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'Brasileiro não percebe a questão indígena como um problema seu', diz analista ante marco temporal

  • Sputnik Brasil
22:29 30 Agosto 2021
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Desde o dia 22, milhares de indígenas estão acampados em Brasília protestando contra o marco temporal. A Sputnik Brasil entrevistou analista para saber o que pode acontecer com a comunidade indígena brasileira se essa medida for aprovada.

Na quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se demarcações de terras indígenas devem seguir o chamado "marco temporal". Por esse critério, indígenas só podem reivindicar a demarcação de terras que já eram ocupadas por eles antes da data de promulgação da Constituição de 1988, segundo o G1. 

A decisão pode definir o rumo de mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que estão em aberto no país. Nesta semana, índios de todo o Brasil acamparam na Esplanada dos Ministérios em protesto contra o marco.

"Na realidade é um retrocesso. [...] Infelizmente o movimento indígena tem pouquíssimos representantes no Congresso, e isso mostra uma fragilidade e desvantagens para os povos indígenas. Por outro lado, a sociedade brasileira também se mostra apática em relação a esta pauta danosa aos ambientes e aos povos indígenas", destacou Nelcioney José de Souza Araújo, professor de geografia da Universidade Federal do Amazonas citado pelo Correio Brasiliense.

A Sputnik Brasil entrevistou Ricardo Cid Fernandes, professor de antropologia do Departamento de Antropologia e programa de pós-graduação de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Paraná para entender mais sobre o assunto.

Indígena protesta contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e contra o marco temporal em Brasília, Brasil em 27 de agosto de 2021
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI
Indígena protesta contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e contra o marco temporal em Brasília, Brasil em 27 de agosto de 2021

Fernandes diz que a sociedade brasileira se mostra apática a questões indígenas porque há pouco conhecimento e interesse sobre a questão, além disso, o brasileiro concebe, até hoje, uma visão do indígena associada ao passado e a lugares remotos e distantes.

"O brasileiro não percebe a questão indígena como um problema seu", disse o professor.

O mesmo ainda ressalta que o assunto está mais em alta neste momento porque vem sendo associado ao discurso ambientalista, que também está em evidência no mundo todo.

Demarcação de terras indígenas

Fernandes elucida que a demarcação de terras para povos indígenas é de extrema importância uma vez que se trata "de um direito fundamental, é como um direito à vida".

"O direito ao território é a compreensão da terra como local da história dos antepassados, local da vida possível do presente, local onde os simbolismos estão associados, local dos poderes da natureza. A garantia do direito territorial é fundamental, a vida só é possível considerando o direito ao território."

O professor também salienta que as terras indígenas são as terras ambientalmente mais protegidas do Brasil, "a floresta está em pé onde os índios estão".

"No Sul do país, onde houve retomada de terras nos últimos 30, 40 anos, as terras recuperaram sua qualidade ambiental e contrastam fortemente com o território de exploração da agricultura que são desmatados. Os indígenas prestam serviço ambiental de extrema importância que é o de manter a floresta em pé."

Indígenas participam de protesto em Brasília contra o marco temporal em Brasília, 26 de agosto de 2021
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI
Indígenas participam de protesto em Brasília contra o marco temporal em Brasília, 26 de agosto de 2021

Marco temporal

Conforme citado anteriormente, na semana passada, o Supremo começou a julgar se demarcações de terras indígenas devem seguir o chamado "marco temporal", critério pelo qual índios só podem reivindicar a demarcação de terras que já eram ocupadas por eles antes da data de promulgação da Constituição de 1988.

Segundo Fernandes, o cerne da discussão acontece porque há dois tipos de interpretações diante da demarcação de terras. De "um lado os índios afirmam e a história comprova" que a presença indígena nas terras tradicionalmente ocupadas foi impossibilitada por vários processos oriundos da colonização.

"Ocupar tradicionalmente uma terra para os indígenas não significa estar permanentemente nela, significa reconhecer esse território, lutar por ele e demonstrar os processos de violação que acontecem em seus direitos territoriais."

Indígenas da etnia Xokleng participam de protesto em Brasília, 25 de agosto de 2021
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI
Indígenas da etnia Xokleng participam de protesto em Brasília, 25 de agosto de 2021

Já a outra interpretação, entende que para uma terra ser considerada tradicionalmente ocupada é preciso estar constantemente presente na mesma.

