...E ASSIM NASCEU ITAJAÍ

Itajaí



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Município de Itajaí
Vista parcial de Itajaí

Vista parcial de Itajaí
Bandeira de Itajaí
Brasão de Itajaí
Bandeira Brasão

Fundação 15 de junho de 1860 (154 anos)
Gentílico itajaiense
Prefeito(a) Jandir Bellini (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itajaí
Localização de Itajaí em Santa Catarina
Itajaí está localizado em: Brasil
Itajaí
Localização de Itajaí no Brasil
26° 54' 28" S 48° 39' 43" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008
Microrregião Itajaí IBGE/2008
Municípios limítrofes Balneário Camboriú (S), Camboriú (S), Brusque (SO), Gaspar (O), Ilhota (NO) e Navegantes (N)
Distância até a capital 94 km
Características geográficas
Área 289,255 km² (BR: 3502º)
População 201 557 hab. Est. Populacional - IBGE/2014
Densidade 696,81 hab./km²
Clima subtropical úmido Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,795 alto PNUD/2010
PIB R$ 19 754 199 mil IBGE/2012
PIB per capita R$ 104 635 28 mil IBGE/2012
Página oficial
Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento
Vista aérea da foz do rio Itajaí
Portal do píer turístico de Itajaí
Itajaí é um município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Localiza-se no litoral centro norte catarinense e faz parte da Mesorregião do Vale do Itajaí, na foz do Rio Itajaí-açu. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sua população em 2010 era de 183 388 habitantes. Possui o maior produto interno bruto do estado e a maior renda per capita do estado.

Topônimo

"Itajaí" é um nome tupi oriundo da palavra Tajahy, que significa "Rio dos Taiás", uma planta comestível da família das aráceas.
Outra tese é a de que Tajá é uma alusão ao nome Taió, pois existem documentos referindo-se ao Morro do Taió na época da corrida bandeirante pelo ouro.
Alternativamente, o nome "Itajaí" pode significar "água do senhor da pedra", através da junção dos termos itá ("pedra"), îara ("senhor") e 'y ("água") .
A preocupação com a explicação mais acertada do significado do nome da cidade já atravessa cem anos, envolvendo estudiosos brasileiros e estrangeiros.

História




Todo o atual litoral do estado de Santa Catarina foi habitado, até o século XVI, pelos índios carijós. A partir desse século, com a chegada de navegadores espanhóis e portugueses, os índios locais foram escravizados para servir de mão de obra nas plantações de cana-de-açúcar, localizadas principalmente na cidade de São Vicente.
Em 1750, colonos portugueses vindos da Ilha da Madeira e dos Açores instalaram-se na região. Tornou-se um povoado em 1823 e distrito em 31 de março de 1833 e, no final do século XIX, recebeu um grande número de imigrantes alemães e imigrantes italianos.
Embora só tenha sido fundada em 15 de junho de 1860, a colonização de origem europeia de Itajaí começou em 1658. O primeiro sesmeiro da região foi João Dias Arzão, que, em 1658, recebeu uma sesmaria em frente ao Rio Itajaí-Mirim.
Em 1880 e 1911, aconteceram os piores cataclismos registrados em Itajaí, porém a mais conhecida enchente deu-se nos anos de 1983 e 1984. No dia 22 de novembro de 2008 houve outra enchente, a mais catastrófica até então (atingiu mais de noventa por cento do território do município ). Em 9 de Setembro de 2011, novamente as águas do Rio Itajaí-Açu e Rio Itajaí-Mirim voltaram a inundar a cidade, atingindo setenta por cento do seu território.
Em 4 de fevereiro de 1880, registrou-se a emancipação política-administrativa de Blumenau, até então pertencente a Itajaí. Após ocorreram outros desmembramentos pela emancipação de Brusque em 23 de março de 1881, Camboriú em 5 de abril de 1884, Ilhota e Luiz Alves em 21 de junho de 1958, Penha em 21 de junho de 1958, Navegantes em 30 de maio de 1962.
A pesca artesanal era, até o início da industrialização, a principal atividade econômica da cidade. A partir da década de 70, Itajaí passou por um processo de dinamização de sua economia. Hoje, possui o principal porto de Santa Catarina, que também é o maior exportador de frios do Brasil. Itajaí é a cidade com o segundo maior produto interno bruto do estado ). Grandes empresas multinacionais e brasileiras instalaram-se na cidade, como a Petrobrás, Brasil Foods, Pepsico, Brasfrigo, JBS, Seara, Teconvi, Teporti, Arfrio, Azimut, Detroit, Hyper Marcas, Votorantim, Gomes da Costa, Multilog, Poly Terminais, Weg, Klabin, Kowalsky, Dalçóquio, entre outras.

