sexta-feira, 15 de julho de 2011

A CRISE POLÍTICA/FINANCEIRA DE PORTUGAL

A CRISE POLÍTICO/FINANCEIRA EM PORTUGAL



A crise portuguesa não vem de agora. Começa mesmo antes das “grandes navegações” com as várias invasões de seu território por diferentes povos. É uma crise fabricada pelo separatismo nacional e internacional, que não aceita que Portugal se desenvolva ao nível da Europa, pois isso poderá comprometer o acesso dos grandes interesses dos demais países ocidentais ao promissor mercado da “PALOP”(Países de Língua Oficial Portuguesa). Mas esse separatismo não é novo; acompanha os destinos de Portugal, mesmo antes de sua fundação. D. Afonso Henriques, o 1º Rei de Portugal, teve que combatê-lo internamente contra as ideias entreguistas de sua mãe Dna. Tereza, e depois contra os poderosos exércitos árabes, mas conseguindo sempre avançar em seus ideais nacionalistas.
Depois D. Diniz, governando de 1279 a 1325, deu continuidade ao processo da libertação econômica de Portugal, fundando o famoso Pinhal de Leiria, cuja madeira ajudou na fabricação de caravelas mais modernas para vencer um percurso mais longo para alcançar as especiarias da Ásia, contornando o Atlântico Sul, já que o Mediterrânio se fechara aos portugueses.
A partir daí, até 1578, tudo deu certo para a "Economia Portuguesa."
Mas, quis o destino, que Portugal, também já naquela época, tivesse o seu Bush da vida, o rei D. Sebastião.
Jovem e irresponsável, D. Sebastião resolveu combater os árabes em Quibir, que por sinal já haviam sido expulsos de Portugal, fazia mais de 300 anos...
Invadiu Álcácer - Quibir e deu no que deu. A partir daí a "Economia Portuguesa", despencou e dois anos depois, 1580, após sua morte, o Reino de Portugal já passaria para o domínio de Castela, onde permaneceu até 1640.
Depois os enormes gastos com a "Guerra da Restauração", o crescente domínio da marinha inglesa nos mares do mundo por conta da máquina a vapor e outros acontecimentos marcantes, como por ex. A assinatura do Tratado de Jonh Methuen em 1703 entre Portugal e Inglaterra e a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808 acompanhada de 17.000 funcionários da máquina administrativa Portuguesa, acabariam por afundar definitivamente o já debilitado tesouro português. Somados todos estes negativos episódios, reforçados pelos atos de pirataria da marinha inglesa contra navios espanhóis e portugueses nos mares do mundo, cujo ouro roubado serviria para impulsionar a Revolução Industrial Inglesa, a "Economia Portuguesa" nunca mais se recuperou. A partir daí, até aos nossos dias, o liberalismo inglês e agora americano é que ditam as regras à Economia Mundial.
Agora, mais recentemente, também a guerra colonial, ajudou bastante no agravamento da crise financeira portuguesa, pois os retornados, soldados e  civis portugueses e africanos, partidários de Salazar, voltaram para Portugal com a roupa do corpo, obrigando o governo a fazer altos investimentos em moradias, saúde, educação e criação de postos de trabalho.
Mas, com a revolução dos cravos, tudo parecia melhorar! Perdia-se uma enganosa receita das ex- colônias agora “independentes”, mas por outro lado cessavam as enormes despesas com as forças armadas e a perda de jovens, que, se não morriam em combate, fugiam para o exterior, desfalcando ainda mais a capacidade produtora do país.
E assim foram passando os anos, até que Portugal conseguiu em termos de desenvolvimento chegar ao meio da Europa e até em alguns setores ao topo da mesma, como por exemplo na tecnologia de satélites, de computadores (O Magalhães) e na geração de energias renováveis (ventos, sol e mares) , etc., etc.
Agora, com a crise mundial do capitalismo Liberal e a má gestão do dinheiro público, o governo não consegue saldar seus compromissos com seus credores e vai recorrer ao “FMI”. Seu déficit orçamental gira em torno de 7%, um dos mais altos da Zona Euro, que por sinal encontra-se na mesma situação portuguesa. Para colocar seus compromissos com seus credores e funcionários públicos em dia o governo precisará para já de pelo menos 75 bilhões de Euros. Durante este ano está prevista uma recessão, que irá gerar um desemprego de aprox. 70.000 trabalhadores e em 2012 haverá uma melhora, com o país só voltando a crescer a partir de 2013. Uma previsão muito duvidosa!

A HUMILHAÇÃO AO FMI PODERIA TER SIDO EVITADA?