"Em resumo, a discussão sobre o marco temporal coloca em lados opostos os termos da Constituição, que definem que os indígenas têm direito às terras tradicionalmente ocupadas, e de outro lado, os instrumentos de aplicação dessa lei que são o decreto nº 1775 e a portaria nº 14, ambos de 1996, que são legislações que organizam e normatizam o processo de demarcação de terras. Por um lado, a Constituição garante terras tradicionalmente ocupadas, por outro, os estudos são baseados na caracterização da ocupação permanente das terras", explicou o professor.

Diante desse cenário, Fernandes afirma que há "um desencontro entre Constituição e legislação infraconstitucional" e que esse desencontro é contornado através de estudos que "acabam demonstrando que a ocupação permanente pelos indígenas foi muitas vezes inviabilizada".

Povos indígenas carregam um caixão improvisado durante protesto contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e pela demarcação de terras em frente ao Palácio do Planalto em Brasília, 27 de agosto de 2021
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI
Povos indígenas carregam um caixão improvisado durante protesto contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e pela demarcação de terras em frente ao Palácio do Planalto em Brasília, 27 de agosto de 2021

"Terra tradicionalmente ocupada não significa terra permanentemente ocupada, e essa é a origem do problema", complementou.

O professor clarifica que quem defende o marco temporal considera que não deve mais acontecer demarcações de terras indígenas no Brasil, ou seja, apenas as terras ocupadas pelos indígenas até 1988 teriam seu reconhecimento como pertencentes aos mesmos.

"Quem defende o marco temporal hoje exclui de todo um processo de demarcação a maioria dos indígenas do Brasil. [...] Se pensarmos nos últimos 100 anos, a ocupação de terras no Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste foi muito intensa, e o relato cotidiano de muitos indígenas envolve a reivindicação de terras que foram expropriadas. [...] Há muitos casos documentados de grupos que foram violentados e exterminados por todo Brasil, e esses processos não ocorreram apenas após a Constituição, ocorreram ao longo de toda história da colonização."

Adicionalmente, Fernandes diz que uma das formas de reparar a violência contra os indígenas é reconhecer seus direitos territoriais, reconhecimento esse que o marco temporal não legitima.

O especialista também explica que o caso foi parar no STF porque é um problema do Estado, a partir do momento que "as procuradorias estaduais entram com uma ação contra a União. É o Estado contra a Fundação Nacional do Índio [Funai], o Estado contra o Ministério da Justiça que demarcou a terra, e por isso está no STF".

"Não podemos esquecer que a o território é tradicionalmente ocupado por indígenas, mas a terra é um bem da União, quem dispõe da terra em última estância é a União, os indígenas têm usufruto das terras, eles não são proprietários. Toda terra indígena está escrita no Departamento de Patrimônio da União", esclareceu o professor.

Criança indígena é fotografada durante protesto no primeiro dia do julgamento do STF contra caso histórico sobre os direitos à terra dos indígenas em Brasília, 25 de agosto de 2021
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Criança indígena é fotografada durante protesto no primeiro dia do julgamento do STF contra caso histórico sobre os direitos à terra dos indígenas em Brasília, 25 de agosto de 2021

Posição do governo federal

O professor afirma que o governo Bolsonaro é totalmente favorável ao marco temporal porque "considera que já há muitas terras demarcadas, e que o importante é o Brasil ter segurança jurídica, como eles dizem, terras que não serão reivindicadas por indígenas para que possa se desenvolver o agronegócio e a exploração de minas".

"A posição é favorável ao marco temporal e ignora a luta e os massacres sofridos ao longo do século XX pelos indígenas. [...] É um governo que não se posiciona perante a chave da reparação histórica, mas sim perante uma chave desenvolvimentista."

Fernandes acredita que a chance da lei ser aprovada é grande, mas também enfatiza que a chance dos indígenas seguirem lutando é maior ainda.

"Se de certa forma eles sofreram calados e pressionados no século XX, no século XXI eles já demonstraram que encontraram parceiros e aliados, sabem operar com as mídias, sabem operar dentro do sistema legal e pressionar politicamente. Esse será um século mais indígena do que o XX, com certeza."

Esse fato pode ser evidenciado após cerca de mil lideranças indígenas decidirem no sábado (28) continuarem acampadas em Brasília até o dia 2 de setembro, para esperar o julgamento do marco temporal pelo STF, segundo o G1.

O acampamento, chamado de "Luta pela Vida", está montado desde domingo (22) e mostra que o índio de hoje não fica mais calado, e manifesta sua luta através da resistência.

