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REUNIÃO SECRETA ENTRE O VICE MOURÃO E O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE) DESMENTE TENTATIVA DE GOLPE

Em encontro sigiloso na casa do ministro do TSE, vice-presidente teria dito que Forças Armadas não apoiam golpe e que não impediriam a realização das eleições no Brasil em 2022.

Na última terça-feira (10), o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, tiveram uma reunião reservada, no mesmo dia em que tanques fizeram um desfile na Praça dos Três Poderes, evento no qual Mourão não participou, segundo o Estadão.

De acordo com a mídia, a conversa aconteceu na casa de Barroso, que convidou o general para o encontro. Preocupado com o risco de ruptura institucional, o ministro queria saber se as Forças Armadas embarcariam em uma aventura golpista promovida pelo presidente Jair Bolsonaro.

A reunião não constava na agenda oficial e foi cercada de sigilo. O vice teria dito que tinha "um compromisso" e se ausentou do Palácio do Planalto na hora do desfile bélico.

Ainda segundo a mídia, Mourão respondeu que as Forças Armadas não apoiavam qualquer golpe e ninguém impediria as eleições em 2022, dizendo que a possibilidade disso acontecer "era zero".

O presidente, Jair Bolsonaro, atribuiu a primeira derrota da proposta da PEC voto impresso, quando ainda estava na comissão especial da Câmara, antes da votação principal na terça-feira (10) a uma "interferência indevida" de Barroso, que conversou com dirigentes dos partidos.

Desde que o presidente subiu o tom e começou a vincular a realização das eleições de 2022 a mudanças no modelo de urna eletrônica, Mourão tem sido procurado por políticos e empresários para saber o que significam essas declarações, de acordo com a mídia.

A conversa relatada pelo jornal entre Barroso e Mourão é mais um episódio de um dia marcado pela crescente tensão em Brasília.

NUVENS DE ÓDIO E IMBECILIDADE COBREM O OCIDENTE- CAUSAS E EFEITOS - COMO DISSOLVÊ - LAS

Debaixo de pesadas nuvens de ódio e imbecilidade o Ocidente Liberal agoniza! As pessoas brigam entre si sem saber as causas de tanto ódio e separatismo. Algumas até acham que o fim do mundo está pra chegar!

Nesse clima de apreensão e depressão, a pandemia tem sua cota de participação, mas não é tudo. Numa análise mais ampla, concluímos que a principal causa está relacionada com o rápido avanço tecnológico que aconteceu a partir de meados do século XX com o advento da Revolução Industrial na Europa mais enfaticamente na França Inglaterra e Alemanha, após a queda do império luso espanhol.

Foi tanto esse progresso tecnológico, que a partir daí, as pessoas não conseguiram entendê-lo e acompanhá-lo, pois os governos dos demais países ocidentais de "Economia Regulamentada" como Portugal e Espanha que na verdade foram os iniciadores desta Revolução, não conseguiram completar sua obra e ficaram submetidos ao novo império, agora de "Economia Liberal", cujo objetivo maior era o  lucro e não a cultura do povo.

Durante esses quase três séculos de liberalismo, passando pelos movimentos independentistas no continente americano, até aos nossos dias,  a cultura ibérica ficou amarfanhada, dando lugar a esta pandemia liberal, que está dividindo e matando nossas famílias através de seus modernos meios de comunicação, que aproveitando-se do sentimento religioso, da despolitização e da falta de escolaridade de nosso povo, prega o fim do mundo, provocando este clima de medo e ódio em que nos encontramos no momento.  

PANDEMIA LIBERAL  E PANDEMIA COVID-19

As pandemias de mentiras, de desemprego, de ataques aos valores tradicionais da família, através de programas televisivos importados das matrizes estrangeiras, que em nada têm a ver com os interesses dos povos nacionais, a pandemia virtual de figurinhas, vídeos e noticias falsas, que mantêm as pessoas em falso delírio e sem capacidade de pensar, a pandemia de igrejas e líderes religiosos e outras pandemias como eventos esportivos,etc., fazem parte desta nuvem de ódio e imbecilidade que se abateu sobre o Ocidente liberal.

Como o Brasil pode ajudar?

O Brasil pode ajudar em muito, pois sendo um dos países mais ricos do mundo em riquezas naturais, tem uma cultura integracionista e humanista, que talvez poucos países tenham. Tem um povo inteligente e patriota, que, apesar de desprezado por suas elites robóticas, capatazes do capital imperial, ainda consegue preservar nossas tradições culturais e cristãs. E somente esse povo comandado e apoiado por uma elite patriota, poderá dar uma ajuda no combate a essa pandemia de ódio e imbecilidade que também está destruindo nossas  famílias. Mas, ainda é tempo dessa geração do rock se arrepender e se vestir de verde/amarelo, pois poderá ter o mesmo fim do império que com tanto entusiasmo defende, o império da mentira, do ódio e do separatismo. 

Como o panorama político nacional atual não se apresenta nada favorável  a essa mudança, só resta uma esperança que é a ajuda externa de países, que já sofreram as mesmas agressões desse império do mal, e que já estão prestes a lançar a sua Internet! Aí sim, o Brasil poderá libertar-se definitivamente, e com um povo educado e politizado tornar-se um país de pleno emprego e de oportunidades para seus filhos, deixando estas elites tão apátridas e entreguistas em desespero, sem  saber para onde fugir, já que também serão desprezadas por seus patrões. 

E nessa ânsia desesperada de impedir, que o Brasil se torne uma potência mundial apelam para todos os golpes possíveis. E de golpe em golpe vão segurando o gigante! Ainda ontem, no horário nobre assistimos o começo de mais um deles que será a entrega ao grande capital estrangeiro de uma das maiores e mais antigas empresas brasileiras, os Correios, uma empresa lucrativa e que emprega milhares de brasileiros.

O começo, pois a fala daquele senhor ministro de voz embargada, me fez lembrar a fala de um tal sr. Falcão, que na década de 90 rodou o País inteiro tentando convencer os funcionários das telecomunicações , inclusivamente eu, das vantagens da privatização. 

Passados mais de 25 anos, veio a realidade E que triste realidade. O país está incomunicável e os 30 bilhões de dólares gastos há época na renovação da rede, pedidos aos bancos estrangeiros, tal como fumaça, desapareceram! Este é o Ocidente liberal e illuminati que esta elite apagati desesperada tenta salvar! 

Como dissolver nuvens tão centenárias?

A tarefa não é fácil, mas com um pouco de inteligência, força de vontade e moral conseguiremos: nos primeiros dois séculos de colonização luso brasileira, os luso brasileiros formaram aquela que viria a ser a atual família brasileira. Transformaram mais de 1000 dialetos tribais em uma só língua, combatendo e derrotando o inimigo calvinista em batalhas sangrentas como em Guararapes e outras, todas com o apoio da Igreja Católica. Era um tempo em que a "Reforma Protestante " apoiada pelo capital judeu expulso da Península Ibérica  estremecia a hegemonia católica, um dos pilares importantes da "Economia Regulamentada" que dominou o mundo até final do século XVII.

Mais de três séculos se passaram e os pilares desta sociedade, continuam resistindo, família, unidade nacional e sentimento  de nacionalidade, o que irrita os illuminatis e seus imbecis seguidores appagatis, que desesperados e com medo de uma reação popular, que já ameaça explodir na própria matriz, lançam esta guerra midiática de desinformação e mentiras, fazendo-nos crer que seus interesses, são os mesmos dos trabalhadores e dos empresários nacionais. 

E debaixo deste bombardeio cerrado de "minhocas virtuais" vão segurando o gigante! Falam até em "criança esperança" na maior agressão à nossa inteligência! E nós vamos ficar aí calados e aceitando essa imbecilidade de figurinhas, vídeos e outras armadilhas que até nos levam ao delírio?          

