...E ASSIM NASCEU BARRA DO PIRAI







CIDADE DE BARRA DO PIRAI

Fazenda do Ciclo do Café
Barra quer dizer foz de um rio, lugar onde um rio se lança em outro. E, como em Barra do Piraí o rio se lança no rio Paraíba do Sul, forma assim a foz do rio Piraí. Logo, como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios: o Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome.

Durante o período colonial, a região onde se encontrava o município, ou seja, o Vale do Paraíba, era uma imensa floresta habitada por índios das tribos Xumetos, Pitas e Araris, que foram chamados pelos portugueses de Coroados, devido à forma do seu cabelo. Até hoje podemos observar nos nomes de nossos rios Paraíba e Piraí, no nome do Distrito de Ipiabas, da Serra do Ipiranga e da Fazenda Ibitira, a herança deixada pelos índios. Enquanto isso, nas Minas Gerais (atuais estados de Minas Gerais e Goiás) onde o ouro estava sendo explorado, trazia-se muita riqueza para aquela região.

Pousada Fazenda Ponte Alta
A ligação entre o Rio de Janeiro e a região das minas era feita por meio de trilhas no meio da mata: as estradas do ouro. Ao lado destas, outras menores foram abertas e algumas passavam próximas ao lugar onde hoje está Barra do Piraí e Valença (município vizinho ao nosso). Esses caminhos serviam para passagem das tropas de mulas, que por serem animais muito resistentes, faziam o transporte do ouro e, posteriormente, da produção do café, que saia de nossas lavouras para o Rio de Janeiro, trazendo na volta produtos para os habitantes das minas.

Somente após a independência, quando as minas de ouro decaíram, muitos mineiros e portugueses vieram se estabelecer nas margens do rio Paraíba e, assim, iniciaram a plantação do café. Começaram a surgir, então, as fazendas de café, que, para se formar, expulsaram os índios. Eles foram aldeados na então Conservatória do Rio Bonito (atual Conservatória do distrito de Valença). Daí por diante, várias cidades foram surgindo em torno da lavoura do café como Valença, Vassouras, Piraí, Barra do Piraí, entre outras.

Cabe ressaltar que, na época, o braço escravo era a mão-de-obra usada na produção cafeeira. E eram nas fazendas de nossa região que possuíam grandes senzalas, nas quais eles abrigavam os escravos negros, de vários grupos étnicos vindos da África.

A primeira notícia que temos de nosso município é de 1843, com a compra de um sítio na foz do rio Piraí, denominado Barra do Piraí, por Antônio Gonçalves de Moraes, também dono da fazenda São João da Prosperidade, em Ipiabas, hoje distrito de Barra do Piraí, que, na época, era onde se produzia o café. Cabe ainda ressaltar que tal fazenda guarda até os dias de hoje sua estrutura intacta, estando aberta à visitação e oferecendo um belo roteiro turístico.

Dez anos depois, o dono do sítio construiu uma ponte sobre o rio Piraí e, assim, teve início o povoado de São Benedito, em terras do município de Piraí, cidade vizinha a nossa. Já em 1864, com a chegada da estrada de ferro D. Pedro II, construída para levar a produção cafeeira do Vale do Paraíba para o Rio de Janeiro, o povoado de São Benedito recebeu um grande incentivo para seu desenvolvimento. Assim, o povoado cresceu e tornou-se o centro do comércio do café da região.

Estabelecimentos comerciais foram criados, armazéns de café recebiam o produto de várias cidades e, daqui, enviavam para o Rio de Janeiro. As tropas de mulas traziam o café de longas distâncias, agora para a cidade de Barra do Piraí, e muitas vezes era usada a navegação pelos rios, pois no rio Paraíba os barcos navegavam desde o Tombo do Paraíba (Cachoeira do Funil, em Resende) até Barra do Piraí, sendo o rio Piraí também navegável.

Com a construção dos ramais da estrada de ferro para São Paulo e Minas Gerais, diminuiu-se o movimento de exportação do café. Porém, Barra do Piraí continuou sendo um grande entroncamento ferroviário, onde os viajantes faziam baldeação e, muitas vezes, pernoitavam. Daí a existência de um Hotel da Estação, muito movimentado na época.

Em 1881, foi criada a estrada de ferro Santa Izabel do Rio Preto, depois chamada de estrada de ferro de Sapucay, Rede Sul Mineira e, finalmente, Rede Mineira de Viação, e construiu uma ponte sobre o rio Paraíba (a nossa ainda existente ponte metálica), para passagem dos trens e depois de pedestres.
No ano de 1879, foi criada a estrada de ferro Piraiense ligando o povoado de Barra do Piraí à sede do município que, na época, era Piraí. Com essas três estradas de ferro e um crescente comércio, Barra do Piraí passou a ser o centro econômico do Vale do Paraíba, porém, continuou como povoado, pertencendo a dois municípios. Somente em 1885 foi criada a freguesia de São Benedito de Barra do Piraí.

O povoado de Santana também prosperou com o auxílio do Barão do Rio Bonito, que construiu a igreja de Sant’Ana e o beco da Carioca e, apesar dos esforços que fez junto ao governador de D. Pedro II, não conseguiu a elevação da vila de Barra do Piraí a município, durante o período do Império, já que o poder dos políticos de Piraí e Valença não permitia, uma vez que as estradas de ferro davam muito lucro a esses municípios.


Catedral de Santana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Catedral de Sant'Anna - Barra do Piraí - RJ - Autor: Jorge Iório - 2006

A Catedral de Sant'Anna foi construída em 1881 pelo 3º Barão do Rio Bonito, José Pereira do Faro que foi líder do movimento que culminou, anos mais tarde, com a emancipação da freguesia de Barra do Piraí. A pedra fundamental foi lançada na presença do Imperador D. Pedro II do Brasil, quando visitou a freguesia da atual Barra do Piraí, a convite do próprio Barão, a fim que fosse inaugurada a capela provisória da mesma igreja, em 7 de agosto de 1864.
O Barão realizou seguidas viagens ao Rio de Janeiro, selecionando arquitetos, pintores e pedreiros estrangeiros para abrigá-los em suas propriedades em Barra do Piraí, sob a condição de trabalharem na construção da, então, igreja de Sant'Anna.
Seu lado externo é pintado de branco e a fachada frontal contém janelas e porta em formato de arco, com relógio circular localizado no frontão. Torre sineira em forma pontiaguda e desenhos em alto relevo na parede. O piso de tábua corrida e os bancos em formato de cadeiras presas umas às outras são originais.
Altar da Catedral de Sant'Anna - Autoria de Robson Gama - 1970
Toda a igreja é pintada a mão por importantes artistas do Império. Até a metade da parede, pinturas que lembram cortinas, na parte de cima, pinturas sacras, no teto, reprodução da imagem da Imaculada Conceição.
Foi elevada, oficialmente, à dignidade de "catedral" em 4 de dezembro de 1922, com a instalação da Diocese barrense em 26 de julho de 1923, pela Bula "Ad Supremum Apostolicae Sedis".
A catedral guarda ainda na sacristia um quadro a óleo de Victor Meirelles, retratando o 3º Barão do Rio Bonito, de propriedade da Mitra Diocesana. Possui dois lustres de cristal em forma de pingente. O altar-mor, todo folheado a ouro, com desenhos em alto relevo e boa luminosidade, apresenta a imagem antiga de Nossa Senhora de Santana, além de outras pequenas imagens.


Fazenda São Joaquim das Ipiabas

Localizada na Rodovia RJ-137, no distrito de Ipiabas, a Fazenda São Joaquim das Ipiabas foi uma das fazendas pioneiras da margem esquerda do rio Paraíba do Sul, fundada por volta de 1820, pelo capitão Joaquim José Pereira de Faro, mais tarde, primeiro barão do Rio Bonito. Conforme o referido documento do inventário, iniciado em 1854, a Fazenda São Joaquim das Ipiabas constava com as seguintes características: casa de vivenda com oratório para missas, botica e enfermaria, engenhos de serrar, secar e despolpar café movidos por água, moinho de fubá de milho, atafona para secar mamona, prensa para farinha de mandioca, terreiro de pedra, casa com tabuleiros para secar café despolpado, 249.000 pés de cafés e outras mais benfeitorias. Havia também tropas para transporte de cargas, gado e aproximadamente 240 escravos de ambos os sexos e variadas idades. Consta no livro “América Austral”, que traz uma coletânea de cartas, o relato de um viajante português, de nome Antônio Lopes Mendes, que visitou a fazenda em 1883, São Joaquim das Ipiabas possuía, nessa época, cerca de 500.000 pés de café, plantações de milho, feijão, arroz, tabaco, mandioca, cará, araruta e criação de porcos. Além de muitas árvores frutíferas, tais como laranjeiras, cajueiros, mangueiras, jaqueiras, pessegueiros e bananeiras. Atualmente está sendo restaurada.

O café trouxe grande riqueza para as cidades do Vale do Paraíba, porém essa riqueza durou poucos anos. O Vale a partir de 1830, entrou em decadência 40 anos depois. As grandes fazendas definharam e os fazendeiros empobreceram. Em 1888, quando foi abolida a escravidão, a maioria das fazendas já estava sendo entregue aos bancos aos quais os fazendeiros deviam muito dinheiro.

Na década de 70, as fazendas de café entraram em decadência e os municípios de Valença, Piraí, Vassouras, Resende, Três Rios e Paraíba do Sul sofreram muito com a decadência das fazendas, perdendo suas rendas. Barra do Piraí, porém, não sofreu muito com a decadência do café, por ser um entroncamento ferroviário importante.

Com a Proclamação da República e a mudança do poder político, Barra do Piraí foi elevada a município em 10 de março de 1890, tendo suas terras desmembradas dos municípios vizinhos. Da cidade de Valença, foi desmembrada a Vila de Sant’Ana, à margem esquerda do Paraíba. De Piraí, a próspera freguesia de Barra do Piraí, situada à margem direita do Paraíba. E de Vassouras, a Vila dos Mendes, que já possuía, nesta época, uma fábrica de papel (CIPEC) e fábrica de fósforos, além de fazendas.