Indígenas no acampamento Luta pela Vida durante manifestação em defesa dos povos indígenas locais, em Brasília, 23 de agosto de 2021
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Indígenas no acampamento Luta pela Vida durante manifestação em defesa dos povos indígenas locais, em Brasília, 23 de agosto de 2021
 
Violência contra indígenas

Fernandes explica que a violência é um problema da colonização, pois esse processo ocorre na base da truculência e agressividade, e quando se trata de violência contra indígenas, mostra que "a colonização não é um fenômeno do passado, ela é um modo de ser que se reproduz constantemente".

"A violência em terras indígenas precisa ser o assunto, ela não pode ser tratada como excepcionalidade ou como uma circunstância especifica, não, ela é um assunto do cotidiano das relações entre índios e não índios, entre os próprios indígenas, entre instituições e as relações exploratórias dos madeireiros", elucidou.

O professor também enfatiza que a violência envolvendo índios "informa mais sobre a nossa sociedade do que sobre a sociedade indígena, informa mais sobre o lugar que nós reservamos a essa população na nossa sociedade" e que a dinâmica acontece de forma coletiva, por parte dos indígenas, mas de forma individual por parte de um agente de violência.

Indígena torce um pano durante um protesto em Brasília, 25 de agosto de 2021
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Indígena torce um pano durante um protesto em Brasília, 25 de agosto de 2021

"O indígena sempre aparece como um direito coletivo, uma comunidade, do outro lado é sempre um agente de violência, um mandante, um fazendeiro com um projeto individual."

Fernandes também chama atenção para as prisões de índios, uma vez que os dados sobre esses encarceramentos são de difícil acesso. Como exemplo, o professor cita que os dados do Departamento Penitenciário do estado do Paraná informam que não há indígenas presos, quando se sabe que existe, pois ao entrarem no sistema prisional eles perdem a sua condição indígena e viram "presos comuns".

"Há presos no estado do Paraná que nem falam português, mas não são considerados índios. O problema da violência é um problema brasileiro que os indígenas acabaram fazendo parte, infelizmente."


O que fazer para indígenas viverem em paz?

O especialista aponta que o direito à terra é fundamental, e estando com esse direito garantido, a "tranquilidade se instala".  

Fernandes também evidencia que esse direito à terra não pode ser "ter só um espaço" e vive-se ali de qualquer jeito. Essa terra tem que ser um território com tamanho apropriado para que o mesmo conceba e autorize um projeto indígena.

O professor afirma que ao olharmos para o mapa indígena do Brasil, 98% das terras estão concentradas na Amazônia, o restante, que somam apenas 2%, estão divididas pelo país, ou seja, esses 2% mostram como são pequenos esses territórios.

Indígenas acendem velas e participam de protesto pela demarcação de terras e contra o governo do presidente, Jair Bolsonaro, junto ao Congresso Nacional em Brasília, 24 de agosto de 2021
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Indígenas acendem velas e participam de protesto pela demarcação de terras e contra o governo do presidente, Jair Bolsonaro, junto ao Congresso Nacional em Brasília, 24 de agosto de 2021

"Há terras com 200 hectares onde vivem mil pessoas, há terras como Dourados [MS] onde vivem 14 mil indígenas, terras superlotadas, além de terras que foram extintas e os índios vivem na margem de estradas em acampamentos em condições absolutamente marginais. Não há paz de espírito nessa condição."

Fernandes complementa que o verdadeiro direito à terra, é direito a uma terra que tenha uma qualidade ambiental, que tenha referências com o sagrado, com os antepassados.

"Não adianta uma terra pequena com índios amontoados sem condição de produzir, sem condição de se reproduzir socioculturalmente, essa terra vai ser uma terra fonte de conflito. O equilíbrio demográfico, sustentável e fundiário é fundamental para que a paz de espírito se recoloque na questão indígena."

Comentário: há 250 anos com o avento da "Revolução industrial" começou o martírio psicológico e material dos nossos índios, dos nossos afrodescendentes e porque não dizer dos nossos irmãos portugueses. Eles são culpados por todas as desgraças deste país/continente! O separatismo liberal não dá trégua e através de sua rede de comunicações a qual ainda tem o controle absoluto, espalha pelo éter a ideia racista de que se o Brasil fosse colonizado por esta ou aquela etnia teria sido diferente. Ocorre que os paradigmas que nos apresentam sobre esta teoria/racista estão todos furados, pois o quadro político e econômico atual nos mostra justamente o contrário e o mundo aos poucos para desespero dos que defendem esta doutrina vai se libertando e o Brasil sem essa de direita ou esquerda, também está chegando lá, apesar do momento depressivo que atravessa. Basta que assumamos nossas raízes, hoje fortalecidas por outras raízes que tanto ajudam no crescimento da nossa "Economia e Cultura". Raízes de imigrantes que um dia aqui chegaram em busca de trabalho e que acabaram se apaixonando por esta "Terra de Cabral" e de seu marinheiro "Fernão de Sousa". A estes imigrantes, que vindos de todos os cantos do mundo encontraram na receptividade da lusofilia dos três povos formadores do Brasil o alento para suas novas vidas, o abraço querido do povo brasileiro!!!