Sim poderia, bastasse que os políticos da oposição, PDS, (Partido Social Democrático) CDS, (Centro Democrático Social) estes defensores do liberalismo e PCP, (Partido comunista português) e BE, (Bloco de Esquerda) defensores da doutrina esquerdista), assinassem as medidas do PS, (Partido Socialista) do 1º ministro José Sócrates, contidas na PEC-4.
O PSD, na voz de seu presidente Passos Coelho, prometeu ao 1º ministro Sócrates que assinaria. Este, acreditando nas palavras de Passos Coelho, líder do PSD, partiu para Bruxelas para comunicar à Comissão Europeia, que a PEC-4 seria aprovada com grande maioria no parlamento português. A PEC-4 era um conjunto de medidas especiais para diminuir o déficit orçamental, que já beira os 7% . Com essas medidas esse déficit poderia ser reduzido para 3 ou 4 %., mas, como sempre, quem iria pagar seriam as classes sociais mais baixas, isto é, trabalhadores, pequenos e médios empresários, funcionários públicos e das estatais, que teriam seus salários reduzidos entre 10 e 20% , além de cortes nos serviços de saúde, educação, ciência e tecnologia, etc., etc. Como vemos eram medidas recessivas e antipopulares, que iriam desgastar a imagem do governo do PS, mas que por outro lado evitariam a ida ao FMI, que segundo José Sócrates, seria uma grande humilhação para os portugueses, pois por trás de tudo isso, viriam com certeza imposições contra o patrimônio estatal, composto por grandes empresas, como a EDP (Energias de Portugal) responsável maior pelo sucesso do programa das energias renováveis em Portugal, hoje o mais bem sucedido da Europa. Além da Portugal - Telecom, outra bem sucedida estatal portuguesa de telecomunicações com presença em vários países do mundo, inclusive no Brasil . A RTP, Rádio e TV de Portugal, maior informativo de Portugal, que a SKY tirou de seus satélites, também estaria na mira do “FMI”. Sócrates, afirmou, num momento depressivo, que se a PEC-4 não fosse aprovada, ele renunciaria. E cumpriu a palavra, no dia em que o parlamento português reprovou a PEC-4, apresentou sua renúncia ao cargo. Fora traído pelo PSD de Passos Coelho! Voltou a Bruxelas para explicar o ocorrido à Comissão Europeia, sendo recebido com aplausos... Na volta aceitou o apelo do Presidente da República Cavaco e Silva para continuar no cargo até às eleições de 5 de junho próximo. Sem poder governar, aproveita para inaugurar algumas obras do seu governo e é lógico fazer propaganda de seu partido e de seu nome para as eleições de 5 de junho.

OS PARTIDOS NÃO SE ENTENDEM

À véspera da eleição de 5 de junho os partidos de oposição, pasmem, liberais e esquerdistas, responsáveis maiores por toda essa crise, não se entendem e seja qual for o resultado das urnas, nenhum deles conseguirá maioria absoluta, para poder realizar as transformações que o país necessita.


DE QUEM É A CULPA?

Bem este é o maior problema, pois o povo português, nestas últimas décadas embalado por uma onda consumista incontrolável, esqueceu-se de poupar, e, fascinado pelas facilidades do crédito teve acesso exagerado aos bens de consumo. O governo por sua vez também não ficou atrás e exagerou em gastos desnecessários, deixando-se levar pelas facilidades de arrecadar; aumentos de impostos, venda de títulos da dívida pública, empréstimos bancários, etc., etc., acrescentando-se a isso os favorecimentos a empresários e outras falcatruas que não são de conhecimento público.
Então a culpa é do povo?! Sim, o povo é o principal culpado, pois não se esforça para sair desta desinformação política, em que o sistema o mantém há vários séculos, transformando-o num grande rebanho bem comportado. O povo já começa a errar quando deixa de comparecer às urnas no dias de eleições, alegando que seu voto nada influirá nos destinos de sua vida. E termina errando quando deixa de acompanhar os atos de seus eleitos na vida pública.
Enfim, com esta preguiça cidadã, transformou-se no povo mais despolitizado da Europa, sendo sim um dos maiores culpados pela situação econômica em que Portugal se encontra neste momento.

ENTÃO O QUE FAZER?

