Cunha) - Ervidel,?-1971
  • Mário Sacramento - Ílhavo, 1920 - Porto, 1969
  • Mário Sampayo Ribeiro
  • Mário Ventura - Santarém, 1923
  • Mário Vilaça
  • Martinho da Fonseca
  • Martins Sarmento
  • Matias Aires - São Paulo, 1705-1763
  • Matilde Rosa Araújo - Lisboa, 1921
  • Marquesa de Alorna (Leonor de Almeida) - Lisboa, 1750-1839
  • Marquez do Lavradio
  • Matos Sequeira (Gustavo de)
  • Mendes Leal (José da Silva) - Lisboa, 1818-1886
  • Miguel Baptista Pereira
  • Miguel Esteves Cardoso - Lisboa, 1955
  • Miguel de Castro Henriques
  • Miguel Martins de Menezes - 1960
  • Miguel Sousa Tavares
  • Miguel Torga (Adolfo Rocha) - São Martinho de Anta, Sabrosa, 1907-1995
  • Murilo Mendes

N

  • Natália Correia - São Miguel - Açores, 1923
  • Natália Nunes - Lisboa, 1921
  • Natércia Freire - Benavente, 1920-2004
  • Natalina Concha - Miranda do Douro, 1923 - 2002
  • Nelson de Matos - 1945
  • Nicolau Tolentino de Almeida - Lisboa, 1740-1811
  • Norberto de Araújo
  • Norberto Lopes (Adolfo) - Vimioso, 1900-1989
  • Nuno Bragança - [[1929
  • Nuno Júdice - Mexilhoeira Grande, 1949
  • Nuno de Sampayo
  • Nuno Rebocho
  • Nuno Trinta de Sá

O

  • Olga Gonçalves - Luanda, 1929
  • Oliveira Marques (A. H. de) - São Pedro do Estoril, 1933
  • Oliveira Marreco
  • Oliveira Martins (Joaquim Pedro de) - Lisboa, 1845-1894
  • Onésimo Teotónio Almeida - Pico da Pedra, n. 1946
  • Orlando da Costa - Lourenço Marques, 1929
  • Orlando Vitorino
  • Osório de Castro (Alberto)
  • Osório Goulart

P

  • Paço d'Arcos (Anriqe) - Lisboa, 1906
  • Padre Alexandre de Gusmão - Lisboa, 1629-1724
  • Padre Alves Mateus
  • Padre António Vieira - Lisboa, 1608-1697
  • Padre Baltasar Estaço - Évora, 1570- 16??
  • Padre Manuel Bernardes - Lisboa, 1644-1710
  • Padre Manuel da Nóbrega - 1517-1570
  • Padre João Maria
  • Pai Soares de Traveirões
  • Paiva Manso (Visconde de)
  • Papiano Carlos
  • Passos Manuel (Manuel da Silva)
  • Pastor de Macedo (Luís)
  • Pato Moniz (Nuno Álvares Pereira) - Lisboa, 1781-1826
  • Patrícia Joyce (Dagmar Joyce Damas Mora) - Lisboa, 1913
  • Patricia Portela, 1974
  • Paula Cardoso Almeida
  • Paulo Bandeira - Amadora, 1974
  • Paulo Jorge Fidalgo
  • Paulo Morgado - Lisboa, 1963
  • Paulo Quintela (Prof.) - Bragança, 1905-1987
  • Paz Kardo
  • Pedro Almeida Vieira
  • Pedro Alvim - Porto, 1935
  • Pêro de Andrade Caminha
  • D. Pedro, Conde de Barcelos|D. Pedro]] (Conde de Barcelos)
  • D. Pedro (Duque de Coimbra)
  • Pedro de Azevedo
  • Pedro Bordalo Pinheiro S. Silva - Lisboa, 1970
  • Pedro Canais
  • Pedro Fernandes Thomás
  • Pedro Hispano (Papa João XXI) - Lisboa, 1220-1277
  • Pedro Homem de Melo - Porto, 1904-1984
  • Pedro Ivo (Carlos Lopes) - 1842-1905
  • Pedro Laranjeira
  • Pedro Seromenho -
  • Pedro Mexia - Lisboa, 1972
  • Pedro de Moura e Sá
  • Pedro Oom - [[1926
  • Pedro Tamen - Lisboa, 1934
  • Pedro Vitorino
  • Pêro Vaz de Caminha - Porto?, 14??-15??
  • Pina Martins(José V. de)
  • Pinheiro Chagas - Lisboa, 1842-1895
  • Políbio Gomes dos Santos - Ansião, 1911-1939