Em resumo, estamos brigando por interesses de poucas famílias, que nos exploram há mais de 300 anos e que sempre usaram o separatismo como arma psicológica para nos inferiorizar, domesticar e escravizar, com grande ênfase para os ataques à nossa lusofilia, a ponto de nem o 22 de abril podermos comemorar! Um separatismo tão hipócrita e imbecil, que não reconhece que mais de 90% dos brasileiros são diretamente descendentes de portugueses. Um separatismo tão perverso, que até nas próprias instituições luso brasileiras está infiltrado, como casas regionais e instituições esportivas. Enfim, num país  onde quase todas as suas cidades foram construidas pelos luso descendentes, este separatismo só poderá ser exterminado, quando as pessoas patriotas, de moral e inteligentes, perceberem que esta doutrina liberal, agora em plena decadência, não serve de paradigma para o Brasil que queremos para nossos descendentes, o Brasil do progresso, da justiça social e do amor! O Brasil que que queremos também não é o Brasil de doutrinas políticas importadas! O Brasil que queremos é o Brasil de Anchieta, de Nóbrega, de Estácio de Sá, de Araribóia, de Felipe Camarão, de Pedro Teixeira e de tantos outros heróis luso brasileiros, responsáveis por esta ainda invejável "Unidade Nacional". O Brasil que queremos é o Brasil acolhedor de todas as etnias e religiões. O Brasil da democracia e do amor! O Brasil de "Todos" 

Esse Brasil está em nossas mãos. Então vamos pensar nisso?!


Jungmann diz que Forças Armadas estão sob ataque de Bolsonaro e critica militares em cargos civis

COVID-19 no mundo
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Brasil

Ex-ministro da Defesa diz que "já passou da hora" de o Congresso "assumir suas responsabilidades" e regulamentar a limitação à participação de militares da ativa em cargos no governo.

Nesta quarta-feira (7), em entrevista para o portal UOL, o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que as Forças Armadas "estão sob ataque do seu comandante supremo [o presidente Jair Bolsonaro]", e que a prova disso seriam as exonerações de comandantes ocorridas no Exército, na Marinha e na Aeronáutica.

Para Jungmann, as "exonerações sem explicações razoáveis" aconteceram porque os comandantes são subordinados ao Ministério da Defesa, e Bolsonaro teria motivado as mesmas a partir do momento que os militares não aceitaram se envolver na política e endossar as hostilidades do presidente contra o Legislativo e o Judiciário.

O ex-ministro ainda declarou que os militares não aceitarão participar de "aventuras fora da Constituição" e disse que "é evidente o constrangimento" diante do envolvimento de oficiais nas denúncias que cercam o Ministério da Saúde.

Em sua interpretação, o ex-ministro acredita que "já passa da hora" de o Congresso "assumir suas responsabilidades" e regulamentar a limitação à participação de militares da ativa em cargos no governo.

Como exemplo, Jungmann citou o fato de não ter havido punição à participação do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, em palanque com Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Sobre decreto número 10.727, recentemente editado pelo presidente, que liberou a participação de militares da ativa em cargos de natureza civil do governo federal, Jungmann também se posicionou contra.

Adicionalmente, o ex-ministro disse temer pelo quadro político em 2022, caso Bolsonaro não se reeleja e afirme que a eleição foi fraudada, pois um caos maior ainda pode se instalar no país.

António Costa: "Só está na União quem quer fazer parte da União"

António Costa: "Só está na União quem quer fazer parte da União"
Direitos de autor  euronews

A presidência portuguesa do Conselho da União Europeia começou num dos momentos mais difíceis da gestão da pandemia, em que todos os trabalhos foram condicionados. A falta de uniformização das regras para a vacinação e para o certificado digital continua a merecer muitas críticas. Mas, por outro lado, a forte pressão portuguesa para a aprovação do plano de recuperação e resiliência é vista como uma das grandes conquistas dos primeiros seis meses do ano.

O primeiro-ministro português, António Costa, falou, em Bruxelas, com o The Global Conversation sobre o que ainda une e divide os 27 Estados-membros, sobretudo após a mais recente Cimeira Europeia, e fez um balanço da presidência.

Sérgio Ferreira de Almeida, Euronews: A presidência portuguesa terminou com uma cimeira europeia marcada por alguns momentos muito tensos. Comecemos por falar da polémica lei húngara anti-direitos LGBTQ+. Como foi o seu confronto com Viktor Orbán? Já não houve necessidade de manter a neutralidade?

António Costa: As presidências, enquanto fator de agregação, devem procurar agir de forma imparcial quanto aos métodos de trabalho e quando se pronunciam em público. Mas obviamente, quando temos reuniões, temos de falar com toda a franqueza e com toda a clareza. E eu acho que este debate (com Viktor Orban) foi muito importante, porque foi muito frontal, muito aberto, todos os Estados-membros se expressaram com muita clareza na defesa dos valores da União Europeia, sublinhando que a União Europeia é, acima de tudo, uma comunidade de valores, mais que uma união aduaneira, mais que um mercado interno, mais que uma moeda única, é sobretudo uma comunidade de valores e portanto esses valores têm de estar no centro da nossa ação.

S.F.A.: Podemos saber o que é que disse a Viktor Orbán?

A.C.: As reuniões do Conselho são sigilosas. Não vou dizer o que disse lá dentro. Vou dizer que obviamente os tratados são muito claros. Só está na União quem quer fazer parte da União. E quem está na União está porque partilha aqueles valores e esses valores não são condicionáveis, têm de ser respeitados. É por isso que o artigo 7.º existe, para garantir o cumprimento dos tratados. Estavam abertos dois processos, um sobre a Polónia, outro sobre Hungria, com base no artigo 7.º, processos esses que estavam relativamente. Na Presidência portuguesa houve avanços, há duas semanas realizaram-se as audições quer da Polónia, quer da Hungria e são processos que estão a decorrer.

Neste caso, a Comissão Europeia já notificou a Hungria para o dever dar explicações e, tendo em conta as explicações dadas, a Comissão Europeia avaliará se abre ou não um processo por violação do artigo 7.°.

S.F.A.: A Hungria continua a ter lugar nesta União Europeia em que vivemos hoje?

A.C.: O nosso desejo é que todos os povos dos 27 Estados-membros continuem a fazer parte da União Europeia. Agora cada um é livre de escolher o seu caminho. Uma coisa que não vale a pena esconder. Felizmente temos agora a conferência sobre o futuro da Europa para que esse debate se faça de forma franca. Hoje os Estados não partilham todos os mesmos valores nem têm a mesma visão sobre a União que tinham quando foi aprovado o Tratado de Lisboa.

As maiorias mudaram, as dinâmicas políticas mudaram, portanto há Estados que têm uma posição diferente. E acho que a Conferência sobre o Futuro da Europa é um bom momento também para fazermos um balanço, sendo que o Tratado de Lisboa tem a flexibilidade necessária para permitir um pouco de tudo: quem quiser ir mais rápido pode utilizar as cláusulas passerelle, que, por exemplo, nos permitem alterar maiorias sobre certas matérias; quem quiser ir a um ritmo mais lento pode criar cooperações reforçadas e existe a flexibilidade suficiente para que não estejamos sempre entre o risco de paralisia e o risco de rutura. Se houver um acordo entre todos, maravilhoso. Se isso não for possível, não podemos ficar a meio da ponte, nem uns paralisados, nem os outros em risco de rutura. Portanto, há aqui vários caminhos que podem ser seguidos.

Temos de desejar ter uma relação próxima, amigável, positiva, construtiva com a Rússia. Para que isso aconteça, é fundamental que a Rússia respeite princípios fundamentais do direito internacional e também do relacionamento justo com a União Europeia
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Já assistimos a um divórcio do Reino Unido com a União Europeia, mas ainda não assistimos a nenhuma expulsão da União Europeia.

A.C.: Não está previsto. O que está previsto nos termos do artigo 7.º é a suspensão do exercício de direitos de voto como sanção máxima aplicável a um país.

S.F.A.: Outro dos temas em que não houve consenso nesta cimeira europeia, um tema da política externa, foi a proposta francesa e alemã de uma cimeira com o presidente russo Vladimir Putin, que foi recusada. Já não há margem para negociar com Vladimir Putin e é por isso que não avançamos para uma cimeira?

A.C.: Houve vários motivos pelos quais se chegou àquela decisão. Quando se trata da relação com a Rússia, há uma posição comum a todos os Estados-membros. Uma proposta desta dimensão, que surge um pouco em cima da hora, sem a devida preparação, sem o devido enquadramento, torna-se muito difícil de passar.