 
Fernão da Cunha era um marinheiro da esquadra de Cabral. Embarcara em Lisboa com destino às Índias. Tinha muita esperança de ficar rico, mas, ao mesmo tempo, sentia muito medo. O almirante Vasco da Gama já havia feito essa viagem e voltara carregado de tesouros, mas, muitos dos seus homens não retornaram.

Durante a viagem, Fernão da Cunha sentia-se muito inseguro. Não fosse o trabalho duro, ele teria se apavorado em muitos momentos. O almirante Cabral não deixava ninguém ficar parado. Toda a marujada trabalhava em turnos de quatro horas, sem tempo para pensar.
A rotina era de matar; manter o convés molhado, pois quando este secava a madeira rachava, cuidar das velas, dos mastros, das escadas, dos canhões, da munição, das ferramentas, dos animais a bordo...
Quando acabavam, os marujos caíam desmaiados de cansaço, para acordar horas depois e começar tudo de novo. Dormia-se em qualquer canto do navio, já que as embarcações não possuíam cabines nem dormitórios para todos os marinheiros. Banheiros então nem se fala! A comida era terrível; carne salgada e bolachas, tudo cheio de bicho. A água era misturada com vinho para não fazer mal, pois água fresca não havia. Aliás, não havia alimento fresco nas viagens marítimas. Muitos marinheiros ficavam com escorbuto, devido à falta de vitamina C na alimentação. Mas, Fernando da Cunha não contraiu a doença. Tinha a certeza de que a medalha de santo, presenteada pela mãe antes da partida, era responsável por toda a sua boa saúde.
Fernão acreditava em milagres. Até, porque seria um milagre conseguir chegar ao fim daquela viagem. O Fernão achava, que o navio fosse cair num abismo a qualquer momento. E quem garantiria que não haveria monstros no mar?
Na região da linha do equador terrestre, a viagem tornou-se uma tortura; muito calor, pouca água para beber, nenhum vento. As naus pararam. O sol parecia cozinhar os miolos. Os navios não se moviam.
Acreditando que ia morrer, Fernão da Cunha procurou o padre para se confessar. Este lhe dissera para não se preocupar, pois os que passassem pelo equador, já teriam pago todos os pecados de uma vida.
Fernão já perdera as esperanças, quando surge um ventinho e as grandes naus se movimentaram vagarosamente. Mas Fernão espantou-se com o rumo tomado. Aí então, estas, navegavam no rumo sul para depois pegarem o rumo oeste. Será que o capitão enlouquecera, ou teria recebido instruções secretas do rei?
O fato é que quase no fim de abril – Fernão da Cunha não sabia o dia exato – chegaram a uma terra desconhecida, que parecia um paraíso. Mar azul, areia branca, matas verdejantes. Os nativos nus os receberam bem, mas o comandante ficara decepcionado: os habitantes da terra não tinham ouro nem sabiam comercializar. Talvez servissem como escravos...
Fernão da Cunha, ao contrário, ficou entusiasmado. Fora um dos que desceram à terra. Bebeu água fresca, comeu frutas estranhas e deliciosas. Andou descalço na areia fina da praia. Viu belas mulheres nuas, que sorriam para ele. Assistiu à missa sem prestar atenção às palavras do padre. Ficou olhando umas aves coloridas, que sobrevoavam o altar. Que lindas!
Após alguns dias investigando os recursos da nova terra e seus nativos, o comandante Cabral, ordenou a todos, que voltassem para os navios. Fernão da Cunha, porém, disse aos amigos: - não vou! Quero ficar nesta terra. Não volto mais ao navio. Não volto mais para Portugal.
Seus companheiros riram e o carregaram para um dos botes, que os levariam para as embarcações. Um deles disse: - vamos Fernão. Estás delirando. Vamos embora!... Outro companheiro completou: - Até parece que estás bêbado, homem de Deus!...

NUVENS DE ÓDIO E IMBECILIDADE COBREM O OCIDENTE- CAUSAS E EFEITOS - COMO DISSOLVÊ - LAS

Debaixo de pesadas nuvens de ódio e imbecilidade o Ocidente Liberal agoniza! As pessoas brigam entre si sem saber as causas de tanto ódio e separatismo. Algumas até acham que o fim do mundo está pra chegar!

