...E ASSIM NASCEU CAMPO GRANDE

Campo Grande (Mato Grosso do Sul)
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Município de Campo Grande

"CG""Cidade Morena"
"Campão"
"Capital do Cerrado Meridional""
Do alto, da esquerda para a direita: Avenida Afonso Pena, Vista a partir do Parque das Nações Indígenas,Feira Central, Memorial da Cultura Indígena e visão geral da cidade.

Do alto, da esquerda para a direita: Avenida Afonso Pena, Vista a partir do Parque das Nações Indígenas,Feira Central, Memorial da Cultura Indígena e visão geral da cidade.
Bandeira de Campo Grande
Brasão de Campo Grande
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de agosto
Fundação 21 de junho de 1872 (140 anos)
Emancipação 26 de agosto de 1899 (113 anos)
Gentílico campo-grandense
Lema Poder, Prosperidade e Altruísmo
Padroeiro(a) Santo Antônio de Pádua (Rel. MS)
Prefeito(a) Alcides Bernal (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Campo Grande
Localização de Campo Grande no Mato Grosso do Sul
Campo Grande (Mato Grosso do Sul) está localizado em: Brasil
Localização de Campo Grande no Brasil
20° 26' 34" S 54° 38' 45" O
Unidade federativa  Mato Grosso do Sul
Mesorregião Centro Norte de Mato Grosso do Sul IBGE/2008
Microrregião Campo Grande IBGE/2008
Municípios limítrofes Norte: Jaraguari e Rochedo;
Sul: Nova Alvorada do Sul e Sidrolândia;
Leste: Ribas do Rio Pardo;
Oeste: Terenos.
Distância até a capital 1 134 km
Características geográficas
Área 8 096,051 km² (BR: 176º MS: 8º)
Área urbana 154,454 km² (BR: 14º MS: 1º) – est. Embrapa
Distritos Campo Grande (sede), Anhanduí e Rochedinho
População 805 397 hab. (BR: 22º MS: 1º) –  Estimativa IBGE/2012
Densidade 98,67 hab/km²
Altitude 592 m 
Clima Tropical com estação seca Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH 0,814 (MS: 2º) – elevado est. PNUD/2000
Gini 0,460 (MS: º) – est. IBGE 2003
PIB R$ 11 645 484 000,00 (BR: 37º MS: 1º) – IBGE/2009
PIB per capita R$ 15 422,30 IBGE/2009
Página oficial



Campo Grande é um município brasileiro da região Centro-Oeste, capital do estado de Mato Grosso do Sul. Reduto histórico de divisionistas entre o sul e o norte, Campo Grande foi fundada há mais de 113 anos por colonizadores mineiros, que vieram aproveitar os campos de pastagens nativas e as águas cristalinas da região dos cerrados. A cidade foi planejada em meio a uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas. Relativamente arborizada e com diversos jardins por entre as suas vias, apresenta, ainda nos dias de hoje, forte relação com a cultura indígena e suas raízes históricas. Por causa da cor de sua terra (roxa ou vermelha), recebeu a alcunha de Cidade Morena. A cidade está localizada em uma região de planalto, em que é possível ver os limites da linha do horizonte ao fundo de qualquer paisagem. O aquífero Guarani passa por baixo da cidade.
Campo Grande está localizada equidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste de Mato Grosso do Sul, fator que facilitou a construção das primeiras estradas da região, contribuindo para que se tornasse a grande encruzilhada ou polo de desenvolvimento de uma vasta área. É considerado o mais importante centro impulsionador de toda a atividade econômica e social do estado, posicionando-se como o de maior expressão e influência cultural, sendo também o polo mais importante de toda a região do antigo estado, desmembrado em 1977. Em 1950, o município concentrava 16,3% do total das empresas comerciais de Mato Grosso do Sul; em 1980, este número subiu para 24,3% e, em 1997, a 34,85%. Também registrou crescimento populacional acima da média nacional nos anos 1960, 70 e 80. Hoje, a cidade possui dimensões e características próximos aos de uma metrópole, com uma população acima de 800 mil habitantes. Segundo pesquisa feita em 2006 pela revista Exame, Campo Grande é a 28ª melhor cidade do Brasil em infraestrutura, fator decisivo na atração de investimentos.
Etimologia

Seu atual nome originou-se do primeiro nome, que era Arraial de Santo Antônio de Campo Grande.

História
Em 21 de junho de 1872 José Antônio Pereira chegou e se alojou em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju, na confluência de dois córregos - mais tarde denominados Prosa e Segredo - onde hoje é o Horto Florestal. No dia 14 de agosto de 1875, José Antônio Pereira enfim retornou com sua família (esposa e oito filhos), escravos e outros, num total de 62 pessoas. No primeiro rancho, que havia construído, encontrou Manoel Vieira de Sousa (Manoel Olivério) e sua família, provenientes de Prata, que ali haviam chegado atraídos pelas notícias dos campos de Vacaria, juntamente com seus irmãos Cândido Vieira de Souza e Joaquim Vieira de Souza e alguns empregados, um dos quais Joaquim Dias Moreira (Joaquim Bagage). A região e a vila se desenvolviam em razão do clima e da privilegiada situação geográfica. Isso atraiu habitantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Nordeste, entre outros. Depois de cansativas e insistentes reivindicações (também devido a sua posição estratégica, e sendo passagem obrigatória em direção ao extremo sul do Estado, Camapuã ou ao Triângulo Mineiro), o governo estadual promulgou a resolução de emancipação da vila e a elevou à condição de município, ao mesmo tempo mudando o seu nome para Campo Grande, em 26 de agosto de 1899, tendo como primeiro prefeito Francisco Mestre (até 1º/11/1904).
A comarca foi criada em 1910, sendo seu primeiro juiz de direito Arlindo de Andrade Gomes e seu primeiro promotor público, Tobias de Santana. As ideias modernizadoras dos primeiros administradores influenciaram várias áreas, da pecuária ao urbanismo, e foi traçada a zona urbana com avenidas e ruas amplas e arborizadas. Outro fator de progresso para o município e para o estado de Mato Grosso foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da RFFSA (atual Novoeste), em 1914, ligando as bacias dos rios Paraná e Paraguai aos países vizinhos: à Bolívia (em Corumbá) e ao Paraguai (em Ponta Porã). Finalmente foi concretizada em 11 de outubro de 1977, pela Lei Complementar nº 31, a criação de um novo estado (o Mato Grosso do Sul), cuja capital seria Campo Grande.

Política

Campo Grande conta com o maior colégio eleitoral do estado de Mato Grosso do Sul. Seu eleitorado total é de 509.910 (238.974 homens e 270.936 mulheres). Pertence à Comarca de Campo Grande. O poder executivo em Campo Grande é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela promulgação e aplicação das leis municipais. Seu atual prefeito é Alcides Bernal (2013/2017), do PP, e o vice-prefeito é Gilmar Olarte, do mesmo partido.
O poder legislativo em Campo Grande é representado pela Câmara de Vereadores, que é responsável pela apreciação e aprovação de leis municipais. A cidade é representada por um total de 29 vereadores.
Campo Grande é sede do Poder Judiciário Estadual (Tribunal e Justiça do Estado). Também é sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, ou seja, do Estado de Mato Grosso do Sul. O Tribunal de Contas do Estado, embora sediado em Campo Grande, não pertence ao Poder Judiciário nem é um órgão do Poder Legislativo, pois possui autonomia administrativa e financeira. Sua função é auxiliar o Legislativo e fiscalizar a aplicação do dinheiro público. É a sede também da Auditoria da 9ª Circunscrição Judiciária Militar, órgão da Justiça Militar da União, ramo especializado do Poder Judiciário Federal, incumbido de julgar os crimes militares cometidos nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, sua área de atuação jurisdicional.
Cidades-irmãs
Campo Grande tem como cidades-irmãs as cidades a seguir:
  • Paraguai Pedro Juan Caballero, Paraguai (Lei 6.265/2007)
Demografia
Crescimento populacional
1872 65
1902 602
1915 2.000
1922 8.256
1932 30.010
1940 49.629
1960 74.249
1964 92.135
1970 140.140
1975 180.300
1980 291.777
1991 526.126
1996 544.069
2000 600.621
2003 665.975
2007 724.524
2010 786.797
2011 787.204
1º semestre-2012 802.932

Desde a sua fundação, a cidade de Campo Grande tem crescido de maneira razoavelmente constante, com uma população de mais de 750 mil habitantes (ou 31,77% do total estadual) e cerca de 90 hab/km², sendo o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano da região Centro-Oeste e a 24ª maior cidade do Brasil em 2008, segundo o IBGE. Entre seus moradores é possível encontrar descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. A qualidade de vida de Campo Grande acabou atraindo também muitas pessoas de outros estados do Brasil, especialmente dos estados vizinhos (São Paulo, Paraná e Minas Gerais) e do Rio Grande do Sul.


