VILA NOVA DE POIARES - TERRA DA CHANFANA

História de Vila Nova de Poiares
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Bandeira de Vila Nova de Poiares



A História de Vila Nova de Poiares é a história de um concelho, como muitos outros, em que é difícil deslindar com precisão a sua origem. Esta circunstância, deve-se a variadas razões: para uns a falta de documentos é notória. Para outros, deve-se à sua estrutura geográfica, que acabou retardando sua concentração urbana, tornando mais difícil encontrar seus objetos de estudos.
Na verdade, “Poiares” foi durante muito tempo uma zona e não uma localidade. As Terras de Poyares, estendiam-se, numa zona não facilmente demarcada, por vales e serras. O topónimo Poiares encontra ainda outras utilizações pelo território Português, o que pode surgir como problema aos olhos mais desatentos. Convém frisar que se trata do “Poiares de Coimbra” visto ter pertencido durante séculos ao termo desta cidade.

Mapa de Vila Nova de Poiares

A própria origem do topónimo, tem constituído uma dificuldade para os investigadores, na medida em que se discutem várias possibilidades da origem do vocábulo “Poiares”. Alguns autores têm discutido esta matéria, mas parece encontrar-se uma certa complementaridade entre as interpretações (FERRÃO, 1905; JÚNIOR, 1978 e SERRÃO, 2001). Assim, o vocábulo ter-se-á originado a partir da antiga forma verbal “poyar”, cujo significado seria “por, assentar, pousar, desembarcar, etc.” (FERRÃO, 1905: 11), ou “subir, trepar ou ‘fazer poyo’”, isto é, subir a um lugar alto donde se aviste a paisagem (SERRÃO, 2001: 14). A primeira das hipóteses aponta como explicação o fato das Terras de Poyares constituírem uma vasta área deserta em que o poyar, isto é, o assento, o local de descanso durante a caminhada, o local de desembarque escasseava, no entanto, aqui e ali apareciam os poyar (ou poyares?). Como certamente, terá sido a Albergaria de Poiares, em Santa Maria de Arrifana, ou Vila Chã (actualmente São Miguel de Poiares). Para a segunda hipótese explicativa, o termo “Poiares” significava um lugar de acesso a sítios(lugares) altos. O maior historiador português, Hermano Saraiva, no seu programa de televisão dedicado ao concelho de Vila Nova de Poiares, aponta ainda uma outra hipótese: a de “poiares” ter evoluído desde “padalares”, passando por “paaares”. Explica que existe um documento do século IX em que aparece o topónimo Padalares e que as leis da evolução fonética apontam para este tipo de evolução (SARAIVA, 2002).

De fato, não existem dúvidas sobre a origem deste topónimo bem como o seu significado, pelo que poderemos considerar válidas todas as observações anteriores, a menos do caso único de "padalares" que se trata de uma desviante, mal dita, mal entendida ou mal escrita à época, mas com a mesma origem. Existem vários locais no território português com esta designação, pelo que não se trata de um caso fortuito. Assim, devemos deixar à toponímia o acerto deste nome. Como muitos nomes, é mais um que resulta da geografia ou orografia dos locais onde se aplica. O vocábulo Poiares é o mesmo que poiais ou Poiais, plural de poial, e que se descreve como um lugar ou local relativamente mais alto onde se pousa(m) alguma(s) coisa(s) ou pessoa(s); a evolução provável a partir da raiz e na escrita moderna será: Podi+al > Podi+al+es (plural) > Poiales (este já existente no português arcaico) > Poiares; a evolução de Poiais é fácil de admitir.

Pré-História

O vale e serras circundantes, onde se localiza atualmente o concelho de Vila Nova de Poiares, terão tido ocupação desde o período Neolítico, como prova a existência do Dólmen de S. Pedro Dias, localizado na Serra com o mesmo nome.

Da Antiguidade Clássica aos alvores da Nacionalidade

Mas, terá sido após a romanização, que terá tido maior importância, mercê das vias militares, que por aqui passavam. Na verdade, atravessavam estas terras duas vias militares: a que ligava Coimbra à Egitânia, passando por Carvalho, Santo André de Poiares e Ponte de Mucela e a que ligava Tomar a Tondela, atravessando estas terras em S. Miguel de Poiares e em Ponte de Mucela, onde havia uma importante ponte romana sobre o Rio Alva. Se recorrermos à toponímia (basta lembrar o nome de algumas localidades do concelho como “Moura Morta”) e acrescentarmos a existência de algumas lendas em que se fala invariavelmente de “Mouras”, encontramos também a possibilidade de por aqui terem vivido Muçulmanos. Para além disso, estão também documentados combates entre Cristãos e Mouros em Mucela, que terá sido completamente destruída pelos Muçulmanos em 1231. Temos fontes documentais, provando que já no século VIII havia pelo Chão de Poiares várias localidades que foram doadas ao Mosteiro de Lorvão pelo rei Ordonho II das Astúrias, como sejam “no subúrbio de Coimbra a vila chamada Algazala, bem como outros vilares junto do rio Mondego chamados Lauredo e Sautelo”, as quais corresponderiam aos lugares de Algaça, Louredo e Soutelo actuais. Outros documentos da época referenciam ainda outros lugares que ainda hoje existem como Vale de Vaíde, Vale de Afonso, Vale de Lobo, entre outros. Às Terras de Poyares está também ligada uma lenda de D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal) ou, pelo menos, uma das suas versões. Com efeito, a lenda conta-nos, que el-rei alcançara um vil cardeal (o qual o havia excomungado, assim como à cidade de Coimbra e ao Reino) “em hum lugar a que chamão a Vimieira, que he a par de Poyares caminho da Beira” Este pequeno excerto de uma lenda, dá-nos duas pistas fundamentais, pois todas as lendas têm fundos de verdade, a saber: Em primeiro lugar, atesta que o topónimo “Poiares” era já utilizado ainda antes da nacionalidade e não para designar uma localidade, mas uma zona, tal como havíamos concluído. Em segundo lugar, mostra a o importância das vias de comunicação que cruzavam estas terras, pois eram quase obrigatórias para quem pretende-se viajar entre Coimbra e o interior das Beiras ou o resto da Península. Tal fato, confirma a necessidade de existência dos poyar nesta região.

Albergaria de Poiares

É sobre a Albergaria de Poiares, que mais documentação, desta época anterior e dos primeiros tempos da nacionalidade, há das Terras de Poyares. As albergarias desta época eram casas pias, localizadas junto a estradas importantes ou a instituições religiosas e ligadas a estas, que ajudavam os peregrinos e viajantes, principalmente os mais pobres. Desempenhavam um importante papel na assistência pública, servindo de hospitais de caridade e eram no início da nacionalidade, mercê da grande instabilidade militar, normalmente controladas pelas rainhas. A “Albergaria de Poiares” terá sido fundada no sítio de Arrifana, devido à ação da rainha D. Mafalda, esposa de D. Afonso Henriques, nesta época, como afirma o Prof. Doutor Veríssimo Serrão. No entanto, o mesmo autor e na mesma obra afirma: “a implantação da albergaria deu-se no sítio de Vila Chã, hoje identificada com São Miguel de Poiares, embora outros autores a preferiam colocar no lugar de Arrifana.” Temos conhecimento de uma Carta de Foral dada pela rainha D. Dulce, esposa de D. Sancho I, à Albergaria de Poiares e ao Convento de São Miguel, em Maio de 1195: “Em nome de Samta e Emdepartida Trindade eu a Raynha dona Doce a vos frei Joan mestre da allbarguaria do Poiares e a todolos moradores dese mesmo convemto de Sam Miguel também aos moradores e povoradores que hahy moram como aos que vierem fasemos carta de poduravel fermidom de bom foro perduravel para sempre pello qual ajades e posuades e pobredes a sobredita erdade em pas. Feita a carta de comfirmasão e de firmidõe no mês de Maio da Era de mil dusemtos e trimta e tres annos. Eu a Rainha dona Dose a vos frei Joane de allberguaria de Poiares emsembra e com meus irmãos que a mandamos escrever e com as nosas propias mãos a roboramos.” (cit. em SOARES, 2002: 10). Com esta Carta de Foral provamos a existência da Albergaria de Poiares e a sua ligação ao Convento de São Miguel, que terá existido na localidade que hoje tem esse nome, tendo assim ligações a uma instituição religiosa como muitas outras albergarias. Esta proximidade ao convento de São Miguel poderá ter sido também espacial e, se assim fora, parece que ganha consistência a ideia de alguns que afirmam ter-se a Albergaria de Poiares localizado em Vila Chã (atual São Miguel de Poiares)
Do mesmo ano de 1195, data um outro documento em que é referido o nome de Frei João da Albergaria de Poiares. Trata-se da outorga do foro e costumes de Évora aos povoadores de S. Vicente da Beira, por parte da mesma rainha D. Dulce, em que se dá a estes povoadores o direito de utilizar a Albergaria de Poiares. Deve igualmente referir-se que D. Sancho I concedeu no seu testamento de 1209 à Albergaria de Poiares 200 maravedis, o que mostra a importância da albergaria . É também referido nas inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III que “D. Aldonça ou D. Dulce, esposa de D. Sancho I, comprou o Ervedal, e seu termo para fazer presente à Albergaria de Poiares”, a qual depois de alguma instabilidade terá pertencido a D. Teresa, filha de D. Sancho I, que lhe deu foral “Datum apud Monasterum de Celis Mense Januario, sub era 1249 da Era de Cristo]”. Quando D. Teresa morreu, a Albergaria de Poiares passou para os bens da coroa, para depois D. Afonso III a trocar pela vila de Arronches que pertencia ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, no ano de 1264 . No entanto, o Prof. Doutor Veríssimo Serrão menciona, em “Um Passeio pela História de Poiares”, o carinho de D. Afonso III à Albergaria de Poiares, citando a carta régia de 20 de Abril de 1264: “Tomo em minha encomenda e sob a minha defensão a albergaria de Poiares com todos os seus habitantes e possessões e herdades e gados e com todas suas coisas.” (cit. em SERRÃO, 2001: 17-18). A Albergaria teria, mais tarde, regressado à coroa, mercê de legislação de D. Dinis, que restituía ao Estado alguns bens que estavam dependentes da Igreja.
Desde a Idade Média, até ao século XIX nada mais há escrito sobre a Albergaria de Poiares, à excepção de umas lápides encontradas no início do século XIX, uma delas ainda existente, servindo de ombreia da porta da sacristia da Igreja Matriz de Arrifana. No entanto, sabemos que na sessão de 25 de Abril de 1837 da, então, recém criada Câmara Municipal de Poiares foi presente um requerimento do vereador Joaquim Fernandes da Cunha, de S. Miguel de Poiares, em que pede os seus direitos enquanto cirurgião residente na Albergaria de Poiares. É-nos assim possível afirmar, que em meados do século XIX a Albergaria de Poiares ainda existia, possivelmente, num local diferente do original.