Acho que todos têm bem a noção de que a Rússia é o nosso maior vizinho. Nós temos de desejar ter uma relação próxima, amigável, positiva, construtiva com a Rússia. Para que isso aconteça, é fundamental que a Rússia respeite princípios fundamentais do direito internacional e também do relacionamento justo com a União Europeia e com cada um dos seus Estados-membros. Essa é a visão de conjunto que temos. Agora, há uma vontade de ver um novo quadro de relacionamento com a Rússia. Para que isso aconteça tem de ser devidamente preparado. Somos 27, não temos todos a mesma história de relacionamento com a Rússia, não temos todos a mesma a distância geográfica relativamente a Moscovo e isso tem de ser tido em conta num momento em que se toma decisões sobre esta matéria.

S.F.A.: Outro dos temas em que o consenso tem sido difícil dentro da União Europeia é o pacto das migrações que foi apresentado e proposto em 2020, mas que até agora ainda não foi assinado. Essa era uma das prioridades da presidência portuguesa.

A.C.: O pacto decompõe-se em diferentes instrumentos. Houve dois em que demos passos importantes. Um muito importante é a diretiva sobre o cartão azul, criando canais legais de imigração que são absolutamente fundamentais. Outro, que estamos esta semana a concluir, é a negociação com o Parlamento Europeu para a instalação da Agência Europeia de Asilo, que é uma peça fundamental para a revisão do regime de asilo na União Europeia.

Nenhum país tem o direito de utilizar os refugiados como forma de pressão sobre os países vizinhos
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Também já se fala numa nova possibilidade de dar mais dinheiro à Turquia, três mil milhões de euros que se juntam aos seis mil milhões que já foram dados nos últimos seis anos, para travar a vaga de migrações. Há organizações não governamentais, como a Amnistia Internacional, que acusam a União Europeia de estar refém de países como a Turquia e Marrocos, por exemplo, com os recentes episódios em Ceuta, dando dinheiro, mas não conseguindo travar efetivamente a origem da crise migratória.

A.C.: São situações diversas. A proposta agora discutida no Conselho, não tem a ver com a Turquia, mas tem a ver com a solidariedade que a União Europeia deve ter com países exteriores que estão hoje a suportar um encargo extremamente pesado no acolhimento de refugiados, muito superior ao da União Europeia. Países como a Jordânia, por exemplo, ou países como o Egito, que podem e devem ser destinatários de apoio da União Europeia. E foi esse o debate, não se falou sobre a Turquia nessa matéria.

S.F.A.: Mas se continuarmos a dar dinheiro à Turquia, não considera que caímos mesmo nessa situação de estarmos reféns da vontade de terceiros.

A.C.: Há uma coisa que é absolutamente clara: nenhum país tem o direito de utilizar os refugiados como forma de pressão sobre os países vizinhos. A Europa não pode ignorar que ela própria é um fator de atração. Os refugiados têm múltiplas origens e para que todo o tema migratório possa ser enfrentado, nós temos que agir nos países de origem, nos países de trânsito, na nossa fronteira e na capacidade de integração dos que entram na Europa. Devemos também distinguir situação de imigração dos refugiados. Isso implica uma abordagem global da estratégia das migrações e não uma medida única que pode ter um efeito relativamente a algo, além disso, é preciso percebermos que as migrações existem desde que existe humanidade e enquanto existir humanidade vão continuar a existir migrações, é um processo natural de vida da humanidade e, portanto, é um fenómeno que tem de ser regulado como todos os outros fenómenos humanos.

(...) não entrou nenhum britânico em Portugal que não tivesse previamente apresentado um teste negativo
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Passamos agora ao tema que tem dominado a atualidade neste último ano e meio: arrancou a presidência portuguesa a braços com uma situação muito complicada em Portugal em relação à pandemia. Houve melhorias e agora voltamos a assistir a uma situação bem mais complicada. A falta de uniformização das regras de circulação no espaço europeu podem complicar o combate e a gestão de uma possível quarta vaga na Europa?

A.C.: As regras e os critérios de harmonização estão fixados nas recomendações. Houve um pacote de regras aprovado em outubro e, a 14 de junho, entrou em vigor uma nova recomendação para harmonização dos critérios e esses critérios permitem uma gestão dos fluxos de circulação. Não creio que sejam os fluxos dentro da Europa o fator contaminação. O fator de contaminação existe cada vez que duas pessoas se encontram, quanto mais pessoas se encontrarem, maior é o risco de contaminação, venham de fora, ou estejam cá dentro. Portanto, esse critério não faz sentido.

Portanto, os critérios de harmonização existem, aquilo que é fundamental é aceleramos o processo de vacinação. O que tem estado a ser demonstrado é que esta nova variante delta tem uma enorme capacidade de transmissão, não está demonstrado que vença a imunização oferecida pelas vacinas. Por outro lado, estando hoje grande parte da população mais vulnerável já protegida, tem tido um efeito quer na mortalidade, quer na gravidade da doença muitíssimo inferior ao que tivemos noutras noutras vagas. Isto não quer dizer que não tenhamos de ter atenção. Temos de fazer um esforço na sequenciação da identificação das variantes e temos todos de continuar a manter as boas práticas para nos protegermos uns aos outros.

S.F.A.: Como é que recebeu as críticas da chanceler alemã Angela Merkel ao facto de Portugal ter aberto as portas aos britânicos?

A.C.: Primeiro, [Merkel] não fez críticas. Depois, nós não abrimos as portas aos britânicos, nós seguimos as recomendações europeias. Os britânicos, para entrarem em Portugal, tendo em conta o nível de infeção em que se encontram, têm de realizar um teste obrigatório para entrar em Portugal e não entrou nenhum britânico em Portugal que não tivesse previamente apresentado um teste negativo.

S.F.A.: Essas regras vão se manter agora que a ilha da Madeira entrou para a “lista verde” do Reino Unido?

A.C.: Nós não temos regras por países. Temos regras quantificadas que se aplicam a qualquer país, em função da situação em que está. Se a Bélgica estiver acima determinado nível, aplicam-se essas regras, se estiver abaixo, aplicam-se outras regras. As regras são as mesmas para a Bélgica, para o Reino Unido, para França, para Espanha, para qualquer país.

S.F.A.: Muita gente relaciona o agravamento da situação com vários eventos, festas desportivas, o caso da final da Liga dos Campeões.

A.C.: Mas isso está demonstrado que não é verdade. A final da Champions aconteceu no Porto e dois terços do crescimento de casos que verificámos agora estão exclusivamente concentrados na região de Lisboa, não tem nada a ver com a Champions. Mesmo em relação aos turistas é difícil que isso aconteça, os locais de destino dos turistas britânicos são sobretudo a ilha da Madeira, onde o crescimento é mínimo, e o Algarve. Portanto, dois terços do problema estão concentrados na região de Lisboa e não têm a ver com os turistas. Poderá haver outros fatores. É preciso também esclarecer que o crescimento da pandemia nesta fase, não tem nada a ver com o que aconteceu em fases anteriores, designadamente do ponto de vista sanitário, da pressão do Serviço Nacional de Saúde ou do ponto de vista da mortalidade da nossa população.

A cada país foi atribuída uma verba tendo em conta (...) a população e também o impacto da crise. Como é sabido, na primeira vaga, Itália e Espanha foram os dois países mais atingidos
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Falemos agora do Plano de Recuperação e Resiliência. A presidente da Comissão Europeia tem andado num périplo europeu a dar a boa nova da aprovação dos vários planos. Portugal deve receber mais de 16 mil milhões de euros, Espanha, quase 80 mil milhões de euros, a Grécia, 30 mil milhões de euros. Itália é recordista, com 200 mil milhões de euros. O facto de ter a presidência da União Europeia fê-lo ser mais modesto na altura de apresentar o plano? Portugal tem menos necessidade que os outros países?

