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António Costa: "Só está na União quem quer fazer parte da União"

António Costa: "Só está na União quem quer fazer parte da União"
Direitos de autor  euronews

A presidência portuguesa do Conselho da União Europeia começou num dos momentos mais difíceis da gestão da pandemia, em que todos os trabalhos foram condicionados. A falta de uniformização das regras para a vacinação e para o certificado digital continua a merecer muitas críticas. Mas, por outro lado, a forte pressão portuguesa para a aprovação do plano de recuperação e resiliência é vista como uma das grandes conquistas dos primeiros seis meses do ano.

O primeiro-ministro português, António Costa, falou, em Bruxelas, com o The Global Conversation sobre o que ainda une e divide os 27 Estados-membros, sobretudo após a mais recente Cimeira Europeia, e fez um balanço da presidência.

Sérgio Ferreira de Almeida, Euronews: A presidência portuguesa terminou com uma cimeira europeia marcada por alguns momentos muito tensos. Comecemos por falar da polémica lei húngara anti-direitos LGBTQ+. Como foi o seu confronto com Viktor Orbán? Já não houve necessidade de manter a neutralidade?

António Costa: As presidências, enquanto fator de agregação, devem procurar agir de forma imparcial quanto aos métodos de trabalho e quando se pronunciam em público. Mas obviamente, quando temos reuniões, temos de falar com toda a franqueza e com toda a clareza. E eu acho que este debate (com Viktor Orban) foi muito importante, porque foi muito frontal, muito aberto, todos os Estados-membros se expressaram com muita clareza na defesa dos valores da União Europeia, sublinhando que a União Europeia é, acima de tudo, uma comunidade de valores, mais que uma união aduaneira, mais que um mercado interno, mais que uma moeda única, é sobretudo uma comunidade de valores e portanto esses valores têm de estar no centro da nossa ação.

S.F.A.: Podemos saber o que é que disse a Viktor Orbán?

A.C.: As reuniões do Conselho são sigilosas. Não vou dizer o que disse lá dentro. Vou dizer que obviamente os tratados são muito claros. Só está na União quem quer fazer parte da União. E quem está na União está porque partilha aqueles valores e esses valores não são condicionáveis, têm de ser respeitados. É por isso que o artigo 7.º existe, para garantir o cumprimento dos tratados. Estavam abertos dois processos, um sobre a Polónia, outro sobre Hungria, com base no artigo 7.º, processos esses que estavam relativamente. Na Presidência portuguesa houve avanços, há duas semanas realizaram-se as audições quer da Polónia, quer da Hungria e são processos que estão a decorrer.

Neste caso, a Comissão Europeia já notificou a Hungria para o dever dar explicações e, tendo em conta as explicações dadas, a Comissão Europeia avaliará se abre ou não um processo por violação do artigo 7.°.

S.F.A.: A Hungria continua a ter lugar nesta União Europeia em que vivemos hoje?

A.C.: O nosso desejo é que todos os povos dos 27 Estados-membros continuem a fazer parte da União Europeia. Agora cada um é livre de escolher o seu caminho. Uma coisa que não vale a pena esconder. Felizmente temos agora a conferência sobre o futuro da Europa para que esse debate se faça de forma franca. Hoje os Estados não partilham todos os mesmos valores nem têm a mesma visão sobre a União que tinham quando foi aprovado o Tratado de Lisboa.

As maiorias mudaram, as dinâmicas políticas mudaram, portanto há Estados que têm uma posição diferente. E acho que a Conferência sobre o Futuro da Europa é um bom momento também para fazermos um balanço, sendo que o Tratado de Lisboa tem a flexibilidade necessária para permitir um pouco de tudo: quem quiser ir mais rápido pode utilizar as cláusulas passerelle, que, por exemplo, nos permitem alterar maiorias sobre certas matérias; quem quiser ir a um ritmo mais lento pode criar cooperações reforçadas e existe a flexibilidade suficiente para que não estejamos sempre entre o risco de paralisia e o risco de rutura. Se houver um acordo entre todos, maravilhoso. Se isso não for possível, não podemos ficar a meio da ponte, nem uns paralisados, nem os outros em risco de rutura. Portanto, há aqui vários caminhos que podem ser seguidos.

Temos de desejar ter uma relação próxima, amigável, positiva, construtiva com a Rússia. Para que isso aconteça, é fundamental que a Rússia respeite princípios fundamentais do direito internacional e também do relacionamento justo com a União Europeia
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Já assistimos a um divórcio do Reino Unido com a União Europeia, mas ainda não assistimos a nenhuma expulsão da União Europeia.

A.C.: Não está previsto. O que está previsto nos termos do artigo 7.º é a suspensão do exercício de direitos de voto como sanção máxima aplicável a um país.

S.F.A.: Outro dos temas em que não houve consenso nesta cimeira europeia, um tema da política externa, foi a proposta francesa e alemã de uma cimeira com o presidente russo Vladimir Putin, que foi recusada. Já não há margem para negociar com Vladimir Putin e é por isso que não avançamos para uma cimeira?

A.C.: Houve vários motivos pelos quais se chegou àquela decisão. Quando se trata da relação com a Rússia, há uma posição comum a todos os Estados-membros. Uma proposta desta dimensão, que surge um pouco em cima da hora, sem a devida preparação, sem o devido enquadramento, torna-se muito difícil de passar.

Acho que todos têm bem a noção de que a Rússia é o nosso maior vizinho. Nós temos de desejar ter uma relação próxima, amigável, positiva, construtiva com a Rússia. Para que isso aconteça, é fundamental que a Rússia respeite princípios fundamentais do direito internacional e também do relacionamento justo com a União Europeia e com cada um dos seus Estados-membros. Essa é a visão de conjunto que temos. Agora, há uma vontade de ver um novo quadro de relacionamento com a Rússia. Para que isso aconteça tem de ser devidamente preparado. Somos 27, não temos todos a mesma história de relacionamento com a Rússia, não temos todos a mesma a distância geográfica relativamente a Moscovo e isso tem de ser tido em conta num momento em que se toma decisões sobre esta matéria.

S.F.A.: Outro dos temas em que o consenso tem sido difícil dentro da União Europeia é o pacto das migrações que foi apresentado e proposto em 2020, mas que até agora ainda não foi assinado. Essa era uma das prioridades da presidência portuguesa.

