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Dia de Portugal celebrado entre a Madeira e a Bélgica

por RTP
As comemorações do dia de Portugal, vão dividir-se este ano entre a Madeira e a Bélgica.
Marcelo Rebelo de Sousa anunciou na página da presidência que as cerimónias do 10 de Junho começam no Funchal e depois prosseguem junto da Comunidade portuguesa na Bélgica

Está também nomeada a comissão encarregue de organizar estas cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A comissão vai ser liderada por Carmo Caldeira, diretora do serviço de Cirurgia do Hospital Nélio Mendonça no Funchal.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que esta escolha é uma homenagem aos profissionais de saúde neste tempo de pandemia
 

Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura quer envolver todo o Alentejo

 Sérgio Major

Concelho de Évora
Fornecido por Lusa Concelho de Évora

Évora, 31 out 2020 (Lusa) - A candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027 quer envolver todo o Alentejo na iniciativa e contar com a participação da região para a sua elaboração, afirmaram hoje os promotores.

"Abrangente e participada são bons temas de enquadramento da candidatura", afirmou o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, numa conferência de imprensa de apresentação da iniciativa, realizada na cidade.

A Câmara Municipal de Évora assumiu publicamente a decisão de avançar com a candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027, durante o Workshop Internacional "Culture Capital Cities", que decorreu, em fevereiro de 2019, na cidade.

Além da autarquia, a comissão executiva da candidatura integra a Turismo do Alentejo e Ribatejo, Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Alentejo, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Universidade de Évora.

Na apresentação da candidatura, na sua sede, na Torre do Salvador, no centro histórico, o autarca vincou que se pretende "uma participação efetiva" e que esta se "possa refletir na elaboração" da iniciativa.

"Façam propostas, tragam ideias e apresentem sugestões para que se possam articular esses projetos, que, obviamente, têm de ser exequíveis, mas queremos ter a porta aberta", referiu.

Pinto de Sá adiantou que, no âmbito do processo de participação, foram recebidas "três ou quatro ideias para grandes projetos", realçando que há disponibilidade para acolher iniciativas mais pequenas, "ao nível do bairro ou da aldeia".

Essas ideias, assinalou, devem ter "um pendor cultural importante ou uma ligação fundamental com a vida das pessoas".

Por outro lado, o presidente da autarquia defendeu que a candidatura deve abranger todo o Alentejo e receber contributos de outros locais da região para que as populações dessas zonas se "sintam representadas".

"Não queremos que seja uma candidatura que parta de Évora para o Alentejo. É uma candidatura que tem propostas de Évora, mas queremos que parta do Alentejo para a Europa", sublinhou.

O autarca assinalou que a "corrida" de várias cidades a Capital Europeia da Cultura em 2027 fez com que "pela primeira vez em Portugal um conjunto significativo de territórios aborde a estratégia para a cultura".

"No Alentejo, temos uma vantagem: Desde o 25 de abril de 1974 que a cultura é estratégica", notou Pinto de Sá, lembrando a classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em 1986, e a aprovação do Plano Estratégico da Cultura da cidade em 1999.

Sobre a covid-19, o autarca admitiu que a pandemia tem condicionado a candidatura e que o plano de ação já "foi completamente alterado", assim como o processo de participação e o trabalho técnico da iniciativa.

A coordenadora da equipa de missão, Paula Mota Garcia, adiantou que "a assunção da escala humana vai ser o ponto de partida para a definição da estratégica" da candidatura.

Foi também apresentado o lema "Anda, acreditando" para a primeira fase da candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027.

SYM // LFS

Lusa/Fim

Lusofobia

O vídeo acima de Bemvindo Sequeira, teria que ser analisado por um ângulo maior, teríamos que voltar ao passado distante de 500 anos para entendermos melhor as palavras deste intelectual luso brasileiro, que assumiu e defende com orgulho suas raízes lusíadas, alicerces da "Unidade Nacional" do Brasil e de Portugal e agora também dos países da PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa).

Num Brasil nativo de centenas de dialetos tribais, os portugueses tiveram que combater toda a sorte de pirataria dos invasores estrangeiros, como franceses, holandeses, ingleses e outros e mesmo assim conseguiram manter e alargar nossas fronteiras em batalhas memoráveis  como Guararapes, Uruçumirim, Cunhaú, etc. , contando com a ajuda das tribos amigas, principalmente tupis-guaranis.

A partir de 1580, com a imprudência  de D. Sebastião em Quibir, começa então a decadência de Portugal e suas colônias como o Brasil, que continua até hoje acelerada pelo avanço da pirataria contemporânea que resultou da "Revolução Industrial" e do atual modelo neo liberal, agora agonizante, que gera todo este desespero das elites illuminatis, ainda donas da mídia e de forte ranço, não só anti lusófilo como também Espano americano.

Mas, senhor Bemvindo, fique tranquilo que o dia deles, os separatistas, está chegando! E esse dia, pelo andar dos acontecimentos mundiais, está bem próximo. Continue seu trabalho difícil em torno da união e progresso de nossos dois povos tão parecidos na língua, na cultura e no sentimento, que estas falsas elites, brasileiras e portuguesas, que há mais de 250 anos nos separam, em breve, até por uma questão de sobrevivência, terão que abandonar seus patrões estrangeiros e trabalhar ao lado de seu novo patrão o povo luso brasileiro. Pelo menos até ao momento em que este povo, através de uma revolução cultural possa formar seus próprios dirigentes. Sem essa de esquerda ou direita, mas com o sentimento nacionalista da nossa universal, integracionista e  humanista cultura luso brasileira deixada por nossos antepassados e que resiste até hoje ao bombardeio cerrado  de desinformação e violência  que esta mídia separatista e perversa despeja sobre nossos lares ainda na sua maioria cristãos! Seja Bem vindo, sr Bemvindo Sequeira!!!  
 
