HOMENAGEM PÓSTUMA
Manuel António Pina (Sabugal, 18 de novembro de 1943 – Porto, 19 de outubro de 2012) foi um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões.
O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
Faleceu no Hospital de Santo António no Porto, aos 68 anos.
A Poesia Vai Acabar A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde" Tema(s): Poesia
Bibliografia
* 1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil);
* 1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia);
* 1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil);
1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil);
* 1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
* 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia);
* 1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia);
* 1983 - "Os dois ladrões" (teatro);
* 1984 - "Nenhum sítio" (poesia);
* 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
* 1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil);
* 1986 - Os piratas(ficção);
* 1989 - "O caminho de casa" (poesia);
* 1987 - "O inventão" (teatro);
* 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia);
* 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia);
* 1993 - "Farewell happy fields" (poesia);
* 1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil);
* 1994 - "Cuidados intensivos" (poesia);
* 1994 - "O anacronista" (crónica);
* 1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil);
* 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro);
* 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia);
* 1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil);
* 2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia);
* 2001 - "A noite" (teatro);
* 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil);
* 2002 - "Poesia reunida" (poesia);
* 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro);
* 2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica);
* 2003 - Os livros (poesia);
* 2003 - "Os papéis de K." (ficção);
* 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil);
* 2005 - "Queres Bordalo?" (ficção);
* 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil);
* 2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas);
* 2008 - "Gatos" (poesia);
* 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro);
* 2010 - "Por outras palavras e mais crónicas de jornal" (crónica);
* 2011 - "Poesia, saudade da prosa" (antologia poética);
* 2011 - "Como se desenha uma casa" (poesia);
* 2012 - "Todas as palavras /Poesia reunida" (poesia).
PRÉMIOS RECEBIDOS
Prémios
* 1978 - Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”);
* 1987 - Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”);
* 1988 - Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão);
* 1988 - Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil);
* 1993 - Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas;
* 2002 - Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga");
* 2004 - Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004);
* 2004 - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros);
* 2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros);
* 2011 - Prémio Camões. Foi precedido por
Ferreira Gullar e sucedido por
Dalton Trevisan Prémio Camões
1989: Miguel Torga • 1990: João Cabral de Melo Neto • 1991: José Craveirinha • 1992: Vergílio Ferreira • 1993: Rachel de Queiroz • 1994: Jorge Amado • 1995: José Saramago • 1996: Eduardo Lourenço • 1997: Pepetela • 1998: Antonio Candido • 1999: Sophia de Mello Breyner • 2000: Autran Dourado • 2001: Eugénio de Andrade • 2002: Maria Velho da Costa • 2003: Rubem Fonseca • 2004: Agustina Bessa-Luís • 2005: Lygia Fagundes Telles • 2006: José Luandino Vieira • 2007: António Lobo Antunes • 2008: João Ubaldo Ribeiro • 2009: Arménio Vieira • 2010: Ferreira Gullar • 2011: Manuel António Pina • 2012: Dalton Trevisan
Luís de Camões.
- Inicio
-
Historia dos Clubes
- Imperial Futebol Clube
- Vasco da Gama
- Flamengo
- Atlético Mineiro
- Botafogo
- Corinthians
- Fluminense
- Palmeiras
- Sport Club Internacional
- Cruzeiro de BH
- Santos
- Bahia
- Vitória
- Gremio de Porto Alegre
- Goiás Esporte Clube
- Ríver Atletico Clube
- Benfica
- Atletica Ponte Preta
- Portuguesa de Desportos de SP
- Tuna Luso Brasileira
- Boavista Futebol Clube
- Ceara Sporting Club
- Nautico Marcilio Dias
- Crato Esporte Clube do Ceara
- Taubate Esporte Clube
- A Vez
- As Batalhas
-
História
- De Portugal
- Luso-Brasileira
- Em Quadrinhos
- Cachaça Ajudou Muito
- 22 De Abril
- A Viagem Fernando Da Cunha
- Quando Chegaram os Índios à America
- As Invasões Francesas no Brasil
- As Primeiras Travessias Aéreas dos Portugueses
- Carta Testamento De Getúlio Vargas
- Da Espanha
- Da portugalidade de um general brasileiro
- Política e Economia
- O Homem e as Religiões
- As Grandes Personalidades
- Musica
- Humorismo Luso
- A História Das Famílias
- Entre em Contato
- Beleza Feminina
- Series de Vídeos do CCLB
- Dicas de Artesanato
- Literatura Luso-Brasileira
- Lugares que Você deve conhecer!
