O MASSACRE DE CUNHAÚ

OS PRIMEIROS MÁRTIRES DOS 500 ANOS DE  EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL

No momento em que os brasileiros comemoram os 500 anos de descoberta do País, a Arquidiocese de Natal realiza esforços com o objetivo de tornar este fato conhecido, a nível nacional.

A cerimônia de beatificação aconteceu no dia 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, em Roma, presidida por João Paulo II.

História


Em 16 de junho de 1645, o pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares.

Os fiéis participavam da missa dominical, na capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú - no município de Canguaretama, localizado na zona agreste do Rio Grande do Norte.

Festa em Cunhaú
“Por seguirem a religião católica, tiveram que pagar com a própria vida o preço da fé , por causa da intolerância calvinista dos invasores.“

Três meses depois, aconteceu outro martírio, onde 80 pessoas foram mortas por holandeses.
Este morticínio aconteceu na comunidade Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante - a 18 km de Natal, litoral do RN.

 
Processo de beatificação

Segundo o postulador da Causa dos Mártires, Mons. Francisco de Assis Pereira, "a memória dos servos de Deus sacrificados em Cunhaú e Urucu, em 1645, permaneceu viva na alma do povo potiguar, que os venera como ínclitos defensores da fé católica" o processo de beatificação, após dez anos de pesquisas, reconhece o martírio de 30 brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos.

Santuário dos Mártires

Monsenhor Assis acompanhou o processo de beatificação junto ao Vaticano, por mais de dez anos, reunindo documentos em pesquisas realizadas em Portugal, Holanda e no Brasil. Deste material lançado resultou o livro Protomártires do Brasil, lançado no ano passado.

Monumento aos Mártires, em São Gonçalo
do Amarante, deve ficar repleto
de fiéis que vão reverenciar os
católicos mortos em 1645
Os mártires de Cunhaú e Uruaçu foram chamados de Protomártires porque são "os primeiros brasileiros que derramaram seu sangue pela fé em nossa terra".

O martírio

Entre 1630 e 1654, a região Nordeste do Brasil, do Ceará até Sergipe, foi ocupada pelos holandeses calvinistas, nos tempos em que as guerras de religião eram tristemente vivas na Europa e conseqüentemente nas colônias.

Os holandeses vinham acompanhados por pastores dispostos a converter os índios e a forçar a converção para o calvinismo dos católicos; que se recusavam, perseguidos, às vezes, até à morte.

Com a chegada dos holandeses a Natal, vários moradores fugiram para o interior na esperança de que viessem reforços da Paraíba e de Pernambuco.

Os holandeses os perseguiram e, no dia 14 de dezembro, seis dias após o desembarque em Natal, Mataram Francisco Coelho, sua mulher e seis filhos, e todas as outras pessoas que ali se encontravam, em número de sessenta.

Foi este o primeiro grande morticínio perpetrado, pelos flamengos em solo potiguar.

Cunhaú

A primeira invasão do engenho de Cunhaú pelos holandeses ocorreu em 1634. Passadas as turbulências que caracterizaram o inicio da ocupação, a vida do engenho parecia ter voltado à normalidade.

Ao redor da capela de Nossa Senhora das Candeias, viviam 70 modestos colonos com suas famílias, inteiramente dedicados aos seus trabalhos na lavoura e na moagem da cana.
Igreja de N. S. das Candeias
Nada indicava qualquer alteração neste ritmo, embora fossem freqüentes as incursões naquelas paragens, de um tal de Jacó Rabe, alemão a serviço dos holandeses, sempre liderando soldados e tapuis, semeando por toda parte ódio e destruição.

A simples presença de Rabbi e dos tupuias já constituía motivo suficiente para suspeitas e temores.

No dia 15 de julho, além dos tapuis, Jacó Rabe trazia consigo alguns potiguares e soldados holandeses, uma vez que se apresentava em missão oficial, dizendo-se portador de uma mensagem do Supremo Conselho Holandês do Recife aos moradores de Cunhaú.

No domingo, 16 de julho, aproveitando a presença de um grande número de colonos na igreja para a missa dominical celebrada pelo pároco pe. André Soveral, Jacó Rabe mandou afixar, nas portas da Igreja, um edital, convocando a todos para ouvirem as Ordens do Supremo Conselho, que seriam dadas após a missa.

Muitos compareceram, mas uma chuva torrencial, providencialmente caída naquela manhã, impediu que o numero fosse maior. Chegou a hora da missa. Os fiéis, em grupos familiares e amigos, se dirigiram à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Levados apenas pela vontade de cumprir o preceito religioso, evidentemente não portavam armas, proibidas pelas autoridades holandesas, mas só alguns bastões que encostaram nas paredes do pórtico.

O pe. André iniciou a celebração. Após a elevação da hóstia e cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e começou a matança. Foram cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados com a ajuda dos tapuias e potiguares.

Ao perceber que iam ser sacrificados, os fiéis não se rebelaram. Ao contrário, "entre mortais ânsias se confessaram ao sumo sacerdote Jesus Cristo Senhor Nosso, pedindo-lhe cada qual, com grande contradição, o perdão de sua culpa", enquanto o pe. André "exortava-os a bem morrer, rezando apressadamente o oficio da agonia".

A seguir, O morticínio em Uruaçu

As notícias dos graves e dolorosos acontecimentos de Cunhaú se espalharam rapidamente por toda a capitania do Rio Grande e capitanias vizinhas, deixando assustada a população, que temia novos ataques dos tapuias e potiguares, instigados pelos holandeses. Urgia tomar medidas preventivas e defensivas.

Mesmo suspeitando da conivência das autoridades flamengas nesses ataques, alguns moradores influentes do Rio Grande não tiveram outra alternativa senão recorrer ao comandante de Fortaleza dos Reis Magos, cujo nome tinha sido mudado para Forte Ceulen, para ficarem lá sob proteção militar, não sabendo que a hospitalidade terminaria em tragédia.

"A etapa seguinte de Jacó Rabe foi Potengi, onde 70 moradores estavam refugiados numa cerca de pau-a-pique. Acreditava ele se tratar fácil pois os moradores não tinham como resistir por longo tempo e logo se entregariam.

Eles, porém, resistiram heroicamente com as poucas armas à sua disposição: 17 armas de fogo, algumas espingardas, dardos, mosquetes, espadas, e pau tostados....". "Os que não morreram, tentaram resistir...

“O comandante dos holandeses mandou que se despissem e se ajoelhassem enquanto o pastor calvinista suplicou -lhes que abjurassem a fé católica.”

A um sinal dado, os índios, que estavam emboscados, saíram do mato e cercaram os indefesos colonos".

Teve inicio, então a carnificina, descrita com impressionante realismo pelos cronistas portugueses. Nas descrições, nota-se claramente o contraste entre a crueldade e a violência dos algozes e a resignação e o perdão das vítimas:

"Começaram a dar atrozes tormentos aos homens, e tão desunamos, que já muitos dos que padeciam, tomavam por mercê a morte; mas usaram os holandeses da última crueldade, dilatando a pena, e depois de cansados de darem tão aspérrimos tormentos aos homens, os entregaram aos tapuis e potiguares, que ainda vivos os foram fazendo em pedaços, e nos corpos fizeram tais anatomias que são incríveis; arrancando a uns os olhos e tirando a outros as línguas e cortando as partes verendas e metendo-lhas nas bocas (...)" (Santiago).

Mateus Moreira, um dos mártires, é citado por três cronistas, embora com uma divergência de nome, Mateus ou Matias. A descrição de sua morte é o ponto mais expressivo de toda a narrativa em Uruaçu e constitui um dos mais belos testemunhos de fé na Eucaristia, confessada na hora do martírio.

Os algozes arrancaram-lhe o coração pelas costas e ele morreu exclamando: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
 
(Extraído do documento divulgado pela pastoral da Comunicação
da Arquidiocese de Natal)

Perfis da fé e do ódio


(Publicação: 30 de Abril de 2009 )

Os nomes das vítimas de Cunhaú e Uruaçu constam de várias crônicas portuguesas do século XVII sobre a guerra contra os holandeses em Pernambuco.

As três principais, nas quais o monsenhor Francisco de Assis Pereira baseou-se para elaborar a lista dos 30 mártires propostos para a beatificação, são as crônicas de Frei Manuel Calado do Salvador (in O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade, de 1648), Diogo Lopes Santiago (in História da Guerra de Pernambuco) e Frei Rafael de Jesus (in Castrioto Lusitano, de 1679).

Abaixo, relação completa dos mártires, com detalhes biográficos de alguns.

Biografia dos Mártires:



1) Padre André de Soveral


O sacerdote é um dos dois brasileiros incluídos na lista para a beatificação. Nasceu em São Vicente, litoral paulsita, em 1572. Como missionário jesuíta catequizou os índios no Nordeste do Brasil. Depois, já no Clero diocesano, foi pároco de Cunhaú, onde foi morto durante a missa com mais 69 fiéis.

2) Domingos de Carvalho

Além do padre André de Soveral, é o único dos fiéis mortos em Cunháu, identificado com segurança. Não há informações sobre seus afazeres, mas no corpo foram encontradas moedas de ouro, sinal de que devia ser algum mercado próspero. Há dúvidas se foi morto na capela ou na casa do engenho.


3) Padre Ambrósio Francisco Ferro

Português dos Açores, foi nomeado vigário do Rio Grande em 1636. Refugiou-se na Fortaleza dos Reis Magos (Castelo de Keulen), após o massacre de Cunháu, junto com mais cinco principais da cidade. Foi levado para a morte em Uruaçu.

4) Antônio Vilela Cid

Fidalgo, nascido em Castela, Espanha, veio para o Rio Grande em 1613 para assumir por ordens do rei Felipe II o cargo de capitão-mor. Nâo se sabe porque não exerceu a função, mas em 1620 era juiz ordinário em Natal. Casou com Dona Inês Duarte, irmão do padre Ambrósio Francisco Ferro. Acusado pelo chefe Janduí de ter sido cúmplice na morte de um holandês, na capitania do Ceará, foi preso no Castelo de Keulen por suspeita de conspiração.

