A HISTÓRIA DO CORÍNTHIANS







Sport Club Corinthians Paulista

CAMPEÃO  BRASILEIRO E CAMPEÃO MUNDIAL DE CLUBES DE 2012!!! ASSIM é DEMAIS!!! E HAJA CORAÇÃO...

Aos corintianos do Brasil e do mundo os parabéns deste Blog...

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Corinthians

Sport Club Corinthians Paulista
Nome Sport Club Corinthians Paulista
Alcunhas Timão
Time do Povo
Coringão
Todo Poderoso
Alvinegro do Parque São Jorge
Campeão dos Campeões
Time das Viradas
Torcedor/Adepto Corintiano
Mascote Mosqueteiro
Fundação 1 de setembro de 1910 (101 anos)
Estádio Parque São Jorge
Arena Corinthians (em construção)
Capacidade 16.000  e 65.200
Localização Brasão de São Paulo.png São Paulo, São Paulo SP,Brasil Brasil
Mando de jogo em Pacaembu
Capacidade (mando) 40.199 Pessoas
Presidente Brasil Mário Gobbi
Treinador Brasil Tite
Patrocinador Brasil Fisk
Itália TIM
Brasil Brahma
Estados Unidos Coca-Cola
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição
(Futebol)
São Paulo Campeonato Paulista
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores
Brasil Campeonato Brasileiro
FIFA Logo(2010).svg Mundial de Clubes FIFA
São Paulo A1 2012
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2012
Brasil BA 2012
FIFA Logo(2010).svg MC 2012
5° Colocado
Campeão
Em andamento
Em dezembro
São Paulo A1 2011
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2011
Brasil BA 2011
2° Colocado
37° Colocado
Campeão
São Paulo A1 2010
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2010
Brasil BA 2010
5° Colocado
9° Colocado
3° Colocado
Ranking nacional 6º lugar, 2.197 pontos
Website corinthians.com.br
Kit left arm cp1213.png Kit body cp1213.png Kit right arm cp1213.png
Kit shorts.png
Kit socks blacktop.png
Uniforme
titular
Kit left arm 2cp1213.png Kit body 2corinthians1213.png Kit right arm 2cp1213.png
Kit shorts.png
Kit socks whitehorizontal.png
Uniforme
alternativo
Soccerball current event.svg Temporada atual
O Sport Club Corinthians Paulista (conhecido apenas por Corinthians e cujo acrônimo é SCCP) é um clube multiesportivo brasileiro, sediado na cidade de São Paulo, Brasil. Foi fundado como uma equipe de futebol no dia 1º de setembro de 1910 por um grupo de operários do bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo. Seu nome foi inspirado no Corinthian FC de Londres, que excursionava pelo Brasil, sendo chamado pela imprensa brasileira da época de Corinthian's team. Foi o primeiro clube de futebol paulista a abrir espaço para jogadores pobres e o segundo no país a aceitar atletas negros no time (O primeiro foi o Vasco da Gama).
Embora tenha atuado em outras modalidades esportivas ao longo dos anos, seu reconhecimento e suas principais conquistas foram alcançados pelo futebol profissional. O clube conquistou 26 títulos no Campeonato Paulista (atual recordista), 5 títulos do Campeonato Brasileiro, 3 títulos da Copa do Brasil, 5 títulos no Torneio Rio-São Paulo (recordista, ao lado de Palmeiras e Santos), uma Copa Libertadores da América e foi ainda campeão do primeiro Mundial de Clubes organizado pela FIFA em 2000.
No futebol, o Corinthians costuma atuar com mandante no Estádio Municipal do Pacaembu. Seus rivais históricos são o Palmeiras, com quem disputa o Derby Paulista, o São Paulo, com quem disputa o Majestoso e o Santos, com quem disputa o clássico mais antigo de São Paulo (o Clássico Alvinegro). Sua torcida é conhecida como "Fiel" e seus torcedores são estimados em mais de 25 milhões espalhados por todo Brasil, sendo o segundo time mais popular do país, além do primeiro na Região Sudeste e no Estado de São Paulo.
É reconhecidamente umas das marcas mais importantes no mundo do futebol. Estudo realizado em 2012 aponta clube do Parque São Jorge como o mais valioso do futebol brasileiro pelo terceiro ano consecutivo, sendo o primeiro clube nacional a ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão. Este estudo da BDO teve repercussão internacional, através da revista norte-americana Forbes.
Em que pese o futebol ter sido desde sempre a prioridade do clube, o Corinthians abriu espaço para outras modalidades esportivas ao longo da sua história. A implantação do remo, em 1933, modificou o escudo da agremiação, com o acréscimo do par de remos e a âncora como aparecem até os dias de hoje. Mas o principal destaque veio do basquete, onde o clube desfrutou de relativo sucesso, especialmente durante as décadas de 1950 e 1960, com a conquista de títulos paulistas, brasileiros e até sul-americanos, além de um vice-campeonato mundial em 1966. O futsal é outro esporte que rendeu conquistas ao clube, a partir da década de 1970, entre torneios estaduais e nacionais.

História

Fundação (1910-1912)

Marco da fundação do clube no bairro do Bom Retiro em São Paulo(Imagem: Alessandra A.)

Em 1° de setembro de 1910, um grupo de cinco operários (Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Rafael Perrone, Anselmo Correa e Carlos Silva), do bairro paulistano do Bom Retiro, sob a luz de um lampião, às oito e meia da noite, decidiram criar um novo time de futebol. além de mais oito pessoas que contribuíram com 20 mil réis e também foram considerados sócio-fundadores. A idéia surgiu depois de assistirem à atuação do Corinthian FC, equipe inglesa de futebol, fundada em 1882, que excursionava pelo Brasil, os ingleses eram chamados pela imprensa de "Corinthian's Team". Mas o time brasileiro só seria batizado "Sport Club Corinthians Paulista" depois de muita discussão e algumas reuniões na casa de outro integrante do grupo de amigos, O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que já no primeiro momento afirmou: "o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time". Da primeira coleta à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo passou. Na verdade, apenas uma semana. Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma platéia entusiasmada que garantiu: "este veio para ficar". De partida em partida o time foi se tornando famoso, mas era ainda um time de várzea.

Liga Paulista de Foot-Ball (LPF) (1913-1940)

Equipe do Corinthians em 1914, ano em que o clube conquistou seu primeiro título do Campeonato Paulista.

Em 1913, uma dissidência entre três clubes que disputavam o Campeonato Paulista abriu a oportunidade para clubes de origem popular, conhecidos à época como "varzeanos", disputassem a competição organizada pela LPF. Após vencer o Minas Gerais, representante do bairro do Brás, e o FC São Paulo, do bairro do Bixiga, o Corinthians ganhou o direito de disputar pela primeira vez o campeonato da LPF.

Sua estréia no Campeonato Paulista foi contra o Germânia, no dia 20 de abril de 1913, em duelo que terminou com vitória adversária, pelo placar de 3 a 1. Nos quatro jogos seguintes, foram três derrotas (para Internacional, Americano e Santos) e um empate (Ypiranga). A primeira vitória corintiana viria no dia 7 de setembro, um 2 a 0 contra o Germânia. Nas três partidas seguintes, mais três empates (com Internacional, Ypiranga e Americano). No final do Paulista de 1913, o Corinthians terminou na quarta colocação, com seis pontos ganhos (uma vitória, quatro empates e três derrotas, oito gols a favor e 16 contra). De positivo, o time revelaria dois futuros ídolos: Neco e Amílcar.
A temporada seguinte seria marcante para a história corintiana. Com apenas quatro anos de existência, o time conquistou seu primeiro título paulista, pelo Campeonato Paulista de 1914, organizado pela (LPF). O Corinthians sagrou-se campeão de forma invicta, com 10 vitórias em 10 partidas, 37 gols marcados e 9 gols tomados. Com 12 gols, Neco foi o artilheiro da competição. A equipe que conquistou o primeiro título da história corintiana era formada por: Sebastião, Fúlvio, Casimiro II, Police, Bianco, César, Américo, Peres, Amílcar, Aparício, Neco, entre outros. Ainda naquele ano, o Corinthians realizou sua primeira partida contra uma equipe estrangeira, o Torino. Os italianos venceram por 3 a 0.
Time que conquistou o primeiro Tri Campeonato em 1930.

Nas décadas de 1920 e 1930, o Corinthians firmou-se como uma das equipes mais importantes de São Paulo, rivalizando com o Clube Atlético Paulistano e a Societá Sportiva Palestra Itália (futuro SE Palmeiras). No período, o clube arrematou nove títulos paulistas - sendo três tricampeonatos, feito jamais alcançado por outro clube paulista. Além de Neco, que jogou no clube até 1930, Rato, Del Debbio Tuffy, Grané, Teleco, Brandão, e Servílio de Jesus despontaram como grandes ídolos do clube no período.

Tempos de jejum (1941-1950)

Em 1941, o Corinthians novamente conquistou o Campeonato Paulista. O título só não foi de maneira invicta por conta de uma derrota, na última rodada, contra o Palestra Itália. O time era ótimo, e a linha média Jango, Brandão e Dino, impecável. A festa do título corintiano foi realizada no recém-inaugurado estádio do Pacaembu.

Contudo, nos nove anos seguintes, o Corinthians viveu um jejum de títulos paulistas. Sem conquistas estaduais, o clube do Parque São Jorge consolou-se em levar por quatro vezes a Taça São Paulo (em 1942, 1943, 1947 e 1948) - torneio que reunia os três primeiros colocados do ano anterior. Sem ter a disposição seu poderio técnico dos últimos cinco anos, o Corinthians foi vice-campeão paulista cinco vezes, sendo três delas seguidas, entre 1942 e 1950, numa época de ascensão do São Paulo, liderado pelo atacante Leônidas da Silva, como nova força no futebol paulista.

