A FRANÇA ANTÁRTICA E A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS

Brasil Colônia - A França Antártica e a Confederação dos Tamoios

O rei Francisco I, da França, contestava a divisão do mundo entre Portugal e Espanha. “Gostaria de ver o testamento de Adão” afirmou o rei, questionando a validade do Tratado de Tordesilhas. 
Na França, havia sérios conflitos entre católicos e os huguenotes (calvinistas franceses) que sofriam perseguições. 

Por isso, Nicola Durand de Villegaignon, almirante e corsário francês, idealizou uma colônia na América que pudesse acolher os huguenotes. 
O rei francês Henrique II, apesar de católico, apoiou a iniciativa. 
Essa situação era muito parecida com a que ocorria na Grã-Bretanha, onde puritanos perseguidos partiriam, em 1620, rumo à colônia inglesa na América para tentarem viver em paz.
O local escolhido para a fundação da colonia, em 1555, foi uma região do Rio de Janeiro que passou a denominar-se França Antártica. 
A França encontrou muitos problemas durante o processo:
  • a distancia da metrópole;
  • a diversidade do clima;
  • o desconhecimento detalhado da região;
  • Pouca quantidade de colonos.
Como os índios Tamoios eram rivais dos portugueses, os franceses, visando a própria sobrevivência e a sobrevivência da França Antártica, se aliaram a esses índios.
1557 - Retorno de Villegaignon à França, deixando ao seu sobrinho, Boris Lecomte, o controle da colônia.
Os portugueses tentaram uma reação contra os franceses mas o atual governador-geral, Duarte da Costa, pouco pode fazer pois:
  • a faixa litorânea era muito extensa;
  • os inimigos estavam alojados onde hoje fica o Rio de Janeiro, em ilhas muito distantes  de Salvador, sede do governo;
  • o numero de barcos e homens era insuficiente para combater o inimigo;
  • os franceses contavam com o importante apoio dos Tamoios.
Duarte da Costa foi acusado de não proteger as costas brasileiras e acabou sendo substituído por Mem de Sá. 
Mem de Sá encontrou o domínio portugueses seriamente ameaçado:
  • Invasão francesa;
  • desorganização administrativa;
  • reação de donatários contrários à centralização do poder.
Primeiras medidas tomadas por Mem de Sá:
  • Conclamou jesuítas e colonos à se unirem ao governo-geral a uma investida fracassada contra os franceses;
  • Solicitou o auxílio de Portugal em 1563 e uma expedição lhe foi enviada sob o comando de Estácio de Sá, seu sobrinho.
Estácio de Sá foi quem traçou a estrategia de ataque
  • Visando ficar perto dos franceses invasores, Estácio de Sá fundou, em 1565, o Forte de São Sebastião do Rio de Janeiro, núcleo da futura capital da colônia;
  • Ele conseguiu o apoio de Araribóia, chefe da tribo dos índios Temiminós.
!560 - O Franceses são finalmente derrotados pelos portugueses e pelos índios Temimínos.
Os Tamoios, no entanto, resistiriam até 1575.
No intuito de lutarem contra os portugueses, os índios Tamoios fundaram a Confederação dos Tamoios
  • Uma guerra entre os portugueses e os Tamoios era praticamente inevitável.
  • Os jesuítas Nóbrega e Anchieta agiram como intermediários e conseguiram evitar o pior.
  • Os índios foram isolados e vencidos, e o território estava novamente sobre o controle da coroa portuguesa.
Rodolfo Amoedo pintou “O Último Tamoio”
  • Após a vitoria contra a França Antártica, Mem de Sá pretendia retornar à Portugal, mas no caminho a frota em que viajava foi atacada por franceses, resultando na morte dele e de mais 40 jesuitas. 
 Referências
 
BARBEIRO, Heródoto; CANTELE, Bruna Renata; SCHNEEBERGER, Carlos Alberto. História: volume único para ensino médio. São Paulo: Scipione, 2004.

VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2010.


Postado por: Claudio Sales

AQUARELA BRASILEIRA

IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO NA TIJUCA

Estácio de Sá 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fundação da cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá.