A.C.: O pacto decompõe-se em diferentes instrumentos. Houve dois em que demos passos importantes. Um muito importante é a diretiva sobre o cartão azul, criando canais legais de imigração que são absolutamente fundamentais. Outro, que estamos esta semana a concluir, é a negociação com o Parlamento Europeu para a instalação da Agência Europeia de Asilo, que é uma peça fundamental para a revisão do regime de asilo na União Europeia.

Nenhum país tem o direito de utilizar os refugiados como forma de pressão sobre os países vizinhos
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Também já se fala numa nova possibilidade de dar mais dinheiro à Turquia, três mil milhões de euros que se juntam aos seis mil milhões que já foram dados nos últimos seis anos, para travar a vaga de migrações. Há organizações não governamentais, como a Amnistia Internacional, que acusam a União Europeia de estar refém de países como a Turquia e Marrocos, por exemplo, com os recentes episódios em Ceuta, dando dinheiro, mas não conseguindo travar efetivamente a origem da crise migratória.

A.C.: São situações diversas. A proposta agora discutida no Conselho, não tem a ver com a Turquia, mas tem a ver com a solidariedade que a União Europeia deve ter com países exteriores que estão hoje a suportar um encargo extremamente pesado no acolhimento de refugiados, muito superior ao da União Europeia. Países como a Jordânia, por exemplo, ou países como o Egito, que podem e devem ser destinatários de apoio da União Europeia. E foi esse o debate, não se falou sobre a Turquia nessa matéria.

S.F.A.: Mas se continuarmos a dar dinheiro à Turquia, não considera que caímos mesmo nessa situação de estarmos reféns da vontade de terceiros.

A.C.: Há uma coisa que é absolutamente clara: nenhum país tem o direito de utilizar os refugiados como forma de pressão sobre os países vizinhos. A Europa não pode ignorar que ela própria é um fator de atração. Os refugiados têm múltiplas origens e para que todo o tema migratório possa ser enfrentado, nós temos que agir nos países de origem, nos países de trânsito, na nossa fronteira e na capacidade de integração dos que entram na Europa. Devemos também distinguir situação de imigração dos refugiados. Isso implica uma abordagem global da estratégia das migrações e não uma medida única que pode ter um efeito relativamente a algo, além disso, é preciso percebermos que as migrações existem desde que existe humanidade e enquanto existir humanidade vão continuar a existir migrações, é um processo natural de vida da humanidade e, portanto, é um fenómeno que tem de ser regulado como todos os outros fenómenos humanos.

(...) não entrou nenhum britânico em Portugal que não tivesse previamente apresentado um teste negativo
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Passamos agora ao tema que tem dominado a atualidade neste último ano e meio: arrancou a presidência portuguesa a braços com uma situação muito complicada em Portugal em relação à pandemia. Houve melhorias e agora voltamos a assistir a uma situação bem mais complicada. A falta de uniformização das regras de circulação no espaço europeu podem complicar o combate e a gestão de uma possível quarta vaga na Europa?

A.C.: As regras e os critérios de harmonização estão fixados nas recomendações. Houve um pacote de regras aprovado em outubro e, a 14 de junho, entrou em vigor uma nova recomendação para harmonização dos critérios e esses critérios permitem uma gestão dos fluxos de circulação. Não creio que sejam os fluxos dentro da Europa o fator contaminação. O fator de contaminação existe cada vez que duas pessoas se encontram, quanto mais pessoas se encontrarem, maior é o risco de contaminação, venham de fora, ou estejam cá dentro. Portanto, esse critério não faz sentido.

Portanto, os critérios de harmonização existem, aquilo que é fundamental é aceleramos o processo de vacinação. O que tem estado a ser demonstrado é que esta nova variante delta tem uma enorme capacidade de transmissão, não está demonstrado que vença a imunização oferecida pelas vacinas. Por outro lado, estando hoje grande parte da população mais vulnerável já protegida, tem tido um efeito quer na mortalidade, quer na gravidade da doença muitíssimo inferior ao que tivemos noutras noutras vagas. Isto não quer dizer que não tenhamos de ter atenção. Temos de fazer um esforço na sequenciação da identificação das variantes e temos todos de continuar a manter as boas práticas para nos protegermos uns aos outros.

S.F.A.: Como é que recebeu as críticas da chanceler alemã Angela Merkel ao facto de Portugal ter aberto as portas aos britânicos?

A.C.: Primeiro, [Merkel] não fez críticas. Depois, nós não abrimos as portas aos britânicos, nós seguimos as recomendações europeias. Os britânicos, para entrarem em Portugal, tendo em conta o nível de infeção em que se encontram, têm de realizar um teste obrigatório para entrar em Portugal e não entrou nenhum britânico em Portugal que não tivesse previamente apresentado um teste negativo.

S.F.A.: Essas regras vão se manter agora que a ilha da Madeira entrou para a “lista verde” do Reino Unido?

A.C.: Nós não temos regras por países. Temos regras quantificadas que se aplicam a qualquer país, em função da situação em que está. Se a Bélgica estiver acima determinado nível, aplicam-se essas regras, se estiver abaixo, aplicam-se outras regras. As regras são as mesmas para a Bélgica, para o Reino Unido, para França, para Espanha, para qualquer país.

S.F.A.: Muita gente relaciona o agravamento da situação com vários eventos, festas desportivas, o caso da final da Liga dos Campeões.

A.C.: Mas isso está demonstrado que não é verdade. A final da Champions aconteceu no Porto e dois terços do crescimento de casos que verificámos agora estão exclusivamente concentrados na região de Lisboa, não tem nada a ver com a Champions. Mesmo em relação aos turistas é difícil que isso aconteça, os locais de destino dos turistas britânicos são sobretudo a ilha da Madeira, onde o crescimento é mínimo, e o Algarve. Portanto, dois terços do problema estão concentrados na região de Lisboa e não têm a ver com os turistas. Poderá haver outros fatores. É preciso também esclarecer que o crescimento da pandemia nesta fase, não tem nada a ver com o que aconteceu em fases anteriores, designadamente do ponto de vista sanitário, da pressão do Serviço Nacional de Saúde ou do ponto de vista da mortalidade da nossa população.