Nesse clima de apreensão e depressão, a pandemia tem sua cota de participação, mas não é tudo. Numa análise mais ampla, concluímos que a principal causa está relacionada com o rápido avanço tecnológico que aconteceu a partir de meados do século XX com o advento da Revolução Industrial na Europa mais enfaticamente na França Inglaterra e Alemanha, após a queda do império luso espanhol.

Foi tanto esse progresso tecnológico, que a partir daí, as pessoas não conseguiram entendê-lo e acompanhá-lo, pois os governos dos demais países ocidentais de "Economia Regulamentada" como Portugal e Espanha que na verdade foram os iniciadores desta Revolução, não conseguiram completar sua obra e ficaram submetidos ao novo império, agora de "Economia Liberal", cujo objetivo maior era o  lucro e não a cultura do povo.

Durante esses quase três séculos de liberalismo, passando pelos movimentos independentistas no continente americano, até aos nossos dias,  a cultura ibérica ficou amarfanhada, dando lugar a esta pandemia liberal, que está dividindo e matando nossas famílias através de seus modernos meios de comunicação, que aproveitando-se do sentimento religioso, da despolitização e da falta de escolaridade de nosso povo, prega o fim do mundo, provocando este clima de medo e ódio em que nos encontramos no momento.  

PANDEMIA LIBERAL  E PANDEMIA COVID-19

As pandemias de mentiras, de desemprego, de ataques aos valores tradicionais da família, através de programas televisivos importados das matrizes estrangeiras, que em nada têm a ver com os interesses dos povos nacionais, a pandemia virtual de figurinhas, vídeos e noticias falsas, que mantêm as pessoas em falso delírio e sem capacidade de pensar, a pandemia de igrejas e líderes religiosos e outras pandemias como eventos esportivos,etc., fazem parte desta nuvem de ódio e imbecilidade que se abateu sobre o Ocidente liberal.

Como o Brasil pode ajudar?

O Brasil pode ajudar em muito, pois sendo um dos países mais ricos do mundo em riquezas naturais, tem uma cultura integracionista e humanista, que talvez poucos países tenham. Tem um povo inteligente e patriota, que, apesar de desprezado por suas elites robóticas, capatazes do capital imperial, ainda consegue preservar nossas tradições culturais e cristãs. E somente esse povo comandado e apoiado por uma elite patriota, poderá dar uma ajuda no combate a essa pandemia de ódio e imbecilidade que também está destruindo nossas  famílias. Mas, ainda é tempo dessa geração do rock se arrepender e se vestir de verde/amarelo, pois poderá ter o mesmo fim do império que com tanto entusiasmo defende, o império da mentira, do ódio e do separatismo. 

Como o panorama político nacional atual não se apresenta nada favorável  a essa mudança, só resta uma esperança que é a ajuda externa de países, que já sofreram as mesmas agressões desse império do mal, e que já estão prestes a lançar a sua Internet! Aí sim, o Brasil poderá libertar-se definitivamente, e com um povo educado e politizado tornar-se um país de pleno emprego e de oportunidades para seus filhos, deixando estas elites tão apátridas e entreguistas em desespero, sem  saber para onde fugir, já que também serão desprezadas por seus patrões. 

E nessa ânsia desesperada de impedir, que o Brasil se torne uma potência mundial apelam para todos os golpes possíveis. E de golpe em golpe vão segurando o gigante! Ainda ontem, no horário nobre assistimos o começo de mais um deles que será a entrega ao grande capital estrangeiro de uma das maiores e mais antigas empresas brasileiras, os Correios, uma empresa lucrativa e que emprega milhares de brasileiros.

O começo, pois a fala daquele senhor ministro de voz embargada, me fez lembrar a fala de um tal sr. Falcão, que na década de 90 rodou o País inteiro tentando convencer os funcionários das telecomunicações , inclusivamente eu, das vantagens da privatização. 

Passados mais de 25 anos, veio a realidade E que triste realidade. O país está incomunicável e os 30 bilhões de dólares gastos há época na renovação da rede, pedidos aos bancos estrangeiros, tal como fumaça, desapareceram! Este é o Ocidente liberal e illuminati que esta elite apagati desesperada tenta salvar! 

Como dissolver nuvens tão centenárias?

