Desde o tempo de Dom João VI
era considerado prejudicial à saúde dos cariocas porque dificultava a
circulação dos ventos e impedia o livre escoamento das águas. Ao longo dos séculos foi gradativamente considerado inviável para o progresso e urbanismo da cidade.
Foi arrasado em 1922 pelo prefeito Carlos Sampaio
com a desculpa de ser um espaço proletário, repleto de velhos casarões e
cortiços, no centro da cidade e necessário para a montagem da Exposição Internacional do Centenário da Independência.
Suas terras foram usadas para aterrar parte da Urca, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Jardim Botânico e outras áreas baixas ao redor da Baía da Guanabara.
Os primeiros registros de desbravamento da região são relacionados à criação da Picada de Goiás, em 1737. Também chamada de Caminho de Goiás, era uma das Estradas Reais, que ligavam minas e permitiam explorar e escoar o ouro. Com o tempo, a Coroa proibiu, sob pena de morte, a criação de caminhos que levassem às minas. A Picada de Goiás ligava São João del-Rei ao rio São Francisco.
Até 1748, Goiás era uma simples comarca da capitania de São Paulo.
Em 1744, os portugueses da comarca de São João del-Rei, a mando de Gomes Freire, tomaram da Vila de Pitangui, comarca de Sabará, o Arraial do Tamanduá.
Dali para a frente, até o rio São Francisco, tudo ficava "entre a capitania de Minas Gerais e de Goiás", inclusive o Quilombo do Ambrósio, que, conforme sempre afirmou o historiador Leopoldo Corrêa, ficava ao norte da atual Cristais-MG.
A capitania de São Paulo foi extinta em 1748, quando passou a ser subordinada à do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, foram criadas as capitanias de Goiás e de Mato Grosso.
Nessa ocasião, Gomes Freire usurpou da extinta São Paulo o que é o atual Sudoeste de Minas Gerais. Contudo, ele não teve o mesmo êxito na tentativa de agregar o Triângulo, então goiano, à capitania mineira. Inconformado por não ter conseguido destruir os quilombos em 1746 — o que causou a extinção do imposto de capitação —, Gomes Freire mandou invadir, em 1759, o Triângulo e subjugar os rebeldes do Sudoeste. Ainda assim, o Triângulo continuou goiano.
Desse modo, Inácio Correia Pamplona, segundo ele mesmo declarou em processo de justificação de 1803, foi contratado pelo próprio Gomes Freire para continuar a empreitada de tomar de Goiás o atual Triângulo Mineiro, o que teria feito a partir de 1766, passando sempre, no seu ir e vir, por Formiga e região (como consta no diário e roteiro da suposta expedição que, em 1769, empreendeu a mando do conde Valadares). Desde então, Inácio Correia Pamplona passou a parasitar política e administrativamente toda a região, sempre tentando distorcer os fatos de maneira a puxar, para a sua história, fatos e feitos de outras pessoas, como Antônio João de Oliveira, Bartolomeu Bueno do Prado, Inácio de Oliveira Campos, João de Godoy Pinto da Silveira e muitos outros. Com o passar do tempo, vários sesmeiros começaram a se instalar pelo caminho, dando origem a diversas fazendas. Foram concedidas 25 sesmarias aos desbravadores, para que pudessem desenvolver a região. Com a instalação dessas fazendas, também deu-se início à fuga de escravos.
Registra-se, à época, uma carta a D. Maria I relatando a imensa quantidade de escravos fugidos na região. Houve várias expedições para capturar os fugitivos e destruir os quilombos formados. A mais célebre, registrada em documentos da época, foi a investida do capitão Manoel de Sousa Portugal contra o Quilombo do Ambrósio.
A respeito do Quilombo do Ambrósio e os demais quilombos do Caminho de Goiás, Luiz Gonzaga da Fonseca, em "História de Oliveira", narra os ataques dos quilombolas:
"Não há dúvida que esta invasão negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e vinham mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, miçangas, tapeçarias e sal.
Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da "Picada de Goiás". Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do Rio das Mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boiadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha.
E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território e região. passando por Itapecerica (à época Tamanduá), pela Fazenda do Pouso Alegre e pelo Quilombo de Formiga, onde residia o sesmeiro, Antônio José, o Torto, sob o comando do qual criou uma Esquadra de Cavalaria Auxiliar.
Dali, prosseguiu sua viagem de 365 léguas visando a consolidar o abocanhamento do atual Sudoeste de Minas que, até 1748, pertencera à extinta Capitania de São Paulo.