A cada país foi atribuída uma verba tendo em conta (...) a população e também o impacto da crise. Como é sabido, na primeira vaga, Itália e Espanha foram os dois países mais atingidos
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Falemos agora do Plano de Recuperação e Resiliência. A presidente da Comissão Europeia tem andado num périplo europeu a dar a boa nova da aprovação dos vários planos. Portugal deve receber mais de 16 mil milhões de euros, Espanha, quase 80 mil milhões de euros, a Grécia, 30 mil milhões de euros. Itália é recordista, com 200 mil milhões de euros. O facto de ter a presidência da União Europeia fê-lo ser mais modesto na altura de apresentar o plano? Portugal tem menos necessidade que os outros países?

A.C.: A chave de repartição dos fundos foi fixada ainda na presidência alemã, foi fixada em julho passado, quando aprovámos este instrumento, e tinha a ver com o impacto da pandemia naquilo que eram as previsões do crescimento das diferentes economias. Nessa fase, estávamos a trabalhar com previsões, por isso ficou logo previsto que, em 2022, haveria uma revisão, uma atualização dos critérios e desta chave de repartição.

A cada país foi atribuída uma verba tendo em conta aquela chave de repartição, tendo em conta a população e também o impacto da crise. Como é sabido, na primeira vaga, Itália e Espanha foram os dois países mais atingidos e portanto foram aqueles que tiveram uma maior compensação do Fundo de Recuperação e Resiliência.

S.F.A.: Esta entrada de dinheiro nos Estados-membros é quase tão importante como os fundos europeus recebidos por alguns dos Estados-membros na altura da adesão. Foram registados vários erros, vários desperdícios que provocaram uma crise agravada em muitos países europeus. Neste momento existe um mecanismo de controlo de como o dinheiro deste Plano de Recuperação e Resiliência vai ser gasto, para evitar erros no futuro?

A.C.: Em primeiro lugar, convém ter noção de que o relatório do Tribunal de Contas Europeu fez em 2019 sobre o historial de fundos europeus demonstra que as fraudes com fundos europeus são residuais, representam 0,75% da totalidade dos fundos. Portanto, não há um problema com os fundos, existem vários mecanismos de controlos que têm sido eficazes. Desta vez, até existe mecanismo de controlo bastante mais exigente, visto que todos os planos são feitos numa base contratualizada, com metas, marcos e calendários. E a disponibilização das verbas é feita à medida que vão sendo atingidos esses objetivos e marcos e cumprido esse calendário. O controlo é muito rigoroso.

Nestes seis meses [de presidência] conseguimos, em primeiro lugar, que todos os Estados-membros tivessem ratificado a decisão que permitiu à Comissão Europeia proceder à emissão da dívida. Em segundo lugar, a Comissão Europeia emitiu dívida com condições muitíssimo melhores, com menores custos financeiros do que se tivesse sido uma emissão repartida por vários Estados. Em terceiro lugar, 24 Estados-membros já apresentaram os seus Planos de recuperação e resiliência. Doze já têm a luz verde da Comissão Europeia. No dia 13 de julho, no primeiro Ecofin da presidência eslovena, devem ser aprovados esses 12 Planos de Recuperação e Resiliência. Isso vai ser fundamental para que a Europa, desta vez, cumpra a sua capacidade de dar uma resposta robusta e conjunta a esta crise económica, não repetindo os erros que cometeu há 10 anos e ter uma resposta que em vez de andar pelos caminhos da austeridade, deve andar pelo caminho da reforma e do investimento.

[Há] agora um calendário e ações concretas previstas para transformar numa realidade esta dimensão social da Europa e fazer da Europa verdadeiramente uma União Europeia que protege, valoriza e desenvolve o seu modelo social, que é fundamental para apoiar a dupla transição climática e digital.
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Qual foi o momento mais difícil desta presidência portuguesa, destes últimos seis meses?

A.C.: Ainda não tenho o distanciamento suficiente para lhe poder responder. Foram tempos muito exigentes do ponto de vista do combate à pandemia, sobretudo para pôr em marcha todos os Planos de Recuperação e Resiliência. Conseguimos aprovar toda a legislação em matéria de fundos comunitários, o próximo quadro financeiro plurianual, o último pacote - a reforma da PAC - foi aprovado esta semana, incorporando pela primeira vez a dimensão social e reforçando a dimensão verde da Política Agrícola Comum. [Aprovámos] a adoção da flexibilização das regras orçamentais e das regras em matéria de ajudas de Estado para permitir uma resposta eficaz a esta crise.

O momento mais marcante para o futuro é termos conseguido passar dos princípios gerais do pilar europeu dos direitos sociais para o plano de ação do pilar europeu dos direitos sociais, havendo agora um calendário e ações concretas previstas para transformar numa realidade esta dimensão social da Europa e fazer da Europa verdadeiramente uma União Europeia que protege, valoriza e desenvolve o seu modelo social, que é fundamental para apoiar a dupla transição climática e digital.

Outro marco fundamental foi a aprovação da nova lei do clima. Pela primeira vez, temos um continente que tem um compromisso conjunto de neutralidade carbónica para 2050. Portanto, eu acho que esta presidência portuguesa deixa um conjunto de marcas muito significativas, de que nos devemos orgulhar. Mas significa sobretudo que cumprimos - e que a União Europeia cumpriu - o objetivo a que nos tínhamos proposto: é tempo de agir para uma recuperação justa, verde e digital.

S.F.A.: A Eslovénia assume a 1 de julho a presidência da União Europeia. Que conselhos dá à presidência do governo esloveno para os próximos seis meses?

A.C.: Não dou conselhos, apenas ofereci ao meu colega Janez Janša (primeiro-ministro da Eslovénia) uma réplica das bússolas que usavam os navegadores portugueses, um instrumento de navegação, que é sempre útil. Aliás, o primeiro-ministro esloveno vai realizar a segunda presidência, a primeira foi em 2008, já tem experiência e fará seguramente uma boa presidência.

 

A CHINA, ÁFRICA E PORTUGAL UM DESTINO COMUM

Colonização portuguesa da África de língua portuguesa

A colonização portuguesa de África foi o resultado dos descobrimentos e começou com a ocupação das Ilhas Canárias ainda no princípio do século XIV. A primeira ocupação dos portugueses na África foi a conquista de Ceuta em 1415. Wikipédia

 Veja, através do vídeo abaixo a ocupação do continente africano pela China no princípio do século XXI. JPL Matéria em construção...