R

  • Rafael Dionísio
  • Ramada Curto - Lisboa, 1886-1961
  • Ramalho Ortigão (José Duarte) - Porto, 1836-1915
  • Raul Brandão - Foz do Douro, 1867-1930
  • Raul de Carvalho - Alvito, 1920-1984
  • Raul Leal - Lisboa, 1886-1964
  • Raul Rego - Macedo de Cavaleiros, 1913
  • Rebelo da Silva (Luís Augusto) - Lisboa, 1822-1871
  • Reinaldo Ferreira
  • Renato Carrasquinho
  • Reynaldo dos Santos
  • Ribeiro Chiado
  • Ribeiro Sanches - Penamacor, 1699-1783
  • Ricardo Jorge
  • Rocha Martins
  • Roberto de Mesquita
  • Rodrigo Paganino - Lisboa, 1835-1863
  • Rodrigo Emílio
  • Rodrigues Lobo (Francisco) - Leiria, 1579-1621
  • Romeu Correia - Almada, 1917-1996
  • Ruben Alfredo Andresen Leitão - Lisboa, 1920-1975
  • Rui Chianca - Lisboa, 1891-1931
  • Rui Herbon
  • Rui Knopfli - Moçambique, 1932-1997
  • Rui Miguel Saramago
  • Rui de Pina - Guarda, 1440-1522
  • Rui Pires Cabral
  • Rui Vieira
  • Rui Zink
  • Rute Damão
  • Rute Silva Correia - Lisboa, 1981
  • Ruy Belo - S. João da Ribeira (Rio Maior), 1933-1978
  • Ruy Cinatti - Londres, 1915-1986
  • Ruy Luís Gomes

S

  • Sá de Miranda (Francisco de) - Coimbra, 1481-1558
  • Sampaio (Bruno José Pereira)
  • Samuel Usque
  • D. Sancho I
  • Sanches da Gama (Eugénio) - 1864-1933
  • Sandro William Junqueira, 1974
  • Sant'Anna Dionísio - Porto, 1902-1991
  • Santo António - Lisboa, 1195-1231
  • Saúl Dias (Júlio Maria dos Reis Pereira) - Vila do Conde, 1902-1983
  • Sebastião Alba
  • Sebastião da Gama - Azeitão, 1924-1952
  • Sebastião de Magalhães Lima
  • Serafim Ferreira
  • Sérgio Ferreira (cineasta e escritor), Mindelo (Cabo Verde), 1946-2006
  • Severim de Faria (Manuel) - Lisboa, 1583-1665
  • Severim de Figueiredo
  • Sidónio Muralha - Lisboa, 1920-1982
  • Silva Gaio (António de Oliveira da) - Viseu, 1830-1870
  • Silva Pinto
  • ((Silvina Serrão))- ((Funchal)),1955
  • Soares de Albergaria (Manuel) - Lisboa
  • Soares de Passos (António Augusto) - Porto, 1826-1860
  • Soeiro Pereira Gomes (Joaquim) - Gestaçô, Baião, 1909-1949
  • Sophia de Mello Breyner Andresen - Porto, 1919-2004
  • Soror Madalena da Glória - Sintra, 1672-1760
  • Soror Maria do Céu - Lisboa, 1658-1753
  • Soror Mariana Alcoforado - Beja, 1640-1723
  • Soror Violante do Céu - 1602-1693
  • Sousa e Costa (Alberto Mário) - Vila Pouca de Aguiar, 1879-1961
  • Sousa Viterbo (Francisco Marques de) - Porto, 1843-1910

T

  • Teixeira de Carvalho
  • Teixeira de Pascoaes - Amarante, 1877-1952
  • Teixeira de Queirós (Francisco) - Arcos de Valdevez, 1849-1919
  • Teixeira de Vasconcelos (António Augusto) - Porto, 1816-1878
  • Padre Teodoro de Almeida - Lisboa, 1722-1804
  • Teófilo Braga (Joaquim)- Ponta Delgada, 1843-1924
  • Teolinda Gersão - Coimbra, 1940
  • Teresa Sabugosa
  • D. Thomaz de Mello
  • Tiago Moura, 1999
  • Tiago Tejo, 1986
  • Tomás António Gonzaga - Porto, 1744-1810
  • Tomás da Fonseca - Mortágua, 1877-1968
  • Tomás de Noronha - Alenquer,?-1651
  • Tomás Ribas - Viana do Alentejo, 1918-?
  • Tomás Ribeiro - Parada de Gonta, 1899-1965
  • Tomaz de Figueiredo - Braga, 1902-1970
  • Tomaz Kim (Joaquim Fernandes Tomás Monteiro-Grillo) - Lobito, 1915-1967
  • Trindade Coelho (José Francisco) - Mogadouro, 1861-1908
  • Tânia Pais