JPL

Ciro Gomes responde provocação e chama Carlos Bolsonaro de ‘libélula deslumbrada’ Avatar


O pedetista e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, se estranharam após o senador Randolfe Rodrigues do partido Rede, Guaranhus, PE, manifestar apoio a Cid Gomes

A provocação de Carlos Bolsonaro aos irmãos Ciro e Cid Gomes não passou despercebida pelo ex-candidato à Presidência pelo PDT nas eleições de 2018. 

Chamado de “pessoal do nariz nervoso e lambedor de beiço do Ceará”, Ciro respondeu pelo Twitter ao filho do presidente Jair Bolsonaro. 

“Libélula deslumbrada, nós aqui no Ceará somos e seremos o pior pesadelo de sua família de canalhas, milicianos e peculatários corruptos”, escreveu na rede social.

O hacker Rui Pinto está detido desde 22 de março no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, depois de ter sido extraditado da Hungria para Portugal.

A vigília à porta do Estabelecimento Prisional anexo à Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, foi promovida pelo Movimento Mais Cidadania e juntou cerca de duas dezenas de pessoas, que empunhavam fotografias de Rui Pinto e acenderam velas, encontrando-se entre elas a dar apoio à causa a psicóloga e comentadora Joana Amaral Dias.
HOJE 29/01/20 APOIO A RUI PINTO

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas


A antiga política disse que a concentração destina-se a exigir ao Estado português que aplique a 4.ª diretiva que diz respeito ao branqueamento de capitais e que determina que todos os Estados-membros da União Europeia (UE) protejam todas as pessoas que fazem denúncias desse tipo de crimes, "coisa que efetivamente Rui Pinto fez e não está a ser protegido, porque está detido [preventivamente] ao contrário de estar a ser defendido".

"Temos os ladrões à solta e aqueles que são os denunciantes estão presos. Isto existe porque a justiça não fez o seu papel, a justiça não fez o seu caminho. Esta situação do saque, do esbulho ao povo angolano é conhecida há muito tempo, foi denunciada por muitas pessoas, desde o Rafael Marques, a muitas outras, e a justiça fez alguma coisa? Se era assim tão falado porque é que não avançou, quando o próprio Rui Pinto terá feito denúncias ao Ministério Público (MP) sobre esta matéria que não foram ouvidas nem atendidas?", questionou, em declarações à agência Lusa.

Joana Amaral Dias considerou que, "entre o vazio legal que não protege o denunciante e uma justiça completamente castrada e refém de outros interesses, não havia qualquer outra possibilidade que restasse ao Rui Pinto senão cometer este ato de cidadania".

"Rui Pinto não devia estar preso, devia estar a ser chamado a colaborar com a justiça portuguesa, como tem sido na justiça belga, alemã, angolana e francesa, que já deu consequências quando foi o caso do "Football Leaks".
Entende que o estatuto de denunciante, que ministra da Justiça disse que será transposto para a lei portuguesa no prazo de um ano, "não se aplica a Rui Pinto, o que num caso lato seria o ideal, mas no concreto é restrito e tem uma aplicação muito limitada, por isso bastaria, se o Estado português quisesse aplicar a 4.ª diretiva".

"É inaceitável o que está a acontecer em Portugal atualmente, porque temos efetivamente alguém que está a contribuir para a resolução de crimes que está preso, enquanto todas as outras, desde Ricardo Salgado, a Oliveira e Costa, a Isabel dos Santos estão soltas, perante os crimes de milhões e milhões", vincou.

Joana Amaral Dias acrescentou que Rui Pinto "terá cometido os seus erros, mas deu um contributo muito importante, muito valioso para a sociedade portuguesa e ainda pode contribuir mais e por isso é que tem de ser solto".

Da mesma opinião é Carlos Magalhães, do Movimento Mais Cidadania, que entende, "sem querer meter a foice em seara alheia porque este é um problema da justiça", que na situação do Rui Pinto pode-se falar num pequeno crime porque tentou extorquir, um crime de pirataria, mas o que ele sabe poderia ser aproveitado pelas autoridades policiais e judiciárias para chegar à grande criminalidade, como é o crime de corrupção".

Também acha que devia ser libertado para colaborar com a justiça, independentemente de ser julgado e condenado 'a posteriori', nesta fase devia colaborar com as autoridades, não faz sentido estar em prisão preventiva.

"Era mais positivo do ponto de vista da cidadania e do erário público saber estas questões do submundo e dessas vigarices todas ao nível da corrupção seria mais importante libertá-lo e a polícia aproveitá-lo, de forma controlada, e depois sim, se houve crime de extorsão tem de pagar por isso", declarou à Lusa.

Apoiante, mas não favorável à libertação do 'hacker' por motivos de segurança, Hernâni Pinho compareceu na vigília, como cidadão interessado, "por uma questão de cidadania", por considerar "uma injustiça e um passo atrás, em termos civilizacionais até" que não se use a colaboração de Rui Pinto, detido preventivamente desde de 22 de março de 2019, para combater crimes de corrupção.

"Não sei se libertar, por uma razão simples, não é que ele não tenha que pagar pelo ilícito, mas já houve um que se enforcou, não sei se ele não estará mais seguro lá dentro. Agora lá dentro, mas a colaborar com a Polícia Judiciária", concluiu.

Rui Pinto, que se encontra preso preventivamente por suspeita de crime informático e tentativa de extorsão, já assumiu, segundo os seus advogados, a responsabilidade de ter entregue, no final de 2018, à Plataforma de Proteção de Denunciantes na África (PPLAAF), um disco rígido contendo todos os dados relacionados com as recentes revelações sobre a fortuna de Isabel dos Santos, sua família e todas as pessoas que podem estar envolvidos nas operações fraudulentas cometidas à custa do Estado angolano e, eventualmente, de outros países estrangeiros.

" Na primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Araraquara (SP), a vereadora Thainara Faria do PT negou-se a ler a Bíblia


Thainara Faria
 " Na primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Araraquara (SP), a   vereadora Thainara Faria do PT causou polêmica ao justificar aos demais vereadores por que não participará do “rodízio” para ler um trecho da Bíblia, como determina o regimento interno da casa na abertura dos trabalhos parlamentares.

