...E ASSIM NASCEU CUIABÁ



Cuiabá
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Cidade Verde"
Aniversário: 8 de abril
Fundação: 1 de janeiro de 1719 (292 anos)
Gentílico: cuiabano

Prefeito(a): Chico Galindo (PTB)(2009–2012)
Localização de Cuiabá no Brasil
15° 35' 45" S 56° 05' 49" O15° 35' 45" S 56° 05' 49" O
Unidade federativa: Mato Grosso
Mesorregião: Centro-Sul Mato-Grossense IBGE/2008
Microrregião: Cuiabá IBGE/2008
Região metropolitana: Vale do Rio Cuiabá
Municípios limítrofes: Rosário Oeste (N), Chapada dos Guimarães (NE), Campo Verde (E), Santo Antônio do Leverger (S), Várzea Grande (SW), Acorizal (NW), Rondonópolis (SE)
Distância até a capital: 1 133 km
Características geográficas
Área 3 538,167 km²
População: 551 350 hab. (MT: 1º) – Censo IBGE/2010
Densidade: 155,83 hab./km²
Clima: Tropical Quente Aw
Fuso horário: UTC−4
Indicadores
IDH: 0,821 elevado PNUD/2000
PIB: R$ 9 014 928,982 mil (BR: 46º) – IBGE/2008
PIB per capita: R$ 16 549,14 IBGE/2008

Cuiabá é um município brasileiro, capital do estado de Mato Grosso. O município está situado na margem esquerda do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. Segundo a estimativa realizada para 2009 pelo IBGE, a população de Cuiabá é de 551.350 habitantes, enquanto que a população da conurbação ultrapassa os 830 mil habitantes; a sua região metropolitana possui quase 1 milhão habitantes.

Fundada em 1719, ficou praticamente estagnada desde o fim das jazidas de ouro até o início do século XX. Desde então, apresentou um crescimento populacional acima da média nacional, atingindo seu auge nas décadas de 1970 e 1980.

Nos últimos 15 anos, o crescimento diminuiu, acompanhando a queda que ocorreu na maior parte do país. Hoje, além das funções político-administrativas, é o polo industrial, comercial e de serviços do estado. É conhecida como "cidade verde", por causa da grande arborização.

Etimologia

Há várias versões para a origem do nome "Cuiabá". Uma delas diz que o nome tem origem na palavra Bororo ikuiapá, que significa "lugar da ikuia" (ikuia: flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; pá: lugar). O nome designa uma localidade onde os bororos costumavam caçar e pescar com essa flecha, no córrego da Prainha, afluente da esquerda do rio Cuiabá. Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de kyyaverá (que em guarani significa "rio da lontra brilhante") em cuyaverá, depois cuiavá e finalmente cuiabá. Uma terceira hipótese diz que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio, e que "Cuiabá" seria "rio criador de vasilha" (cuia: vasilha e abá: criador). Martius traduz o vocábulo como "fabricante ou fazedor de cuias". Teodoro Sampaio interpreta, duvidando da origem tupi, como "homem da farinha", o farinheiro. De cuy: farinha e abá: homem. Há ainda outras versões menos embasadas historicamente, que mais se aproximam de lenda do que de fatos. O certo é que até hoje não se sabe com certeza a origem do nome.

História

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.

Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo.

Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá.


Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa.

Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em 1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica.

Já em 1726, chegou o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Tem-se confundido muito a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçaram a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que o 1° de janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um contrassenso, pois não se pode fundar um município num lugar que só viria a ser descoberto anos depois. Porém, a data de 8 de abril se firmou como data do município, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras se mostraram menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.

Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada.

Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse período, baseada na produção da cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município voltou a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir desta época, o isolamento foi quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento deu-se depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país.

Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infraestrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e o turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos.

Geografia

Vista de Cuiabá a partir do rio.

Cuiabá faz limite com os municípios de Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Jangada e Acorizal. É um entroncamento rodoviário-aéreo-fluvial e o centro geodésico da América do Sul, nas coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste. Situado na atual praça Pascoal Moreira Cabral, foi determinado por Marechal Cândido Rondon, em 1909 (o correto ponto do centro geodésico já foi contestado, mas cálculos feitos pelo Exército Brasileiro confirmaram as coordenadas do marco calculadas por Rondon).

O município é cercado por três grandes ecossistemas: a amazônia, o cerrado e o pantanal; está próximo da Chapada dos Guimarães e ainda é considerado a porta de entrada da floresta amazônica. A vegetação predominante no município é o cerrado, desde suas variantes mais arbustivas até às matas mais densas à beira dos cursos d'água.

Cuiabá é abastecida pelo rio Cuiabá, afluente do Rio Paraguai e limite entre a capital e Várzea Grande. O município se encontra no divisor de águas das bacias Amazônica e Platina e é banhado também pelos rios Coxipó-Açu, Pari, Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso, São Lourenço, das Mortes, Cumbuca, Suspiro, Coluene, Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões.

Clima e relevo

Cuiabá é famosa pelo seu forte calor, apesar de a temperatura no inverno poder chegar esporadicamente aos 10 graus, fato atípico, causado pelas frentes frias que vem do sul, e que pode durar apenas um ou dois dias consecutivos, para logo em seguida voltar ao calor habitual. A temperatura média em Cuiabá gira em torno de 24°C. O clima é tropical e úmido. As chuvas se concentram de setembro a maio, enquanto que no resto do ano as massas de ar seco sobre o centro do Brasil inibem as formações chuvosas. As frentes frias quando se dissipam, o calor, associado à fumaça produzida pelas constantes queimadas nessa época, faz a umidade relativa do ar cair a níveis muito baixos, às vezes abaixo dos 15%, aumentando os casos de doenças respiratórias. A precipitação média anual é de 1.469,4 mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. A temperatura máxima média chega aos 35°C, mas as máximas absolutas podem chegar aos 40°C nos meses mais quentes e abafados; em dias chuvosos, a temperatura máxima não passa de 28 graus. A mínima média em julho, o mês mais frio, é de 16,0°C com sensação térmica de 11°C. Segundo o INMET (1961-1990), a menor temperatura registrada foi de 5°C em 18 de julho de 1997 e a maior de 43,1°C, em 16 de outubro de 2009.

O quadro geomorfológico do município é, em grande parte, representado pelo Planalto da Casca e pela Depressão Cuiabana. Predominam os relevos de baixa amplitude com altitudes que variam de 146 a 250 metros na área da própria cidade.

Demografia

Sua população estimada em 2008 era de 544.737 habitantes. O número de eleitores em maio de 2008 era de 368.751, representando 18,596% do total de eleitores do estado.

O município viveu tranquilamente até a década de 1960, quando um fluxo de imigrantes começou a vir para o estado, principalmente nas décadas de 1970 e 1980. Nesse período, a população passou de 57.860 habitantes em 1960 para 100.865 em 1970, 213.151 em 1980, 402.813 em 1991 e 483.346 em 2000, perfazendo 19,3% da população total do estado.

No ano de 2009 foi criada a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, somando mais de 800 mil habitantes, com o objetivo de desenvolver integradamente os municípios da região, que, com exceção da capital e de Várzea Grande, permaneciam estagnados economicamente devido à proximidade com o maior centro urbano do estado.

Economia

A economia de Cuiabá, hoje, está concentrada no comércio e na indústria. No comércio, a representatividade é varejista, constituída por casas de gêneros alimentícios, vestuário, eletrodomésticos, de objetos e artigos diversos. O setor industrial é representado, basicamente, pela agroindústria. Muitas indústrias, principalmente aquelas que devem ser mantidas longe das áreas populosas, estão instaladas no Distrito Industrial de Cuiabá (DIICC), criado em 1978. Na agricultura, cultivam-se lavouras de subsistência e hortifrutigranjeiros.

O município, com um PIB de 6,67 bilhões de reais em 2005, de acordo com o IBGE, respondeu por 21,99% do total do PIB estadual, ocupando a primeira posição no ranking. No mesmo ano, o PIB esteve acima dos 10.000 reais, superando o PIB per capita de outras capitais como Campo Grande e Goiânia.

Cuiabá gera boa parte da energia elétrica consumida pelo estado. Próxima ao Distrito Industrial, funciona a Usina Termelétrica de Cuiabá. Concluída em 2002 e abastecida com gás natural boliviano, através de um ramal do Gasoduto Brasil-Bolívia, ela tem potência instalada de 480 MW, respondendo, em 2005, por 23,13%, do total da potência instalada do estado.

Centros Comerciais

A cidade conta com excelentes centros comerciais, como o calçadão no centro histórico e alguns shoppings.

* Goiabeiras Shopping
* Pantanal Shopping
* Shopping Três Américas
* Cuiabá Lar Shopping
* Cuiabá Shopping
* Shopping Center da Criança
* Shopping Popular Cuiabá
* Galeria Itália
* Shopping Florais Mall
* Shopping Alphaville

Há estudos para implantação de mais Três Shopping na cidade, além de mais outro na cidade vizinha Várzea Grande.

Turismo

Catedral, no centro da cidade.

Cuiabá tem diversos atrativos turísticos por estar situada em uma região de variadas paisagens naturais, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal, e por ser um município muito antigo, com um patrimônio histórico importante. O turismo de eventos também é crescente no município.

