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HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DA COVID-19 DO BRASIL

 

Neste momento tão triste para o Brasil em que meio milhão de vidas partiu para a eternidade, por culpa de um vírus cuja ação destruidora poderia ter sido minimizada, caso as autoridades houvessem tomado providências preventivas, o nosso cclbdobrasil.blogspot.com.br, oferece estes sons tristes a todos os familiares destas vítimas, na esperança da volta de um Brasil mais alegre e justo. 

VAI EM PAZ CARLOS DO CARMO

Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos Manuel de Ascensão do Carmo de Almeida, foi um cantor e intérprete de fado português. Wikipédia

Nascimento: 21 de dezembro de 1939, Lisboa, Portugal
Falecimento: 1 de janeiro de 2021, Lisboa, Portugal
Cônjuge: Maria Judite de Sousa Leal (desde 1964)
Filhos: Gil Do Carmo, Cila do Carmo, Alfredo do Carmo
Músicas
Lisboa Menina e Moca
Uma Canção Para A Europa · 1976

No Teu Poema
Uma Canção Para A Europa · 1976
Canoas do Tejo
Canoas Do Tejo · 1972

Foi-se um grande português....

Homenagem um pouco atrasada, deste seu cclbdobrasil.blogspot.br, ao grande nacionalista e amigo do Brasil e da lusofonia, Carlos do Carmo.

CRISTINA BRANCO


Biografia de Cristina Branco

 Nascimento 28 de dezembro de 1972

Origem: Almeirim 

País Portugal. 

Gênero(s)Fado 

O Fado espera-se que traduza o sentimento trágico da vida: o sofrimento, a saudade e a impotêntia perante o destino. A tradição, já longa, do fado, depositou algumas ‘fórmulas’ para dar voz a esses sentimentos, cuja invariável repetição tem conduzido à delapidação desse tesouro expressivo, ao seu inevitável esvaziamento emocional, ao sobrevoar das palavras pelos Dcantores. 

O caminho de Cristina Branco é outro. Sem procurar uma ruptura ingénua com a tradição, antes procurando o que nela há de melhor (ouçam se alguns dos “clássicos” por ela cantados), Cristina Branco revitaliza essa tradição pela autenticidade da sua interpretação. A voz e a sensibilidade interpretativa de Cristina Branco procuram o difícil convívio dos textos com a musicalidade do fado, tentando encontrar um caminho expressivo que torne música e letra inseparáveis no sentir. Nascida e criada muito longe das casas de fado de Lisboa, nada na vida de Cristina Branco indicava que o seu destino seria o fado. Como acontece com quase todos os jovens portugueses nascidos depois da Revolução dos Cravos, os seus interesses musicais passavam pela canção popular, pelo jazz, pelos blues, pela bossa nova, mas não pelo fado. No seu entender, esse era o género de uma outra geração mas as suas certezas ficariam definitivamente abaladas no dia do seu 18° aniversário, quando o seu avô escolheu para prenda o álbum Rara e Inédita, de Amália Rodrigues, a mais importante voz de Portugal do século XX. 

MATILDE CID

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Matilde Cid

Nasceu em Estremoz e cresceu 
no seio de uma família ligada à música. Os serões familiares eram passados a tocar viola, piano e a cantar. O pai era fã de jazz, blues e bossa-nova, a mãe de fado e foi assim, através da mãe que o fado se veio a tornar a sua música de eleição. Naturalmente começou a cantar, primeiro nos cafés de Estremoz e mais tarde em Évora, em simultâneo com a vida universitária. Mais tarde veio para Lisboa onde encontrou a verdadeira essência do fado no ambiente boémio das casas de fado da capital. Maria João Quadros convidou-a a integrar o elenco residente da “Casa da Mariquinhas” em Alcântara, onde ainda canta. Em Novembro de 2014 João Braga convidou-a para participar no seu concerto no SLTM, onde a apresentou como uma das novíssimas vozes do fado a não perder de vista nos tempos mais próximos.

CARMINHO

MARTA PEREIRA DA COSTA E CAMANÉ

ANA MOURA

GISELA JOÃO

MÁRIO PAREDES

Armindo Mário Rates Pacheco é um guitarrista e compositor português. A guitarra e a composição musical de Mário Pacheco segura e envolvente não é um acaso. 
Nascimento: 9 de abril de 1953 (idade 65 anos), Lisboa, Portugal
Álbuns: A Música e a Guitarra, Um Outro Olhar

CRISTINA NÓBREGA


Biografia

 

