FOZ DO IGUAÇÚ

Foz do Iguaçu





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Município de Foz do Iguaçu
"Terra das Cataratas"
"Destino do Mundo"
Panorama geral da cidade, visto do Rio Paraná (fronteira com o Paraguai)

Panorama geral da cidade, visto do Rio Paraná (fronteira com o Paraguai)
Bandeira de Foz do Iguaçu
Brasão de Foz do Iguaçu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de junho
Fundação 10 de junho de 1914
Gentílico iguaçuense
Prefeito(a) Reni Pereira (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Foz do Iguaçu
Localização de Foz do Iguaçu no Paraná
Foz do Iguaçu está localizado em: Brasil
Foz do Iguaçu
Localização de Foz do Iguaçu no Brasil
25° 32' 49" S 54° 35' 11" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Oeste Paranaense IBGE/2000
Microrregião Foz do Iguaçu IBGE/2008
Municípios limítrofes Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia no  Brasil, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias no Paraguai e Puerto Iguazú na  Argentina.
Distância até a capital 643 km2
Características geográficas
Área 617,701 km²
População 263 508 hab. –  Estimativa IBGE/2013
Densidade 426,59 hab./km²
Altitude 164 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDHM 0,751 alto PNUD/2010
PIB R$ 6 702 200,000 mil (BR: 63º) – IBGE/2009
PIB per capita R$ 20 613,46 IBGE/2009
Página oficial





Foz do Iguaçu é um município brasileiro do estado do Paraná, do qual é o sétimo mais populoso, com 263.508 habitantes, conforme estimativa do IBGE. A distância rodoviária até à capital do estado é de 643 quilômetros . Sua área é de 617,701 km², dos quais 61,200 km² estão em perímetro urbano.
É o segundo destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul.
Conhecida internacionalmente pelas Cataratas do Iguaçu, uma das vencedoras do concurso que escolheu as 7 Maravilhas da Natureza e pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo em tamanho e primeira em geração de energia, que em 1996 foi considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.
A sede tem uma temperatura média anual de 20,4°C. A vegetação do município é de Mata Atlântica e cerrado. Com uma taxa de urbanização da ordem de 99,00%, o município contava em 2009 com 55 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,751.
Integra uma área urbana com mais de 700 mil habitantes, constituída também por Ciudad del Este, no Paraguai e Puerto Iguazú, na Argentina , países com os quais a cidade faz fronteira. Iguaçu é topônimo indígena, podendo ser decomposto, na forma, originalmente, em Y (água) e guazú (grande), onde, por acréscimo de uma vogal, a atual denominação. Seus moradores são designados usualmente pelo gentílico iguaçuenses.

