ARROZ DE PATO À MODA DE BRAGA


Arroz de Pato à Moda de Braga

 Ingredientes: 

1 pato 
500 g de arroz 
250 g de presunto 
1 chouriço de carne 
1/2 orelha de porco 
1 colher de sopa de manteiga 
1 ramo de salsa 
1 limão 
1 cravinho 
sal 
pimenta




 Confecção: Arranja-se o pato e a orelha de porco e leva-se ao lume em água abundante temperada com sal e pimenta, juntamente com o presunto, o chouriço, a salsa e o cravinho. 
Retira-se a espuma que se forma no início da cozedura. Quando as carnes estiverem bem cozidas, mas sem se desmanchar o pato, retiram-se e deixa-se arrefecer o caldo. Com uma colher, tira-se parte da gordura que se forma à superfície do caldo e côa-se. Mede-se o arroz depois de lavado e enxuto. 
Numa panela deita-se o caldo (duas vezes o volume do arroz) e assim que ferver junta-se o arroz e o sumo de limão e rectificam-se os temperos. Deixa-se abrir um pouco o arroz. 
Muda-se para um alguidar de barro achatado, típico da região, e leva-se a forno bem quente. Quando o caldo tiver desaparecido, enterra-se o pato no arroz, previamente barrado com a manteiga, e deixa-se acabar de cozer o arroz e alourar. Antes de servir, trincha-se o pato, retirando-lhe os ossos e cortando a carne em fatias. Corta-se também o presunto e a orelha de porco em bocados e o chouriço em rodelas. Dispõem-se as carnes alternadas sobre o arroz. 
Serve-se bem quente, podendo envolver-se o alguidar numa toalha de linho e acompanha-se com laranjas cortadas às rodelas ou aos gomos. 

Rendimento:  6 pessoas

Fonte: Editorial Verbo

...E ASSIM NASCEU FAFE...




Historial da Cidade Fafe

 É uma jovem cidade do Minho, mas com origens antigas. Por aqui andaram povos como os Lusitanos e os Romanos, que deixaram marcas consideráveis, hoje pontos atrativos aos visitantes.

Praça 25 de abril















Bandeira de Fafe
 











 Brasão do município de Fafe

Fafe é uma terra, pequena, mas com valor, pois possui inúmeros monumentos e agradáveis espaços verdes. Fafe é também conhecida pelo lema “ Com Fafe ninguém fanfe”, lema esse que apareceu quando, há muitos anos atrás, se fez justiça a favor do Visconde Moreira de Rei. Nesse tempo, como agora, o lema provoca um sorriso de simpatia por todos os fafenses. Talvez por isso e por ser uma pequena cidade que tão bem acolhe os visitantes, Fafe foi e ainda é considerada a SALA DE VISITAS DO MINHO.


Sala de Visitas do Minho
Fafe é uma cidade recente, mas que, como povoação, existe desde o Séc. XIII, sendo apenas uma freguesia do conselho de Montelongo, o qual recebeu o foral do Rei D. Manuel em 5 de Novembro de 1513. Esta freguesia desde muito cedo, iniciou o seu desenvolvimento. Assim em 1836 torna-se sede de conselho e quatro anos mais tarde sobe à categoria de Vila, tomando para designação o nome Fafe em desfavor do nome Montelongo. Este Topónimo surge como que por homenagem às duas famílias mais poderosas da região ( Egas Fafe e Dom Fafes Serafins). É nesta altura, com cerca de 10.282 habitantes que Fafe começa o seu verdadeiro desenvolvimento. Durante o próximo século a sua população aumenta. Torna-se uma Vila que vive à base da indústria têxtil, da agricultura e dos serviços. Em 1980 já tinha 48.000 habitantes, 36 freguesias e era uma Vila bastante desenvolvida. Passando então, por mérito próprio à categoria de Cidade. O continuado desenvolvimento da cidade deve-se aos autarcas, como também à sua população, visto ser esta uma das principais responsáveis por toda a evolução da nossa terra pois sempre se preocupou em trabalhar quer na agricultura ( no seu inicio), quer nos outros ramos, indústria e comercio (mais recentemente ) para que a nossa terra enriquecesse tanto a nível financeiro, como a nível cultural. Fafe é agora uma terra relativamente desenvolvida, mas que tem na memória o seu passado e as suas origens.

