Aguardem crianças luso brasileiras !
Em breve será lançado o livro de Fernando Pessoa, "Eu Fernando Pessoa"
Editora Peirópolis lança "Eu, Fernando Pessoa" da coleção "Clássicos em HQ"
Chega este mês às livrarias de todo o país o álbum Eu, Fernando Pessoa,
lançamento da Editora Peirópolis, que integra a coleção “Clássicos em
HQ”. Escrita e roteirizada por Susana Ventura, a partir de textos
históricos – cartas e obituários dos jornais de época -, a obra recebeu
leitura visual do genial ilustrador gaúcho Eloar Guazzelli.
Eu, Fernando Pessoa analisa de forma profunda os heterônimos criados
pelo poeta e escritor português. O enredo se desenrola a partir de uma
carta na qual Pessoa explica ao amigo Adolfo Casais Monteiro o
nascimento e vida de seus principais heterônimos: Alberto Caeiro,
Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e do semi-heterônimo Bernardo Soares.
A múltipla personalidade de Pessoa inspirou Guazzelli a desenhar em
diferentes estilos. “Sempre gostei de mudar o traço, mas a trajetória do
poeta me deu segurança para brincar ainda mais”, revela. Guazzelli
destaca a parceria com Susana Ventura, fundamental para traduzir em
imagens o amplo universo de Pessoa. “Ela me deu a base, o alicerce e
assim ficou mais fácil pensar no desenvolvimento estético da história”,
destaca o quadrinista, que teve cinco meses para concluir o trabalho.
Este é o segundo livro do ilustrador sobre o escritor português. Em 2012
lançou Fernando Pessoa e outros Pessoas. A satisfação com o resultado
dos livros encorajou o autor a transportar as imagens que garimpou
nesses dois trabalhos para sua outra profissão: a de diretor de
curta-metragem. Guazzelli está adaptando para a tela uma releitura
silenciosa e sintética de Eu, Fernando Pessoa. “Conviver com essa
personalidade multipartida, essa verdadeira multidão gerada a partir de
um indivíduo e sua explosão criativa em diversas frentes foi o que me
cativou em definitivo”, confessa.
O entusiasmo pela obra do poeta gerou um novo projeto, um curta-metragem
de animação na forma de um poema visual retratando o dia em que
Fernando Pessoa virou imortal. Para tanto Guazzelli invocou seu
"heterônimo" que trabalha com animação a mais de vinte e cinco anos. A
animação pode ser ativada por QR Code impresso na contracapa do livro.
RELAÇÃO COM O POETA
Trabalhar em cima da obra do poeta, segundo Guazzelli, foi ao mesmo
tempo uma honra e um desafio. “Eu aceitei fazer o álbum com grande
entusiasmo, mas com a plena consciência da enorme responsabilidade que
tinha pela frente. Afinal, eu desenharia sobre um texto maravilhoso de
um verdadeiro ícone da nossa vida cultural!”, revela, eufórico,
acrescentando que leu muito sobre a vida do poeta e que a admiração e o
respeito nortearam os estudos. “Eu sentia que a figura de Pessoa pairava
sobre mim”.
DESAFIOS
Para atender o prazo estipulado, Guazzelli dividiu o trabalho em três
etapas: básica (pesquisa visual e leitura do roteiro de HQ), esboço das
páginas e arte-final (incluindo traço, cor e aplicação de balões e
texto). Ele conta que foram necessários muitos ajustes, não só para
adequar as ilustrações ao número de páginas, mas também para não deixar o
texto muito pesado. “Tivemos um cuidado extremo para não violar a
integridade da obra e, ao mesmo tempo, para não sermos redundantes, com
transcrições demasiadamente literais”, detalha.
Transpor para os quadrinhos o legado de um dos maiores nomes da
literatura exigiu de Guazzelli um exercício intenso de autocontrole,
equilibrado por alguns vôos mais intuitivos. “Foi uma verdadeira
gangorra para não cair nas armadilhas criadas pelo desejo de traduzir em
imagens a riqueza poética de Pessoa’, conclui.