Objetivando desenvolver os povoados da região, a fim de diminuir o número de pessoas desocupadas no estado, ele convida Inácio Correia Pamplona para se instalar na região. Em 1767, o governador concede a Inácio Correia Pamplona e seus acompanhantes 20 sesmarias na região.
A de Inácio, posteriormente, deu origem ao município de Bambuí. A região, que mais tarde se tornaria os município de Formiga e Córrego Fundo, foi entregue a Domingos Antônio da Silveira.
Entre a concessão das 25 semarias da Picada de Goiás e a concessão das 20 sesmarias por Luís Diogo Lobo da Silva; houve a abertura de mais uma picada entre Tamaduá e Piumhi. Essa picada, visava um encurtamento de caminho entre os povoados. Esse caminho, que foi aberto pelos primos Estanislau de Toledo Pisa e Feliciano Cardoso de Camargos, seguia um antigo caminho feito por índios e escravos fugidos.
A Picada de Taanduá am Piumí, como ficou conhecida, foi a que deu origem ao povoamento de Formiga.
A origem do nome
Segundo a tradição popular, o nome da cidade surgiu graças à denominação dada ao rio que a corta. Conta-se que um grupo de tropeiros passando pelo caminho, resolve fazer paragem à beira do rio. Durante a noite, seu carregamento de açúcar é atacado por formigas. Dado esse episódio, resolveram nomear o rio de Rio Formiga.
A origem do nome também é atribuída a Inácio Correia Pamplona, que equiparou os penedos da região, aos Ilhéus das Formigas, nos Açores.
A versão histórica mais aceitável, é que a origem do nome da cidade é proveniente dos índios e escravos fugidos que passavam pelo local. Considerando que a Picada de Tamandua a Piumí visava a redução do caminho, é de se pensar que havia trânsito constante também de índios e escravos fugidos pelo caminho. Foram estes então, que deram nome ao rio que, posteriormente, deu nome ao povoado que se ergueu.
O primeiro morador
Estima-se que os primeiros habitantes começaram a se estabelecer na região, de forma definitiva, em 1749. A primeira capela foi erguida por solicitação de João Gonçalves Chaves, no ano de 1765. Segundo Saint-Hilaire, em sua passagem na região no ano de 1819, ele encontrou um homem centenário, que se dizia o primeiro a estabelecer-se no local e que fora quem lançou os alicerces da capela. Sendo assim, João Gonçalves Chaves é considerado o primeiro morador do povoado.
Saint-Hilaire
Em 1819, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em expedição pelo Brasil, passou por Formiga. Em seu livro Viagem às nascentes do rio S. Francisco e pela província de Goiás, ele relata sua passagem pelo então Arraial de Formiga:
"Chegado a Formiga fui apresentar ao comandante da povoação a carta que o capitão-mor de Tamanduá em entregara para ele, e na qual lhe dava ordem para e arranjar um pedestre para me escoltar até Pium-í. O comandante me recebeu muito bem e me recriminou por me ter apeado no albergue. Encontrei reunidos na sua casa, os principais habitantes de Formiga, que eram mercadores e pertenciam à nossa raça. Segundo o costume em vigos nos lugarejos e pequena cidades, usavam uma vestéa de chita, e, por cima desta, uma capa de tecido grosso de lã; seus modos eram mais ou menos dos nossos burguêses do campo. Falou-se muito da França, e me inquiriam se era verdade que as mulheres lá gosavam de tanta liberdade como um outro francês assegurara, passando por esta zona algum tempo antes. Confirmei o que dissera meu compatriota, e as explicações que fiz a respeito pareceram tão estranhas, que um dos assistentes exclamou, pondo as mãos na cabeça: Deus nos livre de semelhante desgraça! Essa pobre gente não pensava que o prisioneiro julga em não tem obrigação nenhuma com o carcereiro que o guarda, e que mais frequentemente se é enganado pelo seu escravo do que pelo homem livre em que se depositou confiança. O arraial de Formiga está situado perto do rio que tem o seu nome, em um grade vale limitado por colinas cobertas de pastagens e bosques. As ruas dessa povoação são mal alinhas, as casas afastada das outras, e quase todas pequenas e mal conservadas. A Igreja está construída na extreidade de uma grande praça, sobre uma plataforma um pouco mais elevada que o resto da vila; não tem teto, é quase nua no interior, e corresponde perfeitamente ao estado miserável das casas.
