LINDA

HISTÓRIA DO TANGO



História do Tango

O Tango nasceu nos fins do século XIX, derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis, que já habitavam os pampas, e de um tipo de batuque dos negros chamado "Candombe". Há indícios de influência da "Habanera" cubana e do "Tango Andaluz". O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.

Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as músicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.

Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar. Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.

Homens dançando tango, Rosário, 1913.

Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo. A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.

Em 1917 começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e conseqüentemente, surgem os cantores de tango. O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro - ou pelo menos mais marcante nessa transição - Tango-canção o "Mi Noche Triste" com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada "Lita".

Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.

Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.


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Carlos Gardel
A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.

A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por uma lado, e por outro lado do Cool Jazz.

Astor Piazzolla



Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock'Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes. Na década de 1960, uma lei de proteção à música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituído por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango. A juventude não só para de praticar o tango no lazer cotidiano como passa a ridicularizá-lo como coisa fora de moda. Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos. Tem sido mais comuns, as releituras de antigos sucessos e reinterpretações modernizadas dos maiores sucessos dos primeiros tempos.

Hoje a crítica Argentina deteta um retorno do tango, cada vez mais freqüente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa aos espetaculos planejados para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da "milonga porteña". Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.



Folclore argentino







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Show de Tango

Café de los Angelitos

Testemunho vivo com mais de cem anos de história portenha.
Hoje à vanguarda do Tango,
Percorre com seu luxuoso e destacado show toda uma época
E escreve a primeira página da próxima história...
Todas as noites 21 artistas em cena o convidam para compartilhar uma noite única.








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ELBA RAMALHO

COMO NASCEU O NÁUTICO CAPIBARIBE

Musa do Náutico

A Fundação

Em 1923, Hermann Ledebour, um dos fundadores, escreveu como havia nascido o Clube Náutico Capibaribe.

A sequência de fatos a seguir culminou com a fundação deste clube que é hoje um dos orgulhos de Pernambuco.

A partir de 1897 rapazes amantes do remo, à frente João Victor da Cruz Alfarra, organizaram uma associação de nome Recreio Fluvial, que fazia

excursões de barco partindo da antiga Lingüeta até a casa de banhos, no Pina. Outras vezes exploravam o Rio Capibaribe até o Poço da Panela e Apipucos.

Em novembro deste mesmo ano, os rapazes do Recreio Fluvial foram encarregados de preparar a parte náutica da recepção que seria oferecida às tropas pernambucanas que haviam combatido na batalha de Canudos.

A competição náutica despertou entusiasmo e o remo ganhou novos adeptos.

Estes novos adeptos formaram uma agremiação, à qual deram o nome de Clube dos Pimpões.

Em 1898, os grupos do Recreio Fluvial e do Clube dos Pimpões se enfrentaram em várias regatas.

Os acontecimentos acima descritos, extraídos dos escritos de Hermann Ledebour, podem ser considerados como a gestação do Clube Náutico Capibaribe.

Finalmente, no dia sete de abril de 1901, realizou-se a reunião de fundação da nova agremiação, num pequeno escritório da Companhia de Serviços Marítimos, no Cais da Companhia Pernambucana. Esta agremiação era voltada exclusivamente para os esportes náuticos.




Por proposta de João Victor da Cruz Alfarra, a nova agremiação foi denominada CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.

Uniforme Social

A adesão do Náutico aos Esportes Terrestres

Em 1903, o jovem pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca volta ao Recife depois de período de estudos na Inglaterra. Na bagagem os apetrechos necessários para a prática do futebol e na cabeça a vontade de implantar aquele esporte em nossa terra. Teria procurado os clubes existentes em Recife na época, Náutico e Internacional, mas sem interesse destes clubes pelo futebol.

Guilherme de Aquino Fonseca não se deu por vencido e, em 1905, com o apoio dos ingleses que trabalhavam no comércio, nos bancos, nas companhias de energia, de comunicação e de transportes, fundou uma nova agremiação, o Sport Clube do Recife.

As primeiras partidas eram disputadas entre o Sport e times formados pelas diversas companhias inglesas.

Em 1905, o futebol passou por um período de animação em Recife. Em 1906, passou por um período de declínio e em 1907 e 1908, parou.