U

  • Urbano Tavares Rodrigues - Lisboa, 1923

V

  • Vasco Graça Moura - Porto, 1942
  • Vasco da Lima Couto
  • Vasco Pulido Valente
  • Maria Helena Ventura - Coimbra
  • Vergílio Alberto Vieira
  • Vergílio Ferreira - Guarda, 1916-1996
  • Virgílio Correia - Peso da Régua, 1888-1944
  • Vieira de Castro
  • Virgílio Martinho - Lisboa, 1928-1994
  • Virgínia Rau
  • Viriato Teles - Ílhavo, 1958
  • Visconde de Figanière, 1827-1908
  • Visconde de Santarém - Lisboa, 1791-1855
  • Vítor Cintra - Sintra,1941
  • Vítor Matos e Sá - Lourenço Marques, 1927-1975
  • Vítor Nogueira
  • Vitorino Magalhães Godinho
  • Vitorino Nemésio - Ilha Terceira, 1901-1978
  • Vasco Hogan Teves
  • Vítor Gil Cardeira - Tavira, 1958
  • José Vilhena - 1927

W

  • Wanda Ramos - Angola, 1948
  • Wenceslau de Moraes - Lisboa, 1854-1929

Y

  • Yvette Centeno - Lisboa, 1940

Lista de escritores do Brasil por gênero literário


Dicionaristas

  • Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910 – 1989), Dicionário da Língua Portuguesa
  • Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986), Dicionário do Folclore Brasileiro
  • Antonio Houaiss (1915 – 1999), Dicionário da Língua Portuguesa

Dramaturgos

  • António José da Silva, o Judeu (1705 -(1739) , dramaturgo
  • Artur de Azevedo (1855) – (1908), dramaturgo e poeta
  • Augusto Boal, (1931) – (2009) dramaturgo
  • Dias Gomes (1922) – (1999), dramaturgo
  • França Júnior (1838) – (1890), dramaturgo
  • Hilda Hilst (1930 – 2004), dramaturga, poeta e escritora
  • Martins Pena (1815) – (1848), dramaturgo
  • Nélson Rodrigues (1912) – (1980), dramaturgo, escritor e jornalista
  • Oduvaldo Vianna Filho (1936) – (1974), dramaturgo
  • Plínio Marcos (1935) – (1999)
  • Qorpo Santo (1829) – (1883)
  • Sérgio Jockyman (1930) – (2011), jornalista, dramaturgo, romancista e poeta