Yuan global: China testa sua moeda digital em plataformas de comércio eletrônico

Sputnik/Brasil

COVID-19 NO MUNDO

Casos confirmados:
121.914.875
Pacientes recuperados:
69.089.615
Mortes:
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Economia

Como parte do esforço para internacionalizar o yuan, China tem testado sua moeda digital em plataformas de negociação de moeda em todo o mundo, onde pode ser negociada livremente com outras moedas fiduciárias.

A China pretende ser uma superpotência na tecnologia de blockchain, e sua moeda virtual, o yuan digital, faz parte desse plano. Para tanto, a China tem testado discretamente plataformas-piloto de negociação de moeda digital em diferentes países, bem como estabelecendo uma estrutura legal para Moeda Digitail do Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) com reguladores financeiros globais.

"Você tem moedas digitais do Banco Central desenvolvidas em várias plataformas, como blockchain empresarial Corda ou Hyperledger, e o yuan digital tecnicamente nem está em uma blockchain. Esse é um ecossistema muito balcanizado", afirma Michael Sung, codiretor do Centro de Pesquisa Fintech da Universidade de Fudan, em Xangai, China, em artigo no portal CoinDesk.

Especialistas argumentam que para que o yuan digital alcance a adoção global, a China precisa trabalhar com parceiros comerciais ou centros financeiros regionais. Isso ajudará a ter uma plataforma em que o yuan digital seja técnica, legal e financeiramente interoperável com as moedas digitais de outros países.

Símbolo do yuan digital em balcão de loja de shopping em Pequim
© REUTERS / Florence Lo
Símbolo do yuan digital em balcão de loja de shopping em Pequim

Projeto Note

Uma dessas plataformas é Inthanon-LionRock (Note), que é um projeto de moeda digital do Banco Central chinês para pagamentos transfronteiriços iniciado pela Autoridade Monetária de Hong Kong e o Banco da Tailândia.

"Oito bancos tailandeses e dois bancos de Hong Kong, incluindo o HSBC, participaram do projeto Note e testaram a viabilidade de transações em moeda digital entre a Tailândia e Hong Kong. O projeto visa ajudar os bancos centrais com transferências de fundos internacionais, liquidação de comércio internacional e transações no mercado de capitais", comenta Michael.

Tavni Ratna, CEO e fundador da blockchain e do think tank de moeda digital Policy 4.0, considera o projeto Note emblemático da abordagem da China para internacionalizar o yuan digital. "A China pode querer negociar com um banco central de cada vez e criar um mecanismo para tudo, desde uma estrutura legal até a taxa de câmbio entre as duas moedas", afirma Tavni.

A China tem expandido continuamente os testes de sua moeda digital, oficialmente conhecida como Moeda Eletrônica Digital de Pagamento (DCEP, na sigla em inglês). O governo chinês afirmou que o yuan digital poderia estar disponível já em 2021, em preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

O yuan digital tem o potencial de "transformar o comércio internacional devido à sua capacidade de processar pagamentos e lidar com transações de câmbio simultaneamente", conclui Michael.

OS EXÉRCITOS QUE SUSTENTAM O NEO LIBERALISMO


Exército bélico

 O Império Ocidental e violento está chegando ao fim e criando uma incerteza no futuro dos povos da Terra. Mesmo sendo um império muito poderoso construido à custa de muitas guerras bélicas e midiáticas, o seu fim se aproxima.

Acompanhando o noticiário internacional podemos perceber o desespero de seus donos e apoiadores que para continuar mantendo seu domínio econômico sobre as nações que o ameaçam, não param de disparar seus canhões contra estas através de seu poderio bélico espalhado pelos quatro cantos do Planeta, matando civis, militares,velhinhos e crianças sem dó nem piedade, como fizeram no Vietnã, no Iraque, no Laos, na Líbia, na Síria e outros locais, sem respeito aos tratados e normas do Direito Internacional e da ONU.

Com seu arsenal bélico em acelerado crescimento com um gasto anual de quase 05 trilhões de dólares, representam uma ameaça à segurança do Planeta, uma ameaça que só não se transforma em uma terceira guerra mundial devido  à reação das potências orientais, como Rússia, China, Irã, Coreia do Norte, etc., hoje em dia com enormes potenciais bélicos e econômicos, que já superam  as nações capitalistas ocidentais.

O Ocidente tem ainda contra si a reação popular de seu povo nas ruas em luta por emprego, justiça, melhores salários, assistência médica, segurança, etc., como está acontecendo agora nos EUA país sede do mesmo e em seus coadjuvantes como Inglaterra e França principalmente. 

Exército midiático 

Diante deste quadro de dificuldades para continuar mantendo seus privilégios centenários, lançam mão também de outro exército, este sim, ainda sem concorrência, e por isso mais ou tão destruidor, que é o velho exército midiático que bombardeia  pelo Éter dia e noite nossos lares, sem que possamos reagir, pois entraremos em choque com nossos familiares, gerando esta onda de separações entre os casais que é justamente  o seu  objetivo final.

Rádios, televisões, jornais, revistas, internet e seus mordomos internautas, aproveitando-se da desinformação cultural e política de nosso povo, são as armas a serviço deste exército, que até nas nossas poucas horas de lazer nos ataca com propagandas de novelas e filmes  violentos e propagandas comerciais mentirosas e sensacionalistas. 

Exército religioso

Composto de milhares de seitas espalhadas pelos países pobres ou em desenvolvimento, principalmente da África e da América Latina, as seitas  também representam um braço direito do Império Neo Liberal. Com infiltração nos governos e nas camadas mais pobres destes países conseguem  até eleger governos contrários aos interesses de seus povos, enquanto seus líderes vivem em suntuosos palácios e com muito dinheiro guardado em paraísos fiscais.

Por quê com tantos exércitos o Neo liberalismo ainda está em queda

O Neo liberalismo está em queda porque é um sistema montado pelo grandes banqueiros internacionais e as famílias Illuminatis, que deu certo no início porque a população mundial era pequena; com o crescimento demográfico após a Revolução Industrial, principalmente, e a população rural afluindo às cidades sem controle e se aglomerando em favelas, o sistema foi ameaçado por outro sistema nascido das revoluções russa e chinesa de 1915 e 1949, respectivamente, que   atualmente se apresenta como a solução para os problemas sociais do mundo e da ameaça de guerra pela qual passamos.   