5) Estêvão Machado de Miranda

Um dos principais da capitania do Rio Grande, casado com dona Bárbara, filha de Antonio Vilela Cid. Em 1643 fazia parte da Câmara dos Escabinos, espécie de câmara municipal junto ao governo holandês. Esteve na paliçada do Potengi e foi um dos cinco refêns presos na fortaleza. Junto com ele foram sacrificadas, em Uruaçu, duas filhas pequenas.

6) Antonio Vilela, o Moço

Filho de Antonio Vilela Cid. Retirado da paliçada do Potengi e morto juntamente com uma filha pequena.

7) Mateus Moreira ( Teve o Coração arrancado pelas costas):



Estava na paliçada do Potengi. Teve o coração arrancado pelas costas e morreu exclamando "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".


8) Antônio Baracho

Também retirado da paliçada do Potengi. Teve o corpo amarrado a uma árvore. Arrancaram-lhe a língua e o castraram, colocando na boca os orgãos genitais. Foi açoitado e queimado com ferros em brasa.


9) Manuel Rodrigues de Moura

Resistente da paliçada do Potengi. Foi levado para o sacrifício com a mulher, que os cronistas não identificam o nome. Relatam apenas que, depois de morto o marido, ela teve os pés e as mãos amputados, sobrevivendo ainda por três dias.

10) João Lostau Navarro

Nascido em Navarra, à época incorporada à França de Henrique IV. Um dos mais antigos moradores da capitania do Rio Grande. Tinha uma "casa forte" na praia de Tabatinga, invadida por Jacob Rabbi após o ataque em Cunhaú. João Lostau resistiu e foi preso no Castelo de Keulen. Era sogro do tenente-coronel Joris Garstman, comandante holandês que governou o Rio Grande de 1633 a 1637.

11) João Martins

Jovem que liderava um grupo de sete companheiros. Participaram da resistência na paliçada do Potengi. Em Uruaçu foi convidado a passar-se para o lado dos holandeses. Como recusaram, foram mortos. João Martins foi o último a ser executado, após ter sido obrigado a presenciar a morte dos amigos.

Relação completa dos mártires:

Mortos em Cunháu:

- Padre André de Soveral
- Domingos de Carvalho

Mortos em Uruaçu:

- Padre Ambrósio Francisco Ferro
- Antônio Vilela, o Moço
- José do Porto
- Francisco de Bastos
- Diogo Pereira
- João Lostau Navarro
- Antônio Vilela Cid
- Estêvão Machado de Miranda
- Vicente de Souza Pereira
- Francisco Mendes Pereira
- João da Silveira
- Simão Correia
- Antônio Barracho
- Mateus Moreira
- João Martins
- Uma filha de Manuel Rodrigues de Moura
- A esposa de Manuel Rodrigues de Moura
-Antônio Vilela, o Moço
- Uma filha de Francisco Dias, o Moço
- Primeiro Jovem companheiro de João Martins
- Segundo Jovem companheiro de João Martins
- Terceiro Jovem companheiro de João Martins
- Quarto Jovem companheiro de João Martins
- Quinto Jovem companheiro de João Martins
- Sexto Jovem companheiro de João Martins
- Sétimo Jovem commpanheiro de João Martins
- Primeira filha de Estêvão Machado de Miranda
- Segunda filha de Estêvão Machado de Miranda

Jacob Rabbí teve carreira marcada pela crueldade

Na repressão desencadeada pelos holandeses na capitania do Rio Grande do Norte, após o início do levante em Pernambuco, o alvo mais frequente foi a população civil. Os agentes mais atuentes dessa repressão foram os índios - tapuias e potiguares - e o alemão Jacob Rabbí.

A figura de Jacob Rabbi inspirou diversas versões entre os cronistas e historiadores, a maioria delas demoníacas. Natural do condado de condado de Waldeck, emigrou para a Holanda e foi contratado pela Companhia das Índias Ocidentais. Os historiadores o consideravam judeu, mas essa é uma versão que vem sendo discutida e alguns autores já descartam essa possibilidade.

Rabbi chegou ao Brasil junto com o conde João Maurício de Nassau-Siegen, em 23 de janeiro de 1637, desembarcnado no Recife. Em território brasileiro, a missão do alemão era de intérprete junto aos indios aliados, no meio dos quais passou a viver, adotando alguns dos seus costumes.

Casou com uma índia janduí, Domingas, e mostrou-se um observador culto. Seus estudos etnográficos sobre os índios não eram destituídos de valor e foi citado por autores posteriores, apesar dos manuscritos terem se perdido. Sintetizou suas informações sobre a vida indígena na obra " De Tapuryarum moribus et consuetubinibus, e Relatione Iacobbi Rabbi, Qui aliquot annos inter illos vixit".

No comando das tropas de janduís e potiguares, além de aventureiros que viam na guerra uma oportunidade de enriquecimento, Rabbí foi responsável por massacres e saques a engenhos nas capitanias do Rio Grande, Paraíba e Pernambuco.

Entre o massacre de Cunhaú, em 16 de julho de 1645, e o de Uruaçu, em 3 de outubro do mesmo ano, o aventureiro desceu em direção a Goiana (Pernambuco), saqueando tudo pelo caminho.

Em meados de agosto, às margens do rio Goiana, foi detido e rechaçado por tropas luso-brasileiras, tomando então a decisão de voltar ao Rio Grande, onde atacou, em setembro, a paliçada do Potengi.

Por conta da morte de João Lostau Navarro, em Uruaçu, Rabbi foi morto em emboscada na noite de 4 de abril de 1646 – menos de um ano depois do massacre - quando sai de um jantar na casa de um certo Dirck Maeller, as margens do Potengi.

As investigações apontaram como mandante do crime o tenente-coronel Joris Garstman, genro de João Lostau.

Garstman chegou a ser punido e enviado de volta à Holanda, mas acabou anistiado e voltou ao Brasil, permancendo até 1654.

Fonte:http://www.tribuna.me/especiais/martires/martires_paginterna.php?id=150042

MIRANDA DO CORVO


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Miranda do Corvo
Brasão de Miranda do Corvo Bandeira de Miranda do Corvo
Brasão Bandeira
Localização de Miranda do Corvo
Gentílico Mirandense,
Corvense
Área 126,38 km2
População 13 098 hab. (2011)
Densidade populacional 103,64 hab./km2
N.º de freguesias 4
Presidente da
Câmara Municipal
Miguel Baptista (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1136
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Pinhal Interior Norte
Distrito Coimbra
Antiga província Beira Litoral
Orago São Salvador
Feriado municipal 1 de Junho (Nascimento de José Falcão)
Código postal 3220-206 Miranda do Corvo
Sítio oficial www.cm-mirandadocorvo.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg


Miranda do Corvo é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte, com cerca de 3 250 habitantes.

É sede de um município com 126,38 km² de área e 13 098 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Vila Nova de Poiares, a leste pela Lousã, a sueste por Figueiró dos Vinhos, a sudoeste por Penela, a oeste por Condeixa-a-Nova e a noroeste por Coimbra. O território do concelho de Miranda do Corvo é atravessado pelo Rio Ceira, pelo Rio Dueça ou Corvo e pelo Rio Alheda.

Recebeu foral de D. Afonso Henriques a 19 de Novembro de 1136.

Demografia

 População do concelho de Miranda do Corvo (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
6 412 5 891 12 751 12 608 12 810 12 231 11 674 13 069 13 098

   Freguesias

Freguesias do concelho de Miranda do Corvo.
O municipio de Miranda do Corvo está dividido em 4 freguesias:
  • Lamas
  • Miranda do Corvo
  • Semide e Rio Vide
  • Vila Nova

Património

  • Santuário do Senhor da Serra
  • Santuário de Nossa Senhora da Piedade de Tábuas
  • Pelourinho de Miranda do Corvo
  • Convento de Santa Maria de Semide
  • Aldeia de Xisto do Gondramaz

 PROGRAMA MENTES BRILHANTES DA PREFEITURA DE MIRANDA DO CORVO EM PARCERIA COM A FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E FORMAÇÂO PROFISSIONAL (ADFP)
“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes” Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”
 
Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.
 
"O apoio da Câmara Municipal é fundamental para o projecto chegar a todos os ciclos e a todas as escolas do concelho” afirmou Jaime Ramos, na assinatura do protocolo entre a Fundação ADFP e os parceiros do "Mentes Brilhantes", no Centro Educativo de Miranda do Corvo, dia 4 de Setembro. Sem o apoio da autarquia o projecto seria muito menos ambicioso.
Se se pudesse resumir numa palavra o "Mentes Brilhantes" a expressão mais adequada seria a de "caça-talentos". Só que o projecto é muito mais abrangente: trata-se dos alunos acederem a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências, com cursos a leccionar no Centro Educativo de Miranda do Corvo onde já está apetrechado um laboratório de ciências experimentais. Os cursos grátis estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.
Como referiu Jaime Ramos, presidente da ADFP, "sempre no espírito de um dos nossos lemas, que é o de nós não diagnosticarmos deficiências mas potenciamos e valorizamos competências e talentos".
Presentes também na sessão, Fátima Ramos, em cujo último mandato no executivo foi inaugurado o edifício e vereadores do PSD .
Na assinatura do protocolo, Jaime Ramos começou por afirmar que a ideia do "Mentes Brilhantes não é original mas sim um 'plágio' de uma boa iniciativa em Oliveira do Bairro implantada por Arsélio Pato, que visa abrir a mente a coisas novas que ultrapassam o ensino tradicional".
"A diferença entre o projecto do Instituto de Educação e Cidadania de Oliveira do Bairro (Mamarosa) , que já cobre várias escolas da Bairrada, e o nosso, é que temos um psicólogo que nos permitirá descobrir talentos”. Iremos tentar copiar e ver se conseguimos fazer melhor", concluiu Jaime Ramos.
Referiu o exemplo dos apoios da Câmara de Oliveira do Bairro e a necessidade de a autarquias de Miranda seguir o seu exemplo . Como a Fundação ADFP tem alguns recursos os apoios da Câmara de Miranda poderão ser bastante inferiores ao dinheiro que tem sido investido pelo município da Bairrada.
Pelo Centro Educativo de Miranda do Corvo, o seu responsável, prof. Gabriel Martins, agradeceu a presença de todos os parceiros, regozijando-se com o projecto que é pioneiro na vila.
 