“E se ao invés de chamarmos o vereador para ler um trecho da Bíblia, a gente chamasse um vereador para vir aqui e encarnar um caboclo e falar a palavra de outras religiões?”, questionou......
 
Estudante de direito, Thainara tem 22 anos, é a mulher mais jovem e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Araraquara.

Em seu primeiro discurso, ela afirmou que o Brasil é um Estado Laico e, por isso, as entidades governamentais têm que ser neutras em relação às religiões.

Sou católica praticante, mas não posso doutrinar minha religião aos outros, isso é um erro. Meus princípios e o princípio religioso que sigo têm que ser para ‘Thainara Faria’ pessoa.  A vereadora tem que representar o povo. Eu não posso colocar meus interesses particulares e pessoais de religião no ambiente político, isso é um erro”, justificou.

Thainara ainda sugeriu aos outros 17 vereadores a ampliação do leque espiritual, contemplando a leitura de outros livros sagrados, como o evangelho kardecista, o alcorão e até mesmo textos sobre o ateísmo.

É uma infelicidade que o povo não tenha conhecimento e domínio da lei, mas o legislador, o vereador, o parlamentar, era pra ter o conhecimento da lei e não fazer nada que ferisse a constituição. A gente espera que o parlamentar conheça a constituição, conheça os princípios do nosso país, mas eles não conhecem”, criticou a vereadora."
Thainara Faria é católica mas não vai ler o livro no início das sessões
embora o regimento interno assim determine.

Embora toda a história e cultura brasileira devam muito à obra católica de Anchieta e Nóbrega naqueles dois primeiros séculos da verdadeira construção da "Unidade Nacional", que muito ajudaram na luta dos portugueses contra este separatismo covarde que nos persegue até hoje, devo concordar com a jovem Thaís de que devemos respeitar os direitos de outras minorias religiosas. Mas, confesso que hoje em dia nem sei se não são algumas destas minorias, tal como nos dois primeiros séculos de nossa história, que estão governando o Brasil!  Mais detalhes sobre este assunto acessar os marcadores:- Massacre de Cunhaú e Ferreiro Torto e Batalhas de Guararapes neste blog. De qualquer forma, parabéns pela sua decisão. 

JPL  

Origem da fortuna da filha do ex-presidente de Angola tem sacudido o mundo financeiro de Portugal

Origem da fortuna da filha do ex-presidente de Angola tem sacudido o mundo financeiro de Portugal

Toby Melville/Reuters - 09.01.2020

A verdadeira origem da fortuna de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos, está sacudindo o mundo financeiro de Portugal, país usado por ela para construir um império e se tornar a mulher mais rica da África, com fortuna avaliada em US$ 2 bilhões.
A revelação do escândalo "Luanda Leaks", publicado pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) em colaboração com 36 veículos de comunicação, fez Portugal revisar todos os negócios da família que dominou Angola por 38 anos.
Isabel está presente em vários setores da economia portuguesa, desde o energia ao de telecomunicações, e aproveitou-se de décadas de bom relacionamento político e financeiro do país com a ex-colônia. Tal era o poder da filha do ex-presidente angolano que, na metade da década passada, alguns diziam que ela era "dona de metade de Portugal".

Reações

A ação mais drástica foi tomada pelo banco EuroBic, do qual Isabel tem 42,% das ações. A entidade anunciou que cortará as relações comerciais com empresas controladas pela acionista angolana ou pessoas próximas a ela.
O EuroBic reconhece que a medida é uma reação ao "Luanda Leaks", que revelou que Isabel e seu marido, o congolês Sindika Dokolo, estão à frente de mais de 400 empresas e filiais, muitas delas com sedes em paraísos fiscais e que são beneficiárias de contratos públicos licitados durante o governo de José Eduardo dos Santos.

Os mais de 700 mil documentos revelados mostram que as empresas de Isabel tinham vantagens fiscais, obtiveram licenças para operar no setor de telecomunicações e de extração de diamantes apenas devido ao parentesco com o presidente de Angola, privilégio que a levou, inclusive, à presidência da empresa estatal de petróleo do país, a Sonangol.
Esse é o ponto mais delicado para EuroBic. Os documentos mostram que, antes de ser destituída do cargo pelo sucessor de seu pai na presidência de Angola, João Lourenço, em 2017, a Sonangol transferiu US$ 115 milhões a empresas no estrangeiro que pertenciam a Isabel e seus sócios.
O Banco de Portugal pediu que o EuroBic explique as transferências com urgência. A instituição também quer saber como a conta da Sonangol foi esvaziada em menos de 24 horas depois da saída de Isabel do cargo de presidente da empresa.
Eles não são os únicos em apuros. O responsável pelo departamento fiscal da PricewaterhouseCoopers (PwC) em Angola, Portugal e Cabo Verde, Jaime Esteves, deixou o cargo devido a uma análise interna realizada depois do rompimento de contratos de serviços que eram prestados a empresas controladas por Isabel.

Outras importantes companhias que tinham relações comerciais com a empresária se declaram "preocupadas" com o escândalo. É o caso do poderoso grupo Sonae, sócio da angolana Zopt, uma holding que controla 52% da operadora NOS.

Políticos em silêncio

Tanto o Partido Socialista, do primeiro-ministro do país, António Costa, como o Partido Social-Democrata, principal de oposição, estão em silêncio. A única reação oficial veio do ministro de Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, que afirmou que cabe ao Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários se pronunciar sobre qualquer tipo de irregularidade em atividades bancárias.
"São órgãos de regulação independentes do governo, portanto, o governo não tem comentários a fazer. A melhor maneira de defender (as empresas e a economia portuguesa) é cumprindo a lei e sendo implacável no combate às práticas de corrupção, práticas cleptocráticas e outras práticas indevidas", disse o chanceler.