História

Av. Brasil em Foz do Iguaçu
no ano de 1969. ( foto: FCFI)
No alto a primeira igreja de Foz, a Matriz
Sao Joao Batista e ao lado a
Casa Paroquial. dec de 70
Pesquisas arqueológicas realizadas pela Universidade Federal do Paraná no espaço brasileiro do reservatório de Itaipu, antes de sua formação, situaram em 6.000 a.C. os vestígios da mais remota presença humana na região; vários grupos humanos sucederam-se ao longo dos séculos. Os últimos que precederam os europeus (espanhóis e portugueses) foram os índios. Em 1542, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca chegou ao rio Iguaçu e por ele seguiu guiado por índios Caingangues, atingindo as Cataratas e batizando o Paraguai. É registrado como o "descobridor" das Cataratas.
Em 1881 Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes: o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel González. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que iniciaram a exploração da erva-mate. Oito anos após, foi fundada a colônia Militar na fronteira - marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros e do que viria a ser o município de Foz do Iguaçu.
A expedição do Engenheiro e Tenente José Joaquim Firmino chegou a Foz do Iguaçu em julho de 1889. Foi levantada a população e identificadas 324 pessoas, em sua maioria paraguaios e argentinos. Mas havia também espanhóis e ingleses já presentes na região, dedicados à extração da erva-mate e da madeira, exportadas via rio Paraná.
Em 22 de novembro do mesmo ano, o Tenente Antônio Batista da Costa Júnior e o Sargento José Maria de Brito fundaram a Colônia Militar, que tinha competência para distribuir terrenos a colonos interessados.
Avenida Brasil: bandeira nacional localiza o marco zero da cidade
No ano de 1897 foi criada a Agência Fiscal, chefiada pelo Capitão Lindolfo Siqueira Bastos. Ele Registrou a existência de apenas 13 casas e alguns ranchos de palha. Nos primeiros anos do século XX a população de Foz do Iguaçu chegou a aproximadamente 2.000 pessoas e o vilarejo dispunha de uma hospedaria, quatro mercearias, um rústico quartel militar, mesa de rendas e estação telegráfica, engenhos de açúcar e cachaça e uma agricultura de subsistência.
Em 1910 a Colônia Militar passou à condição de "Vila Iguassu", distrito do município de Guarapuava. Dois anos depois, o Ministro da Guerra emancipou a Colônia tornando-a um povoamento civil entregue aos cuidados do governo do Paraná, que criou então a Coletoria Estadual da Vila. Em 14 de março de 1914, pela Lei 1383, foi criado o município de Vila Iguaçu, instalado efetivamente no dia 10 de junho do mesmo ano, com a posse do primeiro prefeito - Jorge Schimmelpfeng - e da primeira Câmara de Vereadores. O município passou a denominar-se "Foz do Iguaçu" em 1918.
A estrada que liga Foz do Iguaçu a Curitiba tomou sua primeira forma em 1920. Era precária e cheia de obstáculos. Na segunda metade da década de 1950 iniciou-se o asfaltamento da estrada que cortaria o Paraná de leste a oeste, ligando Foz do Iguaçu à Paranaguá, que foi inaugurada em 1969.
O Marco das Três Fronteiras recebeu a visita da Coluna Prestes.
Em 1924 os revoltosos da Coluna Prestes saíram da capital paulista iniciando sua marcha pelo interior do estado na direção sudoeste. Ao ingressar no Paraná, conquistaram muitas cidades fronteiriças ao Paraguai e estabeleceram seu quartel-general em Foz do Iguaçu. Permaneceram até 1925, quando atravessaram o rio Paraná penetrando no Paraguai rumo a Mato Grosso.
A história do Parque Nacional do Iguaçu começa no ano de 1916, com a passagem por Foz do Iguaçu de Alberto Santos Dumont, o pai da aviação.
Catedral de São João Batista, construída em meados da década de 1940.
A área pertencia ao uruguaio Jesus Val. Santos Dumont intercedeu junto ao Presidente do Estado do Paraná, Affonso Alves de Camargo, para que fosse desapropriada e tornada patrimônio público. No dia 28 de julho, através do decreto nº 63, foi declarada de utilidade pública com 1008 hectares e somente em 1939, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a área passou a ter 156.235,77 hectares.
Em 1994 os decretos nº 6506 de 17 de maio e de nº 6587 de 14 de junho consolidam e ampliam a área do Parque Nacional dando-lhes os limites propostos pelo chefe da seção de Parques Nacionais; hoje os limites atuais são 185.000 hectares.
Com a inauguração da Ponte Internacional da Amizade (Brasil - Paraguai) em 1965 e inauguração da BR-277, ligando Foz do Iguaçu a Curitiba e ao litoral, em 1969, Foz do Iguaçu teve seu desenvolvimento acelerado, intensificando seu comércio, principalmente com a cidade paraguaia de de Ciudad del Este.
Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo em geração de energia.
A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, iniciada na década de 1970, causou fortes impactos em toda a região, aumentando consideravelmente o contingente populacional de Foz do Iguaçu. Em 1960 o município contava com 28.080 habitantes, em 1970 com 33.970 e em 1980, 136.320 habitantes, registrando um crescimento de 385%. O Censo de 2010 indicou uma população de 256.081 habitantes.


Economia

Cataratas JL Shopping, o maior shopping center do oeste paranaense
As principais fontes de renda de Foz do Iguaçu são o turismo e a geração de energia elétrica.

Turismo

A base da economia da cidade é o turismo, que alavanca também o comércio e a prestação de serviços na região. É o segundo destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul.
Foz do Iguaçu é conhecida internacionalmente por suas atrações, que trazem visitantes do Brasil e do mundo. A mais famosa delas é o conjunto de quedas denominadas Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu (Patrimônio Mundial Natural da Humanidade tombado pela UNESCO), a Hidrelétrica Binacional de Itaipu (maior hidrelétrica do mundo em produção anual de energia), o Marco das Três Fronteiras, a foz do Rio Iguaçu no Rio Paraná (área onde as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai se encontram), a Ponte Internacional da Amizade (divisa entre Brasil e Paraguai) e Ponte da Fraternidade (divisa entre Brasil e Argentina), o Parque das Aves (com aproximadamente 900 aves de 150 espécies), entre outras.
Além dos tradicionais atrativos da cidade, outro fator de atração de turistas é a possibilidade de compra de produtos com preços reduzidos na vizinha Ciudad del Este. Durante todo o ano é grande o fluxo de sacoleiros (como são conhecidas as pessoas que compram em grande quantidade no Paraguai para revender no Brasil) que atravessam a Ponte da Amizade apenas para comprar, uma vez que normalmente pernoitam em Foz.
Outro atrativo oferecido pelas cidades vizinhas é a possibilidade de conhecer o lado argentino das Cataratas; nas proximidades também é possível frequentar os cassinos, atividade não permitida no Brasil.