Domicílios de Campo Grande
Total de domicílios 283 334 domicílios
Est: IBGE
Domicílios particulares 283 017 domicílios


99,89%
Domicílios coletivos 317 domicílios


0,11%

Domicílios por rendimento
Mais de 5 salários


7,4%
De 2 a 5 salários


47,15%
De 1 a 2 salários


16,58%
De 0,5 a 1 salário


19,48%
De 0,25 a 0,5 salários


4,18%
Até 0 25 salários ou sem rendimento


5,17%

Domicílios por classe social
Classe A


7,4%
Classe B


17,15%
Classe C


56,06%
Classe D


14,18%
Classe E


5,17%


Classe alta (A - B)


24,55%
Classe média (C - D)


70,74%
Classe consumidora (A - B - C - D)


94,79%
Classe periférica (E)


5,17%
Índice Gini
Totaliza 0,610 (est. 2000)
Mortalidade infantil
13,45 por mil

Estrutura Urbana

Saúde

Na saúde, a cidade de Campo Grande tem variadas modalidades médicas distribuídos por várias unidades de saúde, incluindohospitais, maternidades e pronto-socorros. Entretanto, seus principais centros públicos sofrem com a superlotação de várias pessoas que procuram atendimento na cidade, incluindo pacientes vindos do interior do estado. São 843 unidades de saúde (sendo 27 hospitais), distribuídos entre públicos e privados. Com relação ao número de leitos, Campo Grande oferecem um total de 2463 leitos hospitalares. Campo Grande também é uma das capitais do Brasil mais bem servidas também de cemitérios, totalizando 8, entre públicos e privados.
A cidade não está preparada para administrar o lixo produzido. Em certos casos, há o despejo de lixo hospitalar junto com lixo comum.

Educação

No ensino fundamental, segundo o MEC, há 449 escolas de ensino básico, fundamental, médio e profissionalizante. No ensino superior são 11 escolas (5 universidades e 6 faculdades). Também se destaca na pesquisa.

Comunicações

Dispõe de uma boa infra-estrutura para comunicações que abrange jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão. Com relação a internet, Campo Grande dispõe de conexões de banda larga e pontos de acesso público. No entanto, a forma mais comum de acesso para a população é nos próprios hotéis ou com preços normalmente mais em conta, além de cybercafés e LAN houses (as casas de jogos em rede). O acesso a internet é bastante difundido em toda zona urbana. Pela internet é possível fazer também ligações pelo sistema VOIP.

Transporte

Avenida Afonso Pena, em 2006.
O transporte interurbano que atende o município é dividido em rodoviário e aéreo. Por automóvel, suas principais rodovias são a BR-060, BR-163 e BR-262, além das estaduais. A cidade ainda conta com o Terminal Rodoviário de Campo Grande, ao qual operam 20 empresas que dispõem de linhas de ônibus rodoviário para várias partes do Brasil.
O Aeroporto Internacional de Campo Grande é o maior do estado, possuindo duas pistas de 2600m, uma área de embarque de 6 mil m², 5 empresas de transporte e distante 6 km do Centro. O aeroporto Santa Maria: situado a leste de Campo Grande, na zona rural, recebe pequenos aviões particulares e agrícolas. Já o Teruel: situado no sul da cidade, a 15 km da região central, recebe pequenos aviões particulares e agrícolas
Já o transporte urbano de Campo Grande é representado por 4 modalidades: Os ônibus coletivos, que contam com uma frota de 600 veículos, que operam em 150 linhas e 10 terminais; o Executivo, que possui uma frota de 25 veículos e opera em 10 linhas, o sistema de táxi, onde há cerca de mil veículos e 100 pontos e o mototáxi, também com mil veículos e 100 pontos.

Geografia

Campo Grande é a capital do vigésimo primeiro estado mais populoso do Brasil, Mato Grosso do Sul, situando-se próximo ao paralelo 20º26’34” sul e do meridiano 54°38’47” oeste. Suas cidades limítrofes são Jaraguari e Rochedo ao norte; Nova Alvorada do Sul e Sidrolândia ao sul; Ribas do Rio Pardo ao leste; e Terenos ao oeste. Ocupa uma superfície total de 8 096,051 km², ocupando 2,26% da área total do Estado. A área urbana totaliza 154,45 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.

Hidrografia

Situa-se sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai. O Aquífero Guarani passa por baixo da cidade, sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aquífero dentro do território brasileiro. O município não tem grandes rios, sendo cortado apenas por córregos, ribeirões e rios de pequeno porte. Campo Grande está na baciado Rio Paraná, e na sub-bacia do Rio Pardo. Possui dois rios (Anhanduí e Anhanduizinho) e vinte e cinco córregos.

Vegetação

Com um conjunto geográfico uniforme, localiza-se na zona subtropical e pertence aos domínios da região fitogeográfica da savana e árvores caducifóleas. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta, savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional e áreas das formações antrópicas. Está em pleno cerrado, tendo também florestas e Campos.

Solo, Topografia e Altitude

Em Campo Grande há três tipos de solos originais: o latossolo vermelho escuro, que são bem profundos e bem drenados; o roxo, onde os solos são bem profundos, drenados e com baixa suscetibilidade a erosão; as areias quartzosas, não hidromórficos, textura arenosa, pouco desenvolvido e com baixa fertilidade natural e litoicos, onde são rasos, muito pouco evoluídos, apresentam teores baixos de materiais primários de fácil decomposição.
Apesar de ser uma cidade serrana, apresenta topografia plana e a Formação Serra Geral é constituída pela sequência de derrames basálticos, ocorridos entre os períodos Jurássico e Cretáceo, na Era Mesozoica. Estas rochas efusivas estão assentadas sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu e capeadas pelos arenitos continentais, fluviais e lacustres. Sua menor altitude é 590 metros e a maior é de 801 metros, tendo altitude média de 695 metros.

Clima

Possui temperaturas bastante variáveis durante o ano. Predomina o clima tropical com estação seca, com duas estações muito bem definidas: quente e úmida no verão e menos chuvosa e mais amena no inverno. Nos meses de inverno a temperatura pode cair bastante, em certas ocasiões pode chegar a quase 0°C com geadas ocasionais e leves. Precipitação média de 1 225 mm ao ano, com variações durante certos anos (para mais ou para menos). A amplitude térmica é relativamente elevada devido à pouca influência da maritimidade (a cidade está muito distante do oceano).

Dados climatológicos para Campo Grande, Mato Grosso do Sul - Brasil
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,6 30,4 30,2 29,2 27,1 26,1 26,7 29 27,5 30,6 30,4 29,8 28,8
Temperatura mínima média (°C) 19,7 20,1 18,3 18,4 16 15,3 14 16 17,5 18,9 19,5 20,4 17,8
Precipitação (mm) 243,3 187,1 145,4 101,2 111,4 44,8 45,7 39,7 81,1 130 110 229,3 1 224,2
Fonte: Climate Charts 27 de abril de 2011

Economia


Composição econônica de Campo Grande
Agropecuária R$ 106.635.000,00


1,02%
Indústria R$ 1.555.430.000,00


14,86%
Serviços R$ 8.800.022.000,00


84,13%









A população economicamente ativa do município totaliza 333.597 pessoas (189.202 homens e 144.396 mulheres) e seu potencial de consumo é de 0,58% (est. 2006). De um modo geral, a maior parte da mão-de-obra ativa do município é absorvida pela setor terciário (comércio de mercadorias e prestação de serviços). A construção civil também desempenha papel muito importante na economia local.
O cenário de crescimento atual faz com que a cidade possa ter condições de oferecer mais empregos, mas tem como desafio crescer de forma planejada sem que esse boom se torne uma catástrofe social e tire um dos principais chamarizes para o investimento: a qualidade de vida. Um exemplo otimista pode ser observado nos supermercados populares distribuídos pelos bairros da cidade. Famílias de baixa renda movimentam o comércio local, reflexo do momento de prosperidade da população local. A construção dos quatro novos shoppings centers (Bosque Campo Grande, Norte-Sul, Pátio Central e Cidade Morena) na cidade deve gerar mais cinco mil postos de empregos.
Mais de 2 Mil tipos de produtos são produzidos na capital Campo Grande-MS, de Calças Jeans a Refrigerantes Coca-Cola, Fanta, Kuat, e cervejas SKOL e etc.; de Gesso à Fornos e Fogões Artesanais que funcionem à Lenha; de salgadinhos "esquines" a Leite Pasteurizado (como Imbaúba), etc.
1 fábrica de helicópteros e de Tablets estão vindo para a cidade em 2013 ou 2014!
Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (fonte: IBGE)
Ano PIB (R$) PIB per capita (R$)
2000 3.621.488.000,00 5.385,27
2001 3.847.086.995,00 5.593,90
2002 4.802.070.000,00 6.830,00
2003 5.515.740.000,00 7.675,00
2004 6.356.403.000,00 8.658,00
2005 6.903.356.000,00 9.207,00
2006 7.839.567.000,00 10.244,00
2007 8.944.688.000,00 12.346,00
2008 10.462.086.000,00 14.001,93

Setor Primário

Importante ramo econômico de Campo Grande, é uma de sua principais fontes de arrecadação.
Na agricultura as principais culturas agrícolas são soja, milho, arroz e mandioca. É o 4º produtor de leite, 6º produtor de mel de abelhas (juntamente com os municípios de Amambai, Laguna Carapã e Maracaju), 11º produtor de ovos de galinha, maior produtor de lã e 17º produtor de trigo do estado.
A pecuária bovina abastece os frigoríficos locais, que exportam carne para outros estados do Brasil. Outra atividade importante é a pecuária leiteira. Possui o 3º rebanho suíno, 6º rebanho bovino, 14º rebanho ovino e o 12º efetivo de aves (galinhas, galos, frangos) do estado.