Bem, eu acho que a primeira coisa a fazer é acordar e entender, que nunca se deve votar pela aparência, pelo discurso ou pelas lindas propostas dos candidatos. Deve-se sim, em primeiro lugar, pesquisar sua vida particular e sua capacidade para o cargo. Se já for político, a pesquisa fica mais fácil.
Par as eleições de cinco de junho, temos o PS, (Partido Socialista) tentando maioria absoluta para poder finalmente governar, como fez em seu primeiro mandato. Temos o PSD, (Partido Social Democrático) que pretende voltar a governar. O CDS, (Partido Democrático Social) mais à direita, O PP, (Partido Progressista) mais ao centro. O PCP, (Partido Comunista Português)
Be, (Bloco de Esquerda) e outros partidos com menor expressão no mapa eleitoral português.
Quanto ao PDS, PS, a pesquisa fica mais fácil, pois são partidos que têm se revesado no poder nestas últimas décadas.
O PS de José Sócrates, filiado à Internacional Socialista, tem como ênfase política, o social, porém, neste seu último mandato, não tendo maioria absoluta no parlamento, ficou aquém de suas promessas, sofrendo ferrenha pressão do PSD, do CDS, do PP, (Partido Progressista) e dos partidos ditos de esquerda como PCP e BE e outros de menor expressão. Dessa pressão resultou o chumbo às medidas de contenção do déficit orçamental português, apresentadas pelo 1º ministro José Sócrates em meados de abril no Parlamento, através da PEC-4, que eram medidas de contenção orçamental, que, como sempre afetavam mais a classe média, os médios e pequenos empresários e os trabalhadores em geral, do que os grandes grupos, como Multinacionais, Bancos, etc., etc.
Aí o governo ficou diante das duas opções: pedir a ajuda a este já sacrificado povo português, através da PEC-4, ou humilhar esse mesmo povo com o pedido de socorro ao FMI.
Numa atitude estranha, todos os partidos de oposição, da direita à esquerda, empurraram Portugal para a segunda opção.
Agora, os técnicos do FMI estão em Portugal, exigindo o que bem entendem, inclusive privatizações das maiores estatais portuguesas, como EDP (Eletricidade de Portugal) uma companhia que vem revolucionando o sistema energético português, tornando-o um dos mais adiantados do mundo, inclusive no campo das energias renováveis e que hoje está presente em alguns países do mundo, como nos países da PALOP(Países de Língua Oficial Portuguesa), como é o caso do Brasil, Angola, Moçambique e outros.
Está de olho também na RTPI, única emissora genuinamente portuguesa, que a SKY, fez a maldade de tirar dos seus satélites aqui para o Brasil, para que a grande família luso-brasileira não pudesse a ela ter acesso. E como se não bastasse, estão ainda os técnicos do FMI de olho na PT, (Portugal Telecom) também uma estatal muito lucrativa e com filiais também nos países da PALOP.
Enfim, estão de olho em tudo aquilo que é genuinamente português, porque é um patrimônio do povo, que não transfere lucros ao exterior...
Esta é a receita do FMI, que o Brasil já experimentou a pedido do sr. Fernando Henrique, que sempre sorridente recebia de pires na mão os representantes dessa não benquista instituição, e que resultou na mais escandalosa entrega das grandes e lucrativas estatais brasileiras, ao capital agiota internacional. Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional, Embratel e tantas outras, foram algumas delas. Sempre com a desculpa, que o dinheiro resultante destas vendas seria aplicado em Educação, Saúde Pública, etc., etc.
Mas aí veio o milagre e Deus quiz que o povo brasileiro acordasse e se livrasse desses senhores, representantes dos interesses dos grandes grupos internacionais, que não deixam os governos progressistas governar! Aqui como aí, o discurso destes senhores é sempre o mesmo...
Tem que diminuir o peso do estado na economia. Tem que acabar com o empreguismo! Só não falam ao povo, que as grandes obras realizadas pela iniciativa privada ou as compras de aeronaves, navios, etc., comprados ao exterior, estão sempre dependentes do aval do governo.
Ninguém tem dúvida, que a “Iniciativa Privada”é realmente um símbolo da liberdade de cada indivíduo. Sem ela, realmente o processo produtivo e o conceito de liberdade, estariam prejudicados. Mas, um estado que se presa, tem que possuir suas estatais e preservar o controle de seus minerais estratégicos para poder garantir sua independência e Unidade Nacional. É a tal Economia Regulamentada, a mesma que levou Portugal às grandes navegações e à grande potência da época.