Séculos XV e XVI
Um documentário com testemunhos de vida ligados ao rio Mondego, do barqueiro mais antigo ainda vivo às lavadeiras, pescadores e pastores, estreia a 14 de Agosto na Exposição Mundial de Saragoça, Espanha, disse o realizador Tiago Pereira.

Referente ao século XV temos também alguma documentação sobre algumas povoações da Chã de Poiares. Nomeadamente, sabemos que no reinado de D. Pedro a administração da Justiça em Poiares passa do Mosteiro de Santa Cruz para o Município de Coimbra e que a Peste Negra não terá afetado esta região, visto ter aumentado a população. Do século XVI sabemos, por exemplo, que foi nomeado escrivão das sisas em Arrifana de Poiares, João Martins, corria o ano de 1520. Segundo fontes escritas daquele século, nomeadamente tombos dos Mosteiros de Lorvão, Santa Cruz e Santa Clara e da Universidade de Coimbra, grande parte das Terras de Poyares eram ocupadas por domínios senhoriais e nelas se espalhavam várias casas religiosas. A Casa dos Frades da Concha, localizada no atual lugar de Póvoa da Abraveia, e o Convento de São Miguel de Poiares, localizado no antigo lugar, são disso exemplos. Destas fontes podemos ainda identificar os proprietários da restantes terras, alguns deles nobres, e perceber as relações do Antigo Regime que se estabeleceram em Poiares entre estes senhores, eclesiásticos na sua maioria, e os pobres camponeses. Também do século XVI possuímos a primeira contagem oficial de “vizinhos” levada a cabo pelo Estado. No entanto, esta contagem não compreendeu todo o território do atual concelho, apenas persistem valores de quatro lugares. Devemos ainda referir a existência dos livros paroquiais das várias freguesias, referentes a esta época

Séculos XVII e XVIII

Do período posterior à Restauração, em 1640, dispomos de alguma documentação, designadamente relativa à incorporação de homens nos batalhões defensivos das fronteiras, à vida de alguns notáveis naturais de Poyares ou aos poucos processos do Tribunal do Santo Ofício abertos para pessoas que por estas terras viviam
Os habitantes das Terras de Poyares dos século XVII e XVIII continuam a ser “simples colonos ou servos da gleba, e não proprietários livres e independentes.” Na verdade, em vários tombos do Mosteiro de Santa Maria de Lorvão são bem definidos os laços senhoriais, que este “Senhor” eclesiástico estabelecia com os camponeses. O Regime Feudal parece estar em pleno nas Terras de Poyares desta época, controlado por Senhores Feudais, quer do Clero, quer da Nobreza. Já do século XVIII datam diversas escrituras assinadas pela Universidade de Coimbra e por vários carpinteiros, douradores e pedreiros, a fim da realização de obras nas Igrejas Paroquiais de São José das Lavegadas, de São Miguel de Poiares e de “samta maria de arrifana de Pojares”. Quanto à Igreja Paroquial de Poiares (Santo André) guarda gravadas várias datas: no arco do corpo da Igreja temos de um lado 1684 e do outro 1742 e na torre, no relógio de sol, 1744. Nas Invasões Francesas, principalmente na terceira, teve Poiares muita importância em termos estratégicos, que aliás já anteriormente lhe era reconhecida pelo governo de Sebastião Carvalho e Melo, pois serviu de primeira linha de defesa da cidade de Coimbra, possuindo uma capitania-mor. Com efeito, já em 1765 o governo de Marquês de Pombal rejeitara a eleição de um certo capitão-mor. No entanto, esta posição estratégica não valeu a Poiares um dos mestres de ler, escrever e contar que o Despotismo Iluminado distribuiu pelo país, após a expulsão dos Jesuítas . Tal situação, deve ter-se devido ao fato de Poiares não ser ainda concelho. Ao período do Despotismo Esclarecido, pertence a iniciativa de realizar o “Dicionário Geographico do Reyno de Portugal”, que hoje se afigura como fonte importantíssima (e que é necessário explorar) para a História Local. Neste dicionário encontramos variadas informações acerca da região que hoje constitui o concelho, como sejam a população, as produções mais abundantes, as condições gerais de vida da população, etc. Desta importante fonte, consta “A terra se chama o concelho de Vila Chã de Poyares [atual São Miguel de Poiares, visto a Igreja Matriz descrita ser a que ainda hoje se encontra nesta atual sede de freguesia] hua das sete varas do distrito e Albergaria de Poyares que he termo, comarqua e Bispado de Coimbra, fica na Provincia da Beyra e comprehende a freguezia de São Miguel de Poyares [atual freguesia de São José das Lavegadas? Uma hipótese a considerar, visto esta freguesia ter sido desanexada da atual freguesia de São Miguel de Poiares, antiga Vila Chã de Poiares]”. Nesta fonte depreende-se a pouca importância que teria Santo André de Poiares, que virá a ser sede de concelho, em relação a Vila Chã de Poiares (atual São Miguel de Poiares) e Santa Maria da Arrifana. Do período das invasões francesas data outra documentação importante produzida por um militar francês que inspecionou a estrada que de Coimbra se conduzia para o interior das Beiras, tendo passado por vários lugares das Terras de Poyares. Também deste período datam outras informações relativas à destruição causada pelas invasões.

Criação do concelho de Santo Andre de Poyares

Durante as lutas entre absolutistas e liberais da primeira metade do século XIX, Poiares e alguns dos seus ilustres filhos, terão tido alguma importância nesta região do país, estando, aquando do “Regimen do Terror Absolutista”, do lado dos liberais. Assim, a recompensa a Poiares, pelos serviços prestados durante a guerra civil, foi concedida pelo Governo Setembrista, de Passos Manuel, no âmbito de uma reorganização administrativa efetuada em 1836 – estava, então, criado o concelho de Santo André de Poyares . Corria o reinado de D. Maria II. A área do concelho de Poyares era, no entanto, bastante diferente da atual. Com efeito, o novo concelho compreendia as terras “na margem esquerda do Mondego, desde a foz da ribeira de Poiares, com exclusão de uns pequenos povoados, até à serra do Carvalho; na margem direita do Ceira, compreendendo o lugar de Segade, que hoje é de Miranda; Ribeira de Covellos, formando uma linha sinuosa, que passava em Monte dos Lobos, dava para Poiares Valle da Clara, Couchel e metade de Framillo, fronteira esta que ainda hoje se mantem; a freguezia de Serpins desde Valle de Madeiros, Lavegadas, Povoa, até a Lomba d’Alveite, comprehendendo as Almas da Feira, em toda a margem direita do Ceira, fazia parte deste concelho. A linha que parte do Olho Marinho a Mucella conserva-se atualmente quase inalteravel, porém desde o Barreiro até Valle de Maior, Valle do Meio e Outeiro Longo, toda a freguezia de Friumes pertencia ao primitivo concelho de Poiares.” Esta nova circunscrição administrativa era rica por natureza, quer em termos económicos, quer humanos e terá sido bem orientada pelos seus políticos, o que terá sido razão para os elogios do Governo Civil de Coimbra e para a inveja dos concelhos limítrofes, mais influentes a nível nacional . Tal situação, ocasionou a regressão espacial do concelho, sendo-lhe retiradas em 1855, a freguesia de Friúmes, para o concelho de Penacova, parte da freguesia de Serpins, para o concelho da Lousã, e parte da freguesia de Semide, para o concelho de Miranda do Corvo. Há, no entanto, quem afirme que o concelho de Poiares terá sido mesmo integrado no da Lousã em 1855, devido à ação da Junta Geral do Distrito de Coimbra. Ao que parece, esta notícia não foi bem recebida em Poiares, pois o apoio da população ao opúsculo intitulado Duas palavras em justa defeza do concelho de Poyares no districto de Coimbra, de autoria do Dr. Antonino Ferreira Lima, foi quase total. Corria o ano de 1857. Em Janeiro de 1867 terá tido papel predominante José Dias Ferreira, natural de Pombeiro, à época integrado no concelho, e que foi chamado a fazer parte do ministerio, na restauração do concelho que tinha sido suprimido no mês anterior, tendo integrado o concelho de Penacova . Nesta altura, já tinha sido construído o edifício dos Paços do Concelho (construído em 1865), o qual era visto como símbolo da autonomia municipal. No entanto, em 1878 o concelho de Poiares é suprimido e as suas terras integradas no concelho de Penacova, embora este fato não seja referido por outros investigadores. Com efeito, Dias Ferrão (1905) relata as obras efetuadas pela vereação e o fato do investimento da Câmara Municipal entre 1867 e 1887 ter sido superior a 25:000$000, assim como, a reputação dos funcionários municipais, frequentemente requisitados para outros concelhos do distrito. Na verdade, a época da Regeneração foi uma época de desenvolvimento económico das Terras de Poyares, como se depreende da investigação do Professor Doutor José Amado Mendes, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra 2001). Entretanto, a 8 de Setembro de 1874 foi fundada a mais antiga instituição do concelho que ainda se mantém em atividade – a Filarmónica Fraternidade Poiarense . A partir de 1888 a administração municipal começa a ser menos eficaz e, por outro lado, há uma centralização da administração pública por parte do ministerio do conselheiro João Ferreira Pinto Castello-Branco, o que ditará a supressão do concelho em 1895. Após a supressão do concelho (a última Ata de reunião da Câmara Municipal de Poiares de 1895 data de 18 de Setembro, embora o concelho tenha sido legalmente extinto, segundo o mesmo livro de atas que consultámos, a 7 de Setembro), o seu antigo território foi dividido pelos concelhos de Penacova e Lousã.