O silêncio dos partidos que governaram Portugal desde a queda da ditadura em 1974 e são testemunhas do crescimento de Isabel no país constrasta com a postura combativa de legendas de menor porte, como o Bloco de Esquerda.

"O que aconteceu ao longo dos últimos anos foi uma cumplicidade inaceitável entre os poderes político e econômico, entre representantes do governo do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata com o governo angolano e outros grupos econômicos portugueses", disse a coordenadora-geral do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

"A Justiça deve atuar porque roubaram o povo angolano e também cometeram crime econômico em Portugal", completou a deputada, que era aliada de Costa até a última legislatura.




A Petrobrás



A Petrobras foi criada em 1953 e atualmente é a maior empresa da América Latina.

A Petróleo Brasil S/A (Petrobras) foi criada no dia 3 de outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil em prol da União, impulsionado pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan era “o petróleo é nosso”. Consiste numa empresa estatal de economia mista, ou seja, é uma empresa de capital aberto, sendo o Governo do Brasil o acionista majoritário.

A Petrobras atua nos seguintes segmentos: exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, bicombustíveis, além de outras fontes energéticas renováveis.

As instalações da Petrobras foram concluídas em 1954 e sua sede está localizada na cidade do Rio de Janeiro. As primeiras refinarias da empresa foram herdadas do Conselho Nacional de Petróleo, sendo a de Materipe, na Bahia, e Cubatão, no estado de São Paulo. A produção de petróleo teve início nesse mesmo ano e supria apenas 1,7% do consumo nacional.

Visando expandir sua produção, a Petrobras criou, em 1968, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes), cujo objetivo era proporcionar aparato tecnológico para a expansão da empresa no cenário petrolífero global. O Cenpes se tornou o maior centro de pesquisa da América Latina, recebendo vários prêmios do setor petrolífero mundial.

A Petrobras deu continuidade aos seus projetos expansionistas, nesse sentido, foi criada, em 1970, a Petrobras Distribuidora, sendo responsável pela comercialização de produtos derivados de petróleo. Os resultados foram satisfatórios, pois a empresa se tornou líder, em 1975, na comercialização de derivados de petróleo, mantendo essa posição até os dias atuais.

Com investimentos em qualificação profissional e aparatos tecnológicos, a Petrobras tem apresentado fortalecimento econômico a cada ano. O processo de ascensão teve início desde a sua criação com as consequentes descobertas de reservas petrolíferas. Entre as principais estão:
1974 – Localizada na costa norte do Rio de Janeiro e sul do estado do Espírito Santo, a Bacia de Campos possui cerca de 100 mil quilômetros quadrados, sendo, até então, a mais importante reserva petrolífera do Brasil. Sua produção é responsável por 80% do petróleo nacional.

1985 – Localizada na Bacia de Campos, o campo de Marlim foi descoberto em janeiro de 1985. Ele está a uma distância de aproximadamente 110 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro.




Pré-Sal
A descoberta de reservas de hidrocarbonetos em rochas calcárias que se localizam abaixo de camadas de sal (camada pré-sal) poderá triplicar as reservas de petróleo e gás natural do Brasil, a estimativa é que a produção alcance a marca de 50 bilhões de barris.

Por todo esse processo histórico de evolução, atualmente a Petrobras é a maior empresa da América Latina, a quarta maior empresa petrolífera de capital aberto do planeta e a quarta maior empresa de energia do mundo. Sua atuação expandiu para outros países, estando presente em 27 nações diferentes.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Presidente de Portugal saúda ratificação da UNESCO do Dia Mundial da Língua Portuguesa

2019-11-26 15:02:44丨portuguese.xinhuanet.com
Lisboa, 25 nov (Xinhua) -- 

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu na segunda-feira a proclamação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) de 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, informou a Agência de Notícias Lusa.

"Estou muito feliz", disse Rebelo de Sousa. "É o reconhecimento de uma grande língua do mundo, uma das maiores e da qual nos orgulhamos, aos portugueses e todos os que falam essa língua".

"O fato da UNESCO, uma organização mundial, reconhecer o papel da língua portuguesa devido à diplomacia portuguesa em geral, se deve ao valor da língua portuguesa", afirmou ele.

"É a primeira vez que um idioma não oficial dessa instituição recebe essa consagração, e todos esperamos que seja o primeiro passo para se tornar um idioma de trabalho", afirmou o presidente.

A UNESCO ratificou na segunda-feira a proposta apresentada pelos países lusófonos para comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa em 5 de maio.

Ao ratificar a proposta, a UNESCO afirmou que "é necessário implementar uma cooperação mais ampla entre os povos por meio do multilateralismo, aproximação cultural e diálogo entre civilizações, em conformidade com o que está estipulado na Constituição" desta organização.

Lula diz que é bom de 'briga' e 'honra para nordestino tem muito valor'

O ex-presidente Lula (PT) participa do ato intitulado “Lula Livre”, realizado na praça Nossa Senhora do Carmo, em Recife (PE)

©Photo Press/Folhapress
Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (20) que não é possível para ele ter "paciência" com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça Sergio Moro e o coordenador da Lava Jato, Dalton Dallagnol. 
Em entrevista realizada para o site Nocaute, ele disse que não sentia "raiva", mas pediu por "justiça", afirmando que sua condenação foi baseada em "mentiras". Também disse "é bom de brigar", pois estava "defendendo sua honra", e honra para nordestino tem muito valor".
"Não me peçam paciência nem com Bolsonaro, nem com Moro e nem Dallagnol. Não é crime querer justiça. Quero recuperar o respeito que ganhei na sociedade brasileira durante a minha vida", acrescentou.

Lula fez ataques duros ao procurador: "Eu, preso, vi o descarado do Dallagnol ameaçar o Congresso, ameaçar a Suprema Corte. É um moleque desaforado. Eu quero justiça e justiça passa por essas pessoas serem punidas." .
"Quero que o país volte à normalidade, e para que isso aconteça o meu processo tem que ser anulado e os responsáveis punidos", disse Lula, para quem a força tarefa da Lava Jato busca, na realidade, condenar os seus "oito anos de governo".