Contistas, cronistas e romancistas

  • Alberto Mussa, (1961), romancista e contista
  • Aluísio de Azevedo (1857) – (1913), escritor e pintor
  • Ariano Suassuna, (1927-2014) - escritor
  • Autran Dourado (1926) - (2012)
  • Bernardo Guimarães (1825) - (1884), escritor
  • Bernardo Ajzenberg (1959), romancista e tradutor
  • Casimiro de Abreu, (1839 – 1860), escritor (1936), escritor
  • Carlos Heitor Cony, (1926), jornalista e escritor
  • Clarice Lispector, (1920 - 1977), escritora, contista e jornalista
  • Cristóvão Tezza, (1952)
  • Denis Mandarino, 1964, compositor, artista plástico, romancista e contista
  • Diná Silveira de Queirós, (1911 - 1982), escritora
  • Érico Veríssimo, (1905 - 1975), escritor
  • Fernando Sabino, (1923 - (2004), escritor e jornalista
  • Herberto Sales, (1917 - 1999), escritor, contista e jornalista
  • Graciliano Ramos, (1892 - 1953), escritor e romancista
  • Guimarães Rosa, (1908) - (1967), escritor
  • Gustavo Reiz, (1981) escritor e dramaturgo
  • Izomar Camargo Guilherme. (1938), escritor, ilustrador
  • João Ubaldo Ribeiro, (1941-2014), escritor, roteirista e jornalista
  • Jorge Amado, (1912 - 2001), escritor
  • Jorge Fernando dos Santos (1956), escritor, jornalista, dramaturgo e poeta
  • José Lins do Rego (1901 - 1957)
  • Leo Vaz (1890 - 1973), escritor
  • Leonardo de Moraes (1977), escritor
  • Luis Fernando Verissimo (1936), cronista
  • Lya Luft (1938), escritora
  • Lygia Fagundes Telles, (1923), escritora
  • Machado de Assis, (1839 – 1908), escritor, dramaturgo e jornalista
  • Manuel Antônio de Almeida (1831) - (1861), escritor
  • Márcio de Souza (1946), escritor
  • Margarete Solange (1961), escritora, contista e romancista
  • Mário de Andrade, (1893 – 1945), escritor, poeta e crítico
  • Mário Ribeiro da Cruz (1928), escritor e tradutor
  • Miguel M. Abrahão, (1961), escritor e dramaturgo
  • Moacir Japiassu (1942), escritor
  • Moacyr Scliar (1937) - (2011), escritor
  • Monteiro Lobato, (1882 – 1948), escritor
  • Murilo Rubião, (1916 - 1991), escritor e jornalista
  • Nélida Piñon (1937) , escritora
  • Oscar Araripe, (1941), escritor e pintor
  • Oswald de Andrade (1890) - (1954), poeta e escritor
  • Otto Lara Resende, (1922 - 1992), jornalista e escritor
  • Paulo Coelho (1947), escritor
  • Raquel de Queiroz, (1910 - 2003), escritora, dramaturga e jornalista
  • Ronaldo Cagiano Barbosa (1961), escritor e crítico literário
  • Rubem Alves (1933-2014)
  • Rubem Braga, (1913-1990), escritor e cronista
  • Rubem Fonseca (1925), escritor
  • Ruth Rocha, (1931) escritora
  • Sérgio Sant'Anna, (1941), escritor e contista

Historiadores

  • Alberto da Costa e Silva (1931)
  • Gesiel Júnior (1963)
  • Mario Schmidt
  • João Capistrano de Abreu

Críticos

  • Alfredo Bosi
  • Anatol Rosenfeld
  • Antonio Candido (1918)
  • Décio de Almeida Prado
  • Luiz Paulo Horta
  • Olavo de Carvalho
  • Otto Maria Carpeaux (1900 – 1978)
  • Paulo Rónai
  • Roberto Schwarz
  • Ronaldo Cagiano Barbosa (1961)
  • Ruth Rocha (1931)

Humoristas

  • Marcelo Cassaro (1970)
  • Millôr Fernandes (1924)
  • Jô Soares (1938)

Jornalistas

  • Alberto Dines (1932)
  • Assis Chateaubriand (1891 - 1968)
  • Caco Barcellos
  • Carlos Lacerda (1914 - 1977)
  • Cláudio Abramo
  • Clóvis Rossi (1943)
  • Elio Gaspari (1944)
  • Euclides da Cunha (1866 – 1909)
  • Fernando Morais
  • Gilberto Dimenstein (1956)
  • Janio de Freitas
  • José Arbex Jr.
  • Mino Carta, (1933/1934)
  • Moacir Japiassu, (1942)
  • Nic Nilson, (1956)
  • Oscar Araripe, (1941)
  • Paulo Francis, (1930 – 1967)
  • Roberto Marinho, (1904 – 2003)
  • Samuel Wainer, (1912 - 1980)
  • Sérgio Jockyman
  • Zacarias Martins, (1957)

Esta é apenas uma pequena amostra de nossa inesgotável riqueza cultural-comum, que o separatismo presente em nossa sociedade-comum, daqui e d`além mar, insiste em negar às nossas crianças...


MANUEL ANTÓNIO PINA

 HOMENAGEM PÓSTUMA




Manuel António Pina (Sabugal, 18 de novembro de 1943 – Porto, 19 de outubro de 2012) foi um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões. O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine. A sua obra incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco. A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária. Faleceu no Hospital de Santo António no Porto, aos 68 anos.