Restauração definitiva do concelho

Hospital no Bairro das Necessidades
Ainda que o concelho tivesse sido extinto, os poiaristas tinham esperança na sua restauração e não deixavam de querer ajudar o concelho a progredir. Assim, foi em 1897 que surgiu a ideia, por cinco dedicados poiaristas residentes na cidade de Santos (Brasil), de equipar Poiares (que de certo ia recuperar a autonomia administrativa a breve trecho) com um Hospital de Beneficência, o qual representa uma das mais importantes obras dos finais do século XIX, início do século XX no concelho de Poiares, tendo sido inaugurada em 1909. Por decreto de 13 de Janeiro de 1898 dá-se a Restauração definitiva do Concelho de Poiares. Vivia-se numa “situação progressista”, tendo sido o responsável pela reorganização administrativa, que trouxe a restauração do concelho de Poiares, José Luciano de Castro, líder dos Progressistas, depois da intervenção do deputado Júlio Ernesto da Lima Duarte, entre outros. O Concelho de Poiares foi restaurado, mas não com a mesma área com que tinha sido criado em 1836, em vez disso ficou com a área que tinha antes da supressão de 1895, acrescentando-se-lhe a localidade de Moura Morta, da freguesia de Lavegadas . Restaurado o concelho foi, novamente, chamado à Presidência da Câmara Municipal, José Henriques Simões, proprietário, residente nos Moinhos, que lá se manteve até à instauração da República em 1910. Esta mesma vereação, a que José Henriques Simões presidia, recebeu em 1901 do poiarista Alfredo Montenegro, presidente da Commissão Iniciadora do Hospital de Beneficência Poyarense, um importante donativo: “livros, jornaes e folhetos, e bem assim as respectivas estantes, que possuia na sua casa da Louzã, a fim de que tudo depois de convenientemente catalogado se intalle n’uma salla apropriada d’este edificio municipal, facultando-se a sua leitura e consulta mediante necessário regulamento sobre a denominação de ‘Bibliotheca Publica e Popular’.”. No entanto, ao que parece, em 1905 ainda não existia Biblioteca Pública em Poiares. Entretanto, por alvará de 22 de Março de 1899 do Governador Civil do Distrito de Coimbra, João José D’Antas Rodrigues, foi legalmente aprovada a constituição da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, a que seria entregue, depois de concluído, o Hospital de Beneficência Poiarense.

Elevação da sede de concelho a Vila

Já de 15 de Junho de 1905 data a ata da sessão em que “Deliberou a Câmara por unanimidade, representar ao Governo de Sua Magestade no sentido de ser dado o nome de Poiares às povoações de Santo André, sede d’este concelho, e Aldeia-Nova, que se acham quasi ligadas, pedindo também os foros de villa para as referidas povoações que ficarão a denominar-se – villa de Poiares” . Como aliás, sugeria Dias Ferrão no seu livro sobre o concelho publicado uns meses antes. Devido a este ofício, ou não, o certo é que por portaria de 17 de agosto de 1905, o pretendido pela Câmara Municipal aconteceu mesmo: Santo André e Aldeia Nova passam a chamar-se Vila Nova de Poiares, adquirindo também a sede do Concelho de Poiares os foros de Vila. Corria o reinado de D. Carlos. Porquê Vila Nova de Poiares e não Vila de Poiares, como se sugeria? Terá sido uma questão pragmática: para que se não confundisse esta nova vila com outras a norte do país. Este fato, não parece ter constituído um problema para os poiaristas, visto que a 21 de outubro do mesmo ano a Câmara recebe “um telegrama da Comissão Iniciadora do Hospital de Benificencia Poiarense, com sede em Santos (Brasil) felicitando Poiares pela elevação da sede de concelho à cathegoria de villa.” , isto é, o que interessava estava conseguido.

Dos alvores a meados do Século XX

Em 1906, através da oferta de um poiarista, desta vez residente no concelho, são finalmente reunidas algumas condições para concretizar o abastecimento público de água à sede de concelho, bem como a outras localidades, próximas dela, e ao Hospital de Beneficência Poiarense, cujas obras prosseguiam a bom ritmo. Na verdade, a Câmara Municipal analisa na sua sessão de 11 de Outubro de 1906 “um officio do Eycelentissimo Sr. Doutor António Eduardo de Souza Godinho, de S. Miguel d’este concelho” em que deseja o “melhoramento do abastecimento d’água na sede de concelho, occoreu-me, d’acordo com minha mulher, offerecermos ao municipio uma nascente d’água que possuimos n’um predio à Nogueira, limite de Venda-Nova”, impondo condições, como por exemplo, “quarta que da mesma água se desvie a agua necessaria para abastecimento do Hospital de Beneficência Poiarense” . No entanto, como se depreende das mesmas atas da vereação, o processo burocrático foi-se arrastando pelos anos de 1907, 1908, não estando ainda a obra totalmente concluída em 1909. Neste ano de 1909, mais precisamente a 27 de Julho foi inaugurado o Hospital de Beneficência Poiarense, obra muito relevante para o concelho. Quanto à Proclamação da República Portuguesa em Poiares, esta apenas ocorreu a 10 de Outubro de 1910, tendo sido proclamada por “Doutor Alfredo Lobo das Neves, médico do partido municipal, Augusto Cesar de Figeiredo, proprietário, Armando Simões Mathias, aluno do quinto anno juridico da Universidade e Ulpiano Antonio Montenegro, Professor official da escola do sexo masculino da sede de concelho”. Em 1938 recebeu Vila Nova de Poiares as suas armas municipais, as mesmas que, pela primeira vez, representaram o concelho em 1940 na Exposição do Mundo Português, em Lisboa e as que se mantêm na atualidade com a seguinte descrição: “Brasão: de prata, ao centro duas andorinhas de sua cor em direções opostas, ladeadas por dois pinheiros bravos de verde frutados, troncados e arrancados de negro. Em chefe realçada a ouro, centra-se uma abelha. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro Vila Nova de Poiares. Bandeira: Brasão sobre o fundo verde. Cordão e borlas dos mesmos esmaltes. Haste e lança de Ouro. Selo: Circular tendo ao centro o brasão sem indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos, onde corre a legenda Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares.” (SOARES, 2002: 302). No início da década de cinquenta do século passado foi construído o Jardim Municipal que veio requalificar um dos largos emblemáticos de Vila Nova de Poiares – o Largo da República, que é rodeado pelo edifício dos Paços do Concelho e pela Igreja Matriz de Poiares (Sto. André) e que é considerado o “centro histórico” da vila. A construção deste jardim foi custeada pelo benemérito “poiarista” Bernardo Martins Catarino, emigrante de sucesso no Brasil, tendo sido inaugurado a 12 de Agosto de 1951. O seu estado atual resulta de obras de beneficiação do início dos anos 90 do século XX. De 1952 data uma importante reforma administrativa (o Decreto-Lei 38.886 de 29 de Agosto de 1952, que veio por ordem nas fronteiras das freguesias do concelho. Ao que parece a divisão das freguesias era muito complexa, acontecendo mesmo que uma localidade cercada totalmente por uma freguesia pertencesse a uma outra. Detinha a presidência da Câmara Municipal, à época, o Dr. Augusto Henriques Simões, igualmente dirigente de outras instituições do concelho, cujo mandato se prolongou por 12 anos e que fora antecedido por individualidades estranhas ao concelho. Um acontecimento que ficou registado na memória coletiva Poiarense foi o do dia 8 de Agosto de 1953: “uma grande caravana de carros, trazendo à frente um piquete de Polícia de Trânsito em motocicletas, transportando um valioso donativo para o Hospital, com géneros e dinheiro angariado no Porto e arredores pelos Srs. Casimiro Dias Ferreira, António Dias Ferreira, Jaime Pedroso Lima, Saul Duarte de Carvalho, Joaquim Ferreira e José Ferreira Lima e outros.” Outro acontecimento marcante para os Poiarenses e os Portugueses, na sua generalidade, já que a nefasta notícia foi amplamente ventilada pela comunicação social, foi o de 1 de Julho de 1955: um desastre de aviação na Serra do Carvalho (elevação com 430 metros de altitude) em que perderam a vida oito pilotos aviadores, que comemoravam o dia da Aviação. No local foi erguido um grande cruzeiro em memória dos pilotos falecidos .


Referências

* Livros de Actas da Câmara Municipal do Concelho de Poiares de 1895 e de 1898 a 1912 (livros n.º 22 a n.º 27). Arquivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares
* Estatutos da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades de Vila Nova de Poiares * Penacova: Gráfica de Penacova, 1986
* Jornal da Lousã. Semanario Republicano 14º Anno, n.º 686 e 15º Anno, n.os 723, 734, 735, 736, 740 * Lousã: Typ. Louzanense, 1909
* Jornal de Penacova Anno VIII, n.o 402 (03.07.1909) Penacova: Typ. Penacovense
* O Poiarense. Semanario Independente Anno I, n.os 9, 17, 19, 23, 31 e Anno III, n.º 125 * Vila Nova de Poiares: Typ. Louzanense, 1909 e 1911
* FERRÃO, José Maria Dias – Concelho de Poiares. Memoria historica, descriptiva, biographica, economica, administrativa e critica * Lousã: Typ. Louzanense de J. Ribeira dos Santos, 1905
* JÚNIOR, Manuel Leal – Vila Nova de Poiares. Monografia * Coimbra: Atlântico Editora, 1978
* LIMA, Antonino Ferreira – Duas palavras em justa defeza do concelho de Poyares no districto de Coimbra * Coimbra, 1857
* MASCARENHAS, Teresa e SOUSA, Ana Macedo e – Vila Nova de Poiares – Cem Anos de História * Oeiras: Edições Golfinho, 1999
* SANTOS, Ana Maria Monteiro dos – O Dólmen de S. Pedro Dias (Vila Nova de Poiares) * Vila Nova de Poiares, 1997
* SANTOS, Pedro Miguel Carvalho – “Crónicas da História Local. Poiares no Século XIX – Um Nascimento Difícil” O Poiarense, n.º 196 * Vila Nova de Poiares: FIG, 2002
* SANTOS, Pedro Miguel Carvalho – “Subsídios para a História de Vila Nova de Poiares. ‘Contributos para a sua História’” Arganilia. Revista Cultural da Beira-Serra * Arganil, 2001, pp. 23–40
* SARAIVA, José Hermano – Horizontes da Memória. Ares de Poiares * Lisboa, 2002
* SERRÃO, Prof. Doutor Joaquim Veríssimo – Vila Nova de Poiares: Um Passado com Futuro * Vila Nova de Poiares: Rui Gonçalves Guedes, 2001
* SOARES, Jaime Carlos Marta (Coord.) – Vila Nova de Poiares: Um Passado com Futuro II * Vila Nova de Poiares: Edições Época de Ouro, 2002