Vêm-se em Formiga, várias lojas e vendas mal sortidas. Uma taboleta muito visível, encimada pelas armas de Portugal, indicava então aonde se vendia as bulas da Santa Cruzada. A loja melhor provida, pareceu-me ser a do boticário; o que exercia essa profissão era ainda um padre, que ele mesmo preparava os remédios, vendia-os e não deixava de dizer missa todos os dias," o Padre Doutor Salvador.
Monchique é uma vila portuguesa no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 2 300 habitantes.
É sede de um município com 395,30 km² de área e 6 045 habitantes (2011),subdividido em 3 freguesias.
O município é limitado a norte pelo município de Odemira, a leste por Silves, a sul por Portimão, a sudoeste por Lagos e a oeste por Aljezur.
O concelho de Monchique foi criado em 1773, por desmembramento do concelho de Silves.
O concelho de Monchique está dividido em 3 freguesias:
Alferce
Marmelete
Monchique
Principais Actividades Económicas
Artesanato;
Agricultura;
Suinocultura;
Turismo termal;
Indústria da madeira.
História
No centro de duas grandes serras (Fóia e Picota), o concelho de Monchique entra na história com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, atraídos pelo poder curativo das suas águas. Nos séculos seguintes, a serra foi-se povoando lentamente e no século XVI Monchique era já uma povoação suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião, que pretendeu conceder-lhe o estatuto de cidade.
A tecelagem da lã e do linho - os sólidos surrobecos, orianos e estopas dos tempos antigos - entre outras actividades, como as relacionadas com a madeira de castanho, contribuíram para a prosperidade e desenvolvimento de Monchique, de tal forma que em 1773 foi promovida a vila.
As alterações económicas provenientes da industrialização
significaram a perda da actividade têxtil e de outras manufacturas.
Hoje, Monchique é vila airosa, virada para o turismo, com um artesanato activo e uma economia diversificada.
Possuindo das florestas mais ricas do Algarve, ricas em sobreiros, eucaliptos, castanheiros,
entre outros, Monchique tem também como marco distintivo esta mata que
dá a conhecer aos seus visitantes através de safaris, parques zoológicos
e naturais e expedições pedestres.
Património
Património classificado
Número de habitantes por Grupo Etário
1900
1911
1920
1930
1940
1950
1960
1970
1981
1991
2001
2011
0-14 Anos
4300
4476
4484
4719
4936
4059
3757
2885
1714
1010
768
599
15-24 Anos
1999
2391
2208
2708
2585
2583
2318
1475
1273
896
735
502
25-64 Anos
4628
5093
5072
5750
6454
6739
7132
6080
4774
3612
3482
3029
= ou > 65 Anos
556
703
841
941
1022
1264
1572
1560
1848
1791
1989
1915
> Id. desconh
1
49
21
39
19
Convento de Nossa Senhora do Desterro.
Lista de património edificado em Monchique
Convento de Nossa Senhora do Desterro (IIM)
Pelourinho de Monchique (IIP)
Igreja Matriz de Monchique ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição (IIP)
Locais de interesse
Vista de Monchique
Caldas de Monchique
Capela das Caldas de Monchique
Igreja da Misericórdia de Monchique
Igreja de São Sebastião
Igreja do Senhor dos Passos
Serra da Fóia
Serra da Picota
Ermida do Senhor dos Passos
Centro histórico
Parque da Mina
Centro histórico
Rua típica de Monchique
No Centro histórico de Monchique as casas têm a arquitectura algarvia tradicional nas paredes brancas, nas cantarias, nas manchas de cor das portas e janelas, embora exibam as típicas chaminés de saia, tão diferentes do litoral.
O facto de treparem por colinas íngremes, de as ruas estreitas abrirem a
cada passo novas perspectivas sobre a serra verdejante, dá-lhes, porém,
um certo exotismo, aumentado pela presença de cameleiras e hortênsias,
de árvores de fruto, evocadoras de jardins e pomares. Justificação para
um prolongado passeio de descoberta de um recanto diferente do Algarve.
Para apreciar bem a beleza da vila de Monchique, importa ir até
ao largo de São Sebastião. O casario branco parece descer em degraus
pelas encostas da serra, pequeno presépio envolto em verdes, flores e frescura.
Artesanato
A cestaria e a tecelagem constituem a grande parte do artesanato tradicional de Monchique. Por ser também uma região rica em sobreiros, é possível que haja igualmente artesãos a trabalhar a cortiça.