Político do Brasil, Mandato 1565-1567, tendo como sucessor, seu tio Mem de Sá. Nasceu em 1520 na cidade de Santarém, Portugal. Faleceu a 20 de fevereiro de 1567 (47 anos) na cidade do Rio de Janeiro. Profissão Militar, tendo o padre Nóbrega, benzido a sua esquadra, que foi derrotar os franceses na Baía de Guanabara em 20 de janeiro de 1567, quando ferido por uma flexada tamoia, veio a falecer um mês depois, 20 de fevereiro desse mesmo ano.   Foi, portanto,  o fundador da cidade do Rio de Janeiro, e primeiro governador-geral da Capitania do Rio de Janeiro, no período colonial. 

Biografia

Monumento a Estácio de Sá
Era filho de Gonçalo Correia (1510 - ?) e Filipa de Sá (1515 - ?), sua primeira esposa, pois da segunda esposa, Maria Rodrigues, Gonçalo Correia teria tido   outros filhos, que eram  Francisco de Sá e seu primo Salvador Correia de Sá nascido em 1540. Alguns historiadores dizem que da segunda esposa, Gonçalo Correia teve um filho, Manuel Correia Vasques; outros dizem ser este filho de Martim Correia de Sá e de D. Maria de Mendoza. Seja como for, Estácio era sobrinho de Mem de Sá e chegou a Salvador, na Bahia, em 1563 com a missão de expulsar definitivamente os franceses remanescentes na Baía de Guanabara e ali fundar uma cidade. Devido às dificuldades do início da colonização, somente em 1565, com reforços obtidos na então Capitania de São Vicente e com o auxílio dos jesuítas, conseguiu reunir uma força de ataque para cumprir a sua missão. Em 1 de março de 1565 fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em terreno plano entre o morro Cara de Cão e o morro do Pão de Açúcar, sua base de operações. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há dez anos. Combateu os franceses e seus aliados indígenas por mais dois anos. Em 20 de janeiro de 1567, com a chegada da esquadra comandada por Cristóvão de Barros com reforços comandados pessoalmente por seu tio Mem de Sá (indígenas mobilizados pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega), lançou-se ao ataque, travando os combates de Uruçu-mirim (atual praia do Flamengo) e Paranapuã (atual Ilha do Governador). Gravemente ferido por uma flecha indígena que lhe vazou um olho durante a Batalha de Uruçu-mirim (20 de Janeiro), veio a falecer um mês mais tarde (20 de Fevereiro), provavelmente por septicemia decorrente do ferimento. Existe uma capela na Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na cidade do Rio de Janeiro, com a sua campa tumular onde encontra-se a seguinte inscrição: "Aqui jaz Estácio de Saa, 1o Capitam e Conquistador desta terra cidade, e a campa mandou fazer Salvador Correa de Saa, seu primo, 2o Capitam e Governador, com suas armas e essa Capela acabou o ano de 1583."

Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Alta-mor da Igreja dos Capuchinhos
Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos é um templo católico localizado na rua Haddock Lobo, no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
História

Originalmente, a Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro localizava-se no morro do Castelo, na área central da cidade. A histórica igreja, junto outras construções importantes, foi destruída quando o morro foi demolido, em 1922. No morro também estavam instalados os frades capuchinhos, estabelecidos definitivamente no Rio de Janeiro em 1840. Com a demolição, os frades tiveram de mudar-se para dependências na Praça Sáenz Peña, no bairro da Tijuca.
A nova igreja dos frades, dedicada a São Sebastião, foi construída entre 1928 e 1931. O projeto, em estilo neo-bizantino com reminiscências neorromânicas, é de autoria desconhecida. O interior da igreja é ricamente decorado com vitrais, mosaicos e mármores coloridos, inspirados no estilo revivalista do Mosteiro de Beuron, na Alemanha. Entre 1941 e 1942 a fachada foi alterada pelo arquiteto italiano Ricardo Buffa, também autor do altar-mor.
A igreja dos capuchinhos abriga vários objetos históricos e artísticos importantes da igreja de São Sebastião original. Os mais importantes datam dos primórdios da cidade: o marco de pedra da fundação da cidade com o escudo português esculpido, a imagem original de São Sebastião da igreja antiga e a lápide tumular de Estácio de Sá, fundador da cidade. A lápide é dotada do brasão esculpido em alto-relevo do fundador e uma inscrição comemorativa. A inscrição indica que esta foi mandada fazer por Salvador Correia de Sá, primo de Estácio, em 1583. O translado dos restos do fundador para a igreja ocorreu em 1931 e foi um grande evento na cidade.
Um evento popular importante associado à igreja é a procissão de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, cada 20 de janeiro. A procissão sai da igreja na Tijuca e percorre o centro do Rio, passando pela Catedral Metropolitana, até chegar à Praça do Russel, no bairro da Glória, onde é representado um auto sobre a vida do santo.