A contribuição dos parceiros
 
Pela Associação de Pais e Encarregados de Educação , Dora Lamas realçou que  "apoiou e aderiu a esta iniciativa desde o início, porque os nossos filhos e educandos podem beneficiar destes novos conhecimentos e potenciarem o seu desenvolvimento, abrindo-se a perspectiva de alargá-lo a todas as escolas e crianças do concelho".
"É com grande regozijo que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo é parceiro neste projecto que vai rasgar horizontes e abrir novas fronteiras", afirmou o seu presidente. José Manuel Simões acrescentou que "saber ler os seus sinais será muito importante. Permitam-me a analogia com 1479, quando se assinou o Tratado de Alcáçovas e alguém presente traçou uma linha e disse que daqui para a frente é o nosso caminho".
O pai da ideia, Arsélio Pato, expressou contentamento em "colaborar com a Fundação ADFP de forma altruísta". "A ideia que começou há 7 anos foi a de criar um Instituto de Educação e Cidadania, responsável por todas as actividades, cuja construção e equipamento foi suportado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, com um milhão de euros", realçou.
"Tudo é controlado de Lisboa e é muito importante que as câmaras e regiões participem numa nova educação, criando uma interface entre as universidades. as escolas e população, como se fez com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra. Não há ainda uma comunicação entre o ensino básico e o secundário, sobretudo nos meios mais pequenos", disse.
Arsélio Pato apelou a todos os parceiros para a necessidade de haver um "espírito de missão" que aproveite "a fabulosa energia das crianças", chamando a atenção para o "esbatimento das diferenças sociais e de localização geográfica quando têm aprendizagem. Tendo professor a certeza de que "os alunos que passaram por este programa chegarão mais bem preparados ao ensino superior".
O primeiro a ser citado e o último a falar, foi Miguel Baptista, tendo o edil de Miranda do Corvo garantido o apoio, seja em instalações municipais seja em termos financeiros ,embora não assinasse o protocolo já, pois adesão do municipio iria ser votada em sessão plenária no dia seguinte.
Ao manifestar o desejo de que "este é um passo firme e vai ser coroado de sucesso", Miguel Baptista manifestou vontade da "expansão do projecto a outros ciclos de ensino e outros estabelecimentos do concelho" e felicitou em particular a Fundação ADFP "pela implementação deste projecto".

Data de Introdução: 2014-09-18
- See more at: http://www.adfp.pt/sartigo/index.php?x=3908#sthash.0wXiRA9y.dpuf
“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes” Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”
 
Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.
 
"O apoio da Câmara Municipal é fundamental para o projecto chegar a todos os ciclos e a todas as escolas do concelho” afirmou Jaime Ramos, na assinatura do protocolo entre a Fundação ADFP e os parceiros do "Mentes Brilhantes", no Centro Educativo de Miranda do Corvo, dia 4 de Setembro. Sem o apoio da autarquia o projecto seria muito menos ambicioso.
Se se pudesse resumir numa palavra o "Mentes Brilhantes" a expressão mais adequada seria a de "caça-talentos". Só que o projecto é muito mais abrangente: trata-se dos alunos acederem a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências, com cursos a leccionar no Centro Educativo de Miranda do Corvo onde já está apetrechado um laboratório de ciências experimentais. Os cursos grátis estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.
Como referiu Jaime Ramos, presidente da ADFP, "sempre no espírito de um dos nossos lemas, que é o de nós não diagnosticarmos deficiências mas potenciamos e valorizamos competências e talentos".
Presentes também na sessão, Fátima Ramos, em cujo último mandato no executivo foi inaugurado o edifício e vereadores do PSD .
Na assinatura do protocolo, Jaime Ramos começou por afirmar que a ideia do "Mentes Brilhantes não é original mas sim um 'plágio' de uma boa iniciativa em Oliveira do Bairro implantada por Arsélio Pato, que visa abrir a mente a coisas novas que ultrapassam o ensino tradicional".
"A diferença entre o projecto do Instituto de Educação e Cidadania de Oliveira do Bairro (Mamarosa) , que já cobre várias escolas da Bairrada, e o nosso, é que temos um psicólogo que nos permitirá descobrir talentos”. Iremos tentar copiar e ver se conseguimos fazer melhor", concluiu Jaime Ramos.
Referiu o exemplo dos apoios da Câmara de Oliveira do Bairro e a necessidade de a autarquias de Miranda seguir o seu exemplo . Como a Fundação ADFP tem alguns recursos os apoios da Câmara de Miranda poderão ser bastante inferiores ao dinheiro que tem sido investido pelo município da Bairrada.
Pelo Centro Educativo de Miranda do Corvo, o seu responsável, prof. Gabriel Martins, agradeceu a presença de todos os parceiros, regozijando-se com o projecto que é pioneiro na vila.
 
A contribuição dos parceiros
 
Pela Associação de Pais e Encarregados de Educação , Dora Lamas realçou que  "apoiou e aderiu a esta iniciativa desde o início, porque os nossos filhos e educandos podem beneficiar destes novos conhecimentos e potenciarem o seu desenvolvimento, abrindo-se a perspectiva de alargá-lo a todas as escolas e crianças do concelho".
"É com grande regozijo que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo é parceiro neste projecto que vai rasgar horizontes e abrir novas fronteiras", afirmou o seu presidente. José Manuel Simões acrescentou que "saber ler os seus sinais será muito importante. Permitam-me a analogia com 1479, quando se assinou o Tratado de Alcáçovas e alguém presente traçou uma linha e disse que daqui para a frente é o nosso caminho".
O pai da ideia, Arsélio Pato, expressou contentamento em "colaborar com a Fundação ADFP de forma altruísta". "A ideia que começou há 7 anos foi a de criar um Instituto de Educação e Cidadania, responsável por todas as actividades, cuja construção e equipamento foi suportado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, com um milhão de euros", realçou.
"Tudo é controlado de Lisboa e é muito importante que as câmaras e regiões participem numa nova educação, criando uma interface entre as universidades. as escolas e população, como se fez com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra. Não há ainda uma comunicação entre o ensino básico e o secundário, sobretudo nos meios mais pequenos", disse.
Arsélio Pato apelou a todos os parceiros para a necessidade de haver um "espírito de missão" que aproveite "a fabulosa energia das crianças", chamando a atenção para o "esbatimento das diferenças sociais e de localização geográfica quando têm aprendizagem. Tendo professor a certeza de que "os alunos que passaram por este programa chegarão mais bem preparados ao ensino superior".
O primeiro a ser citado e o último a falar, foi Miguel Baptista, tendo o edil de Miranda do Corvo garantido o apoio, seja em instalações municipais seja em termos financeiros ,embora não assinasse o protocolo já, pois adesão do municipio iria ser votada em sessão plenária no dia seguinte.
Ao manifestar o desejo de que "este é um passo firme e vai ser coroado de sucesso", Miguel Baptista manifestou vontade da "expansão do projecto a outros ciclos de ensino e outros estabelecimentos do concelho" e felicitou em particular a Fundação ADFP "pela implementação deste projecto".

Data de Introdução: 2014-09-18
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 Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes” Miguel Baptista, O Prefeito do Partido Socialista, (PS)  apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”

Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

"O apoio da Câmara Municipal é fundamental para o projecto chegar a todos os ciclos e a todas as escolas do concelho” afirmou Jaime Ramos, na assinatura do protocolo entre a Fundação ADFP e os parceiros do "Mentes Brilhantes", no Centro Educativo de Miranda do Corvo, dia 4 de Setembro. Sem o apoio da autarquia o projecto seria muito menos ambicioso.
Se se pudesse resumir numa palavra o "Mentes Brilhantes" a expressão mais adequada seria a de "caça-talentos". Só que o projecto é muito mais abrangente: trata-se dos alunos acederem a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências, com cursos a leccionar no Centro Educativo de Miranda do Corvo onde já está apetrechado um laboratório de ciências experimentais. Os cursos grátis estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.
Como referiu Jaime Ramos, presidente da ADFP, "sempre no espírito de um dos nossos lemas, que é o de nós não diagnosticarmos deficiências mas potenciamos e valorizamos competências e talentos".
Presentes também na sessão, Fátima Ramos, em cujo último mandato no executivo foi inaugurado o edifício e vereadores do PSD .
Na assinatura do protocolo, Jaime Ramos começou por afirmar que a ideia do "Mentes Brilhantes não é original mas sim um 'plágio' de uma boa iniciativa em Oliveira do Bairro implantada por Arsélio Pato, que visa abrir a mente a coisas novas que ultrapassam o ensino tradicional".
"A diferença entre o projecto do Instituto de Educação e Cidadania de Oliveira do Bairro (Mamarosa) , que já cobre várias escolas da Bairrada, e o nosso, é que temos um psicólogo que nos permitirá descobrir talentos”. Iremos tentar copiar e ver se conseguimos fazer melhor", concluiu Jaime Ramos.
Referiu o exemplo dos apoios da Câmara de Oliveira do Bairro e a necessidade de a autarquias de Miranda seguir o seu exemplo . Como a Fundação ADFP tem alguns recursos os apoios da Câmara de Miranda poderão ser bastante inferiores ao dinheiro que tem sido investido pelo município da Bairrada.
Pelo Centro Educativo de Miranda do Corvo, o seu responsável, prof. Gabriel Martins, agradeceu a presença de todos os parceiros, regozijando-se com o projecto que é pioneiro na vila.