 Rancho Folclórico de Fafe
Localização geográfica:

 Fafe é uma das cidades da província(estado) do Minho, do distrito e arquidiocese de Braga e situa-se a 32 Km a este da Capital de Distrito. O conselho de Fafe possui uma área de 216,72 Km2 aproximadamente, de que fazem parte 36 freguesias, às quais se encontram circundadas pelos conselhos de Cabeceiras e Celorico de Basto, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Felgueiras e Vieira do Minho. Fafe situa-se num vale entre a Serra da Lameira, os Montes da Penha e outras montanhas. Numa vista aérea destacam-se três rios ladeados por arvoredo e que se espreguiçam pela periferia da cidade. São eles o Rio Ferro, que tem a sua nascente para o lado de Moreira de Rei, o Rio do Bugio, que inicia o seu percurso para os lados de S. Gens e o Rio Vizela, que acolhe os outros dois e desagua no Rio Ave. Ainda recentemente o Rio Vizela foi enriquecido com uma Barragem na freguesia de Queimadela, podendo proporcionar aos visitantes o agradável sossego e frescura de uma praia fluvial ladeada pela verdura da natureza.

 Monumentos históricos

 O concelho de Fafe possui alguns monumentos históricos, deixados pelos primeiros povos que por aqui passaram, tais como a civilização castreja, de que é testemunho o castro de Sto. Ovídeo onde podemos ver vestígios das suas construções, e onde foi encontrada a estátua de um guerreiro Galaico, atualmente exposto no Museu Martins Sarmento em Guimarães. Existem ainda duas igrejas de estilo Românico, apesar de se encontrarem já bastante adulteradas; são elas a Igreja Românica de Arões, construída no séc.XIII e a Igreja de S. Gens, que é o que resta de um antigo Mosteiro de traça Românica.

Igreja Românica de Arões

 Existem ainda residências apalaçadas de arquitetura com fortes marcas brasileiras, uma vez que foram construídas por “ brasileiros de torna – viagem “ como forma de investir os seus capitais. • Nestas arquiteturas é de salientar a Igreja Matriz de Sta. Eulália (séc. XVIII-XIX ), o Solar do Santo Velho (séc. XVIII), o Solar da Luz (séc. XVIII-XIX) e o Teatro- Cinema construído em 1923, que apresenta uma bela fachada pintada.

 • Igreja Matriz Solar da Luz 













-  Cine Teatro de Fafe













 A Justiça de Fafe

 A Justiça de Fafe “ é o símbolo que mais caracteriza a cidade. Falar de Fafe, para muitos, é falar da “ Terra da Justiça” e consequentemente da lenda “ Com Fafe Ninguém Fanfe “. pelo nosso Portugal afora, Fafe é conhecida principalmente pela imagem da Justiça e pelo lema que a ela está associado, marcando assim os seus habitantes. • Contam as pessoas mais antigas, que esta tradição surgiu quando nas Cortes do Reino, um Visconde de Moreira de Rei se atrasou para uma sessão e ao chegar, um Fidalgo, que assistia, o insultou, julgando-o um vilão. No momento o Visconde ignorou os insultos, mas no final da sessão, o Fidalgo continuou a censurá-lo, atirando-lhe as luvas à cara. Então ajustou--se um duelo, na qual o Visconde é que escolhia as armas. Marcou-se o dia, a hora e o local. De acordo com o combinado, apareceram todos e constatou-se que a arma era um pau de marmeleiro. Visto que o Fidalgo não sabia muito bem manejar o pau num duelo, o Visconde deu a primeira paulada. A assistência, vendo tal “ palhaçada”, pois o Fidalgo limitou-se a defender-se, o que fez com que todos se desatassem às gargalhadas, proclamando “ Viva a Justiça de Fafe e com Fafe Ninguém Fanfe”. Explica-se assim o aparecimento da nossa mais conhecida lenda, da qual não se sabe a data, mas orgulhou e orgulha os habitantes desta Terra.