A Coleção “Clássicos em HQ”, da Editora Peirópolis, inclui também
versões para quadrinhos das obras: Dom Quixote (Cervantes por Caco
Galhardo); Os Lusíadas (Camões por Fido Nesti); O Corvo (Poe por Luciano
Irrthum); Demônios (Aluísio Azevedo por Eloar Guazzelli); Conto de
Escola (Machado por Silvino); Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente por
Laudo Ferreira), A Divina Comédia (Dante por Piero e Giuseppe Bagnariol)
e Frankenstein (Mary Shelley por Taisa Borges).
Sobre Eloar Guazzelli:
Desde os anos 1980 o ilustrador gaúcho atua, simultaneamente, nas áreas
de cinema (como diretor de arte) e quadrinhos. Foi premiado no Yomiuri
International Cartoon Contest (1991) e no Salão Internacional de Humor
de Piracicaba em 1991, 1992 e 1994. Também foi o primeiro colocado na 2ª
Bienal Internacional de Quadrinhos, no Rio de Janeiro, na categoria
Quadrinhos. O artista mantém uma relação estreita com a literatura,
tendo adaptado obras de escritores como Willian Faulkner, Eça de
Queiroz, Aluísio Azevedo, J.M.G. Le Clézio e Lygia Fagundes Telles.
Sobre Susana Ventura:
Susana Ventura é doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua
Portuguesa pela Universidade de São Paulo. É autora de “Convite à
Navegação: Uma Conversa Sobre Literatura Portuguesa” (2012). E trabalha
como professora e pesquisadora das literaturas de língua portuguesa em
diferentes universidades brasileiras, portuguesas e francesas. Além
disso, tem atuado ao lado de atores, músicos, grafiteiros, artistas
plásticos e videoartistas em atividades que visam difundir a literatura.
Foi consultora do Programa Mais Cultura do MinC em 2008 (formação de
bibliotecas) e realizou as curadorias da exposição “Linguaviagem” em
2010 (Itamaraty/Museu da Língua Portuguesa) e de diversos projetos do
SESC/SP, desde 2007.
Realmente, algo precisa ser feito para transformar esta politicagem(arte de enganar o povo) em uma política verdadeira(arte de governar o povo). Mas, a verdade é que apesar de tudo, o Brasil mudou muito nestes 12 anos de governo popular, não digo só do PT, pois este partido é minoria no congresso nacional, mas com o apoio de outros partidos, sobretudo do PMDB que é maioria absoluta, embora por vezes também tenha barrado projetos de interesse do povo, como foi o caso recente do veto ao projeto revolucionário da presidenta Dilma, que destinava 100% dos royalts do petróleo para a educação.
Mas mesmo assim uma significativa parcela da classe média, os arquibaldos, deixou as arquibancadas e foi para as ruas protestar contra o aumento das passagens de ônibus(auto carros), saúde, educação, gastos com copa do mundo, corrupção, etc., etc.. Mas, mesmo faltando nas ruas o povão das gerais, os Geraldinos, que acham que que sua vida melhorou muito com este governo, os protestos são legítimos e já estão produzindo benefícios para o país como um todo.
Já se fala em reformas urgentes, como Reforma Política, com a inclusão do voto distrital, que irá vigiar melhor os políticos. Reforma Jurídica, que irá reduzir a maioridade penal. Reforma Educacional, que irá se adaptar melhor às necessidades e procura de mão de obra classificada por parte das empresas. Reforma Tributária: - que poderá aliviar a escorchante carga tributária, que está massacrando a classe média e as pequenas e médias empresas. Além da aprovação no Congresso Nacional do projeto da presidenta Dilma para a Educação, que destina 75% dos royalties do petróleo para a mesma, embora o seu projeto inicial então rejeitado pelo congresso fosse de 100%. Mas, mesmo assim, será um grande avanço, pois a partir do próximo ano estes recursos serão oito vezes maiores que os atuais, o que significará uma verdadeira revolução na educação do Brasil. Isso se esses senhores não voltarem atrás!