Petista defende candidaturas próprias nas eleições de 2020

Além disso, o ex-presidente falou sobre o papel do PT no cenário político e nas próximas eleições, afirmando que o partido deveria lançar candidatos próprios a prefeito, inclusive em municípios como o Rio de Janeiro, onde existiria a possibilidade de aliança entre a sigla e o PSOL.
"O PT nasceu grande. Falaram que o PT vai polarizar. Se não tiver um partido que quer polarizar, não tenha partido. O PT nasceu para polarizar. Vamos polarizar em 2022, essa é a nossa sina. Polarizar e ganhar, para provar que somos capazes de governar melhor que eles", defendeu.

Ao mesmo tempo, disse que também era preciso rivalizar com Bolsonaro, e que a solução para os problemas brasileiros passava por governar para os pobres. "A solução é fácil, é só colocar o pobre dentro do orçamento. Um prato a mais de comida para o pobre, um chinelo a mais para a criança, um livro a mais, isso que vai fazer as pessoas crescerem", sustentou.

'Sou grato' a Ciro

Em relação a Ciro Gomes (PDT), que o vem criticando em entrevistas, o petista disse que prefere "guardar as coisas boas".
"Tenho respeito pelas pessoas, fico sempre pesando as ofensas que o Ciro Gomes faz e as coisas que ele fez no meu governo. E prefiro ficar com as coisas boas. Dizem que ele é destemperado, eu não preciso ficar com isso, eu sou grato por ele", disse.
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixando a carceragem da Polícia Federal de Curitiba
© Folhapress / Eduardo Anizelli
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixando a carceragem da Polícia Federal de Curitiba

Ao comentar o governo Bolsonaro, foi duro: "Estou vendo o governo destruir o país. O Bolsonaro fica com essa estupidez, querendo governar com fake news e mentira para todo lado, o Paulo Guedes min. da Economia aproveita e vai vendendo o Brasil, e o país tá sendo quebrado. Desemprego muito alto, salário muito baixo, acabando com educação e investimento em ciência e tecnologia", opinou.

'Não vamos fazer o jogo rasteiro que eles fazem'

O e-presidente também disse que Bolsonaro não tem coragem de ir ao Nordeste ver os estragos causados pelo vazamento de óleo na região, assim como ao Pantanal e à Amazônia, que vem sofrendo com queimadas e desmatamento. "Até hoje o presidente não foi ver que barco derramou óleo, preferiu culpar a Venezuela. É como alguém levar um tiro e você primeiro procurar quem atirou, e não socorrer a pessoa", disse.

Apesar disso, defendeu uma política mais alegre. "Não temos de fazer o jogo rasteiro que eles fazem. Senão não politiza a sociedade. Contra a raiva deles, devemos vender sorrisos, falar mais de amor, mais de humanismo, o ser humano tem que voltar a ser humano", disse.

China e países lusófonos têm muito potencial de cooperação em áreas emergentes, diz ex-secretário-geral do Fórum de Macau




Por Wu Hao, correspondente da Xinhua

Beijing, 31 out (Xinhua) -- A cooperação econômica e comercial entre a China e os países lusófonos alcançou novas conquistas apesar do protecionismo comercial e do unilateralismo e ainda há muito potencial de cooperação nas áreas emergentes, disse à Xinhua o ex-secretário-geral do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), Wang Cheng'an.

Apesar das incertezas que o protecionismo comercial e o unilateralismo trazem para a economia mundial, o valor total das importações e exportações entre a China e os países lusófonos cresceu 25% em 2018, a US$ 150 bilhões, de acordo com a administração aduaneira chinesa.

Desde 2009, a China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil, ou seja, há dez anos consecutivos. É também o maior parceiro comercial na Ásia para Portugal e Cabo Verde. Em 2018, o valor das importações e exportações de mercadorias entre a China e Moçambique, Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Portugal aumentou 35,68%, 26,59%, 24,21%, 9,97% e 7,27%, respectivamente.

"O protecionismo e o unilateralismo não impediram a cooperação econômica e comercial entre a China e os países lusófonos", disse Wang. "A China e os países lusófonos trabalharão mais estreitamente para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios."

Segundo Wang, os países lusófonos, com uma população de 280 milhões de pessoas, têm um enorme potencial de desenvolvimento. A China estabeleceu parcerias estratégicas com todos eles, e nos últimos anos, sob a orientação da Iniciativa do Cinturão e Rota, a cooperação multilateral e bilateral entre a China e os países lusófonos alcançou grandes resultados e salvaguardou a pedra angular do multilateralismo.

Além das áreas tradicionais como infraestrutura e produtos agrícolas, a China e os países lusófonos têm um enorme potencial de cooperação em áreas emergentes, como comércio eletrônico e tecnologia de comunicação, disse Wang.

Segundo Wang, a China está desenvolvendo serviços internacionais de correio expresso com os países lusófonos, que têm muito espaço no comércio eletrônico. O Brasil possui o maior mercado de comércio eletrônico na América Latina, o que dá dinamismo ao crescimento econômico do país. As compras online em Cabo Verde representam 40% do volume postal do país. Outros países, como Angola, Moçambique e Timor-Leste, estão aprimorando os serviços de correio internacional, encomendas postais e encomendas registradas.

Quanto à área da tecnologia de comunicações, a Huawei está presente no mercado dos países lusófonos e assinou um contrato com a Altice, a maior operadora de telefonia de Portugal, para fornecer equipamentos e software para redes comerciais 5G. O governo brasileiro, por sua vez, disse que não impedirá a Huawei de operar a rede de 5G no país. Existe uma grande margem de cooperação entre a China e os países lusófonos nesta área.

Fundado em 2003, o Fórum de Macau é uma plataforma importante que liga a China e o mundo lusófono e tem desempenhado um papel significativo nos intercâmbios econômicos e comerciais entre os dois lados.