Setor secundário

A junção dos setores primário e secundário, especialmente na agroindústria, desempenha papel importante na economia local, sendo um de seus pilares.
Segundo o IBGE, há um total de 1300 indústrias de transformação no município. Estima-se que só nos polos industriais devem ser instaladas 180 indústrias nos próximos anos, sendo que 40 estão em fase de execução, num investimento de R$ 900 milhões com a expectativa de pelo menos 15 mil novos empregos. A Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico estima que dentro das 180 indústrias incentivadas nos polos industriais nas saídas para Cuiabá e Sidrolândia, 40 estão em fase de instalação, 53 já funcionam, 44 cumprem as exigências e apresentam os projetos e 43 foram canceladas ou negadas. Muitas vezes as questões ambientais pesam na hora de não aceitar um investimento.
Principais ramos: indústria extrativa, editorial e gráfica, roupas (vestuário, calçados e artefatos de tecidos), mobiliário, entreposto de ovos, fábrica de conservas, frigorífico (abate de aves, coelhos e bovinos), beneficiamento e fábrica de laticínios, sucos e extrato de frutas, água mineral e refrigerantes, material de limpeza, farelo e farinha de soja, fábrica de produtos e subprodutos de origem animal, metalúrgica, transporte, madeireira, mecânica, material elétrico e de comunicação, papel e papelão, borracha, produtos farmacêuticos e veterinários, perfumaria/sabões/velas, produtos de matérias plásticas, têxtil, curtume, fábrica de óleo de soja, fábrica de massas e biscoitos, moinho de trigo e fecularia.

Setor terciário

Com um razoável desenvolvimento comercial, Campo Grande dispõe de variados estabelecimentos: em 2006 eram cerca de 12 mil, em 2008 ultrapassaram os 20 mil estabelecimentos e em 2010 chegaram a 25 mil unidades. Vários grupos acenam para o mercado campo-grandense, como: Extra, Carrefour, Comper, Atacadão, Maxxi Atacado, Fort Atacadista, Wal-Mart, Lojas Romera, Casas Bahia, City Lar, Ponto Certo, Magazine Luíza, Pernambucanas, C&A, Meio Preço Calçados, Gabriela, entre outras. - CENSO 2011

Turismo

Ônibus turístico ou City Tour.
Campo Grande dispõe de uma grande infraestrutura tanto para o turismo tradicional quanto para turismo de eventos e histórico. Oferece várias opções de hotéis e equipamentos de lazer rural e urbano, sendo considerada um importante ponto turístico em território brasileiro. Campo Grande é uma das opções por onde começa a aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal. A cidade tem seu próprio gestor de turismo, o Campo Grande Convention & Visitors Bureau.
Campo Grande também se destaca no turismo de eventos, oferecendo diversas oportunidades de negócios. Recebe vários eventos nacionais e internacionais, dispondo de uma infraestrutura de serviços. Também a opção do turismo rural. Pode-se conhecer estâncias, pousadas rurais, pesque-pagues, trilhas ecológicas, cachoeiras e fazer esportes radicais e cavalgadas. No day-use o turista pode conhecer a história e cultura dos peões locais, além de ter a opção de comprar guloseimas e artesanato rural.
Em Campo Grande a rede hoteleira chega a 50 unidades e o númerode leitos a 4 mil. Faltam dois mil leitos em hotéis para atender a demanda de eventos na Capital. Os investimentos que vem para aliviar essa deficiência é o novo hotel em frente ao Shopping Eldorado Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, da rede hoteleira Metropolitan e Hotel Internacional. O prédio terá classificação de quatro estrelas, com oito andares, 200 apartamentos, dois restaurantes, seis salas de conferência, uma sala de ginástica e galeria de lojas que atenderá as classes A e B. As obras da rede Metropolitan iniciaram em março de 2007, com previsão de conclusão até o 2° bimestre de 2010. O custo do investimento deve superar R$ 25 milhões. Outro hotel, o Holiday Inn de categoria cinco estrelas, está sendo construído em frente à Base Aérea, na Avenida Duque de Caxias. A obra do hotel seria parte do projeto da prefeitura para trazer a Copa do Mundo de 2014, mas a cidade acabou não-escolhida subsede da copa. O proprietário é o empresário Jair Pandolfo, dono de três hotéis em Campo Grande.

Influência regional

Campo Grande, com 787 mil habitantes e 30 relacionamentos diretos, é uma capital regional A. Campo Grande é uma das duas cidades de MS (juntamente com Dourados) que, como as metrópoles, também se relacionam com o extrato superior da rede urbana. Com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, têm área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino, para um conjunto de atividades, por grande número de municípios. Campo Grande é uma das 11 cidades no Brasil com a classificação Capital Regional A. As 30 cidades influenciadas por Campo Grande são as seguintes:
  • Centros regionais C: 1 (Dourados)
  • Centros de zona A: 4 (Aquidauana, Corumbá, Nova Andradina e Três Lagoas)
  • Centros de zona B: 5 (Bataguassu, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Coxim, Jardim, Miranda e Paranaíba)
  • Centros locais: 17 (Bandeirantes, Bonito,Corguinho, Costa Rica, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Pedro Gomes, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rio Verde, Rochedo, São Gabriel, Sidrolândia, Sonora e Terenos)