Em 1909, houve uma nova onda de interesse pelo futebol e o Náutico desempenhou um importante papel nesta retomada.

O presidente do Náutico em 1909 era Thomaz Comber. Neste ano, numa assembléia geral presidida por Ernesto Pereira Carneiro, o Náutico mudou os estatutos estendendo as atividades do clube. Esta decisão significou a adesão do Náutico ao futebol. Esta assembléia foi realizada no dia 14 de julho de 1909.

Velho Estádio Eládio de Barros Carvalho no Bairro dos Aflitos



Primeiro jogo disputado pelo Náutico

Os preparativos para a primeira partida de futebol a ser jogada pelo Náutico começaram a ser feitos antes mesmo de ser oficializada a adesão ao futebol. O primeiro treino aconteceu no campo do Derby no dia 20 de junho de 1909.

O primeiro adversário foi o Sport. O jogo foi realizado no campo do British Club no dia 25 de julho de 1909. O placar do jogo foi Náutico 3x1 Sport.

Primeiros títulos de Campeão Pernambucano

Mesmo com o futebol implantado em Recife desde 1905, somente em 1915 foi disputado o primeiro campeonato organizado pela atual Federação Pernambucana de Futebol. Náutico e Sport optaram por não participar deste primeiro campeonato. No ano seguinte reviram a decisão a passaram a disputar regularmente os campeonatos pernambucanos.

Naquela época havia duas correntes de pensamente a respeito da forma de encarar o futebol. Uma facção era adepta do amadorismo puro, enquanto que outros achavam que era normal oferecer favores para que bons jogadores defendessem suas cores. Sport e América faziam parte deste segundo grupo enquanto que Náutico e Santa Cruz eram adeptos do amadorismo puro.

Neste contexto, Sport e América dominaram soberanos. Rubro-negros e esmeraldinos conquistaram quase todos os campeonatos disputados até 1928 com intromissões episódicas de Flamengo-RE e Torre.

Esta situação começou a ser modificada a partir de 1930. O Santa Cruz conquistou seus primeiros títulos, sendo tri campeão em 1933.

Em 1934, o Náutico conquistou seu primeiro título de campeão pernambucano. A forma como os alvirrubros chegaram a esta conquista foi marcante. A partida decisiva foi contra o Santa Cruz, e como um prêmio, caiu no dia do aniversário do Náutico em sete de abril de 1935, visto que o campeonato de 1934 se estendeu até o ano seguinte. Para tornar mais saborosa ainda esta conquista, o Náutico garantiu o direito de disputar a decisão uma semana antes com uma goleada histórica de 8x1 contra o Sport.

O Náutico chegou ao segundo título em 1939 com o timaço que tinha como pilares os lendários irmãos Carvalheira que já haviam participado do título de 1934.

Período 1940 a 1949

A década que começou em 1940 poderia ter sido muito mais favorável ao Náutico. Em 1943, depois de ganhar o 1º turno, abandonou o campeonato no decorrer do 2º turno em decorrência de desentendimento com a Federação. Tinha chances de ganhar o título. Em 1944, estava a um passo do título, mas perdeu a disputa para o América. Em 1946 abandonou o campeonato durante a disputa da melhor de três porque não se entendeu com a Federação na escolha do árbitro da 2ª partida. Restou a conquista do terceiro título dos alvirrubros em 1945.

Período 1950 a 1959

O período dourado da história do Náutico começou em 1950 e se estendeu até 1968. Em 19 campeonatos disputados os alvirrubros conquistaram 11.

No período de 1950 a 1959 o Náutico foi quatro vezes campeão pernambucano.

As conquistas começaram com o tri campeonato de 1950 a 1952, com o lendário time dos anos 50 do século XX, forjado durante uma longa excursão ao norte do Brasil e que se estendeu até as Guianas. O time ficou conhecido como “Os Internacionais”.

Este time, com algumas modificações, voltou a ser campeão em 1954. Daí até 1959, mesmo brigando em pé de igualdade, o Náutico não voltou a conquistar títulos estaduais.

Nesta época, mais precisamente em 1959, o calendário esportivo brasileiro passou por uma importante modificação. Foi criado o campeonato brasileiro de clubes, que, gradativamente, viria substituir o outrora prestigiado campeonato brasileiro de seleções estaduais. O campeonato brasileiro recém criado tinha a denominação de Taça Brasil e clube pernambucano que representava Pernambuco era o campeão estadual do ano anterior.