A arquitetura da área urbana inicial de Cuiabá, como em outras cidades históricas brasileiras, é tipicamente colonial, com modificações e adaptações a outros estilos (como o neoclássico e o eclético) com o tempo. Ela foi bem preservada até meados do século XX, mas, depois dessa época, o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico afetaram o patrimônio arquitetônico e paisagístico do centro histórico. Vários prédios foram demolidos, entre eles a antiga igreja matriz, demolida em 1968 para dar lugar à atual.

Museu da Imagem e do Som de Cuiabá.

Somente na década de 1980 ações para a preservação desse patrimônio foram tomadas. Em 1987, o centro foi tombado provisoriamente como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN e, em 1992, esse tombamento foi homologado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Desde então vários prédios foram restaurados, entre os quais estão as Igrejas do Rosário e São Benedito, do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos, o Palácio da Instrução (hoje museu histórico e biblioteca), o antigo Arsenal da Guerra (hoje centro cultural mantido pelo SESC), o mercado de peixes (atualmente Museu do Rio Cuiabá) e um sobrado onde hoje funciona o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (o MISC). A área tombada pelo IPHAN é a que mais preserva as feições originais. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (hoje, respectivamente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino) e suas travessas ainda mantêm bem preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados.

Igreja do Rosário e São Benedito.


Além dos locais já citados, há vários outros para se visitar, como o zoológico, o Museu Rondon (com artefatos indígenas) e o Museu de Arte e Cultura Popular, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, o obelisco e o marco do centro geodésico da América do Sul, a atual Catedral Metropolitana, a Igreja de São Gonçalo no bairro do Porto, a Mesquita de Cuiabá, os parques Mãe Bonifácia, Massairo Okamura, Zé Bolo Flô e o Parque Urbano da Vila Militar, com áreas para exercícios físicos e pistas de caminhada e ciclismo, o Horto Florestal, na confluência do rio Cuiabá com o Coxipó e o Estádio José Fragelli, conhecido como Verdão.

É possível também visitar as comunidades ribeirinhas, onde se pode conhecer o modo de vida da população local e os artesanatos fabricados por eles, bem como os rios e baías frequentados para banho e pesca.

Pontos históricos

* Centro histórico

Fundada em 1719 , com a descoberta de ouro em abundância, Cuiabá transformou-se na maior cidade do Brasil em menos de duas décadas. Mas, passada a corrida do ouro, a verde capital do velho oeste brasileiro teve que resistir a longos anos de solidão nesses sertões.

Rua do meio, de baixo, beco do candieiro… Cuiabá guarda em suas ruelas muitas relíquias do período colonial. No centro histórico também situa-se os famosos calçadões que a exemplo da cidade de Curitiba ha projetos para revitalização e funcionamento 24H.

* Centro geodésico da América do sul

Demarcado pela Comissão Rondon , em 1909 , o centro geodésico da América do Sul fica no antigo campo do Ourique - hoje a praça Moreira Cabral, onde também fica a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O local já foi uma praça de enforcamento de condenados e também um campo de touradas!!!

* Arsenal de Guerra

Foi criado em 1818, por ordem de Dom João IV. Foi construído para ser " um estabelecimento militar para conserto e fabricação de armas ", conforme definiu a carta-régia.

* Catedral Metropolitana

Inaugurada em 1973, a atual catedral foi construída sobre os escombros da antiga , uma jóia do período colonial que foi demolida num episódio até hoje não esclarecido

* Igreja do Bom Despacho

A " Notre Dame Cuiabana " é, ao menos externamente, a mais bela igreja da cidade. Seu estilo gótico, inédito em boa parte do país, foi definido por um arquiteto francês que teve toda a liberdade para ousar. Inaugurada em 1919, a igreja ainda está inacabada.

* Igreja do Rosário e Capela de São Benedito

Esta é a única igreja barroca de Cuiabá. Foi fundada por escravos em 1764. É local da tradicional festa de São Benedito que acontece sempre no mês de julho.

* Casa do Artesão

a Casa do Artesão tem uma bela amostra da cultura mato-grossense . Há um Museu do Artesanato com exposição permanente de peças caboclas e indígena. O turista pode comprar souvenirs.

* Parque Estadual Mãe Bonifácia

77 hectares de área verde e diversas espécies da flora e vegetação típica do cerrado, com diversas pistas para caminhada.

Localizado na Av Miguel Sutil - Zona Oeste - a 10 minutos do Centro de Cuiabá

* Parque Massairo Okamura

7 hectares de área verde, vegetação e flora típica do cerrado, com diversas pistas para caminhada.

Localizado na Av Historiador Rubens de Mendonça - CPA - Zona Leste

* Parque Zé Bolo Flô

Áreas verdes, com vegetação e flora típica do cerrado Localizado no Coxipó da Ponte, Zona Sul - Coophema, acesso pela Av. Fernando Correia.

* Parque Zoológico

localizado na universidade de Mato grosso, possui animais típicos da fauna mato-grossenses e do pantanal. situada na Av. Fernando Correa da Costa.

* Águas Termais
* Parque Tia Nair
* Horto Florestal
* Parque Morro da Luz
* Parque Aquático Sesi Park.

Museus

* Cine Teatro de Cuiabá e Museu do Cinema
* Museu Morro da Caixa D'Água
* Museu da Imagem e do Som
* Museu do Rio Cuiabá e Aquário Municipal
* Museu da Educação
* Museu de Arte Sacra de Cuiabá
* Museu da História do Mato Grosso
* Museu Marechal Rondon
* Museu Couto Magalhães
* Museu das Pedras
* Museu de Antropologia Mato-grossense
* Museu do Índio
* Museu do Coxipó
* Museu do Ouro
* Museu Barão de Melgaço
* Museu do Pantanal

Igrejas

A cidade possui uma diversidade muito grande de igrejas antigas tombadas pelo patrimônio histórico e cultural.

* Igreja Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito
(Padroeiro da Cidade);
* 1ª Igreja Presbiteriana do Centro-Oeste Brasileiro;
* Igreja Nossa Senhora da Guadalupe (“Fabricada” na França e doada pelo governo Francês. Vinda em blocos de navio e “montada” em Cuiabá);
* Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho (Réplica da Notre Dame de Paris);
* Igreja São Gonçalo;
* Basílica Catedral Metropolitana Senhor Bom Jesus de Cuiabá;
* Mesquita Islâmica de Cuiabá;
* Igreja Nossa Senhora Maria Auxiliadora;
* Igreja Nossa Senhora da Boa Morte;
* Igreja Nossa Senhora da Guia;
* Igreja Senhor dos Passos;
* Igreja Nossa Senhora da Boa Esperança;

Política

Símbolos


Cuiabá possui três símbolos oficiais: brasão, bandeira e hino.

O Brasão foi oficializado pela Lei N.º 592, de 13 de Setembro de 1961, assinada pelo prefeito Aecim Tocantins, a partir do original, criado em Lisboa quando da sua fundação em 1º de janeiro de 1727. Segue inscrição extraída da Ata de Fundação do município: "declarou que sejam as Armas, de que usasse, um escudo dentro com campo verde e nele um morro ou monte todo salpicado com folhetos e granetos de ouro; e, por timbre, em cima do escudo, uma fênix…".

A Bandeira foi criada pelo Sr. Nilton Benedito de Santana, que contou com o apoio do jornalista Pedro Rocha Jucá, e oficializada pelo prefeito José Villanova Torres, através do Decreto nº 241, de 29 de Dezembro de 1972, que diz no Artigo 1º: "Fica oficializada a Bandeira Municipal de Cuiabá, com as seguintes características: a- um retângulo verde e branco; b- em primeiro plano, com as bordaduras ou círculo na cor amarelo ouro, com a inscrição em letras vermelhas: "VILA REAL DO BOM JESUS DE CUIABÁ - 1719". c- no centro o marco estereotipado na cor verde, representando o centro geográfico da América do Sul: logo abaixo, geometricamente triangulado, os vértices do marco representando um monte de ouro, símbolo da riqueza mineral de Cuiabá".

O Hino foi oficializado pela Lei N.º 633, de 10 de Abril de 1962. O seu artigo segundo, que nem sempre é cumprido, diz: "Será obrigatório em todas as solenidades da Prefeitura Municipal que houver participação musical, quando o encerramento se der com o toque do Hino de Cuiabá".

Infraestrutura


Mídia


Os principais meios de comunicação são a internet, as rádios, os jornais impressos, a televisão e as companhias de telefonia fixa e móvel.

Ponte Sérgio Motta.

As principais empresas responsáveis pela telefonia fixa na capital mato-grossense são a Embratel, GVT e a Oi. Já a telefonia móvel fica a cargo da Vivo, a Tim, a Claro e a Oi.

Os principais jornais, por ordem cronológica de fundação, são: Diário de Cuiabá, A Gazeta, Folha do Estado e outros de menor circulação como: Correio Várzea-grandense Página Única, Tribuna da Cidade, Correio da Semana, Extra e os jornais on-line Rede Matogrossense de Televisão Última Notícia, Jornal 24 Horas News, Mídia News e Olhar Direto.