Desde muito pequena cantava para si mesmo. Mais tarde frequentou o Escola de Dança do Conservatório Nacional e entrou para a Academia de Música em Lisboa. Descobriu o Fado aos 20 anos na altura da faculdade. Cantou para amigos ocasionalmente em reuniões e casas de fado. Cristina Nóbrega é licenciado em Economia pela Universidade de Lisboa e trabalha como executivo de uma empresa internacional de telecomunicações. Estreou-se em Madrid a 14 de Setembro de 2008 na “Noite Branca”, a convite do Círculo de Bellas Artes.
Em 2007 publicou seu álbum de estreia, "Palavras do meu fado", no qual interpreta poemas de autores como Pedro Homem de Mello, David Mourão-Ferreira, Ary dos Santos e Luís de Camões.
Em maio de 2009 foi premiada pela Fundação Amália Rodrigues, com o prêmio "Amalia Rodrigues, 2009".
Tem actuado tanto em Portugal como no estrangeiro. Sendo das primeiras fadistas da história a levar o fado até as fronteiras de Pequim, China, em julho de 2013. Cristina Nóbrega canta em lnglês, Castelhano, Italiano e Português.
Em 2014 edita 2 álbuns "Um Fado Para Fred Astaire", que conta com um tema inédito 'Las Cenizas de Mis Canciones' onde canta em dueto com a viva Cubana Omara Portuondo, voz dos Buena Vista Social Club, e o CD+DVD 'Cristina Nóbrega Live at Mosteiro dos Jerónimos'.




ANTÔNIO ZAMBUJO

GUITARRA PORTUGUESA




Guitarra portuguesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Guitarra Portuguesa
2 guitarras portuguesas (esquerda: guitarra de Coimbra; direita: guitarra de Lisboa)
Informações
Classificação Cordas
Classificação Hornbostel-Sachs
  • Cordofone
Instrumentos relacionados
Guitarra
Bandolim
A guitarra portuguesa é um instrumento musical de cordas.

História

Assim como outros cistres europeus, ela representa tanto ao nível da afinação como ao nível da construção do seu interior e exterior um dos desenvolvimentos diretos do cistre europeu renascentista. Este instrumento esteve fortemente presente na música de corte de toda a Europa, mas especialmente na Itália, França e Inglaterra desde meados do século XVI até finais do século XVIII.
Deste instrumento existem ainda centenas de exemplares bem conservados espalhados em vários museus por toda a Europa. Os primeiros cistres com ligeiras alterações em dimensão da caixa de ressonância, braço, material das cordas, etc, divulgaram-se a partir do inicio do século XVIII como um instrumento também bastante usado pela Burguesia para interpretar música mais ao seu gosto (como suites, minuetos, modinhas, etc) e, em dado momento, nalgumas regiões também usado pelas camadas mais populares para interpretar música popular (das quais nos resta menos documentação).
O cistre terá, por sua vez, baseando-se no vasto legado iconográfico da Idade Média, como antepassado mais provável a cítola medieval, da qual existem várias imagens, esculturas e relatos em crônicas da época e um único exemplar num museu em Inglaterra, do século XIII.
O cistre inglês do século XVIII (em Portugal chamada Guitarra Inglesa), por vezes erroneamente considerada o antepassado da guitarra portuguesa, é também uma descendente do cistre renascentista, mas acrescentada de alterações substanciais, como uma afinação e uma construção interior completamente diferentes das típicas do cistre. Nao é pois um antepassado, mas sim parente próximo. O único elemento que a guitarra portuguesa provavelmente assimilou "por empréstimo" da guitarra inglesa, foi a mecânica de afinação, posteriormente alterada e aprimorada esteticamente em Portugal.
Nas suas origens remotas e mais incertas, esta família de instrumentos remonta provavelmente à cítara grega e aos primeiros instrumentos de corda com braço, dos quais os vestígios mais antigos foram encontrados na presente Turquia (não confundir com o alaúde, que é muito mais tardio e ao nível da construção e afinação, apesar das semelhanças na forma, pertence a outra genealogia de instrumentos).

Guitarristas

Gonçalo Paredes e Flávio Rodrigues, entre outros, foram os compositores do sec. XX mais respeitados dentro do estilo solista tradicional. Posteriormente Artur Paredes surgiu com a sua abordagem e interpretação pessoal do instrumento, ampliando a versatilidade, o reportório, a expressividade, a tecnica e até melhorando em colaboração com construtores a acústica do instrumento.
Trabalhando com a família de construtores Grácio, de Coimbra, Paredes trouxe o instrumento para a era moderna, onde ele se mantém hoje, como perfeitamente actual.
Carlos Paredes, filho de Artur Paredes e neto de Gonçalo Paredes, criou novas melodias e tornou a Guitarra Portuguesa num instrumento de concerto, tocando a solo ou em grupo com músicos de alto gabarito, como músicos de jazz como Charlie Haden, entre outros. Simultaneamente, em Coimbra, António Brojo e António Portugal e tantos outros desenvolveram tanto a Guitarra Portuguesa como o Fado de Coimbra, ultrapassando limitações anteriores, quer na composição quer na improvisação. Carlos Paredes fez pela composição o que seu pai fez pelo instrumento propriamente dito.
Será também de referir o papel fundamental de Pedro Caldeira Cabral na divulgação a nível internacional da Guitarra Portuguesa como instrumento solista e em Portugal a vários níveis, nomeadamente na compilação e publicação de "A Guitarra Portuguesa", editado pela Ediclube, e na composição, nos arranjos e interpretação de repertório erudito para a Guitarra Portuguesa.

