INTEGRALISMO




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Integralismo (também denominado "nacionalismo integral") é uma doutrina política de inspiração tradicionalista, ultra-conservadora, inspirada na Doutrina Social da Igreja Católica, teorizada por Charles Maurras nos inícios do século XX.
Essa ideologia expressa-se principalmente em círculos monárquicos. Inicialmente promovida pela Action Française seguindo depois a sua natural internacionalização, nomeadamente, com algumas diferenças entre si, através da Ação Integralista Brasileira e do Integralismo Lusitano entre outros.
Entre vários aspectos defende o princípio de que uma sociedade só pode funcionar com ordem e paz, no respeito das hierarquias sociais, fundamentando-se para isso nas aptidões e nos méritos pessoais demonstrados (em oposição às doutrinas igualitárias saídas da Revolução Francesa, como o comunismo e anarquismo), e na harmonia e união social.

O Integralismo em Portugal

O Integralismo em Portugal foi inicialmente uma reação ao anticlericalismo da 1.ª República Portuguesa implantada em 1910. O municipalismo e o sindicalismo de inspiração católica constituem a matriz. A ideologia defende a proteção dos valores nacionais (ex: passado histórico, tradição, cultura, costumes, religião), e a cooperação das diferentes classes sociais para atingir a harmonia e a união social. Actualmente engloba pessoas de quase todas as religiões.
O Integralismo, no caso lusitano, defendeu a monarquia, a liberdade sindical e corporativa, e a livre competição entre grupos econômicos e empresas. A doutrina económica não era porém a política liberal partidocrática (aquela que aceita a existência de partidos políticos apenas na gestão da governação), defendendo antes o organicismo e o municipalismo. O integralismo opôs-se à luta de classes e às greves, sendo também contrário aos sindicatos estatais como os da Itália fascista da década de 1930. Como forma de resolver os conflitos laborais, defendia o recurso aos Tribunais de Trabalho.
Em Portugal, os críticos e adversários, como Raul Proença e Carlos Ferrão, associaram as ideias integralistas às da "Acção Francesa" de Charles Maurras. As ideias maurrasianas influenciaram muitos políticos na época, como por exemplo António de Oliveira Salazar, fundador do Estado Novo.
Os integralistas lusos, mais tarde, demarcaram-se do "maurrasianismo" e do "salazarismo", a quem inclusivamente este último combateram, sofrendo alguns deles a deportação (Hipólito Raposo) e a prisão (idem, Francisco Rolão Preto) .

O Integralismo no Brasil

Bandeira da Ação Integralista Brasileira.
Nos anos 30, surgiu também um Integralismo Brasileiro. Diferentemente do seu inspirador francês e português, este era republicano - embora tenha sido também predominantemente inspirado pela Doutrina Social da Igreja Católica, conforme orientação do Chefe do movimento Plínio Salgado e, portanto, em alguns aspectos diverso do estatismo modernista do fascismo.
No Brasil, o integralismo teve forte influência durante o longo período em que Getúlio Vargas esteve pela primeira vez no poder (1930-1945) e inicialmente deu sustentação e ele. Vargas, porém, não se revelou o que os Integralistas esperavam. Tentaram um golpe em 10 de maio 1938, o Levante integralista, mas fracassaram, e diversas lideranças integralistas acabaram presas, assassinadas ou exiladas.
No Brasil o movimento também teve grande participação na derrota da Intentona Comunista (1935). Luiz Carlos Prestes encontrou dificuldades para seu "golpe de estado", também levando em conta que os integralistas foram ativamente contra seu movimento e o enfrentaram, através de ampla contrapropaganda, ou mesmo em combate, comandando milícias paramilitares em diversas oportunidades.
Cerca de 80% da marinha do Brasil era adepta à filosofia de Plínio Salgado, porém, durante o "golpe" integralista, houve falhas nas correspondências, causando o fracasso do mesmo (essa associação com a marinha poderia ter sido crucial para a aplicação do Estado Integral no Brasil, lembremos do almirante negro, João Cândido, futuro integralista que liderara a revolta da Chibata (1910))
Ao contrário do que muitos dos adversários do Integralismo revelam, o movimento não morreu após a ditadura varguista, e permanece até os dias de hoje. A FIB - Frente Integralista Brasileira - procura manter a ideologia integralista original e mantêm núcleos e atividades por todo país.

As ideias integralistas

Integralistas da cidade de Viçosa do Ceará na década de 1930. Da esquerda para direita: João Evangelista de Miranda (comerciante), Afonso Deocleciano Marques (dentista), Bastos Sampaio (tabelião), José Vitor Fontenele Filho (professor Juca), Vicente Miranda Filho (comerciante)
O Integralismo defende, na linha do pensamento tradicionalista, que cada nação necessita de um sistema político adequado a própria história, cultura, religião e pensamento. Dá prioridade à preservação da cultura local, da tradição, dos costumes e ao desenvolvimento das zonas rurais, como forma de vencer o cosmopolitismo e o multiculturalismo. O Integralismo é contrário ao modernismo filosófico e prático, que entende como massificador e uniformizador. Muitos integralistas também são contrários aos regimes de extrema-direita exercidos na Europa do século XX e chamam esses movimentos de "alienígenas". Pregando assim um movimento realmente português ou brasileiro, seja num ou no outro país, livre de cunho com qualquer outro movimento estrangeiro. Por isso é, por vezes, associado ao movimento ultra-nacionalista.
Também, os integralistas defendem uma forma de governo baseada na ligação do Estado com a família, defendendo princípios éticos, religiosos e morais para os homens, lutando, assim, contra a unificação do Estado defendida por Karl Marx e os comunistas ou socialistas de esquerda.



A grande verdade é que até hoje, entre tantos partidos e ideologias diferentes, os povos do mundo não encontraram a solução para seus problemas.
Os homens vivem em perene confronto por interesses mesquinhos, sem que se apercebam que sua passagem pelo planeta Terra é por demais curta! A religião seria a saída para muitos problemas, mas, também virou um balcão de negócios e uma fonte de domesticação das pessoas mais simples!
Enfim, num mundo com tanta tecnologia e facilidades, o homem está cada dia mais infeliz, vazio e violento!   
A solução, a meu ver, seria parar por um dia, todas as atividades no Planeta para em silêncio profundo encontrarmos a solução para tanto desencontro e violência...
Esta matéria nada  tem a ver com minhas preferências ideológicas ou culturais!
Respeito as tradições, preferências políticas e culturas de todos os povos, mas também gostaria que as minhas fossem respeitadas! A globalização cultural unilateral está acabando com esses valores e as consequências são essas que aí estão, quais sejam, desamor das pessoas, destruição das famílias, fome, violência e desânimo geral!!!
Nesta confusão, desunião e destruição, que é o mundo de hoje e foi o mundo de ontem, cheguei à conclusão, que os homens são felizes, mas não sabem que o são!!!
Perdoem-me a modéstia, mas eu, considero-me um desses poucos felizes, pois ao apagar das luzes aqui na Terra, consigo acreditar que toda esta tecnologia moderna pode ser usada em proveito da realização espiritual e material do meu próximo, do meu irmão! os partidos como o próprio nome já diz, até hoje só serviram para dividir as pessoas e fomentar guerras, porque sempre foram dirigidos de cima pra baixo! Terão grande importância na organização política e social dos povos, quando seus líderes se aproximarem mais dos anseios do povo que se dizem representar...
    
 JPL

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