Vila Nova de Poiares
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Brasão de Vila Nova de Poiares



Coordenadas: 40° 13' N, 8° 15' W
Paços do Concelho (Câmara Municipal)
Gentílico: Poiarense
Área: 83,82 km²
População: 7 281 hab. (2011)
Densidade populacional: 86,86 hab./km²
N.º de freguesias: 4
Presidente daCâmara Municipal: não disponível
Fundação do município(ou foral): 1836
Região: (NUTS II) Centro
Sub-região: (NUTS III) Pinhal Interior Norte
Distrito: Coimbra
Antiga província: Beira Litoral
Orago: Santo André
Feriado municipal: 13 de Janeiro
Código postal: 3350
Endereço dos Paços do Concelho: Largo da República
3350-156 Vila Nova de Poiares
Sítio oficial www.cm-vilanovadepoiares.pt
Endereço de correio electrónico cmvnp@mail.telepac.pt

Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e seu Presidente Jaime de Marta Soares, o Autarca mais antigo de Portugal e que nunca perdeu uma eleição.



Vila Nova de Poiares é uma vila portuguesa, localizada no Distrito de Coimbra, Região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte, com cerca de 3. 800 habitantes.

É sede de um município (classificado como concelho de 3.ª ordem) com 83,82 km² de área e 7 281 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias.


Parte antiga de V. N. Poiares


História de Vila Nova de Poiares

Vila Nova de Poiares é uma vila de fundação recente, uma vez que apenas a 17 de agosto de 1905 as povoações de Santo Andre de Poyares e Aldeia Nova viram o seu nome alterado para Vila Nova de Poiares, recebendo nessa ocasião, os foros de Vila.

Chafariz de V. N. de Poiares no centro da Vila--Onde antigamente se lavava roupa e algumas pessoas apanhavam água potável para consumo doméstico

Nora A Tirar Água para Regar os Campos


Evolução demográfica

População do concelho de Vila Nova de Poiares (1849 – 2011)
1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
6 848 7900 7763 7518 6649 6161 7061 7281

Marchinhas de Vila Nova de Poiares


Património
Capela de Nossa Senhora das Necessidades
Capela de Santo António (São Miguel de Poiares)
Dólmen de São Pedro Dias
Igreja Matriz de Santa Maria da Arrifana
Igreja Matriz de São José das Lavegadas
Igreja Matriz de São Miguel de Poiares
Igreja Matriz de Vila Nova de Poiares
Monumento "O Cristo"
Paços do Concelho de Vila Nova de Poiares
Ponte de Mucela

Geografia

Vila Nova de Poiares é um dos 17 concelhos do distrito de Coimbra e compreende quatro freguesias: Santo André de Poiares, Arrifana, São Miguel de Poiares e Lavegadas. A distância da sede do concelho a Coimbra (sede de distrito) é de 27 km, tendo como principais acessos a Estrada da Beira (EN 17) e o IP 3 (Itinerário Principal que liga, entre outras localidades, as cidades de Coimbra e Viseu). Com apenas cerca de cem quilómetros quadrados, 7457 habitantes (2006) e 3438 edifícios (casas) (censo 2001), Vila Nova de Poiares situa-se no centro do distrito, sendo confrontado a norte pelo concelho de Penacova, a este pelos concelhos de Arganil e Góis, a sul pelos concelhos de Lousã e Miranda do Corvo e a oeste pelo concelho de Coimbra. O concelho do Pinhal Interior Norte é constituído por um vale rodeado pelas serras da Lousã, Bidueiro, São Pedro Dias (estendendo-se apenas um pouco além desta) e Carvalho(nesta serra de Poiares aconteceu o maior acidente aéreo a jato da aviação mundial por volta de 1956, quando de uma esquadrilha de 12 aeronaves, 06, se chocaram em pleno ar) e, nas suas fronteiras noroeste e nordeste, é banhado pelos rios Mondego e Alva, respectivamente. Esta situação geográfica ímpar determina um clima igualmente único com frequentes nevoeiros, chuvas e temperaturas relativamente baixas no Inverno, contrastando com as temperaturas veraneantes, por vezes, muito altas.

Organização Política e Administrativa

Administração Municipal

À semelhança de todos os municípios portugueses, Vila Nova de Poiares possui órgãos de poder autárquico:

Assembleia Municipal

Composta por 19 membros (4 Presidentes das Juntas de Freguesia e 15 eleitos diretamente pelos cidadãos eleitores do município).

Das eleições autárquicas de Outubro de 2009 resultou uma Assembleia Municipal constituída por 12 membros (9 eleitos diretamente) pelo PSD (Partido Social Democrático) e 3 eleitos diretamente) pelo PS. (Partido Socialista). A Assembleia Municipal é presidida pela social democrata Teresa Carvalho.

Câmara Municipal

Composta por 5 vereadores (sendo um deles Presidente da Câmara Municipal) eleitos diretamente pelos cidadãos eleitores do município.

Das eleições autárquicas de Outubro de 2009 resultou uma Câmara Municipal constituída por 3 vereadores do PSD e 2 vereadores do PS. A Câmara Municipal é presidida pelo social democrata Jaime Carlos Marta Soares, que permanece no cargo desde Abril de 1974, sendo atualmente o autarca em Portugal com maior número de mandatos.

Freguesias

As 4 freguesias do concelho de Vila Nova de Poiares são as seguintes:

Arrifana
Lavegadas
Santo André de Poiares
São Miguel de Poiares

Outros

O concelho de Vila Nova de Poiares faz parte da Comarca de Penacova, que por sua vez depende do Círculo Judicial de Coimbra.

A Repartição Fiscal de Vila Nova de Poiares é classificada como de 2.ª Classe.

Em termos eclesiásticos (Igreja Católica), a Unidade Pastoral de Vila Nova de Poiares, que compreende as paróquias de Santa Maria, São José das Lavegadas, São Miguel e Santo André de Poiares, integra o Arciprestado de Penacova, o qual se insere na Região Pastoral Centro da Diocese de Coimbra.



Heráldica

Armas: Escudo de prata, com duas andorinhas de sua cor acompanhadas por dois pinheiros bravos de verde frutados de sua cor, troncados e arrancados de negro. Em chefe uma abelha de negro realçada de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com os dizeres em maiúsculas: «VILA NOVA DE POIARES», de negro.

Bandeira: de verde, cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.

Selo: Circular tendo ao centro o brasão sem indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos, onde corre a legenda Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares.

Geminações

Vila Nova Poiares encontra-se geminada com as seguintes localidades:

* Douchy-les-Mines (França);
* Mielec (Polónia);
* Liquiçá (Timor-Leste);
* Mansoa (Guiné-Bissau);
* Lichinga (Moçambique);
* Vila do Maio (Cabo Verde);
* Caué (São Tomé e Príncipe);
* Hüngen (Alemanha) - geminação em preparação.




Feiras e Romarias

* Feriado Municipal - 13 de Janeiro (Restauração Definitiva do Concelho)
* Mercado Semanal às Segundas-feiras
* Festas do Concelho, em honra de Nossa Senhora das Necessidades, padroeira do concelho, em Vila Nova de Poiares, no 2.º Domingo de Agosto
* Festas de Vale de Vaíde, em honra de Nossa Senhora das Preces - 3º Domingo de Agosto
* Festas de Arrifana - 4.º Domingo de Agosto
* Festas de São Miguel de Poiares - 1.º Domingo de Setembro
* Poiartes - Feira Nacional de Artesanato - 3.ª fim de semana de Setembro

Culinária
Vila N. de Poiares possui uma rica e variada culinária, mas seu prato mais famoso é sem dúvida a famosa Chanfana.



ACIDENTE DE AVIAÇÃO NA SERRA DO CARVALHO

Foi há 58 anos, no dia 26 de Julho de 1954, que o maior acidente de aviação da Força Aérea Portuguesa, ocorreu, na Serra do Carvalho, em Vila Nova de Poiares.
Oito dos doze aviões a jato F-84, que seguiam em direção à base da Ota, para as celebrações do 2.º aniversário da Força Aérea Portuguesa, (FAP) despenharam-se na Serra do Carvalho, tendo morrido oito pilotos dos 12 que formavam a esquadrilha. Meio século depois, a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, em parceria com a FAP, inaugurou um monumento em homenagem aos pilotos.
Uma forma de assinalar, marcar e manter viva a memória histórica do acidente ocorrido naquela serra de Poiares.
«Passados 50 anos não podíamos deixar de lembrar o dia, e a lembrança é uma homenagem séria, com muito respeito pelos jovens pilotos que pereceram no acidente e por respeito às suas famílias», disse Jaime Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, naquele 26 de junho de 2005 na inauguração de um monumento aos aviadores mortos no acidente de 1º de julho de 1955 na Vila de Poiares, estendendo também a homenagem à própria FAP, «uma das melhores instituições do país».
O monumento, localizado numa nova rotunda de Vila Nova de Poiares, é constituído por oito colunas metálicas encimadas com “asas”, representando cada um dos aviadores que perdeu a vida no trágico acidente, o maior da FAP em termos de aviões envolvidos.
A obra é da autoria dos arquitetos da Força Aérea Portuguesa (FAP), cabendo à autarquia criar as infra-estruturas necessárias à colocação do monumento.
A inauguração deste monumento, teve lugar às 15h00 daquele domingo de 2005 e foi marcado pelo descerramento de uma placa, altura em que o local foi de novo sobrevoado por quatro aviões F-16.
Presentes naquelas cerimônias, que foram também as cerimônias de homenagem às FAC, estiveram presentes, o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, o general Taveira Martins, bem como outros oficiais generais e instituições representativas do concelho de Vila Nova de Poiares.
À semelhança dos anos anteriores, a data foi também assinalada com a já habitual missa de ação de graças e sufrágio pelos mortos da Força Aérea, na Serra do Carvalho, local onde já existe uma capela em honra de Nossa Senhora do Ar e um monumento, ambos construídos pela autarquia de Poiares.