As principais rádios FM de Cuiabá são:
Freq. Nome
89,5 Câmara FM Cuiabá
93,3 Jovem Pan 2 FM Cuiabá
94,3 Rádio Cidade FM
95,9 Mega 95 FM
99,1 Centro América FM
99,9 Gazeta FM
101,1 Band FM
101,9 Rede Aleluia
102,5 Rádio Senado FM
105,7 Rádio Comunitária
105,9 Rádio Comunitária
107,9 Rádio Evangélica Educativa Nazareno FM

Transporte

O transporte público é feito por ônibus coletivos e táxis, além de micro-ônibus e moto-táxi, já regulamentados pela Câmara Municipal. A cidade conta com uma frota de cerca de 400 ônibus e 80 micros e no seu aglomerado urbano junto com Várzea grande dá em torno de 600 ônibus onde 60% deles possuem ar condicionado e rampa de acessibilidade, além de vários ônibus com motorização traseira que eleva ainda mais a qualidade do transporte. A cidade ainda não dispõe de ônibus articulado, mas recentemente fizeram testes em Cuiabá com um modelo que sera implantado na cidade no novo sistema de transporte, serão duas linhas de BRT, uma ligando o aeroporto ate a região do CPA, numa extensão de 15 km e outra ligando o a região do Coxipó ate o Centro, numa extensão de 7 km podendo ser ampliado até o Distrito Industrial, obras essa que tem previsão de inicio em 2011. Também existe o Terminal Rodoviário de Cuiabá que liga a cidade aos demais estados através de ônibus.

Vista do Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá.

Segundo o Detran do Mato Grosso, a frota de Cuiabá e Várzea Grande é composta por um total de 284.498 veículos (195.053 e 89.445 respectivamente), sendo que 183.252 são automóveis (141.807 e 41.445 respectivamente) e 77.274 são motocicletas/motonetas (53.246 e 24.028 respectivamente) (est. 2009).Ficam de fora as caminhonetes que se somados as duas cidade dão um total de 30.925 caminhonetes, 23.630 e 7.295 respectivamente, que somados ao total de veículos é de aproximadamente 315.423 veículos.

Interior do Aeroporto Internacional Marechal Rondon - Praça de alimentação.

Localizado no município vizinho de Várzea Grande, Cuiabá usufrui do Aeroporto Internacional Marechal Rondon (Marechal Rondon), que foi recentemente modernizado, e no ano de 2009 teve fluxo de 1.671.704 de passageiros.

Atualmente, o complexo conta com um terminal de passageiros, com dois pisos, praça de alimentação, lojas, Serviço de Taxi, juizado de menores, câmbio, terraço panorâmico, Correios, locadoras, lanchonetes, elevadores, escadas rolantes e climatização. Há também o terminal de logística de carga, o TECA, que movimentou cerca de 5.111.304 toneladas em 2009. Grande parte deve ao grande fluxo de turistas que visitam as belezas naturais e culturais da capital e do estado.

Apesar de recentemente modernizado, o Aeroporto Internacional Marechal Rondon ainda padece de muitas deficiências para que possa suportar o fluxo de passageiros previsto durante a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 - para a qual a cidade foi escolhida para ser uma das sub-sedes. A primeira parte que foi entregue ja esta saturada, ha projetos para que até 2014 o aeroporto tenha capacidade para 2.6 milhões de passageiros.Há um projeto do governo do estado para que seja construído outro terminal na mesma área.

Educação



Cuiabá é um importante centro educacional de nível médio e superior do estado do Mato Grosso. A cidade é sede do IFMT (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso), que oferece cursos tecnólogos (superior), técnicos e de nível médio, e da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).

Instituições de ensino superior

* UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso
* IFMT - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso
* UNIC - Universidade de Cuiabá
* UNIRONDON - Centro Universitário Cândido Rondon
* FAC - Faculdade Católica Dom Aquino
* FAUC - Faculdade de Cuiabá
* ICEC - Instituto Cuiabano de Ensino e Cultura
* ICE - Instituto Cuiabano de Ensino
* UNOPAR - Universidade do Norte do Paraná

Cultura

Arte nas ruas de Cuiabá.


Boa parte das tradições cuiabanas se deveu, em parte, ao isolamento sofrido pelo município com a decadência econômica. Outro fator que explica parte das características das manifestações culturais é o convívio de várias culturas desde a fundação de Cuiabá, como os índios que ali viviam, os bandeirantes paulistas e os negros levados para lá como escravos. Todos esses fatores se refletem na gastronomia, nas danças, no modo de falar e nos artesanatos.

Ainda hoje permanecem traços característicos da culinária tradicional, cuja base são os peixes, pescados nos rios da região (pacu, pintado, caxara, dourado e outros) e consumidos de várias maneiras, acompanhados de farinha de mandioca, abóbora e banana, em pratos como a maria isabel, a farofa de banana e o pirão. Talvez o mais típico prato local seja a mujica, prato à base de peixe.A culinária cuiabana assim como a brasileira, tem suas raízes nas cozinhas indígenas, portuguesa espanhola e africana.

A diferença está na incorporação de ingredientes da flora e da fauna nativas, nas combinações e modo s de preparo originais que lhe asseguram sabores, cheiros, e aspectos inesquecíveis e sedutores ao paladar, ao olfato e aos olhos.

Aqui frutos como exótico e saboroso pequi – de sabor e aroma peculiares – dão cor e enriquecem pratos a base de arroz e frango, a mandioca, a manga e o caju, o charque, peixes frescos ou secos, são ricamente combinados pelas mãos hábeis e criativas de tradicionais quituteiras em suas residências, peixarias ou restaurante especializado em comida típica.

Situadas nas bordas do Pantanal, onde a prodigalidade em seus peixes nobres faz analogias á fé cristã no milagre da multiplicação, as cidades de Cuiabá e Várzea-Grande têm como referenciais gastronômicos mais marcantes ou pratos à base de pescado.

Pacu assado, piraputanga na brasa, mojica de pintado, arroz com pacu seco, moqueca cuiabana, caldo de piranha, ventrecha de pacu frita, dourado ou piraputanga na folha de bananeira e caldeirada de bagre, são pratos nascidos nas barrancas do rio Cuiabá e nas baias do Pantanal por obra da inventividade dos ribeirinhos.

Nos restaurantes das cidades, ganham toques de gourmets e conquistam os mais exigentes e sofisticados paladares.

E tem ainda a maria isabel, a original farofa de banana da terra, prato exclusivo da culinária local, a paçoca de pilão feita com carne de charque e farinha de mandioca temperada, o furumdu, doce preparado com mamão verde, rapadura e canela, o pixé elaborado com milho torrado e socado com canela e açúcar, o bolo de arroz cuiabano, o francisquito, os doces de caju e manga, o inigualável licor de pequi e o afrodisíaco guaraná de ralar que substitui, nas famílias mais tradicionais cuiabana o cafezinho brasileiro.Pratos doces e salgados, típicos da culinária Cuiabana.

Esporte

Cuiabá possui dois estádios, o Estádio José Fragelli (Estádio Verdão), e o Estádio Eurico Gaspar Dutra (Estádio Dutrinha).

A capital mato-grossense foi escolhida pela FIFA para ser uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, devendo sediar três a quatro jogos de alguns dos grupos do evento futebolístico. Para tal, não somente Cuiabá, mas também toda a região, terá de receber uma grande quantidade de investimentos para se adequar aos requisitos da Copa, que incluem criar centros de treinamento na Chapada dos Guimarães, em Várzea Grande, além da própria Cuiabá. Estão previstas obras como a reconstrução do atual Estádio José Fragelli (Verdão), a revitalização do centro histórico da cidade, construção, duplicação e prolongamento de avenidas, a modernização do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, a duplicação das rodovias que ligam a capital a Rondonópolis e à Chapada dos Guimarães, a construção de um novo hospital e melhorias no sistema de segurança pública de toda a grande Cuiabá, muitas dessas obras ja iniciaram como a construção do novo estádio e obras de desbloqueio viários este ano sera licitado as obras de mobilidade urbana da capital que tem suas obras com previsão de inicio no primeiro semestre de 2011. Houve, ainda, uma discussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso sobre a construção de uma rede de metrô de superfície interligando pontos de toda a área urbana, mas tal projeto foi descartado. No atletismo a cidade conta com a Corrida de Reis, uma corrida de rua com percurso de 10 km entre Cuiabá e Várzea Grande, sempre no primeiro domingo após o Dia de Reis Magos (6 de Janeiro). É homologada pela Confederação Brasileira de Atletismo e faz parte do calendário de atletas do Brasil e do mundo como uma das principais corridas do Brasil. Conta com uma das maiores premiações nacionais, premiando com um carro popular novo os ganhadores das duas principais categorias, e também as categorias por faixa etária e categoria especial, atletas com deficiência física, o que atrai a participação de competidores de renome internacional. Atualmente a Capital possui em seu calendário oficial 16 competições, que são realizadas ao longo do ano, entre elas, Dante de Oliveira, Bom Jesus de Cuiabá, e do Dia das Crianças,Mini Maratona do Sesc, novembro, da Igualdade Racial e Seletiva da São Silvestre, em dezembro, do Industriário e a corrida das Torres,Mini Maratoninha da Caixa Econômica Federal,a Centenário da Chegada da Família Real ao Brasil e Infante, ambos promovido pelo Exército Brasileiro, corrida do Carteiro, parceria com o Correio do Brasil.

