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RUI ALVES A CANTAR PORTUGAL

 

Biografia RUI ALVES Mais de 28 anos a cantar Portugal...pelo mundo 1983-2011 Desde 1983 a cantar, Rui Alves tem já 24 álbuns de originais editados, é sócio da Sociedade Portuguesa de Autores e da Gestão do Direitos dos Artistas. Autor, compositor e intérprete, participou também em várias colectâneas, em Portugal, França, Canadá e Venezuela onde tem também alguns dos seus álbuns editados pela Sonnomundo de Nino Acosta. Natural de Sobral do Campo, concelho e distrito de Castelo Branco, Beira Baixa, Rui Alves nasce a 3 de Agosto de 1970. Desde tenra idade o gosto pela música é incutido pelo pai Manuel Luís, acordeonista da velha guarda beirã, que lhe dá as primeiras lições. A sua formação é complementada pelo professor e famoso acordeonista beirão Manuel Augusto que dava aulas, nessa época, nas instalações da orquestra típica Albicastrense, orquestra esta formada pela mundialmente conhecida Eugénia Lima. Com estas influências e com base na música popular portuguesa, começam a surgir as primeiras composições de originais de Rui Alves. Aos 13 anos de idade este jovem inicia a sua carreira como profissional a animar as festas, feiras, e romarias, primeiro da Beira Baixa, depois de Portugal, com a edição de alguns trabalhos em cassete. O primeiro álbum sai oficialmente em 1987 pela editora Dualsom de Sacavém que passou editar este artista até 1993. Em 1993 Rui Alves integra a jovem editora Discotoni de Pombal onde se mantém até à actualidade. É com a forte aposta de António Ribeiro que sai o primeiro CD em 1994, tendo passado a editar anualmente um álbum para essa editora. Em 2006 edita o seu primeiro DVD com banda, um sucesso intitulado “Lição de música, no Sol Fá”. Desde 1992 que Rui Alves percorre as comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo. França, Bélgica, Suíça; Holanda; Luxemburgo; Inglaterra; Estados Unidos; Canadá e Venezuela onde tem inclusive alguns albuns editados. No seu currículo internacional conta com várias actuações em França e na Venezuela a convite do produtor e patrão da editora SONOMUNDO de Caracas, Nino Acosta, que editou também já 5 álbuns deste artista para a América Latina. Nas suas duas tournées pela Venezuela, participou em programas de rádio e Televisão. E teve um momento alto da sua carreiar ao fazer a primeira parte do grande cantautor venezuelano Reynaldo Armas, no Centro Português de Caracas. Em Portugal tem também participado em vários programas de rádio e televisão, estando muitas vezes no Top Made in Portugal da RTP 1 e RTPi * Um sucesso chamado "FADINHO TROCADO" Em 1997 Rui Alves viu o seu trabalho “Fadinho trocado” em quase todos os tops nacionais, quer televisivos quer radiofónicos. Esse foi, sem dúvida, o ano da sua consagração como artista popular, ao completar 16 anos de carreira artística . Entretanto 2007 apresenta-se como um ano de melhores augúrios para Rui Alves que promete dar que falar com novas canções bem ritmadas, letras malandrecas q.b., o verdadeiro humor bem português. Apesar de beirão, Rui Alves reflecte, através da sua música, influências de quase toda a música popular Portuguesa, do Algarve ao Minho, das Beiras a Trás-os-Montes. O Malhão, o Vira, a Marcha, são alguns dos géneros que podemos escutar neste CD onde se misturam sons tradicionais como o cavaquinho, acordeon , guitarra Folk com os sons sintetizados dos modernos sequenciadores. Todos os temas são da autoria do artista que é ao mesmo tempo Autor, Compositor, Orquestrador e Intérprete. Ao vivo, Rui Alves apresenta-se com o seu acordeon e concertina e é acompanhado pela sua banda Imagem 5 ou com bailarinas. Na generalidade, Rui Alves continua com o seu estilo próprio que pretende ver cada vez mais divulgado. Para isso solicita e agradece a colaboração de todos os órgãos de comunicação social que se empenham na divulgação e promoção de música Portuguesa. Em 2003 várias participações especiais no programa de RUI UNAS, Ca baret daCoxa na SIC radical.

IRMÃOS JUSTINO

A VEZ DA DESGARRADA

O que é a desgarrada?
 