Áreas verdes

Há uma variedade de áreas verdes na cidade, aos quais se destacam:
Parques
Parque das Nações Indígenas.
  • Parque Anhanduí: localizado na confluência do córrego Segredo com o córrego Prosa. Possui sede administrativa e teatro de arena.
  • Parque Ayrton Senna: oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. Possui também oficinas culturais para diversas faixas etárias.
  • Parque Cônsul Assaf Trad: são 258.800 m² de uma área contígua ao empreendimento em um parque com um ampla área verde: 3 lagos, trilha, estações de alongamento, um playground e um anfiteatro. Depois de pronto, o parque foi doado ao município e passou a ser mais uma opção para passeios com a família e convívio com a natureza.
  • Parque Ecológico do Sóter: inaugurado no fim de 2004, é um dos parques mais novos da cidade. Projetado como parque modelo, oferece área verde de 22 hectares, quadras poliesportivas, pista de skate e patinação, pista de cooper, ciclismo e quiosque com churrasqueira.
  • Parque Estadual do Prosa: anexo ao Parque das Nações Indígenas e Parque dos Poderes, possui área de 135 hectares onde fica a nascente do rio Prosa. Local com trilhas para prática de esportes radicais. No mesmo parque estão situados o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e espaços para exposições e venda de artesanatos regionais.
  • Parque Estadual Mata do Segredo: possui 177,58 hectares e é utilizado também para fins de pesquisa científica, educação ambiental, recreação e turismo em contato com a natureza. Situado na zona norte de Campo Grande, pertence aoExército.
  • Parque Florestal Antônio de Albuquerque: chamado também de Horto Florestal (desde 1956), o parque possui uma área verde de 4,5 hectares. Abriga espaço de lazer e várias espécies de árvores nativas, preservando suas características próprias. O local dispõe de orquidário, espelho d'água com espaço para manifestações culturais, pista de bicicross, pista de skate, teatro de arena coberto para atividades múltiplas (capacidade para cerca de 2.000 pessoas), projeto de reflorestamento e paisagismo, biblioteca pública e centro de convivência para idosos.
  • Parque Jacques da Luz: oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. Possui também oficinas culturais para diversas faixas etárias.
  • Parque das Nações Indígenas: considerado o maior parque urbano do mundo, com uma extensão de 119 hectares, o local oferece infraestrutura adequada para a prática de lazer e esporte. Possui uma pista asfaltada para caminhada de 4000m, quadra de esportes, pátio para skate e patins, sanitários, lanchonetes, policiamento e um grande lago formado próximo à nascente do córrego Prosa. Disponibiliza também um local destinado a shows e apresentações. Cerca de 70% da vegetação do parque é formada por gramas e árvores ornamentais que fazem parte do projeto de paisagismo do parque. Uma grande quantidade de espécies de árvores são preservadas, como jenipapo, mangueira e aroeira.
  • Parque dos Poderes: possui como característica a paisagem do cerrado. Os pequenos prédios que abrigam os diversos setores da administração estadual se espalham ao longo das avenidas, dando ao conjunto aspecto de perfeito equilíbrio ambiental. Destacam-se na paisagem a Torre da TV Educativa (apontada como a mais alta de alvenaria no País) e o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, um dos maiores e mais bem equipados centros de convenções do interior do Brasil. Dirigir no parque à noite exige atenção para não atropelar algum animal(lobinhos, quatis e tatus) que mora na reserva adjacente. E também de dia, porque, principalmente nos fins de semana, o parque é tomado pelos adeptos da caminhada e da bicicleta.
Praças
 Praça Cuiabá.
Praça Ari Coelho.
  • Praça Ary Coelho: localizada no centro da capital, o local abrigou o primeiro cemitério de Campo Grande (na época, arraial de Santo Antônio), tornando-se praça em 1909 com o novo traçado da cidade. Em 1954 recebeu o nome de Praça Ary Coelho em homenagem ao Prefeito de Campo Grande, assassinado em 1952, em Cuiabá-MT. A praça costuma abrigar shows musicais, além de apresentações de teatro e capoeira. É a praça mais tradicional da capital.
  • Praça Cuiabá: conhecido também por Monumento Cabeça de Boi, seu traçado topográfico foi feito em 1923, no início da construção dos quartéis e da Vila Militar do Exército. O local, na época da inauguração do Coreto (1925), ainda não era uma praça, mas apenas uma rotatória na confluência das ruas Dom Aquino, Marechal Rondon e Duque de Caxias.
  • Praça das Araras: dispõe de quadra esportiva, espelho d'água, parque infantil e o monumento das araras. Também conhecida como Praça União, foi inaugurada junto com o Mercado Municipal em 1964. O monumento foi criado pelo artista Cleir para despertar a atenção da população para a preservação da arara azul. Após o término da construção do complexo Cabeça de Boi, em 1996, a praça foi totalmente remodelada. Por causa das polêmicas esculturas das araras, que lhes emprestam o nome, a Praça das Araras é uma das mais procuradas pelos campo-grandenses e visitantes.
  • Praça Esportiva Belmar Fidalgo: possuindo toda infraestrutura esportiva, foi construído em 1933 como estádio de futebol e, em 1987, tornou-se uma praça esportiva. Em 1994, o local passou por uma grande reforma. Possui duas quadras poliesportivas, arena para quadras de areia, pista de cooper, banheiros, duchas, campo de futebol suíço, playground infantil, área para ginástica, lanchonete, sede administrativa, muito verde e uma forte iluminação. O local é muito frequentado, sobretudo aos finais de semana.
  • Praça dos Imigrantes: a praça é dividida em duas partes: uma com lanchonete e banheiros e outra com 30 estandes onde são vendidos trabalhos artesanais. Neste local, ainda há um minipalco que é utilizado para apresentações em dias comemorativos, como Dia das Mães, Dia do Artesão e Dia do Índio, entre outros.
  • Praça Lúdio Martins Coelho: conhecida também por Praça Itanhangá, é uma área verde onde podem ser encontradas nascentes de água. Possui pista de cooper, quiosques e um parque infantil.
  • Praça Oshiro Takemori: na praça funciona a Feira Indígena, que possui três quiosques em formato de oca onde são comercializados produtos naturais (raízes medicinais, palmito, variedades de pimenta, milho verde, abóbora, conservas de pequi, etc.) e peças de artesanato indígena. Possui um espaço para eventos que comporta 500 pessoas.
  • Praça da República: conhecida como Praça do Rádio, por ficar em frente à sede do Rádio Clube. O terreno pertencia à Diocese de Campo Grande, que fez uma permuta com a Prefeitura Municipal para a construção da praça. No local, costumam acontecer feiras e shows musicais. A praça também abriga uma pequena loja de artesanato regional.
  • Praça Vilas Boas: conhecida também como praça do peixe, por ter um formato semelhante ao de um peixe. Foi toda revitalizada e é mantida pelos moradores. O Bairro Vilas Boas concentra muitos artistas plásticos, artesãos e músicos.
Outros
  • Cachoeirinha: cachoeira situada próximo ao Shopping Eldorado Campo Grande.
  • Inferninho: tem várias cachoeiras, sendo muito apreciado por pessoas que gostam de esportes radicais como o rapel, trilhas, escaladas e outros.
  • Lago do Amor: nos anos sessenta e setenta foi refúgio de lazer do campo-grandense, com bar e pedalinhos. Ganhou esse nome por ser cenário frequente de namoros no carro. foi revitalizada
  • Lagoa Itatiaia: foi revitalizada em dezembro de 2003 e quem mora próximo à lagoa frequenta o local para contemplar a natureza ou praticar exercícios físicos. Apesar de estar descuidada, está em andamento a sua recuperação.

Etnias e imigração

Reserva Indígena Urbana Marçal de Souza.
No início do século XX, pouco tempo após o Brasil ter abolido a escravidão negra, as necessidades de mão-de-obra nos campos e nas cidades eram uma questão de emergência, e o interesse em receber imigrantes por parte do governo brasileiro veio a solucionar uma questão que já estava se tornando agravante para o país. Campo Grande recebeu várias imigrações, aos quais se destacam a imigração alemã e do leste europeu; a espanhola; a italiana; a japonesa; a paraguaia; a portuguesa e a sírio-libanesa. Capital do estado que concentra a 2ª maior comunidade indígena do Brasil, Campo Grande mistura influências de diversas etnias, principalmente dos vizinhos fronteiriços. Desbravada por mineiros, Campo Grande acolheu diversos imigrantes, além de brasileiros de vários estados. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. No município é grande a interação com a zona rural. Quem mora na zona urbana se desloca muito para a zona rural, ocorrendo também o contrário. A influência que o campo exerce na cidade é grande e percebe-se através dos alimentos. Entre os costumes mais fortes da cultura local encontram-se eventos como o Moto Road e a exposição agropecuária local.

Religião

As religiões predominantes são o Catolicismo e as Igrejas Protestantes. Para a primeira, a cidade pertence à Arquidiocese de Campo Grande e seu padroeiro é Santo Antônio. Todavia, Campo Grande possui uma das maiores populações evangélicas do País. Igrejas como Adventista (com mais de 100 templos na cidade), Universal (com mais de 15 mil crentes), Batista, Presbiteriana, Metodista, Luterana e Assembleia de Deus possuem muitos adeptos e apresentam crescimento mais acentuado do que o Catolicismo. Como a maioria das cidades brasileiras, começou a se desenvolver à beira de um curso d'água e à sombra de uma igreja. Algumas edificações se mesclam à história da cidade.
Igrejas históricas
  • Catedral de Nossa Senhora da Abadia: foi a primeira igreja construída na cidade, por volta de 1880, em homenagem ao santo protetor de José Antônio Pereira, fundador da cidade. Foi demolida em 1977 para a construção da atual igreja matriz, que recebeu o título de Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Abadia depois da bênção do Papa João Paulo II, em 1991.
  • Igreja de São Benedito: está intimamente ligada à ex-escrava Eva Maria de Jesus, a Tia Eva. Líder de sua comunidade, ela construiu a igreja em 1910 para pagar uma promessa feita a São Benedito. A igreja foi decretada Patrimônio Cultural de Campo Grande em junho de 1998. A imagem de São Benedito, esculpida em madeira e trazida de Goiás por Tia Eva, permanece até hoje no local. Tia Eva faleceu em 1926 e seu corpo está sepultado em frente à capela. Desde 1905, os devotos do santo e descendentes da Tia Eva reúnem-se para a tradicional Festa de São Benedito, no mês de maio, que inclui eventos culturais, bailes, comidas típicas, leilões e jogos de quermesse, rezas e fogos de artifício.
  • Igreja Presbiteriana Central de Campo Grande: templo construído em 1935 e um dos mais procurados para casamentos.
  • Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: fundada em 1938, localiza-se em um dos primeiros bairros da cidade, o Amambaí.
  • Paróquia de São Francisco de Assis: localiza-se ao lado da estação ferroviária e é uma das poucas igrejas que ainda conservam sua arquitetura original. É utilizada para prática religiosa e cultos e pertence aos padres franciscanos, formando com o conjunto ferroviário um marco referencial urbano da parte antiga da cidade. Considerada uma das maiores construções históricas de Campo Grande.
  • Paróquia São José: construída em 1938, possui belos vitrais e é uma das mais frequentadas na cidade.
Outras igrejas
Novas Expressões
  • Comunidade Católica Shalom. Instalada em Campo Grande como Obra de Difusão do carisma Shalom em abril de 2012, após permissão do Arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa. Visa congregar jovens e casais em grupos de oração e atividades evangelizadoras inovadoras, de forma a criar as condições para a instalação efetiva da citada Comunidade Católica.

Cultura

A cultura em Campo Grande é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e reflete traços culturais singulares devido à herança deixada pelos índios e diversas raças, como a europeia, sírio-libanesa, japonesa, paraguaia, boliviana e pelos migrantes oriundos de outros Estados que aqui se radicaram.

