Desfile militar da China nesta terça feira em comemoração aos setenta anos de revolução comunista mostrará ambição militar de Pequim

Militares chinesas durante ensaio para a parada dos 70 anos da República Popular da China

© Sputnik / Anna Ratkoglo


O desfile militar da China, que comemora os 70 anos de revolução comunista, previsto para esta terça-feira, 01/10,  oferecerá uma rara oportunidade de conhecer o crescente arsenal do país asiático.

Há expectativa de que um míssil nuclear que poderia atingir os Estados Unidos em 30 minutos seja demonstrado no evento.

Pequim segue se aproximando das capacidades militares de Washington e outras potências em termos militares.


O desfile destacará a ambição de Pequim de impor seus termos a Taiwan, o mar do sul da China e outros territórios disputados — e desafiar Washington como a força dominante da região.

O Exército de Libertação Popular, o maior exército do mundo, com 2 milhões de homens e mulheres de uniforme e o segundo maior gasto anual depois dos Estados Unidos, também está trabalhando em aviões de combate, o primeiro porta-aviões fabricado na China e submarinos movidos a energia nuclear.

"Muitos observadores, incluindo os militares dos EUA, dizem: 'Isso está chegando perto do que fazemos', e eles estão começando a se preocupar", diz Siemon Wezeman, do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

O desfile de terça-feira incluirá 15.000 soldados, mais de 160 aeronaves e 580 peças de equipamento militar, de acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa, general Cai Zhijun.

Na ONU, Rússia propõe tratado de desarmamento e critica volta da Doutrina Monroe na América Latina


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Sergei Lavrov,
 Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, apresentou um projeto de resolução que busca garantir o desarmamento e o controle de armas no mundo. A medida vai na contramão dos planos do presidente Jair Bolsonaro, que quer aumentar a circulação de armamentos no Brasil. Além disso, Lavrov também criticou o que ele chamou de um retorno da Doutrina Monroe na América Latina, citando diretamente o caso da Venezuela.
“Hoje gostaria de anunciar: nesta sessão da Assembleia Geral estamos apresentando o projeto de resolução ‘Fortalecimento e desenvolvimento do sistema de acordos sobre controle de armas, desarmamento e não-proliferação’. Convido a todos a participar nas negociações construtivas”, anunciou o chanceler russo, que representou o país na ausência de Vladimir Putin.
Lavrov disse ainda que este projeto tem como objetivo preparar as negociações da Conferência de Exame do TNP [Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares], após desentendimentos dos EUA e da Rússia em matéria de armas nucleares. Os EUA saíram do tratado INF, que regulava as armas de médio alcance de Rússia e EUA, e, em resposta, os russos deixaram um tratado com a OTAN.
Doutrina Monroe
Lavrov ainda condenou a reemergência da Doutrina Monroe na América Latina. “A Rússia rechaça a tentativa de promover o retorno das regras da Doutrina Monroe na América Latina, utilizado pelos Estados Unidos para derrubar regimes em estados soberanos realizando uma coerção ilícita, como bloqueios que acontecem em Cuba – desafiando resoluções das Nações Unidas”, declarou.
Nesse sentido repreendeu os ataques contra a Venezuela. “Estamos vendo tentativas de acrescentar a Venezuela na lista de países cujo Estado foi destruído, ante nossos olhos, mediante agressões ou golpes promovidos no exterior”, declarou.
Em coletiva proferida logo depois do discurso, Lavrov condenou a tentativa de acionamento do tratado militar TIAR contra a Venezuela, que se retirou do pacto em 2012, e criticou o líder opositor Juan Guaidó. “Os caprichos de Guaidó durante as negociações com o governo venezuelano demonstram que ele uma figura independente”, declarou.




Rodrigo Janot revela que quase tentou matar Gilmar Mendes

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revelou em entrevistas para a imprensa que chegou perto de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Em matéria publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, contou que "ia matar ele [Gilmar Mendes] e depois me suicidar". Janot disse ainda que "não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo".

O ex-procurador da República afirmou que foi armado para uma sessão do STF com esse objetivo. O caso ocorreu em maio de 2017.  Janot explicou que sua raiva de Mendes começou após o procurador solicitar um impedimento contra o juiz analisar um habeas corpus de Eike Batista, com a justificativa de que a mulher do ministro era sócia de um escritório de advocacia que representava o empresário.

Para se defender, Mendes disse na época que a filha de Janot advogava para a empreiteira OAS em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o juiz, ela poderia ser "credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava Jato".

Segundo Janot, a acusação era falsa, o que o irritou: "Minha filha nunca advogou na área penal [...] E aí eu saí do sério". O ex-PGR disse na entrevista que encontrou Mendes na sala do cafezinho do STF. "Ele estava sozinho", afirmou.

'Mão de Deus'

O procurador afirmou então porquê de não cometer o crime: "Foi a mão de Deus".