O que fazer agora para evitar a guerra

Aproveitando o momento depressivo em que vivemos provocado por esta pandemia do Covi-19, acho que o ideal seria aproveitarmos  para uma reflexão sobre a sociedade que queremos, capitalista ou socialista? Mas uma reflexão sensata sem ódios ou culpados, sem traumas e sem guerras. temos que nos despir deste ranço separatista e belicista que este império Neo Liberal nos legou durante mais de três séculos. 

Alguns países por aí já iniciaram essa reflexão, mas infelizmente com muitas vítimas, como é o caso do Irá, Venezuela e outros. Nós brasileiros, como representantes de uma cultura humanística, integracionista e universalista, que herdamos de nossos antepassados lusitanos, temos mais chances de fazer esta reflexão sem violência para conseguir construir uma sociedade justa e feliz e sem vítimas e que sirva de paradigma para outras nações, pois além da cultura pacifista e das riquezas naturais que possuímos já temos um potencial humano de 220 milhões de habitantes.

Então o que fazer para o Brasil ser potência  

Em primeiro de tudo colocar "todas as nossas crianças" nas escolas, com um currículo escolar moderno,  que respeite nossa identidade cultural e que atenda os futuros grandes projetos e reformas de desenvolvimento que virão por aí. Comunicações, Reforma agrária, Tributária, Judiciária,  Administrativa e outras. Além disso fazer uma aproximação com os  países  não só do continente americano, mas também da Ásia, como China e Rússia, que ao contrário dos países ocidentais praticam uma política pacífica e voltada para o social.

Como convencer o Império ocidental a recolher seu arsenal bélico espalhado pela Terra

Tentar fazê-lo entender que o melhor seria trazer de volta seus mais de 300 mil soldados para casa  e transformar suas armas em sucata, investindo esse dinheiro em criação de indústrias, emprego e obras sociais, além de apoio a outros países em desenvolvimento como é o caso do Brasil. Que bom seria para o meio ambiente, pois esses vasos de guerra são grandes poluidores dos oceanos. Que bom seria para a indústria pesqueira que poderia adquirir barcos mais seguros e mais capacidade de carga e mais qualidade dos produtos. Que bom seria para o ar que respiramos pois os aviões de guerra também poluem os ares e matam inocentes. Que bom seria para o controle da natalidade, que não precisaria de guerras para ser controlada. 

Como convencer o Império Neo Liberal dos proveitos da paz

Diante desse bombardeio cerrado de vídeos e figurinhas conformistas e alienantes a partir da CIA(Companhia de inteligência americana) e à campanha sistemática do exército midiático e religioso contra o ensino e o debate político, que poderia acontecer através de um grande telão nacional no horário nobre, pois o governo tem à sua disposição os canais que quiser, Mas aí ninguém iria assistir, pois o povo desligaria os televisores!  Desligaria? Não, desde que houvessem atrativos como sorteios de prêmios,intervalos musicais e artísticos, etc. Mas, devido ao governo Neo Liberal que se instalou no Brasil a partir de 2018, esta hipótese também me parece impossível, pois para ele o lema é: "pensar?" nem pensar!!! Diante disso e da necessidade do Brasil virar logo uma potência  mundial para  reforçar a segurança dos países que descartam o terror da guerra é que acho que a melhor opção seria a ajuda vinda de fora. 

Como será a libertação do Brasil vinda de fora

 Mesmo diante dessa masmorra liberal que já dura mais de 250 anos, o quadro político e econômico dos países socialistas favorece nossa libertação, como estamos assistindo neste momento com o problema da pandemia da covid-19, onde estes países se desdobram para fabricar as vacinas que salvam milhões de vidas no ocidente e no oriente, além  de não terem o problema  do desemprego da miséria e da violência que assola o ocidente liberal, sem falar em outros benefícios como recuperação da família e da cultura. Então vamos pensar nisso? Vamo-nos nos unir?

JPL

Lusofobia

O vídeo acima de Bemvindo Sequeira, teria que ser analisado por um ângulo maior, teríamos que voltar ao passado distante de 500 anos para entendermos melhor as palavras deste intelectual luso brasileiro, que assumiu e defende com orgulho suas raízes lusíadas, alicerces da "Unidade Nacional" do Brasil e de Portugal e agora também dos países da PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa).

Num Brasil nativo de centenas de dialetos tribais, os portugueses tiveram que combater toda a sorte de pirataria dos invasores estrangeiros, como franceses, holandeses, ingleses e outros e mesmo assim conseguiram manter e alargar nossas fronteiras em batalhas memoráveis  como Guararapes, Uruçumirim, Cunhaú, etc. , contando com a ajuda das tribos amigas, principalmente tupis-guaranis.

A partir de 1580, com a imprudência  de D. Sebastião em Quibir, começa então a decadência de Portugal e suas colônias como o Brasil, que continua até hoje acelerada pelo avanço da pirataria contemporânea que resultou da "Revolução Industrial" e do atual modelo neo liberal, agora agonizante, que gera todo este desespero das elites illuminatis, ainda donas da mídia e de forte ranço, não só anti lusófilo como também Espano americano.

Mas, senhor Bemvindo, fique tranquilo que o dia deles, os separatistas, está chegando! E esse dia, pelo andar dos acontecimentos mundiais, está bem próximo. Continue seu trabalho difícil em torno da união e progresso de nossos dois povos tão parecidos na língua, na cultura e no sentimento, que estas falsas elites, brasileiras e portuguesas, que há mais de 250 anos nos separam, em breve, até por uma questão de sobrevivência, terão que abandonar seus patrões estrangeiros e trabalhar ao lado de seu novo patrão o povo luso brasileiro. Pelo menos até ao momento em que este povo, através de uma revolução cultural possa formar seus próprios dirigentes. Sem essa de esquerda ou direita, mas com o sentimento nacionalista da nossa universal, integracionista e  humanista cultura luso brasileira deixada por nossos antepassados e que resiste até hoje ao bombardeio cerrado  de desinformação e violência  que esta mídia separatista e perversa despeja sobre nossos lares ainda na sua maioria cristãos! Seja Bem vindo, sr Bemvindo Sequeira!!!  
 