Monumentos

O Relógio Central de Campo Grande,
atualmente na esquina da Rua Calógeras
com a Avenida Afonso Pena,
outrora localizava-se entre
a Rua 14 de Julho e a Avenida Afonso Pena.
Os monumentos são marcos de sua história e eternizam a importância dos povos que contribuíram para a evolução urbana de Campo Grande. Algumas edificações se mesclam a história da cidade. O Monumento do Aviador na Base Aérea de Campo Grande é homenagem o Tenente Aviador Chaves Filho, Sub Comandante da Base. Já Monumento ao Índio no Parque das Nações Indígenas simboliza e homenageia a cultura indígena. O Monumento da Imigração Japonesa na Praça da República de Campo Grande traz a marca a chegada da colônia japonesa ao Estado, no início do século XX. A obra, que representa a maquete de uma casa típica japonesa, é do escultor Yutaka Toyota e está localizada na área central da Praça da República, tendo sido inaugurada no dia 26 de agosto de 1979 em homenagem aos 70 anos da imigração japonesa.
O Monumento Carro de Boi, também conhecido por Monumento dos Imigrantes, é considerado o marco da fundação da cidade. Tal monumento marca o local onde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade. Localizado ao lado do Horto-Florestal. O Monumento Pantanal Sul no Aeroporto Internacional de Campo Grande é representado por dois tuiuiús, símbolo do Pantanal. Já o Obelisco foi construído em homenagem aos fundadores da cidade, e inaugurado no dia 26 de agosto de 1933, na gestão do então Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, num projeto do Engenheiro Newton Cavalcante, na época comandante da Circunscrição Militar. Foi tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 26 de Setembro de 1975. O Relógio Central, originalmente construído na confluência da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, foi ponto de referência da cidade, onde aconteciam grande reuniões e comícios políticos. A réplica existente, inaugurada em 2000, imita o original, que media 5 metros de altura, possuía um relógio com quatro faces e foi demolido em nome do progresso.

Produtos regionais

Um dos seus maiores símbolos de Campo Grande nasceu da inspiração de Conceição Freitas da Silva, mais conhecida por Conceição dos Bugres. Suas esculturas de bugrinhos ficaram famosas no resto do mundo. Mesmo depois de sua morte, seus descendentes continuaram seu projeto. O artesanato indígena, principalmente terena e kadiwéu também é muito comum na cidade. Na produção terena se destacam a cerâmica, adornos, objetos em palha, barro e tecelagem. Na produção kadiwel se destaca mais o barro. Atualmente na cidade há peças esculpidas em osso e couro de peixe. Esculturas de tuiuiús, garças, onças também se destacam. Também se destacam o artesanato rural como arreio, berrante e agroprodutos. Em prédios públicos, como a Casa do Artesão (situado na esquina da Avenida Calógeras a Afonso Pena, no Centro),há várias opções disponíveis. Há também a Praça dos Imigrantes, onde são comercializados trabalhos manuais. Campo Grande é um dos maiores núcleos de artesanato do estado, possuindo vários espaços. Locais como o Barroart, Feira Central: também conhecida como "Feirona", foi fundada no início dos anos 70, Feira Indígena, Memorial da Cultura Indígena, Mercado Municipal Antônio Valente e Praça da República de Campo Grande são alguns dos principais pontos de cultura regional de Campo Grande.

Música

A dupla Maria Cecília & Rodolfo
é um dos destaques da música sertaneja
atual oriundos de Campo Grande.
Na capital sul mato grossense destacam-se os seguintes gêneros como o chamamé, guarânia e sertanejo. Neste último, a cidade tem sido uma das maiores portas para o sucesso de artistas do gênero, como Almir Sater, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Luan Santana e Michel Teló, até duplas, como Maria Cecília & Rodolfo, João Bosco & Vinícius e Munhoz & Mariano. Campo Grande vem crescendo musicalmente a cada ano e nota-se uma mudança significativa na qualidade de seu produto musical. O estilo Sertanejo que sempre foi o ponto forte da região, começa a abrir espaço para novos movimentos musicais que contam com bandas de Rock (já tradicionais, porém menos expressivas até então), Jazz, MPB, Grupos de Percussão, Música Eletrônica e Música Clássica. Grupos como Muchileiros, Sarravulho, Bêbados Habilidosos, Grupo Acaba, Bojo Malê, Grupo Tradição, Dombrás, Curimba, O Bando do Velho Jack, Agemaduomi são alguns destaques na cena musical de Campo Grande em seus respectivos gêneros.

Culinária

A culinária de Campo Grande incorpora vários sabores. Na cidade os restaurantes incorporaram ao cardápio local receitas desenvolvidas com produtos regionais. Um exemplo é o nhoque de mandioca com molho de carne-seca. Também se destaca o churrasco de carne bovina (por conta da forte influência gaúcha) com mandioca (hábito adquirido com os índios). Para completar umas gotas de shoyu, tempero japonês a base de soja (shoyu = soja em japonês), que se tornou popular entre os campo-grandenses. Do Japão também veio outro prato típico: o sobá, que é um tipo de macarrão, sendo a primeira cidade no Brasil a dispor desse tipo de restaurante. Os peixes também têm sua importância gastronômica, sendo muito comum o pacu, dourado, pintado e piranha. A sopa paraguaia, também muito comum, é um tipo de bolo com milho, cebola e queijo. Outro prato comum é a chipa, semelhante ao pão-de-queijo. Outros pratos que também são comuns são os feitos com pequi, como arroz ou galinha com pequi (cuidado para não se machucar com os espinhos dentro da fruta), além de guariroba e arroz carreteiro com charque.
Como bebida típica há o tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente nos fins-de-semana, acompanhada de música regional.

Arquitetura

Campo Grande possuindo avenidas amplas e largas que se cruzam nos sentidos norte-sul e leste-oeste, formando um desenho semelhante a um tabuleiro de xadrez.
A cidade experimentou um "boom" de desenvolvimento nas década de 1960, década de 1970 e década de 1980, condição que acabou facilitando também a construção das primeiras estradas de acesso, sendo grande polo atrativo de empregos. Já na década de 1990, definhava na ausência de perspectivas econômicas, chegando até mesmo a sofrer déficit nas estatísticas de crescimento, recuperando-se a partir do final dessa década. Há uma perspectiva de que no início da década de 2020 conte com mais de 1 milhão de habitantes, podendo assim ser considerada uma metrópole regional.
Nos últimos anos houve um grande crescimento de construções voltadas para as classes A e B, ultrapassando R$ 1 bilhão só na fase de implantação. Isso se dá pelas seguintes razões: saturação dos grandes centros (que já não têm mais espaço para determinadas atividades econômicas); da estabilidade econômica e aumento da renda da população local; incentivos municipais e estaduais, que vão desde a isenção de ISS (Imposto sob Serviços de Qualquer Natureza) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até doação de áreas e execução de terraplanagem. O fato de que na cidade não existe concentração de indigentes e pedintes de rua, se comparado aos grandes centros, também pesa na hora de atrair investidores. Os programas sociais dos governos conseguiram amenizar a situação crônica enfrentada pelas famílias excluídas. A cidade é a primeira capital a eliminar todas as favelas e, além disso, os índices de violência são considerados muito baixos para os padrões brasileiros.
Entretanto, a expansão horizontal da cidade acabou provocando baixa densidade populacional, grandes distâncias, bairros com pouca infraestrutura, além de inúmeros terrenos vagos. Segundo urbanistas, caberia outra Campo Grande dentro dela mesma. Há estudos para urbanizar os vazios da cidade.

Vida noturna

Campo Grande possui diversão para os mais diversos públicos e sua vida noturna é muito rica e movimentada, tendo várias opções para sair na cidade, especialmente nos fins de semana.
Para o calor do fim da tarde há vários bares espalhados pela cidade, um para cada tipo de gosto, especialmente regional. Mas há baladas variadas também: boates, matinês, shows e festas temáticas (dos anos 80, por exemplo). A noite vem crescendo cada vez mais com a inauguração de novos bares e casas noturnas. Há ainda os restaurantes e vários destes servem variados tipos de comida, possuindo também a opção de rodízios, principalmente pizzarias. Na cidade há no total quase 1000 estabelecimentos de bares, choperias, lanchonetes e restaurantes.

Cinema

A cidade conta com um total de 22 salas de exibição. Já teve alguns extintos.

Literatura

Entidades

  • União Brasileira de Escritores - Seção MS: surgiu a partir do antigo MEI - Movimento de Escritores Independentes e atualmente congrega escritores da capital e do interior do Estado. Realizou em 1986 a Noite da Poesia de Campo Grande como mostra não-competitiva, que a partir de 1989 foi transformada em um concurso de poesia contemplando texto e declamação. O evento que se tornou referência estadual, hoje acontece em nível nacional. É realizado graças à parceria com a Fundação de Cultura de Campo Grande, que nos últimos anos trouxe grandes nomes para a realização de palestras, como Adélia Prado, Wally Salomão, Arnaldo Antunes, Nélida Piñon, Gabriel o Pensador e Affonso Romano de Santana.
  • Academia Sul-Mato-Grossense de Letras: cognominada "Casa Luís Alexandre de Oliveira" com sigla A.S.L., é sucessora da Academia de Letras e História de Campo Grande, fundada em 11 de outubro de 1972, desde 1979 possui o nome atual. É uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa o estado de Mato Grosso do Sul perante a Academia Brasileira de Letras.