Cidades-irmãs

* Chile Arica, Chile

Matéria em construção...

ORQUESTRA DE VIOLA CAIPIRA DE PEDRA BELA

AS ALDEIAS



Eu gosto das aldeias sossegadas,
com o seu aspecto calmo e pastoril,
erguidas nas colinas azuladas,
mais frescas que as manhãs finas de Abril.

Pelas tardes das eiras, como eu gosto
de sentir a sua vida activa e sã!
Vê-las na luz dolente do sol-posto,
e nas suaves tintas da manhã!...

As crianças do campo, ao amoroso
calor do dia, folgam seminuas,
e exala-se um sabor misterioso
de agreste solidão das suas ruas.

Alegram as paisagens as crianças
mais cheias de murmúrios do que um ninho:
e elevam-nos às coisas simples, mansas,
ao fundo, as brancas velas dum moinho.

Pelas noites de Estio, ouvem-se os ralos
zunirem nas suas notas sibilantes...
E mistura-se o uivar dos cães distantes
com o cântico metálico dos galos.

Gomes Leal, Claridades do Sul

GRATINADO DE ABÓBORA E CARNE SECA

Ingredientes:

1 kg de abóbora
1 kg de carne seca
1 cebola grande fatiada
1 copo de requeijão
2 xícaras de leite
1 colheres de sopa rasa de amido
1 colheres de sopa de queijo ralado
200 gramas de queijo mussarela
2 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora, corte em cubos médios e espalhe sobre um refratário untado com um pouco de manteiga. Aqueça a manteiga e frite a carne seca, acrescente a cebola e refogue tudo muito bem. Espalhe a carne sobre a abóbora. Misture o leite com o amido e leve ao fogo. Quando engrossar, tempere com sal e pimenta e coloque o queijo ralado e o requeijão. Misture tudo muito bem e despeje no refratário sobre a carne seca e a abóbora. Cubra tudo com queijo e leve ao forno para derreter o queijo.

Fonte: TV Jornal -Sabor da Gente - Chef Wellington

CLARA NUNES E SIVUCA

ARROZ DE CAMARÃO AO FORNO


Ingredientes:

200 gramas de arroz cozido
½ kg de camarões
1 xícara de brócolis
1 xícara de uvas passas
Alho picado
1 caixa de creme de leite
Fatias de queijo mussarela
4 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de champignon
Sal e pimenta
Preparo:

Aqueça bem a manteiga e refogue os camarões, o brócolis, o alho, os champignons e as passas. Tempere tudo com sal e pimenta e acrescente o creme de leite. Misture o arroz, coloque num refratário e cubra com o queijo mussarela. Leve ao forno para derreter o queijo.

Fonte: TV Jornal -Sabor da Gente - Chef Wellington

...E ASSIM NASCEU VISEU


Viseu
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Coordenadas: 40° 40' N 7° 55' O
Gentílico: Viseense
Área: 507,10 km²
População: 99 016 hab. (2008)
Densidade populacional: 195 hab./km²
N.º de freguesias: 34
Presidente da Câmara Municipal: Não disponível
Fundação do município (ou foral): 1123 (foral)
Região (NUTS II): Centro
Sub-região (NUTS III): Dão-Lafões
Distrito: Viseu
Antiga província: Beira Alta
Orago: orago maior: N. Sra. da Assunção
orago menor: São Teotónio
Feriado municipal: 21 de Setembro
Código posta:l 3514 Viseu
Endereço dos Paços do Concelho - Praça da República
3514-501 Viseu
Sítio oficial www.cm-viseu.pt
Endereço de correio electrónico apoiomunicipe@cm-viseu.pt

Sé de Viseu
Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na região Centro e sub-região de Dão-Lafões com 47 250 habitantes, sendo por isso a terceira maior e mais populosa cidade no Centro de Portugal, a seguir a Coimbra e Aveiro.

É sede de um município com 507,10 km² de área, com 34 freguesias e 99 016 habitantes segundo os últimos dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) de 2008. O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul.

A Porta dos Cavaleiros
Para além de sede de distrito e de concelho, Viseu é igualmente sede de Diocese e de Comarca. Alberga inúmeros serviços estatais.

Segundo um estudo da DECO de 2007 sobre qualidade de vida, Viseu é a 17ª melhor cidade europeia, entre as 76 do estudo, sendo ainda a primeira das 18 cidades capitais de distrito portuguesas com melhor qualidade de vida, quando inquiridas as populações destas cidades.


 Símbolos e etimologia

Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de Reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade.

No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da ocupação árabe, Viseu era conhecida por Castro Vesense — Vesi significada "visigodo".

Outra lenda, mais verossímil e referida no brasão da cidade, sugere que teria vivido na região um rei de nome D. Ramiro II (provavelmente Ramiro II de Leão) que, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou. Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.

História

As origens de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um em São Martinho (Orgens), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato.

Viriato

Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana na península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI. No século VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. De destacar a morte de D. Afonso V rei de Leão e Galiza no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno, rei de Leão e Castela depois de assassinar em 1037 o legítimo Rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).

Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. Seu filho D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu a 5 de Agosto de 1109, segundo tese do historiador Almeida Fernandes. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.



Viseu foi constituído senhorio pela primeira vez a 7 de Julho de 1340, data em que D. Afonso IV o doou a sua nora D. Constança, quando do seu casamento com seu filho sucessor, o futuro D. Pedro I. Por morte desta rainha, seu marido doou o senhorio, a 9 de Junho de 1357, a sua própria mãe, a rainha D. Beatriz, viúva de D. Afonso IV. Quando D. Beatriz morreu, em 1359, o senhorio de Viseu voltou à coroa, até que a 2 de Outubro de 1377 o rei D. Fernando I, filho da antedita rainha D. Constança, o doou a sua filha natural a condessa D. Isabel, que foi senhora de Viseu até 1383 e aí mandou construir uma torre, onde ficava quando estava na cidade. Com a crise dinástica, o senhorio voltou à coroa, até à criação do ducado de Viseu em 1415.

Já no século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado defensivo[6] — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriam concluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer para além do perímetro da estrutura defensiva.

No século XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome. Seu irmão D. Duarte, (rei) nasceu em Viseu, 31 de Outubro de 1391.

No século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor português cuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da Sé.

No século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.

Viseu tem uma posição central em relação ao Distrito e ao Município, localizando-se no designado "Planalto de Viseu".

É envolvida por um sistema montanhoso, constituído a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a noroeste a Serra do Arado, a sul e sudoeste as Serras da Estrela e Lousã, e a oeste a Serra que mais directamente influencia esta área, a do Caramulo. O município caracteriza-se por uma superfície irregular com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 m.

Vista Aérea de Viseu.

Situado numa zona de transição, o concelho apresenta um conjunto de microclimas. A Serra do Caramulo, localizada a oeste do Concelho, assume um papel de relevo em termos climáticos, ao atenuar as influências das massas de ar de oeste (embora o vale do Mondego facilite a sua penetração). Assim, o clima de Viseu caracteriza-se pela existência de elevadas amplitudes térmicas, com Invernos rigorosos e húmidos e verões quentes e secos.

A maior extensão do município é composta por granitos, sendo esta rocha a principal responsável na formação dos solos existentes. Em menor percentagem ocorrem formações quartezitas e gneisses do pré-câmbrico e arcaico.

Rios

O município de Viseu é atravessado por quatro rios:

* Rio Vouga
* Rio Dão
* Rio Paiva
* Rio Pavia

Clima

Viseu, como cidade localizada no encaixe entre o Norte e o Centro de Portugal, e "enclausurada" pelas Serras do Caramulo, Buçaco, Estrela, Leomil e Montemuro, tem um clima mediterrânico com influência continental e marítima. O seu clima é caracterizado por invernos frescos a frios, com temperaturas médias mensais entre os 6°C e os 9 a 10°C, húmidos, com uma precipitação total de cerca de 499,4 mm, e relativamente ventosos, em especial no mês de Janeiro. A primavera é amena, com alguma precipitação, concentrada nos primeiro dois meses, máxima que podem tocar os 28 a 30°C e mínima que vão desde os 3 a 5°C até os 15°C, em dias de muito calor diurno. O verão é quente e seco, com máximas entre os 22 a 25°C e os 30 a 33°C, mínima entre os 12 e os 25°C. O Outono é húmido e fresco, com bastante precipitação e concentrada nos últimos dois meses da estação. As temperaturas vão desde a mínima na ordem dos 4 a 15°C, ou mais nos dias de Setembro e máxima que podem ir aos 30°C em Setembro e os 15°C no fim de Novembro.