Mesmo com a contratação de nomes de peso no futebol nacional, como a do zagueiro Domingos da Guia, aos 32 anos, em 1944, ou dos atacantes Milani e Hércules em anos seguintes, o Corinthians amargaria quase uma década sem conquistas importantes. A situação só começaria a mudar a partir de 1949, quando uma nova geração de pratas-da-casa foi conduzida pelo técnico Rato (o mesmo Rato campeão como jogador na década de 1920) ao time principal. Os frutos seriam colhidos na primeira metade da década seguinte.

Era de Ouro (1951-1960)

Goleiro Gilmar, defendeu o clube durante 10 anos (1951-1961).

Após um período sem grandes êxitos futebolísticos, o clube renovou sua equipe para a década de 1950. Jovens formados nas "categorias de base" do Corinthians, como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário, juntaram-se a jogadores como Baltazar,Cláudio e Gilmar, que formaram um dos melhores times da história corintiana. Essa equipe foi campeão do Campeonato Paulista (1951 e 1952), do Torneio Rio-São Paulo (1950, 1952 e 1953) e da Pequena Taça do Mundo de 1953, primeiro título internacional do clube.
Em 1954, o Campeonato Paulista daquela temporada despertou grande interesse em todos os clubes e torcedores, porque comemorava o "IV Centenário da Fundação" da cidade de São Paulo. Para época, era considerado o título paulista mais importante da história. Um empate contra o Palmeiras garantiu a conquita de um dos títulos mais importantes da história alvinegra, que coroou a geração vitoriosa dos anos cinquenta. A década de 1950 marcou ainda internacionalmente o clube. Entre 1951 e 1959, o Corinthians disputou 64 partidas contra equipes estrangeiras, com 47 vitórias, dez empates e apenas sete derrotas. Ficou invicto por 32 jogos, de 1952 e 1954.
No final da década de 1950, assumiu a presidência do clube por voto direto dos associados Vicente Matheus, que comandou o Corinthians durante oito mandatos.

Um incômodo jejum e os anos Rivellino (1961-1975)

No Campeonato Paulista de 1961, o time fez uma campanha tão pífia que foi apelidado por torcedores rivais de "Faz-Me-Rir". O clube apostou na contratação de craques que chegavam ao Parque São Jorge como "salvadores da pátria", mas que acabaram não vingando no time - como Almir Pernambuqinho em 1960 e Mané Garrincha em 1966. Mas aquela década também marcava o surgimento de Roberto Rivellino, "O Reizinho do parque", um dos melhores jogadores da história corintiana, embora nunca tenha vencido um grande título para time.

Em 1966, na tentativa de acabar com o "jejum" de títulos no Campeonato Paulista, a diretoria corintiana contratou o zagueiro Ditão e o volante Nair, que vieram da Associação Portuguesa de Desportos, além do atacante Garrincha, que chegou ao Parque São Jorge com 32 anos de idade. Na época, a verba destinada ao departamento de futebol foi recorde e o jornal "A Gazeta Esportiva" passou a tratar o time como o "Timão do Corinthians", e assim nasceu o apelido que acompanha o clube até hoje. Ainda no final da década, o Corinthians venceria o Santos], após quase 11 anos sem vitórias sobre a equipe de Pelé em edições do Campeonato Paulista. Paulo Borges e Flavio fizeram os gols desssa vitória corintiana.

Em 1970, depois de uma conturbada negociação com a Portuguesa, o Corinthians contratou o lateral Zé Maria. O jogador havia sido campeão mundial com o Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 1970, no México, na reserva de Carlos Alberto Torres. Para sair da fila, a diretoria corintiana trouxe nos anos seguintes nomes como Vaguinho (em 1971) e Geraldão, além de promover jogadores da base como Wladimir. Além da interminável fila de grandes conquistas, o Corinthians também não conseguia chegar, com frequência, às finais de grandes torneios. Ficou de 1957 a 1974 sem decidir o Campeonato Paulista. Em 1974, havia grande esperança de se quebrar o jejum na final estadual contra o Palmeiras. Mas o rival acabou vencendo os corintianos, que precipitou a saída de Rivellino para o Fluminense.

A "Invasão corintiana" e o fim da angústia em 1977 (1976-1980)

Taça do título de 1977 no Memorial do Parque São Jorge. (Imagem: Alessandra A.)

Corinthians e Rivellino acabariam encontrando-se na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, contra o Fluminense, em 5 de dezembro, naquela que é uma das partidas das mais marcantes da história corintiana. Dezenas de milhares de torcedores alvinegros viajaram para o Rio de Janeiro para assistir o duelo no Estádio do Maracanã, que acabou dividido entre os corintianos e fluminenses. Aquele momento acabou conhecido como "A invasão corintiana ao Maracanã". A consagração daquele dia célebre para os corintianos veio como a vitória sobre o clube carioca nos pênaltis, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar. Na decisão do Brasileiro, o Internacional derrotou o Corinthians em Porto Alegre.
No começo de 1977, o presidente corintiano Vicente Matheus trouxe Palhinha, do Cruzeiro, por uma quantia recorde para a época: 7 milhões de cruzeiros. O jogador tornaria-se um dos ídolos da "Fiel" naquele período. Menos de um ano depois de "invadir" o Maracanã, o Corinthians viveria uma de suas noites mais inesquecíveis em 13 de outubro, com a conquista do Campeonato Paulista, que se tornou um dos títulos mais importantes da história corintiana, pois representava o fim de quase 23 anos sem ganhar competições oficiais. Na última de três partidas, contra a Associação Atlética Ponte Preta, o título veio com o gol de Basílio, no segundo tempo.
Para 1978, a diretoria do clube contratou Sócrates, que pertencia ao Botafogo de Ribeirão Preto, que acabaria por ser considerado um dos maiores craques da história do time. Outro que chegava naquele ano ao clube e seria ídolo no Timão era Biro-Biro. Em 1979, o Corinthians voltaria a vencer o Campeonato Paulista contra a mesma Ponte Preta.

A Democracia Corintiana

O ídolo Sócrates, idealizador da democracia corintiana.

No início de 1981, o presidente Vicente Matheus foi buscar pessoalmente na Arábia Saudita o meio-campo Zenon, que havia se destacado no Guarani Futebol Clube em temporadas anteriores e assumiria a camisa 10 do Corinthians, no lugar de Palhinha. Mas após não conseguir um bom desempenho no Campeonato Paulista daquele ano - que era classificatório para o Campeonato Brasileiro do ano seguinte -, o clube teve de jogar a Taça de Prata, espécie de "segunda divisão" do Campeonato Brasileiro, em 1982
Os resultados ruins em campo levaram a mudanças na diretoria, com a saída de Vicente Matheus, e os jogadores passaram a ter papel ativo nas decisões do clube. Tudo era resolvido pelo voto, das contratações ao local de concentração. O período ficou marcado como a "Democracia corintiana". As mudanças surtiram efeito. Em 1982, quando liderados pelos ídolos Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro e Zenon, o clube conquistou o Campeonato Paulista em cima do São Paulo, que tentava o tricampeonato na competição. No ano seguinte, o Corinthians repetiria a final contra o rival e uma vez mais conquistaria o torneio. Ainda naquele ano, o Corinthians havia aplicado a maior goleada da história do Campeonato Brasileiro, um acachapante 10 a 1 sobre o Tiradentes, do Piauí - com 4 gols de Sócrates.

No ano seguinte, a equipe corintiana não conseguiu o seu quarto tricampeonato paulista, tendo perdido o título para o Santos. Já pelo Campeonato Brasileiro, o time do Parque São Jorge fez sua melhor campanha desde o vice-campeonato da edição de 1976 e chegou à semifinal. O plantel alvinegro foi eliminado pelo Fluminense, mas a campanha é também lembrada pela goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo de Zico e companhia. Em 1985, já sem Socrátes em seu plantel e com o fim da Democracia Corintiana, a nova diretoria corintiana apostou na consolidação de uma grande equipe, com as contratações de De León, que deixou o Grêmio como o jogador mais caro do futebol brasileiro até então, Serginho Chulapa e Dunga, que se somavam a reforços do ano anterior, como Carlos, Édson e Juninho, contratados da Ponte Preta, quanto aos bem-estabelecidos Wladimir, Biro-Biro, Zenon e Casagrande. O grande time, porém, só ficou no "papel": no Campeonato Brasileiro, o Timão foi eliminado antes das semifinais, e no Campeonato Paulista, a equipe ficou apenas em quinto lugar.

Aposta na base e primeiro título brasileiro (1986-1992)

Nos anos seguintes, o clube renovou-se com um elenco com jogadores como o volante Wilson Mano, e o zagueiro Marcelo, além de apostar em jogadores formados nas categorias de base corintiana, como o goleiro Ronaldo, o volante Márcio Bittencourt e o atacante Viola, o Corinthians voltaria a conquistar do Campeonato Paulista.
Em 1990, o Corinthians conquistaria um dos títulos mais importantes de sua história. Com uma equipe dirigida pelo técnico Nelsinho e liderada em campo por Neto - que se consagraria como grande ídolo corintiano - o clube faturou seu primeiro Campeonato Brasileiro, vencendo na decisão o São Paulo.
No final de 1991, Vicente Mateus deixava a presidência corintiana. Sua esposa, Marlene Matheus, assumiu o clube e ficaria no cargo até 1993.