Geografia

Ocupa uma área de 289 mil km², sendo quatorze porcento de área urbana e oitenta e quatro porcento zona rural (ou áreas de preservação).
Situa-se no litoral norte, especificamente na foz do Rio Itajaí-Açu. Faz divisa com Balneário Camboriú, Camboriú, Brusque, Gaspar, Ilhota e Navegantes. Sede do maior porto pesqueiro do país e da maior universidade privada do estado, a Universidade do Vale do Itajaí.
Itajaí está localizada na Baixo Vale do Itajaí, ao litoral, sendo banhada pelo oceano Atlântico. Também está situada na foz do Itajaí-Açu, possibilitando a existência do porto.
A cidade é basicamente plana — devido ao nível do mar O local mais alto fica no Morro da Cruz, à 170 metros de altitude — grande parte da vegetação nativa pode ser observada em sua total beleza. Integra a Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, juntamente com os municípios vizinhos.
Em Itajaí, acontece um dos maiores festivais da música popular brasileira. O festival acontece sempre em setembro e reúne músicos e artistas do país todo. Estes encontros são uma vitrine da riqueza da cultura local itajaiense.
A rodovia BR-101 é a principal ligação à cidade e as rodovias SC-100, BR-486, SC-470, bem como a BR-470, ligam Itajaí ao restante do estado.

Clima

O clima de Itajaí é úmido no inverno e seco no verão. No verão, as temperaturas podem chegar aos 38º centígrados,e no inverno pode chegar aos 2º centígrados,é raro subir mais de 38º ou cair a baixo de 2º. Em 2013 a cidade registrou queda de neve. A menor temperatura registrada em Itajaí foi -4º centigrados (1975), e a maior foi 42º (2014).
Itajaí tem a média anual em 20º centígrados e 11º centígrados no inverno. As massas de ar de maior influência são a polar atlântica (mPa) e a massa tropical atlântica (mTa).

Demografia

A maioria da população é descendente de alemães, italianos e açorianos. A mistura das culturas alemã, italiana e portuguesa é um marco da cidade, embora haja um predomínio da influência açoriana.


Cor/Raça Percentagem
Brancos 94,5%
Negros 0,9%
Pardos 4,0%
Amarelos 0,6%
Fonte: Censo 2000

Divisão territorial

Segue abaixo a divisão municipal vigente, conforme Lei Ordinária de Itajaí/SC, nº 3359/1998 de 21/12/1998 e nº 3673/2001 de 10/12/2001, com os bairros e suas localidades:
  • Barra do Rio
      • Imaruí
      • Nova Brasília
      • 1º Distrito Industrial
  • Cabeçudas
      • Atalaia, Praia da
      • Geremias, Praia de
      • Molhes, Praia dos
  • Canhanduba
      • Canhanduba de baixo (Arapongas)
  • Centro
      • Beira-Rio
  • Cidade Nova
      • Dona Mariquinha
      • Eurico Krobel
      • Jardim Danielle
      • Lot. Avelino Werner
      • Padre Schmidt
      • Promorar I
      • Promorar II
      • Promorar III
      • Verde Vale
  • Cordeiros
      • 3º Distrito Industrial
      • Abdon Fóes
      • Bertoldo Michels
      • Celeste Girardi
      • Costa Cavalcante
      • Jardim Esperança
      • Jardim Juliete
      • Jardim Progresso
      • Jardim Itália
      • Jardim Santa Rita
      • Lar Brasileiro
      • Lot. Beira-Rio (Canto do Rio)
      • Lot. César Ramos
      • Lot. União
      • Murta
  • Dom Bosco
      • Nossa Senhora das Graças
      • Jardim Itamirim
  • Espinheiros
      • Boa Vista
      • Espinheirinhos
      • Portal I
      • Portal II
      • Vale dos Pinheiros
      • São Roque
      • Santa Regina
  • Fazenda
      • Fazendinha (Nossa Senhora de Guadalupe)
      • Esplanada
      • Jardim Luciana
      • Lot. Müller
      • Padre Jacó
  • Itaipava
      • 4º Distrito Industrial (Pólo Desenvolvimento)
      • Arraial dos Cunhas
      • Baia
      • Bom Retiro
      • Brilhante I (Brilhante de Fora)
      • Brilhante II (Brilhante de Dentro)
      • Campeche
      • Estivado
      • KM 12
      • Laranjeiras
      • Limoeiro
      • Lot. São Pedro
      • Paciência
      • Rio do Meio
      • Rio Novo (Colônia Japonesa)
      • Tabuleiro
  • Praia Brava
      • Ariribá
      • Amores, Praia dos
      • Morcego, Praia do
      • Nova Divinéia
      • Santa Clara
      • Solidão, Praia da
  • Ressacada
      • Jardim das Mansões
  • Salseiros
      • Pedra de Amolar
      • Volta de Cima
  • São João
      • Madevila
  • São Judas
      • Rio Pequeno
  • São Vicente
      • 2º Distrito Industrial
      • Bambuzal
      • Jaí-Açú
      • Jardim Ipiranga
      • Jardim Olímpico
      • Jardim Paraíso
      • Jardim Peirão
      • Jardim Tarumã
      • Lot. Dona Catarina
      • Lot. Primeiro de Maio
      • Nilo Bittencourt
      • Rio Bonito
  • Vila Operária
      • Fiúza Lima