A tarefa não é fácil, mas com um pouco de inteligência, força de vontade e moral conseguiremos: nos primeiros dois séculos de colonização luso brasileira, os luso brasileiros formaram aquela que viria a ser a atual família brasileira. Transformaram mais de 1000 dialetos tribais em uma só língua, combatendo e derrotando o inimigo calvinista em batalhas sangrentas como em Guararapes e outras, todas com o apoio da Igreja Católica. Era um tempo em que a "Reforma Protestante " apoiada pelo capital judeu expulso da Península Ibérica  estremecia a hegemonia católica, um dos pilares importantes da "Economia Regulamentada" que dominou o mundo até final do século XVII.

Mais de três séculos se passaram e os pilares desta sociedade, continuam resistindo, família, unidade nacional e sentimento  de nacionalidade, o que irrita os illuminatis e seus imbecis seguidores appagatis, que desesperados e com medo de uma reação popular, que já ameaça explodir na própria matriz, lançam esta guerra midiática de desinformação e mentiras, fazendo-nos crer que seus interesses, são os mesmos dos trabalhadores e dos empresários nacionais. 

E debaixo deste bombardeio cerrado de "minhocas virtuais" vão segurando o gigante! Falam até em "criança esperança" na maior agressão à nossa inteligência! E nós vamos ficar aí calados e aceitando essa imbecilidade de figurinhas, vídeos e outras armadilhas que até nos levam ao delírio?          

Em resumo, estamos brigando por interesses de poucas famílias, que nos exploram há mais de 300 anos e que sempre usaram o separatismo como arma psicológica para nos inferiorizar, domesticar e escravizar, com grande ênfase para os ataques à nossa lusofilia, a ponto de nem o 22 de abril podermos comemorar! Um separatismo tão hipócrita e imbecil, que não reconhece que mais de 90% dos brasileiros são diretamente descendentes de portugueses. Um separatismo tão perverso, que até nas próprias instituições luso brasileiras está infiltrado, como casas regionais e instituições esportivas. Enfim, num país  onde quase todas as suas cidades foram construidas pelos luso descendentes, este separatismo só poderá ser exterminado, quando as pessoas patriotas, de moral e inteligentes, perceberem que esta doutrina liberal, agora em plena decadência, não serve de paradigma para o Brasil que queremos para nossos descendentes, o Brasil do progresso, da justiça social e do amor! O Brasil que que queremos também não é o Brasil de doutrinas políticas importadas! O Brasil que queremos é o Brasil de Anchieta, de Nóbrega, de Estácio de Sá, de Araribóia, de Felipe Camarão, de Pedro Teixeira e de tantos outros heróis luso brasileiros, responsáveis por esta ainda invejável "Unidade Nacional". O Brasil que queremos é o Brasil acolhedor de todas as etnias e religiões. O Brasil da democracia e do amor! O Brasil de "Todos" 

Esse Brasil está em nossas mãos. Então vamos pensar nisso?!


Eleições presidenciais 2021 em Portugal

Já há nove pré-candidatos a Presidente da República. Saiba quem são

07 dez, 2020 - 19:39 • Lusa

Entre os atuais nove pré-candidatos, há três repetentes - Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva - e voltam a concorrer, tal como em 2016, duas mulheres.

Há nove candidatos a assumir o lugar de Presidente no Palácio de Belém.  Foto: Lusa
Há nove candidatos a assumir o lugar de Presidente no Palácio de Belém. Foto: Lusa

Com o anúncio de hoje do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de que irá recandidatar-se a um segundo mandato, são já nove os pré-candidatos às eleições marcadas para 24 de janeiro.

Apesar das manifestações de vontade, as candidaturas a Presidente da República só são válidas depois de formalmente aceites pelo Tribunal Constitucional, e após a apresentação e verificação de um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 assinaturas de cidadãos eleitores, que terão de ser entregues até à véspera de Natal, trinta dias antes das eleições.

Há cinco anos, o Tribunal Constitucional admitiu as dez candidaturas formalizadas às eleições presidenciais de 2016, o que constituiu um número recorde.

Marcelo é recandidato porque "não troca as adversidades e impopularidade pelo comodismo"

Entre os atuais nove pré-candidatos, há três repetentes - Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva - e voltam a concorrer, tal como em 2016, duas mulheres.

Segue-se, por ordem alfabética, a lista dos pré-candidatos já anunciados:

Ana Gomes

Ana Maria Rosa Martins Gomes, 66 anos, é jurista e antiga diplomata, tendo-se destacado como chefe da missão diplomática portuguesa na Indonésia durante o processo de independência de Timor-Leste.