Era Dualib, o período das parcerias (1993-2006)

Carlos Tévez, principal contratação da parceria com a MSI, ao lado do ex-Presidente Lula.
Em 1993, em nova eleição o presidente eleito seria Alberto Dualib, e o clube conquistaria nos anos seguintes o Campeonato Paulista de 1995 e o seu primeiro título na Copa do Brasil e de forma invicta. O meia-atacante Marcelinho Carioca foi um dos grandes destaques dessas conquistas e despontaria a partir dali como grande ídolo do clube.
A Era Dualib foi marcada por parcerias com grupos privados: Banco Excel (1997), Hicks, Muse, Tate & Furst Incorporated (de 1999 a 2001) e MSI (de 2005 a 2007), que levaram muitos recursos financeiros ao clube, conquistas e polêmicas. Entre grandes nomes que defenderam o clube, destacam-se Gamarra, Rincón, Vampeta, Edílson, Ricardinho, Kléber, Dida (era Hicks Muse), e Carlitos Tevez, Mascherano e Nilmar (era MSI).
Já em relação a títulos, o clube conquistou mais três Campeonatos Brasileiro (1998, 1999 e 2005), quatro Campeonatos Paulistas (1997, 1999, 2001 e 2003), uma Copa do Brasil (2002), além do inédito Mundial de Clubes de 2000 - o primeiro organizado pela FIFA.

Fim das parcerias, o rebaixamento e a volta por cima (2007-2011)

Em 2007, a MSI deixou o clube, juntamente com seus principais jogadores - Tevez, Mascherano, Roger e Gustavo Nery. Pressionado, o presidente Alberto Dualib também deixou o cargo, que ocupava havia mais de uma década. Ainda naquele ano seriam realizadas eleições para a escolha de um novo presidente, tendo sido eleito Andrés Sanchez, considerado um "ex-aliado" de Dualib por ter deixado o cargo que ocupava naquela administração e se tornado um opositor tanto do então presidente quanto de Joorabchian. Com a saída do MSI, iniciou-se um período de instabilidade tido como "a pior crise" da história do time, que culminou no rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Para a temporada 2008, o clube investiu em rentáveis projetos de marketing, reformulou a equipe de futebol e contratou o técnico Mano Menezes.. A equipe foi vice-campeão da Copa do Brasil e faturou o Campeonato Brasileiro da Série B, que lhe garantiu a volta para a divisão principal do futebol do país. No final daquele ano, a diretoria corintiana acertou a contratação de Ronaldo Fenômeno.
Ronaldo, principal jogador da equipe na temporada 2009 e 2010.

Em 2009, o clube fez um grande primeiro semestre. Embalado por boas atuações de Ronaldo e de jogadores da base que havia disputado a Série B em 2008 - como Elias, Douglas, André Santos e Cristian -, o Corinthians sagrou-se campeão paulista invicto e da Copa do Brasil. Na temporada seguinte, quando o clube comemoraria seu centário, o Corinthians reforçou-se com Roberto Carlos para a disputa da Taça Libertadores. No entanto, o clube foi eliminado nas oitavas-de-final para o Flamengo. Mano Menezes foi convidado para dirigir a seleção brasileira e deixou o comando do time. O clube, que terminou a temporada dirigido por Tite, disputou a liderança do Brasileiro com o Fluminense, mas acabou na terceira colocação. Ainda naquele ano, foi anunciado a construção do seu novo estádio, no bairro de Itaquera.
Em 2011, a equipe foi eliminada logo na primeira fase da Copa Libertadores da América, diante da equipe colombiana Deportes Tolima. Após um vice-campeonato no Campeonato Paulista, o Corinthians conquistou o seu quinto título nacional no Campeonato Brasileiro de 2011, no mesmo dia em que Sócrates, um dos maiores ídolos da história do clube, havia falecido.

A conquista da América - presente

Escalação de Corinthians e Boca Juniors na Final da Libertadores de 2012
Mantendo o elenco-base pentacampeão nacional, o Corinthians iniciou a temporada disputando o Campeonato Paulista e a Libertadores. Pelo torneio estadual, o clube alvinegro fez a melhor campanha na primeira fase da competição, mas acabou eliminado na primeira partida dos mata-matas pela Ponte Preta. Já na competição sul-americana, a história foi diferente para o alvinegro do Parque São Jorge, que conquistou pela primeira vez o cobiçado torneio, batendo adversários como Cruz Azul, Vasco da Gama, Santos e, na final, Boca Juniors, e se sagrando campeão em grande estilo, de forma invicta.

Cores e símbolos

A evolução do uniforme corintiano, em 1910, camisa bege, shorts e meioas brancas. Em 1920, camisa branca, short preto e meias brancas, em 1950, o segundo uniforme na cor preta com finas listras brancas e calções pretos, que é o usado até os dias de hoje.

Uniforme

Oficialmente, a primeira camisa do Corinthians teria a cor bege, em homenagem ao time inglês homônimo. A camisa de 1910 tinha detalhes em preto nas mangas, barra e gola. Os calções eram brancos e feitos com sacos de farinha. Entretanto, para o jornalista Celso Unzelte, pesquisador da história do time, seria muito improvável que o clube, na época pobre e humilde, tivesse recursos financeiros para comprar uniformes que não fossem brancos, e mesmo a fotografia mais antiga do time, do Campeonato Paulista de 1913, mostra os os jogadores vestindo camisas e calções brancos.
Incontroverso é o fato de que, a partir de 1920, o Corinthians passou a jogar com camisa branca e calção preto, quando a diretoria conseguiu dinheiro para comprá-los. Desde então, tornaram-se o uniforme oficial. A partir deste modelo, encontra-se registro das primeiras versões alternativas do uniforme, registradas em partidas específicas. Somente em 22 de dezembro de 1946 que os atletlas do clube entrariam em campo com camisas numeradas, em um amistoso contra o Club Atlético River Plate, no Estádio do Pacaembu. Em 1949, o clube usou uma camisa grená em um amistoso contra a Portuguesa de Desportos, como uma forma de prestar homenagem ao elenco do Torino Football Club da Itália, que foi vitimado em um acidente de avião contra a Basílica de Superga, em Turim.
No final de Agosto de 2010, o Corinthians lançou no Parque São Jorge a camisa em comemoração ao centenário do clube, que foi utilizada como uniforme titular nas partidas em casa até o final do Campeonato Brasileiro daquele ano. A camisa remete ao primeiro uniforme utilizado pelo Corinthians em 1910, com a cor bege e no escudo as lestras "CP", fazendo referencia ao primeiro escudo utilizado pelo clube.

Uniforme dos jogadores

  • Uniforme Titular (2012): Camisa branca, calção preto e meias brancas;
  • Uniforme Alternativo (2012): Camisa preta, calção branco e meias pretas.
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Uniformes dos goleiros

  • Camisa amarela, calções e meias amarelas.
  • Camisa cinza, calções e meias cinzas.
  • Camisa azul, calções e meias azuis.
  • Camisa preta, calções e meias pretas.
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Uniformes de treino

  • Camisa cinza, calção preto e meias brancas;
  • Camisa azul, calção e meias pretas.
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Escudo

Ao contrário da camisa, o escudo do Corinthians passou por várias alterações ao longo dos anos. Enquanto o Corinthians disputava apenas amistosos e torneios de futebol de várzea, a camisa não tinha distintivo. O primeiro foi criado às pressas para o jogo contra o Minas Gerais, válido pela eliminatória para a Liga Paulista de Foot-Ball de 1913, e levava apenas as letras "C" e "P" (de Corinthians e Paulista) enlaçadas. Esse escudo seria usado até o ano seguinte, quando Hermógenes Barbuy, litógrafo e irmão do jogador Amilcar, criou o primeiro escudo oficial, elaborando uma moldura para as letras e acrescentou o "S" (de Sport), que estreou no amistoso contra o Torino (Itália), em São Paulo.
Pouco tempo depois, a moldura fica maior e, a partir de 1919, o distintivo começava a ganhar o formato atual, com a bandeira do Estado de São Paulo ao centro. Em 1937, o presidente Getúlio Vargas baixou o Estado Novo e fez uma cerimônia pública com a queima das bandeiras de todos os Estados da federação, pois queria governo forte e centralizado. A bandeira paulista só sobreviveu dentro do escudo do Corinthians. Após a queda do regime, uso de símbolos regionais foi liberado.Em 1939, o escudo ganhou uma corda que rodeia o círculo, mais os dois remos e a âncora, em alusão ao sucesso do clube nos esportes náuticos. O desenho foi criado pelo pintor modernista Francisco Rebolo, que foi jogador do segundo quadro do Corinthians na década de 1920. Depois disso, o símbolo corintiano passou por pequenas alterações ao longo do tempo, como na bandeira e na moldura.
Em 1990, foi adicionada a primeira estrela em referência ao primeiro título brasileiro. O mesmo foi feito com as conquistas de 1998, 1999 e 2005, além de uma estrela maior e que fica acima das demais, em homenagem à conquista do Mundial da FIFA de 2000. Em 2011 a diretoria do Corinthians resolveu remover todas as estrelas do distintivo do clube. Abaixo, a evolução dos escudos, de 1910 a 1919.
Evolução do Escudo do Sport Club Corinthians Paulista
1913 1914 1914-1916 1916 1916-1919 1919-1939 1939-1979 1979-Presente
SCCorinthians Paulista 1910.png SCCorinthians Paulista 1914.png Corinthians Paulista 1914-16.png Corinthians Paulista 1916.png Corinthians Paulista 1916-19.png Corinthians Paulista 1919-1939.png Corinthians Paulista 1939-1979.png Corinthians Paulista 2011-Presente.png

O mosqueteiro e São Jorge

Imponente sede administrativa e social no Parque São Jorge

O Corinthians adotou o "mosqueteiro" como seu mascote. Há duas versões sobre a origem do mascote corintiano. A primeira seria por conta do clube ter pleiteado uma vaga na Liga Paulista de Futebol em 1913, da qual apenas participavam Americano, Germânia e Internacional - como os personagens Athos, Porthos e Aramis, do romance "Os Três Mosqueteiros", escrito pelo francês Alexandre Dumas, em 1844. Como havia outros pretendentes à vaga, o Corinthians teve de disputar uma seletiva contra o Minas Gerais (do Brás) e o FC São Paulo (do Bixiga), outros dois grandes da várzea paulistana. Após ter vencido as duas equipes, o Corinthians garantiu o direito de disputar a Divisão Especial da Liga, ganhando da imprensa o apelido de D'Artagnan, o quarto mosqueteiro.
Uma segunda versão para a utilização do "mosqueteiro" como mascote corintiano surgiu em 1929, quando o Corinthians venceu o Barracas (Argentina), por 3 a 1. Foi a primeira vitória do clube paulista em partidas internacionais e que ganhou destaque nas páginas do jornal "A Gazeta", com o título dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni: "O Corinthians venceu com "fibra de mosqueteiro"". Esta versão é adotada oficialmente pelo clube e pelos historiadores, como Celso Unzelte.
Além do mascote, o Corinthians tem bastante apego a São Jorge. Depois de comprar o campo do Parque São Jorge, em 1926, o Corinthians adotou o santo como seu padroeiro. O clube construiu uma capela em homenagem a São Jorge dentro de sua sede social.