A.C.: A chave de repartição dos fundos foi fixada ainda na presidência alemã, foi fixada em julho passado, quando aprovámos este instrumento, e tinha a ver com o impacto da pandemia naquilo que eram as previsões do crescimento das diferentes economias. Nessa fase, estávamos a trabalhar com previsões, por isso ficou logo previsto que, em 2022, haveria uma revisão, uma atualização dos critérios e desta chave de repartição.

A cada país foi atribuída uma verba tendo em conta aquela chave de repartição, tendo em conta a população e também o impacto da crise. Como é sabido, na primeira vaga, Itália e Espanha foram os dois países mais atingidos e portanto foram aqueles que tiveram uma maior compensação do Fundo de Recuperação e Resiliência.

S.F.A.: Esta entrada de dinheiro nos Estados-membros é quase tão importante como os fundos europeus recebidos por alguns dos Estados-membros na altura da adesão. Foram registados vários erros, vários desperdícios que provocaram uma crise agravada em muitos países europeus. Neste momento existe um mecanismo de controlo de como o dinheiro deste Plano de Recuperação e Resiliência vai ser gasto, para evitar erros no futuro?

A.C.: Em primeiro lugar, convém ter noção de que o relatório do Tribunal de Contas Europeu fez em 2019 sobre o historial de fundos europeus demonstra que as fraudes com fundos europeus são residuais, representam 0,75% da totalidade dos fundos. Portanto, não há um problema com os fundos, existem vários mecanismos de controlos que têm sido eficazes. Desta vez, até existe mecanismo de controlo bastante mais exigente, visto que todos os planos são feitos numa base contratualizada, com metas, marcos e calendários. E a disponibilização das verbas é feita à medida que vão sendo atingidos esses objetivos e marcos e cumprido esse calendário. O controlo é muito rigoroso.

Nestes seis meses [de presidência] conseguimos, em primeiro lugar, que todos os Estados-membros tivessem ratificado a decisão que permitiu à Comissão Europeia proceder à emissão da dívida. Em segundo lugar, a Comissão Europeia emitiu dívida com condições muitíssimo melhores, com menores custos financeiros do que se tivesse sido uma emissão repartida por vários Estados. Em terceiro lugar, 24 Estados-membros já apresentaram os seus Planos de recuperação e resiliência. Doze já têm a luz verde da Comissão Europeia. No dia 13 de julho, no primeiro Ecofin da presidência eslovena, devem ser aprovados esses 12 Planos de Recuperação e Resiliência. Isso vai ser fundamental para que a Europa, desta vez, cumpra a sua capacidade de dar uma resposta robusta e conjunta a esta crise económica, não repetindo os erros que cometeu há 10 anos e ter uma resposta que em vez de andar pelos caminhos da austeridade, deve andar pelo caminho da reforma e do investimento.

[Há] agora um calendário e ações concretas previstas para transformar numa realidade esta dimensão social da Europa e fazer da Europa verdadeiramente uma União Europeia que protege, valoriza e desenvolve o seu modelo social, que é fundamental para apoiar a dupla transição climática e digital.
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

S.F.A.: Qual foi o momento mais difícil desta presidência portuguesa, destes últimos seis meses?

A.C.: Ainda não tenho o distanciamento suficiente para lhe poder responder. Foram tempos muito exigentes do ponto de vista do combate à pandemia, sobretudo para pôr em marcha todos os Planos de Recuperação e Resiliência. Conseguimos aprovar toda a legislação em matéria de fundos comunitários, o próximo quadro financeiro plurianual, o último pacote - a reforma da PAC - foi aprovado esta semana, incorporando pela primeira vez a dimensão social e reforçando a dimensão verde da Política Agrícola Comum. [Aprovámos] a adoção da flexibilização das regras orçamentais e das regras em matéria de ajudas de Estado para permitir uma resposta eficaz a esta crise.

O momento mais marcante para o futuro é termos conseguido passar dos princípios gerais do pilar europeu dos direitos sociais para o plano de ação do pilar europeu dos direitos sociais, havendo agora um calendário e ações concretas previstas para transformar numa realidade esta dimensão social da Europa e fazer da Europa verdadeiramente uma União Europeia que protege, valoriza e desenvolve o seu modelo social, que é fundamental para apoiar a dupla transição climática e digital.

Outro marco fundamental foi a aprovação da nova lei do clima. Pela primeira vez, temos um continente que tem um compromisso conjunto de neutralidade carbónica para 2050. Portanto, eu acho que esta presidência portuguesa deixa um conjunto de marcas muito significativas, de que nos devemos orgulhar. Mas significa sobretudo que cumprimos - e que a União Europeia cumpriu - o objetivo a que nos tínhamos proposto: é tempo de agir para uma recuperação justa, verde e digital.

S.F.A.: A Eslovénia assume a 1 de julho a presidência da União Europeia. Que conselhos dá à presidência do governo esloveno para os próximos seis meses?

A.C.: Não dou conselhos, apenas ofereci ao meu colega Janez Janša (primeiro-ministro da Eslovénia) uma réplica das bússolas que usavam os navegadores portugueses, um instrumento de navegação, que é sempre útil. Aliás, o primeiro-ministro esloveno vai realizar a segunda presidência, a primeira foi em 2008, já tem experiência e fará seguramente uma boa presidência.

 

SENHORES DA GUERRA PAREM DE MATAR NOSSAS CRIANCINHAS PALESTINAS E ISRAELENSES



Hady Amr é enviado dos EUA à região; ele exorta ambos os lados a "trabalharem para uma paz sustentável" — Foto: Reuters via BBC

 ELAS IMPLORAM A PAZ !

Os Territórios Palestinos ou Territórios Palestinianos  compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) considera Jerusalém Oriental como parte da Cisjordânia e, portanto, com parte dos Territórios Palestinos, enquanto o governo israelense considera que seja parte do Estado de Israel. Em 1980, Israel anexou Jerusalém Oriental, retirando-a da Cisjordânia, mas o Conselho de Segurança da ONU, conforme a sua Resolução 478, considera nula tal anexação, afirmando tratar-se de uma violação da lei internacional.

Após a assinatura dos Acordos de Oslo, em 1993, porções dos territórios palestinianos têm sido governadas, em diferentes graus, pela Autoridade Palestiniana. Israel não considera que Jerusalém Oriental e a anterior terra de ninguém Israelo-Jordana (a primeira, anexada em 1980, e a segunda, em 1967) façam parte da Cisjordânia. Israel alega que ambas estão sob controlo total israelita. 58% do território da Cisjordânia (ou do que Israel considera que seja a Cisjordânia) é governado pela Administração Civil Israelita da Judeia e Samaria. Isto não foi reconhecido por nenhum outro país, uma vez que as anexações unilaterais estão proibidas pelas leis e costumes interna

Nome

Há diferentes opiniões sobre o nome que deve ser dado aos territórios palestinianos.

As Nações Unidas, o Tribunal Internacional de Justiça, a União Europeia, o Comité Internacional da Cruz Vermelha e o Governo do Reino Unido referem-se a "Territórios Palestinianos Ocupados". Jornalistas também usam a descrição para indicar terras fora da Linha Verde. O termo é muitas vezes usado intermutavelmente com Territórios ocupados, embora este termo seja também aplicado aos Montes Golan, que são internacionalmente reconhecidos como parte da Síria e não são reclamados pelos Palestinianos. A confusão vem do facto de todos estes territórios terem sido capturados por Israel em 1967 na Guerra dos seis dias e serem tratados pelas Nações Unidas como territórios ocupados por Israel.

Outros termos usados para descrever estas áreas coletivamente incluem "os territórios disputados", "Territórios ocupados por Israel", e "os territórios ocupados". Mais termos incluem Yesha (Judeia-Samaria- Gaza), Yosh (Judeia e Samaria), a faixa Katif (Faixa de Gaza), entre outros.

Muitos líderes árabes ou islâmicos, incluindo alguns palestinianos, usam a designação "Palestina" e "Palestina ocupada", para implicar uma reclamação política ou religiosa sobre a totalidade do anterior território do mandato britânico a oeste do Rio Jordão, incluindo a totalidade de Israel.