Em 1890, Barra do Piraí possuía quatro mil habitantes. Como município, Barra do Piraí cresceu e tornou-se um centro comercial muito importante do Vale do Paraíba. As Ferrovias Central do Brasil; Rede Mineira de Viação; e Piraiense eram o meio de comunicação entre as cidades vizinhas e o centro econômico: Barra do Piraí. A Central do Brasil empregava um grande número de pessoas que moravam nos bairros do Carvão, Santo Cristo, etc.

Com isso, a Light instalou seus escritórios no município, dirigindo daqui suas atividades nos municípios vizinhos. Já em 1952 construiu uma barragem no rio Paraíba e uma usina elevatória, que, por meio de um túnel, leva as águas do Paraíba para um reservatório (no bairro Chalet, município de Piraí), onde se juntam com as águas do Piraí para gerar energia elétrica nas usinas de Fontes, em Piraí. A cidade possuía hotéis importantes como, por exemplo, o Hotel da Estação e o Hotel Antunes, onde os viajantes se hospedavam.

Havia grande rivalidade entre os dois antigos povoados que formaram Barra do Piraí. Por isso, desde quando foram fundados os clubes desportivos Royal (em Santana) e o Central (em São Benedito) foram rivais durante vários anos, sendo os jogos de futebol entre os dois clubes muito disputados.

A criação de bovinos substituiu o plantio do café nas propriedades rurais. E, a partir de 1946, passou a ser realizada uma Exposição Agropecuária Sul Fluminense, reunindo produtores de muitos municípios e que, muitas vezes, foi inaugurada com a presença de Presidentes da República, que se hospedavam nas antigas propriedades de café. Até os dias de hoje, são realizadas as Exposições Agropecuárias, sempre no início do mês de Julho e continuam por atrair uma multidão de visitantes para o município.

Foi criada a Casa do Viajante para reunir os “caixeiros viajantes”, que eram representantes das fábricas que vinham visitar as lojas e efetuar vendas.

A população cresceu, muitos imigrantes, vindos da Europa e do Oriente Médio, fugindo das guerras e procurando melhores condições de vida, aqui se estabeleceram e continuam até os dias de hoje compondo uma boa parcela do comércio local, tais como: portugueses, libaneses, italianos, suíços, alemães etc, criando lojas e indústrias em nosso município.

Vários fatores abalaram a liderança de Barra do Piraí no Vale do Paraíba como:
• A criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o crescimento da cidade de Volta Redonda;
• A construção da rodovia Presidente Dutra, fazendo com que o transporte para o Vale do Paraíba deixasse de ser apenas ferroviário, como até então;
• A extinção dos trens de passageiros feita pelo presidente Jânio Quadros em 1961.

Esse foi um duro golpe para o município, que viu seu comércio esvaziar-se pela falta dos trens, que traziam os compradores das cidades vizinhas. A Rua da Estação teve seu comércio diminuído e perdeu sua importância. Porém, Barra do Piraí ainda é um município importante para Vale do Paraíba.

Possui uma população de 90,5 mil habitantes (IBGE/CIDE – 2000); um comércio muito desenvolvido e variado; várias agências bancárias; indústrias grandes, médias e pequenas; e plena possibilidade de crescer. Além disso, possui energia elétrica; facilidade de abastecimento de gás natural; facilidade de transporte rodoviário e ferroviário, dada a sua ótima localização, uma vez que é próxima a estrada de rodagem BR393 (Lúcio Meira), que vai de Volta Redonda a Três Rios ligando a Presidente Dutra, ligando-se aos grandes centros: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Possuindo mão-de-obra qualificada, Barra do Piraí reúne as condições favoráveis para se tornar um grande centro industrial e de serviços. Sem falar no turismo natural e cultural, grande fonte de renda e de trabalho, e que vem se desenvolvendo e ganhando força em nosso município, principalmente com a adesão dos proprietários das antigas fazendas de café do município, algumas abertas à visitação, outras se tornando pousadas. Tais propriedades guardam traços importantíssimos do nosso passado histórico, retratando toda a beleza da volta ao passado. Com suas senzalas, algumas bem conservadas, dão uma visão bem real ao turista, que terá a oportunidade de visitar o museu do escravo e conhecer um bonito acervo dos tempos da escravidão.



(Texto extraído do Livro Pequeno Cidadão, conhecendo Barra do Piraí, de Célia Muniz e Bia Rothe)






Barra do Piraí

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
"A Pérola do Vale"
"A Venezinha Brasileira"

















Brasão de Barra do Piraí
Bandeira de Barra do Piraí









Aniversário: 10 de março
Fundação: 10 de março de 1890 (121 anos)
Gentílico: barrense

Prefeito(a): José Luiz Anchite (PP)(2009–2012)
Prefeito atual: - Jorge Babo       (PPS) (2013 - 2016)

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Prefeito anterior  José Luiz Anchite
Prefeito atual  Jorge Babo

 Localização de Barra do Piraí no Brasil
22° 28' 12" S 43° 49' 33" O22° 28' 12" S 43° 49' 33" O
Unidade federativa: Rio de Janeiro
Mesorregião: Sul Fluminense IBGE/2008
Microrregião: Barra do Piraí IBGE/2008
Municípios limítrofes: Piraí ao Sul; Valença ao Norte; Vassouras e Mendes a Leste; Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral a Oeste
Distância até a capital: 100 km

Características geográficas
Área: 578,471 km²
População: 94 855 hab. Censo IBGE/2010
Densidade: 163,98 hab./km²
Altitude: 363 m
Clima: Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário: UTC−3

Indicadores

IDH: 0,781 (RJ: 24º) – médio PNUD/2000
PIB: R$ 1 061 885,050 mil IBGE/2008
PIB per capita: R$ 10 361,17 IBGE/2008

Barra do Piraí é um município brasileiro do Estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º28'12" sul e a uma longitude 43º49'32" oeste, estando a uma altitude de 363 metros. Sua população, segundo o Censo de 2010, é de 94.855 habitantes.

Dados Geográficos
Área: Possui uma área de 582,1 km².

Foz do rio Piraí
Localização Geográfica: Localizada no centro da região Sul Fluminense, fica a uma distância da cidade do Rio de Janeiro de aproximadamente 100 km. Faz fronteira com os municípios de Valença, Vassouras, Mendes, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda e Barra Mansa. Barra do Piraí fica também a 28km de Conservatória, "capital da seresta e serenata" e a 15km de Ipiabas, situada exatamente no meio do trecho entre Barra do Piraí e Conservatória. Ipiabas, porém, é um distrito de Barra e Conservatória um distrito de Valença. Tanto Ipiabas como Conservatória, são distritos muito reflorestados, ao contrário de Barra do Piraí, sítio de pouco verde, mas muito rico em água.

Vista Aérea de Barra do Piraí
Distritos: Barra do Piraí é composta de 6 distritos: Barra do Piraí (sede), Ipiabas, Vargem Alegre, Dorândia, São José do Turvo, Califórnia da Barra.

Origem do nome: O nome do município é devido ao fato do rio Piraí desaguar no Rio Paraíba do Sul.

História

Estação Ferroviária de Barra do Piraí
O povoamento de Barra do Piraí teve início em terras de sesmarias doadas em 1761 e 1765 a Antônio Pinto de Miranda e Francisco Pernes Lisboa. Com área de uma légua em quadra, ficavam situadas nas margens direita e esquerda do rio Piraí, em sua confluência com o Paraíba do Sul. Os primeiros colonizadores foram membros das famílias Faro e Pereira da Silva. Grandes senhores de escravos, dedicaram-se à agricultura e, em pouco tempo, dominaram a região cafeeira, serra acima. Em 1853 as primitivas sesmarias ficaram interligadas pela ponte que o comendador Gonçalves Morais mandara construir. Perto dela levantou-se o Hotel Piraí, e mais tarde novas edificações. A esse tempo, na margem oposta do Paraíba, os comendadores João Pereira da Silva e José Pereira de Faro, futuro barão do Rio Bonito, erguiam o pequeno povoado de Santana. O rápido desenvolvimento do lugar, onde se realizavam grandes transações comerciais, propiciou a inauguração de uma estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, a 7 de agosto de 1864. Em seguida iniciou-se a construção dos ramais mineiro e paulista.


Resumo - Divisão Administrativa

Decreto(s) ou Data Divisão administrativa

Decretos nº. 5019 de Fevereiro de 1890 e nº. 5910 de Março de 1890: Barra do Piraí, Dores do Pirahi , Turvo, Mendes e Vargem Alegre

Em 1911: Barra do Piraí, Dores do Piraí, Turvo, Mendes e Vargem Alegre

Em 1933: Barra do Piraí, Nossa Senhora das Dores do Piraí, São José do Turvo,
Mendes e Vargem Alegre

Decreto-lei estadual nº 392-A31 de Março de 1938: Barra do Piraí, Nossa Senhora das Dores, São José do Turvo, Mendes e Vargem Alegre

Decreto-lei nº 641: Barra do Piraí, Nossa Senhora das Dores, Turvo, Mendes e Vargem Alegre

Decreto-lei estadual nº 105631 de Dezembro de 1943: Barra do Piraí, Conservatória, Ipiabas, Mendes, São José do Turvo, Vargem Alegre e Dorândia (ex- Nossa Senhora das Dores)

Em 20 de Junho de 1947: O distrito de Conservatória é transferido para Valença.

Lei estadual nº 155911 de Julho de 1952: Desmembra-se Mendes (elevada a município).

Em 1 de Julho de 1960: Barra do Piraí, Dorândia, Ipiabas, São José do Turvo e Vargem Alegre

Hoje em dia: Barra do Piraí, Califórnia da Barra, Dorândia, Ipiabas, São José do Turvo e Vargem Alegre

Dados Políticos

Foi a primeira cidade emancipada no regime republicano. Sua emancipação deu-se em 10 de março de 1890 e seu emancipador foi José Pereira de Faro, o Terceiro Barão do Rio Bonito.