Período 1960 a 1969

Em 1960, o Náutico voltou a ser campeão pernambucano e representou Pernambuco na Taça Brasil de 1961.

O período de 1963 a 1968 é o mais festejado da trajetória futebolística do Náutico. Neste período, os alvirrubros conquistaram o título de HEXA CAMPEÃO de Pernambuco, feito que, para desespero dos principais adversários, ainda não foi igualado. Em duas oportunidades o Sport e em uma o Santa Cruz chegaram ao penta, mas fracassaram na hora do Hexa.

Dentro deste período, o Náutico conquistou grande número de títulos nos diversos torneios disputados na época. Destaque para o título de campeão da Copa Norte, atribuído ao ganhador da fase Norte-Nordeste da Taça Brasil. E o Náutico foi campeão da Copa Norte nos anos de 1965, 1966 e 1967, sendo, portanto, tri campeão da Copa Norte.

Em 1967, o Náutico sagrou-se vice-campeão brasileiro ao perder para o Palmeiras a final da Taça Brasil. Importante ressaltar que o Náutico conquistou o vice-campeonato brasileiro numa época em que não ocorria a maciça transferência dos melhores jogadores do Brasil para a Europa e que todas as estrelas da Seleção Brasileira jogavam em times brasileiros.

Período 1970 a 1979

Neste período, o Náutico até que conseguiu formar bons times. Times que chegavam às finais, mas acabavam fracassando. Exceção para 1974 quando conquistou o título e impediu que o Santa Cruz chegasse ao hexa campeonato. Foi uma conquista muito importante. Ganhou também o Torneio Eraldo Gueiros, campeonato disputado em 1972 entre clubes do Estado para escolher o 2º clube pernambucano para o campeonato Brasileiro da 1ª divisão.

Período 1980 a 1989

Nesta década, o Náutico teve um desempenho melhor do que a anterior. Conquistou três títulos estaduais. Campeão pela última vez em 1974 voltou a ser campeão dez anos depois em 1984 e conquistou o bi campeonato em 1985. Fechando o período, ganhou também o título de 1989 somando três títulos em 10 disputados. Considerando que em Pernambuco temos três fortes concorrentes ao título, o desempenho não foi ruim. Em campeonatos brasileiros, o Náutico alcançou a 6ª colocação em 1984. Esta colocação, considerando as diferenças orçamentárias dos clubes disputantes, pode ser qualificada como boa.

Período 1990 a 1999

Neste período, o Náutico chegou cinco vezes ao vice-campeonato, mas não conquistou nenhum título estadual. Fazendo uma análise retrospectiva verificamos que desde 1930 este foi o período de pior desempenho. A destacar a boa campanha na Copa do Brasil de 1990 quando chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Flamengo.

Período 2000 a 2009

Depois de um longo jejum, o Náutico voltou a conquistar um título estadual. Foram 11 anos de sofrimento. Em 2001 o Náutico conquistou o título de campeão do centenário. Um título emblemático. Título que se soma a outro título emblemático o do cinqüentenário em 1951. Assim, o Náutico tornou-se campeão do cinqüentenário e do centenário. Dupla conquista que os seus principais rivais não poderão alcançar. O Sport, campeão do seu cinqüentenário em 1955, fracassou na tentativa de ser campeão do centenário em 2005. O Santa Cruz não foi campeão do seu cinqüentenário em 1964 e mesmo que seja campeão do seu centenário em 2014 não alcançará a dupla conquista. Em 2002 o Náutico conquistou o bi-campeonato e em 2004 foi outra vez campeão.

A luta paralela do Náutico era conseguir o acesso para a 1ª divisão do campeonato brasileiro de onde foi afastado em 1994. Em algumas oportunidades chegou perto. Como em 2005, quando a vitória contra o Grêmio esteve nas mãos. Perdeu em condições fatais. Em 2006, o Náutico mostrou que continuava vivo. E, finalmente, voltou à elite do futebol brasileiro. Mas, a forma como é feita a distribuição da receita do campeonato brasileiro é injusta. E os clubes que não estão entre os “escolhidos” estão fadados a subir e depois lutar como podem para não serem rebaixados. Até serem rebaixados. O Náutico não fugiu à regra. Subiu em 2006. Conseguiu, às duras penas, se manter em 2007 e 2008. Em 2009 lutou bravamente para não cair, mas caiu.