Em entrevista publicada pela Revista Veja, Janot disse que chegou a dois metros de distância de Mendes na sala onde os ministros se reúnem antes dos julgamentos, e sacou uma pistola de coldre escondida sob a beca e a engatilhou. "Ia atirar na cara dele", contou.
Na época, as divergências entre os dois eram notórias, assim como as críticas que faziam um ao outro.

"Estava movido pela ira. Não havia escrito carta de despedida, não conseguia pensar em mais nada. Também não disse a ninguém o que eu pretendia fazer. Esse ministro costuma chegar atrasado às sessões. Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá. Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele", disse na entrevista à Veja.

'Meu dedo paralisou'

Janot ficou muito perto de cometer o crime: "Mas algo estranho aconteceu. Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de 2 metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’. Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte".

O ex-procurador-geral da República lançará na semana que vem o livro Nada Menos que Tudo, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin. Nele, Janot narra episódios sobre os quatro anos em que esteve à frente da PGR. Na obra, ele cita o episódio do quase assassinato, mas não revela quem seria seu alvo.

STF forma maioria, mas adia anulação de condenações da Lava Jato e de Lula



Felipe Amorim e Bernardo Barbosa

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

26/09/2019 15h21Atualizada em 26/09/2019 21h02



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O STF (Supremo Tribunal Federal) formou, nesta noite, maioria no julgamento de um caso que pode levar à anulação de diversas condenações, incluindo algumas da Operação Lava Jato. A Corte avalia um pedido para que réus delatados sejam ouvidos após os delatores -- para poderem, assim, se defender das acusações.

Até o momento, 9 dos 11 ministros votaram - sendo 6 a favor da tese, que pode resultar no cancelamento de condenações que não seguiram essa regra. Os 2 ministros que ainda precisam manifestar voto o farão na próxima quarta-feira (2). Mesmo quem já se manifestou pode mudar o voto.
  
Resumo da notícia
  • 6 dos 11 ministros do STF votaram a favor de tese que pode anular algumas condenações da Lava Jato
  • Votação será retomada na próxima quarta (2)
  • Está em jogo se réu tem direito a se manifestar após delator
  • Também será decidido se condenações que não seguiram essa regra devem ser anuladas
  • Lula poderá ser um dos beneficiados da decisão

Leilão de tecnologia 5G deixa Brasil no cabo de guerra entre EUA e China

Logotipo da Huawei com bandeira chinesa em segundo plano

© REUTERS / Dado Ruvic
Brasil

O leilão do 5G no Brasil é motivo de disputa entre EUA e China. A Sputnik Brasil conversou com o especialista Alexandre Uehara sobre a possível reação do Brasil à pressão da administração de Trump para a exclusão da Huawei do leilão.

O presidente Donald Trump tem feito pressão para que a chinesa Hauwei seja excluída do leilão do 5G no Brasil, previsto para acontecer em 2020. O líder norte-americano acusa a empresa chinesa de espionagem e roubo de dados.

O professor de Relações Internacionais da USP, Alexandre Uehara, em entrevista à Sputnik Brasil, observou que a abertura de um grande mercado como o do Brasil para a tecnologia chinesa gera bastante preocupação para os EUA.

"No primeiro momento essa disputa pareceu como um elemento de disputa na área de segurança, o governo americano e o presidente Donald Trump apontando que a tecnologia chinesa 5G permitiria à Hauwei fazer espionagem ou quebra de sigilo, mas a gente percebe que não é só isso. Existe uma preocupação muito grande com o mercado que se abre a partir da tecnologia 5G", observou Uehara.

"Em termos de patentes relacionadas à tecnologia 5G, a China tem uma relação de 4 pra 1, ou seja, a China tem 4 patentes pra cada uma patente norte-americana de tecnologia relacionada ao 5G.
A china tem uma vantagem competitiva em relação aos EUA que é importante. Esse é um dos fatores que faz com que a tecnologia americana tema essa concorrência", acrescentou o professor de Relações Internacionais.

Ao comentar sobre qual deve ser a posição do Brasil em relação à China, tendo em vista o alinhamento de Bolsonaro com a administração Trump, Alexandre Uehara afirmou que o governo brasileiro deve adotar uma postura mais pragmática.
"O que a gente tem percebido desde o governo Bolsonaro em que houve discursos em que de fato a China aparecia como um vilão, principalmente nas relações econômicas com o Brasil. 

Mas o peso econômico que a China tem sobre o Brasil sendo o principal parceiro comercial, fez com que o presidente e toda a sua equipe percebesse o peso que a China tem", destacou o especialista.

De acordo com ele, ainda que haja um alinhamento político entre o Trump e Bolsonaro, "existe um caráter pragmático que são os interesses econômicos e isso tem feito com que o Brasil tenha uma relação com a Chinha diferente de como foi no início do governo".

Huawei, a gigante chinesa

A Huawei é pioneira no campo emergente de telecomunicações de próxima geração, ou 5G, que trará internet mais rápida e suportará carros autônomos e outras aplicações futuristas. Isso alimenta as preocupações de segurança ocidentais e torna o 5G politicamente sensível.
Os Estados Unidos defendem que seus aliados não devem utilizar produtos da gigante chinesa sob alegações de segurança.