A contribuição dos parceiros

Pela Associação de Pais e Encarregados de Educação , Dora Lamas realçou que  "apoiou e aderiu a esta iniciativa desde o início, porque os nossos filhos e educandos podem beneficiar destes novos conhecimentos e potenciarem o seu desenvolvimento, abrindo-se a perspectiva de alargá-lo a todas as escolas e crianças do concelho".
"É com grande regozijo que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo é parceiro neste projecto que vai rasgar horizontes e abrir novas fronteiras", afirmou o seu presidente. José Manuel Simões acrescentou que "saber ler os seus sinais será muito importante. Permitam-me a analogia com 1479, quando se assinou o Tratado de Alcáçovas e alguém presente traçou uma linha e disse que daqui para a frente é o nosso caminho".
O pai da ideia, Arsélio Pato, expressou contentamento em "colaborar com a Fundação ADFP de forma altruísta". "A ideia que começou há 7 anos foi a de criar um Instituto de Educação e Cidadania, responsável por todas as actividades, cuja construção e equipamento foi suportado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, com um milhão de euros", realçou.
"Tudo é controlado de Lisboa e é muito importante que as câmaras e regiões participem numa nova educação, criando uma interface entre as universidades. as escolas e população, como se fez com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra. Não há ainda uma comunicação entre o ensino básico e o secundário, sobretudo nos meios mais pequenos", disse.
Arsélio Pato apelou a todos os parceiros para a necessidade de haver um "espírito de missão" que aproveite "a fabulosa energia das crianças", chamando a atenção para o "esbatimento das diferenças sociais e de localização geográfica quando têm aprendizagem. Tendo professor a certeza de que "os alunos que passaram por este programa chegarão mais bem preparados ao ensino superior".
O primeiro a ser citado e o último a falar, foi Miguel Baptista, tendo o edil de Miranda do Corvo garantido o apoio, seja em instalações municipais seja em termos financeiros ,embora não assinasse o protocolo já, pois adesão do municipio iria ser votada em sessão plenária no dia seguinte.
Ao manifestar o desejo de que "este é um passo firme e vai ser coroado de sucesso", Miguel Baptista manifestou vontade da "expansão do projecto a outros ciclos de ensino e outros estabelecimentos do concelho" e felicitou em particular a Fundação ADFP "pela implementação deste projecto".

Data de Introdução: 2014-09-18
- See more at: http://www.adfp.pt/sartigo/index.php?x=3908#sthash.0wXiRA9y.dpuf
“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes” Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”

Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

"O apoio da Câmara Municipal é fundamental para o projecto chegar a todos os ciclos e a todas as escolas do concelho” afirmou Jaime Ramos, na assinatura do protocolo entre a Fundação ADFP e os parceiros do "Mentes Brilhantes", no Centro Educativo de Miranda do Corvo, dia 4 de Setembro. Sem o apoio da autarquia o projecto seria muito menos ambicioso.
Se se pudesse resumir numa palavra o "Mentes Brilhantes" a expressão mais adequada seria a de "caça-talentos". Só que o projecto é muito mais abrangente: trata-se dos alunos acederem a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências, com cursos a leccionar no Centro Educativo de Miranda do Corvo onde já está apetrechado um laboratório de ciências experimentais. Os cursos grátis estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.
Como referiu Jaime Ramos, presidente da ADFP, "sempre no espírito de um dos nossos lemas, que é o de nós não diagnosticarmos deficiências mas potenciamos e valorizamos competências e talentos".
Presentes também na sessão, Fátima Ramos, em cujo último mandato no executivo foi inaugurado o edifício e vereadores do PSD .
Na assinatura do protocolo, Jaime Ramos começou por afirmar que a ideia do "Mentes Brilhantes não é original mas sim um 'plágio' de uma boa iniciativa em Oliveira do Bairro implantada por Arsélio Pato, que visa abrir a mente a coisas novas que ultrapassam o ensino tradicional".
"A diferença entre o projecto do Instituto de Educação e Cidadania de Oliveira do Bairro (Mamarosa) , que já cobre várias escolas da Bairrada, e o nosso, é que temos um psicólogo que nos permitirá descobrir talentos”. Iremos tentar copiar e ver se conseguimos fazer melhor", concluiu Jaime Ramos.
Referiu o exemplo dos apoios da Câmara de Oliveira do Bairro e a necessidade de a autarquias de Miranda seguir o seu exemplo . Como a Fundação ADFP tem alguns recursos os apoios da Câmara de Miranda poderão ser bastante inferiores ao dinheiro que tem sido investido pelo município da Bairrada.
Pelo Centro Educativo de Miranda do Corvo, o seu responsável, prof. Gabriel Martins, agradeceu a presença de todos os parceiros, regozijando-se com o projecto que é pioneiro na vila.

A contribuição dos parceiros

Pela Associação de Pais e Encarregados de Educação , Dora Lamas realçou que  "apoiou e aderiu a esta iniciativa desde o início, porque os nossos filhos e educandos podem beneficiar destes novos conhecimentos e potenciarem o seu desenvolvimento, abrindo-se a perspectiva de alargá-lo a todas as escolas e crianças do concelho".
"É com grande regozijo que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo é parceiro neste projecto que vai rasgar horizontes e abrir novas fronteiras", afirmou o seu presidente. José Manuel Simões acrescentou que "saber ler os seus sinais será muito importante. Permitam-me a analogia com 1479, quando se assinou o Tratado de Alcáçovas e alguém presente traçou uma linha e disse que daqui para a frente é o nosso caminho".
O pai da ideia, Arsélio Pato, expressou contentamento em "colaborar com a Fundação ADFP de forma altruísta". "A ideia que começou há 7 anos foi a de criar um Instituto de Educação e Cidadania, responsável por todas as actividades, cuja construção e equipamento foi suportado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, com um milhão de euros", realçou.
"Tudo é controlado de Lisboa e é muito importante que as câmaras e regiões participem numa nova educação, criando uma interface entre as universidades. as escolas e população, como se fez com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra. Não há ainda uma comunicação entre o ensino básico e o secundário, sobretudo nos meios mais pequenos", disse.
Arsélio Pato apelou a todos os parceiros para a necessidade de haver um "espírito de missão" que aproveite "a fabulosa energia das crianças", chamando a atenção para o "esbatimento das diferenças sociais e de localização geográfica quando têm aprendizagem. Tendo professor a certeza de que "os alunos que passaram por este programa chegarão mais bem preparados ao ensino superior".
O primeiro a ser citado e o último a falar, foi Miguel Baptista, tendo o edil de Miranda do Corvo garantido o apoio, seja em instalações municipais seja em termos financeiros ,embora não assinasse o protocolo já, pois adesão do municipio iria ser votada em sessão plenária no dia seguinte.
Ao manifestar o desejo de que "este é um passo firme e vai ser coroado de sucesso", Miguel Baptista manifestou vontade da "expansão do projecto a outros ciclos de ensino e outros estabelecimentos do concelho" e felicitou em particular a Fundação ADFP "pela implementação deste projecto".

Data de Introdução: 2014-09-18
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Trata-se de um programa que busca descobrir novos cientistas entre os estudantes de Miranda do Corvo.  

Miranda do Corvo: Fundação ADFP promove “Mentes Brilhantes”
A Fundação ADFP anunciou, hoje, 06/08/14, que vai lançar no próximo ano lectivo o projecto “Mentes Brilhantes” nas escolas de Miranda do Corvo, com uma equipa técnica que tentará descobrir talentos nas crianças, incluindo as que revelam dificuldades de aprendizagem.
“O projecto nasce da vontade de promover o acesso dos alunos do concelho a programas de estudos avançados, ou seja, a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências”, refere o presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP.
Segundo o médico Jaime Ramos, “os cursos são dirigidos aos alunos do 1.º ciclo básico ao ensino secundário, sendo leccionados no Centro Educativo de Miranda do Corvo, que será apetrechado de um laboratório de ciências experimentais”.
Os cursos estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.
“Assumindo uma natureza totalmente gratuita, as aulas decorrerão em sessões de hora e meia a três horas por semana, num total de 10 semanas, e serão leccionados por jovens investigadores que apresentam uma forte ligação académica e profissional às áreas de estudo”, refere Jaime Ramos.
A equipa do “Mentes Brilhantes” tem como meta leccionar, já a partir de Outubro, dois cursos para o 1.º ciclo do ensino básico e outros dois cursos para o ensino secundário, em cada período escolar.
“Esta é uma aposta forte da Fundação ADFP, em parceria com o Instituto de Educação e Cidadania, que apoia a vertente científica dos cursos, o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo, onde será apetrechado o laboratório escolar e onde decorrerão as aulas, e a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas”, refere Jaime Ramos.
Segundo o médico, “a Fundação ADFP aguarda que a Câmara Municipal venha a ser parceira do projecto Mentes Brilhantes, concedendo apoio financeiro”.
“Esta intervenção não pretende substituir o papel das escolas, mas complementá-lo através de intervenções concertadas entre todos os intervenientes, em áreas do saber que, por imposição dos próprios currículos, não são tão exploradas”, explica.
“A grande inovação que os cursos trarão às escolas está no registo educacional não formal, onde a prática é uma constante com muitas experiências laboratoriais e actividades”, sustenta.
“Convém não esquecer que a área da educação e das crianças não é desconhecida para a Fundação ADFP, pois esta apoia todos os meses mais de 680 crianças, através das valências de Lar de Infância e Juventude, Creche e Atividades de Tempos Livres”, sublinha o presidente da instituição.
O projecto “Mentes Brilhantes” organizará, durante o ano lectivo, conferências, seminários e workshops para os alunos dos cursos e restante comunidade escolar, em matérias directamente relacionadas com sua vida escolar.
Em simultâneo, a Fundação ADFP manterá uma equipa com especialistas da educação e psicólogos, que terá como objectivos “avaliar e apoiar as crianças que revelem talentos especiais, dificuldades de aprendizagem e/ou alteração de comportamento”.
A Fundação ADFP realça que tem como lema “não diagnosticar deficiências, mas descobrir talentos e valorizar a potencialidades individuais”.
“Na Fundação acreditamos que todas as pessoas, mesmo aqueles que aparentemente têm dificuldades de aprendizagem, podem possuir talentos que devem ser valorizados”, refere Jaime Ramos, sustentando que “a competitividade do nosso país, ou da região, depende da capacidade de não desperdiçar inteligência ou talentos”.