Muitos deles vêm a terra da Palestina como um Waqfislâmico para futuras gerações. Existe um paralelo com as aspirações de alguns sionistas e líderes religiosos judeus, para estabelecer um estado soberano judeu cobrindo todo o Grande Israel para o povo. judeuHistória

Em 1922, após o colapso do Império Otomano, que governara a Palestina durante quatro séculos (1517–1917), foi estabelecido o Mandato Britânico para a Palestina. Durante o mandato britânico, ocorreu uma imigração judaica em larga escala, sobretudo proveniente da Europa Oriental, embora a imigração judaica ocorresse durante o período otomano.

O futuro da Palestina foi objeto de ardente disputa entre árabes e judeus. Em 1947, a propriedade total de terra por judeus, na Palestina, era de 1 850 000 dunans ou 1 850 km², representando 7.04% da terra total da Palestina. As terras de propriedade pública ou as "terras da coroa", majoritariamente situadas no Negueve, pertencentes ao mandato britânico da Palestina, correspondiam a cerca de 70% da área total, sendo que os árabes (cristãos e muçulmanos) e outros eram proprietários dos restantes 23%.

Em 1947, o Plano da ONU para a partição da Palestina propõe a divisão da Palestina, sob mandato britânico, entre um estado árabe e um judeu, definindo Jerusalém e a área circundante como corpus separatum (corpo separado) - uma área sob regime internacional especial. As regiões propostas para o estado árabe incluíam o que se veio a tornar a faixa de Gaza e a maior parte do que se tornou a Cisjordânia, assim como outras áreas.

Divisões

Áreas

Territórios ocupados por Israel
  • Área A (total controle civil e de segurança da Autoridade Nacional Palestina): cerca de 3% da Cisjordânia, exceto Jerusalém Oriental (primeira fase, 1995).
  • Em 2011: 18%. Esta área inclui todas as cidades palestinas e seus arredores, sem assentamentos israelenses. A entrada nesta área é proibida a todos os cidadãos israelenses. As Forças de Defesa de Israel mantêm nenhuma presença na região, mas às vezes realizam incursões para prender supostos militantes. 
  •  
  • Área B (controle civil palestino e controle de segurança conjunto israelense-palestino): cerca de 25% (primeira fase, 1995). Em 2011: 21%. Inclui áreas de muitas cidades e vilas palestinas, sem assentamentos israelenses.
  •  
  • Área C (total controle civil e militar israelense, exceto sob civis palestinos): cerca de 72% (primeira fase, 1995). Em 2011: 61%. Estas áreas incluem todos os assentamentos israelenses (cidades, vilas e aldeias), terras vizinhas, a maioria das estradas que ligam as povoações (e que agora estão restritas aos israelenses), bem como áreas estratégicas descritas como "zonas de segurança". Havia 1 000 colonos israelenses que viviam na Área C em 1972. Em 1993, sua população tinha aumentado para 110 mil colonos. Em 2012, os israelense somavam mais de 300 mil - contra 150 mil palestinos, a maioria dos quais são beduínos e fellahin.

Subdivisões administrativas

Províncias (ou "governorates") e áreas formalmente controladas por palestinos (em verde escuro).

Pelo Acordo de Oslo II, os territórios palestinos foram divididos em três áreas administrativas temporárias - as áreas A, B e C - até que fosse estabelecido um acordo definitivo. As três áreas não são contíguas mas fragmentadas. Assim, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza foram divididas em áreas (A, B e C) e províncias (ou "governorates").

Na área A, ficaria sob controle da ANP (controle civil e da segurança). A área B ficaria sob controle militar de Israel e controle civil palestino. A área C refere-se à área dos assentamentos judeus, sob total controle israelense .

Desde a Batalha de Gaza (2007) a maior parte da Faixa de Gaza está sob controle do Hamas, e a Autoridade Palestina afirma que já não tem, oficialmente, o controle da Faixa.

A ANP divide os territórios palestinos em 16 províncias:

Na Faixa de Gaza

  • Província de Gaza
  • Província de Deir el-Balah
  • Província de Khan Yunis
  • Província de Rafah
  • Província de Gaza do Norte
Na Cisjordânia

  • Província de Jenin
  • Província de Tubas
  • Província de Nablus
  • Província de Tulkarm
  • Província de Salfit
  • Província de Qalqilya
  • Província de Ramallah e al-Bireh
  • Província de Jericó
  • Província de Jerusalém
  • Província de Belém
  • Província de Hebron

Demografia

Cerca de 90% dos palestinianos que vivem em Gaza e na Cisjordânia são muçulmanos ou drusos (uma seita que se separou do islamismo no século XI). Os restantes são cristãos. A proporção de cristãos nos territórios palestinianos era há dez anos de cerca de 30% da população total. Muitos dos cristãos partiram por causa da vida difícil nas áreas palestinianas e pela crescente islamização do movimento nacionalista palestiniano.

Os grupos radicais islâmicos armados (Hamas, Jihad Islâmica e Brigada dos Mártires de Al-Aqsa) lideram ataques contra israelitas nos territórios ocupados e em território israelita. Desses grupos, o Hamas também oferece serviços sociais aos palestinianos, tornando-se uma estrutura alternativa para a Autoridade Palestiniana.

Estatuto político

Estado da Palestina

O estatuto político dos territórios tem sido objecto de negociação entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e de inúmeras declarações e resoluções pelas Nações Unidas. Lista das resoluções das Nações Unidas concernentes a Israel.) Desde 1994, a autónoma Autoridade Nacional Palestiniana tem exercido vários graus de controlo em partes dos territórios, como resultado da Declaração de Princípios contida nos Acordos de Oslo. O governo dos Estados Unidos reconhece a Cisjordânia e Gaza como um país. Considera a Cisjordânia e Gaza como uma única entidade para efeitos políticos, económicos, legais e outros. O Departamento de Estado e outras agências governamentais americanas têm estado ocupadas com projectos na área da democracia, governabilidade, recursos e infraestruturas. Parte da missão da USAID é fornecer suporte discreto e flexível para a implementação do "Mapa do caminho para a Paz no Oriente Médio" (Road Map for peace in the Middle East) proposto pelo chamado Quarteto de Madri (formado em 2002 por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas). O Mapa do Caminho é um plano apoiado internacionalmente para o desenvolvimento progressivo de um estado palestiniano viável na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Os estados participantes fornecem assistência através de contribuições directas ou através da conta do Estado Palestiniano estabelecida pelo Banco Mundial. Após o Hamas ter ganho a maioria dos assentos em eleições para o Parlamento Palestiniano, os Estados Unidos e Israel instituíram um bloqueio económico à Faixa de Gaza.

O estatuto final dos "Territórios Palestinianos" tem vindo a ser um estado independente para "Árabes" e é apoiado por países que apoiam o Mapa do Caminho proposto pelo Quarteto de Madri. O governo de Israel também aceitou o Mapa do Caminho, mas com 14 objecções.

A posição palestina é de que a criação e presença de colonatos israelitas nessas áreas é uma violação da lei internacional. Isto tem também sido afirmado pela maioria dos membros da convenção de Genebra.

Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas

A Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (S/RES/242), uma das resoluções da ONU mais comumente referidas em política do Médio Oriente, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 22 de Novembro de 1967, após a Guerra dos seis dias. Foi incorporada ao capítulo VI da Carta das Nações Unidas, e reafirmada pela resolução nº 338 do Conselho de Segurança da ONU, adotada após a Guerra do Yom Kippur (1973).

A resolução preconiza a "retirada das Forças Armadas de Israel dos territórios ocupados durante o recente conflito" (houve dúvida se isso significaria todos os territórios e o "encerramento de todas as reivindicações ou estados de beligerância". A resolução também apela para o mútuo reconhecimento pelas partes beligerantes (Israel, Egipto, Síria, Jordânia) dos seus respectivos estados e pelo estabelecimento de fronteiras seguras e reconhecidas por todas as partes envolvidas.