Novo estádio do Náutico a partir de 2014













Dias Atuais


Desde 2010 o Náutico vem batalhando para retomar às grandes conquistas. O atual calendário futebolístico brasileiro nos coloca em três competições. O Campeonato Pernambucano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

As dificuldades não são pequenas. Mas com competência e determinação haveremos de ver o Náutico voltar a ser campeão pernambucano e alcançar posições de destaque nas competições nacionais.

Texto escrito por Carlos Celso Cordeiro, historiador do futebol pernambucano e autor de vários livros sobre os 110 anos do Clube Náutico Capibaribe.

Conheça a cidade onde nasceu seu clube em: ...E ASSIM NASCEU RECIFE!
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LAMARTINE BABO

Lamartine Babo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Informação geral
Nome completo: Lamartine de Azeredo Babo
Apelido: Lalá
Nascimento: 10 de janeiro de 1904
Origem: Rio de Janeiro, Brasil
Data de morte: 16 de junho de 1963 (59 anos)
Gêneros: MPB
Período em atividade: 1915-1963
Gravadora(s): Victor, Columbia, Odeon, Sinter, Copacabana

Lamartine de Azeredo Babo, mais conhecido como Lamartine Babo (Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1904 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1963) foi um dos mais importantes compositores populares do Brasil. Era um dos doze filhos de Leopoldo Azeredo Babo e Bernarda Preciosa Gonçalves, sendo um dos dos três que chegaram à idade adulta. Era tio de Oswaldo Sargentelli.

Nasceu no mesmo ano da fundação do América Football Club. Tijucano e americano fanático, Lamartine protagonizou cenas memoráveis como o desfile que fez em carro aberto pelas ruas do centro do Rio, fantasiado de diabo, comemorando o último campeonato do América em 1960.

Mesmo tendo sido um leigo em técnica musical, Lamartine criou melodias maravilhosas, resultantes de seu espírito inventivo e altamente versátil. Começou a compor aos catorze anos - a valsa "Torturas do Amor" e, aos dezesseis anos, compõe a opereta "Cibele". Quando foi para o Colégio São Bento dedicou-se a músicas religiosas.

Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Porém, foi através das marchinhas carnavalescas, cantadas até hoje, como O Teu Cabelo Não Nega, Grau 10, Linda Morena, e A Marchinha do Grande Galo, que o seu nome se tornou mundialmente conhecido como o Rei do Carnaval. Em suas letras, predominavam o humor refinado e a irreverência.

Como poucos, Lamartine alcançou os dois extremos da alma brasileira: a gozação e o sentimento.

Em 1937, na cidade mineira de Boa Esperança, numa situação inusitada, compôs o famoso samba-canção Serra da Boa Esperança.

Em 1949 compôs os hinos alternativos (não-oficiais) dos 11 participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, que lançou lps de cada um dos clubes. Em um só dia Lamartine Babo compôs os famosos hinos dos considerados seis maiores e mais tradicionais times de futebol do Rio de Janeiro - sendo o primeiríssimo em seu coração o América FC, além de Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu. Em seguida foram escritos os hinos dos clubes considerados "menores" (apesar de não menos tradicionais e importantes), sendo eles o São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio. Esses hinos são, na verdade, hinos populares, sendo os hinos oficiais da maioria dos clubes músicas diferentes.

Lalá, como era conhecido, era uma das pessoas mais bem humoradas e divertidas de sua época, não perdendo nunca a chance de um trocadilho ou de uma piada. Em uma entrevista afirmou "Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso". Numa outra, o entrevistador pergunta qual era a maior aspiração dos artistas do broadcasting, Lalá não vacila: "A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um… Uns desejam ir ao céu… já que atuam no éter… Outros ‘evaporam-se’ nesse mesmo éter… Os pensamentos da classe são éter… ó… gênios…" - valeu-lhe o título de O Pior Trocadilho de 1941.