Panorama do lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Ao fundo é possível ver a passarela do lado argentino.
Panorama do lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Ao fundo é possível ver a passarela do lado argentino.
Educação




Foz do Iguaçu possui o melhor IDEB nacional entre as cidades com mais de 300 mil habitantes; no ENEM de 2008, a cidade esteve em 33º lugar entre os municípios com mais de 200 mil habitantes.
Colégio Estadual Bartolomeu Mitre - construção de 1927.
Em 2011, a cidade também contou com a melhor média do IDEB para o ensino fundamental do Brasil.
Recentemente foi escolhida para alocar a Universidade Federal da Integração Latino-Americana. A Universidade é uma instituição de ensino superior preocupada com a criação de um ambiente multicultural e interdisciplinar capaz de produzir profissionais e pesquisadores voltados para o desenvolvimento econômico, social, cultural e político da região, num espírito de igualdade entre todos os povos e culturas do continente.
"A Universidade Federal da Integração Latino-Americana é um projeto único na história do ensino superior na América Latina. A sua vocação é a de contribuir para o desenvolvimento e a integração latino-americana, com ênfase no Mercosul, por meio do conhecimento humanístico, científico e tecnológico e da cooperação solidária entre as universidades, organismos governamentais e internacionais. Será uma universidade aberta para a América Latina e Caribe: a metade dos 10.000 alunos e dos 500 professores, previstos como meta, serão selecionados e recrutados nos vários países latino-americanos e caribenhos, sendo a outra metade formada por brasileiros." Hélgio Trindade (reitor da UNILA)

Geografia

Clima

Gráfico climático para Foz do Iguaçu
J F M A M J J A S O N D
188
33
19
190
32
20
185
31
18
147
28
16
135
25
12
137
23
10
91
23
9
112
25
10
142
27
12
231
28
14
150
31
16
173
32
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
O clima de Foz do Iguaçu é subtropical úmido mesotérmico, classificado por Köppen como Cfa. A cidade tem uma das maiores amplitudes térmicas anuais do estado, cerca de 11°C de diferença média entre o inverno e o verão, isto deve-se a uma menor influência da maritimidade do que a que ocorre em outros municípios. Por isso os verões costumam ser muito quentes, com máximas médias em torno dos 35°C, por vezes chegando a superar a marca dos 42°C [carece de fontes] e os invernos apesar de, na média, serem considerados amenos, ainda sim propiciarem quedas bruscas de temperaturas que podem fazer a temperatura cair abaixo de zero durante a passagem de frentes frias com a massas de ar polar na retaguarda.
As chuvas costumam ser bem distribuídas durante o ano, com uma pequena redução no inverno, e a precipitação anual varia em torno dos 1800 mm.

Relevo

Foz do Iguaçu está localizado no extremo oeste do terceiro planalto paranaense, sendo o município mais a oeste do Paraná. O relevo é suavemente ondulado, o que contribui muito para o desenvolvimento da agricultura. Sua altitude varia em torno dos duzentos metros. A oeste do município corre o rio Paraná, ao sul o rio Iguaçu, ao norte fica o Lago de Itaipu e a sudeste o Parque Nacional do Iguaçu, uma das últimas reservas de mata nativa intacta que existem no Paraná. No sudoeste de Foz os Rios Iguaçu e Paraná se unem formando a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Cultura

Mesquita Omar Ibn Al-Khattab; a cidade abriga a segunda maior comunidade muçulmana do Brasil.

Foz do Iguaçu é considerada uma das cidades mais multiculturais do Brasil, onde mais de 72 grupos étnicos estão presentes na população, provenientes de diversas partes do mundo. Os principais grupos étnicos de Foz do Iguaçu são italianos, alemães, hispânicos (argentinos e paraguaios), chineses, ucranianos, japoneses, e libaneses, que possuem na cidade, a segunda maior comunidade libanesa do Brasil. Em termos proporcionais, possui a maior comunidade islâmica do Brasil.
Devido a sua localização de fronteira com o Paraguai e a Argentina, Foz do Iguaçu apresenta uma grande circulação de mercadorias contrabandeadas, drogas e armas, o que gera diversos problemas sociais, principalmente a violência. Foz do Iguaçu possui uma taxa de homicídios muito alta, levando-se em consideração o tamanho da cidade, e lidera o ranking de homicídios entre adolescentes no país.