Patrocinadores

Drogaria Farma Timão, localizada no Parque São Jorge
A partir da década de 1980, a publicidade estava liberada nas camisas de futebol, mas o Corinthians não conseguia encontrar patrocinadores. Era o período da Democracia Corintiana, e a camisa estampou nas costas a frase "Dia 15, vote!", embalado pelas eleições diretas para governador em 1982. Naquele mesmo ano, a empresa de material esportivo Topper exibia o seu logo no lado direito da camisa e, na final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, exibiu nas costas - como exigia a legislação da época - o patrocínio da Bombril. Em 1983, a Cofap foi a primeira marca a ocupar também a frente da camisa, a partir do Campeonato Paulista. Em 1984, para renovar o contrato do ídolo Sócrates, o clube contou com ajuda de uma empresa Corona, que assim conseguiu mantê-lo, mas, em troca, pintou um chuveiro na parte frontal da camisa. A partir de 1985, passou a ser patrocinado pela Kalunga, em acordo que perdurou até 1994. Desde então, o clube mudou de patrocínio constantemente. Atualmente, o clube mantém um contrato com o "Grupo Hypermarcas", além de ter vendido outros espaços da camisa para outras empresas.

Estrutura

Estádios

Pacaembu
Estádio Paulo Machado de Carvalho
Pacaembu.jpg
Vista da fachada do estádio
Nomes
Nome Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho
Características
Local Pacaembu, São Paulo, SP
Brasil
Gramado ()
Capacidade 40.199 pessoas
Construção
Data 17 de setembro de 1938 a 1940
Inauguração
Data 27 de abril de 1940
Recordes
Público recorde 71.280 pessoas - recorde oficial
Outras informações
Proprietário Prefeitura de São Paulo
Administrador Secretaria Municipal de Esportes
Arquiteto Escritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares
O primeiro campo do Corinthians ficava no bairro do Bom Retiro, onde o clube foi fundado, em 1910. Mais precisamente na antiga Rua dos Imigrantes, atual Rua José Paulino. Não era, na verdade, um estádio, mas um terreno baldio que pertencia a um vendedor de lenha. Foi apelido de "Campo do Lenheiro". Era a época da várzea e os próprios jogadores tinham de limpar e aplanar o gramado. Em janeiro de 1918, o Corinthians inaugurou seu primeiro estádio, na Ponte Grande (atual Ponte das Bandeiras), às margens do Rio Tietê. O terreno foi arrendado da prefeitura por influência do intelectual Antônio de Alcântara Machado, um dos primeiros a se aproximar do clube dos operários. Ficava ao lado do Campo da Floresta, da AA das Palmeiras (o maior da cidade até então) e fora construído pelos próprios jogadores e torcedores, em sistema de mutirão. O Corinthians permaneceu mandando seus jogos ali até 1927. Lá fez 108 jogos, com 83 vitórias, 43 empates e 12 derrotas. Fez 391 gols e levou 111 gols.
Em 1926, o clube comprou o campo do Parque São Jorge, localizado dentro no Tatuapé. O Parque São Jorge pertencia ao Sírio, um rival nas disputas futebolísticas da época. Após a compra, o então presidente corintiano Ernesto Cassano resolveu reformar o estádio, com ajuda financeira dos sócios. Enquanto eram realizadas as reformas, o Corinthians seguia mandando suas partidas no campo da Ponte Grande. Assim que cessaram as reformas no Parque São Jorge, em 1928, o campo da Ponte Grande foi doado ao São Bento. O reformado Parque São Jorge, ainda sem ter iluminação, foi inaugurado em 22 de julho, em um amistoso contra o América carioca. O terreno original comprado junto ao Sírio incluía uma fazenda - daí o apelido de "Fazendinha", utilizado até hoje. Foi a partir deste local que o Corinthians começou a se desenvolver e pôde construir até sua sede social.
No Estádio Alfredo Schürig, nome oficial da "Fazendinha", o clube jogou somente em 468 oportunidades, com 346 vitórias, 60 empates e 62 derrotas. Foram 1.312 gols marcados pelo Timão e 480 sofridos. A última partida disputada lá foi um amistoso contra Brasiliense, em 3 de agosto de 2002. Atualmente, o Parque São Jorge é usado para treinamentos e jogos de categorias menores. A diretoria tem a ideia de reformá-lo, mas os planos não saem nunca do papel.
Com o crescimento do número de torcedores, o Corinthians passou a atuar em estádios maiores, e em especial, o clube consolidou uma relação com o Estádio Paulo Machado de Carvalho, que pertence ao município de São Paulo e é mais conhecido como Estádio do Pacaembu. Cerca de 50 mil torcedores estiveram presentes na inauguração do estádio em 28 de abril de 1940. A preliminar foi disputada entre Palestra Itália e Coritiba. Em seguida, o jogo de fundo entre Corinthians, então atual tricampeão paulista, e Atlético Mineiro, vencida pelos corintianos por 4 a 2.
O Pacaembu foi inaugurado como o maior estádio da América Latina, com capacidade para 70 mil pessoas. Em 1942, pouco mais de 70 mil pessoas foram ao estádio para assistir à partida entre Corinthians e São Paulo, em especial pelo atacante Leônidas da Silva, ídolo são-paulino e considerado o melhor jogador brasileiro em sua época. O jogo acabou empatado em 3 a 3 e o público daquele jogo jamais foi batido no estádio. Atualmente, o Pacaembu tem capacidade para receber até 40 mil espectadores.

Arena em Itaquera

Projeto da Arena Corinthians

Desde que se considera o Parque São Jorge como uma casa aquém para a grande torcida do Corinthians, sempre houve muitos projetos, mas nunca foram levados à frente.. Em 27 de agosto de 2010 foi anunciada a construção de um novo estádio pela construtora Odebrecht com capacidade prevista de 48.000 pessoas e um valor estimado de R$ 350 milhões. Ainda no mês de agosto de 2010, a CBF e o Governo de São Paulo anunciaram o estádio como a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014 e possível palco da abertura do mesmo. Porém, para que possa ser sede da abertura, a capacidade do estádio deve ser ampliada para cerca de 65.000 assentos, já que esta é a capacidade mínima para a abertura de uma Copa do Mundo, conforme exigência da FIFA. No dia 30 de Maio de 2011, começaram as obras do estádio, em Itaquera, atualmente o Estádio já possue algumas formas de suas arquibancadas.

CT Joaquim Grava

O CT Joaquim Grava é um espaço para realizar treinamentos da Equipe profissional, posteriormente este espaço irá abrigar também as categorias de base do Clube.
Inaugurado em setembro de 2010 na gestão do Presidente Andrés Sanches o Centro de Treinamento foi o principal foco do então Presidente para melhorar a estrutura do Clube. O espaço leva o nome do principal idealizador do projeto, o médico Joaquim Grava. É considerado pela imprensa esportiva como um dos Centro de Treinamentos mais modernos do Mundo.

Torcida

Torcida do Corinthians no Pacaembu.

A torcida do Corinthians é chamada carinhosamente de "Fiel". Um dos momentos mais marcantes protagonizados por seus torcedores ocorreu em 1976, na semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano, quando dezenas de milhares de corintianos foram ao Rio de Janeiro para assistir ao jogo no Estádio do Maracanã. O acontecimento ficou registrado na história como a "Invasão Corintiana". Este também foi o maior público registrado em uma partida envolvendo o alvinegro no maior estádio do Brasil.
O maior público do Estádio do Morumbi foi registrado em uma partida do Corinthians. Foi no dia 13 de outubro  de 1977, onde pouco mais de 146 mil pessoas assistiram ao jogo entre Corinthians e Ponte Preta, a segunda partida das finais do Campeonato Paulista daquele ano. Pelo Campeonato Brasileiro, o maior público no estádio também é corintiano e a marca foi estabelecida em 6 de maio de 1984, no duelo entre Corinthians e Flamengo, válido pelas quartas-de-final da competição. No Pacaembu, o Corinthians reina soberano com nove dos dez maiores públicos da história do estádio. O recorde de público no Pacaembu foi o clássico entre Corinthians e São Paulo, em 1942, que teve mais de 70 mil espectadores.
"Bando de Loucos", um dos apelidos da torcida corintiana.(Imagem: Alessandra A.)