Referências

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Centro 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 30. ISBN 978-989-25-0217-5. ISSN 0872-5055. Visitado em 05/05/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 101. ISBN 978-989-25-0184-0. ISSN 0872-6493. Visitado em 27/07/2013.
  4. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO""
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.


Matéria em construção...





CARNE ASSADA NO FORNO





PARQUE ESTADUAL DO GUARTELÁ



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Parque Estadual do Guartelá
Localização Tibagi, Paraná,  Brasil
Inauguração 1992
Administração Instituto Ambiental do Paraná

O Parque Estadual do Guartelá foi criado em 1992 por decreto estadual. Situa-se dentro da área territorial da cidade de Tibagi, no Estado do Paraná.




O Parque

O Parque Estadual do Guartelá, abriga o canyon Guartelá, considerado o 6.º maior cânion do mundo em extensão, além de ser o único com vegetação nativa. Tibagi está a cerca de 220 km de Curitiba e o parque a cerca de 19 km de Tibagi e 40 km de Castro. São muitos os atrativos naturais presentes no decorrer do parque. O cânion é cortado pelo rio Iapó, que deságua no rio Tibagi.
guartelá

Atrações

  • Cânion Guartelá;
  • Cachoeira da Ponte de Pedra;
  • Mirante do Cânion;
  • Trilhas;
  • Pinturas Rupestres;
  • Panelões do Sumidouro;

Sumidouros, a montante, em riacho no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Sumidouros, a montante, em riacho no
Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR. 
Foto:Ricardo Mercadante

Trilha para o riacho no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Trilha para o riacho no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR. 
Foto:Ricardo Mercadante 

 
Mirante no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Mirante no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR. 
Foto:Ricardo Mercadante 

Visitação





O Parque funciona de quarta a domingo e feriados nacionais das 8 às 18 horas e não é cobrado taxa de entrada. Para a visita nas pinturas rupestres é necessário a disponibilidade de um condutor local na entrada do parque.


photo
Foto: Fred Schinke
Cânion Guartelá
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 24°32'58.16"S 50°16'10.26"W

Cânion Guartelá
Cânion Guartelá e Rio Iapó na sua base.
Localização Tibagi, Paraná
Dados
Criação Período Mesozóico
Coordenadas 24° 32' 58" S 50° 16' 10" O

Cânion Guartelá é um cânion brasileiro situado no planalto dos Campos Gerais, entre os municípios de Castro e Tibagi, no Paraná. É considerado um dos maiores cânions do mundo em extensão, o 6° mais longo do mundo e o mais longo do Brasil. O Cânion do Guartelá é uma garganta retilínea com cerca de 30 km de extensão e desnível máximo de 450 metros. Foi escavado pelo Rio Iapó, que pelo cânion consegue atravessar a Escarpa Devoniana, paredão que separa o Primeiro do Segundo Planalto Paranaense. Em 1992 foi criado o Parque Estadual do Guartelá com o objetivo de assegurar a preservação do mesmo.

O Cânion

Riacho, a jusante, no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Riacho, a jusante, no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Foto:Ricardo Mercadante
A paisagem vista do alto do Vale do Rio Iapó, principalmente ao amanhecer, é surpreendente. A bruma que cobre os campos vai se escoando e, aos poucos, surgem copas de araucárias ou "pinheiros-do-paraná" centenárias e formações rochosas muito interessantes. Sinuosas, altíssimas, irregulares, recortadas em fendas, surgem duas cadeias de montanhas, separadas pelo leito do Rio Iapó.
Dentro do cânion Guartelá está o Parque Estadual do Guartelá, criado em 1992. Formado por um ecossistema extremamente rico e inúmeras atrações naturais. São várias quedas d'água, corredeiras, formações areníticas, vales profundos e inscrições rupestres, que podem ser conhecidas através de várias trilhas em meio à flora e fauna muito diversificada. Apesar de estarem muito danificadas pela ação humana.
Por lá são encontradas espécies de plantas que normalmente são vistas em lugares completamente distintos: samambaias e xaxins típicos da Mata Atlântica; cactos só encontrados na caatinga; imbuias e cambuís, que formam a vegetação de banhados. Há ainda uma grande quantidade de araucárias, copaíbas, ipês-amarelos, erva-mate, bromélias, orquídeas, palmeiras, barbas-de-bode, entre outras tantas espécies.
Quanto à rica fauna da região, destacam-se mamíferos como tamanduás-mirins, bugios, tatus, capivaras e até o lobo-guará e a suçuarana, ameaçados de extinção. Entre as aves, os destaques são a curucaca, falcão quiri-quiri, pica-pau-do-campo, tirivas, codornas, perdiz e jacu.
A beleza e a diversidade da região têm atraído cada vez mais visitantes para o local. Além das várias caminhadas, pode-se praticar também o rafting nos rios Tibagi e Iapó e o rapel em cachoeiras dessa região.
O Cânion Guartelá foi classificado como um dos sítios geológicos brasileiros, pela SIGEP, graças ao impressionante exemplo de cânion que corta os arenitos devonianos da Bacia do Paraná.
 
Trilha de madeira no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Trilha de madeira no Parque Estadual do Guartelá em Tibagi, PR.
Foto:Ricardo Mercadante

Localização

O Cânion se situa entre os municípios de Castro e Tibagi, há aproximadamente 203 km a noroeste de Curitiba, na parte Centro-Leste do Paraná.


LÁ SE FOI A TELECOM DE PORTUGAL

É triste, muito triste o que estão fazendo com o povo irmão de Portugal, sem que se esboce alguma reação dos partidos que se dizem representá-lo!
Esses partidos, aliás são mais perigosos para esse povo, que a própria direita, pois esta, pelo menos, já sabemos a quem serve. A esquerda não, apresenta um discurso popular, mas na hora de mostrar serviço, ou por incompetência ou por outros interesses que o povo desconhece e a mídia também não nos mostra, acaba por fazer o jogo sujo da direita, como é o caso da França de Hollande e agora de Portugal de Pedro Passos Coelho, com o silêncio e covardia em relação à entrega dessa rentosa e bem portuguesa empresa de nome internacional, a Portugal Telecom,  ao capital imperial internacional. Em política, tal como em jogo de xadrês temos sempre que saber recuar para depois avançar-mos até à vitória final. Nas últimas eleições de 05 de junho de 2011, que elegeu a maioria de direita dos deputados, que depois elegeriam Pedro Passos Coelho como chefe de governo executivo, esses partidos de "esquerda" atacaram ferozmente as propostas de José Sócrates, sabendo abertamente, que estavam empurrando a direita para o poder. O certo e mais estratégico era uma posição de união com o PS, mesmo com algumas discordâncias, até porque o governo Sócrates também teve graves erros de administração em seu governo, mas uma aliança política nessa altura da campanha, teria certamente evitado essa catrástofe que se abateu sobre o povo português. Resumindo, cheguei à conclusão, que, direita e esquerda são como uma serpente. A cabeça está na América do Norte e o rabo está na Europa, enfim, são farinha do mesmo saco, como já dizia o grande nacionalista Leonel Brizola.
Mas um povo dono de uma das mais bonitas Histórias do mundo, não precisa entrar em pânico. Basta que aprenda a pensar mais em política e no próximo 27/09/15, compareça às urnas em massa, determinado, e acerte de vez no rabo e cabeça desta serpente venenosa e separatista, que há mais de 500 anos não tira os olhos da seara lusófila, expulsando para bem longe estes vendilhões da pátria de Camões, tal como o fez o venturoso D. Manuel em 1500........... 



JPL

















        

ROUPA VELHA



Mais uma delícia da culinária nacional: carne seca desfiada, mandioca, tutu de feijão e um arroz branco bem soltinho com um toque de cebolinha, é a saborosa combinação gastronômica gaúcha, que recebeu o nome de Roupa Velha!
Tadicional da culinária gaúcha, esse prato é muito saboroso e agrada à grande maioria das pessoas. Essa tradição, passou a existir a partir do reaproveitamento das sobras da ceia da véspera de Natal. Assim sendo, em sua origem, este prato é típico do dia 25 de dezembro (o dia seguinte).

Para preparar:

Frite as mandiocas, de modo que fiquem bem sequinhas e crocantes. Faça um Tutu de feijão e refogue a carne seca com cebola e salsinha. Para o arroz, ao terminar, salpique um pouco de cebolinha por cima. Monte o prato dividindo-o em quatro partes, separando os quatro elementos do prato: carne seca, tutu de feijão, mandioca e arroz.

Cuidado: fique atento ao sal, pois a carne seca já é bem salgada.



Para acompanhar o ritual do preparo, compre mandiocas a mais e frite-as para servir como aperitivo, em acompanhamento de uma cerveja bem gelada. Além disso, antes de engrossar o caldo do feijão para o tutu, você pode serví-lo como um saboroso caldinho, temperado com azeite, salsinha e molho de pimenta Tabasco. Durante o processo de preparação e  elaboração do prato, lembre-se “a pressa é inimiga da refeição”.

Bom apetite!





TRUTAS ABAFADAS

Ingredientes:
  • 4 Trutas
  • 5 dentes de Alho
  • 2,5dl Azeite
  • 1,5dl Vinagre
  • 1/2 Limão
  • 1 colher de sobremesa de Farinha
  • 3 colheres de chá de Colorau
  • 1 folha de Louro
  • Salsa
  • Noz-Moscada
  • Sal
  • Pimenta
Preparação:

Corte as trutas ao meio. Deite-lhes (coloque) o sumo de limão, 2 dentes de alho em rodelas e sal. Deixe-as repousar cerca de 1h30m.
Num tacho largo, deite o azeite e leve os restantes alhos a alourar. Junte o louro, a noz moscada e finalmente o vinagre, já com o tacho fora do lume (fogo).
Leve novamente ao lume e introduza as trutas. Tempere com o colorau e a pimenta.
Deixe cozer o peixe neste molho, com o tacho tapado, em lume brando.
Á parte, misture a farinha com um pouco de vinagre e uma pitada de sal. Adicione ao molho.
Acompanhe com Batatas coradas na Frigideira:
Coza as batatas com pele. Depois de arrefecerem um pouco, pele-as e corte-as em rodelas. Tempere-as com pimenta e um pouco de colorau. Passe-as por azeite numa frigideira larga. Deite-lhes por cima salsa picada.