Matéria em construção...

CASQUINHA DE SIRI

A culinária sergipana possui dialeto próprio, com uma série de nomenclaturas capazes de confundir o visitante. O pé-de-moleque local, por exemplo, nada tem a ver com o doce de amendoim que conhecemos. Trata-se de mais um subproduto do beiju. É feito de tapioca úmida com coco ralado, leite e pouco açúcar e vem enrolado em folha de bananeira.

O pão de queijo sergipano difere bastante do mineiro. Trata-se de um pão com queijo ralado em cima e recheado com requeijão. Se for pedir uma carne frita, será servido um ensopado. Se não for essa a sua intenção, peça uma carne "assada no óleo". Os ensopados se chamam guisados.

Durante uma festa junina, se o seu desejo for uma canjica, peça pelo nome de munguzá. Caso contrário lhe será servido um curau.

Uma das atrações gastronômicas mais distintas é a feijoada sergipana. É feita com feijão marrom e legumes: abóbora, maxixe, quiabo, cenoura. Leva pouca carne de porco e muito charque. Todos os ingredientes são cozidos na mesma panela.

Já o pirão de leite, outra iguaria nativa, é feito à base de leite, farinha de mandioca e margarina e é servido com a tradicional carne-de-sol.

Há ainda uma grande oferta tanto de peixes e crustáceos de água doce como de frutos do mar. Vale experimentar, por exemplo, o pitu. É um camarão grande, geralmente pescado nos rios São Francisco e Real, e servido frito ou em moqueca.

Em geral, percebe-se que a moqueca sergipana, se comparada com a versão baiana, leva menos azeite-de-dendê e menos leite de coco. É um pouco mais leve, portanto. Já o surubim, uma espécie de peixe de água doce, fica delicioso se cozido e servido com molho de coco.

Na praia de Atalaia, em Aracaju, fica a Passarela do Caranguejo. Há vários restaurantes colados uns aos outros, nos quais é possível pedir a iguaria por unidade. Cada peça custa de R$ 1,50 a R$ 2. Há dias da semana em que, pelo mesmo preço, leva-se em dobro. O ritual é conhecido: tábua e martelo na mão e alguma paciência para descobrir o ninho de carne. São servidos também pratos de carne de caranguejo já separada, na forma de casquinha de siri.

O caranguejo é tão abundante nos mangues de Sergipe que chega a ser "exportado" para outros Estados, como Pernambuco, Bahia, Alagoas e Ceará. Dizem que os melhores caranguejos são pescados de maio a agosto, nos meses que não têm a letra "r". É quando o animal está mais gordo, momentos antes de trocar de casca.

Quanto às frutas típicas, deve-se destacar a mangaba. É uma fruta pequena, verde e bastante mole, utilizada como base para sorvetes, bolos, doces e, principalmente, sucos. Seu gosto lembra uma mistura de banana com pêra, podendo ser um pouco adstringente se a fruta não estiver madura.

Já o caju merece ser provado como sobremesa: em calda, cristalizado ou desidratado. Do jenipapo também são feitos sucos e doces.

CASQUINHA DE SIRI



Ingredientes
500 g de carne de siri
3 fatias de pão de fôrma sem casca
1/2 xícara (chá) de leite
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de azeite de dendê
1/2 cebola picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (chá) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de conhaque
2 gemas
1 gema para pincelar
farinha de rosca para polvilhar
sal e pimenta-do-reino a gosto
6 casquinhas de siri

Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 200ºC (temperatura alta).