Lista de guitarristas

  • António Chainho.
  • António Parreira.
  • Custódio Castelo.
  • Fontes Rocha.
  • Gentil Ribeiro.
  • Luís Guerreiro
  • Ricardo Rocha.
  • Raul Nery.

GUITARRAS DE PORTUGAL

A VIDA DE MANOEL MONTEIRO

Fado no Brasil: Manoel Monteiro

Por mundolusiada | 10 maio, 2012 as 2:43 pm | 4 comentários
Por Thais Matarazzo







O primeiro cantor de fados no Rádio brasileiro foi Manoel Monteiro. Iniciou suas atividades artísticas por volta de 1931 na radiofonia carioca, sempre cantando em programas avulsos da Rádio Educadora do Rio de Janeiro.
Nascido aos 15 de maio de 1909, na freguesia de Cimbres, concelho de Armamar, distrito de Viseu. Filho de António dos Santos Monteiro e Carlota dos Santos Trindade Monteiro. Teve duas irmãs: Maria e Fernanda (que mais tarde se tornaria cantora de rádio no Brasil e participou dos coros das gravações de Manoel Monteiro na década de 1940).
Manoel Monteiro veio com seu pai e um tio para o Brasil em dezembro de 1923, aos 14 anos. Procuravam melhores condições de sobrevivência. Em 1927, seu pai ficou tuberculoso e precisou retornar a Portugal, Manoel ficou aos cuidados de alguns parentes que residiam na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Passou a trabalhar no comércio. Até que em 1929, resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro.



Já gostava de cantar desde menino, quando auxiliava os pais na lavoura, seu pai sempre repetia que a cantoria não o levaria a nada. Já na Cidade Maravilhosa ingressou na escola de balé do TeatroMunicipal, onde se manteve até 1930, quando foi proibido de dançar devido a problemas cardíacos.
Desde 1929, Monteiro assistia a todos os espetáculos que as companhias de revistas portuguesas apresentavam nos teatros cariocas, especialmente, no Teatro República. O rapaz aprendia os fados em voga e vivia a cantarolar para quem o quisesse ouvir. Certa tarde de 1933, Manoel, ao passar por uma Casa de Discos ouviu uma vitrola a tocar um disco de música portuguesa, parou e começou a cantar junto com o disco, naquele momento, também estavam na loja o guitarrista Manoel Caramês (já bastante afamado) e o compositor Carlos Campos, que ficaram impressionados com a bonita voz e interpretação do jovem e o convidaram para ele gravar um disco na etiqueta Odeon. Ainda em 1933 era lançado o primeiro disco 78 rotações do artista com os fados “O teu olhar” e “O último fado”, ambos compostos por Carlos Campos.
Seus primeiros sucessos aconteceram com as gravações dos fados “Santa Cruz”, “Minha bandeira” e “Fado Manoel Monteiro”. Nesta época, a comunidade portuguesa no Brasil era muito grande devido à maciça imigração lusa para o Brasil. Não foi difícil Monteiro conseguir patrocínio junto aos seus patrícios para ter seu próprio programa radiofônico, intitulado “Programa Manoel Monteiro”, que teve sua primeira emissão em 1934. Permaneceu no ar por mais de 15 anos.
Do seu vasto repertório musical destacamos que realizou mais de 100 gravações. Tendo gravado também obras de autores brasileiros, principalmente do gênero carnavalesco, como seu grande sucesso de 1935, “Salada Portuguesa” (também conhecida como “Caninha verde”), de Vicente Paiva e Paulo Barbosa, esta marcha foi por ele apresentada no filme “Alô, alô, Brasil”, da Cinédia, onde Monteiro aparece ao lado de grandes nomes da música popular brasileira como: Carmen Miranda, Francisco Alves e Elisinha Coelho.
Esteve em Portugal diversas vezes a cantar. Gozou de enorme prestígio no Rádio brasileiro. Excursionou por diversas cidades brasileiras, se apresentou em um sem-número de restaurantes típicos, em circos, em teatros, na Rádio e na televisão.
Auxiliou muitos colegas em início de carreira, como, por exemplo, a cantora e radialista paulista Irene Coelho. Foi Manoel Monteiro o responsável por abrir caminho para outros artistas lusos ingressarem no meio artístico, pois é considerado o primeiro cantor português a fazer sucesso no Brasil. Foi alvo de muitas homenagens durante sua trajetória artística.
Manoel Monteiro nunca se casou. Sempre residiu no Rio de Janeiro, cidade em que veio a falecer aos 81 anos em 26/11/1990. Em 1992, em Portugal, foi lançado um pequeno livro-biografia sobre o artista, escrito por J. Gonçalves Monteiro, com colaboração de Fernando Pinto, sobrinho de Manoel Monteiro.

 

Por Thais Matarazzo 
Jornalista, escritora e pesquisadora musical. Autora do livro “Irene Coelho, uma brasileira de coração português”. Membro da UBE – União Brasileira de Escritores. E colunista do Mundo Lusíada Online.