Calendário Oficial
Data do Evento ---------------------------- Evento

10 de Março de 1890 ------ Data da emancipação de Barra do Piraí
26 de Julho --------------------- Dia da Padroeira da cidade: Nossa Senhora Santana

Transportes

Rodoviário

Barra do Piraí é cortado pela Rodovia Lúcio Meira (BR-393), a Antiga Rio-Bahia e tem ligação com a Rodovia Presidente Dutra por meio da RJ-145.

Em junho de 2008 algumas empresas associadas ao Sindpass, colocaram à disposição dos usuários de transporte coletivo o sistema de bilhetagem eletrônica, com previsão de extinguir á longo prazo o vale-transporte de papel.

Ferroviário

Barra do Piraí orgulha-se de ter sido o maior entroncamento ferroviário da América Latina, dando acesso ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Por suas terras passavam duas importantes linhas ferroviárias: a Estrada de Ferro Central do Brasil e a Rede Mineira de Viação. Atualmente a malha ferroviária é concessão da MRS Logística. O uso atualmente é para o transporte de minério e carga. A Rede Mineira de Viação é extinta e atualmente aonde passava a ferrovia existem casas, não restando nada do que outrora foi a Rede Mineira.

Até o ano de 1996 a Central operava a Linha Barrinha, que ligava Japeri e Barra do Piraí e passava pelas estações: Mário Belo, Engenheiro Gurgel, Palmeira da Serra, Paulo de Frontin, Humberto Antunes, Mendes, Martins Costa, Morsing e Santana da Barra.

Aeroviário

Barra do Piraí não possui aeroportos. A única pista de pouso existente pertence ao Hotel Fazenda Ribeirão, uma pista com dimensões de seiscentos metros por dezoito metros, com piso de grama. O município é beneficiado com a futura construção do Aeroporto Regional do Vale do Aço na região que compreende os municípios vizinhos de Piraí e Volta Redonda.

Economia

Vista aérea do Rio Paraíba, Ponte do Royal
e parte do Centro
Principais atividades: agricultura, indústrias metal-mecânicas e pecuária.
O município possui atualmente 303 indústrias e 2621 empresas instaladas, dentre as quais destaca-se a Casa do Arroz como maior empregador de salário mínimo da cidade. A economia da cidade baseia-se também no comércio, onde estão presentes várias empresas de renome nacional como: Casas Bahia, Ponto Frio, Lojas Cem. Depois de longo período abandonado o galpão da CASERJ na BR-393 vai abrigar em seus 4050 metros quadrados o CONDEBAP (Condomínio Empresarial de Barra do Piraí), o galpão foi cedido em 25 de junho de 2008 pelo governo do Estado á Prefeitura Municipal de Barra do Piraí. As principais indústrias presentes na cidade são:

  • Metalúrgica Barra do Piraí(MBP)
  • BR Metals
  • Usinas Itamaraty
  • Maüser
  • Entre outras…

Praça Nilo Peçanha
Nas décadas de 70 e 80, Barra do Piraí viveu momentos áureos em sua economia com o crescimento da indústria alimentícia (Belprato). Mas a liderança econômica de Barra do Piraí foi abalada mesmo pelos seguintes fatores:

* A criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o crescimento da cidade de Volta Redonda. Embora, muitos barrenses, conseguissem emprego nesta cidade, que fica a 40km de Barra do Piraí.
* A construção da Rodovia Presidente Dutra, fazendo com que o transporte para o Vale do Paraíba deixasse de ser apenas ferroviário, como era até então.
* A extinção dos trens de passageiros feita pelo presidente Jânio Quadros em 1961.

Saúde

Principais hospitais da rede pública:

* Casa de Caridade Santa Rita de Cássia (Santa Casa), atualmente em sérias dificuldades materiais, sendo de louvar, entretanto, a abnegação de seus funcionários, cujo espírito de fraternidade vai além dos limites...
* Hospital Maternidade Maria de Nazaré, (Hospital da Mãe Pobre) uma instituição não oficial, mas também com sérios problemas financeiros.
* Cruz Vermelha Brasileira - Filial Barra do Piraí



* Casa de Saúde e Maternidade São Vicente de Paula

Barra do Piraí conta ainda com diversas clínicas e consultórios particulares, destacando-se entre elas, a Clínica dr. Antônio Francisco.

Educação



O Centro Universitário Geraldo di Biasi (UGB) é umas das instituições de ensino superior da cidade, apresenta uma ampla variedade de cursos como: Biomedicina, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Administração, Letras, Gestão Ambiental, Gestão em Logística, Gestão em Recursos Humanos, Gestão em Turismo, História, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Artes (Teatro e Artes Visuais), Computação, Enfermagem, Matemática, Pedagogia e Serviço Social.

Há também no município uma unidade do CEDERJ, sendo essa semi-presencial, que oferece os cursos de pedagogia e tecnologia de sistemas de computação, creditados pela UFF, UFRJ, UNIRIO, entre outras.

Segurança pública e defesa civil

Polícia Militar

O policiamento ostensivo da cidade está a cargo da 1ª Companhia do 10º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (10º BPM/1ªCia), com sede no Centro da cidade, contando Barra do Piraí, ainda, com cinco Destacamentos de Policiamento Ostensivo, em seus distritos de Ipiabas, Califórnia, São José do Turvo, Dorândia e Vargem Alegre.

Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mantém no município a 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (10ª CRPI) e a 88ª Delegacia Policial (88ª DP), subordinada àquela coordenadoria.

Guarda e Defesa Civil Municipais

A prefeitura também possui uma equipe de Defesa Civil, para monitoramento e auxílio da população em caso de desastres naturais, bem como mantém uma Guarda Municipal, responsável pela vigia do patrimônio público e organização do trânsito na cidade.

Corpo de Bombeiros Militar

O município é assistido pelo 1º Destacamento do 22º Grupamento (22ºGBM/1º DBM) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Turismo



Hotel Fazenda Arvoredo
Barra do Piraí faz parte da região Vale do Ciclo do Café. Tendo como principais eventos:

* Circuito de Outono: Café, Cachaça e Chorinho;
* Festival Vale do Café;
* Exposição Agropecuária de Barra do Piraí.

Fazenda Ponte Alta: Propriedade preserva arquitetura e costumes -
Fazenda Ponte Alta: Propriedade preserva arquitetura e costumes
 Foto: Plínio Bordin - Embratur

Os principais pontos turísticos da cidade são:

* Beco da Carioca
* Esquina do pecado
* Catedral de Santana
* Igreja São Benedito
* Igreja Santo Cristo dos Milagres
* Chaminé da Rede Ferroviária
* Casa da Princesa
* Aldeia das Águas Resort (antigo Águas Quentes)
* Ponte Presidente Getúlio Vargas (Ponte Metálica)
* Santuário da Concórdia
* Cachoeira de Ipiabas
* Rio Piraí e Rio Paraíba do Sul
* Fazendas históricas da época do Café
* e os ateliers de artesanato.

Polo Audiovisual

O Polo Audiovisual de Barra do Piraí é uma estratégia da Prefeitura Municipal, através da qual cria uma política pública de desenvolvimento baseada na economia criativa. Tem como objetivo transformar Barra do Piraí na Cidade do Audiovisual e, dentre suas ações, busca atrair produções audiovisuais para a cidade, qualificar mão de obra, formar platéia e gerar conhecimento.
Barra do Piraí foi o primeiro município do estado do Rio a assinar com a Filme Rio - Rio Film Commission (FR-RFC), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), um acordo cujo objetivo é estabelecer uma articulação e cooperação entre o Governo do Estado e os municípios, de modo a promover e estimular produções audiovisuais nacionais e estrangeiras no Rio de Janeiro por meio do Acordo de Cooperação Técnica, a FR-RFC apoiará o município na criação das condições necessárias para atrair produções audiovisuais, como filmes, documentários, animações 2D e 3D, séries de televisão e comerciais. O Acordo foi assinado em 1º de junho de 2010 no Rio de Janeiro.

O município possui 3 emissoras de rádio

* Rádio Barra do Piraí AM
* RBP FM
* Rádio Califórnia FM
 
 FestCine Barra Do Piraí
  https://www.facebook.com/festcinebp




Personalidades

* Centro Cultural Luso Brasileiro do Brasil (cclbdobrasil.blogspot.com)
* Sebastião Lasneau, Poeta
* Ítalo Zappa, Embaixador do Brasil
* Ovídio de Andrade Melo, Embaixador do Brasil
* Franz de Castro Holzwarth, Advogado e Servo de Deus
* Batata, Futebolista
* Lúcio de Mendonça, Escritor, Fundador da Academia Brasileira de Letras e Ministro do STF
* Olavo Costa(1901-1967), Empresário. Pessoa importante na política. Deputado Federal.Prefeito de Juiz de Fora entre 1951-1955
* Álvaro Rocha Pereira da Silva, Promotor de Justiça, vereador, presidente da câmara e deputado federal.
* José Pereira de Faro, Terceiro Barão do Rio Bonito e fundador da cidade.
* Nilo Chagas, Cantor, integrante do Trio de Ouro junto a Dalva de Oliveira e Herivelto Martins.
* Paulo Valentim, grande futebolista brasileiro, ex Botafogo, ex Boca Júniores e ex seleção brasileira, que acabou morrendo na pobreza.
* Ramires Santos do Nascimento, ex futebolista do Benfica de Portugal e atual Chelsea Football Club (ING) e da Seleção Brasileira de Futebol.
* Miretta Baronto e Souza, grande Educadora brasileira,
* José Gonçalves de Oliveira Roxo, Primeiro e único Barão da Guanabara
* Mauro Nazif Rasul, Político brasileiro

Literatura recomendada
* Pequeno Cidadão, conhecendo Barra do Piraí. Autores: Célia Muniz e Bia Rothe.
* Terceiro Barão do Rio Bonito. Obra inédita. Autores: Leoni Iório (o mesmo autor de "Valença de Ontem e de Hoje"), 1953; e Jorge Luiz Dutra Iório (ampliação e atualização 2004-2008). Lançamento da 1ª edição em 26 de julho de 2008.
* Igreja de São Benedito - 60 anos de Sagração - Fragmentos de sua história. Autor: Venício Camerano
* Barra do Piraí. Autor: Gilson Baumgratz , editado pelo Jornal Centro-Sul em 1983.
* Barra do Piraí - Antiga e Média. Autor: Gilson Baumgratz, editado pelo Jornal Centro-Sul em 1980.
* Degradação Ambiental. Autor: Nilson Jorge de Lima, editado pela Revista Ciência Jurídica (RCJ) Belo Horizonte - MG em 1994.
* Lixo: Coleta Seletiva e Reciclagem. Autor: Nilson Jorge de Lima, editado em Belo Horizonte - MG em 1997.