Gastronomia

A comida típica da cidade é o Pirá de Foz, porém o Dourado (peixe de escamas encontrado no Rio Paraná) Assado faz grande sucesso na gastronomia local. Anualmente, acontece o Concurso do Dourado Assado, atraindo milhares de pessoas.
Em Foz do Iguaçu, encontram-se diversos estilos de restaurantes, de variadas gastronomias, inclusive os tradicionais fast foods.
A culinária libanesa também recebe o seu destaque em Foz do Iguaçu, que possui vários estabelecimentos neste segmento, com destaque para o shawarma, um sanduíche feito com carne ou frango, muito apreciado por moradores e turistas.


Infraestrutura

Ponte Internacional da Amizade.
Foz do Iguaçu conta com um dos maiores parques hoteleiros do Brasil, além do Aeroporto Internacional Cataratas, servido pelas principais companhias aéreas nacionais e algumas internacionais.
Além das conhecidas atrações turísticas, conta com uma grande variedade de restaurantes, churrascarias, bares e casas noturnas e um shopping center.
O acesso rodoviário é feito pela BR-277, cujo término se dá na Ponte da Amizade.

Eventos esportivos

Foz do Iguaçu sediou em 1997 os Jogos Mundiais da Natureza, e em 2013 uma etapa dos X Games, que se repetirão no município em 2014 e 2015.

Cidades Irmãs
  • Estado da Palestina Jericó - Palestina (24 de abril de 2012)
  • Argentina Puerto Iguazú, Misiones, Argentina;
  • Paraguai Ciudad del Este, Alto Paraná, Paraguai;
O Espaço das Américas, localizado junto ao Marco das Três Fronteiras: do lado esquerdo, a fronteira com a Argentina (delimitada pelo Rio Iguaçu) e do direito, com o Paraguai (delimitada pelo Rio Paraná)

O Espaço das Américas, localizado junto ao Marco das Três Fronteiras: do lado esquerdo, a fronteira com a Argentina (delimitada pelo Rio Iguaçu) e do direito, com o Paraguai (delimitada pelo Rio Paraná)
Foz do Iguaçu é uma das Mercocidades brasileiras. Juntamente da cidade paraguaia de Ciudad del Este e da argentina Puerto Iguazú, formam uma área urbana conhecida na região como Tríplice Fronteira, sendo caracterizadas portanto como Tri-Cidades.

Referências
  1. Jump up to: a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Jump up to: a b Distâncias entre a cidade de Curitiba e todas as cidades do interior paranaense. Página visitada em 7 de fevereiro de 2011.
  3. Jump up IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Jump up Estimativa Populacional 2012. Estimativa Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 31 de agosto de 2012.
  5. Jump up Paraná. Embrapa. Página visitada em 19 de julho de 2011.
  6. Jump up Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  7. Jump up to: a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. visitada em 07 ago. 2012.
  8. Jump up Embrapa Monitoramento por Satélite. Paraná. Página visitada em 30 de março de 2010.
  9. Jump up to: a b Cresce o número de turistas estrangeiros em Foz do Iguaçu. Ministério do Turismo. Página visitada em 2010-21-01.
  10. Jump up New7Wonders of Nature finalists. New 7 Wonders. Página visitada em 2010-21-01.
  11. Jump up Lista 10
  12. Jump up O Globo. Cidade do Leste. Página visitada em 15 de novembro de 2011.
  13. Jump up Compras Paraguai. Puerto Iguazú. Página visitada em 15 de novembro de 2011.
  14. Jump up Histórico de Foz do Iguaçu
  15. Jump up Cidades@
  16. Jump up to: a b c Turismo - Foz do Iguaçu. Bico do Corvo.
  17. Jump up to: a b Foz do Iguaçu aparece em ótima colocação no IDEB. Click Foz. Página visitada em 2011-21-04.
  18. Jump up ENEM por cidades. Folha On Line. Página visitada em 2011-21-04.
  19. Jump up  
  20. Jump up Foz do Iguaçu e Jericó tornam-se cidades-irmãs. Equipe CBN (24 de abril de 2012). Página visitada em 4 de maio de 2012.
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COMO IRRITAR UM TRIPEIRO

Ó ROSA ARREDONDA A SAIA

OLHÃO ARQUITETURA ÚNICA NO MUNDO

História de Olhão


Os achados arqueológicos comprovam a presença humana na área do Concelho de Olhão desde o Neolítico.

A ocupação romana deixou vestígios importantes em Olhão (tanques de salga de peixe descobertos em 1950, durante a construção do Porto de Pesca) e em Marim, junto à Ria, onde existia uma importante villa agrícola e pesqueira no séc. II ao IV. Aqui os romanos construíram salinas e implementaram a indústria de pesca e salga de peixe, cujos produtos eram depois exportados para todo o Império (alguns antigos tanques de salga de peixe estão actualmente expostos no Parque Natural da Reserva da Ria Formosa).