Mas, será que por trás de todas essas manifestações de rua, que ninguém sabe quem são seus líderes, não existem outros interesses em jogo? Logo alguém dirá com certa indignação que não! Mas, qualquer movimento, seja ele qual for, não sai vitorioso sem a orientação de uma liderança! Outro detalhe, que também chama a atenção das pessoas mais atentas, é que os participantes destes protestos chegam aos locais onde os mesmos acontecem em luxuosos e possantes carros "nacionais" e importados...
Outro detalhe que também preocupa é a semelhança destes protestos com aqueles de 1964, que acabaram derrubando o presidente João Goulart, após a marcha com Deus pela Família e o discurso de Brizola na Central do Brasil desse mesmo ano, tudo com a participação direta da CIA e do então embaixador americano no Brasil à época, Lincoln Gordon.
Coincidência ou não, com algumas diferenças, os protestos de 1964 também começaram não contra o aumento das passagens dos ônibus, mas contra o acelerado aumento dos preços dos alimentos provocado pela greve geral das transportadoras, que provocou a escassez destes nos supermercados e seu consequente aumento. Agora, sem greve de camioneiros e sem qualquer motivo de ordem climatérica e mesmo com a eliminação e redução de alguns impostos na agro-pecuária, pela presidenta Dilma Rousseff, os preços dos alimentos, contrariando a lei da oferta x procura, também dispararam.
Coincidência ou não esses protestos também começaram após a visita ao Brasil do sr. vice-presidente americano Joe Biden, agora em final de maio de 2013. Em 1964 os mesmos aconteceram após a ida do sr. Lincon Gordon aos Estados Unidos para receber orientação sobre o golpe.
Enfim, está tudo muito parecido com a derrubada de João Goulart, que já naquela época tentava abrir o comércio do Brasil ao mundo, provocando a ira do ocidente liberal. Agora a presidenta Dilma e Lula estão fazendo o mesmo e o Brasil se aproxima dos grandes e já é a sexta economia do mundo, mesmo tendo que pagar uma dívida herdada, de mais de cem bilhões de dólares, quase toda contraída pelos governos anteriores, inclusive o do sr. Fernando Henrique Cardoso. A dívida deixada por Jango em 1964, era pouco mais de três bilhões de dólares!
Hoje, após 12 anos de governo Lula e Dilma o Brasil tem um dos menores desempregos do mundo, 6%, não deve nada a ninguém e até se dá ao luxo de emprestar dinheiro a outros países e ainda realizar grandes projetos, tais como, transposição do Rio São Francisco, PAC, plano de aceleração do crescimento, Ferrovia Transnordestina, 1728 km de ferrovias, que escoarão a produção agrícola e mineral do interior nordestino para os portos de Pecem no Ceará e Suape em Pernambuco, entre outros.
Por tudo isso é que podemos afirmar que o Brasil de hoje já é o país do presente e com uma vantagem sobre os outros, tem uma cultura humanística, integracionista e universalista, herança maior de nossos antepassados, que faz inveja aos demais, sempre envolvidos em sangrentas guerras étnicas e separatistas.
É verdade que ainda há muito por fazer e que nem tudo são flores neste governo. Até porque 12 anos deste governo é apenas o começo de uma grande transformação. A China é um exemplo disso! Levou mais de 50 anos para sair do atraso em que a colonização inglesa a manteve durante mais de cem anos para tranformar-se na potência que é hoje.
Ao contrário daquele país, onde muito sangue foi derramado, o Brasil também caminha a passos largos e tranquilo para o seu destino de grande potência, o que na verdade é a fonte de todos esses protestos raivosos e barulhentos com grande ressonância na mídia "brasileira" e estrangeira, dando-nos a impressão de que o povo está contra o governo. O povo não dispõe de tempo nem dinheiro e muito menos de motivo para ir para as ruas protestar, pois foi neste governo, que sua vida melhorou, é verdade nem tanto quanto desejava!