Gastronomia
Monchique é conhecido pela Suinicultura, prova disso são os conhecidos enchidos feitos com carne de porco (molho, morcela de farinha ou farinheira, morcela e chouriça) e presuntos, expostos anualmente na Feira dos Enchidos e na Feira do Presunto, respectivamente.
É também vastamente conhecida a aguardente de medronho produzida nesta região, com marca própria, que atrai gente de toda a parte para a saborear. São também procurados os licores feitos com produtos da região. A bebida licorosa mais típica de Monchique chama-se Melosa, que utiliza aguardente de medronho. No que toca a doçaria regional, Monchique não se deixa ficar para trás, tendo como principal doce típico o Bolo de Tacho.
Alguns pratos típicos:
Assadura;
Feijão com Arroz;
Grão com Arroz;
Feijão com Couve;
Besnagas;
Grão com Massa;
Papas de Caldo;
Couve à Monchique.
Doçaria regional:
Bolo de Tacho;
Pastéis de batata doce;
Bolo de amêndoa e gila;
Torta de noz;
Pudim de mel;
Fritos;
Filhós;
Mexidas de ovos queimados.
Ligações externas
Municipio de Monchique
Junta de Freguesia de Alferce
Junta de Freguesia de Monchique
Junta de Freguesia de Marmelete
Biblioteca Municipal de Monchique
MonchiqueNet
O Parente da Refóias
Grupo BTT de Monchique
Associação A Nossa Terra
Clube Desportivo e Cultural da Nave
Algarve: Informação sobre cidades e regiões
Observação de aves na Serra de Monchique
Jornal de Monchique
projecto VALEMON - Valorização Económica e Ambiental do Maciço Alcalino de Monchique
Da Wikipédia, a enciclopédia livre Apelido : Princesa do Sul
Localização no Rio Grande do Sul, Brasil
Pelotas está localizado em Brasil
Localização no Brasil
Coordenadas: 31 ° 46′19 ″ S 52 ° 20′33 ″ País brasil Região- Sul Estado do Rio Grande do Sul Fundada em 1812 1835 (cidade) Governo
• Prefeita Paula Schild Mascarenhas (PSDB) Área • Total de 1.609 km2 (621 sq mi) Elevação
7 m (23 pés) Maior elevação 429 m (1.407 pés) Menor elevação 0 m (0 pés)
População
(2006 346.452 hab. • Densidade 215,32 / km2
Fuso horário UTC-3 Verão UTC-2
Prefeitura de Pelotas
Pelotas é uma cidade e município brasileiro, o terceiro mais populoso do sul do estado do Rio Grande do Sul e está localizada a 270 km de Porto Alegre, capital do estado e a 130 km da fronteira uruguaia. A Lagoa dos Patos fica a leste e o canal de São Gonçalo fica ao sul, separando Pelotas da cidade de Rio Grande.
No século 19, Pelotas era o principal centro brasileiro para a produção de carne seca (charque), um alimento básico feito por escravos e destinado a alimentar os escravos das plantações de cana-de-açúcar, café e cacau em todo o
país. Atualmente Pelotas abriga duas grandes universidades, a Universidade Federal de Pelotas, e a Universidade Católica de Pelotas. Juntos, elas representam uma população de 22 mil estudantes do ensino superior.
A cidade possui três clubes de futebol: Esporte Clube Pelotas (fundado em 1908), Grêmio Esportivo Brasil (também conhecido como Brasil de Pelotas; fundado em 1911) e Grêmio Atlético Farroupilha (fundado em 1926).
História
A história da cidade começa em junho de 1758, através de uma doação que Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadela, fez ao coronel Thomáz Luiz Osório, dando-lhe terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da aldeia de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Osório. Mais tarde, também vieram refugiados da Colônia do Sacramento, que haviam sido entregues pelos portugueses aos espanhóis em 1777.
Em 1780, o fazendeiro português José Pinto Martins se estabeleceu em Pelotas. A prosperidade de seu estabelecimento estimulou a criação de outras fazendas e o crescimento na região, criando uma população que definiria a cidade primitiva.
A Paróquia Civil de São Francisco de Paula, fundada em 7 de junho de 1812, pelo padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de cidade em 7 de abril de 1832. Três anos depois, em 1835, a cidade foi declarada cidade, com o nome Pelotas.
No Brasil, 'pelota' pode se referir a uma jangada de couro, e o nome da cidade vem dos barcos feitos de galos de coral cobertos com peles de animais, usados para cruzar rios em tempos de pecuária.
Nos primeiros anos do século XX, o progresso foi estimulado pelo Banco Pelotense (Banco de Pelotas), fundado em 1906 por investidores locais. Sua liquidação, em 1931, foi devastadora para a economia local.