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Capelinha na Serra do Carvalho e fotos dos 08 pilotos mortos




O F84 - ACIDENTE DA SERRA DE CARVALHO - ANIVERSÁRIO FAP
O F-84 entrou ao servido da Força Aérea Portuguesa (FAP) em Janeiro de1953. Foi colocado na antiga Base Aérea Nº.2, na Ota, formando a primeira unidade operacional de aviões de combate a jato de Portugal - a Esquadra 20. No ano seguinte nasceu a Esquadra 21, ficando ambas enquadradas no Grupo 201 (Grupo Operacional de Aviação de Caça).
Em 1 de julho de 1955 deu-se um dos mais lamentáveis acidentes de aviação militar em Portugal, quando oito deste aparelhos, em voo de formação, embateram contra uma serra na localidade de Carvalho, concelho de Vila Nova de Poiares, perecendo 08 dos 12 pilotos que compunham a esquadra.
A partir de 1958, os F-84 começaram a ser substituídos na função de defesa aérea, pelos F-86 Sabre, passando a ser utilizados sobretudo na função de ataque ao solo.
Em 1961, parte dos F-84 foi enviada para a Base Aérea Nº9, em Luanda, onde formaram a Esquadra 91. A partir dessa base foram utilizados em combate em Angola, na Guerra do Ultramar até 1974. Nesse período, um destacamento de F-84, esteve estacionado na Base Aérea Nº10, na Beira, em Moçambique, para defesa do porto daquela cidade, por ocasião da independência da Rodésia.
No total, a FAP dispôs de 125 aviões, sendo o último abatido em combate em 1974.

O ACIDENTE AÉREO NA SERRA DO CARVALHO

HINO DA FORÇA AÉREA

Força Aérea Portugal!
Juventude audaz, valente
Nobre povo sem igual
Rumo firme sempre em frente!

Quer de noite, quer de dia
Sulcando o céu profundo
Com rasgos de galhardia
Os rumos que tem o Mundo!

Força Aérea! Força Aérea!
Sobre a terra, sobre o mar
Alma lusa, vida etérea
Subindo supremo altar
Vigilante e imortal!

Alerta homens do ar!
Alerta, alerta, voar!

Garantindo Portugal!

Hoje, dia 1 de Julho de 2011, comemora-se o 59º aniversário da Força Aérea Portuguesa, que neste dia do ano de 1952, foi constituída como ramo independente das Forças Armadas.

Este dia está também, infelizmente, ligado a uma das páginas mais negras da história da Força Aérea, pois foi no dia em que se comemorava o seu 3º aniversário, 1 de Julho de 1955, que ocorreu o mais trágico e lamentável acidente da sua história, que vitimou oito pilotos, sendo considerado um dos maiores do género, a nível mundial, atendendo ao número de aviões envolvidos.
Um F-84 Thunderjet da FAP

Naquele dia fatídico, doze aviões F-84 Thunderjet, comandados pelo capitão Rangel de Lima, dirigiam-se em formação para a Base Aérea da Ota, para participar nas comemorações do 3º aniversário da FAP, quando pelas 10 horas da manhã o desastre aconteceu.

Segundo o Diário “as beiras online” de 4 de Julho de 2005 e de acordo com Aniceto Ferreira de Carvalho, que na altura do acidente tinha 20 anos e era mecânico da FAP, “os aviões eram doze ao todo e iam a voar em formação. Iam quatro à frente, quatro atrás mas mais baixo, por causa do remoinho (movimento do vento), e outros quatro ainda mais baixo. Nesse dia estava nevoeiro e só os primeiros quatro, nos quais se incluía o capitão Rangel de Lima passaram a serra; os restantes oito embateram no terreno, tendo os seus pilotos tido morte imediata”.

Monumento de homenagem aos pilotos falecidos. Os seus nomes estão gravados na base.















Perpetuando a memória dos pilotos falecidos, foi erguido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, um monumento no local do acidente, assinalando um acontecimento que deixou a Força Aérea, as famílias dos pilotos e todo o país envolto num manto de luto.

Para reforçar o simbolismo do local a autarquia construiu ainda uma capela em honra de Nossa Senhora do Ar e, na passagem dos cinquenta anos sobre o desastre, em 2005, foi inaugurado um monumento numa rotunda da vila, feito em parceria com a Força Aérea Portuguesa, para assinalar, marcar e manter viva a memória histórica do acidente ocorrido naquela serra.

Pensado por um arquitecto das FAP, o monumento a que se deu o nome de “Voo dos Anjos”, é constituído por oito colunas (numa alusão directa aos oito aviões que se despenharam vitimando os respectivos pilotos), encimadas por um vidro azul céu e alguns pares de asas, uns abertos e outros fechados, a fazerem referência ao levantar e aterrar dos aviões.
"O Voo dos Anjos", monumento construido para assinalar o 50º aniversário do acidente. Foi colocado numa rotunda à entrada de Vila Nova de Poiares.

Mais alto sobe a Cruz de Cristo
Por vós elevada até ao céu
Vós sois o sol rasgando as trevas
Vós sois asas a brilhar nos céus!

Este acidente aconteceu a cerca de três dezenas de quilómetros da zona onde vivo e, apesar de ainda não ter nascido quando ele ocorreu, lembro-me, quando era criança, de ouvir os adultos falar sobre este acontecimento que pôs em estado de choque as populações da zona.

Poiares recebe Cerimónias da Força Aérea para assinalar o 50º Aniversário do acidente aéreo da Serra do Carvalho
O 50º Aniversário do Acidente Aéreo da Serra do Carvalho foi assinalado em Vila Nova de Poiares com a inauguração do monumento "Voo dos Anjos", feito em parceria com a Força Aérea Portuguesa, para assinalar, marcar e manter viva a memória histórica do acidente ocorrido naquela serra, o mais trágico da Força Aérea Portuguesa e também o maior do género a nível mundial.

O programa das cerimónias começou logo pelas 11H00, na Serra do Carvalho, onde teve lugar a Missa de Ação de Graças e Sufrágio pelos Mortos da Força Aérea. A Missa teve caracterização militar com um terno de clarins a executar vários toques nos momentos mais marcantes da cerimónia.
Após a missa foram depositadas algumas coroas de flores no monumento existente no local, altura em que ocorreu ainda uma demonstração aérea com 4 aviões F-16.
Às 15H00 foi inaugurado, numa rotunda em Vila Nova de Poiares, o monumento "Voo dos Anjos", constituído por oito colunas encimadas por ‘asas’ representando cada um dos aviadores que pereceram no trágico acidente. No momento em que era descerrada a placa do monumento, o local foi de novo sobrevoado por 4 aviões F-16. Recorde-se que foi no fatídico dia 1 de Julho de 1955, por ocasião dos festejos do Dia da Aviação que o trágico acidente ocorreu. Oito dos doze aviões, que compunham a formação comandada pelo Capitão Rangel Lima, chocaram-se na Serra do Carvalho, ficando despedaçados e os corpos dos infelizes aviadores reduzidos a pequenos fragmentos. Eram 10 horas da manhã quando tudo aconteceu. Perpetuando a memória dos pilotos falecidos, foi erigido pela Câmara Municipal um monumento no local do acidente, assinalando um acontecimento que deixou a Força Aérea, as famílias e o país envolto num manto de luto. Para reforçar o simbolismo do local a Autarquia construiu uma capela em honra de Nossa Senhora do Ar e este ano, 50 anos depois do trágico acidente, o infausto acontecimento vai ser novamente assinalado, com a inauguração de um monumento numa rotunda em Vila Nova de Poiares. As cerimónias da Força Aérea contaram com a presença do Chefe de Estado Maior da Força Aérea, General Taveira Martins, entre outros Oficiais Generais e também de instituições representativas do concelho de Vila Nova de Poiares.

Rua Herois de Quimbele - Antiga Ladeira de Aldeia Nova
Autor: Portuguese_eyes














Fundo da V. N. de Poiares
Autor: portuguese_eyes















Lago do Jardim















Jardim de V. N. de Poiares
Autor: CidonioRinaldi






















Avenida Manuel Carvalho Coelho
Autor: Barragon






















Avenida dos Bombeiros Voluntários
Autor: Barragon




















Monumento ao Cristo na Ladeira de Aldeia Nova
Autor: joaopseco


















Nêsperas(ameixas) da Quinta do Neves em Poiares












Vista de Penacova para Rio Mondego, e parque de campismo.











EB1 Vila Nova de Poiares
(284105)
Obs. Foi nesta escola, que fiz meu curso primário
Sob administração do professor Caldeira...








Mensagem aos poiarenses

A esta querida Vila, onde passei minha infância, e da qual guardo inesquecíveis recordações, embora nascido no Rio de Janeiro, presto esta singela homenagem, esperando retribuir um pouco tudo aquilo que dela recebi, através de sua gente tão simples e hospitaleira, que junto com sua paisagem, seus costumes e tradições, muito contribuiram para a formação de meu carácter e filosofia de vida.

Obrigado Vila Nova de Poiares! Obrigado povo irmão de Poiares!

Jorge Pedroso de Lima,
Fundador do cclbdobrasil.blogspot.com.
 
 


Matéria em construção...