Economia



Itajaí apresenta uma economia sólida e um padrão de qualidade de vida relativamente alto. Sua localização condiciona o desenvolvimento da atividade pesqueira, portuária e industrial, impulsionando o setor de serviços. O Porto de Itajaí é responsável pela maior parte das exportações da Região Sul do Brasil e é segundo colocado no ranking nacional de movimentação de contêineres, atrás somente do Porto de Santos. Itajaí é considerada referência nacional em infraestrutura voltada à instalação de empresas. Polo da indústria naval, já conquistou a vinda de empresas exportadoras da área de montagem automobilística e também de vestuário.
Em matéria de expansão, os setores da economia que mais se expandem são, respectivamente: logística, armazenagem de contêineres e turismo.
Grande parte da capacitação da mão-de-obra lotada em Itajaí advém da Universidade do Vale de Itajaí, que é a maior universidade de Santa Catarina.
Dinamismo Econômico
Mercado Público
O Jornal Brasileiro Gazeta Mercantil, em pesquisa divulgada na edição de 7 de abril de 2006, apresentou Itajaí como quarto melhor município do Brasil em termos de dinamismo econômico. A pesquisa foi realizada com cinco mil municípios brasileiros. Os principais parâmetros analisados foram investimentos em áreas sociais, desenvolvimento econômico e volume de operações bancárias por habitante.
A Prefeitura de Itajaí criou um órgão responsável pela geração e manutenção de emprego e renda no âmbito municipal: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Sedeer). É composta por três diretorias - Diretoria da Indústria, Comércio e Serviços; da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária; do Emprego e Qualificação Profissional.

Política

Cidades-irmãs
Itajaí possui as seguintes cidades-irmãs:
  • Japão Sodegaura, Japão
  • República Popular da China Xinxiang, China
  • Acordos de Cooperação
  • Portugal Viana do Castelo, Portugal
  • Chile Melipilla, Chile

Estrutura

Saúde

A Secretaria de Saúde de Itajaí conta com 22 unidades básicas.

Educação

As principais escolas particulares são:
  • Colégio SENAI/SC
  • Colégio Salesiano Itajaí
  • Colégio São José
  • Colégio Energia
  • Colégio Unificado
  • Colégio Fayal
  • Colégio de Aplicação da Univali
  • Colégio Adventista
  • Colégio Vetor
As príncipais escolas públicas:
  • Victor Meirelles
  • Nereu Ramos
  • Arnaldo Brandão
  • Dom Afonso Niehues
  • Paulo Bauer
  • Professor Cacildo Romagnani
  • Antônio Ramos
  • Aníbal César
  • Avelino Werner
  • Gaspar da Costa Moraes
  • Nilton Kucker
  • Henrique da Silva Fontes
  • Elizabeth Konder Reis
As principais universidades/faculdades são:
  • Universidade do Vale do Itajaí
  • Instituto Fayal de Ensino Superior
Cultura
 
 Teatro 
Itajaí tem uma das principais produções de teatro de grupo de Santa Catarina. Atualmente conta com quatorze grupos de teatro profissionais, além de artistas de rua independentes, grupos religiosos e escolares. Existe uma associação chamada Rede Itajaiense de Teatro que representa 11 grupos profissionais da cidade, são eles: Cia Experimentus Teatrais, Bagagem cênica, Ilustríssimos senhores, Alunos em Exercício Cênico Anchieta, Cia Andante, Cia Mútua, Sua Cia. de Teatro, Grupo teatral Acontecendo Por aí e Grupo Porto Cênico, Grupo Risco, Grupo Boca Apimentada. Esses grupos através da Rede Itajaiense de Teatro realizam desde 2007 a Mostra de Teatro Itajaí em Cartaz. Também existem a Téspis Cia de Teatro e o Projeto Ospália, este último focado na arte do palhaço.
A Fundação Cultural de Itajaí, realiza o Festival Brasileiro de Teatro "Toni Cunha".
Dispõe de estruturas físicas como a Casa da Cultura "Dide Brandão" e o Teatro Municipal.
Literatura
A cidade tem forte atuação na literatura, com nomes como Lauro Müller, Marcos Konder, Bento Nascimento e Lausimar Laus e outros integrantes da Academia Itajaiense de Letras.
Música
Conservatório de Música Popular Cidade de Itajaí
Na música, a cidade é reconhecida pelo Festival de Música de Itajaí e pelo Conservatório de Música Popular Cidade de Itajaí .

