10 DE JUNHO DIA DE CAMÕES



Túmulo de Camões
no Mosteiro dos Jerônimos
em Belém, Lisboa
Luís Vaz de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, viveu uma vida muito agitada, sem que se saiba ao certo quando teria nascido, 1524 ou 1525, que lugar teria sido seu berço, talvez a cidade de Lisboa, como se desenvolveu sua adolescência, quais as suas relações pessoais, como decorreu sua vida no Paço, as mulheres que amou, a formação intelectual que recebeu, enfim as circunstâncias e o lugar onde veio a terminar seus dias. Apenas quatro datas estão ligadas à sua vida literária: em 1563, são publicados os Colóquios dos simples e das drogas da Índia, do dr. Garcia da Horta, impresso em Goa, uma Ode da autoria de Camões na abertura do livro, dedicada ao grande naturalista português, que se encontrava no Oriente e lá privava da amizade do poeta; em 1572 é publicado o seu poema épico, os Lusíadas, que na verdade, já havia sido elaborado 20 anos antes. Em 28 de julho desse mesmo ano se concede a tença ao poeta por essa publicação, que viria a ser cortada no dia 10 de junho de 1580, dia de sua morte.
O poema épico de Torquato de Tasso (A Jerusalém Libertada) em 1575, também marcou muito sua vida literária...

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
È dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
tão contrário a si é É ter com quem nos mata lealdade,
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
amor?

Luís de Camões
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O retrato de Camões por Fernão Gomes, em cópia de Luís de Resende. Este é considerado o mais autêntico retrato do poeta, cujo original, que se perdeu, foi pintado ainda em sua vida.

Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.

Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se auto exilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cómico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.

Os Lusíadas
Capa da edição de 1572 dos Lusíadas.

Os Lusíadas é considerada a epopeia portuguesa por excelência. O próprio título já sugere as suas intenções nacionalistas, sendo derivado da antiga denominação romana de Portugal, Lusitânia. É um dos mais importantes épicos da época moderna devido à sua grandeza e universalidade. A epopeia narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia. É uma epopeia humanista, mesmo nas suas contradições, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer sensual e nas exigências de uma vida ética, na percepção da grandeza e no pressentimento do declínio, no heroísmo pago com o sofrimento e luta. O poema abre com os seguintes versos:



As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.
.....
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte

— Os Lusíadas, Canto I

Os dez cantos do poema somam 1 102 estrofes num total de 8 816 versos decassílabos, empregando a oitava rima (abababcc). Depois de uma introdução, uma invocação e uma dedicatória ao rei Dom Sebastião, inicia a ação, que funde mitos e fatos históricos. Vasco da Gama, navegando pela costa da África, é observado pela assembleia dos deuses clássicos, que discutem o destino da expedição, a qual é protegida por Vénus e atacada por Baco. Descansando por alguns dias em Melinde, a pedido do rei local Vasco da Gama narra toda a história portuguesa, desde as suas origens até à viagem que empreendem. Os cantos III, IV e V contêm algumas das melhores passagens de todo o épico: o episódio de Inês de Castro, que se torna um símbolo de amor e morte, a Batalha de Aljubarrota, a visão de Dom Manuel I, a descrição do fogo de santelmo, a história do gigante Adamastor. De volta ao navio, o poeta aproveita as horas de folga para narrar a história dos Doze de Inglaterra, enquanto Baco convoca os deuses marítimos para que destruam a frota portuguesa. Vénus intervém e os navios conseguem alcançar Calecute, na Índia. Lá, Paulo da Gama recebe os representantes do rei e explica o significado dos estandartes que adornam a nau capitânia. Na viagem de volta os marinheiros desfrutam da ilha para eles criada por Vénus, recompensando-os as ninfas com seus favores. Uma delas canta o futuro glorioso de Portugal e a cena encerra com uma descrição do universo feita por Tétis e Vasco da Gama. Em seguida, a viagem prossegue para casa.

Tétis descreve a Máquina do Mundo ao Gama, ilustração da edição de 1639 de Faria e Sousa.