Em meados de maio, o Departamento de Comércio dos EUA colocou a companhia Huawei e as suas filiais em uma lista negra por alegadamente ameaçarem a segurança nacional, o que impede a empresa chinesa de comprar componentes e tecnologias de fabricantes norte-americanos.

Uruguai ameaça sair do TIAR caso OEA aprove intervenção armada na Venezuela, diz chanceler


Rodolfo Nin Novoa, Chaceler do Uruguai

Rodolfo Nin Novoa. 


© AP Photo / Marcelo Hernandez


O Uruguai sairá do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) caso seja aprovada uma intervenção militar na Venezuela nesta segunda-feira (23) em Nova York, informou aos meios de comunicação o chanceler do país, Rodolfo Nin Novoa.

“O TIAR é para países que estão sofrendo agressões armadas por parte de uma nação estrangeira não signatária do TIAR; o Uruguai vai refletir muito sobre esse tratado, e se essa votação tiver as consequências que parece que pode ter (a intervenção armada), nós vamos o denunciar e vamos sair do tratado, com toda certeza”, disse Nin Novoa ao jornal local La República.

O chanceler esclareceu que esta decisão será tratada ao “nível de governo, mas essa é pelo menos a posição da chancelaria até o presente momento”.
Os ministros das Relações Exteriores dos Estados signatários do TIAR irão se reunir nesta segunda-feira em Nova York, às 20h00 no horário de Brasília. A reunião cumpre o previsto na resolução de 11 de setembro deste ano, que prevê discussão entre os líderes sobre a possibilidade de invocar o tratado.

O TIAR, assinado em 1947 em pleno início da Guerra Fria e antes da criação da Organização dos Estados Americanos (OEA), nunca foi invocado. O tratado contempla medidas que cobrem desde negociações até a ruptura de relações diplomáticas, suspensão de acordos econômicos e na área de transportes, interrupção nas comunicações e, por fim, ações coercitivas como a intervenção militar.

A Venezuela denunciou o tratado em 2014, ainda sob o governo de Hugo Chávez (1999-2013), que alertou sobre a possibilidade de o mesmo ser utilizado para uma ação contra o seu país



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EUA estão à beira da falência devido a gastos militares, diz mídia



O complexo militar-industrial dos EUA, junto com um governo corrupto e funcionários pouco competentes, faz o país mergulhar cada vez mais no buraco da dívida, escreve a edição CounterPunch.

Segundo a edição, os crescentes gastos militares estão levando os EUA à falência. O governo e altos funcionários enganam a população, exigindo cada vez mais dinheiro para o Exército.

Na qualidade de exemplo a CounterPunch cita os resultados da investigação da organização Open the Government, segundo a qual os militares estadunidenses gastam somas enormes com compras não ligadas ao serviço militar, em particular, uma poltrona por 9.241 dólares (R$ 35.200), talheres de porcelana por 53 mil dólares (R$ 202 mil), bebidas alcoólicas por 308 mil dólares (R$ 1,2 milhões), bem como mariscos de luxo por 4,6 milhões de dólares (R$ 17,5 milhões).
Membro do grupo KKK
© Foto / ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Terrorismo de direita e racista cresce nos EUA
Além disso, o governo norte-americano gasta muito mais do que recebe dos impostos e, por isso, é obrigado a pedir emprestado a outros países. Esse dinheiro é usado para financiamento das instituições estatais e guerras incessantes por todo o mundo, enquanto a educação, a saúde pública e a infraestrutura se encontram em decadência, ressaltou a edição.

"Finalmente, os impérios militares inevitavelmente colapsam, ao se expandirem e gastarem tudo até ao último cêntimo. O mesmo aconteceu com Roma e agora se repete de novo. O império americano já está se destruindo. Estamos nos aproximando da massa crítica", afirma a CounterPunch.

Os EUA se atolam cada vez mais em dívidas, sendo todas as decisões ligadas ao financiamento tomadas pelo complexo militar-industrial do país. Segundo a edição, desde 2001 os EUA gastaram 4,7 trilhões de dólares com as guerras no exterior. A dívida pública aumenta 32 milhões de dólares por hora, mas o governo gasta a cada cinco segundos no Iraque mais de que um americano médio recebe em um ano inteiro.
Sistema de mísseis estratégico Sarmat
© Sputnik / Aleksandr Vilf
Vice-ministro: Rússia não planeja instalar mísseis a menos que os EUA o façam na Europa
No entanto, Washington não tornou o mundo mais seguro. De acordo com as avaliações de investigadores, os militares estadunidenses lançam bombas a cada 12 minutos em algum ponto do mundo, mas desde 2001 a morte de 500 mil pessoas está ligada às ações dos EUA.
A edição concluiu que os EUA estão caminhando para a falência total e no país já estão visíveis vestígios da falência da sociedade praticamente em todas as esferas, mas o governo americano está pronto a reprimir quaisquer manifestações de descontentamento.