Turismo




Pier de Itajaí… 

Cidade de praias, entre elas Molhes, Atalaia, Geremias, Cabeçudas, Morcego, Solidão, Brava e Amores, ampla área rural e belas paisagens naturais, com uma rica herança cultural de imigrantes alemães, italianos e portugueses. Além de uma Comunidade Negra que tem na Sociedade Sebastião Lucas um de seus pontos de encontro.
Situada na cidade de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, a Praia Brava é conhecida por sua exuberante natureza, águas límpidas e tranquilidade. São quase 3 km de orla do Canto do Morcego ao Canto dos Amores.
É também considerado um templo da música eletrônica no Brasil. Abriga o renomado Warung Beach Club, eleito três vezes o melhor clube do mundo. Além disso, a Brava conta hoje com o Kiwi Bar e o Madê Pantai Club. E são nesses lugares, em meio a natureza, por onde passam os melhores djs do planeta e acontecem as melhores festas do verão catarinense.
A Brava também é um ponto importante para os amantes do voo livre e do surfe, inclusive a praia recebeu no ano de 2007 pela primeira vez uma etapa do WQS, a divisão de acesso do surfe internacional.
Itajaí possui um píer para navio de passageiros que serve de ponto de apoio no litoral de Santa Catarina, alfandegado, dotado de infraestrutura adequada e exclusiva para recepção de embarcação de grande porte, voltado aos cruzeiros marítimos de lazer. Sua estrutura para atracação de navios, conta com cinco Dolfins (dois de amarração e três de atracação), dez metros de calado, 220 metros de plataforma do cais, 945 metros de plataforma em concreto.
   A Marejada: Em uma área de 36 mil m² as principais atrações são: música, dança e gastronomia típicas, apresentações de Bandas locais e nacionais, artesanato, feira comercial, shopping da Pesca de Itajaí, atividades infantis, grupos folclóricos como o Grupo Folclórico Boi-de-Mamão e Dança Portuguesa de Cordeiros, desfiles no centro e nos bairros da cidade, show pirotécnico, e parque de diversões.
A Marejada, festa portuguesa e do pescado, é a principal festa municipal, mostrando atrações relativas ao mar e ao Açores, que acontece todos os anos durante o mês de Outubro, com uma duração geralmente entre sete e catorze dias. É a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil. Itajaí também é sede do Clube Náutico Marcílio Dias, agremiação esportiva de futebol e remo.




Itajaí é bem uma amostra cultural e social da pujança da lusofilia e da lusofonia!
Integracionista, humanística e universalista, a cultura lusófona, consegue, num mundo tão separatista e violento, manter em paz tantas etnias diferentes!
Primeiro os índios, depois os portugueses, depois os afro-descendentes e agora alemães, italianos e outras minorias de todos os continentes, todos unidos e integrados e em verdadeira paz, elevando o nome do Brasil no mundo e o que é melhor servindo de reflexão para esse mundo separatista e conturbado de nossos tempos!
Enfim, a lusofilia é esta árvore sombrosa que proteje esta invejada "UNIDADE NACIONAL!!!

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AS INVASÕES FRANCESAS NO BRASIL



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As invasões francesas ao Brasil registram-se desde os primeiros tempos da colonização portuguesa, chegando até ao ocaso do século XIX.
Inicialmente dentro da contestação de Francisco I de França ao Tratado de Tordesilhas, ao arguir o paradeiro do testamento de Adão e incentivar a prática do corso para o escambo do pau-brasil (Cæsalpinia echinata), ainda no século XVI evoluiu para o apoio às tentativas de colonização no litoral do Rio de Janeiro (1555) e na costa do Maranhão (1594). Até meados do fim do século XVI a posição de domínio dos franceses na costa setentrional (o que lhes garantia a entrada para a conquista da maior bacia hidrográfica que se conhece dentre todas as existentes) e do extremo leste do mainland era muito sólida, com nativos aliados a si prestes a atacar a principal vila exportadora dos portugueses (Olinda). O jogo só começa a virar contra os franceses quando os espanhóis anexam o país vizinho e vencem decisivamente os bretões e normandos nas proximidades da zona potiguara, onde os avanços não param as custas das perdas francesas e nativas. Para se ter uma idéia a aliança franco-tupi era tão forte que foi muito mais fácil vencer os colonos franceses directos na zona guarani costeira e na zona da reentrância maranhense.

A França Antártica



Em 1555, uma expedição com cerca de cem homens, distribuídos em dois navios, comandada por Nicolas Durand de Villegagnon, dirigiu-se à baía de Guanabara, visando a estabelecer um núcleo de colonização. Inicialmente, aportaram à Isle Rattier (atual Forte Tamandaré da Laje), tentando erguer uma bateria defensiva, sendo expulsos pela alta da maré. Dirigiram-se, em seguida, à ilha de Serigipe (atual ilha de Villegagnon), onde se estabeleceram definitivamente, erguendo o Forte Coligny.
A denominada França Antártica abrigava colonos protestantes calvinistas e elementos católicos que procuravam evitar as guerras religiosas que então dividiam a Europa.
Em 1558 Villegagon retornou à França, após incidentes causados pela indisciplina de alguns colonos que procuravam as indígenas locais e pelas rixas entre católicos e protestantes. Condenou à morte e executou vários colonos, expulsando os calvinistas para as margens da baía. Ele voltou a Paris para tentar convencer casais franceses a embarcar para o Rio de Janeiro e formar uma cidade.