Atualmente, é militante de base do PS, partido pelo qual foi eurodeputada entre 2004 e 2019 e no qual chegou a integrar o órgão restrito da direção, o Secretariado Nacional, durante a liderança de Ferro Rodrigues (2003-2004).

Foto: Daniel Rocha/Público
Foto: Daniel Rocha/Público

O PS decidiu que a orientação para as eleições presidenciais será a liberdade de voto, sem indicação de candidato preferencial, com Ana Gomes a recolher apoios de figuras socialistas como Manuel Alegre, Francisco Assis (o primeiro a falar no seu nome para Belém), Pedro Nuno Santos ou Duarte Cordeiro.

Anunciou a candidatura a Presidente da República em 08 de setembro e conta com o apoio dos partidos PAN e Livre.

André Ventura

André Claro Amaral Ventura, 37 anos, é professor universitário, presidente do partido Chega e deputado desde 2019, ano em que o partido se candidatou pela primeira vez a eleições legislativas e elegeu um parlamentar.

Foi militante do PSD e candidato por este partido à Câmara Municipal de Loures, em 2017, quando afirmações polémicas sobre a comunidade cigana provocaram a rutura da coligação com o CDS-PP no município.

Foto: Daniel Rocha/Público
Foto: Daniel Rocha/Público

Já com Rui Rio como presidente do PSD, chegou a promover uma recolha de assinaturas com vista a um congresso extraordinário para destituir o líder, mas acabou por sair do partido para fundar o Chega, constituído em abril de 2019.

Foi o primeiro a pré-anunciar a sua candidatura a Presidente da República, em 29 de fevereiro.

Bruno Fialho

Bruno Fialho, 45 anos, exerceu a profissão de advogado e é presidente do Partido Democrático Republicano (PDR).

Atualmente, é chefe de cabina de uma companhia aérea e vice-presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

Bruno Fialho ganhou notoriedade quando, em agosto de 2019, foi convidado a mediar as negociações entre o SNMMP (Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas) e a ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias).

Foto: Lusa
Foto: Lusa

Foi eleito presidente do Partido Democrático Republicano em 18 de janeiro de 2020, sucedendo no cargo a António Marinho e Pinto, e anunciou a candidatura a Belém em 27 de julho.

João Ferreira

João Manuel Peixoto Ferreira, 42 anos, é biólogo, eurodeputado e vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

Integra o Comité Central do PCP, tendo sido candidato pelo partido em duas das mais recentes eleições do país: cabeça de lista a Lisboa nas autárquicas de 2017 (obtendo 9,55% dos votos) e número um nas europeias de 2019 (6,88%)

No Parlamento Europeu, João Ferreira é vice-presidente do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verdes Nórdica (GUE/NGL).

Foto: Nuno Ferreira Santos/Público
Foto: Nuno Ferreira Santos/Público

Foi o PCP que anunciou, em 12 de setembro, a sua candidatura a Belém, tendo, entretanto, recolhido igualmente o apoio do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, 71 anos (completa 72 no próximo dia 12), é professor catedrático de direito jubilado, foi comentador político na rádio e na televisão e é o atual chefe do Estado.

Entre 1996 e 1999, Marcelo Rebelo de Sousa foi presidente do PSD, partido que aprovou no final de setembro uma moção de apoio à sua recandidatura, muito antes desta ser anunciada.

Foi deputado à Assembleia Constituinte em 1975, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do VIII Governo Constitucional e ministro dos Assuntos Parlamentares (entre 1981 e 1982) e presidiu às assembleias municipais de Cascais e Celorico de Basto.

Foto: António Pedro Santos/Lusa
Foto: António Pedro Santos/Lusa

Assumiu a chefia do Estado em 09 de março de 2016, depois de ter sido eleito à primeira volta com 52% dos votos expressos, e só hoje anunciou a sua decisão de se recandidatar a um segundo mandato de cinco anos.

Marisa Matias

Marisa Isabel dos Santos Matias, 44 anos, é socióloga e eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda desde 2009, partido de que é dirigente, integrando a Mesa Nacional e a Comissão Política.

Depois de ter encabeçado a lista do BE à Câmara Municipal de Coimbra em 2005, foi eleita eurodeputada quatro anos depois (como número dois), tendo sido reeleita em 2014 e 2019, já como cabeça de lista.

Foto: José Sena Goulão/Lusa
Foto: José Sena Goulão/Lusa

Em 2016 foi candidata às presidenciais, tendo ficado em terceiro lugar, com 10,12% dos votos, o melhor resultado de sempre de um candidato presidencial da área política bloquista.