GASTRONOMIA DE PORTUGAL
Gastronomia de Portugal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| O bacalhau, introduzido na alimentação desde as viagens portuguesas do século XIV, era adequado às necessidades da época, como produto de fácil conservação. |
Após o 25 de Abril de 1974, alguns nutricionistas portugueses resolveram criar um esquema que resumisse as virtudes nutricionais da tradicional dieta mediterrânica. Elaborou-se uma nova versão deste esquema, a Roda dos Alimentos que mantinha, contudo, a proporção e variedade de alimentos conotados com este tipo de alimentação.
Com a adopção em Portugal da nova pirâmide dos alimentos, divulgada pela Organização Mundial da Saúde, a chamada dieta mediterrânica ganha ainda mais destaque. Estudos diversos parecem indicar que Portugal é o país "mediterrânico" que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais, apesar de nem ser banhado por este mar.
O pão
Folar de Chaves
|
| Broa de Avintes a sair do forno de lenha. |
O azeite
O azeite é o alimento indicado para a dieta dos Portugueses, principalmente utilizado como condimento nas sopas de legumes, nas migas à moda da beira (em que se misturam feijões, couve e pão de milho), no bacalhau assado, onde é acompanhado com bastante alho, etc. Mesmo na doçaria, o azeite também se faz presente, como em alguns bolos, principalmente alentejanos, mas também em diversas "broas de azeite". As batatas cozidas, servidas juntamente com diversos pratos, como peixes grelhados, são geralmente regadas com azeite, um golpe de vinagre, salsa e cebola picada.
Grande parte dos pratos começam por ser preparados a partir de um refogado de cebola e/ou alho, mais ou menos puxado (mais ou menos escuro), em azeite.
O vinho
| Vinho do Porto. |
As regiões produtoras de vinho mais afamadas são, sem dúvida, o Alentejo e o Douro, ainda que mereçam referência outras regiões: Dão, Terras do Sado, Bairrada, Bucelas, etc.
No Minho existe a região demarcada do vinho verde, que se bebe jovem e fresco. Ao contrário do que muitas pessoas pensam (mesmo alguns portugueses), o vinho verde não é um tipo específico de vinho branco. De facto, existe vinho verde tinto (o que é, aliás, mais consumido no Minho) e vinho verde branco.
Sopas e cozidos
| Caldo verde |
| Cozido à portuguesa tradicional e seus acompanhamentos. |
| Gaspacho à moda portuguesa, mas sem pão. |
O cozido à portuguesa, considerado por muitos como o prato nacional, é composto por uma grande diversidade de ingredientes cozidos em água abundante – as receitas variam muito de local para local, havendo muitas que reclamam ser mais legítimas que outras. Contudo, é costume referir como ingredientes mais utilizados as diversas qualidades de couve (couve-galega, couve-lombarda, tronchuda, etc), batatas, feijão, cabeças de nabo, cenoura, enchidos (chouriço, farinheira, moura, etc), outras carnes, geralmente de porco, e, por vezes, adições de carnes de frango ou galinha.
As saladas mais confeccionadas são as de alface e de tomate. É curioso notar que existe, em algumas regiões do país, uma certa confusão na linguagem popular entre os termos que designam alface e salada, como se ambos se referissem à mesma coisa. A salada de tomate costuma ser aromatizada com orégãos.
Enchidos
| Uma montra de enchidos portugueses. |
No Nordeste de Portugal, a criatividade popular permitiu a confecção de enchidos à base de pão e carne de galinha, denominadas alheiras. Foram criadas como forma de reacção por parte dos judeus Portugueses no século XVI, ao dilema de não lhes ser permitido comer carne de porco por motivos religiosos e o imperativo de dar entender que se tinham convertido ao cristianismo.
| Bolinhos de bacalhau caseiros. |
Temperos
Em termos gerais, é no sul que se usam mais as ervas aromáticas. Enquanto que no norte de Portugal se usa quase exclusivamente a salsa, o louro, a cebola e o alho, no sul, especialmente no Alentejo, utilizam-se os coentros, as mentas (hortelã, poejo, etc), os orégãos, o alecrim, etc. Desde que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia que os Portugueses utilizam a pimenta (designada no Brasil como pimenta-do-reino), a noz-moscada, o cravinho-da-índia, o açafrão, etc. A doçaria regional faz uso abundante da canela.