Clubes

Royal Sport Club
Central Sport Club
Barra Tênis Clube
América Futebol Clube

Sociedade Euterpe Comercial

A Sociedade Euterpe Comercial foi fundada em 19 de maio de 1900 por iniciativa de um grupo liderado pelo maestro Pedro José de Toledo e é considerada a associação mais antiga de Barra do Piraí. São 32 integrantes vindos da escola de música mantida pela sociedade. Foi reconhecida como Entidade de Utilidade Pública em 1935 e recebeu o título e medalha de Patrimônio Cultural Fluminense. A Banda mantém também uma Escola Livre de Música (não dá aula para crianças) e uma oficina permanente de manutenção e reparos em instrumentos de sopro.

Serviço

Endereço: Rua Major Ferraz, 171, Centro, Barra do Piraí - RJ
Telefone: (24) 2442-0513




O Projeto Banda Nossa reuniu as três bandas de música de Barra do Piraí (Euterpe, Moreira Lopes e União dos Artistas) para apresentações de clássicos, ´música pop e músicas marciais. A apresentação deste video aconteceu no Central Sport Clube na noite de 15 de julho de 2010.

Folia de Reis




Jorge Pedroso Lima 
1 de fevereiro


Aos queridos amigos do Facebook, venho pedir o apoio para o novo prefeito de nossa querida Barra do Piraí, perante a enxurrada de boatos, inclusive com ofensas à dignidade de sua família, com o intuíto de inviabilizar o seu programa de governo, que irá transformar nossa cidade numa das mais modernas e progressistas do Brasil. Senão vejamos alguns ítens de seu programa de governo, que estão gerando toda esta guerra : a) construção até maio ou junho de um centro administrativo, que irá economizar para os cofres da Prefeitura, o equivalente a hum milhão, seiscentos e sessenta e dois mil reais ao ano, pagos com aluguel de imóveis para os diversos serviços da prefeitura. b) instituição do bilhete único para os usuários do serviço de ônibus e mudança dos pontos terminais para os bairros em vez de estacionarem na cidade. c) construção de uma nova rodoviária fora do centro da mesma, como acontece em quase todas as cidades do Brasil. Uma rodoviária intermunicipal e interestadual, que além de gerar muitos empregos para os barrenses e facilitar seu deslocamento para outros pontos de nosso estado e nosso país, irá iniciar o alargamento do progresso desta cidade, há tantos anos parada por um progresso concentrado no seu centro, beneficiando apenas algumas pessoas abastadas, que se acham donos da mesma!!! Por tudo isso é que vos peço um pouco de paciência, pois só com o novo orçamento, agora equilibrado, além é claro do apoio do governo estadual e da maioria do povo que o elegeu com 10.000 votos de diferença sobre o 2º colocado, será possível levar avante esta transformação! Creio ter explicado aqui um pouco dos motivos desta guerra de boatos e ofensas pessoais, que pessoas que se acham formadoras de opinião pública, tão precocemente, lançaram contra um jovem, que herdou uma cidade quase destruída por essas mesmas pessoas, que agora em apenas 120 dias, fazem essas cobranças absurdas e ainda pregam a renúncia fiscal para que ele não possa realizar seus planos de governo, quando o certo seria aguardar pelo menos um ano para avaliar seu trabalho à frente dos destinos de nossa outrora venezinha brasileira! O que estão fazendo com esta guerra de boatos é um grande mal ao desenvolvimento de nossa cidade e um desrespeito à inteligência dos barrenses, que ainda, em sua maioria, acredita nos planos do novo governo o qual elegeu por disparada maioria de votos...
Em toda esta guerra de mentiras, fica-me uma dúvida.
Será tudo isto desespero? Maldade? Ou ignorância política?
O tempo dirá...
Abraços para todos, mesmo para os difamadores, pois não tenho capacidade para julgá-los e meu sentimento também não é de revanchismo ou ódio, mas de pena, pois eles não sabem o que fazem...




Recordando o Carnaval Barrense

O primeiro baile de carnaval de Barra do Piraí foi no dia 18 de março de 1890 no Teatro Michola na rua da estação e no carnaval de rua, além dos pula pula embalados pelas músicas, havia também uma guerra de tomates,frutas podres perfumes lançados por um ejetor feito de gomos de bambu com um furo, que os foliões bagunceiros passaram a usar nas brigas de rua, que eram contidas por dois ou três policiais existentes naquela época. Já em 25 de junho de 1955, foi fundado o Bloco carnavalesco Sereno no cabaré da Ilha Joaquim Duarte com uma turma de boêmios liderado pelo João Bosco Sene da Silveira, (João boa Pinta) bloco este que deu muitas alegrias aos barrenses nos carnavais da cidade com apresentações de vedetes do Rio de Janeiro como Virgina Lane entre outras.

Postado por Portal Eletrônico Dirinho

 
Central  Sport  Club 93 anos

Neste dia 1º de Janeiro  de 2015 o Vermelho e Branco de Barra do Piraí, estará comemorando  mais um aniversário de sua  fundação. O Central foi  formado pelos  trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil que vieram  do Rio de Janeiro e  Minas Gerais  juntamente com alguns barrenses e, que nas horas vagas se juntavam num amplo terreno a beira do Rio Piraí  do outro lado do  Depósito da EFCB, para seus momentos de lazer com o tradicional bate bola. Assim foram sendo formados  os times entre os grupos de  cada repartição da Ferrovia ,  competindo entre eles . Na cidade já existiam  outros  como  o Araújo Futebol Club, time da elite da cidade,os tricolores, que tratavam os ferroviários de graxeiros . Sentindo –se menosprezados se uniram e fundaram este grandioso  Central Sport Club no dia 1º de Janeiro de 1921. E o  seu  primeiro jogo  “ Graxeiros -  Central  Rubro X Almofadinhas tricolores, foi realizado  no Campo de Futebol do Araújo que era onde hoje  está localizado o Tiro de  Guerra, na quadra entre  as ruas  Ovídio de Mello e Luiz Teixeira Neto  da Rua  Barão do Rio Bonito.Ali  os almofadinhas foram derrotados  por 2x1  com gols de Luiz Leite e Pijolo.  O Central é hoje o clube de mais popularidade da cidade e o que tem o maior numero de associados com  seu estádio na Rua João Pessoa  bem Iluminado, quadras de  várias modalidades esportivas, piscinas, amplo salão de festas . Sempre promoveu grandes  eventos para os  associados com grandes atrações . O maior  deles foi  a apresentação de Johnny  Mathis e outros grandes cantores como Jair Rodrigues,Clara Nunes Eliana Pittman,  entre outros  famosos. As desavenças ficaram no passado. No sábado 27,  na Choperia do Royal , no encerramento do ano de 2015, o presidente do Royal  Cici, agradeceu aos presentes desejando-lhes feliz ano novo e com estamos em época de confraternização o diretor social do Central S.Clube Bebeto pegou o microfone  para desejar, em nome do Central, o mesmo para o Royal e royalinos.











Dona Nylta deixa saudade


Foi sepultada em Barra do Piraí,neste dia 11 de dezembro de 2014,dona Nylta  Brito de Carvalho uma dama de pequena estatura mas de grande coração. Durante sua vida, além de dedicar-se a Indústria  metalúrgica Barra do Piraí, junto com seu marido, dava  assistência aos problemas sociais da cidade.




Um amigo que se foi

Neste dia 3 de dezembro de 2014, estaria fazendo 82 anos de vida Walter Gomes Mariotini, um dos mais queridos prefeitos de Barra do Piraí. Na sua segunda eleição teve mais votos do que todos os outros candidatos juntos. Mariotini Morreu em 1983 aos 62 anos e teve grande presença de amigos e admiradores no seu sepultamento.Foi o maior funeral do sul do Fluminense de todos os tempos, com mais de 25 mil pessoas. Esta é uma lembrança do amigo Odir Gonzaga de Moura.






Fotos da peça teatral no BTC Relembrando
 






 Futebol-Ramires é o Rambo na Inglaterra

O jogador Ramires, que hoje brilha no futebol europeu, era um garoto pobre  que vivia com seu irmão Maicon e quando estava com a enxada e a pá fazendo massa como servente, com seus 15 anos,  sonhava em ser jogador de futebol. Deu seus primeiros passos para a realização do mesmo no campo do America lá no Bairro da Muqueca em Barra do Pirai .  Saiu de  lá para jogar no Royal S. Clube, onde se tornou um profissional  e hoje é um ídolo do Chelsea com o apelido de Rambo, aquele personagem corajoso lutador do filme. Ramires de fato foi um lutador, queria vencer para ter um teto melhor para morar e venceu. "Agora eu tenho a seleção como meu teto. para mim não tem coisa mais importante do que jogar pela Seleção e ter chegado no auge da carreira". "No Brasil o jogador  tem mais moral. é mais conhecido do que o presidente". Ramires começou nesta carreira com o apelido de Pernalonga e hoje é considerado na Inglaterra com  o   mais rápido.jogador de futebol.