A Poesia Vai Acabar A poesia vai acabar, os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis. Por exemplo, observadores de pássaros (enquanto os pássaros não acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao entrar numa repartição pública. Um senhor míope atendia devagar ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum poeta por este senhor?» E a pergunta afligiu-me tanto por dentro e por fora da cabeça que tive que voltar a ler toda a poesia desde o princípio do mundo. Uma pergunta numa cabeça. — Como uma coroa de espinhos: estão todos a ver onde o autor quer chegar? — Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde" Tema(s): Poesia

  Bibliografia

* 1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil);



* 1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia); * 1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil); 
 1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil);
* 1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
* 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia);
* 1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia);
* 1983 - "Os dois ladrões" (teatro);
* 1984 - "Nenhum sítio" (poesia);
* 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
* 1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil);
* 1986 - Os piratas(ficção);
* 1989 - "O caminho de casa" (poesia);
* 1987 - "O inventão" (teatro); 
* 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia); 
* 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia); 
* 1993 - "Farewell happy fields" (poesia);
* 1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil);
* 1994 - "Cuidados intensivos" (poesia);
* 1994 - "O anacronista" (crónica);
* 1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil);
* 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro);
* 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia);
* 1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil);
* 2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia);
* 2001 - "A noite" (teatro); 
* 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil);
* 2002 - "Poesia reunida" (poesia);
* 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro);
* 2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica);
* 2003 - Os livros (poesia);
* 2003 - "Os papéis de K." (ficção);
* 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil);
* 2005 - "Queres Bordalo?" (ficção);
* 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil);
* 2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas);
* 2008 - "Gatos" (poesia);
* 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro);
* 2010 - "Por outras palavras e mais crónicas de jornal" (crónica); 
* 2011 - "Poesia, saudade da prosa" (antologia poética); 
* 2011 - "Como se desenha uma casa" (poesia);
* 2012 - "Todas as palavras /Poesia reunida" (poesia).

PRÉMIOS RECEBIDOS

Prémios * 1978 - Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”); * 1987 - Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”); * 1988 - Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão); * 1988 - Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); * 1993 - Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; * 2002 - Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga"); * 2004 - Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004); * 2004 - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros); * 2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros); * 2011 - Prémio Camões.  Foi precedido por Ferreira Gullar e sucedido por Dalton Trevisan  Prémio Camões 1989: Miguel Torga • 1990: João Cabral de Melo Neto • 1991: José Craveirinha • 1992: Vergílio Ferreira • 1993: Rachel de Queiroz • 1994: Jorge Amado • 1995: José Saramago • 1996: Eduardo Lourenço • 1997: Pepetela • 1998: Antonio Candido • 1999: Sophia de Mello Breyner • 2000: Autran Dourado • 2001: Eugénio de Andrade • 2002: Maria Velho da Costa • 2003: Rubem Fonseca • 2004: Agustina Bessa-Luís • 2005: Lygia Fagundes Telles • 2006: José Luandino Vieira • 2007: António Lobo Antunes • 2008: João Ubaldo Ribeiro • 2009: Arménio Vieira • 2010: Ferreira Gullar • 2011: Manuel António Pina • 2012: Dalton Trevisan Luís de Camões.

LITERATURA DE CORDEL



O que é literatura de cordel

Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.

O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.



Literatura de Cordel - Os livros são pendurados em barbantes


Origens da literatura de cordel

As primeiras manifestações da literatura popular no ocidente ocorreram por volta do século XII. Peregrinos encontravam-se no sul da França, em direção à Palestina; no norte da Itália, para chegar a Roma; e ainda na Galícia, no santuário de Santiago.

Nesses encontros eram transmitidas as histórias e compostos os primeiros versos, de forma muito primitiva.

O que interessa para nós é que foi dessa forma que surgiram os primeiros núcleos de cultura regional que espalharam-se pela Europa e, posteriormente, pela América.

A literatura de cordel no Brasil

Devido ao atraso da chegada da imprensa por aqui e seu acesso pelo público, as produções literárias de populares tiveram seu apogeu apenas no século XX.

Nossa literatura de cordel é caracterizada, principalmente, pela poesia popular. A prosa aparece muito mais na forma oral, que passa de geração para geração.

Como é uma manifestação muito mais cultural do que intelectual, destaca-se em regiões onde a cultura é mais valorizada e delineada. Aqui no Brasil essas regiões são a Nordeste e a Sul.

Grandes autores da poesia popular brasileira

Centenas, talvez milhares de autores poderiam ser listados aqui, mas vou falar dos quatro mais conhecidos.