Com a queda do Império Romano e a chegada dos Visigodos, Marim continuou a ser um local importante, no qual foi encontrado uma lápide cristã datada do séc. VI.

A ocupação árabe iniciou-se no séc. VIII e apenas terminou no séc. XIII, tendo deixado memórias e um legado importantíssimo em todo o Algarve mas, no caso específico de Olhão, embora seja considerada uma terra de características acentuadamente mouriscas, não se conhece qualquer construção importante deixada pelos árabes! Esta é uma das singularidades históricas de Olhão: é a única terra com características mouriscas construída por europeus, sem qualquer herança histórica mourisca! As razões que explicam uma tal singularidade são expostas no final deste documento. 

Após a expulsão dos árabes do Algarve no séc. XIII, Marim continua a ser o povoamento mais importante da região que, aliás, poderá estar associada à origem de Olhão, tanto por ter sido o primeiro ponto de fixação humana na região, como por ter um grande olho de água doce e que poderia ter dado origem ao topónimo de Olhão (no entanto, segundo a maioria dos historiadores, o grande olho de água que deu origem ao topónimo não se encontrava em Marim, mas sim perto do actual Jardim João Serra - o "Poço Velho"). Efectivamente, no reinado de D. Diniz, em 1282, iniciou-se a construção da Torre de Marim, cujos restos ainda existem na actual Quinta de Marim, para vigiar a Barra Velha (na época a única entrada do mar para a Ria Formosa na região entre a Fuseta e Faro) e proteger os habitantes dos ataques dos piratas mouros. Esta Quinta foi desde logo uma rica empresa agrícola, atendendo à fartura de água da sua nascente, o que aliás está relacionado com a bonita Lenda da Moura de Marim.

Em data incerta (provavelmente séc. XVI e até 1840) instalou-se aqui uma armação do atum que atraía algumas dezenas de pescadores de Faro, acompanhados pelas famílias, nos meses de Março, Abril e Maio. 



Certamente alguns destes pescadores, ao verificarem a abundância de peixe da Ria Formosa, decidiram permanecer nas humildes cabanas construídas de madeira, canas e palha, onde hoje se ergue a zona antiga da cidade.
Fotografia editada na década de 1940 e tirada provavelmente na Culatra, onde se vêem cabanas muito semelhantes às utilizadas pelos primeiros olhanenses (Fonte: Passos, José Manuel Silva - O Bilhete Postal Ilustrado e a História Urbana do Algarve - Caminho, 1995)

O primeiro documento que se refere a um "logo que chamam olham" é datado de 1378 e, em 1614, os registos da Paróquia de Quelfes já se referiam aos moradores da Praia de Olhão, que na época integravam esta paróquia.

A população foi crescendo e, em 1652, a sua importância justificava a construção da Fortaleza de São Lourenço, primeiro para defesa contra os espanhóis, e depois, para defesa contra os ataques dos piratas argelinos.

Só em 1695 o Lugar de Olhão se constitui como nova freguesia autónoma de Quelfes. O primeiro edifício de pedra foi a Igreja da Nossa Senhora da Soledade, construída em data incerta, e o segundo edifício de pedra foi a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, começada em 1698 e terminada em 1715.

Também só neste ano de 1715 é autorizada a primeira habitação em alvenaria, dada expressamente pela Rainha ao mareante João Pereira. Efectivamente, o poder político em Faro sempre recusou construções de alvenaria em Olhão até esta data.

Curiosamente, o Marquês de Pombal, em inquérito efectuado no então Reino do Algarve perguntava pela identificação dos notáveis de cada localidade. Olhão não tinha quaisquer notáveis! Era uma pequena localidade sem aristocracia, apenas constituída por homens do mar, a quem recusavam tanto a autonomia administrativa como o direito à construção de uma simples casa de alvenaria!

No entanto, Olhão foi-se construindo de uma forma igualitária, livre, e frequentemente à revelia e em rebelião com o Poder político instituído, representado sobretudo pelas duas importantes cidades vizinhas - Faro e Tavira.

Em 1765, e sempre com a firme oposição de Faro, El-Rei D. José concede finalmente aos mareantes do Lugar de Olhão (então com 850 fogos) a autorização de se separarem da Confraria do Corpo Santo de Faro, constituindo eles  mesmos uma confraria sua, que suportariam às suas custas - o Compromisso Marítimo. A construção do edifício do Compromisso Marítimo, onde actualmente se situa o Museu da Cidade, finalizou em 1771.

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16 de Junho de 1808, actualmente o dia da Cidade
Foi durante o cerco de Gibraltar, de 1779 a 1783 (imposto pelas armadas francesa e espanhola), e mais tarde o de Cadiz, que os marítimos deste Lugar de Olhão tiveram oportunidade de progredir economicamente, comercializando com grandes lucros os produtos da terra - peixes e derivados - quer com sitiantes quer com sitiados.