Fronteiras

Os territórios palestinianos consistem em duas, ou três, áreas distintas (dependendo da interpretação sobre se Jerusalém Oriental faz parte da Cisjordânia) — a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Israel considera que Jerusalém Oriental não faz parte da Cisjordânia, considerando-o como parte de um Jerusalém unificado, a sua capital. O limite oriental da Cisjordânia seria, assim, a fronteira com a Jordânia. O Tratado de paz Israel-Jordânia define essa fronteira como uma fronteira internacional, e a Jordânia renunciou a todos os territórios a oeste dela. O segmento de fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia foi deixado indefinido até um acordo definitivo sobre o estatuto do território. O limite sul da Faixa de Gaza é a fronteira com o Egipto. O Egipto renunciou a todas as terras a norte da sua fronteira internacional, incluindo a Faixa de Gaza, no Tratado de Paz Israelo-Egípcio. Os Palestinianos não fizeram parte de nenhum dos acordos.

Evolução do Mandato da Palestina e dos Territórios Palestinos modernos
Propostas de 1916-22: As três propostas para a administração da Palestina após a Primeira Guerra Mundial. A linha vermelha é a "Administração Internacional" proposta em 1916 no Acordo Sykes-Picot; a linha azul pontilhada foi proposta pela Organização Sionista Mundial durante a Conferência de Paz de Paris em 1919 e a linha azul se refere às fronteiras finais do Mandato Britânico da Palestina entre 1923-48.
Situação em 1947: Mandato da Palestina, mostrando em azul as áreas controladas por judeus na Palestina em 1947, que constituíam 6% da área territorial do mandato, das quais mais da metade eram controladas pelo Fundo Nacional Judaico (FNJ) e pela Associação da Colonização Judaica da Palestina. A população de judeus cresceu de 83 790 pessoas em 1922 para 608 000 em 1946.
Proposta de 1947: Proposta do plano da ONU para a partilha da Palestina de 1947 (Assembleia Geral das Nações Unidas - Resolução 181 (II), 1947), antes da Guerra árabe-israelense de 1948. A proposta incluía o corpus separatum de Jerusalém, estradas extraterritoriais entre as áreas não contíguas e a consolidação de Jafa como uma exclave árabe.
Situação entre 1948-67: Ocupação da Cisjordânia pela Jordânia e ocupação da Faixa de Gaza pelo Egito (observe a linha pontilhada entre os territórios palestinos e Jordânia/Egito) após a Guerra árabe-israelense de 1948, mostrando a linhas de armistício criadas em 1949 com Israel (linha azul).
Situação atual: Em verde, a região restante que ainda é administrada pela Autoridade Nacional Palestina (sob Oslo 2). A linha azul demarca as fronteiras dos territórios controlados pelo governo israelense.

Referências

  1. UN Transcription of session referring to Chapter VI prior to the introduction of the Resolution». Consultado em 9 de novembro de 2009. Arquivado do original em 6 de março de 2008

 

 
 O povo luso afro brasileiro, neste momento tão triste para as criancinhas palestinas e israelenses, através destes sons da PALOP, deixa aqui sua manifestação de solidariedade a estes dois povos, aos quais também, com suas ricas e antigas culturas, ajudaram na construção de nossos países. As crianças israelenses e palestinas querem brincar juntas e ao contrário dos senhores monstros da guerra, querem viver em paz!!!  JPL
 

Três mísseis atingem base aérea com militares dos EUA no norte do Iraque

Lusa

Lusab

Os três mísseis do tipo Katiusha não causaram baixas.

Pelo menos três mísseis atingiram esta segunda-feira uma base aérea militar no norte de Bagdad, capital do Iraque, onde estão aquartelados militares norte-americanos.

A informação é adiantada pela France-Presse (AFP), que cita um oficial dos serviços de segurança, sob a condição de anonimato.

Segundo a EFE, os três mísseis do tipo Katiusha que atingiram a base de Al Balad não causaram baixas.

A base é o quartel-general de uma empresa de manutenção de caças F-16 dos Estados Unidos.

O chefe da base, general Diaa Mohsen confirmou o ataque em declarações à agência estatal iraquiana INA.

Atentado não causou "danos significativos"

Segundo a INA, o atentado não causou "danos significativos" em Al Balad, uma das maiores bases aéreas do Iraque e alvo deste tipo de atentado em várias ocasiões.

Este é o segundo ataque em menos de 24 horas, depois de duas granadas de morteiro atingirem na noite de domingo o aeroporto de Bagdad, onde um contingente norte-americano está destacado, na sequência da coligação internacional contra o autodenominado Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla inglesa).

Estes incidentes ocorrem na mesma altura em que Teerão está a tentar retomar o diálogo sobre o programa nuclear com Washington, o principal inimigo a par de Israel, e com Riade, o grande rival na região e que também partilha fronteiras com o Iraque.

O ataque não foi reivindicado imediatamente, mas dezenas de ações similares têm sido atribuídas por Washington aos grupos armados iraquianos a favor do Irão. Um dos engenhos foi intercetado pelos sistemas de defesa C-RAM, indicou à AFP um responsável dos serviços de segurança sob a condição de anonimato.

No total, e desde a chegada ao poder no final de janeiro do Presidente dos Estados Unidos da América, o democrata Joe Biden, cerca de 30 ataques visaram colunas logísticas iraquianas da coligação internacional contra os jihadistas liderada por Washington, bases com a presença de militares norte-americanos ou representações diplomáticas.

Dezenas de outros ataques também foram dirigidos contra norte-americanos, incluindo funcionários contratados, desde o outono de 2019 e durante a administração do republicano Donald Trump, com diversos mortos e feridos, à semelhança do que tem acontecido desde janeiro.

Em meados de abril, os ataques atingiram um novo patamar, quando pela primeira vez fações iraquianas a favor do Irão efetuaram um ataque com um drone suicida sobre uma base com militares norte-americanos no aeroporto de Ebril, o norte curdo do país.

BEMVINDO SEQUEIRA E A CARREATA DA CLASSE MÉDIA

 

  Calma sr. Benvindo, eles estão defendendo  o grande capital, pois se acham também capitalistas e o pobre tem vergonha de assumir a sua pobreza. A direita está assanhada e desesperada em todo o mundo! Aí em Portugal mesmo, há dias atrás, houve uma manifestação da direita liderada por Cavaco Silva, Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, etc. Calma que a hora do nosso povo também vai chegar, mesmo que este não queira!

 JPL


Sondagem. Marcelo vence Presidenciais à primeira e Ana Gomes é segunda

por Paulo Alexandre Amaral - RTP
Pedro A. Pina - RTP

O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, venceria as eleições para Belém à primeira volta e com uma maioria confortável (63%), caso as eleições fossem esta quarta-feira, de acordo com uma sondagem do CESOP da Universidade Católica para a RTP e o Público. O inquérito dá Ana Gomes num segundo lugar destacado (14%), com mais quatro pontos percentuais do que o terceiro, André Ventura. Sem previsão de abstenção, sabemos apenas que 62% dos inquiridos dão por garantido que irão votar no próximo domingo.

O inquérito da Universidade Católica, realizado entre os dias 11 e 14 de janeiro, há uma semana, portanto, traduz de alguma forma um pouco de tudo o que vem acontecendo de politicamente relevante e que poderá, de uma forma mais ou menos profunda, influenciar o voto dos portugueses aqui representados pela amostra.

À cabeça dos resultados desta sondagem surge desde logo a vitória do Presidente e candidato Marcelo Rebelo de Sousa com uns 63%. Trata-se de uma percentagem confortável para o atual inquilino de Belém, apesar do deslize de cinco pontos percentuais face aos 68% que garantia ainda no mês passado. Contas feitas e temos, apesar da queda, uma reeleição à primeira volta.

Não constituindo surpresa esta vitória de Marcelo à primeira volta, um dos principais pontos de interesse da sondagem tem a ver precisamente com a disputa do segundo lugar depois de André Ventura ter afirmado aquando da apresentação da sua candidatura que se demitiria da liderança do partido Chega se ficasse atrás de Ana Gomes. Os quatro pontos percentuais de vantagem da ex-eurodeputada (14%) seriam, caso as eleições se realizassem hoje, uma porta a abrir-se para a saída de André Ventura, que apenas garante 10% da preferência dos inquiridos.

Um facto peculiar é ainda o facto de os dois candidatos mais bem posicionados na sondagem não serem candidatos de partido, no sentido de terem sido apontados pelo seu partido natural (Marcelo pelo PSD e Ana Gomes pelo PS).