MIGUEL TORGA




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Miguel Torga
Miguel Torga, por Bottelho
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Data de nascimento 12 de Agosto de 1907
Local de nascimento Vila Real, Portugal Portugal
Data de falecimento 17 de Janeiro de 1995 (87 anos)
Local de falecimento Coimbra, Portugal Portugal
Pseudónimo(s) Miguel Torga
Ocupação Poeta, Médico e Escritor
Cônjuge Andrée Crabbé
Memorial Miguel Torga (1907-2007), vizinho à ponte de Santa Clara, Coimbra, Portugal.
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, (São Martinho de Anta, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995) foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.

Biografia

Primeiros anos e educação

Nasceu na localidade de São Martinho de Anta, em Vila Real a 12 de Agosto de 1907. Oriundo de uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros.
Aqui nasceu Miguel Torga.
Entre São Martinho de Anta
e Constantim encontra-se o
santuário rupestre conhecido por
Fragas de Panóias.
Em 1917, aos dez anos, foi para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em 1918 foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois comunicou ao pai que não seria padre.
Emigrou para o Brasil em 1920 , ainda com treze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café em Minas Gerais. Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais no Ginásio Leopoldinense, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e concluir os estudos liceais.

Carreira profissional e literária

Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, Ansiedade. Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema Altitudes. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revolução modernista. Em 1930 rompe definitivamente com a revista Presença, junto com Edmundo Bettencourt e Branquinho da Fonseca , por «razões de discordância estética e razões de liberdade humana», assumindo uma posição independente. Nesse ano, publica o livro Rampa, lançando, no ano seguinte, Tributo e Pão Ázimo , e, em 1932, Abismo. Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista Sinal, de efémera duração, e, em 1936, lança, junto com Albano Nogueira, o periódico Manifesto. Nesse ano, publica O Outro Livro de Job.
A obra de Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica em contato com a gente pobre e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em Traço de União (impressões de viagem, 1955) e em um personagem que lhe servia de alter-ego em A criação do mundo, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940). Publica os livros A Terceira Voz em 1934, aonde pela primeira vez empregou o seu pseudónimo, Bichos em 1940, Contos da Montanha em 1941, Rua em 1942, O Sr. Ventura e Lamentação em 1943, Novos Contos da Montanha e Libertação em 1944, Vindima em 1945, Sinfonia em 1947, Nihil Sibi em 1948, Cântico do Homem em 1950, Pedras Lavradas em 1951, Poemas Ibéricos em 1952, e Orfeu Rebelde em 1958.
Crítico da praxe e das restantes tradições académicas, chama depreciativamente «farda» à capa e batina. Ama a cidade de Leiria, onde exerce a sua profissão de médico a partir de 1939 até 1942, onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra. Começou a exercer a profissão nas terras agrestes transmontanas, pano de fundo de grande parte da sua obra. Dividiu seu tempo entre a clínica de otorrinolaringologia e a literatura.
Após a Revolução dos Cravos que derrubou o Estado Novo em 1974, Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979). Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.
Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros ao longo de seis décadas e foi várias vezes indicado para o Prémio Nobel da Literatura.

Casamento e últimos anos

Casa de Miguel Torga abre como espaço de memória em Vila Real
Casa de Miguel Torga,
em São Martinho de Anta,
Sabrosa, abre até ao Verão
como um espaço museológico
e de memória do escritor e médico
Casou-se com Andrée Crabbé em 1940, uma estudante belga que, enquanto aluna de Estudos Portugueses, com Vitorino Nemésio em Bruxelas, viera a Portugal fazer um curso de verão na Universidade de Coimbra. O casal teve uma filha, Clara Rocha, nascida a 3 de Outubro de 1955, e divorciada de Vasco Graça Moura.
Torga, sofrendo de cancro, publicou o seu último trabalho em 1993, vindo a falecer em Janeiro de 1995. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.

A origem do pseudónimo

Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha cria o pseudónimo "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo.

A obra de Torga





A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/os homens é que merecem/que se lhes cante a virtude/bichos que cavam no chão/actuam como parecem/sem um disfarce que os mude).
Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à natureza, como os trabalhadores rurais transmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras. E é essa capacidade de moldar o meio, de verdadeiramente fazer a natureza, mal-grado todas as limitações de bicho, de ser humano mortal que, ao ver de Torga, fazem do homem único ser digno de adoração.

Poesia

  • 1928 - " Ansiedade " (fora do mercado)
  • 1930 - Rampa
  • 1931 - Abismo
  • 1936 - O outro livro de Job
  • 1943 - Lamentação
  • 1944 - Libertação
  • 1946 - Odes
  • 1948 - Nihil Sibi
  • 1950 - Cântico do Homem
  • 1952 - Alguns poemas ibéricos
  • 1954 - Penas do Purgatório
  • 1958 - Orfeu rebelde
  • 1962 - Câmara ardente
  • 1965 - Poemas ibéricos
  • 1997 - Poesia Completa, volume I
  • 2000 - Poesia Completa, volume II

Prosa

  • 1931 - Pão Ázimo
  • 1931 - Criação do Mundo
  • 1934 - A Terceira Voz
  • 1937 - Os Dois Primeiros Dias
  • 1938 - O Terceiro Dia da Criação do Mundo
  • 1939 - O Quarto Dia da Criação do Mundo
  • 1940 - Bichos
  • 1941 - Contos da Montanha "Diário I"
  • 1942 - Rua
  • 1943 - O Senhor Ventura "Diário II"
  • 1944 - Novos Contos da Montanha
  • 1945 - Vindima
  • 1946 - "Diário III"
  • 1949 - "Diário IV"
  • 1950 - Portugal'
  • 1951 - Pedras Lavradas "Diário V"
  • 1953 - "Diário VI"
  • 1956 - "Diário VII"
  • 1959 - "Diário VIII"
  • 1974 - O Quinto Dia da Criação do Mundo
  • 1976 - Fogo Preso
  • 1981 - O Sexto Dia da Criação do Mundo
  • 1982 - Fábula de Fábulas
  • 1999 - "Diário: Volumes IX a XVI"(1964-1993), Publicações Dom Quixote e Herdeiros de Miguel Torga, 2.ª edição integral, ISBN 972-20-1647-4
Indice dos volumes
  1. Diário IX (15-1-1960/20-9-1963)
  2. Diário X (5-10-1963/30-7-1968)
  3. Diário XI (2-8-1968/6-4-1973)
  4. Diário XII (17-5-1973/22-6-1977)
  5. Diário XIII (8-7-1977/20-5-1982)
  6. Diário XIV (21-5-1982/11-1-1987)
  7. Diário XV (20-02-1987/31-12-1989)
  8. Diário XVI (11-1-1990/10-12-1993)
O seu Diário (1941 - 1994), em 16 volumes, mistura poesia, contos, memórias, crítica social e reflexões. No último volume, diz: "Chego ao fim, perplexo diante de meu próprio enigma. Despeço-me do mundo a contemplar atônito e triste o espetáculo de um pobre Adão paradoxal, expulso da inocência sem culpa sem explicação."

Peças de teatro

  • 1941 - "Terra Firme" e "Mar"
  • 1947 - Sinfonia
  • 1949 - O Paraíso
  • 1950 - Portugal
  • 1955 - Traço de União

Ensaios e Discursos

Ensaios e Discursos, publicações Dom Quixote,Lisboa, 2001, ISBN 972-20-1681-4 , ‘’tomou por base, respectivamente,os textos da 6.ª edição de Portugal, Coimbra, 1993; da 2.ª edição revista de Traço de União, Coimbra, 1969; e da edição de Fogo Preso, Coimbra, 1989”, conforme nota do editor, p. 8.

Traduções

Seus livros foram traduzidos em diversos idiomas, algumas vezes publicados com um prefácio seu: espanhol, francês, inglês, alemão, chinês, japonês, croata, romeno, norueguês, sueco, holandês, búlgaro.

Prémios e homenagens

  • 1969 - Prémio do Diário de Notícias.
  • 1976 - Prémio de Poesia da XII Bienal de Internacional de Poesia de Knokke-Heist (Bélgica)
  • 1980 - Prémio Morgado de Mateus, com Carlos Drummond de Andrade
  • 1981 - Prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S.
  • 1989 - Prêmio Luso-Brasileiro Luís de Camões
  • 1991 - Prémio Personalidade do Ano
  • 1992 - Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores
  • 1993 - Prémio da Crítica, consagrando a sua obra
  • 1995 - O seu nome foi colocado, em 3 de Maio de 1995, numa rua da Freguesia de Santa Maria, no Concelho de Lagos.

Bibliografia

  • FERRO, Silvestre Marchão. Vultos na Toponímia de Lagos. 2.ª. ed. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 2007. 358 pp. ISBN 972-8773-00-5.
  • TORGA, Miguel. Contos da Montanha. [S.l.: s.n.], 1996. ISBN 85-209-0720-2.

 Adolfo Rocha: Infância e Juventude | 1907 a 1933






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Começa logo porque fica no cimo de Portugal

Ampliar esta imagemAdolfo Correia da Rocha chegou a este mundo em 12 de Agosto de 1907 - “…nasci / Como um cabrito / Ou como um pé de milho”-, em S. Martinho de Anta(“ou das Antas, cujo nome atesta a sua ancestralidade megalítica”), aldeia transmontana no concelho de Sabrosa, tutelada pela Senhora da Azinheira, “a branquejar no alto da serra”, “empoleirada na sua fraga a chorar ainda o filho crucificado”.
“A sua terra é para ele como para uma planta: sítio de deitar raizes”.

“É debaixo do chão que me procuro.”


Ampliar esta imagemDesta terra sou feito
Fragas são os meus ossos,
Húmus a minha carne.