2. Numa tigela, coloque o leite e os pães. Reserve.

3. Lave bem a carne de siri sob água corrente e transfira para um escorredor. Reserve.

4. Numa panela média, coloque o azeite de oliva e o azeite de dendê e leve ao fogo médio. Quando esquentar, adicione a cebola e refogue por 2 minutos. Acrescente a carne de siri bem escorrida, a salsinha, o extrato de tomate, o conhaque, as 2 gemas e o preparado com o pão. Tempere com sal e pimenta-do-reino, de preferência moída na hora. Mexa bem e cozinhe em fogo baixo por mais 2 minutos.

5. Coloque a mistura de siri nas casquinhas ou em tigelinhas individuais, pincele com a gema e polvilhe com a farinha de rosca.

6. Numa assadeira, disponha as casquinhas. Leve ao forno preaquecido e deixe dourar por cerca de 15 minutos. Sirva a seguir.

Fonte:panelinha

GUAXENDUBA

MILAGRE DE GUAXENDUBA



* Postado por Clarinha Melo em 24 março 2009 às 9:03

No início da colonização brasileira, as terras do Maranhão não foram ocupadas pelos portugueses (apesar de duas expedições feitas nesse sentido terem terminado tragicamente), e por isso os franceses começaram a se interessar por elas. O primeiro deles que chegou foi o pirata Jacques Riffault, que por aqui esteve com uma armada de três navios (1594), retornou ao seu país e voltou mais tarde com alguns colonos.
Em 1612 foi a vez do navegador Daniel de La Touche, o Senhor de La Ravardiére (1570-1631), que com o título de vice-almirante do Brasil aportou em uma ilha do litoral centro-norte daquele estado e ali construiu um forte ao qual deu o nome de São Luis, em homenagem ao rei infante da França, Luis XIII.

Mas três anos depois, em 1615, o capitão-mor do Pará, Jerônimo Fragoso de Albuquerque (?-1619), comandou a expedição que partiu de Pernambuco com a missão de expulsar os invasores franceses, derrotando-os após alguns combates sangrentos (na ilustração, busto de Daniel de la Touche).

Conta a lenda que num deles, travado em 19 de novembro de 1615, diante do forte de Santa Maria de Guaxenduba, a situação dos luso - brasileiros era crítica, não só em virtude de sua inferioridade numérica, mas principalmente porque lhes faltavam as armas e munições com que poderiam sustentar suas posições e depois arremeter sobre os inimigos. Em determinado instante, quando o ânimo dos soldados lusitanos havia atingido o seu ponto mais baixo, surgiu entre eles uma formosa mulher irradiando luz brilhante, e ela, com suas mãos, passou a transformar a areia em pólvora e o cascalho em balas. Diante disso, os combatentes de Jerônimo de Albuquerque (ilustração) se reanimaram e acabaram infligindo aos franceses uma severa derrota, e a estes só restou, então, o recurso da rendição.
Este feito militar foi comemorado com o entusiasmo que merecia, e mais tarde, para que sua lembrança não se apagasse e caísse então no esquecimento popular, a Virgem foi aclamada como padroeira da cidade de São Luiz do Maranhão, sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória.

O relato histórico desse acontecimento está presente no livro “Histórias da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará”, de 1759, escrito pelo padre José de Moraes, no qual, em determinado trecho, ele diz que “Foi fama constante, e ainda hoje se conserva por tradição, que a virgem Senhora foi vista entre os nossos batalhões, animando os soldados em todo o tempo do combate”.

O escritor maranhense Humberto de Campos (1886-1934) celebrou esta lenda no soneto intitulado “O Milagre de Guaxenduba”, cujos versos são os seguintes:

Minha Terra natal, em Guaxenduba;
Na trincheira, em que o luso ainda trabalha,
A artilharia, que ao francês derruba,
Por três bocas letais pragueja e ralha.

O leão de França, arregaçando a juba,
Saltou. E o luso, como um tigre, o atalha.
Troveja a boca do arcabuz, e a tuba
Do índio corta o clamor e o medo espalha.

Foi então que se viu, sagrando a guerra,
Nossa Senhora, com o Menino ao colo,
Surgir lutando pela minha terra.