Mais detalhadamente, Janeiro é caracterizado por semanas chuvosas e relativamente frias, podendo ocorrer um nevão ou outro, por vezes até relativamente fortes, intercaladas com alguns dias de céu limpo, algum vento, por vezes forte com rajadas e mínima fria, que pode ser negativa: a temperatura média não oficial é de 6,2°C e a precipitação média não oficial é de 193,1 mm. Fevereiro é o mês típico dos aguaceiros como reza o ditado popular, é caracterizado por noites frescas e dias chuvosos com regime de aguaceiros, marcadamente forte quando da proximidade de uma depressão cavada, ventos moderados a fortes e dias amenos: a temperatura média não oficial é de 7,2°C e a precipitação média não oficial é de 123,4 mm. Março é um mês caracterizado por noites frias, tardes já mais quentes e algum vento, como reza o ditado "Em Março ainda a velha queima o carro e o carril", a precipitação é abundante mas menos presente que nos anteriores meses: a Temperatura média não oficial é de 9.8°C e a precipitação média não oficial é de 182,3 mm. Abril é um mês novamente chuvoso, pouco ventoso e ameno, com probabilidade de algumas tardes serem já de Verão: a temperatura média não oficial é de 11,9°C e a precipitação média não oficial é de 104,5 mm. Maio é o mês das trovoadas e da convecção, a presença da humidade e a subida das temperaturas dá uma mistura explosiva para a formação de fortes tempestades pela tarde, com tardes algo ventosas e manhãs amenas, com tardes quentes e nubladas por vezes: Temperatura média não oficial é de 14,3°C e a precipitação média não oficial é de 93,6 mm. Junho é um mês calmo, com pouca precipitação, temperaturas algo elevadas e pouca humidade no ar, as tardes são quentes e as manhãs amenas a tropicais(temperatura mínima maior que 20°C): Temperatura média não oficial é de 18,1°C e a precipitação média não oficial é de 39,6 mm. Julho é um mês quente, o mais quente do ano, com dias bem calorosos, temperatura acima dos 28°C, podendo as mínimas serem maiores que 21°C (tropicais): Temperatura média não oficial é de 20,2°C e a precipitação média não oficial é de 14,9 mm. Agosto é um mês menos quente que Julho ainda assim bem caloroso, mas é o mais seco do ano: Temperatura média não oficial é de 20,0°C e a precipitação média não oficial é de 22,9 mm. Setembro é um mês ainda bastante quente, mas onde a precipitação faz o seu regresso e começa cada vez mais a marcar os dias: Temperatura média não oficial é de 17,8°C e a precipitação média não oficial é de 24,8 mm. Outubro é um mês ameno, noites amenas e dias amenos, com fracas amplitudes térmicas e bastante precipitação: Temperatura média não oficial é de 13,7°C e a precipitação média não oficial é de 108,0 mm. Novembro é uma mês chuvoso e fresco, com noites frescotas e dias amenos, precipitação é abundante e duradoura: Temperatura média não oficial é de 9,6°C e a precipitação média não oficial é de 163,8 mm. Dezembro é um mês frio, caracterizado por semanas chuvosas em que o sol pode nem sequer aparecer no céu, graças à forte capa nebulosa, é caracterizado por noites frias e tardes frescas, podendo ocorrer um nevão ou outro, não muito forte: Temperatura média não oficial é de 6,8°C e a precipitação média não oficial é de 193,2 mm.

Vegetação

Era ainda sede da antiga província da Beira Alta, Viseu tem sido apropriadamente chamada Cidade do Verde Pinho, pois está rodeada de imensos pinheirais. Subsistem, no entanto, extensas manchas de vegetação autóctone, especialmente soutos de castanheiros e carvalhos-negral. Em núcleos restritos, como a Mata do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro ou a Quinta da Cruz, existem espécies exóticas e endémicas, conferindo à cidade um manto vegetal luxuriante.

Demografia

A cidade tem três freguesias no centro histórico (São José, Santa Maria, Coração de Jesus), que contabilizam 21 555 habitantes e na cidade nova há mais seis freguesias parcialmente inseridas na cidade (Abraveses, Campo, Mundão,Orgens, Ranhados, Repeses, Rio de Loba, São Salvador e São João de Lourosa) que contabilizam 29 028 habitantes, que totalizavam 50 583 habitantes na soma dos habitantes, mas 47 250 no perímetro urbano.

Município e organização administrativa

Freguesias

As freguesias de Viseu são 34 e são as seguintes:

* Abraveses (expansão urbana)
* Barreiros
* Boa Aldeia
* Bodiosa
* Calde
* Campo (expansão urbana)
* Cavernães
* Cepões
* Coração de Jesus (centro)
* Cota
* Couto de Baixo
* Couto de Cima
* Fail
* Farminhão
* Fragosela (expansão urbana)
* Lordosa
* Mundão (expansão urbana)
* Orgens (expansão urbana)
* Povolide
* Ranhados (expansão urbana)
* Repeses (expansão urbana)
* Ribafeita
* Rio de Loba (expansão urbana)
* Santa Maria de Viseu (centro)
* Santos Evos
* São Cipriano
* São João de Lourosa
* São José (centro)
* São Pedro de France
* São Salvador (expansão urbana)
* Silgueiros
* Torredeita
* Vil de Souto
* Vila Chã de Sá

Cidades geminadas

* Viseu está geminada com:
  • Espanha: Ciudad Rodrigo
  • Espanha: Oviedo
  • Itália: Arezzo
  • França: Marly-le-Roi
  • Portugal: Santa Maria da Feira
  • Portugal: Aveiro
  • Polónia: Lublin
  • Brasil: Anápolis
  • Bulgária: Khaskovo
  • Cabo Verde: São Filipe

Património


Igreja do Carmo



No Largo da Sé está localizada a Igreja da Misericórdia, que datada do século XVII e a também vestígios da antiga muralha.







Igreja da Misericórdia de Viseu

Arqueologia


* Cava de Viriato
* Muralha romana de Viseu
* Basílica altomedieval de Viseu

Arquitectura militar

* Muralhas de Viseu: Porta do Soar e Porta dos Cavaleiros, portas antigas de Viseu

Arquitectura religiosa

* Sé de Viseu
* Igreja da Misericórdia de Viseu
* Igreja dos Terceiros
* Igreja do Carmo
* Igreja de Santo António (Viseu)
* Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ribeira
* Igreja de São Miguel do Fetal
* Igreja do Seminário Maior
* Capela de Nossa Senhora da Vitória (Viseu)
* Capela da Via Sacra
* Capela de Nossa Senhora dos Remédios
* Capela de São Sebastião

Arquitectura civil

* Paço da Torre da rua de D. Duarte (antiga rua da Cadeia)
* Casa do Miradouro
* Paço dos Três Escalões - ocupado pelo Museu Grão Vasco
* Solar dos Condes de Prime - ocupado pelo espaço Internet
* Solar dos Condes de Treixedo - ocupado pelo Montepio Geral
* Casa de São Miguel
* Casa do Rossio
* Casa de Henrique Felgar na Cava do Viriato
* Casa do Lago na Quinta da Machada (Cava do Viriato)
* Solar do Vinho do Dão - Antigo Paço Episcopal
* Edifício da Câmara Municipal
* Banco de Portugal
* Casa da Quinta da Cruz
* Palácio dos Melos, Hotel de charme de 5 estrelas
 
Palácio do Gelo
















Cultura



Praça 2 de Maio

Desde o século XVIII, Viseu passou a dispor de duas feiras: a de todas as primeiras terças-feiras de cada mês, que actualmente se realiza às terças-feiras, todas as semanas; e a Feira Franca, anual, cuja referência se tem durante um inquérito realizado para o Dicionário Geográfico de Luís Cardoso, em 1758, em que um cura da cidade afirma, que as produções agrícolas da cidade «não só fazem a terra abundante mas sustentam por mais de doze dias, quatro ou cinco mil pessoas que efectivamente habitam nesta cidade pelo tempo da Feira Franca».

Alguns autores atribuem a criação da feira a D. Sancho I (1188) e a sua legalização por D. João I, mas foi D. Duarte que a transferiu para a Ribeira, mais tarde denominado Campo de Viriato, e para o dia 21 de Setembro, dia de São Mateus. A feira seria suspendida até ao restabelecimento por D. Afonso V, agora de duração de 15 dias, e com início a 20 de Outubro, a decorrer novamente dentro da Cava. Já no reinado de D. Manuel I, a feira é deslocada para o Rossio de Santo António, actual Praça da República e, mais tarde, retransladada para o Campo de Viriato, desta vez a decorrer entre 5 de Outubro e 8 de Setembro. Nos dias de hoje, a feira tornou-se também conhecida por Feira de São Mateus.

Museus

Museu Grão Vasco

A Sé e o Museu Grão Vasco As pinturas de Vasco Fernandes e de outros artistas da escola de Viseu, são apreciadas pelo seu naturalismo e pelas paisagens de fundo. O tratamento da luz revela uma influência flamenga. No terceiro piso do museu são exibidas as obras-primas que outrora adornavam um retábulo da catedral.



Teatro Viriato

File:Viseu - Teatro Viriato (2).jpg

Casa Museu Almeida Moreira


O museu está instalado na casa que foi residência do capitão Francisco António de Almeida Moreira, a qual, com o recheio constituído por biblioteca e peças várias, pinturas, mobiliário, porcelanas e escultura, doou para museu-biblioteca patente ao público.