Leandro Gomes de Barros

Foi o mais importante e mais famoso autor da literatura de cordel brasileira. Seu livreto “O Cachorro dos mortos” vendeu mais de um milhão de exemplares.

História do Cachorro dos mortos

Trecho do livro “História do Cachorro dos mortos”, de Leandro Gomes de Barros

Os nossos antepassados
Eram muito prevenidos
Diziam: matos têm olhos
e paredes tem ouvidos
os crimes são descobertos
por mais que sejam escondidos

Em oitocentos e seis
na província da Bahia
distante da capital
3 léguas ou menos seria
Sebastião de Oliveira
ali num canto vivia

Ele, a mulher e duas filhas
e um filho já homem feio
o rapaz era empregado
e estudava Direito
o velho não era rico
mas vivia satisfeito

As duas filhas eram moças
honestas e trabalhadoras
logravam na capital
o nome de encantadoras
chamavam atenção de todos
as grandes tranças tão louras

Êsse velho era ferreiro
e ferreiro habilitado
vivia do seu ofício
plantando e criando gado
por 3 vezes enjeitou o cargo de delegado

Havia um vizinho dele
Eliziário Amorim
êsse tinha um filho único da espécie de Caim
enquanto o espanhol velho
até não era ruim

O filho dêsse espanhol
uma fera carniceira
veio provocar namôro com as filhas de Oliveira
uma delas disse a ele:
de nós não há quem o queira
Ele disse: tu não sabes
que meu pai possui dinheiro
em terras de criações
é o maior fazendeiro?
ela disse: o meu é pobre
planta, cria e é ferreiro

- Minha mãe tece de ganho
nós vivemos de costura
meu pai vive da sua arte
e de sua agricultura
meu irmão é empregado
para que maior ventura?

O sedutor conhecendo
seus planos serem debaldes
e só podia vencê-la
por meio da falsidade
que é a arma mais própria
onde existe a maldade
(…)

João Martins de Athayde

Autor popular que mais produziu. Comprou os direitos autorais de Leandro Gomes de Barros quando da sua morte, passando a editar também seus poemas.

Cuíca de Santo Amaro

O mais terrível poeta popular. Fazia denúncias contra corruptos e poderosos de sua época. Era amigo íntimo de Jorge Amado, que o incluiu como personagem em seus Tereza Batista, Cansada de Guerra e no conto A, morte de Quincas Berro D’água.

Cuíca de Santo Amaro


CUÍCA DE SANTO AMARO

Um cronista do cotidiano, mistura de trovador e repórter, infernizou a vida de Salvador, Bahia, dos anos 40 aos 60.

Batizado de José Gomes, foi com a alcunha de Cuíca de Santo Amaro que se celebrizou como um dos personagens mais importantes da história recente da cultura baiana.

Seus versos virulentos assustavam poderosos e gente comum, e não havia segredo guardado a sete chaves que escapasse do seu faro para escândalos, que tornava públicos na cidade através de cordéis.

Este foi, ao longo da vida, o seu ganha-pão. Venal para uns, genial para outros, uma coisa,
porém, ninguém nega: este personagem do século passado mantém uma atualidade singular, que não se insere em nenhum rótulo.
__________

José Gomes, o famoso Cuíca de Santo Amaro, cordelista respeitado, em Salvador. Fazia ponto no Elevador Lacerda e era uma figura conhecida e amada pelos baianos. Foi uma espécie de reporter e cronista do cotidiano da Bahia. Era muito querido e respeitado; sobreviveu até à morte, da venda dos seus cordéis, vindo a falecer em 1964.
Aparecia um fato intrigante, um marido traído, uma fofoca de patrão com a empregada, um assassinato, a mulher de Brotas (que capou o marido), logo, logo, lá estava Cuíca com seu cordel a verberar na fila do Elevador Lacerda, ponto mais movimentado de Salvador.
E sua freguesia era fiel.



Ao grande Cuíca de Santo Amaro, in memoriam

Cuíca de Santo Amaro
Grande fidalgo baiano
Morava em São Salvador...
Um bom cronista, de faro,
Contava o cotidiano
Do coitado e do doutor...

Viveu há cinqüenta anos
Na cidade da Bahia
Que lhe rendia homenagem...
Os seus versos mais insanos
Traziam humor e alegria
E lhe abriam passagem...