Portanto, fica aqui o aviso ao povo português na hora de votar. Não se deixe levar pelo discurso postado e bonito desse líderes de partidos, que muitas vezes até nos levam às lágrimas!
Vou contar-vos o que aconteceu comigo nas últimas eleições aqui no Brasil. Confesso que nunca fui muito simpático ao PT, (Partido dos Trabalhadores) e na primeira eleição em que Lula ganhou, em 2002, no 1º turno, não votei nele. Mas, no 2º turno, tive que optar entre o entreguismo do liberal Serra e a antipatia ao PT do trabalhista Lula. Lula ganhou e me surpreendeu favoravelmente, apesar de toda a pressão e descriminação que sofreu durante seu governo. Veio o 2º mandato em 2006 e aí não tive mais dúvidas quanto ao endereço de meu voto. Agora de novo, em 2010, embora não conhecesse dona Dilma, não tive outra opção senão votar nela, pois jamais, votaria no liberalismo entreguista do PSDB de Serra. Espero que ela dê continuidade ao governo Lula, que afastou definitivamente essa agiotagem do FMI do liberalista Fernando Henrique, da vida dos brasileiros.
Acompanhando, através da RTPI, os acontecimentos da crise político/financeira do país irmão , chego à conclusão, que ela é muito parecida com aquela vivida pelo Brasil antes do governo Lula.
Os Partidos defensores da política liberal aí em Portugal, são, PSD, CDS E PP, enquanto os daqui, são, PSDB, DEM e parte do PMDB e até outros, que se dizendo de esquerda, muitas vezes nos confundem, assumindo posições estranhas!
Resumindo, acho que os eleitores portugueses, estão no mesmo dilema dos eleitores brasileiros.
Não se deixarem iludir com as propostas dos candidatos, mas se preocuparem com os partidos a que eles pertencem e que políticas defendem. O velho ditado já diz: “diz-me com quem andas, que te direi quem és!” Um candidato, que se diz liberalista, é aquele que apoia o grande capital, as privatizações fraudulentas, as restrições aos direitos trabalhistas, as invasões dos países que não cedem aos interesses de seus patrões internacionais. Enfim, um candidato liberalista, vive mentindo ao povo, prometendo coisas que sabe não poder cumprir e que mesmo que possa, também não cumpre, pois estará contrariando os interesses de sua verdadeira pátria, a pátria de seu coração e não aquela que o viu nascer.
Por outro lado, um candidato que se diz socialista, nem sempre o é, pois política é como um jogo de xadrês, onde muitas vezes há que recuar para depois avançar e vencer o jogo.
Foi justamente o que não aconteceu com os políticos de esquerda de Portugal, que no episódio da PEC-4 , se aliarem aos liberais de direita, numa atitude raivosa, que deu no que deu. Poderiam, com certas ressalvas, terem aprovado a PEC-4 e depois discutirem com o o governo outras alternativas futuras para a governança do país. Será, que a decisão do sr. Manuel Alegre, ao candidatar-se nas eleições passadas à Presidência da República pelo PS, também não foi um ato separatista ao concorrer com o socialista Mário Soares pelo mesmo partido, facilitando assim a vitória do social democrata Cavaco e Silva? Realmente é muito grande a dúvida do eleitor nessa hora de votar! Mesmo para aqueles que acompanham o dia a dia da política!
O primeiro governo socialista de Antônio Gutterres foi ótimo, depois veio o governo liberal de Durão Barroso e deu no que deu, ou seja eleições antecipadas. Veio então o governo socialista de José Sócrates com maioria absoluta, que conseguiu levar Portugal para o meio da Europa, com grande desenvolvimento da ciência, trazendo de volta ao país muitos cientistas portugueses que se encontravam trabalhando no exterior e que deram a Portugal um avanço nunca visto na informatização, na produção de energia renovável, produção agrícola, telecomunicações, energia elétrica e outros setores.
No seu segundo mandato, Sócrates, já sem maioria absoluta, não conseguiu governar como desejaria, debaixo de uma feroz campanha da oposição.
Agora aproxima-se o dia “D” e o povo português tem que abrir mão do voto ideológico e pensar no voto útil, para colocar no parlamento uma maioria absoluta para que o governo possa realmente governar...
Eu, como cidadão lusobrasileiro, dupla nacionalidade, orgulhoso de minhas raízes lusófonas e amante da paz, vou votar em José Sócrates, porque não posso votar num partido, que como o próprio nome já diz, está sempre ao lado do grande capital, embora nas palavras de campanha também se lembre do povo.
A confirmar tudo isso, está aquela triste noite na Base de Lages nos Açores, onde foi decretada a invasão do Iraque. Ali estavam todos os grandes líderes mundiais representantes do grande capital, inclusive o sr. Durão Barroso, do PSD, que se derreteu em elogios ao sr. George Bush.
Está também a atitude de um partido sempre aliado do PSD, o CDS, cujo líder Paulo Portas, à época do governo de Durão Barroso, como ministro das forças armadas, contribuiu para o aumento desse déficit orçamental atual, com a compra de dois submarinos à Alemanha, cujo dinheiro daria bem mais retorno aplicado na renovação da frota pesqueira portuguesa.
Então se conclui, que mesmo tendo falhado no seu 2º mandato, talvez por falta de maioria absoluta, ou mesmo por eventuais erros próprios, José Sócrates, ainda merece o meu voto!