A FRANÇA ANTÁRTICA



A França Antártica

 Foi uma colônia criada pelos franceses, no Rio de Janeiro. Ela existiu de 1555 a 1560, quando os franceses foram derrotados pelos portugueses. Em 1554, um francês chamado Nicolas Durand de Villegagnon visitou secretamente a região costeira do Brasil, em Cabo Frio, onde geralmente outros franceses, seus companheiros, praticavam o escambo. Obteve informações com os índios Tamoios a respeito dos portugueses. O seu objetivo era preparar uma futura expedição com o intuito de estabelecer lá uma colônia francesa. O local seria a baía de Guanabara, e o projeto era torná-la uma grande base militar e naval para que a França pudesse estabelecer o controle do comércio com as índias. Nesta visita, estabeleceu boas relações com os índios Tamoios e os Tupinambás, e acabou recolhendo uma boa carga que lhe foi fonte de lucro ao chegar na França. Ao chegar lá, convenceu o Rei a criar uma colônia francesa na costa do Brasil. No mesmo ano o Rei ordenou a Gaspar de Colighy que organizasse uma expedição secreta ao Brasil, a qual seria comandada por Villegagnon. Este percorreu as prisões do norte da França em busca de tripulantes para ajudá-lo, em troca da liberdade. Deste modo, em novembro de 1555 uma expedição comandada por Villegagnon chegou à Baía de Guanabara e implantou uma colônia francesa, a França Antártica. Os franceses acabaram por construir um forte na Baía de Guanabara, região ainda não colonizada pelos portugueses, que ficou conhecido como Forte Coligny. O objetivo do forte era garantir a exploração do pau-Brasil, que tinha alto valor no mercado europeu. Um outro objetivo da colônia era obter território para moradia de protestantes franceses, que estavam sendo perseguidos, por motivos religiosos, na França. Villegagnon escreveu, pois, a João Calvino solicitando o envio de colonos protestantes, o qual atendeu prontamente ao pedido, enviando um grupo liderado por dois pastores: Pierre Richier e Guillaume Chartier. Este grupo chegou à Baía de Guanabara em Março de 1557. Porém, Villegagnon acabou entrando em conflito com os calvinistas sobre uma série de questões teológicas e aos poucos foi-lhes proibindo o culto e as reuniões de oração, acabando por expulsá-los da colônia. A reação da coroa portuguesa aconteceu em 1559, quando o Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, recebeu ordens da coroa portuguesa para que expulsasse os franceses do local. Os portugueses chegaram à Baía de Guanabara e Men de Sá mandou um ultimato aos franceses, o qual não foi atendido, e foi o motivo utilizado para que os portugueses invadissem e dominassem o Forte Coligny. Muitos franceses conseguiram fugir entrando nas matas, e continuaram o comércio com os nativos. Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, foi à corte levar notícias da destruição do Forte Coligny, e recebeu da regente D. Catarina da Áustria a missão de fundar uma cidade na região, para ocupar oficialmente o território. Estácio de Sá foi intitulado Capitão-mor e recebeu ordens da coroa de expulsar definitivamente os franceses da região. No dia 1º de março de 1565, após algumas batalhas contra os franceses, Estácio de Sá desembarca na praia, entre o morro do Pão-de-Açúcar e o morro Cara de Cão, iniciando a construção da atual Fortaleza de São João, e fundando a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a_Ant%C3%A1rtica http://www.thirdmill.org/files/portuguese/44627~11_1_01_10-35-08_AM~Primeira_Presen%C3%A7a_Calvinista_no_Brasil.html http://bndigital.bn.br/francebr/antartica.htm http://www.historiazine.com/2009/07/franca-antartica.html http://www.almacarioca.com.br/hist10.htm http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/franca-antartica-para-expulsar-franceses-portugueses-fundaram-o-rio.jhtm