JPL

COVID-19 e Centrão enfraquecem e já mostram a saída do governo para Guedes, avalia especialista

COVID-19 no mundo
Casos confirmados:
20.646.045
Pacientes recuperados:
12.848.147
Mortes:
749.805


A "ressaca" vivida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos grandes fiadores do presidente Jair Bolsonaro junto ao mercado financeiro, sofreu um duro revés nesta semana com a saída de dois importantes nomes da pasta, e a chance de saída dele já pode ser vista como uma realidade, segundo um analista ouvido pela Sputnik Brasil.

Na terça-feira (11), Guedes foi surpreendido pelas saídas dos secretários especiais de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados, Salim Mattar, da Burocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, e o diretor do programa de burocratização, José Ziebarth. Ao anunciar as demissões, o ministro classificou o episódio como "debandada".

Desde a saída dos hoje ex-ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, especula-se que Guedes seria o próximo nome forte do ministério de Bolsonaro a deixar o governo. Como os dois antigos colegas, o ministro da Economia alfinetou o presidente, afirmando que o mandatário estaria sendo mal aconselhado e que poderia caminhar para o impeachment ao não respeitar o Teto de Gastos.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político Guilherme Carvalhido, professor da Universidade Veiga de Almeida no Rio de Janeiro, concordou que Guedes está fragilizado há algum tempo, em um processo que começou com a aproximação de Bolsonaro com o Centrão, bancada com vários partidos e que conta com mais de 100 votos na Câmara dos Deputados.
"Ele [Guedes] já vem se fragilizando por quê? Falando de uma maneira bem direta, boa parte dos políticos, sobretudo em um momento de crise, desejam e querem dinheiro, e o principal ponto de distribuição de dinheiro no Brasil é o governo federal. Logo, quando você faz acordos com os políticos no Congresso para distribuir dinheiro no sentido de emendas e processos que o governo tem direito, e você tem na figura do ministro Paulo Guedes, um sujeito com uma ideologia e uma forma de governar na qual o Teto de Gastos, o controle dos gastos é significativo, isso começa a colocar a força do ministro como mais enfraquecida", explicou.
Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Paulo Guedes e empresários, conversa com a imprensa ao sair do STF
© Folhapress / Pedro Ladeira
Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Paulo Guedes e empresários, conversa com a imprensa ao sair do STF
A abertura dos cofres do governo para o Centrão – que já obteve também cargos de primeiro (ministro das Comunicações, Fábio Faria, integra o bloco) e segundo escalões – não são o único elemento que torna a situação de Guedes complicada no Ministério da Economia. A pandemia da COVID-19 e a liberação de recursos para o auxílio emergencial, por exemplo, também impõem desafios reais e ideológicos.

"Ele está mais enfraquecido porque neste momento em que o governo está gastando bastante em decorrência da pandemia, e também por conta dos acordos firmados com o Centrão por razões variadas, a figura do ministro Paulo Guedes está sim sendo enfraquecida se comparada com o início do governo, quando você não tinha essa mesma demanda e esses mesmos problemas", acrescentou Carvalhido.

Disputa com Marinho e investidores tornam Guedes indemissível?

Na quarta-feira (12), Bolsonaro fez questão de responder à fala de Guedes ao dizer que "o norte" do seu governo é a responsabilidade fiscal e as privatizações – esta outra pedra fundamental vendida pelo presidente ainda na campanha eleitoral, mas que pouco avançou até aqui. Entretanto, o especialista ouvido pela Sputnik Brasil vê que as ações falam mais do que as palavras no momento.
"O presidente Bolsonaro já de uns meses para cá, sobretudo quando ele aliviou o discurso e se tornou mais político, começou a fazer acordos com setores da sociedade, principalmente dentro dos setores do chamado Centrão no Congresso Nacional, [onde] o presidente vem construindo um discurso muito mais conciliador. Dessa forma, ele está tentando alinhar, sim, os interesses das estruturas de governo que ele iniciou o governo, ou seja, um Estado mais liberal, menos gastador, mas ao mesmo tempo ele está coligado com desejos de setores políticos de terem mais dinheiro", pontuou ele.
A ideia de manter um discurso de austeridade parece estar alinhada com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, dos quais Bolsonaro vem tentando se reaproximar nos últimos dias. Todavia, a influência deles sobre o presidente enfrenta outra linha, mais com um olhar em 2022, que acredita que o governo deveria aproveitar o afrouxamento do endividamento público na pandemia para obras públicas e injeção de investimentos na economia.

Guedes sugeriu que "assessores" de Bolsonaro estariam aconselhando o presidente de maneira equivocada, o que levaria a uma irregularidade na responsabilidade fiscal e a uma possível crise de responsabilidade, o qual abriria espaço para um processo de impeachment de Bolsonaro. O principal conselheiro alvo do ministro da Economia, segundo a mídia, seria o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho – este um indicado pelo próprio Guedes.
Para Carvalhido, a dualidade entre austeridade da ideologia liberal que Guedes defende e o eventual rompimento do Teto de Gastos por aumento de gastos públicos por conta da COVID-19 e do Centrão no Congresso não é exatamente nova na história política brasileira, mas não se saberia exatamente o tamanho do impacto, caso ela eventualmente acabe acontecendo.
Ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após coletiva de imprensa conjunta, em Brasília, 11 de agosto de 2020
© REUTERS / Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após coletiva de imprensa conjunta, em Brasília, 11 de agosto de 2020
 "Uma eventual saída do ministro Guedes do governo teria um impacto muito forte, falando internamente, de uma questão relacionada aos interesses empresariais brasileiros [...] a saída eventual dele enfraquece internamente em princípio essa relação, fortalecendo uma possibilidade de maior contato com setores tradicionais da sociedade brasileira, sobretudo setores nos quais o dinheiro público tem mais importância para a sustentação da sociedade", disse.
"Neste momento, você não tem nenhum ministro que tenha força significativa para movimentar as estruturas do governo. Não há dúvida de que dentro daquela ideia original do governo Bolsonaro, montado ao final de 2018 com a sua eleição e iniciado em 2019, muitos já saíram. Guedes está nesta estrutura, neste núcleo mais duro do processo eleitoral de Bolsonaro, e hoje as substituições que foram feitas pelo presidente não estabelecem uma demonstração social de quadros que tenham significância, ou seja, que mudando de um nome A para um nome B venha a causar grandes impactos", complementou.
Se no âmbito interno uma possível saída de Guedes parece remediável, ainda que não se saiba quem teria potencial para substituí-lo, na esfera internacional o Brasil poderia ter mais problemas, sobretudo diante dos investidores que hoje já demonstram preocupação com a destruição da Amazônia, e que poderiam, hipoteticamente, ver uma mudança de rumo se houver mudança no topo do Ministério da Economia.