Mas se houve uma melhora na vida do trabalhador comum, o mesmo não se pode falar quanto à classe média, os pequenos e médios empresários e aos aposentados que mal conseguem sobreviver massacrados por uma carga tributária injusta e desumana ainda esperam a sua vez. Além disso os aposentados ainda são vítimas de uma defasagem salarial, que embora vinda de governos anteriores, continua com o governo atual. Isto sim, poderia ser motivo para protestos, mas não o é porque não é de interesse da mídia nem dos interesses ocultos que comandam estes protestos. Na verdade os protestos e passeatas das ruas que começaram contra os aumentos das passagens de ônibus(alto carros), contra a corrupção dos políticos e por último contra os gastos contra a copa do mundo, têm na verdade outra conotação política, qual seja, denegrir a imagem de Dilma Rousseff e seu governo para trazerem de volta ao poder seus fantoches.
Agora sim, resta esperar a verdadeira reação popular para amansar este protesto raivoso da extrema direita.
Uma certa direita e porque não dizer uma certa esquerda, que na verdade são respectivamente cabeça e rabo de uma serpente que quer matar a identidade e o orgulho nacionais!!!
Portanto, a estas pessoas, conscientes ou não, que estão envolvidas nestas manifestações de rua, peço que pensem no mal que estão fazendo ao futuro de seus filhos! E àqueles trinta milhões de pobres, que ascenderam à classe média neste governo, que não se preocupem com a concorrência, pois quanto mais crescer este acesso, mais paz, progresso educação e saúde haverá na família brasileira. Paz para poder-mos trabalhar. Progresso para ter-mos mais bens de consumo para todos. Educação para que nos conheçamos e possamos ter uma convivência mais fraterna. Saúde para quando a velhice chegar ou a doença precoce nos atormentar não ficar-mos desesperados.
Precisamos entender, que quanto mais oportunidades se der ao povo para crescer, mais riqueza para todos, menos pobreza, menos violência, menos natalidade indesejável, menos doenças!
Num país do tamanho e da riqueza do Brasil e da desinformação política de seu povo é natural que o separatismo nacional e internacional esteja sempre à espreita de uma brecha para semear a confusão, o ódio e o confronto, como é o caso atual!
Portanto, vamos ficar atentos, que novos mensalões, ofensas pessoais, protestos e pesquisas fabricadas virão por aí até às eleições do próximo ano.
“E se eu dissesse que ‘dar dinheiro aos ricos os torna
vagabundos?’ Por que usar a frase para os pobres é ser um ‘analista
sensato da realidade’ e usar a frase aos ricos é ser um ‘canalha de um
comunista safado’”?
Vou voltar a um tema que eu adoro. Considerando que a renda do
capital segue estratosfericamente maior que a do trabalho e os recursos
usados para o pagamento de juros são bem maiores que os aplicados em
programas sociais (em todos os governos, de FHC a Dilma), fico
extremamente incomodado quando ouço ou leio pessoas reclamando que “dar
dinheiro aos pobres os torna vagabundos”.
É engraçado que ninguém reclama do dinheiro que vai às classes mais
abastadas, que investem em fundos baseados na dívida pública federal.
Grosso modo, muito vai para poucos e pouco vai para muitos. E, mesmo
assim, sou obrigado a ouvir pérolas quase que diariamente, reclamando
dos programas de transferência de renda, não no sentido de melhorá-los,
mas de extingui-los. É claro que é importante avançar na construção de
“portas de saídas” para programas como o Bolsa-Família, gerando
autonomia econômica. Mas a raiva com a qual essas iniciativas ainda vêm
sendo tratadas por algumas pessoas me surpreende. Pessoal, supera! Não
há partido político que vá se eleger com uma plataforma que cancele
esses processos de transferência de renda. Isso já é política de Estado e
não de governo.
“Ah, mas minha tia tem uma amiga em que a empregada recebe o
bolsa-família e, por isso, desistiu de trabalhar. Quer ficar no bem bom
com o dinheiro público.” Quantos já ouviram coisas assim? Primeiro
reduzindo todo um programa a uma única história. Segundo, uma história
mal contada, pois é difícil imaginar que uma família consiga sobreviver
com dignidade com um montante de renda não raro menor que uma garrafa de
vinho paga pelo sujeito fino que decretou tal preconceito. Terceiro,
para alguém preferir a segurança da mensalidade do programa do que um
salário é que a remuneração deve ser baixa demais ou a garantia de
permanência no emprego inexistente.