“S. Martinho de Anta não é um lugar onde, mas um lugar de onde…”,“…a terra onde nasci e de onde verdadeiramente nunca saí”.
“Este meu apego ao berço já não é tanto o mistério de raízes como um refrigério de cicatrizes”. “Tropeço em cada pedra, bebo em cada fonte, vou de anjo em cada procissão”.“O meu segredo é este: curo as chagas com pensos de terra”, na “beleza viril duma paisagem onde sempre me apetece parir ou morrer”.
“O destino” “plantou-me aqui e arrancou-me daqui. E nunca mais as raízes me seguraram bem em nenhuma terra.”
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A povoação é sobrançada por um votivo olmo negro, o negrilho, presente nas páginas autobiograficas de A Criação do Mundo, como herói da festa da árvore da quarta classe dos pequenos plantadores- “lá está, no largo do povo, alto e frondoso como o sonhámos então”- que Miguel Torga cantou como “mestre da inquietação serena”, único poeta da terra onde ambos haviam nascido (“Os meus versos são folhas dos seus ramos”) e por cujo declínio temeu ao findar os oitenta anos.
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Como José e Maria, seus irmãos, Adolfo era filho dos lavradores Francisco Correia Rocha - “bom no ofício de cavador” “que ganhava os dias a fazer o serviço de vendeiro”, “mordomo jurado da Senhora da Azinheira” e “omnipresença moral” - e Maria da Conceição Barros, “sensível ao colorido das coisas e ao sabor das palavras”, que trauteara para ele velhas loas, e com quem fez duetos em criança, muito antes de os unir o “entendimento tácito” e do poeta a dizer, na sua morte, “a eterna mulher entre as mulheres”.
O casal trabalhava a terra difícil (“não há desgraça maior dentro da pátria”) entre as fragas de xisto da Terra Quente e as de granito da Terra Fria, a nordeste, onde este novo Anteu , chegado da “terra de todos” com alma de poeta, sempre havia de buscar alento para lavrar os versos e a vida.

O baptismo, em 21 de Setembro de 1907 na Igreja Paroquial, confirmou o nome civil que lhe fora dado, ainda longe do “baptismo literário” que, aos 27 anos, a si mesmo ele se daria e mais tarde declinou como “destino impiedoso, impiedosamente imposto”.

A primeira comunhão ainda lhe foi recordada, no longínquo Abril de 1985 e no “silêncio da nave” da capela de Roalde, por alguém que a fizera ao mesmo tempo e “não esquecera o rapazinho que predicara aos companheiros no acto solene”.
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“O solar da família, térreo, de telha vã, encimado pelo seu brasão de armas esquartelado, com enxadões em todos os campos”, veio a ser remodelado em 1960.
Aos 75 anos particularizaria: “A casa paterna. A matriz sagrada da família.” “Chego e adeus solidão. Fico logo acompanhado de todos os meus penates. Presenças virtuais, mas agentes, estimulam-me o entendimento, pacificam-me o coração, corrigem-me a pauta dos versos”. “Os poetas mudam-se mas não mudam”.
Aos 80, diversamente, mas não com menos verdade, particularizou: “Desde que a deixei pela primeira vez” “passei a sentir-me nela, quando venho, como que emprestado, ao mesmo tempo eu e um outro, na “sensação estranha de ser eterno e provisório no mesmo instante, sem pé num chão onde nasci e não pude crescer, e sei que cresci”.
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"…a escola, ao fundo do povo, tinha mimosas à volta.”

Mas a gramática e a tabuada aprendeu-as o pequeno Adolfo, entre 1913 e 1917, com o senhor Botelho, professor primário em S. Martinho de Anta, embora tenha sido na escola de Sabrosa o exame da quarta classe no qual ficou distinto.

O pai ofereceu-lhe um cavaquinho, comprado no Bazar dos Três Vinténs (“tanto dedilhei na zanguizarra que lhe rebentei as cordas”), e a família celebrou a distinção assistindo a um filme no animatógrafo de um conterrâneo , com o desgosto antecipado de não poder proporcionar-lhe o ensino secundário no liceu de Vila Real.
Ainda sem forças para revolver a terra foi mandado, aos dez anos, para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes da família que a própria mãe servira antes de casar.
O pequeno criado ganhava quinze tostões por mês e dormia num cubículo de campainha à cabeceira. Fardado de branco servia de porteiro, “moço de recados”, regava o jardim, “limpava o pó e polia os metais da escadaria nobre”, “atendia campainhas”, corria a cortina e mudava os cenários nas representações das crianças da família que montavam nele nas suas brincadeiras.
De “génio assomadiço” (“Vive pelos nervos”), agravado pelo espectáculo daquelas vidas diferentes e pela precoce intuição de estar a ser privado do direito à infância, o mar, então descoberto (“Quando pela primeira vez na meninice o vi em Leça , se não preteri o Marão nativo, ancorei-o em água salgada. E fiquei com duas referências cósmicas na vida”), entrava-lhe nos sonhos nocturnos e acenava-lhe com a ilusão de embarcar para o Brasil.

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Ao fim de um ano foi despedido, acusado de ingratidão pelos patrões que opunham, ao “asseio” e ao alimento facultados, a constante insubmissão do pequeno rapaz de onze anos sempre pronto a erguer-se contra as injustiças do que o rodeava .
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Ampliar esta imagemAmpliar esta imagemA família humilhada e a reprovação da aldeia, reforçaram o propósito paterno de o internar no Seminário de Lamego (transformado em quartel pela República e os seminaristas alojados em casas particulares) onde viveu “um dos anos cruciais”da sua vida, tendo melhorado os conhecimentos do português, da geografia, da história, aprendido o latim e ganhado familiaridade com os textos sagrados .
Regressado “com boas notas” nas férias de verão, o cabelo rapado à escovinha e a sobrepeliz de quando ajudava à missa, forjavam-lhe uma nova imagem, um novo respeito. Viu-se tratado então, em casa e na povoação, “como se fora outro” e bento, cercado por uma espécie “de redoma”, “isolado dos grandes e dos pequenos”. “Irremediavelmente sozinho no mundo”, fugia-lhe a infância “das palavras e dos gestos”.
Como “sem dar bem conta disso perdera a fé” – já seminal da confissão do “cristão do Sinai e não do Gólgota”, como Nemésio observou em 1939, ou, como ele próprio assinalou: ”…medularmente religioso faltava-me, contudo, a humildade necessária para acreditar” – no fim das férias comunicou ao pai que não seria padre (comutando assim o destino de “papa-hóstias” que ele ouvira referir ao mestre-escola ).

A grande aventura juvenil

Brasil - Ampliar esta imagem

Firme na sua resolução a família teve de optar pela última alternativa de o menino grangear o pão para a boca, no dia a dia, e assegurar o do futuro.

Foi então enviado, aos doze anos, para o Brasil ( Minas Gerais) a fim de trabalhar, no caso de vir a ser aceite, numa fazenda que pertencia a um tio e respondera ao apelo do irmão: “Quem tem os filhos que tome conta deles”.

Embarcado no paquete Arlanza, numa terceira de “barafunda e lágrimas”, por sobre um “deserto azul” visto do convés, desembarcou no Brasil de “ilhas, e morros, e casas e barcos, e gente a acenar” com uma “grande aflição” dentro dele. O tio, que afinal o aguardava com uma fotografia na mão, transportou-o directamente a um “armazém de roupas” para que trocasse o “fato de surrobeco das Pintas” e o “chapéu que também não prestava” -“Nem me reconhecia no preparo em que fiquei”-, rapidamente se apercebendo o pequeno emigrante que “daquele estranho e dono ao mesmo tempo”, que o olhava como a “bichinho que saiu da toca”, não havia compreensão a esperar.
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“Moleque do terreiro” na imensa Fazenda de Santa Cruz (em cujo interior operavam até duas estações de caminho de ferro) “nada do que aprendera em Agarez servia ali”.“Ele e os insultos da minha tia ensinaram-me, em pouco tempo, a obrigação de todos os dias”: “carregar o moinho, mungir as vacas”, “tratar dos porcos, ir buscar os cavalos da cocheira ao pasto, limpá-los e arreá-los, rachar lenha, varrer o pátio e atender a freguesia que vinha comprar fumo, cachaça, carne seca, feijão, ou trocar grão por fubá”; ir buscar o correio à povoação; “fazer a escrita da fazenda, verificar à noite se as portas e as janelas estavam bem fechadas.”
“Simples máquina de trabalho” “era o último a deitar-me e o primeiro a erguer-me”, “sem domingos nem dias santos” para que “a engrenagem funcionasse com perfeição”.
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Quatro anos decorridos o tio, porventura cansado das resistências familiares ao “moiro de trabalho” do seu sangue, “de têmpera igual à dele”, “capaz de entender o que significava uma bagada de suor”, e reconhecendo, por um qualquer obscuro instinto, que era de sentido superior a diferença de que o acusavam, matriculou-o no Ginásio de Leopoldina.
O adolescente esforçou-se por ser “o melhor da classe”, logo lhe sendo reconhecida a superioridade que o “afiançava ao futuro”, tal como primeiro prognosticara o professor Botelho. Com dezasseis anos “lia quanto [lhe] vinha ter à mão”, sabendo “de cor a biografia de todos os autores que figuravam na selecta”. Datam de então as suas primícias poéticas à maneira de Casimiro de Abreu, em breve aprendendo a detestar os “lirismos postiços”.
Ao mesmo tempo descobria o cinema e os heróis do mudo, Charlie Chaplin e Buster Keaton. A passagem pela Presença, com o seu culto pela sétima arte, havia de fazer-lhe juntar a estes primeiros heróis, alguns outros do cinema falado.
Mas o sentimento de que vivera, na “pequena cidade cheia de sol”, “o espaço que ia do desespero cego à esperança lúcida”, levou-o a reconhecer que a sua “inquietação já não cabia ali”.
Portugal - Ampliar esta imagem
Em 1925, na convicção de que ele havia de vir a ser “doutor em Coimbra”, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço.
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Regressou a Portugal acompanhado pelos familiares , “brasileiros torna-viagens”, viajando num outro paquete da Mala Real Inglesa, de nome Andes.O Segundo Dia da Criação do Mundo Deixava para trás o exílio de cinco anos onde “nem os ninhos eram iguais”, “os pássaros cantavam doutra maneira, os frutos tinham outro gosto e, onde menos se esperava, havia cobras disfarçadas, enormes, bonitas, sempre de cabeça no ar, à espera.”
“Crescera por fora e por dentro.” “Aprendera a objectivar a vida”, embora sempre tivesse sentido aquele chão como “fabuloso e mágico” e aonde (havia de reconhecê-lo) pudera ser “selvagem e natural”.
Na viagem, fartando “os olhos de letra redonda”, o futuro romancista e autor de contos descobria, com Machado de Assis, que “os autores procuravam criar símbolos perenes de realidades quotidianas”, através de “personagens que punham em movimento”.
O homem maduro havia de registar com distanciamento e quietação: “Um dos seus títulos de glória é ter passado a adolescência no Brasil”, “…o Brasil amei-o eu sempre, foi o meu segundo berço, sinto-o na memória, trago-o no pensamento”.
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O paquete atracou, no termo da viagem, em “Lisboa, pálida, espraiada” nascida “do mar, do Tejo e das colinas” datando talvez de então uma primeira intuição do viajante de que a pátria era uma “…nesga de terra/ Debruada de mar”.
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Os pais estranharam o sotaque, pediram-lhe que conversasse “à moda de cá” e, escutando à lareira o seu “monótono romance de sofrimentos”, choraram, não por ele, mas pelo “menino de doze anos” do qual se haviam separado um lustro antes. Sentia, então, que o cercava “de novo um muro de solidão”.