PÁSCOA NO BRASIL E PORTUGAL


Páscoa no Brasil




8 de abril de 2012 - Domingo de Páscoa

Depois do Carnaval e dos 40 dias da Quaresma, chega o calendário litúrgico, a Páscoa. Entre o Domingo de Ramos e o Domingo da Ressureição de Cristo, o Cristianismo celebra a semana mais importante do ano: a Semana Santa, que comemora a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

No Brasil, um país de grande tradição católica, herança recebida dos irmãos portugueses, a Sexta-feira Santa (morte) e o Domingo de Páscoa (ressurreição) são as datas mais festejadas, com grande conteúdo simbólico. Procissões, missas, rituais, peças de teatro e muitas manifestações rendem homenagem à data, tanto nas grandes cidades, como nos povoados mais remotos.

Procissão do SENHOR morto em São Paulo


A Páscoa, além de uma data religiosa, é também um dia lúdico e importante na formação religiosa das crianças. O costume no Brasil é de presentear ovos de chocolate ou ovos pintados à mão, recheados com doces. Na verdade, esses ovos são trazidos pela coelhinha da Páscoa. O coelho é um animal com capacidade de gerar grandes ninhadas, o que simboliza a vocação da Igreja em produzir novos discípulos. Mas para os pequenos, a imagem está relacionada com diversão. Os ovos são deixados em "ninhos" ou cestos, e a busca desse "tesouro" é uma verdadeira festa.

Além da troca de ovos de Páscoa, as famílias se reúnem no domingo para celebrar um almoço, com direito a pratos especiais, mensagens de Páscoa e inclusive, músicas de Páscoa e tal como em Portugal exibir suas novas roupas e calçados.



Calendário de feriados:

Páscoa 2012: 08 de abril
Páscoa 2013: 31 de março
Páscoa 2014: 20 de abril
Páscoa 2015: 05 de abril
Páscoa 2016: 27 de março
Páscoa 2017: 16 de abril
Páscoa 2018: 1º de abril

O coelho é um animal com capacidade de gerar grandes ninhadas, o que simboliza a vocação da Igreja em produzir novos discípulos. Mas para as crianças, a imagem está relacionada com diversão. Os ovos são deixados em "ninhos" ou cestos, e a busca desse "tesouro" é uma verdadeira festa.

Além da troca de ovos de Páscoa, as famílias se reúnem no domingo para celebrar um almoço, com direito a pratos especiais, mensagens de Páscoa e inclusive, músicas de Páscoa.

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A Páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas, o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade, celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da Páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja Católica, no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que estava doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal, ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, eles continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi o símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de se comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?

Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta aos tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da Terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Esta também é a base das comemorações evangélicas...

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igrejas evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceiado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o vinho deste cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio, dizendo, "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com Deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:

Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos, que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser a única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior, que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente Deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

Nisã ou Nisan ou Nissan (antes chamado de Abibe ou Abib) é o primeiro mês do calendário judaico, e corresponde a março-abril do calendário gregoriano. Foi no 14º dia desse mês que Jesus comemorou a Páscoa judaica com os seus discípulos (Levítico 23:5-15, Êxodo 9:31 e 13:4) e em seguida instituiu a celebração de sua morte em prol da humanidade pecadora. Para determinar o quatorze de nisã é preciso ter noção de alguns conceitos astronômicos.

De acordo com o calendário lunar usado no primeiro século, os dias mudavam após o por do sol. Algo similar ao que ocorre hoje após a meia-noite. Isto significa, por exemplo, que Jesus celebrou sua morte numa quinta-feira após o por do sol - o que, naquela época, já era considerado um novo dia (sexta-feira). Portanto, embora Jesus celebrou sua morte numa noite anterior, podemos dizer que foi no mesmo dia em que ele ofereceu sua vida como sacrifício de resgate em favor da humanidade, ou seja, na sexta-feira, dia 14 do mês de Nisã.

A PÁSCOA EM PORTUGAL




Como não poderia ser diferente dado os parâmetros religiosos e culturais semelhantes entre os dois países, a Páscoa comemorada em Portugal, tem quase completa semelhança com aquela comemorada no Brasil.

Páscoa em Portugal




É nesta altura em que se limpam muito bem as casas, se pintam (ou caiam, nas zonas em que isso é habitual) e se arranjam(arrumam), pois irá passar o Compasso (a Visita Pascal), que é uma ida do padre, do sacristão e dos coroinhas a cada casa para abençoar (e benzer) aquele lar e os que ali vivem. É comum nesse dia, as pessoas vestirem-se a rigor!

* Tudo isto ligado à Ressurreição de Cristo e à celebração da Vida.

* Para além de todas as celebrações e significados da Páscoa, em Portugal é também uma festa especial dos padrinhos (e madrinhas).

* Tradicionalmente, para além das amêndoas (porque parecem ovos pequeninos) e dos ovos (símbolo da vida), existe o pão-de-ló e os folares, que se oferecem às crianças (especialmente pelos padrinhos).

* Estes doces também estão em cada casa para receber o Compasso.
É um sinal de hospitalidade para o padre e os seus acompanhantes (que, para não ficarem embuchados, têm também à disposição um copinho de licor ou um cálice de vinho do Porto).

* Os folares, como sabem, têm um ou mais ovos dentro - e lá voltamos aos símbolos da Páscoa.

* Antes da Páscoa, na Quaresma, o tempo é de jejum - evita-se comer carne e a ementa das sextas-feiras deve ser peixe (bem, na verdade, não deve é ser carne) por respeito, pois foi na sexta-feira que Jesus foi crucificado e morreu.

* Mas como no Domingo de Páscoa se celebra a festa da Ressurreição (voltar à vida, ressuscitar), volta a comer-se carne: cabrito ou borrego, como se fazia nos tempos antigos. E os doces, claro, que incluem todos os tradicionais e os folares, como dissemos.

* Só mais uma coisa.

Também acontece em muitas localidades celebrar-se a Semana Santa (a semana em que Jesus foi preso, julgado e condenado) com procissões de velas, à noite, ou representações teatrais (populares).

A CERIMÔNIA DO COMPASSO

O compasso na Páscoa

No Domingo de Páscoa, e em alguns locais nos dias seguintes, o sacerdote acompanhado por mais algumas pessoas, transporta o crucifixo e leva à casa dos paroquianos a "boa nova" e a "bênção pascal". As pessoas da família, amigos e vizinhos reúnem-se e se ajoelham na sala principal, onde o padre lhes dá a cruz a beijar. Esta é a principal simbologia do Compasso. Caída em desuso em muitas localidades, noutras tende a ser recuperada, este ritual revestia-se antigamente de um maior cerimonial.
As ruas e as entradas das casas apresentavam-se enfeitadas com verdura e e cobertas com tapetes de flores e plantas aromáticas (alecrim, rosmaninho, hortelã silvestre). Escolhia-se a melhor mesa da sala, que se cobria com uma toalha de renda ou bordada, quase sempre com motivos religiosos. Em diversas aldeias da Beira Alta, a toalha do folar, ou a toalha da Páscoa era de renda, acrescentada consecutivamente quando a família ia aumentando, tecida por mãos femininas.
Sobre a mesa era colocado um crucifixo, ladeado por castiçais e jarras com flores, juntamente com as ofertas de caráter alimentar destinadas ao prior (padre): bolos, frutos, queijos, pão-de-ló.
Numa outra mesa, enfeitada com ovos tingidos ou decorados, "preparada para um pequeno brinde", encontrava-se o "folar do padre", que consistia num donativo em dinheiro colocado numa salva de prata, numa taça ou num prato. Em tempos mais recuados, esta dádiva era constituída por uma moeda, geralmente de prata, cravada numa laranja ou maçã.
A finalizar o rito do Compasso, é servido aos portadores da cruz um vinho do Porto, acompanhado de doces e biscoitos.
No Minho, semanas antes da Páscoa, era costume semearem-se as "searinhas" de trigo, cevada, aveia ou centeio, em pratinhos que, nas casas senhoriais, eram guardados, conforme o preceito, dentro das prateleiras para germinar.
Na altura da visita pascal, as "searinhas" colocavam-se como elemento cerimonial, sobre as grandes cómodas, altas, com oratórios, que nesses tempos representavam uma peça de mobiliário corrente nas salas das casas mais abastadas. Este costume das "searinhas" é também conhecido pela sua tradição noutras celebrações religiosas ou festivas, como no São João ou no Natal.
Em algumas localidades mantém-se o costume de os paroquianos serem avisados, pelo toque dos sinos, de que o pároco vem a caminho, mal o Compasso (visita do padre, sacristão e coroinhas às casas) sai da igreja.
Era tradição em alguns locais do país, no Domingo de Páscoa pela manhã, ouvirem-se cânticos idênticos em todas as casas, quando os sinos repicavam festivamente a anunciar a Ressurreição de Cristo.
Em alguns lugares é atualmente costume o padre mandar entregar em casa dos paroquianos, dias antes da visita pascal, uma carta com algumas palavras, expressando os votos de "Páscoa feliz", retribuindo depois quem a recebe com o usual folar do padre.
O folar é ainda o presente que os padrinhos oferecem aos afilhados quando estes o vão receber. A palavra "folar" deixou de ter o significado de outrora. Primeiro conhecido como um bolo cerimonial da quadra pascal, entra em desuso, quando os afilhados passam para a maioridade ou se casam.
Associado à doçaria tradicional desta época, surgem também os ovos de Páscoa. Símbolo da fertilidade e da abundância, representam também uma homenagem à nidificação, que acontece nesta altura do ano, quando as aves terminam a construção dos ninhos, chocam os ovos ou alimentam os filhos. Simboliza assim o princípio da vida, mas ganha também outra leitura: a casca - representa a Terra, a parte interior - o ar, a clara - a água e a gema - o fogo que representam os elementos fundamentais da vida humana. Num sentido religioso, sugere Cristo, que venceu a morte, saindo do túmulo.
No séc. XVIII surgiu a moda, em França, na Alemanha e na Suíça de colorir os ovos e decorá-los com desenhos ou palavras, fato que continua presente até aos dias de hoje. Devido à influência vinda de outros países, começou a ser usual esconder-se ovos pintados em casa ou em jardins, para que as crianças os possam encontrar.
As amêndoas são um presente alimentar muito popular e característico da doçaria nesta altura. Na zona de Viana do Castelo era tradição as raparigas oferecerem aos rapazes ovos, em troca de um presente de amêndoas. O Alentejo conheceu também esta tradição, onde os rapazes ofereciam às namoradas um cartucho de amêndoas na Semana Santa.



Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus”

Os carrascos despem Jesus para a crucificação e oferecem-Lhe vinagre.

Dirigiram-se então quatro carrascos à masmorra subterrânea, situada a setenta passos ao norte; Jesus rezava todo o tempo a Deus, pedindo força e paciência e oferecendo-se mais uma vez em sacrifício expiatório, pelos pecados dos inimigos. Os carrascos arrancaram-nO para fora e, empurrando, batendo e insultando-O, levaram-nO para o suplício. O povo olhava e insultava; os soldados, frios e altivos, mantinham a ordem, dando-se ares de importância; os carrascos, cheios de raiva sanguinária, arrastaram Jesus brutalmente para o largo do suplício.
Estavam no lugar do suplício dezoito carrascos; os seis que O tinham açoitado, quatro que O conduziram, dois que suspenderam a extremidade da cruz pelas cordas e seis que O deviam crucificar. Parte deles estavam ocupados com Jesus, outros com os ladrões, trabalhando e bebendo alternadamente. Eram homens baixos, robustos, sujos e meio nus, de feições estranhas, cabelo eriçado, barba rala: homens abomináveis e bestiais. Serviam a judeus e romanos por dinheiro.
O aspecto de tudo isso era mais terrível ainda, porque eu via o mal, em figuras visíveis para mim e invisíveis para os outros. Via grandes e hediondas figuras de demônios, agindo entre todos esses homens cruéis; era como se auxiliassem em tudo, aconselhando, passando as ferramentas; havia inúmeras aparições de figuras pequenas e medonhas, de sapos, serpentes e dragões de muitas garras, vi todas as espécies de insetos venenosos voarem em redor e escurecerem o ar.
Entravam na boca e no coração dos assistentes ou pousavam-lhes nos ombros; eram homens cujos corações estavam cheios de pensamentos de ódio e maldade ou que proferiam palavras de maldição e escárnio. Acima do Senhor, porém, vi várias vezes, durante a crucificação, aparecerem grandes figuras angélicas, que choravam e aparições luminosas, nas quais distingui apenas pequenos rostos. Vi aparecer tais Anjos de compaixão e consolo também sobre a Santíssima Virgem e todos os bons, confortando e animando-os.
Os carrascos tiraram então o manto do Senhor, que lhe tinham antes enrolado em redor do peito; tiraram-Lhe o cinturão, com as cordas e o próprio cinto. Despiram-nO da longa veste de lã branca, passando-a pela cabeça, pois estava aberta no peito, ligada com correias. Depois lhe tiraram a longa faixa estreita, que caia do pescoço sobre os ombros e como não Lhe podiam tirar a túnica sem costuras, por causa da coroa de espinhos, arrancaram-Lhe a coroa da cabeça, reabrindo assim todas as feridas; arregaçando depois a túnica, puxaram-lha, com vis gracejos, pela cabeça ferida e sangrenta.
Lá estava o Filho do Homem, coberto de sangue, de contusões, de feridas fechadas ou outras ainda sangrentas, de pisaduras e manchas escuras. Estava apenas vestido ainda do curto escapulário de lã sobre o peito e costas e da faixa que cingia os rins. O escapulário de lã aderira às feridas secas e estava colado com sangue na nova ferida profunda, que o peso da cruz Lhe fizera no ombro e que Lhe causava um sofrimento indizível. Os carrascos arrancaram-lhe o escapulário impiedosamente do peito e assim ficou Jesus em sangrenta nudez, horrivelmente dilacerado e inchado, coberto de chagas. No ombro e nas costas se Lhe viam os ossos, através das feridas e a lã branca do escapulário ainda estava colada em algumas feridas e no sangue ressecado do peito.
Arrancaram-Lhe então a última faixa de pano da cintura e eis que ficou de todo nu e curvou-se, cheio de confusão e vergonha; e como estava a ponto de cair, sob as mãos dos carrascos, sentaram-nO sobre uma pedra, pondo-Lhe novamente a coroa de espinhos sobre a cabeça e ofereceram-Lhe a beber do outro vaso, que continha vinagre com fel; mas Jesus desviou a cabeça em silêncio.
Quando, porém, os carrascos O pegaram pelos braços, com que cobria a nudez e O levantaram, para estendê-Lo sobre a cruz, ouviram-se gritos de indignação e descontentamento e os lamentos dos amigos por essa vergonha e ignomínia.

A Mãe Santíssima suplicou a Deus com ardor; já estava a ponto de tirar o véu da cabeça e, abrindo caminho por entre os carrascos, oferecê-lo ao Divino Filho. Mas Deus ouvira-lhe a oração; pois nesse momento um homem, vindo da porta e correndo todo o caminho com as vestes arregaçadas, atravessou o povo e precipitou-se ofegante entre os carrascos e entregou um pano a Jesus que, agradecendo-lhe, o aceitou e cobriu a nudez, cingindo-O à moda dos orientais, passando a parte mais comprida por entre as pernas e ligando-a com a outra em redor da cintura.
Esse benfeitor do Divino Redentor, enviado para atender à súplica da SS. Virgem, tinha na sua impetuosidade algo de imperioso; ameaçou os carrascos com o punho e disse apenas: “Tomem cuidado de não impedir este homem de cobrir-se”. Não falou com ninguém mais e retirou-se tão rapidamente como tinha vindo. Era Jonadab, sobrinho de São José, da região de Belém, filho daquele irmão a quem José, depois do nascimento de Jesus, empenhara o jumento.
Sentia na alma uma viva indignação contra o ato ignominioso de Cam, que rira da nudez de Noé, embriagado pelo vinho e sentiu-se impelido a correr, como um novo Sem, para cobrir a nudez do lagareiro. Os crucificadores eram os Camitas e Jesus pisava as uvas no lagar, para o vinho novo, quando Jonadab veio cobri-Lo. Essa ação foi o cumprimento de uma figura simbólica do Antigo Testamento e foi mais tarde recompensada, como vi e hei de contar.

Jesus é pregado na cruz

Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; Ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente O deitaram de costas. Colocaram-Lhe a mão direita sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que se estava contraindo e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de bênção e cravou-o nela, com violentas pancadas de um martelo de ferro. Doces, e claros gemidos ouviram-se da boca do Senhor; o sangue sagrado salpicou os braços dos carrascos; rasgaram-Lhe os tendões da mão, os quais foram arrastados, com o prego triangular, para dentro do estreito orifício. Contei as marteladas, mas esqueci, na minha dor, esse número. A Santíssima Virgem gemia baixinho e parecia estar sem sentidos exteriormente; Madalena estava desnorteada.
As verrumas(brocas) eram grandes peças de ferro, da forma de um T; não havia nelas nada de madeira. Também os pesados martelos eram, como os cabos, de ferro e todos de uma peça inteiriça; tinham quase a forma dos martelos de pau que os marceneiros usam entre nós, trabalhando com formão.

Os cravos, cujo aspecto fizera tremer Jesus, eram de tal tamanho que, seguros pelo punho, excediam em baixo e em cima cerca de uma polegada. Tinham cabeça chata, da largura de uma moeda de cobre, com uma elevação cônica no meio. Tinham três gumes; na parte superior tinham a grossura de um polegar e na parte inferior a de um dedo pequeno; a ponta fora aguçada com uma lima; cravados na cruz, vi-lhes a ponta sair um pouco do outro lado dos braços da cruz.
Depois de terem pregado a mão direita de Nosso Senhor, viram os crucificadores que a mão esquerda, que tinham também amarrado ao braço da cruz, não chegava até o orifício do cravo, que tinham perfurado a duas polegadas distante das pontas dos dedos. Por isso ataram uma corda ao braço esquerdo do Salvador e, apoiando os pés sobre a cruz, puxaram a toda força, até que a mão chegou ao orifício do cravo. Jesus dava gemidos tocantes, pois deslocaram-Lhe inteiramente os braços das articulações; os ombros, violentamente distendidos, formavam grandes cavidades axilares, nos cotovelos se viam as junturas dos ossos.

O peito levantou-se-Lhe e as pernas encolheram-se sobre o corpo. Os carrascos ajoelharam-se sobre os braços e o peito, amarraram-lhe fortemente os braços e cravaram-Lhe então cruelmente o segundo prego na mão esquerda; jorrou alto o sangue e ouviram-se os agudos gemidos de Jesus, por entre as pancadas do pesado martelo. Os braços do Senhor estavam tão distendidos, que formavam uma linha reta e não cobriam mais os braços da cruz, que subiam em linha oblíqua; ficava um espaço livre entre esses e as axilas do Divino Mártir.
Todo o corpo de nosso Salvador tinha-se contraído para o alto da cruz, pela violenta extensão dos braços e os joelhos tinham-se-Lhe dobrados. Os carrascos lançaram-se então sobre esses e, por meio de cordas, amarraram-nos ao tronco da cruz; mas pela posição errada dos orifícios dos cravos, os pés ficavam longe da peça de madeira que os devia suportar. Então começaram os carrascos a praguejar e insultar. Alguns julgavam que se deviam furar outros orifícios para os pregos das mãos; pois mudar o suporte dos pés era difícil.
Outros fizeram horrível troça de Jesus: “Ele não quer estender-se, disseram, mas nós Lhe ajudaremos”. Atando cordas à perna direita, puxaram-na com horrível violência, até o pé tocar no suporte e amarraram-na à cruz. Foi uma deslocação tão horrível, que se ouvia estalar o peito de Jesus, que gemia alto: “Ó meu Deus! Meu Deus!” Tinham-Lhe amarrado também o peito e os braços, para os pregos não rasgarem as mãos; o ventre encolheu-se-Lhe inteiramente, as costelas pareciam a ponto de destacar-se do esterno. Foi uma tortura horrorosa.
Amarraram depois o pé esquerdo com a mesma brutal violência, colocando-o sobre o pé direito e como os pés não repousavam com bastante firmeza sobre o suporte, para serem pregados juntos, perfuraram primeiro o peito do pé esquerdo com um prego mais fino e de cabeça mais chata do que os cravos, como se fura a sovela. Feito isso, tomaram o cravo mais comprido que o das mãos, o mais horrível de todos e, passando-o brutalmente pelo furo feito no pé esquerdo, atravessaram-lhe a marteladas o direito, cujos ossos estalavam, até o cravo entrar no orifício do suporte e, através desse, no tronco da cruz. Olhando de lado a cruz, vi como o prego atravessou os dois pés.
Essa tortura era a mais dolorosa de todas, por causa da distensão de todo o corpo. Contei 36 golpes de martelo, no meio dos gemidos claros e penetrantes do pobre Salvador; as vozes em redor, que proferiam insultos e maldições, pareciam-me sombrias e sinistras.