E aconteceu também o caso dos correios: Lalá foi enviar um telegrama, o telegrafista bateu então o lápis na mesa em morse para seu colega: "Magro, feio e de voz fina". Lalá tirou o seu lápis e bateu: "Magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista"



Sua primeira marchinha gravada, foi a divertida "Os Calças-Largas", em que Lamartine debochava dos rapazes que usavam calças boca-de-sino. Em 1937, com a censura imposta pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, carnavalescos irreverentes como Lamartine Babo ficaram proibidos de utilizar a sátira em suas composições. Sem a irreverência costumeira, as marchinhas não foram mais as mesmas.

Em 1951, aos 47 anos, Lamartine Babo, que nunca tivera sorte no amor, casou-se, enfim. Morreu vitimado por um infarto, no dia 16 de junho de 1963, deixando seu nome no rol dos grandes compositores deste país. Seu amigo e parceiro João de Barro, o popular Braguinha, disse certa vez: "Costumo dividir o carnaval em duas fases: Antes e depois de Lamartine".

Em 1981 a escola de samba Imperatriz Leopoldinense conquistou seu primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, uma comovente e divertida homenagem ao compositor.

SILVA

Silva (apelido)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Brasão de armas da família Silva.

Silva (apelido) é possivelmente o mais difundido apelido de família (sobrenome) nos países de língua portuguesa. Sua origem é claramente toponímica, sendo derivado diretamente da palavra latina silva que significa selva, floresta ou bosque, e tem a sua origem na Torre e Honra de Silva junto a Valença.

De fato, em Portugal, na Galiza, Leão e Astúrias, existem diversas localidades cujos nomes compõem-se por "Silva". É possível, porém, verificar que a popularidade deste apelido remonta ao século XVII em Portugal e também no Brasil.

A primeira linhagem que adoptou o nome Silva como apelido tem uma origem muito antiga e provém do príncipe dos Godos D. Alderedo, cujo filho, D. Guterre Alderete de Silva se casou com uma descendente da nobreza da Casa Real de Aragão e é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, no final do século X.

Nome largamente adotado por pessoas que chegadas ao Brasil queriam começar uma nova vida sem vínculos com o passado na Europa, se aproveitando do relativo anonimato que o sobrenome proporcionava (e ainda proporciona). Mas, também no Brasil, um atual ramo da família Silva em sua quinta geração, é descendente dos reis de Leão e são mestiços - uma importante família aristocrática brasileira no Amazonas, dos quais varões da 2ª geração herdaram durante o Brasil-Império o baronato de Amazonas.

Apesar da grande difusão na população lusófona em geral, "Silva" também é o nome de importantes famílias nobres, que normalmente o portavam juntamente a outro apelido.

Também é encontrado em Espanha (com origens mais remotas do Reino de Leão) e na Itália, onde é mais comum na região da Emília-Romagna e da Lombardia.

É bastante provável que o conjunto de nome e apelido mais comum nos países lusófonos seja João da Silva, podendo-se comparar a John Smith em países de língua inglesa, Juan García nos de língua espanhola, Hans Schmidt nos de língua alemã ou a Giovanni Rossi nos de língua italiana.

Um estudo realizado com amostragem de 30.400 pessoas no Brasil, mostra que 9,9% dos brasileiros contemplam "Silva" em seu sobrenome, seguido por 6,1% com sobrenome "Santos", 5,8% com sobrenome "Oliveira" e 4,9% com sobrenome "Sousa" ou "Souza".




Brasão de armas

Luiz Inácio Lula da Silva

Os Silvas vão buscar as suas armas de brasão à casa dos reis de Leão e são compostas por um fundo de prata onde sobressai um leão de púrpura que se encontra armado e lampassado de vermelho ou azul. Por timbre, tem o referido leão do escudo.

CABRAL

Brasão: De prata, com duas cabras de púrpura, uma sobre a outra. Timbre - Uma das cabras do escudo. Sobrenome português toponímico, referindo-se a um "lugar onde há ou pastam cabras". O registro mais antigo conhecido, deste nome é o de Aires Cabral, em tempo de el-rei D. Dinis, no tempo dos primeiros reis de Portugal, ocuparam os Cabraes lugares honrados e a eles permaneceu o senhorio de Belmonte e de outras terras.