Este Blog não está criticando ou elogiando ninguém, mas tentando
entender o que, além do preconceito, faz com que um cidadão que tenha um
pouco mais na conta bancária acredite que pisar no andar de baixo é a
solução para galgar ao andar de cima? E crer que o futuro de um país é
feito uma Arca de Noé, com espaço para salvar pouca gente de um dilúvio
iminente?
Para esse pessoal, é cada um por si e o Sobrenatural –
proporcionalmente ao tamanho do dízimo deixado mensalmente – para todos.
Fraternidade e solidariedade são palavras que significam “doação de
calças velhas para vítimas de enchente”, “brinquedos usados repassados a
orfanatos no Natal” ou “um DOC limpa-consciência feito a alguma ONG”.
Nada sobre um esforço coletivo de buscar a dignidade para todos, com
distribuição imediata (e não depois que o bolo crescer) da riqueza
gerada no país. Crescimento produzido pelos mesmos trabalhadores que não
desfrutam da maior parte de seus resultados. Porque, apenas
teoricamente, todos nascem livres e iguais.
E se eu dissesse que “dar dinheiro aos ricos os torna vagabundos?”
Por que usar a frase para os pobres é ser um “analista sensato da
realidade” e usar a frase aos ricos é ser um “canalha de um comunista
safado”?
Blog de Leonardo Sagamoto
Parabéns Leonardo Sakamoto, suas palavras merecem uma reflexão profunda e deveriam ser lidas por todos estes jovens estudantes, que estão sendo arrastados para as ruas de nossas cidades para protestar contra este governo. São jovens até bem intencionados, mas que não conheceram o Brasil de Fernando Henrrique, dos Natais tristes de ruas e lojas vazias e do desemprego em massa, que beirava os 13% naquele governo entreguista e que no governo atual é inferior a 6%, um dos menores do mundo . Da entrega das lucrativas estatais ao capital especulativo internacional, com a cumplicidade do congresso "nacional", cujos membros em sua maioria estão aí até hoje, travando o governo progressista e nacionalista de nossa Presidenta, sem que à época houvesse por parte destes mesmos direitistas um protesto contra aquele ato corrupto e entreguista que foi a entrega das nossas estatais rentosas ao capital estrangeiro. Da humilhação ao FMI. Da indecente remessa de lucros para o estrangeiro, a mesma que ajudou a derrubar o governo nacionalista de João Goullart. Dos populares chupa-molhos(carne de terceira) distribuida aos pobres do norte e nordeste em troca de votos para os políticos. Da famosa e humilhante dívida externa deixada por Fernando Henrique, que diziam ser impagável, mas que foi paga por este governo agora ameaçado por essas mesmas forças, que naquela época derrubaram o governo nacionalista de João Goullart, só por que tentou abrir novos mercados do mundo para o Brasil e limitar a remessa de lucros para o estrangeiro. As forças de hoje são as mesmas, só os métodos são outros. Naquele ano tudo começou com a suspeita viagem do embaixador americano Lincon Gordon aos Estados Unidos, que, pouco tempo após seu retorno, coincidência ou não, deu início aos protestos contra o governo popular de João Goulart, terminando com a famosa marcha com Deus Pela Família e em seguida sua queda e a implantação do regime militar que durou de 1964 a 1985.
O motivo para a implantação da ditadura militar foi o de que João Goulart estava comunizando o Brasil.