Se falarmos com qualquer alto-minhoto, e lhe perguntarmos que é uma "desgarrada", logo a seguir dizem: então a senhora não sabe? é o cantar ao desafio. Mas, o facto de cantar ao desafio não é privativo de alto-minhotos, nem sequer de minhotos, dado que existe em outras regiões de Portugal, como também não é privativo de portugueses, já que existe, com outras denominações, é claro, em diversas regiões pelo mundo fora.
Desgarrada, tal e como reza o dicionário, é aquela canção popular que se caracteriza por ser entoada alternadamente por duas ou mais pessoas, ao desafio, sendo a letra geralmente improvisada.
Canta-se pois ao desafio em Portugal, e não só. Na Galiza, este género é denominado "regueifa" e era cantado antigamente nos casamentos. Em verdade, a regueifa era o bolo de casamento que os noivos ofereciam a quem, de entre os moços, for o melhor cantador a desafiar aos outros, sempre improvisando, a reclamar a regueifa. Por extensão é que o cantar ao desafio na Galiza é chamado regueifa, e os seus cantadores regueifeiros.

Hoje em dia ficam alguns (poucos) regueifeiros velhos na zona de Bergantiños -infelizmente acaba de falecer o "Calviño"-. Mas desde a Associação ORAL estão a tentar revitalizar esta tradição, organizando work-shops e encontros, e estão a consolidar-se cantadores novos como Luís "O Caruncho" ou "Pinto de Herbón", que estão a puxar da regueifa com muita força.

Se formos para a América do sul, temos, quer no Brasil, quer na Colómbia, os "repentistas". Os repentistas são as pessoas que cantam aquilo que sai num "repente", isto é, num impulso, sem pensar. Assim tão lindamente é definido o improviso por aquelas bandas onde, ainda hoje, é uma tradição em toda a sua vigência.

Em Portugal não é só no Minho que se canta ao desafio. "... por vezes chegava lá à festa uma daquelas pessoas que tinha jeito para cantar ao desafio. Na altura encontrava-se com outra pessoa das mesmas características ... e vê lá, que da alegria do encontro começavam a sair quadras, era uma maneira da saudar, de começar o encontro na festa.." Eis o que nos contavam em S. Pedro do Sul, na Beira Alta, a Rosa Branca e o Zé Fernando, elementos do grupo Alafum.

Os beirões chamam a este género "fado beirão" ou "fado à desgarrada", mas normalmente abreviam para fado. E, tal como os minhotos, apreciam o segundo sentido no fado. Mas reconhecem que, para a desgarrada não há como os minhotos, com a sua alegria e a sua facilidade para a piada.

Na zona de Lisboa também há desgarrada, mas em forma de fado, fado castiço. Também é divertido, mas não é tanto no improviso.

No Alentejo canta-se ao desafio em duas formas diferentes: ao baldão e ao despique. No cantar ao despique parte-se de um "mote" e daí se pega num tema que se desenvolve. O cantar ao baldão já o próprio nome diz: à balda, isto é canta-se, vai-se respondendo e vai-se improvisando. Na Madeira chamam-lhe também despique e é muito parecido com o minhoto.

Nos Açores há também uma forma de cantar que é "As Velhas", que se adapta a um improviso.





Desgarrada

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cantares ao Desafio
Cantares ao Desafio ao vivo em Agosto de 2010 em Savariz, Reriz, Castro Daire, Viseu, Portugal, com os cantadores Américo Silva (Monteiras), Maria do Carmo (Sernancelhe) e o tocador de concertina Joel Gonçalves.
Instrumentos típicos Voz, Concertina, Gaita de beiços
Formas regionais
Minho, Douro Litoral, Beira Alta
Outros tópicos
Fado, Música do Mundo

Desgarrada, é uma cantiga popular em que os cantadores vão improvisando, desafiando e respondendo um ao outro, normalmente ao som de concertina.Para além de "Desgarradas", também recebem denominações de Cantares ao Desafio,Cantigas ao Desafio, Cantigas à Desgarrada, etc..
O termo também é utilizado para caracterizar uma forma de interpretação de fado, neste caso com acompanhamento de viola e guitarra portuguesa, com reconhecidos intérpretes como Fernando Maurício ou Vicente da Câmara. 
Entre os artistas que gravaram desgarradas podemos encontrar nomes como Quim Barreiros, Augusto Canário ou até Jorge Ferreira, que por várias vezes visitou este género.

História

Ligadas a ocasiões festivas, como romarias, feiras, desfolhadas, serões, etc., ou em Encontros de Cantadores, as desgarradas podem eventualmente ser escutadas em todo o país, embora as tradições sejam mais profundas nas antigas províncias do Minho, no Douro Litoral e Beira Alta.
Nos cantares ao desafio, durante largos minutos, são abordados os temas como escárnio e maldizer, amor e ódio, fé e caridade, improvisando as rimas e respondendo, preferencialmente de forma jocosa, ao outro cantador, podendo ser encontradas origens trovadorescas.



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DESGARRADA

DESGARRADA

DESGARRADA


DESGARRADA: - é um fado com letras improvisadas, geralmente cantado por mais de um artista e em forma de desafio...