"Em termos internacionais, você quebra sim também uma política que Bolsonaro vem tentando estabelecer desde 2019, com o que a gente chama de processo liberal, ou seja, um Estado menos gastador, menos burocrático, uma mudança de rumos históricos dentro do Brasil. [A saída de Guedes] mostraria ao mundo, principalmente para os investidores externos de que há uma mudança de rumo", concluiu Carvalhido.

IBGE: desemprego no Brasil chega a 13,3%

COVID-19 NO MUNDO
Casos confirmados:
18.822.719
Pacientes recuperados:
11.372.130
Mortes:
707.912
Brasil

Brasil na pandemia de coronavírus no início de agosto

O segundo trimestre de 2020 registrou recorde na redução no número de pessoas ocupadas no Brasil.
No total, 8,9 milhões de pessoas perderam seus postos de trabalho de abril a junho, em relação ao período de janeiro a março. A população ocupada ficou em 83,3 milhões, o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi de 10,7%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de desocupados ficou estável em 12,8 milhões de pessoas. Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, essa estabilidade se explica pela redução da força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e as desocupadas.
"Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Como a força de trabalho sofreu queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada", disse Beringuy, citada pela Agência Brasil.
A força de trabalho potencial chegou a 13,5 milhões de pessoas, com a entrada de 5,2 milhões de pessoas na categoria. Segundo Adriana, esta seria uma das consequências da pandemia de COVID-19.
O nível da ocupação caiu 5,6 pontos percentuais frente ao trimestre anterior, atingindo 47,9%, o menor da série histórica. A população subutilizada cresceu 15,7%, chegando a 29,1%, um total de 31,9 milhões de pessoas. Já a população fora da força de trabalho chegou a 77,8 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, com crescimento recorde de 15,6%, ou 10,5 milhões de pessoas, na comparação trimestral.

Pedro Nuno Santos: "A TAP é demasiado importante para o país para a deixarmos cair"


John Perkins

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
John Perkins
Perkins em novembro de 2009.
Nascimento 28 de janeiro de 1945 (75 anos)
Hanover
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americano
Alma mater Universidade de Boston
Principais trabalhos Confissões de um Assassino Econômico (2004)
Página oficial
www.johnperkins.org
John Perkins (Hanover, New Hampshire, 28 de Janeiro de 1945) nasceu nos Estados Unidos da América. É ativista na área do meio ambiente e culturas indígenas e também escritor. Seu livro mais conhecido é Confissões de um Assassino Econômico.

Em 1970, ao atuar no Corpo de Paz, no Equador, conhece um alto executivo da empresa de consultoria internacional MAIN, que é também um agente de alto escalão da Agência de Segurança Nacional. É convidado a entrar para a MAIN, o que faz em 1971, após se submeter, segundo alega, a um treinamento clandestino para tornar-se um assassino econômico.

Faz carreira meteórica na MAIN , tornando-se sócio em 1975. É encarregado de missões na Indonésia, Panamá, Equador e Arábia Saudita, para os quais elabora, segundo alega, estudos econômicos falsos, de sorte a fazer esses países tomarem empréstimos que se revelarão impagáveis no futuro e, assim, tornar-se-iam economicamente dependentes dos países e corporações credores.
Com a morte, em condições suspeitas, dos presidentes Jaime Roldós, do Equador, eOmar Torrijos, do Panamá, decide em 1981 deixar a MAIN e denunciar em livro as atividades da empresa.

No entanto, por conta de supostos subornos e ameaças, adia por anos este projeto e o livro só começa a ser escrito sob o impacto dos atentados de 11 de setembro de 2001. Confissões de um Assassino Econômico é publicado em 2004 e ganha traduções em diversas línguas, inclusive o português.
Em1982, cria uma empresa de energia elétrica que se utiliza de fontes não agressivas ao meio ambiente e passa a se interessar por culturas indígenas e xamanismo. Visita freqüentemente a Amazônia equatoriana e escreve livros sobre esses temas.
É casado pela segunda vez e tem uma filha, nascida em 1982.

Actuação de Perkins

A consultoria internacional MAIN, que seria um braço da Agência de Segurança Nacional, possuía um quadro de peritos, todos com vistosos currículos, que conferiam credibilidade a seus projetos econômicos.

Perkins foi contratado inicialmente para fazer previsões de carga energética, ou seja, determinar quanto uma instalação de determinadas dimensão e localização geraria de energia elétrica no futuro e qual seria seu lucro em razão da venda da energia produzida. Esses números eram ultradimensionados de forma a fazer com que os países tomassem empréstimos na expectativa de pagá-los com os lucros a serem auferidos no futuro. Como esses lucros não se concretizavam, os países se tornavam devedores de empréstimos impagáveis.
Estudos semelhantes eram feitos com ferrovias e rodovias, por exemplo, em que o volume estimado de carga transportada no futuro acabava por ficar aquém da realidade.

Desmentido oficial

O Governo dos Estados Unidos desmente as afirmações de Perkins quanto a pretendida vinculação da MAIN a órgãos de segurança e sobre seu treinamento como assassino econômico.

Em extensa informação, contida em sítio oficial, o governo dos Estados Unidos declara que Perkins nunca recebeu orientação verbal ou escrita da ANS durante sua permanência na MAIN e que a ANS não atua na área econômica, mas especificamente na codificação e decodificação de documentos criptografados.

O sítio insinua que Perkins possa estar ressentido com a ANS, pois teria se candidatado, sem sucesso, a um emprego na Agência, para escapar ao recrutamento militar na época da Guerra do Vietnam, o que acabou conseguindo ao ingressar no Corpo de Paz.

Bolsonaro minimiza crise e diz que coronavírus está superdimensionado


MIAMI, EUA (FOLHAPRESS) - Diante do clima de pânico no mercado financeiro, o presidente Jair Bolsonaro minimizou o caos econômico desta segunda-feira (9) e disse que o derretimento das Bolsas do Brasil e do mundo foi ocasionado pela queda no preço do petróleo e pelo que considera superdimensão do coronavírus.

Durante evento com a comunidade brasileira em Miami, o presidente afirmou que o vírus com origem na China tem seu "poder destruidor potencializado por questões econômicas."