“Mal com ele, pior sem ele”!!!

DESCONTROLE ORÇAMENTÁRIO E A CRISE POLÍTICO/PARTIDÁRIA ATUAL?



Com um défice orçamentário beirando os 7% em 2010, a comissão europeia exigiu que o governo português, reduzisse esse défice para 4% em 2011. O governo parlamentarista de José Sócrates, que na última última eleição parlamentar em 2009, não conseguiu maioria absoluta no congresso. Conseguiu apenas maioria simples, não teve a mesma performance dos governos socialistas anteriores, com a “Oposição” travando muitos projetos seus, como por exemplo o projeto do “TGV”, trem de grande velocidade, que pretende ligar Lisboa a Madrid em apenas 2h e que vai criar mais de 40000 empregos diretos e indiretos. Num discurso raivoso a “Oposição”, pasmem, composta por liberais, direitistas e esquerdistas, conseguiu unir-se para barrar todos os projetos de Sócrates, “PS”, no parlamento, inclusive a “PEC-4”, que evitaria essa humilhação ao “FMI”, com consequências mais penosas para o povo português, do que aquelas resultantes da aprovação da PEC-4.
Ora, não seria mais racional aprovar as medidas do governo, que inclusive já haviam sido analisadas e aprovadas verbalmente pelos eurodeputados como a solução para resolver os problemas emergenciais do tesouro português?
Sócrates voltou de Bruxelas mais aliviado, contando que o PSD, maior partido de oposição, cumprisse a palavra com ele assumida uma semana antes. Isto porém, não aconteceu, pois o líder Pedro Passos Coelho voltou atrás, resultando do chumbo do PEC-4 no parlamento português. Diante disso, Sócrates voltou a Bruxelas para informar o acontecido e pedir desculpas aos deputados que lhe haviam garantido a aprovação do documento.
Portugal então, teve que recorrer à ajuda externa para recompor sua já frágil Economia e as consequências já se fazem sentir, principalmente no bolso já tão vazio das camadas mais pobres, sem falar na humilhação a que o país foi submetido!

AS CAUSAS DA CRISE POLÍTCO/FINANCEIRA ATUAL

Agora nesta segunda metade do século XX e neste começo do século XXI, apesar das causas serem diferentes, temos que convir, que guardam certa relação com os fatos passados, principalmente dos séculos XVIII e XIX, quando deixando de fazer a sua “Revolução Industrial”, a Economia Portuguesa e Espanhola, sucumbiram perante a “Economia Inglesa”. Com seus navios mais velozes, os ingleses tomaram conta do comércio mundial e só agora em meados do século XX, apareceram outras “Economias concorrentes” como é o caso de Rússia, China etc., etc.. Foi tanto o domínio inglês sobre Portugal, que desde o começo do século XVIII, até aos nossos dias, Portugal, ainda não conseguiu voltar a ser um país independente como o fora antes da tragédia de Quibir. O Liberalismo nascido na Inglaterra, arrasou com a “Economia Portuguesa”, transformando Portugal e seus domínios no Ultramar em permanentes cenários de guerra, acalmando um pouco no regime ditatorial de Oliveira Salazar, mas com um custo muito elevado para o progresso deste país. Depois veio a “Revolução dos cravos em 25 de abril de 1974. Houve um grande progresso, mas havia tudo a fazer. Portugal se atrasara em relação à Europa, com seu povo tendo que emigrar para garantir sua sobrevivência; além daqueles que morreram nas prisões da ditadura... Mas, foi a partir da revolução dos cravos, que o país voltou a crescer e a se desenvolver, chegando mesmo ao meio da Europa em termos de desenvolvimento. Entretanto, seu povo estimulado pela propaganda consumista/ liberal de fácil acesso ao crédito e é claro pelo desejo de um conforto pessoal e familiar melhor, é empurrado para o colo das financeiras, sem pensar que ao fim do mês teria de saldar seus débitos! Assim, com seu orçamento deficitário, só restava mesmo ao povo o apelo ao crédito.
Assim com o governo dá-se o mesmo: constrói estradas, pontes, escolas, quadras de esportes, etc., etc.. esbanjando dinheiro também em gastos não prioritários e tal como as pessoas, deslumbra-se com a facilidade de chegar ao crédito, sem calcular sua capacidade de pagar o serviço da dívida. E aí quando não consegue saldar suas dívidas recorre à banca, recorre aos empréstimos externos, vende títulos, vende patrimônio público, etc., etc., chegando à atual situação em que se encontra...
Todos os países da Zona Euro estão com seus orçamentos desequilibrados, num déficit que ronda em média os 6% em cada país. Grécia, Irlanda e Islândia e agora Portugal recorreram ao fundo de estabilidade europeu e FMI, e pagarão muito caro por isso, pois terão que ceder às imposições do Fundo, dentre elas, a de se comprometerem a privatizar suas empresas públicas. Ora, é sabido que suas ações logo passarão para a mão de estrangeiros, pois o povo destes países, assim como seus empresários, não possuem capacidade financeira para participarem desses leilões. Assim, um patrimônio, antes do povo, pois queiram ou não queiram as estatais pertencem ao povo, não têm fim lucrativo e sua tecnologia, ao contrário das empresas privadas, pode ser transferida para as demais empresas, agora cai na mão de investidores estrangeiros, que nem sequer conhecem estes países.
A situação de Portugal é mais grave ainda, pois é um país que tradicionalmente conta com grandes empresas estatais, como a “EDP” Energias de Portugal, A Portugal Telecom e outras, que geram lucros para o governo, assim como para os acionistas. São empresas, que a partir de agora vão ficar vulneráveis à cobiça desses investidores internacionais. A não ser que haja uma forte pressão da opinião pública para que tal não aconteça.