De acordo com uma série de Institutos de pesquisas, como Ibope e Datafolha, além da Revista Placar, o Timão possui a segunda maior torcida do Brasil com cerca de 25 milhões de torcedores espalhados pelo país - somente atrás nacionalmente do carioca Flamengo Quase 15 milhões de seus torcedores estão concentrados no Estado de São Paulo, onde o time do Parque São Jorge supera o número de torcedores somados de São Paulo e Palmeiras - os seus dois maiores rivais. Outros 10 milhões de "fieis" estão espalhados pelo resto do Brasil. Os corintianos lideram na região Sudeste do Brasil. Em Minas Gerais, o "Timão" tem mais de um milhão de torcedores e é a quarta maior torcida nesse Estado - atrás somente de Cruzeiro, Atlético-MG e Flamengo. No Sul do país, os corintianos só ficam atrás das torcidas de Grêmio e Internacional. Só no Paraná, estado no qual o Corinthians é o time mais popular, são mais de 1,8 milhões de alvinegros.

Torcida Organizada do Corinthians em Florianópolis, Santa Catarina.(Imagem: Alessandra A.)

Fora das regiões Sul/Sudeste, o Corinthians consolida-se como segundo time mais popular do país. Na soma das regiões Centro-Oeste e Norte, os corintianos também ficam com o segundo posto de torcida mais popular. O mesmo acontece no Nordeste brasileiro. Os corintianos têm forte presença de torcedores em Estados como Pernambuco (segundo pesquisa Ibope/2010, são quase 700 mil torcedores, que só perdem para os três times locais: Sport Recife, Santa Cruz e Náutico; já o DataFolha coloca como a segunda maior torcida do Estado), Ceará, com mais de 500 mil torcedores e atrás de Fortaleza, Ceará e Flamengo. e Bahia, com mais de um milhão de torcedores, que só perdem para Bahia, Vitória e Flamengo.
Um estudo divulgado em 2012 por uma consultoria mostrou que a torcida corintiana possui o maior poder de compra do país.

Torcidas organizadas

O Corinthians tem como principais Torcidas Organizadas a Gaviões da Fiel, a Camisa 12, a Pavilhão 9 e a Estopim da Fiel. Fundada em 1969, a Gaviões da Fiel é a maior delas e possui mais de 90 mil sócios. Gaviões e Camisa 12 têm rivalidade histórica, pois a segunda nasceu de uma divisão entre diretores da primeira, dois anos depois da fundação da Gaviões. Hoje, existe uma divisão por razões políticas dentro da própria Gaviões da Fiel. Em jogos do clube como mandante, as quatro maiores torcidas corintianas cantam geralmente suas próprias músicas. Ss letras cantadas pelos integrantes da Gaviões da Fiel sobressaem-se sobre as demais torcidas uniformizadas corintianas, devido ao maior número de integrantes e constumam ser acompanhadas pelos outros torcedores, normalmente não-vinculados a qualquer facção, espalhados pelo estádio.
Fora do estádio, as organizadas têm participando efetivamente da vida político-administrativa do Corinthians. Um dos casos mais notórios desta participação ocorreu na queda de Alberto Dualib, na década de 2000, que estava há mais de 15 anos no poder corintiano.

Rivalidades

Derby Paulista

Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio Palestra Itália na década de 1920

Corinthians e Palmeiras (antigo Palestra Itália) mantêm uma das mais antigas rivalidades do futebol brasileiro. O clássico entre os clubes é conhecido como "Derby Paulista". O termo foi criado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, de A Gazeta Esportiva, por ser um jogo difícil de apontar o vencedor, como eram as corridas de cavalo disputadas em Epsom (no Reino Unido), chamada de "Derby". O primeiro confronto aconteceu 6 de maio de 1917, com vitória palestrina por 3 a 0. Já a primeira vitória do Corinthians aconteceu na sexta partida entre os dois times, disputada em 3 de maio de 1919, por 3 a 0 (gols de Américo, Garcia e Roverso). Com inúmeros duelos decisivos ao longo da história (Campeonato Paulista, Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Brasileiro, e Taça Libertadores da América), é considerado um dos clássicos de maior rivalidade do futebol brasileiro.

Majestoso

Outra grande rivalidade no futebol paulista é o clássico entre Corinthians e São Paulo Futebol Clube. O duelo é conhecido como "Majestoso", alcunha também dada pelo jornalista Thomaz Mazzoni. O primeiro jogo entre as duas equipes (na época, os são-paulinos eram o São Paulo da Floresta) ocorreu no Estádio Alfredo Schürig (Fazendinha), em 25 de maio de 1930, e acabou vencido pelos corintianos pelo placar de 2 a 1. Como São Paulo Futebol Clube, a primeira partida ocorreu em 1936, também na Fazendinha e com nova vitória corintiana, desta vez por 3 a 1 (três gols de Teleco). Contra o São Paulo, o Corinthians decidiu vários estaduais, além da final do Campeonato Brasileiro de 1990 e o Torneio Rio-São Paulo de 2002.

Clássico Alvinegro

O clássico mais antigo do futebol paulista é o jogo entre Corinthians e Santos, chamado de "Clássico Alvinegro" em referência às cores dos dois clubes. O primeiro duelo entre as equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no Parque São Jorge (que à época não pertencia aos corintianos, e acabou em 6 a 3 para o time do litoral. A primeira vitória corintiana veio no quarto confronto, em 26 de agosto de 1917, por 3 a 0, no Estádio da Vila Belmiro. Em decisões de campeonato, os dois alvinegros mediram forças algumas vezes pelo Campeonato Paulista e uma vez pelo Campeonato Brasileiro, de 2002. Recentemente, estas duas equipes disputaram a semifinal da Copa Libertadores de 2012, na qual o time da capital se classificou para a decisão do torneio.

Clássico dos Invictos

Duelo menor entre as maiores rivalidades corintianas, o confronto entre Corinthians vs Portuguesa é também conhecido como o "Clássico dos Invictos". O primeiro jogo entre os dois times foi realizado no dia 12 de junho de 1921, pelo Campeonato Paulista daquele ano, e terminou com goleada alvinegra por 5 a 0. Os grandes duelos entre ambos ocorreram especialmente durante a primeira metade da década de 1950.

Outros confrontos

  • Corinthians vs. Flamengo
  • Corinthians vs. Vasco da Gama
  • Corinthians vs. Atlético Mineiro
  • Corinthians vs. Ponte Preta

Futebol profissional

Marcelinho Carioca, ídolo do passado, foi o embaixador do centenário corintiano.

Em sua história, o Corinthians sempre teve grandes jogadores no futebol, entre eles estão os brasileiros: Idário (revelado nas categorias de base do Corinthians), Biro-Biro (foi um dos maiores jogadores da década de 80), Neto (o xodó da fiel, conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro do clube), Casagrande (revelado nas categorias de base do clube), Sócrates (um dos idealizadores da democracia corintiana), Vampeta (conquistou títulos como Campeonato Brasileiro 1998 e 1999, Campeonato Paulista 1999 e 2003, Mundial de Clubes 2000, Torneio Rio-São Paulo 2002 e Copa do Brasil 2002), Marcelinho Carioca (conquistou inúmeros títulos pelo Corinthians, um dos maiores jogadores da história do clube), Ronaldo (Campeonato Paulista 2009 e Copa do Brasil 2009) entre outros. Dentre os jogadores internacionais que mais se destacaram na história do Corinthians estão: Gamarra (Campeonato Brasileiro 1998 e Campeonato Paulista 1999), Rincón (Campeonato Brasileiro 1998 e 1999, Campeonato Paulista 1999 e Campeão Mundial 2000) e Carlitos Tevez (Campeonato Brasileiro 2005). Alguns treinadores se destacaram no Corinthians, como Carlos Alberto Parreira (deixou o comando do time para assumir a Seleção Brasileira em 2002, conquistou o último Torneio Rio-São Paulo e também a Copa do Brasil), Mano Menezes (conquistou o Campeonato Brasileiro série B 2008, Campeonato Paulista 2009 e a Copa do Brasil 2009, deixou o comando do time em 2010 para comandar a seleção brasileira) e Tite (conquistou o Campenato Brasileiro de 2011 e a Libertadores de 2012).

Já são 90 anos de vida, desde o longínquo ano de 1910, quando o futebol no Brasil ainda estava na infância. Foi nesse ano que surgiu o Sport Club Corinthians Paulista, um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Esse clube, hoje em dia, tem uma das maiores torcidas dentro do Brasil. Quem nunca ouviu falar no Corinthians? São milhões de apaixonados pelas cores preta e branca espalhados pelos quatro cantos do país. Sua capital? A cidade de São Paulo, a principal metrópole da nação. Hoje, o clube fica no bairro do Tatuapé, bairro de classe média paulistana. Mas não foi lá que ele nasceu, e sim no bairro do Bom Retiro, região central da cidade. Atualmente um bairro comercial. Em 1910 o Bom Retiro era uma área operária, onde milhares moravam e trabalhavam na São Paulo industrial do começo do século XX.

Foram cinco desses operários que fundaram o clube que conhecemos hoje como Corinthians, que passou por muitas dificuldades ao longo de sua história, até ser grande e gerar paixões, às vezes inacreditáveis, por todo o Brasil.

Esse clube é conhecido pela sua torcida, considerada fanática e apaixonada pelo futebol. Esta paixão tem uma origem, a qual estudaremos aqui a partir da seguinte questão a ser respondida: Qual o papel social do Sport Club Corinthians Paulista na busca da identidade cultural e social de seu torcedor, dando origem à paixão corintiana? Com esta questão pretendemos mostrar que o famoso "Timão" tem um papel social e cultural muito importante na vida de certas multidões - principalmente nos primeiros tempos de sua criação, quando seus torcedores eram, em maioria, imigrantes e operários da cidade que crescia de maneira acelerada nos primeiros anos desse século.