Outros museus importantes

* Museu de Arte Sacra na Sé de Viseu
* Casa da Ribeira - museu do artesanato ** Eco Museu Torredeita
* Museu Etnográfico de Silgueiros
* Museu Etnográfico de Vila Chã de Sá ** Solar do Vinho do Dão - museu do vinho
o Museu do Quartzo - museu do quartzo
o Museu Municipal de Viseu
o Museu Etnográfico da Cava de Viriato

Salas de espectáculos

  • Centro de Artes e Espectáculos de Viseu na Avenida Europa com 740 lugares - final de 2010
  • Teatro Viriato na Avenida Emidio Navarro com 350 lugares
  • Pavilhão Multiusos de Viseu no Campo de Viriato com 2500 lugares
  • Auditório Mirita Casimiro (Cine Clube de Viseu) na Rua Alexandre Lobo com 250 lugares
Galerias de Arte

Viseu tem 3 galerias de arte contemporânea e 3 espaços de exposição de arte contemporânea:

* Galerias:
  • António Henriques
  • 4 Montras (Vitrines)
  • Mitóarte - escola e galeria de arte

* Espaços:

  • Pavilhão Multiusos - exposições temporárias
  • Teatro Viriato - exposições temporárias
  • Auditório Mirita Casimiro - exposições temporárias

Economia

Economia da Cidade
Centro comercial Forum Viseu

Centro comercial Forum Viseu
Viseu caracteriza-se como um centro administrativo, de comércio e de serviços. O sector agrícola ocupa apenas 2% da população activa, em especial na produção hortícola, fruta, designadamente maçã e viticultura, especialmente os vinhos maduros DOC Dão e os verdes de Lafões. Até à década de 1980, houve a extração de minério de tungsténio e quartzo na exploração mineira do Monte de Santa Luzia, para alimentação da ENU - Empresa Nacional de Urânio e dos Fornos Eléctricos de Canas de Senhorim, entretanto, desactivada.

O sector secundário, com uma actividade centrada em empresas de média dimensão, ocupa 16% da população. A indústria viseense produz, essencialmente, têxteis e têxteis-lar, mobiliário, metalurgia, máquinas e equipamentos industriais, agroquímicos e componentes automóveis. Importante, igualmente, a indústria da construção civil. O sector de serviços ocupa 83% da população activa.

Viseu possui a sede do maior grupo empresarial do país, a Visabeira. Possui no seu distrito das maiores frábricas de Portugal tais como: Martifer- Empresa de Grande dimensão virada para o comércio e implementação de grandes estruturas metálicas e, mais recentemente, apostou nas energias renováveis sendo já um dos maiores fabricantes mundiais de torres Eólicas e Futuramente painéis Fotovoltáicos. Visabeira. Soima - Considerada um dos maiores Fabricantes de gruas da Europa. PSA Peugeot Citroen - Uma das maiores fábricas de automóveis de Portugal. Emprega cerca de 4000 funcionários.

Viseu pela sua importância regional, é há muito tempo chamada o centro comercial da beira, ora antes pelo seu imenso comércio, ora actualmente pela sua oferta diversificada de centros comerciais.

Pontos Comerciais

A Cidade de Viseu possui diversas áreas comerciais, entre as quais:

Palácio do Gelo Shopping: Inaugurado oficialmente a 15 de Abril de 2008, este é o maior centro comercial de Portugal em área comercial (175 000 m²) e possui 164. Conta como lojas âncoras o Hipermercado Jumbo, Fnac (2.ª maior do país), Rádio Popular (a maior do país), Izi, C&A, H&M, Sport Zone, T&R, Natura, Polar e Brincar e ForLife, e Desigual. Das seis salas de cinema Zon Lusomundo, uma delas tem equipamento 3D. As principais atracções são o Bar de Gelo (único em Portugal e na Europa), a Pista de Gelo e ainda os Terraços Panorâmicos com vista para as Serras da Estrela e Caramulo. Catarina Furtado é a 'imagem' do centro comercial.

Fórum Viseu:
Aberto desde o feriado municipal de 2005, esta área comercial junta 82 superfícies comerciais, com a beleza do centro da cidade e também do Rio Pavia.

Viseu Retail Park:
Conta com 15 lojas. Situado na freguesia de Fragosela, foi aberto em Maio de 2007.

Soima Multiusos:
Área comercial com algumas lojas comerciais e ainda um pequeno SPA. Pertencente ao Grupo Soima.

Viseu Shopping:
Com a abertura do Continente no Viseu Retail Park, o Centro Comercial Continente de Viseu será alvo de uma profunda remodelação, ficando semelhante ao Centro Comercial Continente de Portimão. Terá 40 a 60 lojas e 6 salas de cinema.
Devido à existência cada vez mais de grandes centros comerciais foi lançada a ideia de se constituir um centro comercial a céu aberto só de comércio tradicional localizado na Rua Direita e transversais com 300 lojas (as existentes), instalando uma cobertura de vidro e melhorando as condições de estacionamento.

A ideia foi apoiada pelo Grupo Visabeira e pela Associação Comercial de Viseu.

Turismo, Festas e Efemérides

Feira de S. Mateus

A Feira Franca foi criada por D. Sancho I em 1188 (não tendo esse nome inicialmente), havendo documentação a partir de 1392, passando mais tarde no século XVI a chamar-se Feira de S.Mateus. A história diz que a Feira Franca foi uma prenda de D. João I de Portugal, Mestre de Avis, por Viseu ter sido a única cidade portuguesa a estar a seu lado na crise de 1383-1385. A sua ligação a Viseu não acaba aqui, tendo o seu filho D. Duarte nascido aqui e os seus filhos D. Henrique e D. Fernando sido os primeiros duques de Viseu.

Numa área de 18 000 m² estão presentes centenas de expositores e feirantes representando todos os sectores de actividade com relevo para o artesanato. São rejeitados em média 400 expositores por edição de feira, dizendo os feirantes que é a feira mais rentável em Portugal.

Semana Académica

A Semana Académica de Viseu, ocorrendo normalmente na segunda quinzena de Maio, arrasta até à cidade milhares de pessoas para participarem nas diversas actividades, quer sejam familiares dos estudantes das diversas instituições de ensino superior, quer meros turistas curiosos. Não tendo uma tradição tão antiga como as suas congéneres de Coimbra, Lisboa, Porto ou Évora, a Academia de Viseu, já com cerca de 11 000 alunos, promove eventos como a Serenata Monumental, o Cortejo Académico, o Encontro de Tunas ou a Bênção das Pastas que se constituíram momentos importantes do calendário cultural da cidade.

Cavalhadas de Vildemoinhos

Todos os anos, na manhã de 24 de Junho, dia de São João, a cidade assiste a um cortejo alegórico com dezenas de carros alegóricos, cavaleiros, bandas musicais, majoretes e ranchos folclóricos, atraindo sempre mais de 50 000 visitantes. A festividade remonta a 1652, surgindo como um agradecimento dos moleiros de Vildemoinhos, aldeia então a cerca de 5 km da urbe, hoje bairro citadino, por lhes ter sido reconhecida a razão em tribunal numa querela relativa à utilização das águas do rio Pavia. Os moleiros, em trajes festivos, montavam os seus cavalos e seguiam em romagem até à capela de São João da Carreira, a montante no curso do rio.

Feira à Moda Antiga


Recentemente, outro evento passou a marcar a agenda cultural da cidade e a atrair inúmeros visitantes. Todos os anos, no feriado de 5 de Outubro, por iniciativa do INATEL (Instituto Nacional de Telecomunicações) , recria-se um mercado de venda de produtos tradicionais da região, nomeadamente olarias e tecelagens, ferragens, ferramentas agrícolas, produtos hortícolas, castanhas, enchidos, pão, mel e vinho do Dão, replicando a feira que, nos anos 1920 e 30 do século XX, tinha lugar na Praça de Dom Duarte. Para além disso, assiste-se à actuação de grupos etnográficos e ranchos folclóricos.

Viseu Cidade Natal

Os festejos natalícios enchem as ruas da cidade de cor e turistas. As iluminações e as decorações das rotundas (Rotatórias), constituem-se como uma imagem de marca viseense. A Aldeia do Natal, em pleno Rossio, atrai os turistas para as barracas de comes e bebes e para os carrosséis. Ao longo de todo o mês de Dezembro, sucedem-se os encontros de cantadores de Janeiras e a animação das ruas da cidade com duendes e Pais Natais (Papai Noel). Na última noite do ano, a Noite Encantada leva milhares de pessoas ao recinto da Feira de São Mateus para aí se despedirem do ano velho e darem as boas vindas ao novo, com um espetáculo piro-musical, iluminado com um esplendoroso fogo de artifício emoldurado pela paisagem nocturna do centro histórico e da Sé Catedral.

Transportes

A capital portuguesa (Lisboa) esta localizada a 292 kms de Viseu ; a cidade de Porto esta localizada a 133 kms de Viseu.

Vias de comunicação


A requalificar

* 1ª Circular Sul, ligação Ramalhosa-Rio de Loba à EN (Estrada Nacional) 16.
* 1ª Circular Norte, ligação EN 229 - ligação Ramalhosa.
* Duplicação da EN 229 desde a 1ªCircular Norte à rotunda do Sátão . (em requalificação)
* Requalificação da EN 229 entre a Rotunda do Sátão e o cruzamento para o Parque Industrial de Mundão.
* Duplicação da EN 2 desde o Lidl - Repeses até ao Bairro de Sta. Eulália.(1ªa fase finalizada)
* Duplicação da EN 16 desde o IP5 (Itinerário Principal) - Pascoal até à Avenida da Europa - Abraveses. (em requalificação)
* Duplicação da EN 231 desde a rotunda de Teivas - S. João de Lourosa até ao Palácio do Gelo - Ranhados.