QUEM VOTOU CONTRA O PLANO DE ESTABILIZAÇÃO E CRESCIMENTO “PEC-4” ?

Votaram contra o “PEC-4”, todos os partidos de oposição, PSD (Partido Social Democrático), CDS (Centro Democrático Social), partidos à direita e defensores do liberalismo. PCP (Partido Comunista Português) BE (Bloco de Esquerda) partidos à esquerda, além de outros de menor expressão.
O PEC-4, impunha aos portugueses grandes sacrifícios, tais como aumento de impostos, corte nos salários da função pública, suspensão dos grandes projetos como o TGV- transporte de grande velocidade, que iria ligar Lisboa a Madrid em aproximadamente 02 horas, etc., etc.
Com a promessa do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, maior partido da oposição, de que aprovaria o PEC-4, Sócrates, deslocou-se a Bruxelas para levar a notícia ao parlamento europeu e à comissão europeia. Com a aprovação da PEC-4, não seria necessário recorrer à ajuda externa, embora a fatura passada ao povo português fosse também muito alta. Mais aliviado e confiante de que o parlamento europeu aprovaria as medidas de austeridade contidas no PEC-4, Sócrates regressa a Lisboa com a certeza de que o líder do PSD, cumpriria a promessa feita uma semana antes de que seu partido aprovaria o documento no parlamento português. Mas sua alegria durou pouco, já que no dia da votação, o próprio PSD se aliou aos partidos de esquerda para chumbar a PEC-4. Embora o Eng.º Sócrates, agora traído pelo líder da oposição Passos Coelho continuasse resistindo, dizendo que não aceitaria nenhuma ajuda externa, não foi possível manter a palavra, pois os banqueiros portugueses, que ele tanto havia ajudado durante seus 6 anos de seu governo, resolveram não mais emprestar dinheiro ao seu governo. Sem a PEC-4 aprovada pelo congresso, resolve então apresentar sua renúncia ao parlamento, alegando não mais ter condições de governar.
Desfez-se então o parlamento e marcaram-se novas eleições para o próximo dia 05 de junho e José Sócrates aceitou recandidatar-se. Mas, como o Presidente da República, Cavaco e Silva, a quem caberia, pela constituição, assumir a governação até às eleições, se encolheu, resolveu então continuar a reger os destinos de Portugal até à data da nova eleição.
Vão ser dois meses de ataques recíprocos entre socialistas do PS de Sócrates, liberalistas do PSD de Pedro Passos Coelho e CDS de Paulo Portas. Os partidos menores à esquerda como BE de Francisco Lousã, e PCB de Jerônimo de Souza continuarão votando como a direita, mantendo assim a situação anterior, ou seja não haverá maioria para o novo governo governar, seja ele de que partido for. A única solução, pouco viável, seria uma coligação dos partidos menores com aquele que vencesse em 5 de Junho.
A anunciada ajuda vinda de Bruxelas, já provocou um novo ânimo nos mercados, com a Bolsa de Valores de Lisboa novamente em alta. Não se encontram mais lugares nos aviões para as férias de Páscoa no Brasil, no México e no Caribe e mesmo em Portugal a capacidade hoteleira não conseguiu responder à excessiva procura dos hóspedes.
Mas, não há nenhum motivo para comemorar, pois o pior ainda está por vir, apesar do valor das exportações terem crescido de percentuais nunca visto nestes últimos meses.

DE QUEM É AFINAL A CULPA?