A campanha portuguesa de 1560

Esquema do ataque de Mem de Sá aos franceses na baía de Guanabara, em 1560. Autoria desconhecida, 1567
Esta tentativa de colonização foi erradicada militarmente por Estacio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, terceiro governador geral do Brasil, que, com informações sobre o forte fornecidas pelos dissidentes franceses Jean de Cointa e Jacques Le Balleur, e reforços vindos da Capitania de São Vicente, a 15 de Março abriu fogo das naus contra as defesas da ilha. Em seguida, através de um estratagema, logrou o desembarque de homens e artilharia na ilha, conquistada no dia seguinte, sendo o forte arrasado. No dia 17 foi celebrada missa solene em ação de graças pela vitória.

A campanha de 1565-1567

Partida de Estácio de Sá, quadro de Benedito Calixto (1853-1927) mostrando o padre Manuel da Nóbrega benzendo a esquadra que vai combater os franceses.
Os remanescentes franceses que se refugiaram junto às tribos indígenas na região foram posteriormente liquidados por seu sobrinho, Estácio de Sá numa campanha que se estendeu de 1565 a 1567, quando foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1 de Março de 1565), no sopé do morro Cara de Cão.
Após a derrota dos franceses e seus aliados indígenas, nas batalhas da praia da Glória (hoje desaparecida) e da atual Ilha do Governador (1567), a cidade foi transferida para o alto do morro do Descanso, posteriormente denominado como Alto da Sé, Alto de São Sebastião, morro de São Januário e, finalmente, Morro do Castelo, desmontado em 1922.



Os franceses no Cabo Frio

Mesmo diante do fracasso da tentativa de estabelecimento na baía de Guanabara, a presença francesa continuou expressiva em outros trechos do litoral, onde mantiveram feitorias como por exemplo a Maison de Pierre no litoral de Cabo Frio e outras.

Da Paraíba ao Ceará

Foi na ilha de Santo Aleixo que se passou a primeira invasão francesa no Brasil, a qual durou de março a dezembro de 1531, tendo estes sido expulsos por militares portugueses. Quando da ocupação francesa, a ilha foi denominada «Île Saint-Alexis».
Corte de pau-brasil (André Thevet, 1575).
De acordo com as informações no mapa de Jacques de Vau de Claye ("Le Brésil", 1579), a França acalentou um projeto para a conquista do litoral da região Nordeste do Brasil entre a foz do rio São Domingos (atual rio Paraíba) e o rio Acaraú (atual estado do Ceará). O mapa, onde figuram as armas de Filippo Strozzi, apresenta diversas informações estratégicas, como a do auxílio de cerca de dez mil indígenas, inclusive Tapuias habitantes das ribeiras interioranas do Ceará e Rio Grande.
Com relação ao atual território da Paraíba, indica-se a baía de São Domingos, de onde partia o caminho "por onde os selvagens vão adquirir o pau-do-brasil e há quarenta léguas de caminho depois de São Domingos até a floresta" e a chamada "floresta onde se pega o brasil", correspondente à primitiva formação vegetal que vicejava na bacia hidrográfica do rio Paraíba.
Esse projeto foi abortado com o desastre militar francês na Batalha Naval de Vila Franca em que Strozzi pereceu, ao largo dos Açores, no contexto da crise de sucessão de 1580 em Portugal.
De qualquer modo, a presença gaulesa prosseguiu eventualmente na região, de tal forma que Gabriel Soares de Sousa ("Tratado Descritivo do Brasil", 1587), relaciona os locais do litoral do Rio Grande do Norte à época frequentados pelos franceses:
  • a enseada de Itapitanga (Pitininga);
  • o rio Pequeno, ou Baquipé, depois denominado Ceará-mirim, onde penetravam as chalupas francesas, que ali iam resgatar o pau-brasil aos indígenas, "as quais são das naus que se recolhem na enseada de Itapitanga";
  • o Rio Grande, ou Potengi, onde os franceses iam carregar muitas vezes;
  • o porto dos Búzios, na foz do rio Pirangi, onde "entram caravelões da costa em um riacho, que neste lugar se vem meter no mar'";
  • a enseada de Tabatinga, entre o porto dos Búzios e Itacoatiara (ponta da Pipa), "onde também há surgidouro e abrigada para navios em que detrás da ponta costumavam ancorar naus francesas e fazer sua carga de pau-brasil"; e
  • a enseada de Aratipicaba (baía Formosa), "onde dos arrecifes para dentro entram naus francesas e fazem sua carga".
Com relação ao litoral da atual Paraíba, o cronista refere a baía da Traição ("Nesta baía fazem cada ano os franceses muito pau de tinta e carregam dele muitas naus"), o rio São Domingos (atual rio Paraíba), onde entravam anualmente "a carregar o pau de tinta com que abatia o que ia para o Reino das mais capitanias por conta dos portugueses" e a região entre os rios Ararama (atual rio Gramame) e Abionaviajá (atual rio Abiaí), onde "ancoravam nos tempos passados naus francesas, e daqui entravam para dentro".
Outros relatos coevos confirmam que o principal porto frequentado pelos franceses na Capitania do Rio Grande era o rio Potengi, onde também se detinham navios ingleses. Naquele ancoradouro se procediam aos reparos necessários nas embarcações e obtinham-se provisões frescas ("refrescos"). De acordo com Frei Vicente do Salvador, no Rio Grande os "franceses iam comerciar com os potiguares, e dali saíam também a roubar os navios que iam e vinham de Portugal, tomando-lhes não só as fazendas mas as pessoas, e vendendo-as aos gentios para que as comessem".
O topônimo "Refoles" (outrora "nau de Refoles"), coincidente com o trecho do Potengi onde atualmente se ergue a Base Naval de Natal, recorda a presença na região, do francês Jacques Riffault. No porto dos Búzios existia uma grande concentração de franceses, diversos deles unidos a mulheres Potiguares. No rio Potengi, a cerca de três quilômetros acima da sua barra, ainda existem ruínas de uma antiga edificação de pedra que possívelmente teriam se constituído numa feitoria ou casa-forte francesa.
A presença francesa na região cessou com a presença de tropas sob o comando do capitão-mor da capitania de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem, que alcançaram a barra do Potengi em 25 de dezembro de 1597, iniciando a construção da Fortaleza dos Reis Magos (Janeiro de 1598), reforçadas pelas do capitão-mor da capitania da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho a partir de Abril de 1598.