PEDRO ÁLVARES CABRAL

Família Cabral

Cabral também é sobrenome português toponímico, referindo-se a um " lugar onde há ou pastam cabras ". O registro mais antigo conhecido, deste nome é o de Aires Cabral, no tempo do rei D. Diniz, no tempo dos primeiros reis de Portugal, ocuparam os Cabrais os lugares mais honrados e a eles permaneceu o senhorio de Belmonte e de outras terras.

Conforme dados do site da família Cabral ela é muito ilustre, muito antiga e está profundamente ligada à História e aos reis de Portugal. A primeira vez que este sobrenome aparece, refere-se a Pedro Anes



Cabral, que no ano de 1271 prestava serviço na corte de D. Afonso, rei que conquistou definitivamente o Algarve, última parcela do território a ser arrebatada aos mouros, cujo apelido era "Aires Cabral, o ?Muito Pão?". No tempo do rei D. Diniz, o alcaide de Portalegre era Aires Cabral. Em 1287 estalaram lutas bastante violentas na região, mas os inimigos não conseguiram forçar a entrada no Castelo de Portalegre. Então cercaram as muralhas e um dos atacantes gritou ao alcaide:- Ou entregas já o castelo, ou acampamos aqui até te renderes pela fome. D. Aires, apesar da falta de mantimentos, respondeu do alto de um torreão com voz firme: - Aqui só entram por cima do meu cadáver. E pela fome não me rendo, pois tenho muito pão! O eco repetiu as últimas palavras, espalhando-as pelos campos e desmoralizando os inimigos. O alcaide ganhou o apelido de «Muito Pão». Mas se ainda hoje se conta este episódio é porque D. Aires foi o tetravô de Pedro Álvares Cabral.

Álvaro Gil Cabral - o trisavô: em 1383 os portugueses correram o risco de perder a independência porque o rei D. Fernando morreu, deixando apenas uma única filha, casada com o rei de Espanha. Se ela subisse ao trono, Portugal unir-se-ia ao país vizinho. Que fazer? O povo não pensou duas vezes: anunciou que a coroa seria entregue a D. João Mestre de Avis, irmão bastardo do falecido rei.
Como seria de esperar, os espanhóis não se conformaram e houve uma série de lutas sangrentas. A batalha decisiva desenrolou-se nos campos de Aljubarrota. Os portugueses eram em menor número mas lutaram com a força de quem quer dominar o destino e venceram. D. Álvaro Gil Cabral participou na batalha de Aljubarrota e foi generosamente recompensado pelo novo rei, D. João I. Este trisavô de Pedro Álvares Cabral, que já era um homem rico e importante, ficou riquíssimo e importantíssimo. A lista dos seus cargos, propriedades e direitos é impressionante. Alcaide-mor de Belmonte e da Guarda. Senhor de Azurara da Beira, de Moimente da Serra e de Santo André. Recebedor dos impostos pagos pelos habitantes da cidade da Guarda, de Folhadela e de várias povoações na região de Viseu.

Luís Álvares Cabral - o bisavô: no ano de 1415, os portugueses conquistaram aos mouros a cidade de Ceuta, no norte da África. Como foi a primeira vez que se aventuraram fora da Europa, considera-se que a data marca o início da época em que se expandiram, descobrindo terras pelo mundo inteiro. O rei e os príncipes participaram na conquista de Ceuta. E Luís Álvares Cabral também. Lutou ao lado do príncipe que três anos depois tomou a iniciativa de começar a enviar navios em busca de novas terras, o Infante D. Henrique.