A meu ver toda a oposição tem culpa neste túnel escuro em que Portugal se meteu, pois o governo Sócrates neste segundo mandato teve seus movimentos tolhidos por uma oposição raivosa, sem nenhum compromisso com o povo português. Nunca esquerda e direita estivaram tão unidos no parlamento! Será que não sabiam o que ía acontecer ao chumbarem a PEC-4? Será que não entendem que a política é como um jogo de xadrês, que para chegar à vitória há que recuar e avançar aqui e ali? Uma conclusão em todo esse retrocesso: esses senhores não gostam de Portugal e apesar de nele terem nascido, será que são mesmo portugueses?! Se realmente o fossem teriam evitado um mal muitíssimo menor para seu povo, assinando a PEC-4 e depois então explicariam para este as razões do voto. Agora o mal está feito e cabe ao povo português no próximo dia 5 de junho julgar o ato da oposição, PSD, PCP, BE e CDS ou a governação do Partido Socialista PS, que na verdade também tem sua culpa no cartório!!!

QUAL A SOLUÇÃO PARA A CRISE PORTUGUESA?

A meu ver seria substituir o sistema capitalista liberal, que há mais de 200 anos, impede que os povos do mundo se desenvolvam e se libertem. Este sistema, fundamentado na lei da oferta e da procura, ou seja na Economia de Mercado, realmente seria a solução para todos os povos da Terra. Entretanto, teria que envolver todas as camadas sociais de modo geral e não somente os grandes investidores, que muitas vezes nem conhecem o país onde investem, de onde há hora que querem , sem o mínimo respeito pelos direitos dos trabalhadores e pela Economia do país, transferem seus capitais para onde tiverem mais lucro. É isto que vem acontecendo há muitos anos em Portugal, onde esses investidores continuam fechando fábricas à hora que lhes interessa e muitas vezes inventando falências para fugirem de certos encargos sociais. Afora, às vezes, os financiamentos que recebem do próprio governo, ou seja do povo. Logo a solução seria substituir o capital destes investidores apátridas, por um capital nacional , valorizando mais a Poupança, criando sorteio de prêmios na mesma, tornando-a mais atraente, facilitando o acesso à Bolsa de Valores a todas as camadas da população, fazendo-a interessar-se pelas matérias econômicas . Prestar mais atenção à remessa de lucros das multinacionais para o exterior, inclusive das multinacionais da fé! Fazer uma Reforma Tributária justa, criando talvez o Imposto Único, onde todos paguem a mesma percentagem pelo salário que recebem, acabando com as injustas alíquotas. Possuir um Ministério de Relações Exteriores atuante para que aproxime mais Portugal dos países em desenvolvimento, principalmente com aqueles de língua portuguesa, cuja crise também indiretamente poderá afetá-los.
Diminuir essa febre consumista e vaidosa.
Enfim, a crise tem saída! Basta que o povo português tenha vontade política e assuma de vez sua cidadania!

JPL - O Fundador

Pedro Passos Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro de Portugal
Mandato 21 de Junho de 2011
até presente
Antecessor(a) José Sócrates
Presidente do PSD
Mandato 26 de Março de 2010
até presente
Antecessor(a) Manuela Ferreira Leite
Vida
Nascimento 24 de Julho de 1964 (47 anos)
Coimbra, Sé Nova
Alma mater Universidade Lusíada de Lisboa
Partido Partido Social Democrata
Profissão Gestor

Pedro Manuel Mamede Passos Coelho (Coimbra, Sé Nova, 24 de Julho de 1964) é um gestor, economista e político português. É o atual líder do Partido Social Democrata e Primeiro-ministro de Portugal desde 21 de Junho de 2011