N'Os Lusíadas Camões atinge uma notável harmonia entre erudição clássica e experiência prática, desenvolvida com habilidade técnica consumada, descrevendo as peripécias portuguesas com momentos de grave ponderação mesclados com outros de delicada sensibilidade e humanismo. As grandes descrições das batalhas, da manifestação das forças naturais, dos encontros sensuais, transcendem a alegoria e a alusão classicista que permeiam todo o trabalho e se apresentam como um discurso fluente e sempre de alto nível estético, não apenas pelo seu caráter narrativo especialmente bem conseguido, mas também pelo superior domínio de todos os recursos da língua e da arte da versificação, com um conhecimento de uma ampla gama de estilos, usados em eficiente combinação. A obra é também uma séria advertência para os reis cristãos abandonarem as pequenas rivalidades e se unirem contra a expansão muçulmana.
A estrutura da obra é por si digna de interesse, pois, segundo Jorge de Sena, nada é arbitrário n' Os Lusíadas. Entre os argumentos que apresentou foi o emprego da secção áurea, uma relação definida entre as partes e o todo, organizando o conjunto através de proporções ideais que enfatizam passagens especialmente significativas. Sena demonstrou que ao aplicar-se a secção áurea a toda a obra recai-se, precisamente, no verso que descreve a chegada dos portugueses à Índia. Aplicando-se a secção às duas partes resultantes, na primeira parte surge o episódio que relata a morte de Inês de Castro e, na segunda, a estrofe que narra o empenho de Cupido para unir os portugueses e as ninfas, o que para Sena reforça a importância do amor em toda a composição. Dois outros elementos dão a' Os Lusíadas a sua modernidade e distanciam-no do classicismo: a introdução da dúvida, da contradição e do questionamento, em desacordo com a certeza afirmativa que carateriza o épico clássico, e a primazia da retórica sobre a ação, substituindo o mundo dos factos pelo das palavras, as quais não resgatam totalmente a realidade e evoluem para a metalinguagem, com o mesmo efeito disruptivo sobre a epopeia tradicional.



Segundo Costa Pimpão, não há qualquer evidência de que Camões pretendesse escrever o seu épico antes de ter viajado à Índia, embora temas heróicos já estivessem presentes na sua produção anterior. É possível que tenha retirado alguma inspiração de fragmentos das Décadas da Ásia, de João de Barros e da História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses, de Fernão Lopes de Castanheda. Sobre a mitologia clássica estava com certeza bem informado antes disso, igualmente quanto à literatura épica antiga. Aparentemente, o poema começou a tomar forma já em 1554. Storck considera que a determinação de escrevê-lo nasceu durante a própria viagem marítima. Entre 1568 e 1569 foi visto em Moçambique pelo historiador Diogo do Couto, seu amigo, ainda a trabalhar na obra, que só veio à luz em Lisboa, em 1572.

O sucesso da publicação d'Os Lusíadas supostamente obrigara a uma segunda edição no mesmo ano da edição princeps. As duas diferem em inúmeros detalhes e foi longamente debatido qual delas seria de facto a original. Tampouco é claro a quem se devem as emendas do segundo texto. Atualmente reconhece-se como original a edição que mostra a marca do editor, um pelicano, com o pescoço voltado para a esquerda, e que é chamada edição A, realizada sob a supervisão do autor. Entretanto, a edição B foi por muito tempo tomada como a princeps, com consequências desastrosas para a análise crítica da obra. Aparentemente a edição B foi produzida mais tarde, em torno de 1584 ou 1585, de maneira clandestina, levando a data fictícia de 1572, para contornar as delongas da censura da época se fosse publicada como uma nova edição, e corrigir os graves defeitos de uma outra edição de 1584, a chamada edição Piscos. Contudo, Maria Helena Paiva levantou a hipótese de que as edições A e B sejam apenas variantes de uma mesma edição, que foi sendo corrigida após a composição tipográfica, mas enquanto a impressão já estava em andamento. De acordo com a pesquisadora, "a necessidade de tirar o máximo partido da prensa levava a que, concluída a impressão de uma forma, que constava de vários fólios, fosse tirada uma primeira prova, que era corrigida enquanto a prensa continuava, agora com o texto corrigido. Havia, por isso, fólios impressos não corrigidos e fólios impressos corrigidos, que eram agrupados indistintamente no mesmo exemplar", fazendo com que não existissem dois exemplares rigorosamente iguais no sistema de imprensa daquela época.


 Que estes versos de Camões, voltem a despertar no povo lusófono, não um complexo de superioridade ou inferioridade em relação aos demais povos da Terra, mas sim a certeza de que nossa lusofonia pode ser um exemplo a seguir  pelos demais povos conflitados e angustiados, que não encontram a verdadeira paz espiritual e material entre si...