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiram, entre janeiro e abril, 46,26 mil milhões de dólares (cerca de 5,12 mil milhões de euros), anunciaram as autoridades chinesas.

De acordo com as estatísticas dos serviços da Alfândega chineses, publicadas no sábado, este valor representou um aumento de 11,99% em relação a igual período do ano anterior.

Entre janeiro e abril, as importações da China de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste cifraram-se em 33,73 mil milhões de dólares, mais 15,89% em termos anuais homólogos.

Já as exportações chinesas para o bloco lusófono foram de 12,53 mil milhões de dólares, um aumento de 2,68% relativamente ao mesmo período do ano passado.

Nos primeiros quatro meses do ano, o Brasil manteve-se como o principal parceiro da China, com trocas comerciais no valor de 34,38 mil milhões de dólares, segundo os mesmos dados publicados no site do Fórum Macau.

A segunda maior economia do mundo comprou ao Brasil produtos avaliados em 24,44 mil milhões de dólares, mais 23,97% do que no mesmo período homólogo, enquanto os brasileiros compraram à China bens no valor de 993,48 milhões de dólares, o que corresponde a aumento anual de 1,04%.

Já entre Lisboa e Pequim, nos quatro primeiros meses de 2018, as trocas comercias cifraram-se em 211,78 milhões de dólares. A balança comercial é favorável à China em cerca de 73,3 milhões.

Só em abril, o volume das trocas comerciais entre os países lusófonos e Pequim subiu 24,19%, face ao mês anterior, para 12,56 mil milhões de dólares.

Neste mês de referência, a China importou dos países de língua portuguesa bens avaliados em 9,24 mil milhões de dólares - um aumento de 32,28% face a igual período de 2018 - e exportou para o bloco lusófono mercadorias no valor de 3,32 mil milhões de dólares, mais 6,15% do que em abril de 2018.

A PAZ DE VOLTA PARA 28,8 MILHÕES DE MOÇAMBICANOS

SEGUNDO O PRESIDENTE Nyusi, O Acordo de paz com a RENAMO será ASSINADO esta quinta-feira
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou no Parlamento que vai assinar nesta quinta-feira (01.08) o acordo de paz para a cessação definitiva das hostilidades militares com o líder da RENAMO, Ossufo Momade.
Ossufo Momade (esq.), líder da RENAMO, e Filipe Nyusi (dir.), Presidente de Moçambique
  Ossufo Momade (esq.), líder da RENAMO, e Filipe Nyusi (dir.), Presidente de Moçambique
Discursando sobre o Estado da Nação esta quarta-feira (31.07), no Parlamento, o Presidente da República de Moçambique garantiu que o acordo de paz com o principal partido da oposição do país vai ser assinado esta quinta-feira, na Serra da Gorongosa, com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade.
"Neste documento, as duas partes são responsabilizadas por se abster de todos os atos hostis ou ataques militares contra forças, posições ou propriedades e contra a população em geral", afirmou Nyusi.
O entendimento resulta do diálogo entre Filipe Nyusi com o falecido líder do principal partido da oposição Afonso Dhlakama e, depois, com o atual presidente da RENAMO. Para o chefe de Estado moçambicano, a assinatura do documento, que antecede um acordo de paz e de reconciliação a ser celebrado dentro de dias em Maputo, é "um momento histórico que reafirma a esperança para um futuro risonho".
Mosambik RENAMO Rebellen im Gorongosa Gebirge 2012
 Alguns guerrilheiros da RENAMO já entregaram suas armas (foto de arquivo)
 
Desarmamento da RENAMO

Filipe Nyusi confirmou ainda durante o seu discurso sobre o Estado da Nação, no Parlamento, que, na segunda-feira (29.07), teve início o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do braço armado da RENAMO, também na Serra da Gorongosa, no centro do país.

O Presidente moçambicano informou, igualmente, que o Governo recebeu uma nova lista de oficiais da RENAMO, que são esperados esta quarta-feira em Maputo para integrarem a polícia.

Estado da Nação

O informe de Filipe Nyusi, esta quarta-feira, foi dominado pela apresentação das principais realizações do Governo desde o início do seu mandato, em 2015.
"Moçambique mudou e jamais será como dantes", afirmou Nyusi. "O estado da nação é de esperança e de um horizonte promissor. Temos tudo para dar certo neste país".

Ciclone Kenneth: Três meses depois, famílias ainda esperam realojamento

O Presidente disse que o seu otimismo se deve, entre outros fatores, ao facto de o país estar a dar passos seguros para uma paz definitiva. Por outro lado, frisou Nyusi, a economia está a estabilizar, com a inflação ao nível de um dígito, e há um reatamento da confiança com os parceiros de desenvolvimento, incluindo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições internacionais.
O chefe de Estado apontou, no entanto, que o país registou um ciclo atípico, em que enfrentou algumas adversidades inéditas, como a suspensão da ajuda internacional direta e as calamidades naturais.

Questões por resolver

Edmundo Galiza Matos Júnior, porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder), considerou que o discurso de Filipe Nyusi foi muito rico.
"Num país que apresentou enormes desafios, não podia deixar de ser excelente a radiografia que se faz do país em todos os setores", disse.

Já o deputado Muhamad Yassine, da RENAMO, considerou que o fundamental no informe do Presidente foram os avanços registados no processo de paz. Yassine observou, no entanto, que o problema da paz resulta de conflitos eleitorais.

Acordo de paz com a RENAMO será assinado esta quinta-feira

Além disso, para o deputado, a situação no país continua má: "Todos nós sabemos que a questão económica não é melhor - o cidadão perdeu o poder de compra", afirmou. E a "criminalidade não diminuiu. Foi neste mandato que surgiram os raptos. E o Presidente da República não explicou o que está a acontecer em Cabo Delgado", onde se registam ataques armados de insurgentes.
Por seu turno, Fernando Bismarque, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmou que, apesar de ser verdade que o país tem tudo para dar certo, como afirmou o Presidente, também é verdade que "a corrupção e a ganância" dos agentes ligados ao regime é tanta que o país está mergulhado numa incerteza económica.