"Obviamente a queda drástica da Bolsa de Valores no mundo todo tem a ver com a queda do petróleo que despencou, se não me engano, 30%", declarou Bolsonaro. "Tem a questão do coronavírus também que, no meu entender, está superdimensionado, o poder destruidor desse vírus. Então talvez esteja sendo potencializado até por questão econômica, mas acredito que o Brasil, não é que vai dar certo, já deu certo."

O coronavírus registrou 105,5 mil casos em 97 países do mundo, sendo 3.584 mortes. No Brasil, são 930 casos suspeitos e 25 confirmados, mas ainda não há registro de mortes pela doença.

Já nos EUA, onde Bolsonaro está desde sábado (7), são mais de 600 casos confirmados, sendo duas mortes na Flórida, estado onde está o presidente brasileiro.

Esta semana, o presidente americano, Donald Trump, também minimizou o coronavírus, apesar das estatísticas e de organizações internacionais já apontarem para uma ameaça de pandemia.

Trump é candidato à reeleição e teme que uma crise econômica que empurre para baixo os bons índices dos EUA prejudique sua campanha à Casa Branca.
Bolsonaro, por sua vez, têm enfrentado dificuldade para fazer avançar as reformas no Congresso e, para a plateia de apoiadores, desenhou um Brasil cujos dados mostram que a economia "está melhorando."

Em 2019, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1,1% e preocupou investidores nacionais e internacionais.
Os donos do dinheiro nos EUA observam com cautela o mercado brasileiro desde 2019 e ficaram ainda mais desanimados com a marcha lenta do PIB no início deste ano.

Nesta segunda, o quadro piorou, com investidores em todo o mundo em busca de ativos mais seguros -que não estão em países emergentes como o Brasil.

Impactadas pelo avanço do coronavírus e pela guerra do preço do petróleo, as Bolsas do Brasil e dos EUA anunciaram circuit breaker -quando as negociações são interrompidas compulsoriamente-, enquanto o dólar e o risco país dispararam.

No começo do ano, a indústria no Brasil desacelerou, assim como as atividades de comércio e serviços, e parte do mercado passou a encarar o crescimento de 2% previsto para 2020 mais como um objetivo do que como piso.

Horas antes do evento com a comunidade brasileira, Bolsonaro havia feito um discurso bem curto a empresários brasileiros também em Miami no qual afirmou que seu governo é leal à política econômica de Paulo Guedes (Economia). Segundo o presidente, o Planalto tem buscando implementar as medidas propostas pelo ministro "de todas as formas."

Guedes, por sua vez, disse que a equipe econômica está tranquila e que a crise poderia até mesmo gerar empregos.

Fisco promete aliviar classe média e acabar com certos benefícios para ricos

Governo tenciona "eliminar" benefícios e deduções fiscais que são sobretudo usados "pelos contribuintes com mais recursos"




Os escalões do IRS vão ser novamente alterados para que a carga fiscal sobre os particulares seja mais justa e equilibrada e se "alivie o esforço fiscal da classe média". Além disso, alguns benefícios regressivos concedidos a contribuintes mais ricos vão acabar ou ser reduzidos de forma significativa, diz o programa do novo Governo, entregue à Assembleia da República, este sábado. Todo o sistema de benefícios fiscais vai ser "revisto".

Segundo o governo, "a progressividade dos impostos sobre o rendimento individual é um mecanismo básico de redistribuição".
No entanto, para ser eficaz, é preciso haver "uma maior equidade no tratamento de todos os tipos de rendimento e a eliminação de soluções que, beneficiando sobretudo os contribuintes com mais recursos, induzam dinâmicas contrárias de regressividade".


António Costa promete continuidade do novo governo português


António Costa – MEGA

 2019-10-16 12:04:22丨portuguese.xinhuanet.com

Lisboa, 15 out (Xinhua) -- O primeiro-ministro português, António Costa, prometeu na terça-feira a continuidade e a estabilidade de seu novo governo minoritário.

Costa anunciou a formação do novo governo depois de se reunir com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém em Lisboa e obter sua aprovação.

Costa disse aos jornalistas que o novo governo apresenta-se como a continuidade daquilo que foi a governança anterior, mas reforçado politicamente pelos resultados eleitorais.

Costa, também secretário-geral do Partido Socialista (PS), liderou seu partido à vitória nas eleições de 6 de outubro, conquistando 106 cadeiras na assembleia de 230 membros.

O último governo minoritário de Costa obteve excelentes resultados econômicos nos últimos quatro anos, com o apoio do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP).

No novo governo, Mário Centeno, considerado o "mentor" por trás do primeiro orçamento equilibrado do país endividado em mais de quatro décadas, manteve seu cargo de ministro das Finanças, enquanto cinco novos rostos ingressam no governo pela primeira vez.

O cargo de Pedro Siza Vieira foi ampliado de ministro da Economia para ministro da Economia e da Transição Digital, mostrando que o novo governo prestará mais atenção à economia digital para promover o papel do país na quarta revolução industrial.

O novo governo vai ser inaugurado na próxima semana com uma data não especificada, de acordo com uma nota publicada no site da Presidência.

 Esta foi a lista entregue ao Presidente da República por António Costa e que já foi validada pelo Chefe de Estado: – Primeiro-Ministro – António Costa; – Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital – Pedro Siza Vieira; – Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva; – Ministra de Estado e da Presidência – Mariana Vieira da Silva; – Ministro de Estado e das Finanças – Mário Centeno; – Ministro da Defesa Nacional – João Gomes Cravinho; – Ministro da Administração Interna – Eduardo Cabrita; – Ministra da Justiça – Francisca Van Dunen; – Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública – Alexandra Leitão; – Ministro do Planeamento – Nelson de Souza; – Ministra da Cultura – Graça Fonseca; – Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Manuel Heitor; – Ministro da Educação – Tiago Brandão Rodrigues; – Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho; – Ministro da Saúde – Marta Temido; – Ministro do Ambiente e da Ação Climática – João Pedro Matos Fernandes; – Ministro das Infraestruturas e da Habitação – Pedro Nuno Santos; – Ministra da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa; – Ministra da Agricultura – Maria do Céu Albuquerque; – Ministro do Mar – Ricardo Serrão Santos; – Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares – Duarte Cordeiro; – Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro – Tiago Antunes; – Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – André Moz Caldas.