Anunciou a sua candidatura em 09 de setembro de 2020 e conta com o apoio do seu partido, o BE.

Paulo Alves

Joaquim Paulo Pinto Alves, 51 anos, é empresário e foi candidato à Câmara Municipal de Felgueiras em 2017 pelo partido Juntos Pelo Povo (JPP).

Foto: José Coelho/Lusa
Foto: José Coelho/Lusa

Foi deputado municipal em Felgueiras (2005-2009), eleito na lista independente do movimento liderado por Fátima Felgueiras, e candidato às legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral Fora da Europa, novamente pelo JPP.

Anunciou a sua candidatura em 05 de novembro, no Porto.

Tiago Mayan

Tiago Mayan Gonçalves, 43 anos, é advogado e um dos fundadores do partido Iniciativa Liberal, presidindo atualmente ao seu Conselho de Jurisdição.

Foi militante do PSD e esteve envolvido nas campanhas e movimento “Porto, o Nosso Partido”, que elegeram Rui Moreira para a Câmara da cidade, sendo membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por este movimento.

Foto: Manuel de Almeida/Lusa
Foto: Manuel de Almeida/Lusa

Anunciou a candidatura em 25 de julho de 2020 e conta com o apoio da Iniciativa Liberal.

Vitorino Silva

Vitorino Francisco da Rocha e Silva (conhecido como Tino de Rans), 49 anos, foi calceteiro e presidente da Junta de Freguesia de Rans (a sua terra natal, no concelho de Penafiel) entre 1994 e 2002, eleito nas listas do PS.

Ficou conhecido a nível nacional por um discurso que fez no XI Congresso do Partido Socialista, em 1999, que pôs os militantes a rir e terminou com um abraço ao então secretário-geral António Guterres.

Foto: Tiago Petinga/Lusa
Foto: Tiago Petinga/Lusa

Nas eleições autárquicas de 2009, concorreu como independente à Câmara Municipal de Valongo e, em 2017, à de Penafiel.

Há cinco anos foi candidato a Presidente da República, tendo conseguido 3,28% dos votos, e em 2019 fundou o partido RIR (Reagir, Incluir, Reciclar), tendo anunciado a segunda candidatura a Belém em 13 de setembro, no Porto.

O que foi a Guerra Civil Americana?

 A  Primeira Guerra Civil Americana, ou Guerra de Secessão, foi um conflito armado travado entre os estados do Sul e do Norte dos Estados Unidos. O conflito começou em 12 de abril de 1861 e só teve fim em 22 de junho de 1865. A guerra aconteceu após o clima de tensão gerado pelas eleições de 1860, que elegeram o presidente Abraham Lincoln – representante do Norte.

NO CLIMA DE TENSÃO NESTAS ELEIÇÕES DE 2020 PODE ACONTECER A SEGUNDA GUERRA CIVIL AMERICANA?

Com praticamente todos os votos apurados, faltando somente os votos da Pensilvânia, Joe Biden está praticamente eleito presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Agora, após a divulgação oficial do resultado final, resta somente esperar as reações da direita republicana para podermos confirmar as previsões de uma nova guerra civil. Mas, independentemente de quem assumir o poder, há grande possibilidade desta guerra acontecer, pois a sociedade americana está perigosamente dividida por conflitos raciais, sociais e discórdias sobre a política externa de seus governantes.

Se a direita ou a esquerda americana não entenderem que o seu povo  não aceita mais este modelo liberal, aí sim, a ira do povo americano para combatê-lo certamente provocará mais uma guerra civil interna. A verdade é que o  atual sistema econômico e social, ganhe a esquerda ou a direita, irá continuar, pois é mantido à custa de um poderoso exército bélico e midiático. 

Como a riqueza da América está concentrada em mãos de umas poucas famílias illuminatis, aumentam as possibilidades de um novo confronto interno, que devido ao desespero de perda dessas famílias poderá se estender para um conflito mundial. 

Que Deus salve a América de todos os nativos e imigrantes que um dia aqui chegaram apenas com a roupa no corpo e a esperança de uma vida melhor e Faça com que as famílias Illuminatis entendam que as riquezas produzidas por todas as pessoas  deste continente, devem ser distribuídas por todos de acordo com suas capacidades e esforços... 

       Finalmente neste sábado (07/11) confirmaram-se as previsões e Joe Biden está eleito presidente dos EUA 

Com uma América dividida, confirmam-se as possibilidades de uma guerra civil interna. Ouçam com atenção no vídeo abaixo as palavras de Benvimdo Sequeira sobre essas possibilidades e tirem suas conclusões...