Ramires sendo homenageado pelo presidente do Royal Moacir e sua esposa Marileis, quando de sua visita ao clube recentemente

Barra do Piraí - Aviões cagando na Barra

O preço da evolução

Barra do Pirai vem sendo poluída desde 1761, quando seus mandatários começaram a desbravar suas terras para o plantio do café,  colocando barcos nos rios Pirai e Paraíba para transportarem seus produtos. Depois vieram as locomotivas, os automotores e agora os aviões que infestam  nosso espaço aéreo pois aqui foi  posicionada uma torre de controle de  trafego  da aviação civil para o Rio de Janeiro. Depois destas máquinas poluidoras  Barra do Pirai virou o centro de descarga de poluentes dos aviões que passam nesta  região que abrange o Sul de Minas, Zona da Mata Mineira, Norte de São Paulo e todo o Sul Fluminense  formando riscos e  estranhas nuvens infestando os ares, Só neste último dia 24/2 entre  16:30 e 17:50 passaram 9 aviões de grande porte sobre a cidade e no dia seguinte teve inicio a descargas de  gases (foto) as 7:30 da manhã. Quem terá responsabilidade pelo transtorno na saúde deste povo ? O barrense José Guilherme Ayres, foi muito feliz  em seu artigo publicado no Jornal Coreio Comercial com o : Não Sabemos o que fazer.                                   
  
Odir Gonzaga de Moura


 Barra do Pirai-126 anos

Com a aproximação dos festejos do aniversário de Barra do Piraí, o FOTODIREPORTAGENS, através do Jornal Caderno Especial, presta uma homenagem aos  músicos barrenses, recordando a Banda Moreira Lopes ( foto) então presidida pelo saudoso Isidoro Arvellos  no 10 de março de 1972, sendo aplaudida pelo então prefeito Walter Gomes Mariotoni e demais autoridades, no palanque armado na praça Nilo Peçanha.



Glostora e suas tiradas


Barra do Pirai - RJ
Eu tinha um amigo, apelidado de Glostora. Depois de formado em direito foi morar fora de nossa cidade pelo motivo de  continuamente sofrer de Bullyng. Ele deixou sua família e falou comigo, vou embora Odir de onde eu fui criado porque não aguento mais viver aqui. vou advogar fora e te digo Barra do Piraí  é o C´ do mundo. Vou com a  tristeza de deixar os  verdadeiros amigos, mas virei de vez em quando visitar  você e alguns outros  o que de fato de fato cumpriu a  até pouco antes de sua morte. Agora passados vários anos lembrei do que dizia o amigo hoje, durante caminhada  entre 5:30 as 6:30 da manhã.. Logo ao sair de casa próximo ao Posto  Amarelinho, deparei com um grupo de pessoas encostado num automóvel alegres e bebendo, mais na frente nas palmeiras um grupo maior entre homens e mulheres com garrafas e latinhas na mão, assim vou caminhando e vendo os acontecimentos em plena madrugada. Neste percurso que faço  vejo também a bonita Praça Nilo Peçanha, que coitada, parece que passa a noite sendo depredada pelos vândalos. Os monumentos com bustos de autoridades homenageadas e a própria bíblia sagrada já estão aos pedaços espalhados em cima do seu pedestal. Continuando minha trajetória cheguei a Praça Pedro Cunha e antes do prédio do Leque eu e uma senhora que estava em minha frente fomos obrigados a passar pela rua porque estavam em nosso caminho três mulheres bêbadas gritando palavrões e cambaleando de um lado ao outro. Já na ponte Getúlio Vargas, na estreita passagem para pedestres vinha um senhor com uma grande cesta que pelo cheiro era de salgados e  um galão de refresco. Ele parou assustado querendo atravessar para o outro lado e. me perguntou o que estava acontecendo lá perto do Mercado Municipal ? Respondi que era bagunça de bebedeira  e ele voltou as presas falando que estrava com medo de perder sua mercadoria. Fiquei triste com este fato. Agora vejam um velhinho que aparentava mais de 70 anos andando as pressas com medo dos desocupados, bêbedos, vândalos, e larápios que tiram a tranquilidade  de um povo numa pequena cidade do interior. Durante todo o tempo de caminhada não vi nenhum policiamento e nem veiculo rondando pela cidade,o que vi foram os veículos da Guarda Municipal estacionados lá no seu QG da Rua João Pessoa.  O Glostora tinha razão, piorou agora é o C´ e a bunda toda.


O CENTRO CULTURAL LUSO BRASILEIRO AGRADECE AO BLOG - FOTODIREREPORTAGENS A SUA COLABORAÇÃO NO APRIMORAMENTO
DESTA POSTAGEM ...E ASSIM NASCEU BARRA DO PIRAÍ.

Matéria em Construção...

...E ASSIM NASCEU LEIRIA





Leiria é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Leiria, situada na região Centro e sub-região do Pinhal Litoral, com aproximadamente 42 745 habitantes. A cidade de Leiria tem seis freguesias inseridas em sua mancha urbana, totalizando uma área de 78,84 km². Fica a cerca de 70 km a sudoeste da cidade de Coimbra. Leiria permanece como o principal centro urbano do Pinhal Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante centro de comércio, serviços e indústria.



É sede de um município com 564,66 km² de área e 128 537 habitantes (2008), subdividido em 29 freguesias. O município é limitado a norte/nordeste pelo concelho de Pombal, a leste pelo de Ourém, a sul pelos municípios de Batalha e Porto de Mós, a sudoeste pelo de Alcobaça e a oeste pelo concelho da Marinha Grande. O município tem uma faixa costeira a ocidente com o Oceano Atlântico.

A cidade é banhada pelos rios Lis e Lena, sendo o castelo de Leiria o seu monumento mais notável.

O concelho recebeu o primeiro foral de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em 1142, sob o nome de Leirena.

Foi uma das cidades escolhidas para fazer parte do Euro 2004, e graças a isso o seu estádio municipal sofreu uma grande remodelação.

Com uma gastronomia variada e com tradições reconhecidas, o concelho é historicamente rico, como o testemunham o castelo da cidade e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação. Leiria dispõe ainda, na sua região, das Termas de Monte Real, de praias como a do Pedrógão, da Lagoa da Ervideira e da mata municipal de Marrazes. Relativamente ficam perto as históricas cidades de Coimbra, Tomar, Torres Novas e Santarém, e alguns centros urbanos Entroncamento, Ourém, Abrantes e Rio Maior, isto fora do distrito. Os portos da Figueira da Foz e de Peniche distam cerca de 50 km.

É de destacar a feira anual, realizada entre os dias 1 e 25 de Maio, que se integra em ampla tradição da região. O feriado municipal é no dia de Nossa Senhora da Assunção, a 22 de Maio.

História

A região onde se situa Leiria já é habitada há longos tempos, apesar de sua história precoce ser bastante obscura. Mesmo assim, a bacia hidrográgica do Lis é das zonas dessas dimensões com maior densidade de achados arqueológicos do país, atribuíveis ao Paleolítico Inferior. De momento estão inventariados mais de 70 sítios arqueológicos na região, entre os quais vários jazigos de silex, inúmeros seixos talhados (em areeiros por arrastamento do rio, na Quinta do Cónego nas Cortes, na mata dos marrazes atrás do Bairro Sá Carneiro) e pinturas rupestres (estas na praia do Pedrógão e no vale do Lapedo). De todos os achados destaca-se o menino do Lapedo, encontrado no vale do mesmo nome e que tem suscitado o interesse da comunidade científica internacional.

Os túrdulos, um povo indígena da Ibéria, estabeleceram um povoado junto à cidade atual de Leiria (a cerca de 7 km). Essa povoação foi depois ocupada pelos Romanos, que a expandiram sob o nome de Collippo. As pedras da antiga cidade romana foram usadas na Idade Média para construir parte de Leiria, destacando-se o castelo onde ainda podemos ver pedras com inscrições romanas.


Pouco é conhecido sobre a área nos tempos dos visigodos, mas durante o período de domínio árabe, Leiria era já uma vila com praça. A Leiria moura foi capturada em 1135 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, durante a chamada Reconquista. Essa localidade foi brevemente retomada pelos mouros em 1137, e mais tarde em 1140. Em 1142, Afonso Henriques reconquistou Leiria, sendo desse ano o primeiro foral (carta de direitos feudais), atribuído para estimular a colonização da área.

Os dois reis esforçaram-se por reconstruir as muralhas e o castelo da vila, para evitar novas incursões mouras. A maioria da população vivia dentro das muralhas protetoras da cidade, mas já no século XII uma parte da população vivia na sua parte exterior. A mais antiga igreja de Leiria, a Igreja de São Pedro, construída em estilo românico no último quartel do século XII, servia a freguesia exterior às muralhas.

De fato a região de Leiria é a ideal para a fixação do Homem: com as várias vias de comunicação existentes, que atribuíam àquele local a fronteira entre o Norte e o Sul da fachada ocidental da península e entre o litoral e o interior, e com as características favoráveis do rio Lis que passa no local, seria inevitável a exploração e desenvolvimento agrícola e comercial no local, tornando-se na Idade Média no local de controlo do tráfego económico da região.

Durante a Idade Média, a importância da vila aumentou, e foi sede de diversas cortes, reuniões políticas entre o rei e a nobreza. As primeiras cortes realizadas em Leiria foram em 1254, durante o reinado de D. Afonso III. No início do século XIV (1324), D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, como pode ser visto numa inscrição na torre.

Esse rei construiu também uma residência real em Leiria (atualmente perdida), e viveu por longos períodos na cidade, que ele doou como feudo à sua esposa, a rainha Santa Isabel. O rei também expandiu a plantação do famoso Pinhal de Leiria, próximo da costa atlântica. Mais tarde, a madeira deste pinhal seria usada para construir as naus que serviram aos Descobrimentos portugueses, nos séculos XV e XVI. Durante o século XV houve vários moinhos de cereais na cidade, que foram fonte de riqueza para a região. Em 1411, D. João I autorizou a instalação de um moinho de papel (atualmente um museu) para a fabricação deste material. Na mesma época é documentado que os judeus desenvolveram nesse concelho uma das mais notáveis comunidades, ao ponto de empreenderem uma florescente atividade industrial. Abraão Zacuto, erudito judeu, publicou sua obra Almanach perpetuum em Leiria em 1496.

Palácio do rei João I no Castelo de Leiria.