Peixe e marisco
Doçaria
A doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos e mosteiros portugueses no século XVI. O uso abundante de gemas de ovos em muitas destas especialidades está relacionado com o uso das claras de ovos nos conventos. As claras de ovos para a confecção de hóstias, para manterem seus hábitos (vestuário das religiosas) sempre engomados, e para a clarificação dos vinhos. Para não desperdiçarem as gemas e com o açúcar vindo do Novo Mundo, os frades e, principalmente, as freiras de Portugal aperfeiçoaram as receitas ancestrais. A criatividade conventual extravasava em doces ricos em açúcar, em gemas de ovos, em frutos secos e em amêndoas.
Entre outros doces que importa referir, há ovos moles de Aveiro, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras da Ordem dos Carmelitas no século XIX, o pastel de nata (incluindo os famosos pastéis de Belém que nasceram no Mosteiro dos Jerónimos), queijadas de Sintra, conhecidas desde o século XIII, e os agora já célebres travesseiros da Periquita, os pastéis de Tentúgal, queijadinhas de hóstia, as Tigeladas de Abrantes, o pudim Abade de Priscos, quartos de marmelada do Convento de Odivelas, barriga de Freira de Arouca, castanha doce de Arouca, cristas de galo (ou pastéis de Vila Real, pastéis de Toucinho, Viuvinhas), bolo de Dom Rodrigo (ou somente D. Rodrigo), fatias de Tomar (ou fatias da China), lampreia de Portalegre (ou lampreia de amêndoa, lampreia à antiga ou lampreia de Massapão), palha de Abrantes, trouxas de ovos das Caldas, rebuçados de ovos, atribuídos ao Convento de São Bernardo de Portalegre, pau de abóbora (ou abóbora coberta) entre outras especialidades mais ou menos conhecidas. No Algarve, principalmente, são típicos os doces de amêndoa e de figo seco; no Alentejo, a Sericá (ou sericaia), o pão de Rala, os nógados. No arquipélago dos Açores, na ilha da Graciosa são famosas as suas queijadas. De facto, quase todas as localidades têm o seu doce típico. No arquipélago da Madeira, destaca-se o chamado bolo de mel.
Gastronomia portuguesa no mundo
A presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, influenciou em ambos os sentidos, com os Portugueses a importarem técnicas e novos ingredientes e a deixar também a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão.Da Ásia, onde eram conhecidas pelo nome narang, as laranjas terão chegado à Europa através de Portugal no tempo das cruzadas. Da Índia os Portugueses trouxeram depois laranjas doces, que plantaram ao longo das suas rotas no século XV, dada a sua importância no combate ao escorbuto que afectava os marinheiros. Desde então muitos países nomearem este fruto com o seu nome, como o Búlgaro portokal, Grego portokali (πορτοκάλι), Persa porteghal (پرتقال), e Romeno portocală. Também na língua napolitana da Itália, portogallo ou purtualle, no Turco Portakal, Árabe al-burtuqal (البرتقال), e Georgiano phortokhali (ფორთოხალი).
Para além das especiarias vindas da Ásia, cujo comércio os Portugueses dominaram - como a canela desde então muito presente na doçaria tradicional - a influência oriental na gastronomia portuguesa pode ver-se na tradicional "canja", um caldo de galinha e arroz tradicionalmente utilizado como terapia de convalescentes, que tem o seu paralelo no asiático congee, cujo nome, ingredientes e utilização são idênticos. Também do oriente os Portugueses trouxeram o Chá Em breve a Europa começou a importar as folhas, com a bebida a tornar-se rapidamente popular, especialmente entre as classes abastadas em França e Países Baixos. O uso do chá, bem como da compota de laranja amarga (orange marmalade) em Inglaterra é atribuído a Catarina de Bragança, princesa portuguesa que casou com Carlos II de Inglaterra cerca de 1650.