Mas foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente.

Provavelmente devido ao seu espírito igualitário, sem compromissos com quaisquer poderes instituídos, os olhanenses protagonizaram no séc. XIX a primeira sublevação bem sucedida contra a ocupação francesa (em 16 de Junho de 1808, actualmente o dia da Cidade), que se tornou um rastilho decisivo para a expulsão dos franceses do Algarve.




Este momento histórico foi determinante para a emancipação de Olhão, porque o rei D. João VI (1767-1826), então refugiado no Brasil, recebeu a boa nova da expulsão dos franceses através de um punhado de olhanenses que se meteram ao mar a bordo do   caíque "Bom Sucesso" no dia 6 de Julho de 1808, numa viagem heróica, apenas orientados pelas estrelas, as correntes marítimas e um mapa rudimentar! O rei, reconhecido pela iniciativa da sublevação e pelo heroísmo da viagem marítima, elevou o pequeno e desconhecido Lugar de Olhão a vila, em 1808, com o epíteto de Vila da Restauração (ver alvará régio).

De 1826 a 1834 os olhanenses lutam encarniçadamente por D. Pedro contra D. Miguel, transformando-se a vila num dos  mais fortes baluartes do Liberalismo no sul do País, resistindo a apertados cercos e violentos ataques dos Miguelistas.

Réplica do Caíque Bom Sucesso
(embarcação com 18 metros e
tripulada por cerca de 15 homens)
lançada à água em 2002.


Em 1842 é criada na vila uma Alfândega que, em cerca de 20 anos, se torna o mais importante posto aduaneiro do Algarve devido à pesca e outros produtos algarvios. Por esta razão em 1864 é criada uma Capitania do Porto e, em 1875, o Tribunal Judicial de Olhão.

Na última metade do séc. XIX, a actividade comercial desenvolvida pelos marítimos olhanenses, cresceu imenso, estendendo-se até ao Mediterrâneo Oriental. São conhecidos nesta época contactos com o Mar Negro (em 1871, um caíque capitaneado por António da Silva Guerreiro, foi até Odessa, na Rússia, para comprar cereais) e outras paragens como Oram, Nemours, Philippoville, Sardenha. Nesta época, os olhanenses têm também um enorme impacto na colonização do litoral desértico do sul de Angola (saiba mais aqui).

São os contactos comerciais e a emigração para Marrocos que leva muitos olhanenses a construir as suas habitações de modo semelhante, cúbicas e caiadas de branco, o que valeu a Olhão a alcunha de "vila cubista". Isto explica porque Olhão é o único exemplo de povoamento moderno e ocidental (nunca foi um povoamento árabe) com características vincadamente mouriscas.

Na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, fez de Olhão uma vila rica e extremamente produtiva. A primeira fábrica de conservas surgiu em 1881, fundada pela empresa francesa Delory, e em 1919 já existiam cerca de 80 fábricas. Talvez expressão desse desenvolvimento foi o facto de o Sporting Clube Olhanense ter-se consagrado Campeão Nacional de Futebol em 1924.

Infelizmente, na última metade do séc. XX, a decadência da indústria conserveira e da própria pesca empobreceu a vila que, no entanto, foi elevada a cidade em 1985.

Actualmente, Olhão renasce com o mesmo espírito igualitário e de liberdade que a define. Continua a ter na pesca um dos esteios da sua economia, mas começa a lançar-se de forma decidida no turismo de qualidade, com a recente construção do porto de recreio.

Em 16 de Junho de 2002, a autarquia lançou à água uma réplica do caíque "Bom Sucesso", que actualmente promove visitas e passeios guiados ao longo da Ria Formosa. Esta embarcação está ancorada entre os Mercados Municipais.

Viva Olhão! Cidade cubista, da liberdade, igualdade e fraternidade!
 

Olhão

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Coordenadas: 37° 03' N 07° 48' O
Olhão (da Restauração)
Brasão de Olhão (da Restauração) Bandeira de Olhão (da Restauração)
Brasão Bandeira
Mercado de Olhao.JPG
Mercado de Olhão
Localização de Olhão (da Restauração)
Gentílico Olhanense
Área 130,89 km²
População 45 396 hab. (2011)
Densidade populacional 346,83 hab./km²
N.º de freguesias 5
Presidente da
Câmara Municipal
Eng. Francisco Leal
Fundação do município
(ou foral)
1808
Região (NUTS II) Algarve
Sub-região (NUTS III) Algarve
Distrito Faro
Antiga província Algarve
Orago Nossa Senhora do Rosário
Feriado municipal 16 de Junho
Código postal 8700-xxx
Sítio oficial www.cm-olhao.pt/
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg
Porto de Recreio
Igreja Matriz