Os protestos da rica direita brasileira destes últimos dias, o acelerado aumento dos preços da alimentação, mesmo com as condições climatéricas favoráveis e a expressiva redução de impostos sobre a mesma pela presidenta Dilma, após a chegada ao Brasil da comitiva do vice presidente americano Joe Biden, também nos fazem desconfiar que por trás destes movimentos das classes mais ricas da população brasileira algo de ruim poderá acontecer, embora a CIA de hoje esteja desmoralizada e haja um equilíbrio mundial entre as potências que poderá favorecer os países menores. A Rússia, que já travou o avanço Yanque sobre a Síria, também declarou, que está disposta a travar outras intervenções dos Estates em outros países. Será que se refereu à ameaça direitista no Brasil?
JPL
Dilma anuncia desoneração de impostos da cesta básica
A presidente Dilma Rousseff anunciou na noite desta
sexta-feira um novo pacote para baixar preços de produtos da cesta
básica, da mesma forma que fez recentemente com as contas de luz. São
duas medidas que atacam frontalmente a alta dos preços.
Em
pronunciamento em rede nacional de rádio e TV em homenagem ao Dia
Internacional da Mulher, Dilma anunciou a isenção de impostos federais
em todos os produtos da cesta básica. A renúncia fiscal é de R$ 7,386
bilhões por ano, com a desoneração do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) e PIS/Cofins sobre os itens da cesta. Neste ano, o
governo está abrindo mão de uma receita de R$ 5,540 bilhões.
Com
os tributos zerados, Dilma afirmou que espera "contar" com os
empresários para que isso signifique uma redução de pelo menos 9,25% no
preço das carnes, do café, da manteiga, do óleo de cozinha, e de 12,5%
na pasta de dentes, nos sabonetes, entre outros. O pacote desta noite
reduz o PIS/Cofins de 9,25% para zero das carnes, café, óleo, manteiga,
açúcar e papel higiênico. A pasta de dente e o sabonete, que eram
tributados em 12,5%, também teve alíquota de PIS/Cofins zerada. Além
disso, no caso do açúcar e sabonete, o IPI cai de 5% para zero. Os
demais produtos da cesta básica (leite, feijão, arroz, farinha de trigo
ou massa, batata, legumes, pão e frutas) tinham PIS/Cofins e IPI zero.
A
presidente demonstrou forte desejo que a medida ajude a derrubar os
preços na economia. Dilma falou da inflação de forma indireta, ao mandar
um "recado" para os produtores e comerciantes: "Vocês logo vão perceber
que essa medida trará uma forte redução nos seus custos, e isso vai dar
margem para a expansão dos seus negócios".
Dilma afirmou que
governa o País com a "mesma responsabilidade" que uma mulher e o marido
governam a sua casa. "É por isso que não descuido um só momento do
controle da inflação, pois a estabilidade da economia é fundamental para
todos nós."
No discurso, a presidente frisou que os juros
alcançaram, sob a sua administração, os níveis "mais baixos" da história
do País e também destacou a redução na conta de luz, anunciada no
pronunciamento anterior, no dia 23 de janeiro.
"Com mais esta
redução de despesas, você vai poder equilibrar um pouquinho melhor o seu
orçamento doméstico. Para que a medida seja ainda mais benéfica,
definimos um novo formato da cesta básica de alimentos. Esse formato
respeita seus hábitos de alimentação e de higiene, além de priorizar os
alimentos de mais qualidade nutritiva, o que vai trazer mais saúde para
você e para a sua família", afirmou a presidente.
Portanto, o aumento das passagens dos ônibus é apenas um pretexto, pois essa minoria que está protestando,só anda de carros de luxo.
Quanto à saúde, estes senhores também não usam o SUS para se tratar. Usam os sofisticados hospitais nacionais ou estrangeiros. Quanto à educação, seus filhos frequentam as mais famosas faculdades nacionais pagas ou do governo, quando não vão estudar no estrangeiro. Quanto aos repetidos discursos sobre os gastos com os estádios para a copa do mundo, há que alertar aos mais jovens, que as causas destes gastos são uma imposição da FIFA, que aconteceu em todos países onde esta já foi realizada. Mas se o governo do Brasil não aceitasse realizá-la, seria da mesma forma criticado por esta gente! Eu, particularmente acho que a realização desta copa no Brasil, será uma grande projeção para o país, apenas acho que os gastos e receitas da mesma teriam que ser de conhecimento de todos.