O Corinthians é uma forma de identificação sócio-cultural, mas não como qualquer clube. Ele gera grandes e extremadas paixões. Com este recorte podemos estudar a identificação dos primeiros torcedores com o clube. Este tema nos possibilita estudar a identificação individual do paulistano na República Velha, já que o clube possibilita essa identidade pessoal do cidadão/torcedor aflorar e fortalecer-se, o que é importante para entendermos o torcedor corintiano de hoje, e até mesmo a própria cidade de São Paulo. Assim, com este trabalho pretendemos mostrar que o Corinthians é um fenômeno social, podendo ,assim, entender a paixão que o clube exerce em sua torcida.

A justificativa pessoal que existe para este trabalho não poderia ser outra. Afinal, como já disse, sou corintiano e quero conhecer a história e principalmente a origem deste clube cada vez melhor. Pretendo estudar esse time que gera tantas paixões, pois ele também provoca isso em mim.

O futebol paulista no começo do século.
As duas primeiras bolas de futebol chegaram ao Brasil em 1894, com um brasileiro, filho de ingleses, chamado Charles Miller. Desde lá, o jogo não parou mais de ser praticado no país. Os primeiros amistosos entre clubes surgiram nos anos de 1899/1900, com os clubes do São Paulo Athletic, Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros), Mackenzie e a Internacional. Todos tinham sócios da elite paulistana, de origens as mais diversas - como Americanos, Ingleses e Alemães. O esporte continuou a crescer, e em 1902 surgiu a Liga Paulista de Football, com apenas cinco clubes (os quatro já mostrados acima mais o C. A. Paulistano, também da elite ). A liga organiza o primeiro campeonato paulista de futebol, cujo campeão seria o São Paulo Athletic, que possuía Charles Miller, o responsável pelo futebol no Brasil.

Os primeiros anos de campeonato paulista foram conturbados, com saídas e entradas de times, divisões de liga (entre Associação Paulista de Esportes Atléticos e a Liga, na segunda década do torneio) e até desaparecimento de taça de campeão, acontecido no ano de 1911. A hegemonia do futebol paulista nos primeiros anos ficou entre o time do Paulistano, do São Paulo Athletic e do A . A Palmeiras. Mas também já existiam vários times de várzea espalhados por toda a cidade, já que o futebol começava a ganhar seu espaço também nas camadas populares. Muitas equipes surgiram, e uma delas, em 1910, era o Sport Club Corinthians Paulista, do qual começamos a falar agora.

A ORIGEM

Em 1º de Setembro de 1910, às 20h30, no Bom Retiro, bairro operário de São Paulo, que contava principalmente com imigrantes italianos, portugueses e espanhóis, nasceu a paixão. Mais exatamente na Rua dos Imigrantes, nº 34, esquina com a Rua Cônego Martins, surgia o Sport Club Corinthians Paulista. Seu aparecimento é simples. Cinco operários do bairro - Antônio Pereira, Joaquim Ambrósio, Anselmo Correia, Carlos da Silva e Rafael Perrone - resolveram fundar um clube de futebol. São eles a quem todo corintiano deve agradecer. Sentados em frente a uma confeitaria, apenas sobre a luz de um lampião de gás, tiveram a idéia de fundar um clube operário para jogar nas várzeas paulistas. Mas por quê um time chamado Corinthians?

O Brasão do Corinthians Casuals
A origem do nome vem de um time de estudantes ingleses que passara por São Paulo e Rio de Janeiro para disputar amistosos e cujo nome era Corinthian Casuals Football Club, em homenagem a cidade grega de Corinto. Em seus jogos no estádio do Velódromo (localizado na área do bairro da Consolação, mas já extinto) este time encantou muita gente pelo bom jogo apresentado. Não deixou inclusive de encantar aqueles cinco rapazes do Bom Retiro, que dias depois fundariam seu próprio clube. Inicialmente, o Corinthians não tinha um nome definido, mas várias sugestões diferenciadas: a primeira foi Santos Dumont, em homenagem ao criador do avião; a outra foi Carlos Gomes, em homenagem aos italianos do bairro, já que o maestro escrevia suas óperas em italiano.

Mas então Joaquim Ambrósio, na primeira reunião, pediu a palavra e propôs que o time se chamasse Sport Club Corinthians Paulista em homenagem ao time inglês que passara com grande sucesso e que, segundo suas palavras, também fora fundado à luz de um lampião de gás. Provavelmente Ambrósio tinha a intenção de mostrar a seus companheiros que o novo clube um dia poderia se tornar conhecido como o Corinthian inglês. Ele tinha em seu pensamento que um clube de operários poderia ser grande e famoso, mesmo com um nascimento simples, e tomava como exemplo o time de outras terras. Mas Ambrosio talvez esquecera de explicar que o Corinthian (time inglês) fora fundado por alunos de Oxford e Cambridge, universidades freqüentadas por pessoas da elite inglesa, geralmente filhos de burgueses. O novo Corinthians Paulista seria o oposto dessa situação. Mas a única diferença entre ambos não seria essa.

Se o novo Corinthians tinha o "s" no final, e o outro não, o que aconteceu no nome? Simples. Quando o time inglês jogava, os torcedores gritavam "go Corinthian". A imprensa e o público em geral pensavam que Corinthian era o nome de um jogador do team inglês, e nos jornais do dia seguinte saía que o "Corinthians Team" (ou seja, uma expressão da língua inglesa, significando "time do jogador Corinthian") vencera a partida. Foi assim que o Corinthian se tornou Corinthians no Brasil.

Todo time tem as suas ambições, e com o Corinthians a história não seria diferente. Os seus primeiros fundadores e sócios tinham sonhos diferenciados com a evolução da equipe. Alguns diziam que o Corinthians deveria se tornar um time grande, como o Paulistano e o São Paulo Athletic, e disputar os campeonatos da Liga Paulista para ganhar, não se restringindo à várzea. Outros queriam que a equipe fosse apenas um time de bairro, para disputar campeonatos na várzea. Essas pessoas tinham medo do novo clube encarar os grandes do futebol paulista, e até mesmo de não ser aceito. Queriam que o Corinthians realmente fosse como um pequeno clube destinado apenas aos moradores do Bom Retiro, como se fosse o centro de uma associação de bairro.

É preciso dizer, assim, que o Corinthians não existe apenas porque o time inglês passara por São Paulo: ele só tem o nome em homenagem a tal time. A idéia dos homens que fundaram o Corinthians Paulista já estava preparada, independente do time inglês chegar ou não ao Brasil; a idéia de existir um time operário, ou club dos operários, como era conhecido, já tinha nascido e cristalizado. O futebol estava em alta no Brasil e se popularizava aos poucos, principalmente nos vários campos de várzea existentes por toda a cidade. Os operários do Bom Retiro já estavam pensando em ter o seu próprio clube para praticar esportes e desfrutar de lazer no seu próprio bairro. A idéia de que o Corinthians não foi fundado a partir do clube inglês pode ser provada pelos diversos nomes possíveis que este clube poderia ter e que, como já foi dito anteriormente, por meio de uma votação, se tornou Sport Club Corinthians Paulista. Ele foi a realização de um sonho, acima da influência da equipe inglesa ou não.

A TORCIDA

A torcida corintiana hoje é composta por milhões de pessoas, sendo a segunda maior do Brasil. Todos já ouvimos falar do fanatismo desses torcedores, conhecidos como fiéis ao seu clube do coração. Os primeiros membros da torcida alvinegra com certeza eram do bairro do Bom Retiro, e, foram estes que ajudaram a construir essa grande "nação" chamada Corinthians. Essa massa sempre teve fortes relações com o clube desde os tempos de várzea, e o clube sempre ofereceu-se como uma forma de lazer aos seus torcedores. Por exemplo, na compra da primeira bola do time se passou uma lista por todo o bairro, para quem quisesse dar algum dinheiro com a intenção de ajudar o novo clube, e, como sabemos e vemos hoje, muitos ajudaram. Além disso, muitos dos primeiros sócios não tinham, às vezes, dinheiro para pagar a mensalidade do clube, devido à sua situação financeira , mas sempre se dava um jeito de acertar as contas. O clube, como consta em sua ata, oferecia aos seus sócios pic-nics, saraus e se propiciava a organizar matchs (partidas) para divertir os seus torcedores e sócios com a prática do futebol.

Torcedores, que aumentaram com o tempo e, iam sempre assistir o Sport Club Corinthians Paulista na várzea, e depois, nos estádios da Liga Paulista de Futebol. Isso nos mostra que a torcida, desde o início da história do clube, sempre esteve ligada a este, já que o clube propiciava aos mesmos uma forma de lazer e diversão.

Muitos dos sócios e torcedores do Corinthians eram imigrantes da Itália, Espanha e Portugal, o que era muito comum no bairro do Bom Retiro no começo do século. O processo imigratório ao Brasil nestes anos estava em grande velocidade: milhares de imigrantes europeus chegavam a São Paulo para trabalhar na crescente indústria paulista, e alguns se instalavam no bairro do Bom Retiro. O Clube Corinthians tinha como sócios, assim, muitos imigrantes e descendentes destes e também entre seus torcedores. O Corinthians não tinha em sua massa torcedora apenas imigrantes de uma só nacionalidade, mas de diferentes lugares, principalmente da Europa. Pode-se ver isto por alguns jogadores que passaram pelo clube nos primeiros anos, como o espanhol Casemiro Gonzales; o português Horácio Coelho e o italiano Américo Fraschi. Isso nos mostra que o Corinthians é um clube generalizado, que faz a tentativa de unir o proletariado usando como base o lazer e a diversão, não importando a origem deste operário. Por outro lado, o imigrante resgata a sua cultura dentro do clube, principalmente nos saraus que este propiciava aos seus sócios.