No fim do século XV, o rei D. João I construiu um palácio real dentro das muralhas do castelo. Este palácio, com elegantes galerias góticas que possibilitam vistas maravilhosas da cidade e da meio envolvente, ficou totalmente em ruínas, mas foi parcialmente reconstruído no século XX. D. João I foi também o responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, localizada dentro do perímetro do castelo, num estilo gótico tardio.

Por volta do fim do século XV, a cidade continuou a crescer, ocupando a área que se estende desde a colina do castelo até ao rio Lis. Em Leiria foi impresso o primeiro livro em Portugal. O rei D. Manuel I deu à localidade um novo foral em 1510, e em 1545 foi elevada à categoria de cidade, tornando-se sede da diocese de Leiria. A Sé Catedral de Leiria foi construída na segunda metade do século XVI, numa mistura dos estilos renascentista (gótico tardio) e maneirista (renascimento tardio).

Comparando com a Idade Média, a história subsequente de Leiria é de relativa decadência. No entanto, no século XX, a sua posição estratégica no território português favoreceu o desenvolvimento de indústrias diversas, levando a um grande desenvolvimento da cidade e da sua região.

De fato, durante vários anos, Leiria foi das poucas capitais distritais que não era a cidade mais populosa do próprio distrito, sendo suplantada pela cidade de Caldas da Rainha. Contudo, nos últimos anos a cidade tem-se desenvolvido de forma extraordinária, e é já um dos 25 principais centros urbanos de maiores dimensões do país.

Heráldica do Município

(Fonte: www.cm-leiria.pt)

Armas – De ouro, um castelo de vermelho, aberto e iluminado de prata, acompanhado de dois pinheiros de verde, frutados de ouro e sustidos de negro, tudo sainte de um terrado de verde realçado de negro. Os pinheiros rematados cada um por um corvo de negro, voltados para o centro. A torre central acompanhada em chefe de duas estrelas de oito raios de vermelho. Em contra-chefe, três faixetas ondadas de prata e azul. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com os dizeres “Cidade de Leiria” a negro.

Bandeira – Girondada de branco e vermelho, cordões e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.

Selo branco – Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes, tudo envolvido por dois círculos concêntricos onde corre a legenda “Câmara Municipal de Leiria”.


Geografia e Localização

Leiria, cujas coordenadas geográficas são 39° 46' Norte 08° 53' Oeste, está situada entre as duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto, junto ao litoral do país. Dista cerca de 140 km de Lisboa, 179 km do Porto e 55 km de Coimbra. A cidade é o centro de uma área de influência de cerca de 350 000 habitantes, que abrange outros aglomerados populacionais, como as cidades de Marinha Grande, Pombal, Ourém, Fátima e Alcobaça.

Leiria está também próxima de praias como a Praia da Vieira, a praia do Pedrógão, São Pedro de Moel, Paredes da Vitória e Nazaré (Portugal). Localizam-se relativamente próximos da cidade vários monumentos de interesse: o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha, o Castelo de Porto de Mós e o Castelo de Ourém. A vila histórica de Aljubarrota situa-se a cerca de 25 km de Leiria, e é também próxima a cidade de Fátima, conhecida pelo seu Santuário e pelo seu valor religioso.

Leiria situa-se na veiga por onde corre o Rio Lis, na Beira Litoral. A cidade histórica estende-se entre a colina do castelo e o rio Lis.

Clima

Leiria encontra-se junto ao Oceano Atlântico, o que faz com que os meses de Primavera e Verão sejam habitualmente soalheiros e com temperaturas elevadas, principalmente nos meses de Julho e Agosto. Nestes meses as temperaturas sobem até mais de 30°C, atingindo por vezes 40°C. O Outono e o Inverno são tipicamente chuvosos e com vento, apesar de não serem raros dias de sol. As temperaturas raramente descem abaixo dos 5°C, sendo a média de 10°C. O clima da cidade de Leiria é classificado como Atlântico-Mediterrâneo. É muito marcada pela inversão térmica.

Demografia

População do concelho de Leiria (1801 – 2008)
1849 -----1900 ----- 1930 --- 1960 --- 1981----- 1991 ------ 2001 ------ 2004 ---- 2008
29.803 - 54.422 55.234 - 82.988 - 96.517 - 102.762 - 119.847 - 124.701 128.537

A população da cidade é de aproximadamente de 42 785 habitantes. O município tem um total de 29 freguesias e conta com 128 537 habitantes.

Economia

A região vive do comércio, da agropecuária e da indústria, destacando-se o fabrico de objetos de cerâmica, plásticos, moldes e cimentos. A construção civil tem também um peso importante, assim como o turismo. O principal setor económico é o setor terciário, dos serviços.

Transportes

Quatro auto - estradas servem a cidade de Leiria :

* A1 (Autoestrada do Norte : Lisboa - Porto),
* A8 (Autoestrada do Oeste : Lisboa - Leiria),
* A17 (Marinha Grande - Aveiro),
* A19 (Leiria - Batalha. A A19 resulta do alargamento do IC2 na zona de Leiria)

Leiria é também servida pelo caminho de ferro : Linha do Oeste (Lisboa - Figueira da Foz - Coimbra).

Os projetos

Grandes projetos na área do transporte :

* O IC36 que ligará a A1 à A8,
* O TGV, Trem de grande velocidade
* O serviço civil e comercial no aeroporto militar de Monte Real.

Jornais de Leiria

* Diário de Leiria - Diário
* Região de Leiria - Semanal
* Jornal de Leiria - Semanal
* A Voz do Domingo - Semanal
* Quinze - Mensal
* O Mensageiro - O Mais Antigo Semanário do Distrito de Leiria

Educação

Em Leiria localiza-se a sede do Instituto Politécnico de Leiria, uma instituição politécnica de ensino superior que tem também escolas em Peniche e na cidade das Caldas da Rainha. Esta instituição foi fundada em 1987. Em Leiria localizam-se três das cinco escolas deste instituto politécnico: a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria e a Escola Superior de Saúde de Leiria. Existe ainda a única instituição de ensino superior privada presente na cidade de Leiria, o Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA). Em relação ao Ensino Secundário, no centro de Leiria, destacam-se a Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo (antigo Liceu) e a Escola Secundária de Domingos Sequeira (antiga Escola Comercial). A estas, acrescenta-se a escola situada nos arredores do concelho, Escola Secundária de Afonso Lopes Vieira.

Desporto

Estádio Dr. Magalhães Pessoa.

A cidade tem a sua própria equipa de futebol, a União Desportiva de Leiria, habitualmente chamada somente de União de Leiria. Esta equipa joga actualmente no primeiro escalão do futebol português, a Liga ZON Sagres. O clube joga no estádio municipal, o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, situado por baixo da colina do castelo. Este foi um dos estádios onde decorreu o Campeonato Europeu de Futebol de 2004, usualmente chamado de Euro2004. Para receber alguns dos jogos desta competição, o estádio foi reformulado, passando a ter uma capacidade para 25 mil espectadores. Em Leiria jogaram-se duas partidas do Grupo B, o Suíça-Croácia, e o Croácia-França. Curiosamente, os dois jogos terminaram empatados.

Também foi palco da super liga europeia de atletismo.

Na cidade existe também uma equipa de hóquei em patins - Hóquei Clube de Leiria, um clube de karaté - CSKL - http://www.cskl.pt/leiria.html , e uma das equipas de atletismo com melhor e maior palmarés em Portugal, Juventude Vidigalense, onde daqui já saíram vários campeões nacionais.

O Clube Bairro dos Anjos (BA) - também é uma das principais equipas de Natação e também de Atletismo da cidade , tem também nos seus quadros vários campeões nacionais e distritais.

Leiria, também se diz ser a capital dos desportos radicais, desde BMX , skate e patins. Com vários parques onde se pode praticar qualquer uma das modalidades.

Monumentos

Castelo de Leiria Depois de conquistar Leiria aos Mouros, D. Afonso Henriques mandou, em 1135, construir um castelo nesta localidade. Foi amuralhado em 1195, a mando de D. Sancho I, e, em 1324, D. Dinis mandou construir a torre de menagem, e transformou a fortaleza em palácio. As Invasões Francesas provocaram danos elevados, mas o Castelo de Leiria conseguiu preservar a sua beleza. O castelo, tal como hoje se apresenta, é fruto de uma recriação recente. No século XIX, estando a fortificação medieval em ruínas, o arquiteto de origem suíça Ernesto Korrodi elaborou, a partir de 1898, um plano de reconstrução. Este plano baseava-se, não num levantamento arqueológico, mas na visão romântica da arquitetura medieval do arquiteto. As obras duraram de 1915 a 1950, tendo a intervenção dos Monumentos Nacionais. Do alto do castelo, avista-se o tecido urbano da cidade, assim como a sua periferia rural.

Sé Catedral de Leiria – O início da sua construção data de 1559, em pleno século XVI, sendo a sua edificação concluída apenas na segunda metade do século XVII. Embora apresente a verticalidade das catedrais góticas, nela transparece o sentido de proporção das suas partes dado pelo cálculo matemático, dentro de um espírito tipicamente renascentista e classizante em que a ideia de projeto arquitetónico ganha uma dimensão moderna. É desprovida de torre sineira. Um adro alto dos inícios do século XVII, corrido por uma balaustrada de pedraria, envolve o edifício.
Capela de São Pedro – De origens românicas (finais do século XII), foi alvo de profundas transformações, tendo chegado a ser utilizada como celeiro e teatro até 1880. Foi restaurada e foi retomado o culto religioso em 1940. Subsistem ainda diversos elementos românicos como arcos, colunas e capitéis.
Igreja e Convento de São Francisco – Remodelado ao longo dos séculos, apresenta pormenores renascentistas e barrocos. No século XX, esteve prevista a sua demolição mas sobreviveu como cadeia e, a partir de 1920, foi cedido à Companhia Leiriense de Moagens. Iniciada a recuperação em 1992, foram descobertas pinturas murais quatrocentistas.