Passando a Coimbra, aluno interno com oito escolares muito mais novos - “Gulliver entre os pigmeus”- num Colégio particular, propriedade dum casal que ministrava o ensino das ciências, das línguas e a lição, natural, de existências possíveis “de afeição, de sensibilidade e de cultura”, foi ainda a solidão, mas “rodeada de livros” e ao som de Beethoven tocado num piano doméstico, que lhe fez ganhar o desafio de vencer, em dois anos, os cinco do primeiro e segundo ciclo do curso liceal de sete. Inscreveu-se, em seguida, no Liceu José Falcão onde completou o terceiro ciclo num só ano ficando apto a cursar a Universidade.
“Nunca tivera tempo para fitar demoradamente as coisas e os seres. E desforrava-me finalmente dessa fome profunda”. Compunha então sonetos, “arremedando” os de Antero, e já então para ele “a literatura relevava do sagrado”.
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Em 1928, com 21 anos, inscreveu-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra : “…só na arte de Hipócrates poderia encontrar ao mesmo tempo uma profissão e um caminho humano paralelo ao que, sem diplomas de nenhuma espécie, tencionava seguir”.
No “artista, o mais receptivo e perceptivo dos mortais”, “a caneta que escreve e a que prescreve revezam-se harmoniosamente na mesma mão”.
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Já estudante universitário na cidade “humanamente mais desenraizada de Portugal”, “praticamente isolado”, “alma penada a caminho das aulas ou a vaguear pelas enfermarias”, passou nesse ano “a letra de forma suspiros rimados” que intitulou Ansiedade, “uma pobre colectânea de sonetos e canções” que mereceu apenas “críticas reprovativas” e ele nunca reimprimiu.
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Residia então na república Estrela do Norte, “habitada por nortenhos rudes e aplicados”, e frequentava as tertúlias literárias e políticas da pastelaria Central, do café Arcádia e da Farmácia da Mariazinha.
Na pastelaria travou conhecimento com as personalidades presencistas; no café e na farmácia reunia-se com outros intelectuais de esquerda.
   
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A modificação de tom da voz poética foi despoletada pela dissecação do primeiro cadáver que lhe inspirou “Balada da Morgue” com a qual “verdadeiramente assinei pacto com Orfeu”. Os fenómenos da morte e da vida (o “ritual” e “a transcendência do parto” aureolavam o segundo) impunham-se-lhe como balizas da profissão.

Ampliar esta imagemAmpliar esta imagem Em 1929, com 22 anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema “Altitudes…”, discipular de Mário de Sá-Carneiro.
A revista, fundada em 1927 pelo “grupo literário avançado” de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, era bandeira “literária do grupo modernista” e era também, “bandeira libertária”. O escolar de Medicina abraçou então “com entusiasmo o movimento renovador” cujo alvo era “o autêntico e o profundo” do “novo tempo romanesco de Proust e de Gide ”, vivendo, em grupo, “uma euforia colectiva”.
Ampliar esta imagem“A presença castrense na vida administrativa do país”, em consequência da ditadura (instituída pelo golpe militar de 1926 que pusera fim ao governo constitucional), fazia-o “abominar a caserna e o espírito de casta”. Convocado pela inspecção foi sujeito a uma recruta severa na qual se já entrara “civil por temperamento”, saiu, também, “paisano por convicção”.
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Ampliar esta imagemIam aparecendo, entretanto, “heróicos e escanda-losos” os números da folha em que colaborava. Joyce, Chestov, Bergson, Fernão Mendes Pinto, Dostoiewsky, Cecília Meireles, Ribeiro Couto habitavam-na, à vez, no “esforço hercúleo de abalar as raizes de Coimbra petrificada na tradição” e de fazer “reviver a lírica palpitante e viril de Camões.”
Ampliar esta imagemTal intervenção já então a entendia Adolfo Rocha como o único modo de combate “numa pátria que é o cemitério da própria língua” e, à época, sem a compreensão de “que não há uma cultura ortodoxa”.
“Junqueiro sabia: a língua é uma pátria”, veio a escrever anos depois, talvez também ressoando nele a voz de Pessoa do Livro do Desassossego: “Minha pátria é a língua portuguesa”.
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Explodia, entretanto, a dissidência latente entre os colaboradores e os directores da Presença, por “razões de discordância estética e razões de liberdade humana”.
Liderada por Adolfo Rocha, solidarizavam-se Branquinho da Fonseca (sob a égide dos dois, saiu em Julho, um número de Sinal, publicação literária que o principal promotor veio, posteriormente, a reconhecer “um desastre. Era ingénuo e tumultuoso” e projectava a “minha solidão.”) e Edmundo de Bettencourt. Em folha volante, sob a forma de carta, os três assacavam aos mentores da revista, a intenção de fixar “um tipo único de liberdade”, “um caminho padrão”, e previam a sua “queda próxima num arcaísmo estético das escolas…”
Os “moldes estéticos” da revista e o “seu subjectivismo macerador” haviam feito enquistar o movimento.
A sua colaboração na Presença cessou com o texto em prosa : O Caminho do Meio, alegoria sobre o satanismo do Homem que pretendeu “criar o dogma da sua própria divindade”.
Foram seis as composições em verso de Adolfo Rocha publicadas na revista: “Altitudes”, “Baloiço” e “Inércia”, “Remendo”, “Balada da Morgue” e “Compenetração”.
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Rampa, poemas veio a público, em Junho de 1930, com a chancela das Edições Presença, tendo decorrido, a propósito, uma troca de cartas entre Adolfo Rocha e Fernando Pessoa a quem o jovem poeta enviara um exemplar. O destinatário, embora lhe manifestasse apreço positivo, sugeria-lhe, a pertinência operativa duma “sensibilidade desintelectualizada” e duma “inteligência dessensibilizada”.
Ampliar esta imagemO ofertante, ofendido “na quarta dimensão”, reagira declarando ridículos os intelectuais e já passada a “era dos Mestres”. Na posse do “conceito de poesia” acremente reclamada ao correspondente, depreciava o culto da “consciência de si mesmo”, acusando como “postiça” a inspiração que a cultivasse.
Em carta a Gaspar Simões, Álvaro de Campos fora responsabilizado pela primeira missiva. Mas, sob o lema dos estóicos, patere et abstine, fora Pessoa ele-mesmo que respondera e foi ainda ele quem fez cessar ali a contenda.
Em 1931, contista em Pão Ázimo e poeta em Tributo, Adolfo Rocha já aparecia a público em edição de autor, como aconteceu com Abismo, no ano seguinte, e como aconteceria pela vida fora.
Mas o “campónio de Agarez” e o “poeta do absoluto” degladiavam-se dentro dele.
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No início de 1933 Adolph Hitler, a breve prazo líder do Terceiro Reich, era nomeado Chanceler. Em Portugal o regime de Partido Único ou União Nacional (instituída três anos antes) fundou o Estado Novo, fez ratificar uma Constituição corporativa, criou a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), proibiu as oposições
e criou o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), dirigido por António Ferro, ideólogo do regime e homem de cultura.
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Concluído o curso universitário em 8 de Dezembro de 1933, “na hora em que esperava merecer da vida a alegria íntima do triunfo”, era “a imagem dum homem aterrado” que o espelho lhe devolvia. Colava-se-lhe, talvez, o único verso que ele recuperou do volume Ansiedade, cinquenta anos mais tarde, inscrevendo-o como abertura da Antologia Poética de 1981: “Sinto o medo do avesso”( quiçá o “terror fundo que não diz donde vem nem para onde vai”, como ele anotou no dia da formatura).
Regressado a S. Martinho de Anta a hostilidade de uns e o precavimento de outros erguiam-se contra o novo médico, com “fama de revolucionário” e labéu de ateísmo, que lograra transcender a “terrosa condição da família”. Esta, sentia ele então, deixara há muito de o compreender. “A partida de casa aos dez anos fora catastrófica.”: “perdera definitivamente o lugar privilegiado no seio da tribo. Estava sem estar”, julgando, então, que já não era dali.
“Hostilizado nos jornais pelos antigos companheiros” ainda devido ao “infecto caso da cisão”, longe das livrarias e dos amigos”, dos cinemas e dos cafés, mudou-se, para Vila Nova, a meio do ano de 1934, concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, para exercer o seu munus de clínico geral, excêntrico ao apertado torno familiar e conterrâneo.
As circunstâncias colocavam-no , de novo, num “ Portugal velho e rotineiro, de senhores e servos” cuja aspereza ele bem conhecia. Mas o lugar permitia-lhe saborear a “pacatez da vida aldeã”, apesar das maquinações de classe dos colegas locais e das “visitas meteóricas a Coimbra duas vezes por semana”.

Fonte: A Voz do Chão



Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.

Miguel Torga, in 'Diário V'