Lembro o Elevador Lacerda
bem perto do meio-dia:
A multidão apressada
E gente que andava lerda
Dois minutinhos perdia
Pra ficar bem informada...

Bengala e óculo escuro
Cuíca, bem alto, lia
O seu cordel encantado...
Tinha gente sobre o muro
Que sua voz, atenta ouvia
Sobre fato consumado...

Era cego de nascença
Um cantador diferente
Que contava cada história...
Pra êle, não tinha crença
Fosse inimigo ou parente,
Que escapasse da memória...

Mulher que capou marido
Filho que matou o pai
A boazuda do patrão...
O Cuíca era inxirido
Bota pra fora o que sai
Tudo o que lhe vem à mão...

Seus livretos pendurados
No varal improvisado
Custavam o valor de um pão...
E todo o mundo queria
Participar da alegria
Que tinha em seu coração...

Ricardo De Benedictis

Antônio Barreto

Além de cordelista, Antônio Barreto é poeta e professor. Graduado em Letras e Pós-graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira, lamenta a falta da cadeira do cordel na academia.


Por Sá de João Pessoa em
Out 07 2008, às 13:05pm

EXPLICAÇÃO

Lucélia Pardim, André,
Júlia, Salomão, Gabi,
Iara, Alex e Aline,
Que bom ver vocês aqui
Todo mundo neste “Lendo”,
Estudando e aprendendo,
O que eu nunca aprendi…

Digo isso só porque
Tudo que sei e escrevo,
Da nossa literatura,
Arte de muito relevo,
Diploma de Faculdade
Adquiri com a idade,
Somente aos poetas devo.

A poesia popular
Já foi demais atacada,
Por seu estilo brutal
Por todos é criticada,
Quantas vezes já ouvi
Se divulgar por aí
Que ela está enterrada.

No entanto sobrevive
Aos mais duros terremotos,
Quanto mais é desprezada
Mais aumentam seus devotos,
Resistiu aos furacões,
Superou todos os senões,
Nos países mais remotos.

Não pensem que é só aqui
Em nossa terra menina
Que o cordel é cantado,
Tal e qual ouro da mina,
A poesia de cordel
Brota do favo igual mel
Nesta América Latina!

Muitos de nossos poetas,
Como Drummond de Andrade,
Beberam água das fontes
De excelente qualidade,
Para “Maria e João”
Ele achou inspiração
Que não tem na faculdade.

Não sei se dei o exemplo
Igual que a ciência pede,
A poesia de cordel
Não se conta nem se mede,
Com esses versos à toa
Este Sá de João Pessoa
Com carinho se despede.

FIM

 

Literatura de Cordel


Por Marcia


No canto dos trovadores, a voz rasgada do povo



“Veja só quanta miséria/veja só quanta agonia/veja a que ponto chegou a nossa Bahia/o povo sem trabalhar/por falta de energia” (Cuíca de Santo Amaro). Um dos poetas mais conceituado do Brasil foi o baiano Cuíca de Santo Amaro, autor do famoso “O homem que inventou o trabalho”. Seu verdadeiro nome era José Gomes (1907/1964) e os seus primeiros trabalhos começaram, a ser divulgados em 1927. Figura controvertida, amigo de grandes personalidades da época, inclusive de Getúlio Vargas, preso algumas vezes por causa de sua mordacidade – Cuíca era um poeta satírico na linha de Gregório de Matos -, personagem de livros feitos na Bahia para alguns era um engodo e para outros era a maior expressão em literatura de cordel no Brasil. Em mais de trinta anos de atividade literária, o poeta Cuíca de Santo Amaro documentou da maneira mais completa a vida cotidiana baiana. Problemas como a carestia do povo, os costumes, os usos e a moral vigentes na cidade de Salvador, os crimes, os desastres e os pequenos casos escabrosos da vida particular baiana.

Outro consagrado cordelista é Minelvino Francisco Silva (1926/1999), o trovador Apóstolo. Ele é autor de ABC dos Tubarões, e História do Touro que Engoliu o Fazendeiro. A característica mais marcante do trovador é sem dúvida, o seu acentuado senso crítico, além da sua capacidade para fazer rimas. Mas nem sempre o trovador utiliza dos seus versos para glosar. Há folhetos só de exaltação como “A Chegada de Catulo no Céu”, de Rodolfo Cavalcante. Rodolfo (1917/1987) é autor de obras como ABC da Carestia e As Belezas de Brasília e as Misérias do Nordeste. Ele lutou a favor da classe dos poetas de bancada. Publicou artigos em jornal, organizou congressos e fundou associações e agremiações e com isso, tornou mais digna e representativa a classe dos poetas populares. “Não vês a nossa política/prometendo endireitar/a gente passando fome/tudo subindo subindo/a gente se sucumbindo/o mundo vai se acabar”.