Terão igualmente sido os Portugueses a levar a primeira pimenta malagueta do novo mundo para a Índia, através de Espanha, onde é hoje um ingrediente fundamental , baseado na sua forte presença na culinária de Goa, centro da presença portuguesa na Índia.
Os Portugueses deixaram também a sua influência na culinária do Brasil, com variações da feijoada e da caldeirada. E em Goa, com pratos como o vindalho, cujo nome tem origem no tempero tradicional de marinada em vinha d'alhos, e na culinária macaense. O comércio português estendeu-se ao Japão a partir de 1542. A doçaria portuguesa deixou marcas na culinária japonesa, onde introduziu pela primeira vez o açúcar refinado, originando os chamados Kompeito e ainda na adaptação dos fios de ovos e trouxas, que originaram a especialidade japonesa keiran somen (鶏卵素麺), ou "cabelos de anjo". Esta receita tornou-se também muito popular na Tailândia com o nome "Kanom Foy Tong". O tradicional "pão de ló" derivou em Nagasaki no bolo Castela (カステラ), Kasutera. A tempura, hábito de fritar alimentos envoltos em polme, foi introduzida no Japão em meados do século XVI por missionários portugueses, sendo inspirada no prato português peixinhos da horta.
Referências bibliográficas
- DUAL Culinária: Cozinha Portuguesa, Livro de receitas. Centro DUAL, CCILA, Lisboa, 2009, Pág. 121.
D. AFONSO HENRIQUES
BIOGRAFIA DE DOM AFONSO HENRIQUES OU AFONSO I
D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal. Fundou o reino de Portugal em 1143, quando o tornou independente dos reinos de Leão e Castela (ainda não existia a Espanha, na altura), fundando a primeira dinastia, a de Borgonha, que durou 244 anos.
Diz-se que D. Afonso Henriques era muito forte e alto, um fato pouco vulgar na época. A sua espada era tão pesada (com cerca de 15 quilos) que eram precisos dois ou três homens para a levantar sem esforço e usá-la em combate.
O nosso primeiro rei era filho de D. Henrique de Borgonha, que conquistou muito território aos muçulmanos. Pela sua bravura, ele tinha sido recompensado com um grande território : o Condado Portucalense.
Como governava sozinho o Condado e tinha sido muito importante na reconquista aos mouros, D. Henrique, pai de Dom Afonso Henriques, quis tornar o Condado Portucalense independente. Mas, após sua morte, sua sua esposa, dona Tereza, mãe de Dom Afonso Henriques, começou por seguir suas ideias, mas logo se deixou influenciar por um nobre castelhano, que queria que o Condado
Portucalense fosse anexado ao Reino de Castela.
Quem não gostou muito da ideia foi D. Afonso Henriques, órfão desde muito novo, mas um grande admirador do pai (esta admiração foi-lhe transmitida pelo seu aio, o célebre Egas Moniz, que ficou encarregue da sua educação).
É então que decide lutar contra a mãe e contra os exércitos de Castela, na Batalha de S. Mamede, em Guimarães, para tomar conta do Condado Portucalense e transformá-lo num reino. E conseguiu !
Para tal, o jovem Afonso Henriques armou-se a si próprio cavaleiro em 1125, com o apoio da nobreza da época, quando tinha apenas 14 anos de idade.
Em 1128, resolve então lutar contra o exército de sua mãe, Dna.
Tereza, que apoiava os nobres galegos e desprezava os fidalgos e eclesiásticos portucalenses. Sua mãe, dna. Tereza, deixou-se portanto, influenciar pelo Reino de Castela, a ponto de ficar contra a independência de Portugal e a favor da anexação deste ao reino de Castela. Daí, resultou a grande Batalha de São Mamede, travada em Guimarães em 24 de junho de 1128 entre as tropas de Castela favoráveis a dna. Tereza e as tropas de seu filho Afonso Henriques. A grande batalha se deu, onde é hoje o famoso Castelo de Guimarães e o cemitério onde repousam os restos mortais dos soldados ali tombados. As tropas Portucalenses comandadas por seu filho, acabam por derrotar as tropas de sua mãe apoiadas por Castela, pondo fim assim a 15 anos de governo desta, que acaba fugindo para Castela, confirmando assim o prestígio de Afonso Henriques, que iria se concretizar em 1139 com sua vitória na famosa Batalha de Ourique. A partir da Batalha de Ourique em 25 de julho de 1539 no Baixo Alentejo, sul de Portugal, a autonomia deste país, tornou-se cada vez mais fortalecida e reconhecida por todos. Conta-se que aconteceu um milagre durante esta Batalha, que levou os portugueses a vencerem um exército árabe muito mais forte que o seu. Um documento do Papa (a bula), muitos anos depois, confirmou finalmente Portugal como reino independente. O papa Alexandre III deu-lhe ainda o direito de conquistar territórios aos mouros para alargar o território nacional. D. Afonso Henriques morreu em 1185, deixando ao filho, D. Sancho I, um território perfeitamente definido e independente : não apenas um Condado, mas já um verdadeiro Reino!