 
FAZEI, SENHOR, QUE NUNCA OS ADMIRADOS ALEMÃES, GALOS, ÍTALOS E INGLESES, POSSAM DIZER QUE SÃO PARA MANDABOS, MAIS QUE PARA MANDAR, OS PORTUGUESES. TOMAI CONCELHO SÓ DE EXMENTADOS, QUE VIRAM LARGOS ANOS, LARGOS MESES, QUE, EM CIENTES MUITO CABE, MAIS EM PARTICULAR O EXPERTO SABE, ESTROFE 152 DO CANTO X DO LIVRO OS LUSÍADAS. 

SENHOR, FAZEI QUE OS ADMIRADOS, ALEMÃES, FRANCESES, ITALIANOS, INGLESES, NUNCA DIGAM, QUE OS PORTUGUESES SÃO MAIS PARA SEREM MANDADOS QUE PARA MANDAR.

NESTE DEZ DE JUNHO DE 2012, VAI A  HOMENAGEM DE 200 MILHÕES DE LUSÓFONOS AO FUNDADOR DA LUSOFONIA, O IMORTAL POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES...

NESTE DEZ DE JUNHO DE 2013 
Neste DEZ DE JUNHO DE 2013 VAI A HOMENAGEM DE MAIS DE 200 MILHÕES DE LUSÓFONOS AO FUNDADOR DA LUSOFONIA O IMORTAL  POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES, QUE LÁ ONDE ESTIVER DEVE ESTAR MUITO TRISTE COM O ENTREGUISMO E CORRUPÇÃO QUE TOMOU CONTA DE SEU PAÍS !!!



COMEMORAÇÕES DO 10 DE JUNHO DE 2014

Camões foi o criador da Lusofilia, doutrina unicista e fraterna que une todos os povos de língua e cultura portuguesa em todos os longíncuos recantos da Terra, apesar do intenso bombardeio separatista, que sofre por parte da mídia e da sociedade em geral. Mas, mesmo bombardeada e amarfanhada ela continua unindo o povo lusófono, através de nossa culinária, nossas festas religiosas, nossos Natais, nossas Páscoas, nossas manifestações de tristeza ou alegria, nossos sobrenomes, nosso floclore, etc., etc..        
Mas, até quando ela nos manterá unidos? Aí é que fica a dúvida!!! Será que algum dia iremos repetir essa frase irônica! Éramos felizes mas não sabíamos!!!
Gente vamos reagir, antes que seja tarde demais! Antes que nossos países virem uma dessas Ucrânias da vida! 
Camões, lá onde estiver deve estar muito triste pela não comemoração até hoje do nosso 22 de abril, nem pela cúpula da comunidade Luso-Brasileira, nem pela cúpula da Igreja Católica...

JPL



Verdes são os campos

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

              Luís de Camões




RESUMO DA VIDA DE CAMÕES
Desconhece-se a data e local exacto onde Camões terá nascido, no entanto, admite-se que nasceu entre 1517 e 1525 .
A sua família, de origem galega, fixou-se no concelho de Chaves, na freguesia de Vilar de Nantes, e mais tarde mudou-se para Coimbra e para Lisboa, ambos lugares reivindicam ser o local do seu nascimento.
    • O pai de Camões chamava-se Simão Vaz de Camões, a sua mãe Ana de Sá e Macedo.
    • Camões era por via paterna trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões e, por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama. 
    •  
  • Da família Camões, sabe-se presentemente, que durante algum tempo viveu em Coimbra , onde frequentou o curso de Humanidades, provavelmente no Mosteiro de Santa Cruz, onde o seu tio D. Bento de Camões era padre. Não existem registos da passagem do poeta por Coimbra, contudo a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal da altura, o lugar mais provável da sua educação.
  • Em Lisboa continuou os estudos na corte de D. João III, conquistando a fama de poeta e de feitio altivo.
  • Em 1549 viajou para Ceuta , seguindo a carreira militar e por lá permaneceu até 1551 . Foi em Ceuta que em combate perdeu o seu olho direito mas ainda assim manteve as suas potencialidades de combate.
  • Quando regressou a Lisboa não demorou a voltar à vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Segundo Manuel de Faria e Sousa, o seu principal biógrafo e comentador, em 1550 Camões destina-se a viajar até à Índia . Consta do registo da Armada desse ano, que Faria encontrou a seguinte indicação “ Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa na Mouraria; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses. ” Camões ia assentado entre os homens de armas, no entanto sabe-se que nunca chegou a embarcar.
    • Por essa altura teria caído em desagrado na corte, a ponto de ser desterrado para Constância.
    • No dia de Corpus Christi de 1552 Camões entrou numa rixa no Rossio, onde feriu Gonçalo Borges, acabando preso.
    • Assim, é preso na Cadeia do Tronco, em Lisboa, onde passou alguns meses, após os quais, obtendo o perdão do agredido, consegue também o indulto de D. João III.
    • 1553: É libertado por carta régia de perdão de 7.3.1552 e embarca para a Índia ao serviço do rei.
    • Sabe-se que, em 1556, Camões exerce o serviço militar e alguns cargos administrativos na Índia.
     