Bibliotecas

Biblioteca Dr. Manoel de Oliveira Gomes (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) o acervo da biblioteca é composto atualmente de 5.820 obras em geral divididos entre livros, revistas,folhetos,obras de refêrencias e CD-rooms, possui ainda as coleções do Diários da Justiça de MS, Diário Oficial de MS, Diário Oficial da União (desde fevereiro de 1979), aberta ao público para pesquisa.

Carnaval

O Carnaval de Campo Grande é formado basicamente pelo desfile de escolas de samba e blocos de enredo. Os desfiles são realizados na Avenida Fernando Correia da Costa. Entre as principais escolas de cidade estão a Igrejinha, a GRCES Tradição do Pantanal e a GRES Unidos da Vila Carvalho.

Esporte

A cidade possui razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra na cidade. Possui vários outros equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas.
A cidade é servida pelo Autódromo Internacional Orlando Moura, que fica 15 km a oeste do Centro de Campo Grande e possui uma pista com 3.433 metros de extensão. Recebe todos os anos etapa nacional da Stock Car, Fórmula Truck e Motovelocidade e Kartódromo Ayrton Senna, que está a 15 km a sul do Centro de Campo Grande, no bairro Cidade Morena, possuindo uma pista de 930 metros de extensão.
Principal polo futebolístico do estado, Campo Grande possui toda infraestrutura relativa a este esporte, com vários estádios e clubes. Sendo candidata a ser subsede da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil mas acabou perdendo para Cuiabá, que também era uma das candidatas. Os principais times municipais são o Comercial e o Operário, pois foram os que jogaram no Campeonato Brasileiro. Outros times profissionais do município são: Moreninhas, Portuguesa, CENE, União, Campo Grande, Taveirópolis, Guaicurus e MS Saad A cidade possui alguns estádios, como o Morenão; Belmar Fidalgo; Estádio Jacques da Luz; Estádio do Esporte Clube Comercial e Elias Gadia.
Para prática de outros esportes, existem vários ginásios espalhados pela cidade, como o Obra Social Paulo VI; Centro de Treinamento Esportivo; Centro Poliesportivo da Mace; Ginásio Clube do Trabalhador; Ginásio Moreninho (Cidade Universitária de Campo Grande): pertencente à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul); Ginásio Guanandizão; Ginásio do Parque Ayrton Senna; Ginásio do SESC Camillo Bonni e Dom Bosco.

 Matéria em construção...

...E ASSIM NASCEU MATO GROSSO DO SUL

Mato Grosso do Sul 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





Estado de Mato Grosso do Sul
Bandeira de MS
Brasão de Armas de MS
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do estado de Mato Grosso do Sul
Gentílico: sul-mato-grossense, mato-grossense-do-sul

Localização de Mato Grosso do Sul no Brasil
Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Bolívia (NO), Paraguai (OS), GO (NE), MG (L), MT (N), PR (S) e SP (SE)
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 11
 - Municípios 79
Capital Campo Grande
Governo
 - Governador(a) André Puccinelli (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
 - Vice-governador(a) Simone Tebet (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Delcídio Amaral (Partido dos Trabalhadores)
Antônio Russo Neto (Partido da República)
Waldemir Moka (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)
Área
 - Total 357 124,962 km² (6º) 
População
 - Censo 2010 2 449 341 hab.
 - Densidade 6,86 hab./km² (19º)
Economia 2010
 - PIB R$43.514.000 (17º)
 - PIB per capita R$17 765 (10º)
Indicadores 2008
 - Esper. de vida 74,0 anos (7º)
 - Mort. infantil 17,4‰ nasc. (5º)
 - Analfabetismo 8,1% (8º)
 - IDH (2005) 0,802 (8º) – elevado
Fuso horário UTC-4
Clima Subtropical, tropical de altitude e tropical Cfa, Cwa, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-MS
Site governamental www.ms.gov.br

Mapa de Mato Grosso do Sul
O Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado ao sul da região Centro-Oeste. Tem como limites os estados de Goiás a nordeste, Minas Gerais a leste, Mato Grosso (norte), Paraná (sul) e São Paulo (sudeste), além da Bolívia (oeste) e o Paraguai (oeste e sul). Possui uma área de 357 124,962 km², sendo maior que a Alemanha. Sua população estimada em 2009 é de 2 360 498 habitantes, conferindo ao estado a 21ª população. Sua capital e maior cidade é Campo Grande e outros municípios importantes são Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina e Aquidauana.
O estado constituía a parte meridional do estado do Mato Grosso, do qual foi desmembrado por lei complementar de 11 de outubro de 1977 e instalado em 1 de janeiro de 1979, porém a história e a colonização da região, onde hoje está a unidade federativa, é bastante antiga remontando ao período colonial antes do Tratado de Madri, em 1750, quando passou a integrar a coroa portuguesa. Durante o século XVII, foram instaladas duas reduções jesuíticas, Santo Inácio de Caaguaçu e Santa Maria da Fé do Taré, entre os índios guaranis na região então conhecida como "Itatim". Uma parte do antigo estado estava localizado dentro da Amazônia Legal, cuja área, que antes ia até o paralelo dezesseis, estendeu-se mais para o sul, a fim de beneficiar, com seus incentivos fiscais, a nova unidade da federação. Apesar de sempre se localizar na Região Centro-Oeste do Brasil, historicamente está vinculado mais às regiões Sul e Sudeste por questões culturais e demográficas. Mato Grosso do Sul teve na pecuária, na extração vegetal e mineral e na agricultura, as bases de um acelerado desenvolvimento iniciado no século XIX.
Tem, como bebida típica, o tereré: o Mato Grosso do Sul é o estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região Centro-Oeste do Brasil. O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem pré-colombiana. O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado, sendo o Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do território brasileiro.

História
Historicamente vinculado ao Sudeste e Sul brasileiros (até o século XVIII seu território, juntamente com o estado do Paraná, pertencia à província de São Paulo), Mato Grosso do Sul teve, na agropecuária e na extração vegetal, as bases de um rápido desenvolvimento iniciado no século XIX, enquanto o norte minerador (o atual estado de Mato Grosso) vivia sua decadência.
O desenvolvimento desigual entre o norte e o sul do antigo estado de Mato Grosso inspirou movimentos separatistas desde o século XIX. Novas lutas e tentativas de se criar o estado de Mato Grosso do Sul foram registrados durante o surto da borracha, o que exigiu intervenção federal em 1917. Em 1932, foi criada a "Liga Sul-mato-grossense" com fim de coordenar a campanha separatista. Apostando na Revolução de 1932, os sulistas aliaram-se aos paulistas em troca de seu apoio às reivindicações separatistas. Entre julho e outubro de 1932, foi constituído o "Estado de Maracaju", que veio a ser derrotado juntamente com os constitucionalistas. Vindo ao encontro dos interesses dos habitantes de Mato Grosso do Sul, havia já um plano para a redivisão do território brasileiro desde a Constituinte de 1823. Justificava-o, sobretudo, a preocupação com os enormes vazios demográficos no Pará, Mato Grosso e Goiás.
Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, o presidente brasileiro Getúlio Vargas decidiu desmembrar seis territórios estratégicos para serem administrados diretamente pelo governo brasileiro. Foi criado, assim, o Território Federal de Ponta Porã, desmembrado do sudoeste do antigo estado de Mato Grosso, território este remembrado ao Mato Grosso pela Constituição brasileira de 1946. A defesa da redivisão foi retomada pelos tenentes que participaram da Revolução de 1930 e mais tarde, em 1950, por oficiais da Escola Superior de Guerra, que se dedicaram a examinar detalhadamente o assunto. Em 11 de outubro de 1977, o então presidente do Brasil, Ernesto Geisel, assinou a lei que, finalmente, desmembrava do território do Mato Grosso um novo estado, Mato Grosso do Sul. Entre os argumentos justificadores do ato, incluíam-se imposições administrativas - o território era grande demais para ser administrado por uma só máquina administrativa - e preceitos da Doutrina de Segurança Nacional, que considerava pouco recomendável a existência de estados grandes e potencialmente ricos na região de fronteira. O estado de Mato Grosso do Sul foi oficialmente instalado em 1 de janeiro de 1979, sendo o primeiro governador Harry Amorim Costa, nomeado pelo presidente Ernesto Geisel.
Divisão administrativa do Brasil
após a Guerra dos Emboabas

Etimologia e linguística

O termo "Mato Grosso do Sul" é uma dissidência de "Mato Grosso", criada quando o estado foi desmembrado de Mato Grosso. Já a origem do termo "Mato Grosso" é incerta, acreditando-se que seja originário da palavra guarani kaaguazú (kaa, "bosque", "mata" e guazú, "grande", "volumoso"), que significaria, aproximadamente, "Mato Grosso".
Linguisticamente, o nome "Mato Grosso do Sul" se faz acompanhar por artigo definido, como acontece com nomes geográficos derivados de termos genéricos: "o Mato Grosso do Sul", "o Rio de Janeiro", "o Espírito Santo". Entretanto, este uso é contestado e há quem prefira eliminar o artigo definido: "em Mato Grosso do Sul".