Foi-lhe vista na mão a espada em brilho...
Pátria, se a Virgem quis assim teu solo,
Que por ti não fará quem for teu filho?

Catedral de São Luís do Maranhão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Vista da Catedral de São Luís, com o Palácio Episcopal à esquerda.

A Catedral de São Luís do Maranhão (Catedral de Nossa Senhora da Vitória) é a sede da arquidiocese do mesmo nome. Localiza-se na Praça Pedro II, no centro de São Luís, capital do estado do Maranhão, no Brasil. É um importante monumento do núcleo antigo da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
 

Gravura de 1860 da Catedral de São Luís
A diocese de São Luís do Maranhão foi criada em 1677, abrangindo desde o Ceará até o Cabo Norte (Amapá), sendo à época dependente do Patriarcado de Lisboa. Nos inícios da diocese, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória foi utilizada como 
O edifício da atual Sé Catedral não foi construído com o objetivo de ser sede catedralícia. Trata-se da antiga igreja jesuíta, construída a partir de 1690 pela Companhia de Jesus, instalada no Maranhão desde os inícios do século XVII. Esta igreja, dedicada a Nossa Senhora da Luz, foi levantada com mão-de-obra indígena e inaugurada em 1699. Os planos foram traçados pelo padre luxemburguês João Felipe Bettendorf e enviados a Roma, para sua aprovação. Ao lado da igreja localizava-se o Colégio Jesuíta, um grande centro cultural da região. Em 1760, sua livraria possuía 5000 volumes.
Com a expulsão dos jesuítas em 1759, os bens da Companhia passaram à coroa. Em 1761, numa reforma urbanística ordenada pelo governador Joaquim de Melo e Póvoas, a antiga Sé foi demolida para arejar o largo em frente ao Palácio dos Governadores. Os edifícios jesuítas, que estavam desocupados, ganharam novos usos: o colégio passou a ser o palácio dos bispos e a igreja da Companhia tornou-se a catedral da cidade. A feição decorativa atual do palácio é derivada de uma reforma no século XIX. A fachada da catedral foi alterada no início do século XX, quando ganhou duas torres. Em 1921-22 foi elevada a sede de arquidiocese.

Retábulo de talha da capela-mor (fins do séc. XVII).
O maior destaque da catedral é o retábulo em talha dourada no altar-mor, realizado nos finais do século XVII. Trata-se de um dos melhores exemplares da época no Brasil colônia, apesar de ter sido um pouco alterado nos inícios do século XIX com a adição de um camarim na parte central. Foi desenhado pelo irmão João Felipe Bettendorf e executado pelo entalhador português Manuel Manços. O retábulo foi tombado pelo IPHAN em 1954.

Referências

  1. ↑ a b Dados históricos e geográficos. Arquidiocese de São Luís. 
  2. ↑ a b Germana Costa Queiroz. Igreja Católica e Estado no Maranhão Colonial (1750-1777). Monografia – Universidade Estadual do Maranhão, 2007. 
  3. ↑ a b Retábulo da Igreja Nossa Senhora da Vitória (São Luís, MA) no sítio do IPHAN 
  4. ↑ Luiz Antonio Gonçalves da Silva. As bibliotecas dos jesuítas: uma visão a partir da obra de Serafim Leite. Perspect. ciênc. inf. vol.13 no.2 Belo Horizonte May/Aug. 2008
  5. ↑ a b Antonia da Silva Mota et al. Cais da Sagração: O Processo de Modernização da Cidade de São Luís no século XIX 
  6. ↑ Lúcio Costa. A arquitetura dos jesuítas no Brasil. Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 5, p.105-169, 1941. 