A França Equinocial


Enquanto isso, uma segunda tentativa organizada de colonização francesa registrava-se na ilha de São Luís, no Maranhão, a partir de 1594, tendo perdurado até à sua erradicação por tropas portuguesas e indígenas em 1615.

Relação com os indígenas

Antes da colonização de parte do território brasileiro pelos portugueses, os franceses já haviam estabelecido na costa do estado com vistas ao comércio do «pau-de-tinta», como era chamado o pau-brasil. Uma das estratégias usadas para fazer amizades era o «cunhadismo», que se baseava em se unir a índias para formar laços familiares e de amizade sólidos. Capistrano de Abreu relatou em suas crônicas que por muito tempo não se soube se o Brasil seria português ou francês, tal a força de sua presença e o poder de sua influência francesa junto aos índios.
No livro «O Povo Brasileiro», o escritor Darcy Ribeiro ressalta:
«O principal [nucleo de mestiços caboclos] foi o que se implantou na Guanabara, junto aos Tamoios do Rio de Janeiro, gerando mais de mil mamelucos que viviam ao longo dos rios que deságuam na baía. Inclusive na ilha do Governador, onde deveria se implantar a França Antártica. Outros mamelucos gerados pelos franceses foram com os Potiguaras, na Paraiba, e com os Caetés, em Pernambuco. Alcançaram certa prosperidade pelas mercadorias que eles induziram os índios a produzir e carrear para numerosos navios. Sua mercadoria era, principalmente, o pau‐de‐tinta, mas também barganhavam a pimenta-da-terra, o algodão, além de curiosidades como os soíns e papagaios.»
Com a conquista definitiva da costa do país no início do século 17, os franceses começaram a frequentar menos o litoral brasileiro. Contudo, os já estabelecidos continuaram a viver junto aos indígenas e seus filhos mestiços.

Os corsários

Até ao século XVIII, era comum piratas e corsários de diversas nacionalidades pilharem povoados e engenhos no litoral brasileiro. A descoberta de ouro no sertão das Minas Gerais reacendeu a cobiça desses elementos, atraindo-os para o litoral da região Sudeste. Entre os assaltos mais famosos, se registram, em agosto de 1710, o do corsário Jean-François Duclerc (1671-1711), e, em setembro de 1711, o de René Duguay-Trouin, ambos à cidade do Rio de Janeiro.

A invasão de Duclerc (1710)

No contexto de hostilidades entre a França e a Inglaterra, o rei Luís XIV de França autorizou o corso aos domínios ultramarinos de Portugal, tradicional aliado dos britânicos. Por essa razão, em meados de Agosto de 1710, Jean-François Duclerc, no comando de seis navios e cerca de 1 200 homens, surgiu na barra da baía de Guanabara hasteando pavilhões ingleses como disfarce. As autoridades no Rio de Janeiro, alertadas pela Metrópole, já aguardavam a vinda do corsário francês, razão pela qual o fogo combinado da Fortaleza de Santa Cruz da Barra e da Fortaleza de São João repeliu a frota que tentava forçar a barra (16 de agosto).
Os franceses navegaram pelo litoral para Sudoeste, rumo à baía da Ilha Grande, saqueando fazendas e engenhos. Lá, aportaram à barra de Guaratiba, onde desembarcaram, marchando por terra para a cidade do Rio de Janeiro. No percurso passaram pelo Camorim, por Jacarepaguá, pelo Engenho Novo e pelo Engenho Velho dos Padres da Companhia de Jesus, descansando neste último. No dia seguinte prosseguiram pela região do Mangue, alcançando a falda do morro de Santa Teresa (depois rua de Mata-Cavalos, atual rua do Riachuelo), até ao morro de Santo Antônio, que contornaram até à Lagoa do Boqueirão. Pela rua da Ajuda (atual Melvin Jones) e de São José, alcançaram o Largo do Carmo (atual Praça XV de Novembro), onde encontraram a resistência dos habitantes em armas, tendo se destacado a ação dos estudantes do Colégio dos Jesuítas, liderados por Bento do Amaral da Silva, que desceram o morro do Castelo. Nesta escaramuça, afirma-se que os franceses perderam 400 homens. Duclerc, que os comandava, foi detido em prisão domiciliar à atual rua da Quitanda, vindo a ser assassinado em condições misteriosas por um grupo de encapuzados, alguns meses mais tarde, a 18 de março de 1711, alguns autores supondo que por questões passionais.
A população da cidade festejou entusiasticamente a vitória durante vários dias. Infelizmente, as autoridades coloniais superestimaram a capacidade do sistema defensivo da barra, difundindo-se a crença generalizada de que, após tamanha derrota, corsário algum voltaria tentar forçá-la, o que se mostrou dramaticamente incorreto.