Em 1990, o Urban Conurbation de Pelotas foi criado como resultado de uma lei estadual. Em 2001, tornou-se a Conurbação Urbana de Pelotas e Rio Grande, e em 2002 a Conurbação Urbana do Sul. O objetivo é integrar as cidades participantes e é o embrião de uma futura região metropolitana, incluindo as cidades de Arroio do Padre, Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e São José do Norte, que têm uma população total de cerca de 600.000 habitantes.
Geografia
O Laranjal na costa da Lagoa dos Patos
Topografia
Por estar situada em uma planície próxima ao oceano, a área urbana encontra-se em uma elevação baixa, estando, em média, a 7 metros (23 pés) acima do nível do mar. O interior do município fica em um planalto chamado Serras de Sudeste. Consequentemente, a altitude na área rural de Pelotas atinge 429 metros (1.407,4 pés) no distrito de Quilombo.
A cidade se estende até o Laranjal, um bairro na costa da Lagoa dos Patos. Além das regiões litorâneas de Santo Antônio e Valverde, a área também possui uma área ainda mais remota, o Balneário dos Prazeres (popularmente conhecido como Barro Duro).
A história de
Portugal como nação europeia
remonta à Baixa Idade Média, quando o condado Portucalense se
tornou autónomo do reino de Leão. Contudo a história da presença
humana no território correspondente a Portugal começou muito
antes. A pré-história regista os primeiros hominídeos há cerca
de 500 mil anos. O território foi visitado por diversos povos:
fenícios que fundaram feitorias, mais tarde substituídos por
cartagineses. Povos celtas estabeleceram-se e misturaram-se com os
nativos. No século III a.C. era habitado por vários povos, quando
se deu a invasão romana da Península Ibérica. A romanização
deixou marcas duradouras na língua, na lei e na religião. Com o
declínio do Império Romano, foi ocupado por povos germânicos e
depois por muçulmanos (mouros e alguns árabes), enquanto que os
cristãos se recolhiam a norte, nas Astúrias. Em 1139, durante a reconquista cristã, foi
fundado o Reino de Portugal a partir do condado Portucalense,
nascido entre os rios Minho e Douro. A estabilização das suas
fronteiras em 1297 tornou Portugal o país europeu com as
fronteiras mais antigas. Como pioneiro da exploração marítima na
Era dos Descobrimentos, o reino de Portugal expandiu os seus
territórios entre os séculos XV e XVI, estabelecendo o primeiro
império global da história, com possessões em África, na
América do Sul, na Ásia e na Oceania. Em 1580 uma crise de
sucessão resultou na União Ibérica com Espanha. Sem autonomia
para defender as suas posses ultramarinas face à ofensiva
holandesa, o reino perdeu muita da sua riqueza e status.
Em 1640 foi restaurada a independência sob a nova dinastia de
Bragança. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e
francesas, resultaram na instabilidade política e económica. Em
1820 uma revolta fez aprovar a primeira constituição portuguesa,
iniciando a monarquia constitucional que enfrentou a perda da maior
colónia, o Brasil. No fim do século, a perda de estatuto de
Portugal na chamada partilha de África. Uma revolução em 1910 depôs a monarquia,
mas a primeira república portuguesa não conseguiu liquidar os
problemas de um país imerso em conflito social, corrupção e
confrontos com a Igreja. Um golpe de estado em 1926 deu lugar a uma
ditadura. A partir de 1961 esta travou uma guerra colonial que se
prolongou até 1974, quando uma revolta militar derrubou o governo.
No ano seguinte, Portugal declarou a independência de todas as
suas posses em África. Após um conturbado período
revolucionário, entrou no caminho da democracia pluralista. A
constituição de 1976 define Portugal como uma república
semipresidencialista. A partir de 1986 reforçou a modernização e
a inserção no espaço europeu com a adesão à Comunidade
Económica Europeia (CEE).
Pré-história e Proto-história
Ver
artigos principais: Pré-história da Península Ibérica e Povos
ibéricos pré-romanos
Mapa Étnico-Linguístico da Península Ibérica cerca de 300 a.C.
Os mais antigos fósseis conhecidos de hominídeos na Europa,
datados de 1,1 a 1,2 milhões de anos, foram encontrados no norte da
Península Ibérica, na serra de Atapuerca. Em Portugal, os vestígios
humanos mais antigos datam de há cerca de 500-300 mil anos, quando a
região era.... CONTINUE LENDO...