A camada social que freqüentava o clube era em sua totalidade composta por operários e pequenos comerciantes, como sapateiros, barbeiros e outros, todos do Bom Retiro. Mais tarde os operários-torcedores vinham de várias partes da cidade, principalmente após o Corinthians começar a fazer sucesso e entrar para a "Liga Paulista de Futebol". Uma camada pobre da população freqüentava preferencialmente o clube, não tendo muita renda mas fazendo de tudo para ajudá-lo. A área administrativa do Corinthians também era composta por pessoas da mesma classe, como Miguel Bataglia, que trabalhava na Light e foi o primeiro presidente do time, ajudando a comprar seu primeiro terreno. Muitos outros elementos da área administrativa, se não a maioria, eram de classe baixa, ou pequenos comerciantes ou operários. O clube do Corinthians proporcionava um modo destes trabalhadores se divertirem como faziam muitos, principalmente praticando o futebol. Hoje em dia a situação mudou pouco: os torcedores do Corinthians são de todas as classes, mas ainda, em sua maioria, provêm da classe baixa. Porém, os sócios do clube atualmente são, em maioria, da classe média paulista, e não da massa proletária, como antes. No entanto, os torcedores mais fanáticos ainda continuam nas pessoas simples de classes mais baixas.

Todo clube tem em sua torcida muitos fatos estranhos e de paixão. Com o Corinthians não poderia ser diferente, e alguns fatos de seus "fanáticos" serão mostrados a seguir, a fim de esclarecer o que o time exerce em seus torcedores. O primeiro fato que mencionaremos, talvez um dos mais engraçados, é o de uma bola quadrada até hoje guardada no clube. Durante uma partida do Corinthians, foi jogada em campo uma bola quadrada que ninguém sabe quem jogara, mas o que importou é que o corintiano se divertiu muito e mantém a história viva, porém oculta, até hoje na história do clube. Outro caso é do torcedor José da Costa Martins que, na década de 20, a cada gol que o Corinthians marcava nos jogos acendia um charuto. Por esse motivo Martins ficou conhecido como torcedor "mosqueteiro corinthiano" (mascote do time), que está sempre fumando um charuto. Esse fato mostra as manias que muitos corintianos têm em relação ao clube, retratando a paixão de torcedor.

Mas há um terceiro caso, de um homem que era mais do que torcedor corintiano, e sim um ídolo na história do clube: Manuel Nunes, o Neco, primeiro grande craque corintiano, a quem o clube deve muitas vitórias. Seu caso é o retrato de como um torcedor pode fazer para manter ainda vivo o seu time. Nos seus primeiros anos de existência, o Clube Corinthians passava por uma crise financeira, não conseguindo pagar o aluguel de sua pequena sede. Não demorou muito, e o dono do estabelecimento trancou as portas do lugar com tudo o que havia de patrimônio do clube dentro, inclusive as primeiras atas e a primeira taça do clube. Tudo seria perdido se não fosse por Neco e alguns amigos: na calada da noite, eles arrombaram e entraram na sede pela janela, e retiraram todos os pertences do clube. Poucos anos depois, Neco se tornaria um dos maiores jogadores da história do Corinthians. Este caso nos mostra a maior paixão que um torcedor pode ter pelo seu clube. Talvez Neco tenha feito isso para não perder o seu espaço de lazer, o Sport Club Corinthians Paulista.

Neco: o primeiro ídolo corinthiano

TEM COISAS QUE ATRAPALHAM

Todos passam por dificuldades, e com o Sport Club Corinthians Paulista não foi diferente, ainda mais pela sua origem nos seus primeiros anos de existência . Esse e outros fatores serão estudados neste trecho, destinado aos momentos difíceis que o Corinthians passou no início de sua história. O time sofreu muitos preconceitos no início de sua história, devido à origem social vinda da classe operária. Muitos não gostavam de ver o Corinthians levando pessoas para ver seus jogos, e com isso já nascia naquele tempo o termo "Anti-corinthianismo", mas é claro, bem diferente do atual. O termo, no início de sua história, é devido ao Corinthians ser um clube de operários que ganhava espaço no futebol paulista. Hoje em dia, deve-se à rivalidade que o clube tem com outros times paulistas e brasileiros. O preconceito era visível, principalmente quando o Corinthians reivindicava um lugar no Campeonato Paulista, mesmo sendo um clube de várzea. A chance de jogar, quando apareceu pela primeira vez, foi logo retirada, já que um dos times grandes que saíra do torneio resolveu voltar, tirando o Corinthians. Pode-se perceber certo preconceito neste momento por parte dos dirigentes da Liga Paulista de Futebol, que mesmo prometendo não cumpriram a palavra. O alvinegro reclamou e conseguiu participar do seu primeiro Campeonato Paulista em 1913, mas antes teria de passar por um triangular para aí sim poder disputar o Campeonato com os grandes. Por meio dessa manobra podemos perceber as tentativas de não deixar o Corinthians disputar com os grandes times. Dizem até que um dos primeiros jogadores negros do futebol brasileiro, Davi, jogou no Corinthians, mas somente no segundo quadro do time, pois seria mais difícil ainda ser aceito no Campeonato.

Numa das primeiras taças conquistadas pelo clube, aqueles que viam com maus olhos o Corinthians, perceberam, que deveriam deixar o preconceito com o clube de lado, não por sentirem que todos são iguais e sim porque se deram conta de que o Corinthians poderia dar lucro à Liga Paulista de Futebol, já que o clube sempre lotava os estádios e campos em que jogava. Provavelmente esse foi um dos fatores que fez com que o Corinthians entrasse na Liga; o preconceito dos "anti-corinthianos" não deixou de existir, tanto que a seguir veremos como se deu a não-participação do Corinthians no Campeonato Paulista de 1915.
O Corinthians era o campeão paulista do ano anterior, pois derrotara todos os grandes times do futebol paulista. Este já estava dividido, entre duas ligas: a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e a LPF (Liga Paulista de Futebol); a primeira convidou o Corinthians a participar de seu campeonato de 1915, por interesses financeiros.

O Corinthians saiu da LPF e foi à APEA, mas, na hora de competir, não foi aceita sua participação, levou um "passa-moleque", e também não pôde voltar à LPF, ficando fora dos dois campeonatos. Neste momento, percebe-se que o preconceito imperou sobre o Corinthians, gerando muitas dificuldades ao clube e quase o extinguindo, mas o time deu a volta por cima, e existe até hoje.

O maior preconceito existente no início da história corintiana foi por parte da elite paulistana, que torciam e participavam de clubes grandes, como o Paulistano, o São Paulo Athletic e o Mackenzie contra os Corinthians operários e imigrantes sócios e torcedores deste clube. A elite nunca quis que no futebol, principalmente em seus campeonatos, se inserisse pessoas da classe mais baixa. Por essa razão não gostavam de jogar contra um time do bairro do Bom Retiro, formado por operários que muitas vezes eram seus subordinados. Não raras vezes, e o Corinthians ganhava dos times de elite, conquistando até campeonatos, o que deixavam os elitistas muito irritados, a ponto de tentarem tirar esses operários do cenário do futebol, como em 1915.

Essa rivalidade de operários e imigrantes contra a elite burguesa paulista no campo era uma forma de extravasar os sentimentos que se passavam nas indústrias e na vida cotidiana da cidade de São Paulo no começo deste século. O preconceito por parte da elite era muito grande e isto se passava para o futebol, como veremos no trecho a seguir. Alguns elitistas queixavam-se: "São Paulo transformou-se num vasto campo de Football. Há sociedades por todos os campos...Os clubes da Liga acolheram em seu seio rapazes da Várzea. Fizeram bem? Achamos muito justo que os operários, os humildes, participem das refregas, mas os operários e humildes que compreendem os seus deveres de Soprassem. Desta forma apareceram ao Velódromo, da noite para o dia, inúmeros soprassem de outras plagas e outros costumes... Os antigos, fiéis aos velhos hábitos, receberam com hostilidades seus companheiros. E dahi, desse encontro inesperado, que era, aliás, uma conseqüência inevitável do progresso do football, resultaram os factos tristíssimos de 1909 à 1912..." (Diaféria, pg 71). Neste trecho, podemos perceber que os elitistas põem a culpa de fatos como o desaparecimento de uma taça e divisões no futebol, naqueles de classe mais baixa, como operários e imigrantes, que foram "acolhidos" pelos clubes, só que pelos seus hábitos, outro preconceito da elite, estragaram o verdadeiro futebol. O que esses elitistas não falam é que foram os dirigentes de um clube de elite que sumiram com a taça, e também que muitos jogadores da várzea, como os do Corinthians em 1915, eram convidados e até pagos a jogar por esses clubes da elite. A disputa, regada por preconceitos, entre operários e imigrantes contra a elite burguesa transformava o futebol numa competição, não somente por pontos mas pelo poder social. Os corintianos tinham a intenção de se ascender no futebol paulista, e faziam de tudo para conseguir isto, até mesmo aceitar que era caluniado, mas não desistir, como admitiu Ricardo de Oliveira, seu presidente, falando sobre a mudança de sede, "até mesmo para a elevação moral do clube, que, como todos os sócios sabiam, era injustamente difamado por outros clubes e pelos inimigos, que não podendo vencê-lo no campo de futebol, esmeravam-se em difamá-lo... A mudança de sede tinha a intenção de colocar o clube à altura das agremiações congêneres...

O Corinthians passou por grandes problemas financeiros no começo da sua história, sendo um dos anos mais críticos o de 1915, mas desde a sua fundação ele passou por problemas relacionados às suas contas. Muitos desses problemas financeiros são decorrentes do Sport Club Corinthians Paulista ser um clube de classe baixa, já que este e seus sócios não tinham muita renda e não disponham da ajuda de ninguém, a não ser de um ou outro torcedor que tinha um pouco mais e tentava ajudar, mas mesmo assim, não era o suficiente.