Governo faz última ofensiva para tentar reverter derrota sobre royalties
Por
Nivaldo SouzaiG Brasília |
Planalto
se articula para tentar convencer base na Câmara a resgatar texto do
Senado, que reduz previsão de investimentos em saúde e educação;
Mercadante ligou para cada líder partidário governista pedindo apoio
O Palácio do Planalto está lançando uma ofensiva para
evitar a consolidação de uma derrota no Congresso considerada grave pela
presidente Dilma Rousseff, envolvendo a destinação dos royalties do
petróleo para educação (75%) e saúde (25%). O movimento será tentado
nesta terça-feira (16) pelo ministro Aloizio Mercadante (Educação),
convertido em principal articulador político de Dilma com parlamentares.
Depois de aceitar a divisão dos royalties entre educação e saúde,
contrariando a meta pessoal de Dilma de 100% para educação, Mercadante
inicia uma rodada de conversas com líderes de partidos aliados para
pedir que eles orientem a Câmara a resgatar texto do Senado que exclui
da soma dos royalties o repasse de 50% do dinheiro que irá formar o
fundo social do pré-sal. Leia mais: Mercadante promete defender proporção de 75% para a educação e 25% para a saúde
A mudança compõe uma diferença de R$ 170 bilhões
que iriam engrossar o caixa de educação e saúde nos próximos 10 anos,
conforme contas da Comissão de Petróleo da Câmara, mas que foram
retirados durante a tramitação do projeto no Senado.
O corte foi efetuado pelo Senado ao recuperar trechos do
texto original do projeto elaborado pelo Planalto, desfazendo uma
primeira decisão da Câmara de estabelecer um modelo próprio de repasse dos royalties
. O Senado reformulou o projeto alterado pelo deputado André Figueiredo
(PDT-CE), relator dos royalties na Câmara, restabelecendo como fonte
para financiar saúde e educação o rendimento dos rendimentos do fundo
social.
O fundo será composto com recursos pagos por empresas que
arrematarem blocos petrolíferos em leilões da Agência Nacional de
Petróleo (ANP) – o chamado bônus de assinatura. O governo defende desde o
início do debate sobre a aplicação dos royalties que 50% dos
rendimentos desse fundo fossem para educação – o que na prática seria
uma espécie de poupança do pré-sal.
Na semana passada, a Câmara contrariou a orientação do
Planalto ao recolocar na conta final para saúde e educação 50% dos bônus
que formarão o fundo e não os rendimentos dessa poupança. Os deputados
decidiram, assim, pelo resgate de parte do texto original de Figueiredo,
iniciando uma nova tensão da base com o governo. A votação final foi
agendada para hoje pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN).
O Planalto se articula, agora, com a interlocução
política nas mãos de Mercadante, para evitar a consolidação dessa
derrota. Será tentado um apelo final para que a base aprove em plenário
destaques já apresentados e que resgatam o texto do Senado – com isso,
suprimindo a destinação de 50% dos recursos do fundo social. O pedido
será feito na reunião de líderes partidários que ocorre hoje.
Na outra ponta da ofensiva, Mercadante que já ligou para
cada um dos líderes governistas. O ministro adiantou que pretende
afirmar aos deputados de cada partido da base que o texto de Figueiredo
colocou na conta dos royalties valores que a União não tem como
garantir, uma vez que o valor arrecadado em bônus depende de condições
de mercado relacionadas ao interesse de empresas petrolíferas no
pré-sal.
A sugestão do ministro será de que o compromisso de
aplicar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação com suporte dos
royalties estará sob risco de não se consolidar, caso os bônus de
assinatura dos leilões da ANP entrem na conta.
Obs. Para este congresso nacional, que nunca defendeu os interesses do povo brasileiro, é claro com algumas poucas exceções, a aprovação do projeto de Dilma é o começo de um novo país e o fim destes senhores, que nasceram aqui, mas têm o coração longe daqui...
Portanto, agora sim, é hora de protestar!!!