Santuário de Nossa Senhora da Encarnação – Construído no século XVI, tem a sua base nas ruínas do templo de São Gabriel. No século XVIII, foi acrescentada uma grande escadaria barroca, que possibilita o acesso à capela, de alpendre arqueado, onde figura uma imagem quinhentista de São Gabriel.

Convento de Santo Agostinho – Iniciada a sua construção no último quartel do século XVI, só viria a concluir-se no século XVIII. Salientam-se o claustro do Convento e a fachada barroca ladeada por duas torres. No edifício do convento anexo são dignos de referência alguns painéis de azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Museus

Moinho de Papel - Antigo moinho do século XV dedicado à produção de papel, convertido em museu com projecto arquitectónico de Siza Vieira. Foi inaugurado em 2009.

Museu da Imagem em Movimento – Este museu resultou de uma exposição comemorativa dos 100 Anos do Cinema em Portugal (1995), tendo surgido face à necessidade reconhecida de encontrar um espaço onde os elementos ligados à arte cinematográfica então reunidos pudessem ser devidamente expostos e divulgados. Contempla ainda a instalação de uma biblioteca especializada e videoteca vocacionada para o cinema português.

Museu da Fábrica de Cimentos Maceira-Lis – Tendo sido inaugurado no ano de 1991, nele se preserva o património da respectiva fábrica, cuja história se encontra ligada à evolução desta indústria em Portugal. Integra ainda, fora do perímetro fabril, a primeira locomotiva a vapor da fábrica, a Central Turbo-Geradora, a primitiva casa da direcção e o moinho de vento.

Museu Escolar - Inaugurado em 1997, teve origem num projecto iniciado em 1993, por um grupo professores da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Marrazes, freguesia onde está situado. Conserva livros, documentos da instrução primária, material didáctico e mobiliário escolar, usado no país ao longo do século XX.

Artesanato

Louça da Bajouca – A localidade de Bajouca tem uma tradição de olaria muito antiga. Nesta localidade, a louça é muito clara. Assim, os oleiros aproveitam esta característica para fazerem uma decoração com lambugem vermelha, essencialmente nos mealheiros, com riscas avermelhadas e brancas. As peças produzidas são utilitárias e decorativas.

Rodilhas (Sogras) de Leiria – As "Rodilhas" ou "Sogras" são pequenas almofadas de forma circular, abertas no centro. Eram utilizadas pelas mulheres, que sobre eles transportavam, à cabeça, os cântaros de água ou as cestas. Os materiais utilizados na sua confecção são tiras de trapos, lãs e linhas de bordar, entrançadas e bordadas. Hoje em dia, este tipo de peça é também utilizado como decoração.

Atividade Económica

Leiria, como cidade costeira, tem como principal actividade a pesca, com destaque para as Praias da Vieira, do Pedrógão, da Nazaré e de Peniche.

Gastronomia

Pratos Típicos – Morcela de Arroz; Negritos; Lentriscas; Bacalhoada com migas; Bacalhau com feijão frade; Ossinhos; Fritada; Cabrito; Feijoada; Leitão; Chanfana; Fritada dos peixinhos; Chanfana (Chainça); Bacalhau com Chícharos (Santa Catarina da Serra).

Doces Regionais – Brisas do Lis; Lampreia de Ovos; Ovos Folhados; Bolinhos de Pinhão; Castanhas queimadas; Canudos de Leiria; Doce de amêndoa; Filhós de abóbora.

Vinhos – Leiria faz parte da Região Demarcada do Vinho das Encostas de Aire.

Instituições de ensino superior

* Instituto Politécnico de Leiria

Geminação

* Maringá (Brasil).
* Ponta Grossa (Brasil).
* Saint-Maur-des-Fossés (França).
* Tokushima (Japão).
* Setúbal (Portugal).
* Olivença (Espanha).
* Rheine (Alemanha).
* Halton (Inglaterra).
* São Filipe (Cabo Verde).
* Tongling (China).
* Nampula (Moçambique).





Castelo de Leiria
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 39° 44.817' N 8° 48.578' O
Construção: D. Afonso Henriques (Século XII)
Estilo: Românico / gótico
Conservação: Bom
Aberto ao público

O Castelo de Leiria localiza-se na cidade, freguesia, concelho e distrito de Leiria, em Portugal.

Edificado em posição dominante a norte sobre a primitiva povoação e o rio Lis, este belo e imponente castelo medieval, onde se contrastam as belezas do património edificado e as da paisagem natural, é um dos "ex-libris" da cidade, recebendo, anualmente, entre 60 e 70 mil turistas. Considerado o melhor exemplo de transformação residencial de um castelo no país, o monumento compreende outras atrações arquitectónicas, históricas e arqueológicas.

História

Antecedentes

Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana do sítio do castelo, embora a região de Leiria seja rica em testemunhos arqueologicos pré-históricos e romanos. Apenas se sabe que antes da construção do mesmo poderá ter existido uma ermida e uma alcáçova no local. No entanto é do conhecimento que à época da Reconquista Cristã da península Ibérica, a região constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense. Viria a tornar-se um próspero centro económico medieval, graças ao comércio de cereais e produtos alimentares (trigo, azeite, vinho, frutas), de madeiras (pinhal de Leiria), de minérios (ferro, carvão, sal-gema, calcário) e de produtos artesanais (lanifícios e tecelagens, couros, olarias, ferragens).

O Castelo Medieval

Castelo de Leiria, Portugal:
Vista da cidadela de D. Dinis (sécs. XIII-XIV).

Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.

Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu castelo foram assaltados pelos almóadas, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.

De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão, na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e seu castelo, cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu alcaide, D. Paio Gueterres a cair prisioneiro. De volta às mãos de D. Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).

Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.

O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).
CASTELO DE LEIRIA: Portugal: ábside da Igreja de Santa Maria (esquerda) e Torre dos Sinos.

Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o princípe D. Afonso (nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário). É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.

A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu a reunião das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde então o local foi muitas vezes escolhido para a realização das Cortes, a base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento. Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.

Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras.
D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).

Da Restauração da independência aos nossos dias

Castelo de Leiria, Portugal: entrada do recinto e portal da Igreja de Santa Maria (direita).

Ao raiar a Restauração da Independência (1640), o Castelo de Leiria foi uma das primeiras fortificações a erguer o pendão de Portugal. Sem valor militar, entretanto, mergulharia progressivamente no abandono, vindo a se arruinar.

No contexto da Guerra Peninsular, no início do século XIX, as tropas francesas provocaram extensos danos à cidade e aos seus monumentos, nomeadamente a Sé e o castelo. O castelo, em ruínas, perdeu o seu valor militar e fora dotado ao abandono.

Já no final do século XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo, que pretendia fazer um estudo do castelo e iniciar a sua reconstrução. O arquitecto Ernesto Korrodi elaborou um projeto de restauro das ruínas do castelo (Zurique, 1898), que foram classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.

Finalmente, em 1915, a Liga iniciou as obras de restauro pleiteadas, com fundos próprios e o auxílio do poder público, através da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Este órgão, entretanto, não aceitou o nome do arquiteto suíço para a direção das obras, paralisadas no ano seguinte. De 1916 a 1921 começa-se com a consolidação das ruínas, melhoramento dos acessos e reconstrução da torre de menagem e da muralha (esta que é concluída em 1937). Os trabalhos mais interventivos foram retomados, a partir de 1921, quando uma derrocada parcial nos muros lhes imprimiu caráter de urgência. Korrodi foi finalmente nomeado diretor das obras, à frente de uma comissão sujeita à DGEMN. O seu trabalho desenvolveu-se até 1934, quando ele sai do projeto. As obras, porém, prosseguiram na década de 1930, com base nos seus desenhos. As campanhas de recuperação foram retomadas pela DGEMN em meados da década de 1950, prosseguindo nas duas décadas seguintes. Em 1955 a 69 a igreja da Pena é recuperada, e do projeto também faz parte a reconstrução dos Paços Novos. Novas campanhas se sucederam a partir de meados da década de 1980, prosseguindo pela década de 1990.

O castelo encontra-se aberto à visitação pública, apresentando como destaque a torre, requalificada como espaço museológico, onde podem ser apreciados artefatos arqueológicos encontrados no local e armaria medieval.

Características

Os estudiosos atribuem a atual configuração do Castelo de Leiria à soma de de quatro grandes períodos construtivos:

* o Românico do século XII;
* o Gótico dionisino, da primeira metade do século XIV;
* o Gótico joanino, de inícios do século XV, e
* as correntes restauradoras de finais do século XIX e primeira metade do século XX.

Algumas das intervenções promovidas por Korrodi foram posteriormente desfeitas, considerando-se que o seu projeto pecava por excesso de romantismo, sem respeitar o real perfil (original) do monumento. Prova disso serão as falsas ruínas que ainda existem no pátio interior e perto da porta da traição.

O castelo apresenta planta poligonal irregular, marcada pela solidez de seu sistema defensivo (muros e torres) no interior do qual se destacam o Paço Real, a Igreja de Santa Maria da Pena e a Torre de Menagem. Defendida externamente por uma barbacã, a cerca é reforçada por torreões de planta quadrangular, a intervalos regulares. Nesta cerca se rasgam duas portas: a Porta do Sol, a sul, onde hoje está a Torre da Sé, e a Porta dos Castelinhos, a norte, flanqueada por duas torres. Ultrapassando-se a Porta do Sol ingressa-se em um largo onde se encontram algumas edificações, o antigo Paço Episcopal (hoje sede da PSP) e a Capela de São Pedro. Subindo por uma rampa, ao longo da cerca da vila, acede-se à entrada do castelo, pela Porta da Albacara, em arco de volta redonda sob uma torre rematada por merlões chanfrados e rasgada por frestões, que funcionou como torre sineira da vizinha Igreja de Nossa Senhora da Pena.

As muralhas do castelo são rematadas por merlões quadrangulares, estando reforçadas no seu trecho mais vulnerável (onde o declive do terreno não é tão acentuado) por uma barbacã, seguida por uma cerca avançada, a norte e a leste. Pelo lado oeste, rasga-se a chamada Porta da Traição, em arco quebrado. O reduto interno, envolvido por cinta de muralhas, encontra-se disposto numa plataforma mais elevada a noroeste, e é dominado pela Torre de Menagem.