  • Goa no Sec. XVI 
na prisão em Goa - óleo de Maureaux
.Camões na prisão de Goa
  •  Na época teria surgido a público uma sátira anónima criticando a imoralidade e a corrupção reinantes, que foi atribuída a Camões. Sendo as sátiras condenadas pelas Ordenações Manuelinas, terá sido preso por isso. Mas colocou-se a hipótese de a prisão ter ocorrido graças a dívidas contraídas. É possível que permanecesse na prisão até 1561, ou antes disso tenha sido novamente condenado, mas libertado logo após Dom Francisco Coutinho ter assumido o governo em 1556. Além de ser por este protegido.
    • Nos anos seguintes, serviu no Oriente, ora como soldado , ora como funcionário , pensando-se que esteve mesmo em território chinês, onde teria exercido o cargo de Provedor dos Defuntos e Ausentes , a partir de 1558 .
  • Em 1556 Camões partiu para Macau onde viveu numa gruta (hoje com o seu nome) e onde continuou os seus escritos. É aqui que Camões terá escrito uma grande parte da sua obra “Os Lusíadas”.
  • Naufragou na foz do rio Mekong, onde conseguiu conservar de forma heróica o manuscrito da sua obra, então já adiantada; No entanto, neste desastre morreu a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada posteriormente numa série de sonetos.
    • Em Agosto de 1560 regressou a Goa onde solicitou a protecção do Vice-Rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas.
    •  
    • 1562: Acabou por ser aprisionado por dívidas tendo dirigido súplicas em verso ao novo Vice-Rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto. É libertado pelo vice-rei e distinguido como seu protegido.
  • De regresso ao Reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou. Durante esse período Camões viveu às custas de amigos e trabalhou na revisão de “Os Lusíadas” e na composição de “um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências”, obra que foi roubada.
    • Diogo do Couto financiou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em Abril de 1570, na nau de Santa Clara.
    • No ano de 1571 obteve licença da Santa Inquisição para publicar a sua obra, o que aconteceu no ano seguinte em 1572 .
    • Meses antes lera o poema a D. Sebastião.
    • A 28 de Junho de 1572 D. Sebastião concedeu ao poeta uma tença anual no valor de 15000 réis , recompensando-o pelos seus serviços no Oriente e pelo poema épico que entretanto publicara.
  • Em 1580, Camões assistiu em Lisboa à partida do exército português para o norte de África. No dia 10 de Junho desse mesmo ano Luís Vaz de Camões faleceu numa casa de Santana em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades.
  • D. Gonçalo Coutinho, um amigo de Camões, inscreveu na lápide da sepultura que reservara para o poeta: “ Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.” O seu túmulo perdeu-se com o terramoto de 1755, pelo que se ignora o paradeiro dos restos mortais do poeta, que não está sepultado em nenhum dos dois túmulos oficiais que hoje lhe são dedicados, um no Mosteiro dos Jerónimos e o outro no Panteão Nacional.
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  • No entanto, sobre a vida de Camões é difícil distinguir aquilo que é realidade, daquilo que é mito e lenda romântica.
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  • As Obras
    • Camões afirma-se sobretudo na poesia lírica ( Rimas ), com grande variedade de géneros: sonetos, canções, éclogas, redondilhas, etc..
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  • Outras obras
    • Apesar de ter escrito sobretudo poemas, Camões também se dedicou ao teatro e escreveu algumas comédias, como por exemplo:
      • Os Anfitriões,
      • El-Rei Seleuco
      • e Filodemo .
    • Estas comédias ocupam um lugar à parte no teatro quinhentista, pois cada uma delas tinha uma dinâmica e um estilo próprios.
    • Seguiram o estilo dos poemas de Camões e falavam essencialmente de problemas morais e da problemática amorosa.
    • Além d’ Os Lusíadas , da poesia lírica e do teatro Camões escreveu ainda cartas que nos dão a conhecer as convivências literárias e boémias de Lisboa.

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