Essa marca partidária inequívoca aparece apenas com André Ventura e, aqui, por mais do que uma razão. Logo a seguir na preferência dos inquiridos surge João Ferreira (candidato da CDU - PCP e Verdes) com 5%, Marisa Matias (BE) na quinta posição com 3%, Tiago Mayan Gonçalves (IL) também com 3% e Vitorino Silva (RIR) com 2%.
Pandemia e abstenção

Apesar de referir que, “do que sabemos da comparação entre sondagens e resultados eleitorais em eleições anteriores, poderíamos afirmar que, com grande probabilidade, a percentagem de votos em MRS não será muito diferente da que esta sondagem indica”, o CESOP assinala que “este é um ano atípico (…) e a situação de pandemia poderá fazer crescer a abstenção ainda mais do que seria de esperar”.

Trata-se de um cenário que, de acordo com os técnicos da Católica, tende a ser prejudicial a Marcelo Rebelo de Sousa: porque “é o vencedor antecipado”; porque “não faz campanha e, assim, desvaloriza estas eleições”; “o crescimento de casos, mortes e caos nas urgências poderá ser considerado pelos eleitores como responsabilidade sua”; o risco de abstenção com o facto de ser “o candidato que recolhe mais apoio entre os eleitores com mais idade e entre os eleitores com maior receio de ir votar”.
Risco pandémico e abstenção
Este é um período – com uma pandemia galopante e recomendações das autoridades de saúde para se manterem em casa – em que faz sentido, mais do que nunca, questionar os portugueses relativamente à sua intenção de votar.

Entretanto, apesar da gravidade da situação, 62% dos inquiridos respondeu que “de certeza que vai votar” e outros 19% que “em princípio vai votar”, o que perfaz um total de 81% de inquiridos determinados em participar na escolha do próximo Presidente da República. Fora destas contas ficaram outros 19% (4% “de certeza que não vai votar”, 3% “não tenciona ir votar” e 12% “ainda não sabe se vai votar”).

O CESOP deixa uma nota no sentido de que não é possível prever um valor para a abstenção a partir destas respostas.

A amostra foi ainda questionada sobre “o medo de votar”. Responderam que não tinham “nenhum receio” 57%, “pouco receio” 8%, “algum receio” 24% e “muito receio” 9%.
O CESOP pega nestes dados para fazer uma nova estimativa de votos, afirmando que Marcelo Rebelo de Sousa é “o candidato mais prejudicado pelo ‘receio de votar’ [não indiciando contudo] que a vitória à primeira volta esteja em risco”.

Por outro lado, “a distância de 4 pontos percentuais entre AG [Ana Gomes] e AV [André Ventura] desce para 2 pontos percentuais entre as pessoas sem receio. Tendo em atenção a semana difícil que se antevê nos hospitais portugueses, não se pode excluir que a diferença entre AG e AV possa diminuir ou mesmo virar. Claro que, com sinal oposto, poderemos assistir a uma concentração de votos à esquerda com benefício para AG e prejuízo para MM [Marisa Matias] e JF [João Ferreira]”.
Marcelo pesca de tudo um pouco

Com base na intenção de voto em Legislativas e naqueles que responderam que iriam votar “de certeza”, o inquérito permite ainda perceber que (cruzando intenções de voto em presidenciais e legislativas) Marcelo Rebelo de Sousa “acumula neste momento intenções de voto vindas de todos os quadrantes políticos”.

Ainda assim, “a sua maior força reside no eleitorado PSD, CDS e PS”, com a preferência socialista evidente no grupo de “67% do eleitorado PS [que] pensa votar” no Presidente-candidato. O ecletismo da candidatura de Marcelo permite-lhe ainda contar com 29% de eleitores do BE, 44% do PAN, 71% do CDS-PP e 71% do PSD.

Este voto híbrido tem igual manifestação em Ana Gomes, com a candidata independente a ir buscar votos ao eleitorado do BE (24%), CDU (16%), PAN (28%) e PS (18%). Os restantes candidatos contam essencialmente com uma forte base de apoio dos partidos que os lançaram.
Ficha Técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP e para o Público entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2021. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 2001 inquéritos válidos, sendo 46% dos inquiridos mulheres, 29% da região Norte, 20% do Centro, 38% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 4% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e voto nas legislativas2019. A taxa de resposta foi de 44%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 2001 inquiridos é de 2,2%, com um nível de confiança de 95%.

 

Bemvindo Sequeira

 

Sr. Bemvindo, o sr. tem razão, mas esse discurso de esquerda ou direita, também não resolve o problema dos trabalhadores brasileiros, portugueses ou mundiais. Aliás os únicos lugares onde a esquerda conseguiu se firmar e impor sua ideologia foi na Rússia, na China, na Coreia do Norte e no Irã porque nos demais países ditos esquerdistas como,  Cuba, Venezuela, Vietnã, quem continua mandando é o Ocidente anglo americano. Mas não fique frustrado ou desesperado, que, esse eleitorado estúpido e analfabeto político, um dia vai acordar,e deixar de votar na direita. Pelo menos é o que indica o quadro político atual com a queda desse império que há mais de 250 anos nos escraviza e com o surgimento de um sistema nacionalista que respeite as culturas e interesses de todos os povos da Terra.  

Lusofobia

O vídeo acima de Bemvindo Sequeira, teria que ser analisado por um ângulo maior, teríamos que voltar ao passado distante de 500 anos para entendermos melhor as palavras deste intelectual luso brasileiro, que assumiu e defende com orgulho suas raízes lusíadas, alicerces da "Unidade Nacional" do Brasil e de Portugal e agora também dos países da PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa).

Num Brasil nativo de centenas de dialetos tribais, os portugueses tiveram que combater toda a sorte de pirataria dos invasores estrangeiros, como franceses, holandeses, ingleses e outros e mesmo assim conseguiram manter e alargar nossas fronteiras em batalhas memoráveis  como Guararapes, Uruçumirim, Cunhaú, etc. , contando com a ajuda das tribos amigas, principalmente tupis-guaranis.

A partir de 1580, com a imprudência  de D. Sebastião em Quibir, começa então a decadência de Portugal e suas colônias como o Brasil, que continua até hoje acelerada pelo avanço da pirataria contemporânea que resultou da "Revolução Industrial" e do atual modelo neo liberal, agora agonizante, que gera todo este desespero das elites illuminatis, ainda donas da mídia e de forte ranço, não só anti lusófilo como também Espano americano.

Mas, senhor Bemvindo, fique tranquilo que o dia deles, os separatistas, está chegando! E esse dia, pelo andar dos acontecimentos mundiais, está bem próximo. Continue seu trabalho difícil em torno da união e progresso de nossos dois povos tão parecidos na língua, na cultura e no sentimento, que estas falsas elites, brasileiras e portuguesas, que há mais de 250 anos nos separam, em breve, até por uma questão de sobrevivência, terão que abandonar seus patrões estrangeiros e trabalhar ao lado de seu novo patrão o povo luso brasileiro. Pelo menos até ao momento em que este povo, através de uma revolução cultural possa formar seus próprios dirigentes. Sem essa de esquerda ou direita, mas com o sentimento nacionalista da nossa universal, integracionista e  humanista cultura luso brasileira deixada por nossos antepassados e que resiste até hoje ao bombardeio cerrado  de desinformação e violência  que esta mídia separatista e perversa despeja sobre nossos lares ainda na sua maioria cristãos! Seja Bem vindo, sr Bemvindo Sequeira!!!  
 
JPL

COVID-19 e Centrão enfraquecem e já mostram a saída do governo para Guedes, avalia especialista

COVID-19 no mundo
Casos confirmados:
20.646.045
Pacientes recuperados:
12.848.147
Mortes:
749.805


A "ressaca" vivida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos grandes fiadores do presidente Jair Bolsonaro junto ao mercado financeiro, sofreu um duro revés nesta semana com a saída de dois importantes nomes da pasta, e a chance de saída dele já pode ser vista como uma realidade, segundo um analista ouvido pela Sputnik Brasil.