Bibliografia

Retábulo da Igreja Nossa Senhora da Vitória

A catedral de São Luís, construída pelos padres jesuítas no ano de 1762, em homenagem a Nossa Senhora da Vitória. De acordo com a história, a Santa apareceu durante a batalha de Guaxenduba, para proteger os portugueses, que estavam em minoria e lutavam contra os franceses. a fim de expulsá-los das terras maranhenses. O altar-mor da igreja foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

O cclbdobrasil.blogspot.com,
em nome de todos luso-brasileiros, que amam e cultuam suas raízes, aproveita esta página de nossa História - Comum, tão bem narrada por nossa querida internauta, a Clarinha Melo, para começar finalmente a comemorar o nosso 22 de abril e acabar de vez com este hiato separatista, que nos acompanha há mais 500 anos...
Num país onde tudo se comemora, não comemorar o 22 de abril representa a maior ingratidão para com nossos ancestrais...

Fonte: www.efecade.com.br


MILAGRES E PRODÍGIOS DA LUSO BRASILIDADE

Milagres e prodígios na História do Brasil!

Tema silenciado em nossa Historia: intervenções sobrenaturais em prol dos brasileiros, especialmente em sua luta contra o herege invasor


Carlos Sodré Lanna

A providência Divina protegeu o País desde seu descobrimento, tanto na defesa das fronteiras do oeste quanto na expulsão dos invasores estrangeiros, manifestando claramente sua predileção por nossos ancestrais luso-brasileiros. Estudando a História do Brasil, chegamos facilmente à conclusão de que a unidade religiosa e política do País foi mais obra de Deus do que dos homens. Nos estreitos limites de um simples artigo, apresentaremos alguns exemplos que ilustram esse pendor da Providência e de Nossa Senhora para com o povo brasileiro. No Brasil-colônia dos séculos XVI, XVII e XVIII era tão grande a devoção a Nossa Senhora do Carmo, que todos os postos da fronteira oeste a adotaram como Padroeira. Tal devoção já era muito antiga entre os militares portugueses, sendo a Virgem do Carmo considerada protetora dos que iam combater forças mais poderosas.

Um desses episódios milagrosos da História pátria ocorreu em 1864, quando uma flotilha paraguaia atacou o Forte de Coimbra, perto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, com 13 embarcações e 3.200 homens. Do lado brasileiro, havia apenas 155 homens e 70 mulheres, o que representava uma proporção de trinta para um, a favor dos paraguaios. Após dois dias de cerco e combates, a munição brasileira chegava ao fim. Entretanto, nenhum dos defensores da guarnição havia caído morto e nem eles estavam dispostos a se entregar.

Do lado inimigo, contudo, já se verifica uma perda de 42 mortos e 164 feridos. Foi quando o comandante Portocarrero recorreu à imagem de Nossa Senhora do Carmo, Padroeira do Forte, colocando-a sobre a muralha, o que acarretou a imediata paralisação do exército paraguaio. Isto permitiu aos brasileiros uma retirada com honra. Sob a proteção da noite, subiram eles o rio em direção a Cuiabá, conduzindo a imagem.

Devido a esse e muitos outros milagres, Nossa Senhora do Carmo é venerada como Padroeira da Fronteira Oeste, tendo direito à guarda de honra do Exército brasileiro correspondente ao posto de General-de-Brigada, representada na imagem do Forte de Coimbra (cfr. "Noticiário do Exército", Brasília, 15-7-92).


LUTA CONTRA O HEREGE HOLANDÊS

Durante vinte e quatro anos, de 1630 a 1654, os holandeses invadiram e permaneceram em nosso território. Eram eles calvinistas que traziam na alma sentimentos de ódio ao Catolicismo, espalhando por toda parte a morte. Violavam lares, profanavam templos católicos e praticavam os crimes mais hediondos. Deus, entretanto, protegia a Terra de Santa Cruz, suscitando para sua defesa autênticos heróis, além de operar vários milagres, comprovados por documentos históricos, em defesa dos brasileiros.

Nos dias 15 de julho e 2 de outubro de 1645, foram barbaramente assassinadas 60 pessoas nas localidades de Cunhaú e Uruaçu, pertencentes hoje aos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, próximos de Natal, no Rio Grande do Norte.