É comum na literatura de cordel – diz o crítico Carlos Alberto Azevedo – o culto do herói: Zé Garcia, João Grilo, Vira Mundo, Padre Cícero, Frei Damião e tantos outros, pois que os folhetos decantam a personalidade de um injustiçado, beato ou “santo”. O herói da literatura popular é forjado na própria estrutura social rural, seja em qualquer zona fisiográfica da região (mata, agreste, sertão). O herói é aquele que se rebela contra o statuo quo. Seja ele sertanejo forte e corado ou um Zéamarelinho ancilostizado da zona da mata.

“Com esse aperto de vida/o povo que nada pode/pra se esquecer da fome/leva tudo no pagode/agora, na eleição/nas urnas de Jaboatão/o povo votou num bode/não é coisa de poeta/nem é boato inventado/o caso foi verdadeiro/o rádio tem divulgado/se a gente que não crê no jornal tem o clichê/do bode fotografado” (A Vitória de Cheiroso, o Bode Vereador, de Delorme Monteiro e Silva). A temática da seca atinge o ápice da expressão comunicativa, enquanto crônica, narrativa, protesto político-social, jornalismo na literatura de cordel. É preciso não esquecer que, até meados do século XX, tanto o folheto quanto o poeta popular, que improvisava e cantava nas feiras livres nordestinas, os casos e "causos", exerciam a função comunicativa que hoje cabe à mídia, em particular, ao rádio e à televisão.

"A Triste partida", de Patativa do Assaré, cantada por Luiz Gonzaga, talvez seja a síntese de tudo que pode acontecer e se relacionar à seca, não passando despercebido da sensibilidade do poeta popular, conforme se observa nos versos: “Setembro passou/Outubro e novembro/Já tamo em dezembro/Meu Deus, que é de nós?/Assim fala o pobre/Do seco Nordeste/Com medo da peste/E da fome feroz/A 13 do mês ele fez experiência/Perdeu sua crença nas pedra de sal/Mas noutra experiência com força se agarra/Pensando na barra do alegre Natal/Rompeu-se o Natal, porém barra não veio/O sol bem vermeio nasceu muito além/Na copa da mata buzina a cigarra/Ninguém vê a barra, pois barra não tem/Sem chuva na terra descamba janeiro/Depois fevereiro e o mermo verão/Entonce o nortista, pensando consigo/Diz: isso é castigo, não chove mais não/Apela pra março, que é o mês preferido/Do santo querido, o senhor São José/Mas nada de chuva, tá tudo sem jeito/Lhe foge do peito o resto de fé/Agora pensando ele segue outra trilha/Chamando a família começa a dizer:/Eu vendo o meu burro, meu jegue, o cavalo/Nós vamo a São Paulo vivê ou morre...”

Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Jânio Quadros foram os presidentes cantados sobretudo em poemas circunstanciais, após suas eleições, no momento de sua instalação no poder e no momento do encerramento de suas funções. Convém juntar o nome de Getúlio Vargas onde o número de folhetos sobre o presidente gaúcho, após sua morte em 1954, é bem superior ao número de folhetos de cada um de seus sucessores. “Amigo agora peço/a vossa honrada atenção/vou rimar, entre soluços/que me vêm do coração/as horas, tristes, amargas/da morte de Dr.Vargas/Presidente da Nação” (A Vida e Tragédia do Presidente Getúlio Vargas, de Antonio Teodoro dos Santos).

A literatura de cordel é um importante meio de expressão popular com valor informativo, documental e de crônica poética e histórica. O cordelista ao mesmo tempo é poeta e jornalista, conselheiro do povo e historiador popular. Em 100 anos de existência a literatura de cordel testemunha a longa evolução percorrida durante mais de um milênio pela literatura européia: a transformação de sua “literatura oral” em literatura na concepção moderna do termo. No Brasil, os encontros, as pelejas, as narrativas de encantamento, os folhetos "de época" vão continuar percorrendo o sertão. E hoje, o cordel é objeto de estudo de vários especialistas. Vida longa ao cordel!.