A invasão de Duguay-Trouin (1711)

Esquadra de Duguay-Trouin.
À iniciativa de Duclerc, seguiu-se outra, maior e mais bem equipada, no ano seguinte.
Em 12 de setembro de 1711, a coberto pela bruma da manhã, aproveitando um vento favorável, uma esquadra de 17 ou 18 navios, artilhada com 740 peças e 10 morteiros, com um efetivo de 5 764 homens, sob o comando do corsário francês René Duguay-Trouin ousadamente entrou em linha pela barra da baía de Guanabara, furtando-se ao fogo das fortalezas, desguarnecidas três dias antes, graças a uma notícia recebida pelo então Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Morais (1699-1702), que dava como falsa a notícia da chegada desta esquadra francesa.
Duguay-Trouin enfrentou apenas a resistência de três habitantes inconformados com as decisões do governador Francisco de Castro Morais, apelidado de "o Vaca": o normando naturalizado português, Gil du Bocage, Bento do Amaral Coutinho, que lutara contra os paulistas na guerra dos Emboabas, e seu companheiro frei Francisco de Menezes, ao lado dos alunos dos frades beneditinos, filhos de Domingos Leitão, de Rodrigo de Freitas, de Gurgel do Amaral, Teles de Menezes, Martim Clemente e Aires Maldonado.
O sucesso do corsário custou caro à cidade, que necessitou pagar valioso resgate pela liberdade (novembro de 1711): 610.000 cruzados em moeda, 100 caixas de açúcar e 200 cabeças de gado bovino.



A invasão de Fernando de Noronha

A Questão do Amapá

Posteriormente, outros conflitos teriam lugar, tais como a chamada Questão do Amapá, no final do século XIX, que envolveu uma disputa acerca dos limites entre a Guiana Francesa e o Amapá.



Bibliografia

  • GAFFAREL, Paul Louis Jacques. Histoire du Bresil français au seizième siècle. Paris: Maison Neuve, 1878.

INTEGRALISMO




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Integralismo (também denominado "nacionalismo integral") é uma doutrina política de inspiração tradicionalista, ultra-conservadora, inspirada na Doutrina Social da Igreja Católica, teorizada por Charles Maurras nos inícios do século XX.
Essa ideologia expressa-se principalmente em círculos monárquicos. Inicialmente promovida pela Action Française seguindo depois a sua natural internacionalização, nomeadamente, com algumas diferenças entre si, através da Ação Integralista Brasileira e do Integralismo Lusitano entre outros.
Entre vários aspectos defende o princípio de que uma sociedade só pode funcionar com ordem e paz, no respeito das hierarquias sociais, fundamentando-se para isso nas aptidões e nos méritos pessoais demonstrados (em oposição às doutrinas igualitárias saídas da Revolução Francesa, como o comunismo e anarquismo), e na harmonia e união social.

O Integralismo em Portugal

O Integralismo em Portugal foi inicialmente uma reação ao anticlericalismo da 1.ª República Portuguesa implantada em 1910. O municipalismo e o sindicalismo de inspiração católica constituem a matriz. A ideologia defende a proteção dos valores nacionais (ex: passado histórico, tradição, cultura, costumes, religião), e a cooperação das diferentes classes sociais para atingir a harmonia e a união social. Actualmente engloba pessoas de quase todas as religiões.
O Integralismo, no caso lusitano, defendeu a monarquia, a liberdade sindical e corporativa, e a livre competição entre grupos econômicos e empresas. A doutrina económica não era porém a política liberal partidocrática (aquela que aceita a existência de partidos políticos apenas na gestão da governação), defendendo antes o organicismo e o municipalismo. O integralismo opôs-se à luta de classes e às greves, sendo também contrário aos sindicatos estatais como os da Itália fascista da década de 1930. Como forma de resolver os conflitos laborais, defendia o recurso aos Tribunais de Trabalho.
Em Portugal, os críticos e adversários, como Raul Proença e Carlos Ferrão, associaram as ideias integralistas às da "Acção Francesa" de Charles Maurras. As ideias maurrasianas influenciaram muitos políticos na época, como por exemplo António de Oliveira Salazar, fundador do Estado Novo.
Os integralistas lusos, mais tarde, demarcaram-se do "maurrasianismo" e do "salazarismo", a quem inclusivamente este último combateram, sofrendo alguns deles a deportação (Hipólito Raposo) e a prisão (idem, Francisco Rolão Preto) .