Olhão é uma cidade portuguesa no Distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 14 900 habitantes. Seu nome oficial é Olhão da Restauração.
É sede de um município com 130,89 km² de área e 45 396 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias. O município, que inclui uma parte continental e a Ilha da Armona, na ria Formosa, é limitado a norte e leste pelo município de Tavira, a oeste por Faro, a noroeste por São Brás de Alportel e a sueste tem litoral no oceano Atlântico.
O concelho de Olhão foi criado em (Goreti) 1808.
População do concelho de Olhão (1849 – 2011)
1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
11 934 24 276 27 664 30 871 34 573 36 812 40 808 45 396
As freguesias de Olhão são as seguintes:
  • Fuseta
  • Moncarapacho
  • Olhão
  • Pechão
  • Quelfes
Diz-se que Olhão, terá derivado da palavra árabe, «AL-HAIN», que significa fonte nascente, e que sofrendo as modificações fonéticas e fonológicas, naturalmente terão levado ao aparecimento do termo «ALHAM», depois «OLHAM» e finalmente OLHÃO. Na versão popular e segundo velhos testemunhos, Olhão é o aumentativo do substantivo comum "olho", com origem num grande "Olho de Água" (fonte, nascente ou poço de grande caudal), já que na zona existiam abundantes olhos de água, o que originou a construção das primeiras "palhotas", feitas em cana e colmo.

O lugar de Olhão

Apesar de o território onde actualmente se situa o concelho de Olhão ter tido presença atestada de habitantes desde pelo menos o Neolítico, a concentração populacional que se instalou onde hoje se situam o bairro da Barreta deve datar dos inícios do século XVII. A praia de Olham ou o lugar de Olham (como então se escrevia) tinha bons motivos para fixar a gente: água potável abundante (tinha um olho de água tão abundante que daí vem o nome do sítio: olhão) e uma barra aberta para o oceano, o que facilitava a vida aos pescadores, e permitia-lhes fugir ao fisco sem passarem pelos controlos de Faro. De facto, pode ler-se num texto do Cabido da Sé de Faro, datado de 1654, que "se deve mandar queimar as cabanas de Olhão, que por tantas vezes se tem intentado, para se evitarem tantos roubos como se delas fazem, e como se tem bem experimentado, porque como ficam junto da barra, e os que nelas vivem sejam homens do mar e os primeiros que dão vista dos navios mercantes que entram e amigos dos mercadores a quem vêm cometidos, refundem as fazendas e furtam os dinheiros à Real Fazenda de Vossa Majestade, como se tem visto" (in Carlos Pereira Calixto, Apontamentos para a história das fortificações da Praça de Faro, pp. 220-221).