Ligações à cidade

A cidade é servida por uma complexa e completa rede viária, fazendo a ligação a todos os concelhos do distrito, bem como aos portos próximos, às fronteiras espanholas em Vila Verde da Raia e Vilar Formoso e às principais cidades portuguesas.

* A25 - (Aveiro até Vilar Formoso) Concluída em 2006, e sendo uma das mais importantes auto-estradas portuguesas, a A25 tem quatro saídas disponíveis para a entrada na cidade: Viseu Norte (IP5), Viseu (A24), Viseu / Nelas (EN231), Viseu Este (IP5).
* A24 - (Viseu até Chaves) Tal como a A25, tem quatro saídas disponíveis para a cidade: Moselos (EN 16), Viseu Norte (IP5), Viseu (A25), Fail (EN 2). Em 2011, estará pronto o último troço desta auto-estrada que ligará Viseu a Coimbra, reduzindo a distância entre estas duas cidades para 70 km. O traçado deste último troço da A24 passará a oeste do actual IP3, passando por Vale de Besteiros, Mortágua e Souselas, utilizando apenas alguns trechos do actual IP3.
* IP3 - (Coimbra até Viseu) Com início num dos nós da A1, o IP3 percorre os distritos de Coimbra e Viseu. Em 2012, esta estrada será totalmente substituída, aquando da conclusão da A24.
* IP5 - Aquando da inauguração da A25, foi desqualificado da rede nacional de estradas. Usado ainda para ligação a alguns pontos da cidade. Apelidada anteriormente de Estrada da Morte, servirá da circular à cidade na concessão futura
* EN 229 - Ligação de Viseu ao Sátão, sendo uma das entradas da cidade com mais tráfego, em breve vai ter uma requalificação até ao Parque Industrial de Mundão (construção de 7 rotundas pela EP: PEM, Mundão, Catavejo, IP5, Travassós de Cima, 1ª Circular, Gumirães), sendo seguida de uma segunda requalificação, esta camarária que vai permitir a duplicação da via desde a 1ª Circular até à Estrada de Circunvalação.
* IC37 - Ligação de Viseu a Seia, substituindo a EN 231 que faz o mesmo percurso, sendo esta construída em perfil de via rápida, com três vias - perfil 1X1 com via de lentos em subida - (ligando o nó da A25 em Viseu ao nó do IC6 / IC7 em Seia).
* EN337 - Ligação de Viseu a Vouzela, e a Carregal do Sal.
* EN323 - Ligação de Viseu a Vila Nova de Paiva.

Funicular de Viseu

O funicular de Viseu ligará a Rua Ponte de Pau, à Cava, ao topo da Calçada de Viriato, junto à Casa do Adro, em Viseu.

Aeroporto Regional de Viseu

 O Aeroporto Gonçalves Lobato é uma estrutura que tem de momento uma pista asfaltada de 1200 m de comprimento com 30 metros de largura.

Autocarros

Viseu tem 24 linhas de autocarros urbanos.
Tem mais duas linhas de mini autocarros eléctricos que não têm paragens pré definidas (linhas azuis):

1ª Circula pelo centro passando pelos mais importantes pontos comercias e históricos.

2ª Liga a Central de Camionagem ao Hospital de São Teotónio

Comboios (Trens)

Viseu, juntamente com Bragança, é uma das duas únicas capitais de distrito dos países da antiga União Europeia dos quinze, que não tem uma serventia ferroviária.

Está prevista a construção de uma estação no TGV (Trem de Alta Velocidade) a servir a cidade, ficando localizada no Norte da mesma junto ao Parque Empresarial de Lordosa. A linha da Beira Alta serve indirectamente a cidade e o concelho por 2 estaçoes( a de Nelas a 25 km e a de Mangualde a 18 km)

A Linha do Dão, entre Santa Comba Dão e Viseu fechou em 1988, enquanto que a Linha do Vouga, entre Sernada do Vouga e Viseu, encerrou em 1990.

Educação

As escolas do ensino básico do 1º ciclo de Viseu têm 4527 alunos..
Possui também jardins de infância.

Ao nível do ensino secundário, existem três escolas: Alves Martins, Viriato e a Escola Secundária Emídio Navarro. Ao nível do 2º e 3º ciclo existem oito escolas públicas:

  • EB23 Azeredo Perdigão, EB23 Grão Vasco, EB23 do Viso, EB23 Infante D.Henrique, EB23 de Silgueiros, EB12 João de Barros, EB23 de Mundão e EB 2,3 de D. Duarte, Vil de Soito. Para além destas, funcionam três colégios privados: Colégio da Via Sacra, Colégio da Imaculada Conceição e EBIS Jean Piaget.
Agrupamentos de Escola em Viseu

* Agrupamento de Escolas do Viso

 viso

* Agrupamento de Escolas de Grão Vasco
* Agrupamento de Escolas de Marzovelos
* Agrupamento de Escolas de Silgueiros
* Agrupamento de Escolas de Vil de Soito
* Agrupamento de Escolas do Infante D. Henrique
* Agrupamento de Escolas do Mundão
* Agrupamento de Escolas Dr. Azeredo Perdigão

Viseu dispõe igualmente de ensino profissional na Escola Profissional Mariana Seixas, na Escola Profissional de Torredeita e na Profitecla.

Instituições de ensino superior

Públicas

* Instituto Politécnico de Viseu


Privadas

* Escola Superior de Educação Jean Piaget
* Escola Superior de Saúde Jean Piaget
* Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Viseu
* Universidade Católica Portuguesa
* Instituto Superior de Ciências Educativas de Mangualde

Biblioteca Municipal


Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva
A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva

Espaço Cultural > Biblioteca
Rua Aquilino Ribeiro, 10 - 3500 Viseu
A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva fica situada na Rua Aquilino Ribeiro. Foi inaugurada no dia 31 de Maio de 2002.

Infra-estrutura

Equipamentos

* Salas de estudo
* Arquivo Municipal e Distrital
* Funicular
* Nova Feira Semanal

Espaços industriais

* Parque Empresarial de Lordosa
* Parque Empresarial de Mundão
* Parque Industrial de Coimbrões

Avenida da Europa

Via estruturante que pretende consolidar urbanisticamente a cidade a Norte, criando uma nova centralidade na cidade e estendendo a cidade até Abraveses.

No total, apresenta 1,5 km de extensão, por uma média de 35 a 40 m de largura, sendo uma avenida especial em relação à maior parte existente em Portugal. Não sendo muito extensa, é de facto muito larga, ficando assim muito agradável para ser usufruída.

Parques e jardins


* Quinta da Cruz
* Parque Urbano da Aguieira
* Parque Linear do Pavia
* Parque do Fontelo
* Jardim das Mães
* Jardim de Santa Cristina
* Jardim Santo António
* Jardim do Paço dos Bispos
* Jardim Tomás Ribeiro
* Parque Aquilino Ribeiro



Parque da Cidade
Fontes

* Fonte de S. Francisco
* Fonte Joanina
* Fonte das Três Bicas






Espaço Internet

Espaço Internet de Viseu

A cidade de Viseu tem um Espaço Internet situado no Solar dos Condes de Prime.

Segurança

* Bombeiros Municipais na Avenida Alberto Sampaio
* Bombeiros Voluntários na Rua José Branquinho
* Polícia Municipal no Pavilhão Multiusos
* Polícia de Segurança Pública no Bairro do Serrado
* Guarda Nacional Republicana em Abraveses
* Protecção Civil



Desporto

Futebol

As equipas de futebol de Viseu são o Sport Viseu e Benfica,[24] Académico Viseu Futebol Club, Lusitano Futebol Clube, Repesenses, Futebol Clube de Ranhados, Grupo Desportivo de Abraveses e Dínamo da Estação (camadas jovens).

Os estádios de Viseu são o Estádio do Fontelo, localizado no parque Florestal do Fontelo e o Estádio dos Trambelos em Vildemoinhos.

Equipamentos Municipais

* Ecopista de Viseu
* Estádio do Fontelo
* Estádio dos Trambelos
* Campo Alves Madeira
* Campo 1º de Maio
* Campo da Quinta da Cruz
* Campo de Futebol de Sete do Fontelo
* Pavilhão Polidesportivo do Fontelo
* Complexo Municipal de Piscinas do Fontelo
* Campo de Ténis do Fontelo
* Polidesportivo do Fontelo
* Campo de Futebol de Cinco do Fontelo
* Pavilhão de Judo do Fontelo
* Circuito de Manutenção do Fontelo
* Pista de Corta-Mato
* Campo/Zona de lançamentos
* Cerca de 90 polidesportivos espalhados pelo concelho
* Pavilhão Desportivo Via Sacra
* Pavilhão Desportivo / Piscina - Vilabeira - Repeses
* Pavilhão Desportivo INATEL
* Pavilhão Desportivo Folgosa - Lordosa
* Pavilhão Desportivo do RI 14

Full-Contact

Modalidade desportiva promovida pela Associação Full-Contact de Viseu com sede na Quinta da Carreira, Freguesia de São José em Viseu, no âmbito da sua longa e relevante actividade que, rapidamente se expandiu para além do distrito, dinamizando a pratica do Full-contact e mobilizando milhares de atletas de todos os distritos do país, originou assim, a fundação, também em Viseu, da Federação Portuguesa de Full-Contact.