Bismarque defendeu ainda que não é suficiente a integração dos homens da RENAMO na polícia: "É preciso instalar um ambiente de confiança para que o país não vá, em todos os ciclos eleitorais, entrar em leis de amnistia e acordos. Nós temos que, de uma vez por todas, encontrar uma plataforma para a inclusão", apelou.

O acordo de quinta-feira será o terceiro entre o Governo e a RENAMO, depois da assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma de 1992 e o acordo de cessação das hostilidades militares em 2014, na sequência de uma nova vaga de confrontos entre as duas partes.
Artigo atualizado no dia 31 de julho de 2019 às 17:47 (CET).

A PALOP EM CONSTRUÇÃO

Angola: O que MPLA não comunista ainda mantém na cooperação com Cuba?

 



JOÃO LOURENÇO EM CUBA

O Presidente João Lourenço começou esta segunda-feira (01.07.) a sua primeira visita oficial à Cuba. Os dois países têm acordos bilaterais nos setores da saúde e educação, mas há novas áreas de interesse na cooperação.
Presidente de Angola, João Lourenço. Foto simbólica © Presidence RDC Presidente de Angola, João Lourenço. Foto simbólica

O analista angolano e especialista em questões internacionais Augusto Báfuabáfua recorda que os laços entre o MPLA, o partido que governa Angola, e o Partido Comunista Cubano, que governa Cuba, são históricos: "Tem uma relação que dura há mais de 50 anos, ou seja, durante a época de guerrilha
Cuba já apoiava grandemente o MPLA na guerrilha que fazia no exterior do país".

"Mas, há outras razões", acrescenta o analista: "Por exemplo, a cooperação bilateral entre os dois países nos setores da educação e da saúde".
Augusto Báfuabáfua lembra que "com mais de 40 acordos assinados, também Cuba foi um dos primeiros países a reconhecer Angola independente logo nos primeiros 365 dias. Cuba também tem Estado a dar uma grande ajuda a Angola, principalmente no setor social: educação e saúde."

Novas áreas de cooperação na mira 

Soldados cubanos no Cuito Cuanavale, Angola, em 1988, durante a guerra civil © picture-alliance/dpa Soldados cubanos no Cuito Cuanavale, Angola, em 1988, durante a guerra civil

Para além destes setores, Angola também tem acordos com a Cuba nos domínios militar, defesa e segurança. Mas, segundo Manuel Augusto, ministro angolano das relações Exteriores, esta visita de João Lourenço também abre novas áreas de cooperação.

"Para conformar não só a cooperação já existente e, nesse caso, tentar adaptar aos novos tempos, mas também temos a intenção de estabelecer com Cuba na área de investigação e na área de pequena e média indústria", afirma o chefe da diplomacia angolana.

Entretanto, na implementação de alguns acordos o Governo angolano não tem cumprido na totalidade a sua obrigação, daí a dívida que tem com Cuba avaliada inicialmente em mais 200 milhões de dólares, segundo o Jornal de Angola.
Mas o analista Augusto Báfuafua diz que "pelas palavras do Executivo já se pagou mais da metade da dívida e outra metade pagar-se-á até ao final do ano".

Cuba também precisa de Angola

Mas, não é apenas Angola que precisa de Cuba, esclarece Báfuabáfua. Cuba também precisa de Angola para materialização das suas novas apostas como a construção civil, já que, acrescenta, tem estado a perder espaço nalguns países da América do sul e latina.

"Praticamente na América do Sul Cuba tem pouco espaço, agora só conta com a República da Venezuela e Nicarágua e não mais do que isso. Vira-se para Angola e Angola precisa de empresas que veem apostar e transmitir o seu conhecimento e experiência. E Cuba já tem estado a sair dos tradicionais setores sociais e já dá passos também no setor da construção civil", diz o analista.

No primeiro dia de trabalho da visita de João Lourenço, que durará dois dias, o destaque recai para uma conferência na centenária Universidade de Havana e nas conversações com as autoridades cubanas.

Na terça-feira (02.07.), seu último dia de trabalho, João Lourenço visitará a Zona Especial Portuária de Desenvolvimento de Mariel, na periferia de Havana, e manterá encontro com bolseiros angolanos, maioritariamente estudantes de Medicina. No país caribenho estudam 2.180 jovens angolanos.

'Impressionante': embaixador sobre últimos planos de cooperação militar entre Rússia e Angola

Militar angolano com uma pequena bandeira russa durante a competição Biatlo de Tanques na Rússia


© Sputnik/ Kirill Kalinnikov


A Rússia e Angola têm uma cooperação tradicionalmente forte no campo militar. Em entrevista à Sputnik Brasil, o embaixador da Rússia em Angola, Vladimir Tararov, respondeu a perguntas sobre os novos projetos entre os dois países, bem como explicou por que Angola aposta no armamento russo.
No âmbito da visita da delegação angolana à Rússia, realizada no início de abril, o ministro da Defesa de Angola, Salviano de Jesus Sequeira, disse que "a cooperação no campo militar com a Rússia vai continuar para sempre", bem como que Angola recebeu seis caças russos Su-30 e espera a entrega de mais dois aviões no fim de maio.

Luanda, Angola
© Sputnik / Sergei Mamontov

Como Rússia pode favorecer desenvolvimento econômico de Angola?

Vladimir Tararov, embaixador da Federação da Rússia na República de Angola, comentou à Sputnik Brasil os últimos avanços na cooperação militar entre Moscou e Luanda e as futuras perspectivas dessa cooperação mutuamente vantajosa.
O diplomata sublinhou que as autoridades angolanas declaram retiradamente que marcam um rumo para formar suas Forças Armadas seguindo o modelo das Forças Armadas da Rússia, é evidente que toda a estrutura vai demandar o material bélico correspondente.