Talvez sobretudo por este motivo, agravado com os ataques de piratas marroquinos que se atreviam a passar a Barra Grande, nesse mesmo ano de 1654 começou a construir-se a fortaleza da Ilha de São Lourenço, junto à Barra Grande de Olhão. Devido à constante movimentação dos solos dunares, foram necessárias reformas e reparações sucessivas da construção. Entretanto, a meados do século XVII, tinha sido construída em Olhão a Igreja de Nossa Senhora da Soledade.
Em 1695, sobretudo devido ao crescimento demográfico, o lugar de Olhão conseguiu alcançar o estatuto de freguesia, separando-se assim de Quelfes, mas continuando a pertencer, todavia, ao termo de Faro. Apesar da aristocracia desta cidade tentar impedir o desenvolvimento do lugar, os pescadores de Olhão rogam à rainha D. Maria I que lhes permitissem substituir as suas humildes habitações (cabanas) por casas de alvenaria, benesse que lhes vem a ser concedida em 1715, através de decreto real. Entretanto, três anos após a instituição da freguesia, tinha sido autorizada a construção de um segundo templo religioso, de maiores proporções, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, que desde então tem sido a Igreja Matriz de Olhão. Esta igreja foi inaugurada em 1715, e apesar de então ser uma das maiores do Algarve, já era pequena para albergar os cerca de 1200 habitantes do sítio. De facto, calcula-se que a taxa de natalidade de Olhão estava nesta época acima dos 50%.
A população era essencialmente marítima, e tirava os seus rendimentos do mar que tinha ali tão perto. O prior Sebastião de Sousa, em 1758, dizia que "este lugar é o porto de mar com maior barra que se acha em toda esta Província, e por ela entram todos os navios e embarcações grandes, que trazem fazenda para os mercadores da cidade de Faro” (Alberto Iria, "O Compromisso Marítimo da vila de Olhão da Restauração", in Mensário das Casas do Povo, n.º 120).
Como atrás ficou dito, as movimentações dos areais fizeram com que a fortaleza da Ilha de São Lourenço fosse pouco funcional. De facto, um novo cordão dunar "desviou" a abertura da barra, sendo que em 1747 foi construída uma nova fortaleza, desta vez na Ilha da Armona. O terramoto de 1755 arrasou completamente esta última fortaleza, tendo melhor sorte, apesar de também abalada, a fortaleza da Ilha de São Lourenço.
Datam dessa época os primeiros requerimentos que os pescadores olhanenses fizeram às autoridades para que lhes permitissem a separação da Confraria do Corpo Santo de Faro, pois desta não colhiam benefícios. Mas os pedidos ficavam em "águas de bacalhau", talvez pelo facto de Olhão não ter nenhuma aristocracia, facto atestado segundo as palavras do prior Sebastião de Sousa, em 1758: "não há memória que desta freguesia saísse pessoa alguma insigne em virtude, letras ou armas, nem esperança de que a haja".
Mas em 1765, finalmente, D. José I atende ao pedido dos pescadores de Olhão, criando assim o Compromisso Marítimo de Olhão, com “as mesmas isenções, privilégios e liberdades concedidas ao de Faro”. Graças à habilidade marítima dos olhanenses, o seu Compromisso tornou-se rapidamente o mais rico do Algarve e, inevitavelmente, tornou-se também o grande responsável pelo desenvolvimento do lugar.
Durante o cerco de Gibraltar, entre 1779 e 1783, e, mais tarde, o de Cádis, os marítimos do lugar de Olhão tiveram oportunidade de progredir economicamente, comercializando com grandes lucros os produtos da terra - peixes e derivados - quer com sitiantes quer com sitiados. Mas foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente. Provavelmente devido ao seu espírito igualitário, sem compromissos com quaisquer poderes instituídos, os olhanenses protagonizaram no séc. XIX a primeira sublevação bem sucedida contra a ocupação francesa (em 16 de Junho de 1808, actualmente o dia da Cidade), que se tornou um rastilho decisivo para a expulsão dos franceses do Algarve (ver revolta de Olhão).
Segundo a Coreografia do Reino do Algarve de João Baptista Lopes, o lugar de Olhão tinha, em 1790, cerca de 4212 moradores, dos quais 800 encontravam-se ausentes, nas suas fainas em alto mar, distantes durante largas temporadas da sua terra natal. De 1790 a 1802, a população continua a crescer consideravelmente, chegando ao número de 4846 habitantes. Segundo o livro dos baptismos da Igreja Matriz de Olhão, em 1804, 88% dos pais dos 200 recém-nascidos desse ano eram mareantes.
Em 1808, Olhão contaria com cerca de cinco mil moradores. Não existe qualquer registo que demonstre que algum desses tantos pertencesse à aristocracia. Foi assim este povo - literalmente - que em alguns meses fez com que o lugar de Olhão se transformasse na Vila de Olhão da Restauração. Um salto que se explica através da revolta de Olhão contra a ocupação francesa e da viagem do caíque Bom Sucesso ao Brasil.
Cidade de Olhão

Vila de Olhão da Restauração

Depois da revolta olhanense contra os franceses (entre 16 e 19 de Junho de 1808), alguns pescadores do lugar de Olhão ofereceram-se para ir ao Brasil divulgar ao futuro D. João VI a notícia da restauração do Reino do Algarve. O caíque Bom Sucesso, como se chamava a embarcação, chegou ao destino no dia 22 de Setembro de 1808, espantando o próprio príncipe regente, que recompensou e condecorou os olhanenses com diversos cargos.
Mas no dia 15 de Novembro, através de alvará, o mesmo monarca concedia ao lugar de Olhão o nobre título de VILA DO OLHÃO DA RESTAURAÇÃO (sic), igualando-a às "vilas mais notáveis do Reino".
A 21 de Dezembro, finalmente, criava o título de Marquês de Olhão.

Olhanenses Ilustres

  • Cidália Moreira
  • Manuel Cajuda
  • João Lúcio
  • Francisco Fernandes Lopes
  • Alberto Iria
  • Patrão Joaquim Lopes
  • José Carlos da Maia
  • João da Rosa

Notas e referências

Fontes

  • Francisco Xavier de Ataíde Oliveira: Monografia do Concelho de Olhão da Restauração, 1906 (existem 2 reedições)
  • Alberto Iria, "O Compromisso Marítimo da vila de Olhão da Restauração (Subsídios para a história das corporações de mareantes e pescadores do Algarve)", in Mensário das Casas do Povo, n.º 120.
  • António Rosa Mendes, Olhão fez-se a si próprio, Olhão, Gente Singular Editora, 2008.
  • Censos 2011 - http://www.ine.pt/scripts/flex_v10/Main.html - Eduardo Cavaco

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