Geografia


Localização e território

O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste.
Ocupa uma superfície de 358 159 quilômetros quadrados, participando com 22,2 por cento da superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2 por cento da área territorial brasileira (de 8 514 876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui, ainda, 79 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Relevo

O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é formado por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos fanerozoicos, na bacia sedimentar do Paraná.
Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre duzentos e seiscentos metros.

Clima e pluviosidade

Na maior parte do território do estado predomina o clima do tipo tropical ou tropical de altitude, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias termométricas que variam entre 25°C na Baixada do Paraguai e vinte graus centígrados no planalto. No extremo meridional ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais elevada e do relevo de planalto.
As geadas são comuns no sul do estado registrando em média três ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo regime de chuvas de verão e inverno seco e a pluviosidade anual é, também, de aproximadamente 1 500 milímetros.

Hidrografia

Vista aérea do Rio Paranaíba na divisa
de Itumbiara (em Goiás) e Araporã (em Minas Gerais)
O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração.
A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios.

Vegetação

Os cerrados recobrem a maior parte do estado, mas também destaca-se a Floresta Estacional Semidecidual. Há ainda a presença de pampas e Mata Atlântica.
Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai , a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em número de espécies.

Demografia


A população de Mato Grosso do Sul tem crescido a altos níveis desde a década de 1870, quando o estado passou a ser efetivamente povoado. Entre a década de 1940 e o ano de 2008, a população aumentou quase dez vezes, ao passo em que a população do Brasil, no mesmo período, aumentou pouco mais que quatro vezes. Isso, no entanto, não se dá devido a uma alta taxa de natalidade no estado, mas à grande quantidade de migrantes de outros estados ou imigrantes em Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2005, 30,2% da população residente no estado não era natural daquela unidade da federação, ao passo em que a taxa de fecundidade no estado no ano 2000 era a décima menor do Brasil, com 2,4 filhos por mulher.

Etnias

Índia guarani caiouá exibindo seu título eleitoral, no município de Antônio João, no sul do estado

As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região. O estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias, entre elas Atikum, Guarany [Kaiwá e Nhandéwa], Guató, Kadiwéu, Kamba, Kinikinawa, Ofaié, Terena, Xiquitano (Fundação Nacional do Índio, 2008).
O grande número de descendentes de ameríndios e de imigrantes paraguaios, que, em sua maioria, têm, como ancestrais, os índios guaranis, são dois fatores que contribuem para a alta porcentagem dos chamados "pardos" na população do estado de Mato Grosso do Sul. Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é tão numerosa quanto a indígena. A população indígena do estado totalizava, em 2008, 53 900 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A área mais povoada do antigo estado do Mato Grosso, com uma densidade demográfica bastante alta, era o planalto da Bacia do Rio Paraná, onde ocorrem solos de terra vermelha com topografia regular. Ao ser constituído, no final da década de 1970, Mato Grosso do Sul contava com uma densidade média de 3,9 habitantes por quilômetro quadrado - alguns municípios chegavam a ter mais de cinquenta habitantes por quilômetro quadrado-, em contraste com o norte, atual Mato Grosso, de menor densidade.

Migração

Pelas informações dos censos de 1991 e 1996, entre 1970 e 1990 houve redução nas migrações interestaduais nas últimas décadas e também queda do saldo migratório em Mato Grosso do Sul. Segundo os dados, em 1991 houve a entrada de 124 045 pessoas de outros estados e a saída de 105 009, resultando no saldo migratório de 19 036. Já em 1996, 87 374 pessoas imigraram para o estado e 73 748 emigraram desse para outros estados, resultando num saldo migratório de 13 626 habitantes.
No geral, o cenário demográfico e social apresentado em Mato Grosso do Sul se baseia na tomada de decisões das diversas instâncias de atuação da sociedade civil, da academia e dos diversos níveis de governos, possibilitando e adequando o planejamento e ações dentro de uma visão panorâmica real nos níveis desejados de qualidade de vida e com o devido padrão de desenvolvimento sustentável.

Imigração

Durante seus quase quinhentos anos de história espanhola, portuguesa e brasileira, a chegada de imigrantes, colonizadores e conquistadores foi constante. Desde que o primeiro colonizador europeu, Aleixo Garcia, que teria pisado em seu território em 1524, ao percorrer a trilha do Peabiru, o estado de Mato Grosso do Sul recebeu migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação. Visando a substituição da mão de obra escrava por trabalhadores livres no Brasil, o Governo Imperial passou, a partir da segunda metade do século XIX, a promover mais ativamente a imigração, principalmente europeia para o Brasil. Dessa época até o nacionalismo do Estado Novo, que dificultou a imigração, o Brasil recebeu milhões de imigrantes, não só europeus. O sul mato-grossense não foi exceção.
A partir de 1890, o estado de Mato Grosso – notadamente o sul mato-grossense – apresentou uma população de estrangeiros crescente, superior a seis por cento da população total, até 1920, quando o número decaiu para entre cinco e três por cento da população em 1970. De qualquer maneira, no período entre 1872 e 1970, o Mato Grosso e o sul mato-grossense tiveram continuadamente uma população estrangeira acima da média nacional, caso este que somente se repetiu com quatro outros estados e a cidade do Rio de Janeiro. Na cidade de Corumbá, por exemplo, era difícil localizar quem falasse o idioma português. Entre 1920 e 1970, mais de cinquenta por cento dos estrangeiros que habitavam o Mato Grosso eram paraguaios. Outros treze por cento eram naturais da Bolívia.

Cidades

Mato Grosso do Sul está entre as unidades da federação que apresentam as maiores taxas de urbanização do país, com 85,4%. A população urbana do estado, a partir dos anos 1980, apresenta um acentuado crescimento. Apesar das atividades rurais exercerem forte influência, o crescimento urbano cresce em harmonia com a agropecuária, que é proporcionalmente muito forte, pois se modernizou nos últimos anos e favoreceu a migração do campo para as cidades. Os domicílios compostos por quatro pessoas constituem o maior número de domicílios no estado, sendo esta tendência quase homogênea no País e reflete, na média, o predomínio da chamada família nuclear, ou seja, casal e dois filhos. Entre as cidades que compõem o estado, destacam-se as cidades de maior população. Relação e informações das que tem mais de 40 000 habitantes (censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010) em ordem decrescente:
  • Campo Grande (população de 787 204 habitantes; produto interno bruto (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-2008) de 10 462 086 000 reais; área total de 8 118,4 km² e 154,4548 km² de área urbana): capital e maior cidade sul-mato-grossense, se localiza no centro geodésico do estado, entre o Planalto da Serra de Maracaju e o Rio Aquidauana. Tem posição estratégica, sendo passagem quase obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal e Bonito. A cidade é conhecida pelo seu planejamento, museus, centros culturais, parques, bibliotecas, entre outros. Antes do desmembramento, Campo Grande já era considerada a maior cidade do estado de Mato Grosso. Após a divisão, continua sendo a maior cidade de Mato Grosso do Sul.
  • Dourados (população de 196.068 habitantes; produto interno bruto de 2 872 065 000 reais; área total de 4 096,9 km² e 40,6800 km² de área urbana): é a maior cidade do interior do estado e a segunda depois da capital, é conhecida por ser um importante centro comercial, industrial e agropecuário do estado, além de referência no ensino superior, sendo sede de duas universidades públicas (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal da Grande Dourados) além de duas privadas (Centro Universitário da Grande Dourados e Universidade Anhanguera);
  • Corumbá (população de 103 772 habitantes; produto interno bruto de 2 846 250 000 reais; área total de 65 165,8 km² e 21,5777 km² de área urbana): às margens do Rio Paraguai, é conurbada com Ladário e mais duas cidades do lado boliviano (Puerto Suárez e Puerto Quijarro), que são procuradas por seu artesanato em cerâmica, couro, lã, prata e tapeçaria. Importante centro cultural e de eventos de Mato Grosso do Sul, possui vários centros culturais e de exposições, museus e bibliotecas, além de sediar o Festival América do Sul, maior evento multicultural do continente. Em pleno Pantanal, além de ser centro de apoio dentro da região, a cidade oferece voos panorâmicos sobre a região e safáris fotográficos;
  • Três Lagoas (população de 101 722 habitantes; produto interno bruto de 1 518 087 000 reais; área total de 10 235,8 km² e 18,4870 km² de área urbana): situada no extremo leste do estado, na divisa com o estado de São Paulo, é conhecida pelo turismo no Rio Paraná e pela Hidrelétrica de Jupiá;
  • Ponta Porã (população de 77 866 habitantes; produto interno bruto de 726 502 000,00; área total de 5 359,3 km² e 13,7151 km² de área urbana): situada no cone sul do estado, também atrai muitos visitantes por ser centro de livre comércio;
  • Naviraí (população de 46 355 habitantes; produto interno bruto de 603 860 000 reais; área total de 3 172,9 km² e 7,3800 km² área urbana): está situada no cone sul do estado, sendo um importante centro regional pelo comércio e serviços que oferece. Possui duas universidades públicas a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Aquidauana (população de 45.623 habitantes; produto interno bruto de R$ 398.907.000,00; área total de 17.008,5 km² e 8,6344 km² de área urbana): está localizada na entrada do Pantanal e entre fevereiro e outubro a pesca é permitida e cada espaço à beira do rio passa a ser disputado pelos que querem pescar seu peixe;
  • Nova Andradina (população de 45.599 habitantes; produto interno bruto de R$ 597.429.000,00; área total de 4.788,2 km² e 7,6635 km² de área urbana): está situada no sudeste do estado, é fortemente dependente da agropecuária, sendo também um importante polo de criação e abate de bovinos do Brasil;
  • Sidrolândia (população de 42 076 habitantes; produto interno bruto de 581 603 000 reais; área total de 5 300,9 km² e 4,2061 km² de área urbana): está situada próximo a Campo Grande, sendo um importante centro agropecuário. Sidrolândia encontra-se nos campos da Vacaria do Planalto da Serra de Maracaju, seu solo é levemente ondulado e constituído de terra vermelha, resultado da decomposição de rochas vulcânicas.
  • Paranaíba (população de 40 174 habitantes; produto interno bruto de 483 746 000 reais; área total de 5 423,6 km² e 7,7400 km² de área urbana): localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) e se situa também no entroncamento de três macro-eixos de desenvolvimento econômico estadual (ao lado do eixo aquaviário do Rio Paraná; eixo da Ferronorte e eixo do Gasoduto Bolívia-Brasil). É o portal do nordeste de Mato Grosso do Sul e famosa pela ponte metálica.
Política