Fernão Álvares Cabral - o avô: segundo consta, nasceu no castelo de Belmonte e tornou-se um homem tão alto, tão musculoso e tão forte, que o povo lhe chamava com admiração ? O Gigante da Beira?! Casou com uma senhora nobre, Dona Teresa de Novaes de Andrade. Fernão Cabral, o pai, alcaide do castelo de Belmonte, prestou tão bons serviços na vigilância e defesa da fronteira com a Espanha, que ganhou recompensas e foi sempre recebido na corte com apreço, respeito e amizade.
Este casou-se com uma senhora nobre, Dona Isabel Gouveia, que trouxe para a família várias propriedades e a alcaidaria (governo militar) do Castelo Rodrigo.
O casal teve 11 filhos. Isso permite pensar que ambos gozavam de excelente saúde e eram felizes. Pedro Álvares Cabral, o filho, descobridor do Brasil, pertencente a uma linhagem de nobres e valorosos guerreiros, além de intrépido navegador, caracterizou-se por uma devoção mariana, precioso legado transmitido aos descendentes. No ano de 1468, no Castelo de Belmonte, propriedade da família Cabral, nascia um menino de nome Pedro, filho de Fernão Cabral e de Dona Isabel de Gouveia. Fernão Cabral lutou ao lado de D. João I e os três Infantes, na famosa conquista de Ceuta, em 1415, junto com seu pai, Luís Álvares Cabral. A genealogia e a origem do nome "Cabral" perdem-se na história portuguesa. O Visconde de Sanchez de Baêna assim escreve:
"A família Cabral demarca a sua existência desde tempos imemoráveis... Nenhuma outra a sobrepuja em sólida antigüidade de nobreza, e feitos de edificante e variada lição. O seu aparecimento, embora a princípio não se possa coordenar numa série genealógica, que nos leve, indivíduo por indivíduo, a estabelecer a sua continuidade desde os primeiros tempos da monarquia, remonta-se todavia bem longe, vendo nós brilhar de espaço a espaço nas lutas de Portugal nascente, alguns indivíduos do apelido Cabral".

A linhagem da família permitiram a Pedro Álvares Cabral contrair matrimônio com Dona Isabel de Castro, dama pertencente à mais alta nobreza do Reino, como terceira neta dos Reis Dom Fernando de Portugal e Dom Henrique de Castela, sobrinha do célebre herói da Índia, Afonso de Albuquerque. Nessa época Portugal, estava cheio dos "cristãos atrevimentos" de que nos fala Camões, estava preparando armada a ser enviada às índias.
Para organizar a expedição, o Rei Dom Manuel, o Venturoso, convocou seu Conselho: "E não somente se assentou no conselho o número de naus e gente que havia de ir nesta armada, mais ainda o capitão-mor dela, que por qualidades de sua pessoa, foi escolhido Pedro Àlvares Cabral, filho de Fernam Cabral". Pedro Álvares Cabral fora escolhido, por suas "qualidades pessoais", para chefiar a esquadra que, no dia 9 de março de 1500, após a Santa Missa celebrada pelo Bispo D. Diogo Ortiz, Bispo de Cepta, rumaria para as Índias, passando pelo Brasil. Dessa expedição, participaram 13 navios, tendo apenas quatro deles conseguido retornar a Portugal. Conta-se que os demais perderam-se todos, tragados pelo mar; juntamente com sua tripulação. ele se manteve retirado e, depois dos sucessos referidos, recolheu-se em suas terras de Santarém, tendo falecido em 1520 ou 1528, segundo a divergência de alguns autores. Sua sepultura esteve perdida durante o século XVII e XVIII, tendo sido encontrada em 1839 pelo historiador brasileiro Francisco Adolpho de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, na sacristia da Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Santarém de Portugal. Em 1903, o Bacharel. Alberto de Carvalho trouxe para o Brasil parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral, que foram depositados em uma urna na capela-mor da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Depois disso, muitos Cabrais vieram para o Brasil em diversas expedições. Mas, o período que trouxe mais Cabrais para o Brasil, foi o período dos governadores gerais, e, para o sertão do norte e nordeste as ações das entradas e bandeiras para catequizar os índios do sertão e conquistar as terras do reino abandonadas após o fracasso das Capitanias Hereditárias. Consta que nos três governos gerais vieram pessoas dessa família para o Brasil, primeiro com Tomé de Sousa para Salvador e Rio de Janeiro, por intermédio da influência de Garcia d?Ávila da Casa da Torre. Depois, com Duarte da Costa, com as entradas para o sertão do nordeste, e por último, com Mem de Sá que trouxe frotas de navios com famílias para colonizar o sertão, principalmente das regiões fluviais do rio Amazonas e do São Francisco. Nos estados do Amazonas, do Maranhão e do Pará a família Cabral possui destaque na história da independência, na participação em movimentos nativistas e na emancipação política e formação de vários municípios da região norte. Também no nordeste, tanto no litoral quanto no interior de Pernambuco, a família Cabral possui representação e influência política, além de ter se destacado economicamente em diversos empreendimentos e profissões liberais, principalmente em cargos públicos no município de Parnamirim.

TEREZA SILVA CARVALHO