Castelo de Leiria, Portugal: Paço de D. João I visto da cidade.

As principais estruturas do castelo podem ser descritas sucintamente:

1. Porta da Albacara (recolha de gado, em árabe), em estilo românico, em cotovelo conforme o uso muçulmano. No embasamento das torres que a defendem, encontram-se algumas lápides com inscrições romanas, oriundas da antiga "civitas" de Collippo, que existiu a perto da Barreira - na verdade grande parte do castelo foi construído com as pedras da civita, não restando nada desta ao não ser as pedras para aqui transladadas.

2. Casa da Guarda, conjunto erguido à época dos trabalhos de restauro iniciados em 1915, conforme projeto original de Korrodi. No seu alpendre figuram algumas colunas e mísulas tardo-góticas oriundas do claustro do antigo Convento de Santa Ana de Leiria (1494- 1917-1920), das monjas da Ordem de São Domingos.

3. Torre dos Sinos, porta de acesso ao primitivo recinto fortificado, de forma pentagonal e com arcadas românicas e aduelas contendo sinais cruciformes orbiculares ou templários. No século XIII foi adaptada como torre sineira da vizinha Igreja de Santa Maria da Pena, quando foram rasgadas novas janelas em estilo gótico. Foi também denominada, à época medieval, como Torre da Buçaqueira, o que pode indicar que nela se abrigariam os falcões usados pela realeza em suas caçadas.
4. Igreja de Santa Maria da Pena, evolução do primeiro templo de Leiria, a capela casteleira de Nossa Senhora da Pena. Tem uma única nave rectangular, com uma nave e capela-mor em estilo gótico, acedida lateralmente por um portal ogival de cinco arquivoltas apoiadas em colunas lisas. A ábside poligonal revela cobertura de abóbadas nervuradas de 7 panos. Os panos laterais da capela-mor são rasgados por frestas ogivais de dois lumes, encimadas por quadrifólios. Foi utilizada como capela palaciana pela Dinastia de Avis.No coro podemos mesmo ver uma pedra romana de Collipo, dedicada ao imperador Antonino Augusto Pio, e saindo pela sacristia manuelina temos acesso às ruínas.
5. Ruínas da Colegiada dos cónegos e clérigos crúzios de Leiria. Local de interesse arqueológico, aqui existiam sala de audiências, celas e dormitórios, refeitório, cozinha, pátio, cumuas e cisterna que atendiam aos religiosos e serviam a Igreja da Pena.
6. Paços Novos, Paços do Castelo, ou Paços Reais, com planta quadrangular, nas dimensões de 33 m x 21 m. É constituído por torres laterais de 4 pisos e um corpo central de 3. No pavimento inferior, encontra-se um amplo salão com três robustos arcos góticos (Salão dos Arcos), enquanto no segundo piso dois salões menores serviam ao dia-a-dia do palácio (cozinha, adega, dormitório). No terceiro pavimento, os quartos régios situam-se nos extremos, divididos pelo Salão Nobre (Salão das Audiências) que abria para uma galeria ou loggia de arcaria gótica mediterrânica de onde se pode usufruir de uma bela paisagem sobre a cidade. Dois corpos que o flanqueiam constituem um quarto piso, que tinha o seu interior repartido por, à época, luxuosas instalações sanitárias.
7. Pátio Interior, de interesse histórico e arquitectónico é testemunho das políticas de restauro do monumento no século XX, com destaque para as opções pela falsa ruína e pelo trabalho intencionalmente inacabado.
8. Celeiros Medievais, conjunto de três celeiros datáveis do século XIII, abobadados em alvenaria, que deveriam ser primitavamente rematados por construção em madeira e taipa, hoje desaparecida.
9. Porta da Traição e Falsas Ruínas, rasgada num pano da muralha a oeste quase que integralmente restaurado na década de 1930, assinala o sítio da porta original, onde se crê terem entrado os Muçulmanos numa das tomadas ao castelo. Observam-se também falsas ruínas características das opções de restauro do monumento entre a década de 1930 e a de 1950.

10. Torre de Menagem, de planta prismática, elevando-se a 17 metros de altura (alguns adicionados durante a sua reconstrução), divide-se internamente em três pavimentos encimados por terraço e coroada por merlões quadrangulares. Mandada executar sobre os alicerces de uma torre anterior por D. Dinis, uma lápide epigráfica gótica, com os brasões reais inscritos, assinala tal facto no lado esquerdo junto à porta. Foi utilizada como prisão régia desde meados do século XIV, estando activa, ainda, na segunda metade do século XVIII. No recinto, persistem vestígios arruinados de obras do século XV. Actualmente está patente um núcleo museológico no seu interior.

11. Torre Sineira da Sé, em estilo barroco, ergue-se sobre uma das antigas torres medievais da Porta do Sol. Por volta de 1546, procedeu-se ao seu alargamento e reforma, e aproveitou-se a porta do castelo para instalar a casa do sineiro. Posteriormente, durante o episcopado de D. Miguel de Bulhões (1761-1779) adquiriu a forma actual apresentando no coruchéu o brasão deste bispo. Comporta seis sinos fabricados, em 1800, pelo mestre-fundidor João Craveiro de Faria. É quadrangular e no topo é constituída por uma pirâmide, tendo no topo um anjo como cata-vento. Em tempos funcionou como prisão e ao lado era a polícia.

12. Portas do Norte, ou dos Castelinhos, marcam o início das muralhas românicas de Leiria que envolviam um perímetro de cerca de 5 hectares para Norte e Este. Anteriores a 1152, davam acesso à desaparecida igreja paroquial de Santiago e à Ponte Coimbrã. São compostas por duas quadrigas de vigia e uma barbacã em cujo pórtico se inscreve um dos brasões mais antigos do concelho de Leiria (século XIV), no qual se observa, em torno de um castelo, dois pinheiros encimados por corvos, simbolizando a lenda da fundação de Leiria por D. Afonso Henriques.
13. Antigo Paço Episcopal, hoje ocupado pela PSP, constitui um significativo exemplar da arquitectura solarenga portuguesa do século XVII, destacando-se o portal e a janela nobre sobreposta. Ergue-se no sítio dos antigos Paços Régios de São Simão onde residiram, entre outros, D. Afonso III, D. Dinis, a Rainha Santa Isabel e D. Fernando. Foi neste local onde ocorreram as Cortes de 1254.

14. Igreja de São Pedro, em estilo românico coimbrão (cabeceira) e meridional (pórtico), foi edificado em calcário e alvenaria, apresentando figurações escultóricas românicas ao nível dos cachorros e dos frisos decorativos das arquivoltas. Chegou a ser a segunda catedral de Leiria (c. 1548-1574) e, no século XIX, utilizado como sala de teatro. Também chegou a ser utilizada como celeiro.

As Lendas do Castelo

Existem três lendas, no imaginário local, envolvendo o castelo:

Segundo uma, estando o castelo em posse dos Mouros, preparava-se o rei D. Afonso Henriques para retomá-lo. Ao observar os corvos que esvoaçavam sobre o castelo, pareceu-lhe que repetiam "agora não, amanhã de manhã". Por essa razão, aguardou até ao amanhecer para desferir o ataque, logrando retomar o castelo.

Uma outra lenda refere que sob o castelo existe um vulcão adormecido, responsável pelo aquecimento da água da fonte quente.

A última assegura que existe uma passagem secreta subterrânea que permite a comunicação do castelo com uma igreja, do lado oposto da cidade.

Matéria em construção...

AMOR DE LUÍS VAZ DE CAMÕES



OBRA DE ARTE - ESCULTURA EM RELÊVO de Nicéas Romeo Zanchett.

Luiz Vaz de Camões (1524?- 1580)

Os dados biográficos de Camões são muito obscuros. Sabe-se que teve uma vida aventurosa, frequentou a corte, esteve na África e na Índia, foi soldado e sobretudo foi um homem de extença cultura e de enorme talento artístico. É considerado o maior nome da Literatura Portuguesa.

Cultivou a medida nova, onde se distinguem seus sonetos sobre amor.

As poesias líricas de Camões estão em "Rimas". Seus sonetos são sínteses admiráveis sobre amor, origem e fim do homem.


AMOR - Luís Vaz de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que doi, e não se sente;

É um contentamento descontente;

é dor que desatina sem doer;

-
É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.

-

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

--

SONETO DEDICADO A DINAMENE

Dinamene foi uma asiática a quem Camões amou e que morreu num naufrágio.

-

Alma minha gentil que partiste

Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa la no céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

-

Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

-

E se vires que pode merecer-te

Alguma coisa a dor que me ficou

Da mágua, sem remédio, de perder-te.

-

Roga a Deus, que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

-

Postado por Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett

http://pensamentosuniversais.arteblog.com.br

BERINGELA RECHEADA


A berinjela recheada é um clássico da culinária caseira. Tem gosto de cozinha de mãe e é uma ótima pedida para o dia a dia!

Ingredientes

4 unidade(s) de berinjela média(s)
250 gr de patinho moído(s)
1 unidade(s) de cebola picada(s)
1 dente(s) de alho amassado(s)
15 unidade(s) de azeitona verde picada(s)
1 unidade(s) de ovo cozido
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
40 gr de parmesão ralado(s)
quanto baste de salsinha picada(s)
quanto baste de glutamato monossódico

Modo de preparo

Tire a ponta e corte as berinjelas em duas partes no sentido longitudinal. Cozinhe em água e sal até que elas fiquem macias. Retire a polpa com uma colher e reserve as cascas em formato de canoas. Ponha a carne moída para fritar em um pouco de óleo. Quando começar a tomar cor, acrescente a cebola, o alho, o Aji-no-moto, a pimenta-do-reino e a polpa das berinjelas, sempre mexendo. Deixe cozinhar até reduzir bem a água que a berinjela vai soltar. Desligue o fogo, acrescente as azeitonas e o ovo cozido. Misture tudo. Arrume as cascas de berinjela em um refratário e recheie-as com a carne refogada. Polvilhe com parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.