Matéria em construção...
Como governava sozinho o Condado e tinha sido muito importante na reconquista aos mouros, D. Henrique, pai de Dom Afonso Henriques, quis tornar o Condado Portucalense independente. Mas, após sua morte, sua sua esposa, dona Tereza, mãe de Dom Afonso Henriques, começou por seguir suas ideias, mas logo se deixou influenciar por um nobre castelhano, que queria que o Condado
![]() |
Castelo de Guimarães
|
Tereza, que apoiava os nobres galegos e desprezava os fidalgos e eclesiásticos portucalenses. Sua mãe, dna. Tereza, deixou-se portanto, influenciar pelo Reino de Castela, a ponto de ficar contra a independência de Portugal e a favor da anexação deste ao reino de Castela. Daí, resultou a grande Batalha de São Mamede, travada em Guimarães em 24 de junho de 1128 entre as tropas de Castela favoráveis a dna. Tereza e as tropas de seu filho Afonso Henriques. A grande batalha se deu, onde é hoje o famoso Castelo de Guimarães e o cemitério onde repousam os restos mortais dos soldados ali tombados. As tropas Portucalenses comandadas por seu filho, acabam por derrotar as tropas de sua mãe apoiadas por Castela, pondo fim assim a 15 anos de governo desta, que acaba fugindo para Castela, confirmando assim o prestígio de Afonso Henriques, que iria se concretizar em 1139 com sua vitória na famosa Batalha de Ourique. A partir da Batalha de Ourique em 25 de julho de 1539 no Baixo Alentejo, sul de Portugal, a autonomia deste país, tornou-se cada vez mais fortalecida e reconhecida por todos. Conta-se que aconteceu um milagre durante esta Batalha, que levou os portugueses a vencerem um exército árabe muito mais forte que o seu. Um documento do Papa (a bula), muitos anos depois, confirmou finalmente Portugal como reino independente. O papa Alexandre III deu-lhe ainda o direito de conquistar territórios aos mouros para alargar o território nacional. D. Afonso Henriques morreu em 1185, deixando ao filho, D. Sancho I, um território perfeitamente definido e independente : não apenas um Condado, mas já um verdadeiro Reino!
Igreja de São Miguel do Castelo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Igreja (ou Capela) de São Miguel do Castelo, Guimarães. |
A Igreja de São Miguel do Castelo, também referida como Capela de São Miguel do Castelo, localiza-se junto ao Castelo de Guimarães, na freguesia de Oliveira do Castelo, cidade e concelho de Guimarães, distrito de Braga, em Portugal.
História
De acordo com a lenda aqui foi batizado o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, o que parece carecer de fundamento, dado o templo datar do século XIII. Ainda assim, guarda-se aqui a pretensa pia baptismal que utilizada na cerimónia.
O templo foi mandado construir pela Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, tendo sido sagrada pelo então primaz de Braga, Silvestre Godinho, em 1239. Pela sua datação, o românico já não é perfeito, e parece prenunciar em alguns aspectos a ascensão do gótico.
Ao longo dos séculos foi caindo em ruínas, estado em que se encontrava em meados do século XIX, quando a Sociedade Martins Sarmento decidiu restaurá-la.
Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 16 de junho de 1910, em simultâneo com os vizinhos Castelo de Guimarães e Paço dos Duques de Bragança, formando assim um complexo de grande importância não só histórica, como também arquitectónica.
Características
Trata-se de uma igreja de pequenas dimensões, em estilo românico. Pela sua datação, o românico já não é perfeito, e parece prenunciar em alguns aspectos a ascensão do gótico.
Matéria em construção...
Assinar:
Postagens (Atom)