Na terça-feira (11), Guedes foi surpreendido pelas saídas dos secretários especiais de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados, Salim Mattar, da Burocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, e o diretor do programa de burocratização, José Ziebarth. Ao anunciar as demissões, o ministro classificou o episódio como "debandada".

Desde a saída dos hoje ex-ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, especula-se que Guedes seria o próximo nome forte do ministério de Bolsonaro a deixar o governo. Como os dois antigos colegas, o ministro da Economia alfinetou o presidente, afirmando que o mandatário estaria sendo mal aconselhado e que poderia caminhar para o impeachment ao não respeitar o Teto de Gastos.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político Guilherme Carvalhido, professor da Universidade Veiga de Almeida no Rio de Janeiro, concordou que Guedes está fragilizado há algum tempo, em um processo que começou com a aproximação de Bolsonaro com o Centrão, bancada com vários partidos e que conta com mais de 100 votos na Câmara dos Deputados.
"Ele [Guedes] já vem se fragilizando por quê? Falando de uma maneira bem direta, boa parte dos políticos, sobretudo em um momento de crise, desejam e querem dinheiro, e o principal ponto de distribuição de dinheiro no Brasil é o governo federal. Logo, quando você faz acordos com os políticos no Congresso para distribuir dinheiro no sentido de emendas e processos que o governo tem direito, e você tem na figura do ministro Paulo Guedes, um sujeito com uma ideologia e uma forma de governar na qual o Teto de Gastos, o controle dos gastos é significativo, isso começa a colocar a força do ministro como mais enfraquecida", explicou.
Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Paulo Guedes e empresários, conversa com a imprensa ao sair do STF
© Folhapress / Pedro Ladeira
Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Paulo Guedes e empresários, conversa com a imprensa ao sair do STF
A abertura dos cofres do governo para o Centrão – que já obteve também cargos de primeiro (ministro das Comunicações, Fábio Faria, integra o bloco) e segundo escalões – não são o único elemento que torna a situação de Guedes complicada no Ministério da Economia. A pandemia da COVID-19 e a liberação de recursos para o auxílio emergencial, por exemplo, também impõem desafios reais e ideológicos.

"Ele está mais enfraquecido porque neste momento em que o governo está gastando bastante em decorrência da pandemia, e também por conta dos acordos firmados com o Centrão por razões variadas, a figura do ministro Paulo Guedes está sim sendo enfraquecida se comparada com o início do governo, quando você não tinha essa mesma demanda e esses mesmos problemas", acrescentou Carvalhido.

Disputa com Marinho e investidores tornam Guedes indemissível?

Na quarta-feira (12), Bolsonaro fez questão de responder à fala de Guedes ao dizer que "o norte" do seu governo é a responsabilidade fiscal e as privatizações – esta outra pedra fundamental vendida pelo presidente ainda na campanha eleitoral, mas que pouco avançou até aqui. Entretanto, o especialista ouvido pela Sputnik Brasil vê que as ações falam mais do que as palavras no momento.
"O presidente Bolsonaro já de uns meses para cá, sobretudo quando ele aliviou o discurso e se tornou mais político, começou a fazer acordos com setores da sociedade, principalmente dentro dos setores do chamado Centrão no Congresso Nacional, [onde] o presidente vem construindo um discurso muito mais conciliador. Dessa forma, ele está tentando alinhar, sim, os interesses das estruturas de governo que ele iniciou o governo, ou seja, um Estado mais liberal, menos gastador, mas ao mesmo tempo ele está coligado com desejos de setores políticos de terem mais dinheiro", pontuou ele.
A ideia de manter um discurso de austeridade parece estar alinhada com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, dos quais Bolsonaro vem tentando se reaproximar nos últimos dias. Todavia, a influência deles sobre o presidente enfrenta outra linha, mais com um olhar em 2022, que acredita que o governo deveria aproveitar o afrouxamento do endividamento público na pandemia para obras públicas e injeção de investimentos na economia.

Guedes sugeriu que "assessores" de Bolsonaro estariam aconselhando o presidente de maneira equivocada, o que levaria a uma irregularidade na responsabilidade fiscal e a uma possível crise de responsabilidade, o qual abriria espaço para um processo de impeachment de Bolsonaro. O principal conselheiro alvo do ministro da Economia, segundo a mídia, seria o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho – este um indicado pelo próprio Guedes.
Para Carvalhido, a dualidade entre austeridade da ideologia liberal que Guedes defende e o eventual rompimento do Teto de Gastos por aumento de gastos públicos por conta da COVID-19 e do Centrão no Congresso não é exatamente nova na história política brasileira, mas não se saberia exatamente o tamanho do impacto, caso ela eventualmente acabe acontecendo.
Ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após coletiva de imprensa conjunta, em Brasília, 11 de agosto de 2020
© REUTERS / Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após coletiva de imprensa conjunta, em Brasília, 11 de agosto de 2020
 "Uma eventual saída do ministro Guedes do governo teria um impacto muito forte, falando internamente, de uma questão relacionada aos interesses empresariais brasileiros [...] a saída eventual dele enfraquece internamente em princípio essa relação, fortalecendo uma possibilidade de maior contato com setores tradicionais da sociedade brasileira, sobretudo setores nos quais o dinheiro público tem mais importância para a sustentação da sociedade", disse.
"Neste momento, você não tem nenhum ministro que tenha força significativa para movimentar as estruturas do governo. Não há dúvida de que dentro daquela ideia original do governo Bolsonaro, montado ao final de 2018 com a sua eleição e iniciado em 2019, muitos já saíram. Guedes está nesta estrutura, neste núcleo mais duro do processo eleitoral de Bolsonaro, e hoje as substituições que foram feitas pelo presidente não estabelecem uma demonstração social de quadros que tenham significância, ou seja, que mudando de um nome A para um nome B venha a causar grandes impactos", complementou.
Se no âmbito interno uma possível saída de Guedes parece remediável, ainda que não se saiba quem teria potencial para substituí-lo, na esfera internacional o Brasil poderia ter mais problemas, sobretudo diante dos investidores que hoje já demonstram preocupação com a destruição da Amazônia, e que poderiam, hipoteticamente, ver uma mudança de rumo se houver mudança no topo do Ministério da Economia.

"Em termos internacionais, você quebra sim também uma política que Bolsonaro vem tentando estabelecer desde 2019, com o que a gente chama de processo liberal, ou seja, um Estado menos gastador, menos burocrático, uma mudança de rumos históricos dentro do Brasil. [A saída de Guedes] mostraria ao mundo, principalmente para os investidores externos de que há uma mudança de rumo", concluiu Carvalhido.

Weintraub tem 5 dias para explicar pedido 'prisão' de ministros do STF

COVID-19
Casos confirmados no mundo:
5.536.444
Pacientes recuperados:
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Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu prazo de cinco dias para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explicar declaração feita durante reunião ministerial de 22 de abril. 

No encontro realizado no Palácio do Planalto, divulgado como parte de investigação sobre interferência do presidente Jair Bolsonaro em investigações da Polícia Federal, Weintraub afirmou: "Eu, por mim, colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF".

Moraes determinou nesta terça-feira (26) que o ministro preste depoimento à Polícia Federal, no âmbito de inquérito do Supremo Tribunal Federal, aberto em março de 2019, que investiga ataques e notícias falsas contra a corte e seus ministros.

O juiz apontou que Weintraub pode ter cometido os crimes de injúria e difamação, assim como crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, de 1983, redigida no final do regime militar.

'Ameaça à segurança dos ministros'

"A manifestação do Ministro da Educação revela-se gravíssima, pois, não só atinge a honorabilidade e constituiu ameaça ilegal à segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal, como também reveste-se de claro intuito de lesar a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado de Direito", escreveu Moraes em seu despacho

Além disso, na segunda-feira (25), o Senado aprovou convocação de Weintraub à Casa, ainda sem data definida, para explicar as declarações. O comparecimento é obrigatório, com base na Constituição Federal. Caso contrário, Weintraub pode responder por crime de responsabilidade.

Além de defender a prisão dos ministros do STF e de chamá-los de "vagabundos", Weintraub disse que odiava os termos "povos indígenas" e "povo cigano" e classificou Brasília como "uma porcaria", "um cancro de corrupção, de privilégios".