"Sem dúvidas, a Rússia tem em Angola seus consultores militares, que trabalham no Estado-Maior, no Ministério da Defesa e até mesmo um consultor do Comandante Supremo, que analisam essas necessidades e, após conciliação com a parte angolana, são apresentadas propostas de compra de material bélico", explicou ele.
Atualmente, se trata da compra de aviões russos, que já mostraram suas capacidades.
"Eles são bastante simples, bastantes fiáveis e ao mesmo tempo sua manutenção é mais barata que a dos aparelhos produzidos por outros países."

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente de Angola, João Lourenço, durante encontro em Moscou, 4 de abril de 2019
© Sputnik / Grigory Sysoev

Putin: Rússia quer intensificar cooperação econômico-comercial com Angola
"Quando falei com especialistas, eles disseram que os países que produzem aparelhos muito sofisticados, saturados com equipamento, podem pedir, digamos, um preço 1,5 vezes menor que a Rússia. Mas quando se levanta a questão de reparações, se verifica que cada parafuso e cada porca custam como se fossem feitos de ouro. Levando em conta os custos de manutenção, esse equipamento militar seria 20-30 vezes mais caro que o russo", disse o embaixador.

Para Tararov, tomando em consideração que Angola decidiu formar suas Forças Armadas segundo o modelo das Forças Armadas russas, é logico que o país esteja interessado na compra do armamento russo.

"Além disso, as Forças Armadas da Rússia comprovaram suas capacidades, por exemplo, na Síria e em outros países aos quais prestamos ajuda a pedido dos seus governos e mostraram sua eficácia. Isso sublinha mais uma vez que elas [Forças Armadas russas] podem servir de exemplo para organização segundo o nosso modelo também em outros países. Isso é muito importante."

"As aeronaves representam parte do material bélico na base do qual podemos desenvolver a nossa futura cooperação e os futuros investimentos. Por exemplo, Angola compra da Rússia não apenas aviões, mas também helicópteros, cerca de 20 helicópteros funcionam apenas em Angola, para além dos que há nos outros países vizinhos. Na última reunião da Comissão Intergovernamental sobre Cooperação Militar, realizada recentemente, Angola manifestou seu interesse na criação de uma espécie de centro regional de reparações para aviação", revelou o embaixador.

Caças multifuncionais Su-30SM no concurso Aviadarts 2018
© Sputnik / Vitaly Timkiv

Angola recebe 6 caças Su-30 e espera entrega de mais 2 em maio, diz ministro da Defesa
Segundo o embaixador, esse seria um passo muito importante, porque se trata da reparação de helicópteros não apenas angolanos, mas também da África do Sul e de outros países da região que receberam helicópteros de produção russa. Depois poderiam ser iniciadas reparações de aviões militares e, gradualmente, de aviões civis.

"Dessa forma, criaríamos uma megaestrutura que a nível regional poderia realizar a manutenção aeronáutica. É impressionante", opina Tararov, acrescentando que isso favoreceria o prestigio não apenas de Angola, mas também da Rússia.

Quanto a outros tipos de equipamento militar, o diplomata diz que a Rússia está considerando a construção de várias unidades industriais militares em Angola sob forma de joint ventures para que a Rússia, na primeira etapa de seu funcionamento, ajude os angolanos a gerir essas instalações e a organizar a produção e vendas.

O presidente de Angola, João Lourenço, durante a sessão plenária da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo), em 3 de abril
© Sputnik / Vladimir Fedorenko


Presidente de Angola diz ter ido a Moscou para ampliar cooperação econômica com Rússia
"Estamos estudando a criação de fábricas para produzir armas ligeiras, munições, fardamento militar, o que também é importante para Angola, e para reparação de material bélico de produção russa", afirmou Tararov, afirmando que as perspectivas para cooperação nessa aérea são bastante favoráveis.

"A visita do presidente João Lourenço à Rússia mostrou mais uma vez o desejo das autoridades angolanas e a confiança plena nessa área e, por parte da Rússia, mostrou o interesse não apenas do Estado em geral, mas também do capital privado para estabelecer uma cooperação mutuamente vantajosa a um novo nível", declarou o embaixador.

ANGOLA E A COOPERAÇÃO MILITAR RUSSA


No âmbito do contrato de fornecimento, Angola já recebeu seis caças russos Su-30 e espera a entrega de mais dois aviões no fim de maio, revelou o Ministro da Defesa de Angola Salviano de Jesus Sequeira.

"Angola sempre tem tido boa cooperação com a Rússia no campo militar. De acordo com o contrato, já recebemos seis aviões Su-30K, vamos receber mais dois aviões porque inicialmente se tratava de oito aparelhos. Esperamos que mais dois aviões sejam fornecidos no fim de maio", disse à Sputnik o ministro à margem do fórum de negócios entre Angola e Rússia.

Ele sublinhou que "a cooperação no campo militar com a Rússia vai continuar para sempre porque nossas Forças Armadas foram treinadas para trabalhar com material bélico russo".
O presidente de Angola, João Lourenço, durante a sessão plenária da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo), em 3 de abril
© Sputnik / Vladimir Fedorenko

O presidente de Angola diz ter ido a Moscou para ampliar cooperação econômica com Rússia
Além disso, o ministro revelou que Angola está interessada nos sistemas de defesa antiaérea S-400, mas disse que ainda não decorrem negociações sobre sua possível aquisição.
"Sem dúvidas, estaríamos interessados nesses sistemas [S-400], mas atualmente devido à crise econômica bastante grave em Angola não estamos conduzindo nenhumas negociações sobre esse assunto", disse Salviano de Jesus Sequeira.

Anteriormente, o presidente angolano, João Lourenço, fez um discurso perante a Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo) no âmbito da sua visita oficial à Rússia. Ele elogiou a cooperação militar entre os dois países e manifestou sua esperança que ela vai continuar e se ampliar.

Lourenço sublinhou que estava falando não apenas sobre as compras de armamento e sua modernização, mas também sobre a criação de instalações para fabricação e montagem de armamento no território do país, para que Angola seja menos dependente de outros países.