O Integralismo no Brasil

Bandeira da Ação Integralista Brasileira.
Nos anos 30, surgiu também um Integralismo Brasileiro. Diferentemente do seu inspirador francês e português, este era republicano - embora tenha sido também predominantemente inspirado pela Doutrina Social da Igreja Católica, conforme orientação do Chefe do movimento Plínio Salgado e, portanto, em alguns aspectos diverso do estatismo modernista do fascismo.
No Brasil, o integralismo teve forte influência durante o longo período em que Getúlio Vargas esteve pela primeira vez no poder (1930-1945) e inicialmente deu sustentação e ele. Vargas, porém, não se revelou o que os Integralistas esperavam. Tentaram um golpe em 10 de maio 1938, o Levante integralista, mas fracassaram, e diversas lideranças integralistas acabaram presas, assassinadas ou exiladas.
No Brasil o movimento também teve grande participação na derrota da Intentona Comunista (1935). Luiz Carlos Prestes encontrou dificuldades para seu "golpe de estado", também levando em conta que os integralistas foram ativamente contra seu movimento e o enfrentaram, através de ampla contrapropaganda, ou mesmo em combate, comandando milícias paramilitares em diversas oportunidades.
Cerca de 80% da marinha do Brasil era adepta à filosofia de Plínio Salgado, porém, durante o "golpe" integralista, houve falhas nas correspondências, causando o fracasso do mesmo (essa associação com a marinha poderia ter sido crucial para a aplicação do Estado Integral no Brasil, lembremos do almirante negro, João Cândido, futuro integralista que liderara a revolta da Chibata (1910))
Ao contrário do que muitos dos adversários do Integralismo revelam, o movimento não morreu após a ditadura varguista, e permanece até os dias de hoje. A FIB - Frente Integralista Brasileira - procura manter a ideologia integralista original e mantêm núcleos e atividades por todo país.

As ideias integralistas

Integralistas da cidade de Viçosa do Ceará na década de 1930. Da esquerda para direita: João Evangelista de Miranda (comerciante), Afonso Deocleciano Marques (dentista), Bastos Sampaio (tabelião), José Vitor Fontenele Filho (professor Juca), Vicente Miranda Filho (comerciante)
O Integralismo defende, na linha do pensamento tradicionalista, que cada nação necessita de um sistema político adequado a própria história, cultura, religião e pensamento. Dá prioridade à preservação da cultura local, da tradição, dos costumes e ao desenvolvimento das zonas rurais, como forma de vencer o cosmopolitismo e o multiculturalismo. O Integralismo é contrário ao modernismo filosófico e prático, que entende como massificador e uniformizador. Muitos integralistas também são contrários aos regimes de extrema-direita exercidos na Europa do século XX e chamam esses movimentos de "alienígenas". Pregando assim um movimento realmente português ou brasileiro, seja num ou no outro país, livre de cunho com qualquer outro movimento estrangeiro. Por isso é, por vezes, associado ao movimento ultra-nacionalista.
Também, os integralistas defendem uma forma de governo baseada na ligação do Estado com a família, defendendo princípios éticos, religiosos e morais para os homens, lutando, assim, contra a unificação do Estado defendida por Karl Marx e os comunistas ou socialistas de esquerda.



A grande verdade é que até hoje, entre tantos partidos e ideologias diferentes, os povos do mundo não encontraram a solução para seus problemas.
Os homens vivem em perene confronto por interesses mesquinhos, sem que se apercebam que sua passagem pelo planeta Terra é por demais curta! A religião seria a saída para muitos problemas, mas, também virou um balcão de negócios e uma fonte de domesticação das pessoas mais simples!
Enfim, num mundo com tanta tecnologia e facilidades, o homem está cada dia mais infeliz, vazio e violento!   
A solução, a meu ver, seria parar por um dia, todas as atividades no Planeta para em silêncio profundo encontrarmos a solução para tanto desencontro e violência...
Esta matéria nada  tem a ver com minhas preferências ideológicas ou culturais!
Respeito as tradições, preferências políticas e culturas de todos os povos, mas também gostaria que as minhas fossem respeitadas! A globalização cultural unilateral está acabando com esses valores e as consequências são essas que aí estão, quais sejam, desamor das pessoas, destruição das famílias, fome, violência e desânimo geral!!!
Nesta confusão, desunião e destruição, que é o mundo de hoje e foi o mundo de ontem, cheguei à conclusão, que os homens são felizes, mas não sabem que o são!!!
Perdoem-me a modéstia, mas eu, considero-me um desses poucos felizes, pois ao apagar das luzes aqui na Terra, consigo acreditar que toda esta tecnologia moderna pode ser usada em proveito da realização espiritual e material do meu próximo, do meu irmão! os partidos como o próprio nome já diz, até hoje só serviram para dividir as pessoas e fomentar guerras, porque sempre foram dirigidos de cima pra baixo! Terão grande importância na organização política e social dos povos, quando seus líderes se aproximarem mais dos anseios do povo que se dizem representar...
    
 JPL