Martírios acompanhados de prodígios

Cunhaú era um grande engenho de açúcar, ao redor do qual surgira uma pequena vila. A chegada do delegado holandês Jacó Rabe, em 15 de julho de 1645, acompanhado de índios tapuias e potiguares, quebrou a tranqüilidade do povoado.

Toda a população foi convocada a se reunir na igreja, onde seriam transmitidas ordens do governo holandês que dominava o Nordeste. Depois de todos reunidos, Rabe ordenou que o vigário, Padre André de Soreval, celebrasse uma Missa. Prevendo que algo de pior poderia acontecer, o celebrante interrompeu o Santo Sacrifício e fez uma advertência aos índios e holandeses: aquele que tocasse nele, no altar ou nos vasos sagrados ficaria com os braços secos e morreria de modo atroz. Logo depois, os holandeses fecharam as portas da igreja e realizaram uma matança de todos os presentes, inclusive do sacerdote.

Poucos dias após a chacina, a maldição se cumpriu: os Índios que haviam desobedecido o padre ficaram com seus braços paralisados e ressequidos; e, tomados de desespero, puseram fim às suas vidas, matando-se uns aos outros.

No dia 2 de outubro, o mesmo Jacó Rabe, em companhia de 200 indígenas, invadiu a aldeia de Uruaçu e trucidou toda a população, depois de longas sessões de tortura, não permitindo que os cadáveres fossem sepultados.

Passados quinze dias, foram os parentes sepultar o que restara do morticínio. Chegando ao local, encontraram os restos mortais frescos e incorruptos, bem como o sangue a brilhar como se as vítimas acabassem de ser mortas.

Pairava no local um odor agradável e intenso que perdurou ainda por muito tempo. À noite, de retorno ao povoado, os parentes dos mártires ouviram uma música celestial, que provinha do local do sepultamento, a qual foi percebida também por muitos holandeses.

Há um pedido de exame do processo de canonização desses 60 mártires de Cunhaú e Uruaçu junto à Sagrada Congregação para as Causas dos Santos. em Roma. E entre os católicos, na região norte do País, é difundida a fama de martírio e santidade dessas vítimas do invasor calvinista.

Naquela mesma ocasião, uma menina, filha de Diogo Pinheiro, escondeu-se em seu quarto e chorava em virtude daquelas atrocidades, quando uma formosa Senhora lhe apareceu com o chicote na mão, dizendo-lhe com muita gravidade: "Não chores menina, que, com este chicote, hão de ser castigados os ministros da crueldade, que logo verás". Em seguida desapareceu. Era Nossa Senhora que fazia a previsão, sem demora cumprida: fo­ram passados a fio de espada pelos luso-bra­sileiros todos os agressores, inclusive o pérfido comandante holandês Jacó Rabe.

A milagrosa vitória do Monte das Tabocas



No intervalo entre as duas chacinas acima referidas, a 3 de agosto de 1645, travou-se a famosa Batalha do Monte das Tabocas, aproximadamente a 30 quilômetros de Recife, a qual resultou na primeira derrota sofrida pelos holandeses: 400 deles foram mortos nos combates, contra 28 do lado luso-brasileiro! Narram os historiadores que, ao final da luta, os holandeses encurralavam os católicos para cima do monte, quando o Padre Manoel de Morais ergueu alto um crucifixo e bradou:

"Senhor Deus, Misericórdia. Irmãos, digamos todos uma Salve Regina à Virgem Mãe de Deus". Enquanto todo o exército rezava com fervor essa oração, os calvinistas holandeses, tomados de indescritível pânico, começaram a fugir, em grande confusão, enquanto os nossos bradavam: "Vitória!"

No dia seguinte, muitos holandeses aprisionados contaram que, no auge da batalha, viram caminhar entre os católicos uma Mulher muito formosa, com um Menino nos braços; e, junto a Ela, um venerando ancião vestido de branco. Eles davam armas, pólvora e munições aos nossos soldados, sendo tal o resplendor lançado pela Mulher e pelo Menino, que lhes cegava os olhos. Essa visão cau­sou-lhes tanto terror, que se retiraram logo em grande confusão.