Dos eventos realizados pela Associação Full-contact de Viseu, destaca-se pela sua dimensão e representatividade internacional o Ultimate Full Contact - Trofeu Feira de São Mateus realizado anualmente no Campo de Viriato inserido no programa da Feira de S. Mateus.

Gastronomia

Como toda a cozinha portuguesa, a gastronomia de Viseu é muita rica, é variada e baseia-se numa tradição que se mantém viva.

Vinhos

* Vinho do Dão
* Vinho Regional Beiras

Carne

* Vitela assada com arroz de forno
* Cabrito assado
* Rojões com morcela e bauus cozidas
* Rancho à moda de Viseu
* Entrecosto com grelos e chouriço caseiro
* Arroz de feijão
* Arroz de carqueja

Peixe

* Bacalhau à lagareiro
* Trutas de escabeche
* Bacalhau assado na brasa

Doces

* Castanhas de ovos de Viseu
* Doces de ovos de Viseu
* Lampreia de ovos
* Pão-de-ló
* Leite creme
* Arroz-doce
* Pastéis de feijão
* Pastéis de Vouzela

Comunicação

Televisão

A cidade de Viseu tem uma televisão regional VTV - Viseu TV, Lda, a funcionar na internet desde 2006. O site apresenta informações da região, mas dá igualmente atenção às actividades de índole sócio-cultural, económica e desportiva da região de Viseu.

Rádio

O concelho possui diversas emissoras de rádio de âmbito local e regional entre elas:

  • Estação Diária - 96.8
  • Rádio Sim Viseu - 103.6
  • RCI (Raimundo Comunicações Independentes) - 105.5
  • Rádio NOAR - 106.4
  • RFM - 91.4/ 104.6
Jornais

Viseu possui diversos jornais impressos diários, semanais ou bi-semanais. São eles:

* Gazeta de Viseu
* Noticias da Região
* Voz das Beiras
* Notícias de Viseu
* Jornal Via Rápida
* Jornal do Centro
* Tribuna de Lafões
* Gazeta da Beira
* Jornal da Beira

Administração Local

* Presidente da Câmara Municipal - Dr. Fernando de Carvalho Ruas
* Presidente da Assembleia Municipal - Dr. António Almeida Henriques

Vereadores

* Dr. Américo Nunes - Ambiente e Segurança.
* Dr. José Moreira Amaral - Educação e Cultura.
* Prof. António da Cunha Lemos - Freguesias, Urbanismo e Obras.
* Dr. Guilherme Almeida - Juventude, Desporto e Tempos Livres.
* Dr. Hermínio Magalhães - Modernização Administrativa, Actividades Económicas, Recursos Humanos e Habitação Social.

Este mandato acabou em 2009

Serviços

 O Hospital de São Teotónio.

Equipamentos de Saúde

Viseu é uma cidade que conta com um hospital central, com uma clínica privada e três centros de saúde (desdobrados agora em cinco USF).

* Hospital de São Teotónio
* Clínica Privada
* USF (Universidade São Francisco) :
  • Grão Vasco e Dom Duarte no CS3 em Jugueiros cada uma com cerca de 15000 utentes
  • Infante Dom Henrique em Sta. Maria no edifício da segurança social com cerca de 20 000 utentes
  • Abraveses junto ao Continente com cerca de 15 000 utentes
  • Orgens junto ao Bairro de Sto. Estevão com cerca de 15 000 utentes
  • Rio de Loba em Travassós de Cima com cerca de 15 000 utentes

A taxa média de mortalidade infantil é mais baixa no concelho de Viseu, é de 3,7‰, do que na região de Dão-Lafões, é de 4,8‰, o mesmo se registando para o indicador número de médicos por 1000 habitantes com o valor de 3,8‰ no concelho e de 1,7‰ na região.

Estações de Correios

Viseu é servida por oito estações de correios, estando uma situada no centro, outra na vila de Torredeita e as outras 6 em grandes zonas habitacionais (Abraveses, Ranhados, São José, Coração de Jesus, Jugueiros, Viriato), faltando apenas uma na freguesia de Rio de Loba que é a segunda maior do concelho.

Outros


Viseenses ilustres


Estátua do Rei D. Duarte, Viseu.

* D. Afonso Henriques, (1109 - 1185) primeiro rei de Portugal (segundo tese de Almeida Fernandes, segundo outras teses terá nascido em Coimbra e por tradição apontasse Guimarães)
* D.Duarte, Rei de Portugal, (1391 - 1438)
* António Barreiros de Seixas (c. 1520 – c. 1590)
* Augusto Hilário (1864 - 1896)
* António Gonçalves da Costa (Sabugosa) (1889 - 1984)
* António Madeira (1913 - 2002)
* Emídio Navarro (1844-1905)
* Francisca de Campos Coelho (1640 – 1708)
* Conego Gaspar Barreiros (c. 1515 – 1574)
* Vasco Fernandes, Grão Vasco (c. 1475 - c.1542)
* Henrique Felgar (1893 - 1986)
* João de Barros (c. 1496 - 1570)
* João Victorino de Sousa e Albuquerque (1767 – 1854)
* José Victorino de Sousa e Albuquerque (1843 – 1916)
* Maximiano de Aragão (1853 - 1929)natural de Mangualde
* Paulo Emílio de Sousa de Lemos e Menezes (1812 – 1870)
* Silvério Augusto de Abranches Coelho e Moura (1813 – 1896)
* Armindo Viseu (1916 - 2004)
* Eduardo Abranches de Soveral (1927 – 2003)
* Rolando Oliveira (1937 – 1976)
* Carlos Lopes (1947)
* Julio Seara Loureiro da Cruz (1960 – 2011)
* Paulo Sousa (1970)


Matéria em construção...

FELIPE DOS SANTOS FREIRE



Biografia de Felipe dos Santos Freire

Felipe dos Santos Freire nasceu em Portugal e viveu em Vila Rica (posterior Ouro Preto)no estado de Minas Gerais no Brasil. Liderou a chamada revolta de Vila Rica, movimento político no Brasil colonial contra as autoridades portuguesas. No ano de 1720, ocorreram duas rebeliões contra a proibição da saída de ouro em pó da região das Minas, ambas sufocadas por D. Pedro de Almeida Portugal, conde de Assumar, governador da capitania. A primeira, encabeçada pelo paulista Domingos Rodrigues do Prado, foi em janeiro na localidade de Pitangui. A segunda, em 28 de junho, ocorreu em Vila Rica. Ambas eram revoltas contra a lei de 11 de fevereiro de 1719, que obrigava a transformação do ouro em pó em barras de ouro nas casas de fundição locais. Desse modo, só podiam ser negociadas barras cunhadas com as armas del-Rei e com desconto de um quinto do montante, que ficava para a coroa. Às onze horas da noite de 18 de junho de 1720, sete mascarados, acompanhados de muitos negros escravos, invadiram Vila Rica, depredaram residências e exigiram aos gritos que o governador não abrisse as casas de fundição. No dia 2 de julho, mais de mil insurretos ocuparam Ribeirão do Carmo, onde se alojava o conde, e obtiveram a promessa do governador de que a lei seria suspensa e o motim perdoado. Nova revolta, porém, eclodiu no dia 12 de julho do mesmo ano. O conde de Assumar, no dia seguinte, colocou a prêmio as cabeças dos revoltosos: ofereceu cem oitavas de ouro a quem matasse qualquer um deles e autorizou a população a atirar nos mascarados que perturbavam a ordem pública. Em 14 de julho, tendo reunido forças suficientes, o conde esmagou a rebelião. O local onde costumavam se refugiar os mascarados, o arraial do Morro, em Ouro Podre, foi incendiado. O chefe ostensivo do movimento era o impetuoso Felipe dos Santos Freire, que, durante uma pregação revolucionária em Cachoeira do Campo, foi preso e condenado à morte. Em 21 de julho de 1720, Felipe dos Santos Freire foi enforcado em Vila Rica e em seguida teve o corpo atado às caudas de quatro cavalos e esquartejado. A pena foi considerada excessiva pelas autoridades portuguesas, mas o conde de Assumar justificou o rigor pela necessidade de dar exemplo e intimidar a população.

Filipe dos Santos Freire (c. 1680 — 1720) foi um português (tropeiro e minhoto, talvez) representante das camadas populares de Vila Rica, instigou a revolta de Vila Rica, em 28 de junho de 1720. Por sua participação no movimento foi preso e condenado à morte.

Os outros revoltosos foram perdoados, como os portugueses frei Vicente Botelho e seu pai o Ouvidor Manuel Mosqueira da Rosa. Mas Filipe dos Santos, capturado em Cachoeira do Campo, foi enforcado e seu corpo atado a quatro cavalos, sendo despedaçado. A ordem partiu de D. Pedro de Almeida Portugal, conde de Assumar, governador da capitania de São Paulo e Minas do Ouro, que para isso não tinha jurisdição.