Biografia

Filho de António Passos Coelho (Vila Real, Vale de Nogueiras, 31 de Maio de 1926), médico, e de sua mulher (casados em 1955) Maria Rodrigues Santos Mamede (Ourique, Santana da Serra, c. 1930), enfermeira. Mais novo de quatro irmãos e irmãs (incluindo Miguel, que sofre de paralisia cerebral, e Maria Teresa, médica como seu pai), cresceu entre Silva Porto e Luanda, em Angola, onde o pai exercia medicina. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo ido viver com a família para Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, donde o seu pai é originário. Concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no mesmo concelho. Em 1982/1983 lecionou a disciplina de matemática numa escola secundária de Vila Pouca de Aguiar. Ingressou na licenciatura de matemática na Universidade de Lisboa, mas acabou por não prosseguir esse curso.
Tendo aderido à Juventude Social Democrata em 1978, chegou a presidente da sua Comissão Política Nacional, em 1990, cargo que ocupou até 1995. Foi deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Lisboa, entre 1991 e 1999. Integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN, até 1995, e foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, de 1996 a 1999. Foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, em 1997, exercendo o cargo de vereador até 2001.
É licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, desde 2001. Anteriormente já tinha trabalhado na Quimibro, empresa que se dedica ao trading nos mercados de metais, de José Bento dos Santos, entre 1987 e 1989, e iniciado a sua atividade de consultor na Tecnoforma, em 2000. Em 2001 tornou-se colaborador da LDN Consultores, até 2004. Dirigiu o Departamento de Formação da URBE - Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção, entre 2003 e 2004. Em 2004 Ângelo Correia convida-o para ingressar no Grupo Fomentinvest, onde será diretor financeiro, até 2006, e administrador executivo, entre 2007 a 2009. Foi também presidente do Conselho de Administração das participadas Ribtejo e da HLC Tejo, a partir de 2005 e 2007, respetivamente. Entre 2007 e 2010 leccionou no Instituto Superior de Ciências Educativas.
Passos Coelho foi co-fundador do Movimento Pensar Portugal, em 2001, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, na direção de Luís Marques Mendes, de 2005 a 2006, e é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, desde 2005. Em Maio de 2008 candidatou-se, pela primeira vez, à presidência do PSD, propondo uma revisão programática de orientação neoliberal. Derrotado por Manuela Ferreira Leite, fundou com um conjunto de apoiantes o think-tank Construir Ideias. Já em Janeiro de 2010 lançou o livro Mudar e assumiu-se, de novo, candidato às eleições diretas de Março de 2010. Eleito presidente do PSD a 26 de Março de 2010, foi o líder do maior partido da oposição, viabilizando no parlamento três alterações ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). A recusa de um quarto PEC, em sintonia com toda a oposição parlamentar ao Partido Socialista, e a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) face à incapacidade autónoma de travar o défice das contas públicas portuguesas induziram o primeiro-ministro socialista José Sócrates a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e obrigaram o presidente Cavaco Silva a convocar eleições antecipadas para 5 de Junho de 2011.
Pedro Passos Coelho foi assim candidato nas eleições legislativas de 2011, vencidas pelo PSD, deixando em segundo lugar o Partido Socialista liderado por José Sócrates, primeiro-ministro demissionário e candidato a um novo mandato.

Primeiro-ministro de Portugal

É o primeiro-ministro de Portugal, liderando um governo de coligação PSD/CDS-PP que tomou posse a 21 de Junho de 2011.
No discurso de tomada de posse, afirmou que procuraria que o Estado desse "exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam; e o Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos governadores civis já sinaliza". Na mesma intervenção, Passos Coelho apontou as tarefas prioritárias do Governo: estabilizar as finanças, socorrer os mais necessitados e fazer crescer a economia e o emprego.

Vida privada

Foi casado, em primeiras núpcias, com Fátima Padinha, uma das quatro vocalistas do grupo musical Doce, com quem teve duas filhas, Joana, em 1988, e Catarina, nascida em 1993. Casou-se, em segundas núpcias, com Laura Maria Garcês Ferreira, uma fisioterapeuta natural de Bissau, filha de Tomás Ferreira e de sua mulher Domitília Garcês, tendo com esta uma filha, Júlia, nascida em 2007, e uma enteada, Teresa, nascida em 1995 do primeiro casamento de sua segunda mulher. Reside atualmente em Massamá, concelho de Sintra.
Quase um Ano do Governo Passos Coelho - Avaliação

Como avaliar um governo cujas primeiras medidas são cortar verbas à metade para a Educação e Saúde? Como avaliar um governo que está roubando todos os direitos dos trabalhadores, subsídios, indenizações por tempo de serviço, auxílio doença, auxílio transporte, diminuição de salários, etc., etc.
Como avaliar um governo que está mais preocupado com os investidores estrangeiros do que com o bem estar de seu povo?
Como avaliar um governo que está entregando as suas lucrativas estatais aos agiotas internacionais? Como avaliar um governo que está trazendo Portugal de novo para a rabeira da Europa em termos de desenvolvimento tecnológico?
Como avaliar um governo que quer transformar de novo o nosso querido Portugal no primo pobre da Europa, trazendo - lhe de volta aquele terrível complexo de inferioridade em relação à mesma, ainda de tão recente memória.
Como não há nada a avaliar neste governo de pau mandado, resta-nos lamentar esta maldade cometida contra "seu" povo, principalmente contra as crianças e os velhinhos.
Lamentar, mas acreditar, que nesta vida tudo passa e que em breve nem a lixeira da história o aceitará para bem da justiça social e da paz do povo português.




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