Como vimos, o Corinthians não jogou o Campeonato Paulista de 1915, por não ser aceito em nenhuma das ligas. Esse ano foi considerado um ano de vida ou morte para o clube, pois seu caixa ia de mal a pior, o dinheiro não conseguia cobrir muitos aluguéis, como o campo do Lenheiro, onde jogava; mudou sua sede para a rua dos protestantes, que era perto do bairro, mas alguns reclamavam dizendo que a má situação acontecia por haver saído do bairro e da antiga sede. A presidência era muito criticada pelos sócios devido à situação do clube, que estava muito difícil para o Corinthians. Muitos dos sócios estavam desempregados e não conseguiam pagar suas mensalidades, gerando menos renda ao caixa corintiano, mas nunca esses tiveram suas "carteiras" de sócios invalidadas. Felizmente o clube passou por essas dificuldades e sobreviveu.

EVENTOS SOCIAIS DO CLUBE

O Corinthians nunca foi só futebol, mesmo nos seus primeiros anos. Em uma das suas primeiras atas, já estava definido que além do futebol seriam organizados torneios de ping-pong e também saraus. Podemos ver que o clube nasceu não apenas destinado à prática do futebol, e sim poliesportivo. Inclusive, a primeira taça conquistada pelo clube não vem do futebol, e sim de pedestrianismo em 1912, quando três competidores corintianos chegaram nas três primeiras colocações na prova disputada no estádio do Parque Antártica. Mas é claro que a paixão que o Corinthians exerce hoje aos seus "seguidores" é devido, principalmente, ao futebol.

O Corinthians não era só um simples clube de futebol, mas uma opção de lazer para os seus sócios, que não precisavam ir ver especialmente uma partida de futebol, mas poderiam também ter um lugar para se reunir com os amigos, jogar ping-pong, e principalmente expressar as suas idéias, mostrando que o Corinthians propiciava lazer e diversão aos seus torcedores.

O Bom Retiro é a parte da cidade onde a maioria de sua torcida se encontrava. Este bairro não era muito grande, e reunia, como se sabe, operários das indústrias paulistas do início deste século. O clube reunia essas pessoas deste bairro. O Corinthians pode ser considerado uma "área " de eventos sociais do Bom Retiro. As relações entre o clube e o bairro eram muito amistosas: ele servia como um representante deste bairro no futebol e no esporte de São Paulo, tanto que quando o Corinthians ganhou a sua primeira taça, realizou-se uma festa por três dias no bairro. Muitos dos primeiros sócios do clube não concordavam que ele deixasse de ser clube de bairro, querendo que a sede permanecesse no Bom Retiro. Por isso tudo, podemos perceber que o Corinthians não só tinha características esportivas, mas também promovia eventos sociais e culturais.

Jogadores Corinthianos se preparam para
partida no campo da Floresta

CONCLUSÃO

Agora responderemos a questão proposta no início deste trabalho: Qual o papel social do Sport Club Corinthians Paulista na busca da identidade cultural e social de seu torcedor, dando origem à paixão corintiana?

O Corinthians tem um papel social muito importante para o seu torcedor, principalmente para aquele que torcia nos primeiros anos do clube. Os torcedores, conforme já dito, eram, em maioria, operários e imigrantes que viviam na cidade de São Paulo, trabalhando nas indústrias em situações precárias e que obtinham pouca renda. Esse papel aparece no momento em que o torcedor procura o clube para esquecer o seu trabalho, para se divertir, e resgatar a sua cultura. Ou seja: o Corinthians não tem apenas um papel esportivo para os seus torcedores, mas também social, um local onde seus sócios podiam discutir idéias e se impor na sociedade, por meio do clube.

O Corinthians é um meio que o torcedor encontra de chegar à sua identificação cultural e social dentro do mundo em que vive. Ele proporciona ao seu torcedor uma forma de ganhar mais poder socialmente, já que quando o clube ganha uma partida de futebol ou outro esporte, ele sente que a vitória também é sua. Quando o Corinthians jogava e ganhava de um time da elite, isso era muito bom para o torcedor, pois a vitória era compartilhada com o mesmo, pelo menos ficticiamente: era a vitória do operário contra o seu "patrão". Além disso, aquele que era imigrante podia reencontrar a sua cultura de origem, através das festas, saraus e reuniões que o clube promovia, mas ele também une sua cultura com o de outros imigrantes. Sendo assim, o Corinthians possibilitava que o seu torcedor que era imigrante ingressasse mais facilmente na nova sociedade.

O Corinthians levantava o poder social de seu torcedor. Quando o time ganhava ou conseguia alguma proeza, este torcedor esquecia os seus sofrimentos e se rendia à alegria. A equipe era um meio que seu sócio/torcedor, maioria de classe baixa, usava para se expressar na sociedade, já que era reprimido na vida cotidiana. Até hoje é assim: o torcedor corintiano, quando seu time ganha, sente-se tão feliz que esquece os problemas da vida provisoriamente. Daí a origem desta paixão que muitos destes "seguidores" tem pelo Sport Club Corinthians Paulista. O torcedor tem essa paixão pelo clube devido ao seu papel social, que é, na verdade, de "falar" pela massa, por aqueles que são humildes, herança dos primórdios do clube com seus operários e imigrantes. Essa paixão do torcedor é uma paixão por si próprio, só que refletida através do clube. Essa paixão é, na verdade, a identificação cultural e social do próprio torcedor. O torcedor corinthiano não vive sozinho o clube, mas com todos os outros corintianos. O Sport Club Corinthians Paulista nasceu de um coletivo, cresceu e disputou junto com o coletivo. O torcedor descobre a sua identidade com o clube, mas faz isso com a ajuda de todo um coletivo de torcedores corintianos.

Assim, o futebol é realmente um fenômeno social, e o Corinthians é mais que isso, principalmente o time das primeiras décadas. O Timão sempre foi um fenômeno social e também cultural. Seu torcedor expressa todas as suas emoções através do clube, e isto é a paixão corintiana.

PARABÉNS TORCIDA CORINTIANA!!! SÃO OS VOTOS DO cclbdobrasil.blogspot.com. NÃO SÓ PELO TÍTULO DE PENTACAMPEÃO BRASILEIRO, MAS TAMBÉM PELO DE CAMPEÃO VIRTUAL NESTE BLOG . DESDE SUA INAUGURAÇÃO, VOCÊS TAMBÉM ESTIVERAM SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR, ENTRE AS 10 POSTAGENS MAIS BEM ACESSADAS...

Outra paixão corintiana é a cidade de São Paulo, fundada em 25 de janeiro de 1554, por padre Nóbrega, auxiliado por padre Anchieta, padre Manuel de Paiva, Pero Correia, Manuel de Chaves, Gregório Serrão, Afonso Brás, Diogo Jácome, Leonardo do Vale, Gaspar Lourenço, Vicente Rodrigues, Lourenço Brás, João Gonçalves e Antônio Blasquez, no local chamado de São Paulo de Piratininga, onde hoje é o centro da cidade, ali pertinho da Catedral da Sé. Para conhecer mais sobre esta linda cidade, clique aqui!

Deu Corínthians 

 

  Escrito por  Nelson Rodrigues Filho


Nelson Rodrigues
Tudo conspirou para o Corínthians ficar com o caneco. O Gol do Romarinho, seu primeiro toque na bola, na Bombonera, e, em seguida o gol perdido no último lance do jogo, com a bola batendo na trave com o jogador do Boca perdendo o rebote, bateram o martelo.
Os comandados pelo Tite foram sempre comedidos em seus jogos mais importantes. Partidas duríssimas em que poderiam ter perdido, como contra o Vasco com aquele gol perdido do Diego Sousa quando estava zero a zero.
Na semi-final, se valeu de o time da Vila ter uma defesa muito ruim.
O Santos precisa de pelo menos dois jogadores em sua retaguarda para não despediçar o talento fora-de-série do Neymar.
O campeão esteve muito melhor que o time argentino, em particular, no segundo tempo, quando partiu para a vitória.
O Boca foi melhor lá; o Corínthians muito melhor aqui.
Merecida a vitória e o título.
Longe de ser uma equipe sensacional, o campeão é homogêneo e tem alguns jogadores muito bons como o Paulinho e o Émerson, além de ter um esquema defensivo muitíssimo eficiente.
Tite destacou a amizade entre os jogadores como fundamental. E é.
Não de graça, os treinadores enaltecem o chamado Grupo que pode não ser suficiente, mas é absolutamente necessário para uma equipe vencer um campeonato longo, cheio de percalços e dias ruins.
Os jogadores são solidários em campo. E isto é crucial.
Os torcedores estão a mil. A sensação é especial.
Estão de parabéns. Há que comemorar!

Atenção:- Mat. em construção


BIBLIOGRAFIA

DA MATTA, Roberto. Universo do Futebol: Esporte e Sociedade Brasileira. Rio de Janeiro. Pinakoteke. 1982.

DIAFÉRIA, Lourenço. Coração Corinthiano. Coleção Grandes Clubes do Futebol Brasileiro e Seus Maiores Ídolos. Fundação Nestlé de Cultura. 1992.

FONTENELLE, André e STORTI, Valmir. A História do Campeonato Paulista. São Paulo. Publifolha. 1997.

KFOURI, Juca. A Emoção Corinthians. Coleção Tudo é História. Ed. Brasiliense. 1981

KFOURI, Juca. Corinthians Paixão e Glória. São Paulo. Companhia Melhoramentos de São Paulo e: DBA Artes Gráficas. 1996.

2 comentários:

amanda disse...

timão eu te amo voo´c é ,e sempre será minha eterna paixão

Anônimo disse...

SALVE O CORINTHIANS O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES ETERNAMENTE DENTRO DO MEU CORAÇÃO TE AMO TIMÃO MUITO!

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