O poder político em Mato Grosso do Sul é representado pelo governador, vice-governador e secretários estaduais. Para o governador criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Assembleia Legislativa (AL). A gestão do governador torna-se mais fácil quando recebe apoio dos deputados estaduais. O atual governador de Mato Grosso do Sul é André Puccinelli e a AL estadual possui 24 deputados estaduais.
A sede do governo do estado fica dentro do Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Economia

A região onde Mato Grosso do Sul está localizado contribui muito para o seu desenvolvimento econômico, pois é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos.
A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.
Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infra-estrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil.
No estado, 44,77% da população residente compõe a população economicamente ativa. Quanto ao rendimento médio das pessoas de dez anos ou mais (1 366 871 habitantes), 55,85% (763 293 habitantes) têm, como renda média mensal, até um salário-mínimo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento de Mato Grosso do Sul, do total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelo estado, 52,7% provém do comércio, 23,7% da agropecuária, 17,2% de serviços e o restante vem da indústria.
A maior economia do estado é Campo Grande com um produto interno bruto de mais de 10 000 000 000 de reais, seguido de Dourados (2 870 000 000 de reais), Corumbá (2 840 000 000 de reais) e Três Lagoas (1 500 000 000 de reais). Segue abaixo a lista dos vinte maiores produtos internos brutos per capita do estado:

Corredor bioceânico

As saídas para o Pacífico e Atlântico possuem uma característica única, que as diferenciam das demais. Elas são de molde a proporcionar uma reversão de expectativas em toda a região fronteiriça brasileira situada dentro das suas regiões de influência. Em outras palavras, colocam em situação mais privilegiada em termos de desenvolvimento potencial as regiões mais afastadas dos grandes centros colonizados, tendo em vista que, quanto mais afastadas, mais próximas estarão dos portos oceânicos no Pacífico.
Entre os produtos a serem exportados da região de influência dos corredores para o Pacífico e Atlântico aqui estudados, abrangendo os estados (ou parte deles) de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Acre, podemos citar: produtos agrícolas com ou sem beneficiamento (soja, milho, arroz, açúcar, cacau, café, frutas etc.), produção extrativista vegetal (madeira beneficiada, borracha, castanha etc.), carne frigorificada (de boi e de frango) e produtos industrializados.
Chama-se a atenção para o fato de que o transporte de mercadorias por contêineres reforça a viabilidade desses corredores.

Turismo

Pôr do sol no Pantanal Sul-mato-grossense
O Mato Grosso do Sul é mundialmente conhecido por sua biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Anastácio e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai, além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.
Infraestrutura

Estruturalmente o MS, além da logística completa, é referencia também na área da educação e pesquisa.

Transporte

Terrestre

Rodoviário
  • Rodovias
Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são:
  • BR-163 - Liga Sonora a Mundo Novo.
  • BR-267 - Liga Porto Murtinho a Bataguassu (Porto XV de Novembro), no rio Paraná, e a Ourinhos, em São Paulo.
  • BR-060 - Liga Chapadão do Sul a Bela Vista
  • BR-262 - Liga Corumbá a Vitória (Espírito Santo)
  • Rodoviário de passageiros
Tendo uma malha rodoviária desenvolvida para os padrões nacionais, MS possui vários terminais rodoviários de passageiros, se destacando os terminais de Campo Grande, Dourados e Esplanada da Estação (Corumbá).
Mato Grosso do Sul sedia ainda três grandes empresas nacionais de transporte rodoviário de passageiros: Expresso Queiroz, Viação Cruzeiro do Sul e Viação São Luiz.
Ferroviário
Ferrovia na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo, em Aparecida do Taboado
O estado é servido por duas linhas ferroviárias:
  • Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
  • Ferronorte

Fluvial

A navegação fluvial, que já teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. Dois eixos fluviais compõem o estado, ambos pertencentes à [Bacia do Rio da Prata]]:
Rio Paraguai
O Rio Paraguai integra o estado com os países vizinhos Paraguai e Argentina, e com Mato Grosso pelo porto de Cáceres. Os principais produtos transportados no rio são: minérios de ferro e de manganês, cimento, madeira, derivados de petróleo e gado em pé. No ano de 1999, essa hidrovia começou a transportar açúcar, partindo de Porto Murtinho. Os principais portos são os de Corumbá (Corumbá, Ladário e Porto Esperança) e Porto Murtinho.
Rio Paraná
É através desse rio que corre a Hidrovia Tietê-Paraná.

Aéreo

Mato Grosso do Sul é um estado muito bem servido no que diz respeito a aeroportos, possuindo cinco em operação:
  • Aeroporto Internacional de Campo Grande
  • Aeroporto Internacional de Corumbá
  • Aeroporto Internacional de Ponta Porã
  • Aeroporto Regional de Dourados
  • Aeroporto Regional de Bonito

Energia

Mato Grosso do Sul possui uma capacidade de geração de energia instalada é de 7.826,5 MW, sendo 94% é de origem renovável. Desse total, 6.740,8 MW são provenientes de usinas hidrelétricas, 464,7 MW de gás natural, 427,4 MW de biomassa e 182,8 MW de pequenas centrais hidrelétricas. Porém, até 2015, a capacidade de geração terá um incremento de 4 208,4 MW a partir do início das operações da Usina Hidrelétrica São Domingos dentre outras usinas de biomassa e PCHs. Ainda assim, a maior parte da energia consumida no estado é produzida pela usina hidrelétrica de Jupiá, próximo à divisa com São Paulo.

Saúde

Na saúde, o estado se destaca pelos hospitais, sendo o mais conhecido o Hospital Adventista do Pênfigo.

Ensino e pesquisa

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006
Média
34,84 (11º)
36,90
53,54 (4º)
52,08
2007
Média
48,41 (11º)
51,52
56,74 (6º)
55,99
2008
Média
39,36 (11º)
41,69
59,02 (10º)
59,35
A taxa de analfabetismo em Mato Grosso do Sul decresceu no final do século XX, com reduções nos níveis de analfabetismo classe etária de 10 anos e mais, passando de 23,37%, em 1980, para 9,5% em 2004. E apesar das reduções serem significativas, os dados da área urbana e rural foram bem distintos.

Cultura
O tereré, a bebida típica do estado
A cultura inclui a linguagem, as crenças, os costumes, as cerimônias, a conduta, a arte, a culinária, a moda, o folclore, os gestos e o modo de vida de determinado número de pessoas em um período. O local onde se situa, o meio ambiente, a economia e o que cerca um povo influência o seu modo de vida. A cultura local é uma mistura de várias contribuições das migrações ocorridas em seu território:
  • Pratos típicos: Arroz boliviano, Caribeu, Chipa, Farofa de banana, Farofa de carne, Furrundu, Pacu assado, Puchero, Quibebe de mamão, Sopa paraguaia, Saltenha, Quebra-torto, Arroz carreteiro, Macarrão boiadeiro
  • Bebidas típicas: Caldo de piranha, Licor de pequi, Sorvete de bocaiuva, geladinho e Tereré.
  • Símbolos: Viola-de-cocho, Trem do Pantanal
  • Música: Guarânia, Chamamé, Cururu, Siriri, Vanerão, Sertanejo.


 Práticas esportivas

Mato Grosso do Sul possui vários equipamentos esportivos que impulsionam o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, com um razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra no estado.

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