Os historiadores são unânimes em afirmar que se tratava de Nossa Senhora com o Menino Jesus e de Santo Antão - o venerando velho - ao qual estava dedicada, a curta distância dali, uma pequena igreja (cfr. Catolicismo, setembro/86).

Expulsão dos franceses nos séculos XVI e XVII


Estácio de Sá

No dia 20 de janeiro de 1567, ocorreram no Rio de Janeiro as célebres vitórias alcançadas pelos luso-brasileiros em Uruçumirim, hoje Outeiro da Glória, e em Paranapuã, atual Ilha do Governador, contra invasores franceses calvinistas. Estácio de Sá, o jovem sobrinho do Governador Geral Mem de Sá, comandou heroicamente nossos compatriotas nessas batalhas, vindo a falecer nos combates em virtude de uma flechada que atingiu seu rosto.

Foram muitos os milagres e prodígios ocorridos naquela ocasião. Conta a legenda que São Sebastião apareceu, no dia de sua festa, que se comemora a 20 de janeiro, ao lado dos luso-brasileiros em Uruçumirim, comandando-os na investida contra as posições inimigas.

As flechas dos indígenas, aliados dos inimigos, atiradas contra os padres jesuítas, não os atingiam, o que deu mais ânimo aos combatentes luso-brasileiros.

Os franceses, ao final dos combates, tiveram suas fortificações arrasadas e suas tropas desbaratadas. Desarmava assim o sonho dos hereges de instalar a França Antártica na Guanabara.

A destruição da França Equinocial

No Maranhão, 47 anos após essa derrota dos calvinistas, houve a tentativa de fundação da França Equinocial, embora, nessa ocasião, os invasores fossem católicos. Seu plano frus­trou-se com a vitória de nossos compatriotas na batalha de Guaxenduba. Sob o comando de Daniel de La Touche, os franceses foram vencidos pelas forças comandadas pelo heróico Jerônimo de Albuquerque.

Trezentos franceses e dois mil índios, seus aliados, enfrentaram, em 19 de novembro de 1614, 200 brasileiros e 100 indígenas, numa batalha que durou seis horas, em uma praia localizada na Baía de São José, ao lado da capital maranhense, São Luiz. Em artigo publicado em nossa edição de março de 1992, esse assunto foi abordado especificamente, com base em sólida documentação histórica.

Narram os historiadores que, no fragor dos combates, uma Senhora de aparência radiosa apareceu entre os luso-brasileiros, percorrendo suas fileiras, enquanto os incentivava à luta. Ela apanhava areia da praia e a oferecia já transformada em pólvora, aos soldados, ao mesmo tempo em que curava os feridos. Era a Mãe de Deus que, dessa forma, revigorava nossos compatriotas com sua presença, assumindo a posição de verdadeira comandante das tropas luso-brasileiras. Com a vitoriosa batalha de Guaxenduba terminou o domínio francês no Maranhão.

Em todos esses episódios, a predileção da Providência Divina e de Nossa Senhora por nossa Pátria, desde os primórdios da colonização, fica patente. Cabe a nós, brasileiros, corresponder, com a autenticidade de um ardente Catolicismo, a tantas e assinaladas graças concedidas à Terra de Santa Cruz.
Os fatos acima descritos e tantos outros registrados em nossa história-comum ao longo dos séculos, provam a necessidade urgente de nos unir-mos para evitar que esta pátria vire um desses infernos que é o mundo separatista de nossos dias.

Matéria em construção...

BIBLIOGRAFIA

1. Manoel E. Altenfelder Silva, Brasileiros Heróis da Fé. Livraria Salesiana Editora, São Paulo, 1928.

2. Pedro Calmon, História do Brasil. Livraria José Olímpio Editora, Rio de Janeiro, 1959.

3. Mário M. Meirelles, França Equinocial. Civilização Brasileira, São Luís, 1982.

O MAR ENROLA NA AREIA