Os gemidos que a dor arrancava de Jesus, misturavam-se com contínua oração; recitava trechos dos salmos e dos profetas, cujas predições nessa hora cumpria; em todo o caminho da cruz, até à morte, não cessava de rezar assim e de cumprir as profecias. Ouvi e rezei com Ele todas essas passagens e às vezes me lembro delas, quando rezo os salmos; mas fiquei tão acabrunhada com o martírio de meu Esposo celeste, que não sei mais juntá-las. – Durante esse horrível suplício, vi Anjos a chorar aparecerem acima de Jesus.
O comandante da guarda romana fizera pregar no alto da cruz a tábua, com o título que Pilatos escrevera. Os fariseus estavam indignados porque os romanos se riam alto do título “Rei dos judeus”. Por isso voltaram alguns fariseus à cidade, depois de ter tomado medida para uma outra inscrição, para pedir a Pilatos novamente outro título.
Pela posição do sol era cerca de doze horas e um quarto, quando Jesus foi crucificado. No momento em que elevaram a cruz, ouviu-se do Templo o soar de muitas trombetas: Era a hora em que imolavam o cordeiro pascal.

Elevação da cruz

Depois de terem pregado Nosso Senhor à cruz, ataram cordas na parte superior da mesma, por meio de argolas, lançaram as cordas sobre o cavalete antes erigido no lado oposto e puxaram a cruz pelas cordas, de modo que a parte superior se lhe ergueu; alguns se dirigiram com paus munidos de ganchos, que fincaram no tronco e fizeram o pé da cruz entrar na cova. Quando o madeiro chegou à posição vertical, entrou na escavação com todo o peso e tocou no fundo com um terrível choque.
A cruz tremeu do abalo e Jesus soltou um grito de dor; pelo peso vertical desceu-lhe o corpo, as feridas alargaram-se-Lhe, o sangue corria mais abundantemente.

Repórter de Cristo - Leia mais: http://reporterdecristo.com/crucificacao-e-morte-de-nosso-senhor-jesus-cristo-parte-10/ #ixzz1opepjmgI

A CURA DE VERÔNICA ANTES DA CRUCIFICAÇÃO

A paixão de Cristo é um acontecimento que mudou nossas vidas e dela existem 4 versões na Bíblia, nos 4 evangelhos. Além dessas versões existem outros particulares, que julgamos ser verdadeiros, mas não nos foram transmitidos pelos evangelhos, porém pela tradição, especialmente os apócrifos. Nesse contexto podemos inserir nas várias caídas de Jesus, enquanto carregava a cruz, os nomes dos dois ladrões crucificados com Jesus, Dimas e Jesmas e a Verônica, a mulher que se infiltra no meio dos soldados e enxuga, com uma toalha, o rosto de Jesus. A tradição diz que na toalha ficou imprimida o rosto de Cristo.

O nome de Verônica aparece pela primeira vez no apócrifo “Atos de Pilatos”, capítulo 7, e diz que é a mulher chamada Bernike, em grego, Verônica em latim, que implorou que Jesus lhe curasse. Enquanto Jesus passava conseguiu tocar-lhe o manto e foi curada (Lucas 8,43-48).

O fato da Verônica durante a paixão de Jesus não existe no Evangelho, mas faz parte, por exemplo, do ritual da Via-Sacra, celebração comum entre os católicos e os membros da Igreja Anglicana; é a sexta estação. Em Jerusalém existe inclusive uma capela que recorda este acontecimento. A via sacra, que nasceu com o franciscanismo, na Idade Média, reconstrói e comemora a via dolorosa de Cristo no caminho do Gólgota. O pano considerado como aquele usado por Verônica foi conservado em Roma até 1600. A sua existência é testemunhada também por Dante, na Divina Comédia (Paraíso XXXI, 103-108). Hoje alguns crêem que o véu se encontre em Monoppello, Itália ). Na Igreja Católica, Verônica é considerada uma santa, a patrona da França e a protetora das lavadeiras.

Certamente não existem argumentações necessárias para dizer que Verônica foi um personagem histórico que enxugou o rosto de Jesus durante o seu caminho até a crucificação. Portando não é necessário defender a sua historicidade. Porém, a mensagem que essa tradição comunica é muito bonita e importante. Primeiro de tudo o próprio nome “Verônica” traz uma mensagem: “verdadeiro ícone”, ou seja, mostra o verdadeiro rosto de Cristo. Além disso, partindo de Lucas 23,27-28 (um grande número de mulheres, batendo o peito, seguiam Jesus, durante o caminho para o calvário), é importante considerar o papel das mulheres durante a Paixão: existe um contraste entre a agressividade dos homens e a solidariedade das mulheres.

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INVESTIMENTOS PORT. NO BRASIL

Portugal Digital - Brasil/Portugal Portugal Digital - Brasil/Portugal
09/03/2012 - 07:10
Investimento dos fundos portugueses em acções brasileiras sobe 13%

O Brasil foi o mercado de acções onde o investimento dos fundos lusos mais cresceu em fevereiro. Bradesco, Itaú, Petrobras e Vale estão na mira dos investidores.

Jorge Horta

Lisboa - O montante aplicado pelos fundos de investimento portugueses em acções de empresas brasileiras subiu 13% no mês de fevereiro, para 164 milhões de euros, consolidando o Brasil como o terceiro mercado mais relevante na carteira dos gestores de fundos para investimentos em acções.

O investimento neste tipo de títulos teve a sua maior subida justamente com acções brasileiras. Globalmente, o investimento dos fundos portugueses em acções cresceu 2,1% em fevereiro, destacando-se os reforços de 13% no Brasil e de 4,5% em Portugal, contrabalançados pela descida de 1,9% no montante aplicado em acções dos Estados Unidos da América.

Segundo os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), do total aplicado pelos fundos de investimento em acções, 22,5% estavam em papéis de Portugal, 20,3% nos Estados Unidos, 10,2% no Brasil e 8,3% no Reino Unido. França, Alemanha, Espanha, Holanda, Suíça e África do Sul completam a lista de dez maiores destinos dos investimentos em acções.

Entre os títulos brasileiros mais procurados pelos fundos portugueses estão os do Bradesco. Em acções ordinárias do Bradesco o investimento no final de fevereiro ascendia a 60,8 milhões de euros (somente atrás dos 74,7 milhões aplicados em acções do português Banco Espírito Santo), mais 2,8% que em janeiro.

O segundo título mais procurado do Brasil foram os ADR (títulos cotados em Nova Iorque) do Itaú Unibanco, com um investimento de 11,4 milhões de euros, mais 5,2% que no mês anterior.

Os fundos de investimento portugueses tinham ainda vários milhões de euros aplicados nos ADR do Bradesco e nas acções da Petrobras e da Vale, de acordo com as informações publicadas pela CMVM.

No que respeita exclusivamente ao mercado português, o título que mais pesou nas carteiras dos fundos foi o BES, representando 20,7% do total investido, tendo subido 21,4%. Seguiu-se o Espírito Santo Financial Group, cujo valor nas carteiras dos fundos se manteve nos 56,6 milhões de euros, e a Zon com uma subida de 1,5%.

As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado foram a Caixagest (23,4%), a ESAF (22,2%) e o BPI Gestão de Ativos (16,6%).

ABRANTES

Abrantes
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Coordenadas: 39° 28' N 8° 11' 60 W





















Bandeira
Gentílico: Abrantino
Área: 714,73 km²
População: 39 325 hab. (2011)
Densidade populacional: 55,02 hab./km²
N.º de freguesias: 19
Presidente da Câmara Municipal: Maria do Céu Albuquerque
Fundação do município (ou foral): 1179
Região (NUTS II): Centro
Sub-região (NUTS III): Médio Tejo
Distrito: Santarém
Antiga província: Ribatejo
Orago: São Vicente e São João
Feriado municipal: 14 de Junho
Código postal: 2200 Abrantes
Endereço dos Paços do Concelho Praça Raimundo Soares 2200-366 Abrantes

Abrantes é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, na sub-região do Médio Tejo, na região Centro, com cerca de 19 132 habitantes. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.

É sede de um município com 714,73 km² de área e 39 325 habitantes (2011), subdividido em 19 freguesias. A densidade demográfica é de 56 habitantes por km².

O município é limitado a norte pelos municípios de Vila de Rei, Sardoal e Mação, a leste por Gavião, a sul por Ponte de Sor e a oeste por Chamusca, Constância, Vila Nova da Barquinha e Tomar.

O município inclui uma cidade, Abrantes, e uma vila, o Tramagal.

Geografia

Abrantes ergue-se numa colina a 1 m da margem direita do rio Tejo, à altitude média de 1 m, dominando todo o vale desde o oeste de Belver, concelho do Gavião, até ao município de Constância.

Economia

A cidade de Abrantes é pólo comercial e indústria da fértil região agrícola adjacente. Tem indústria metalúrgica e metalomecânica.

História

Abrantes e o seu castelo foram conquistados por D. Afonso Henriques, em 1148, aos Mouros. Recebeu foral em 1179, em recompensa da resistência oferecida aos sitiantes marroquinos de Abem Jacob, os quais tiveram de retirar com pesadas baixas. Em 1510 o foral de Abrantes foi reformado por D. Manuel I.

Em 1807, foi tomada pelo general francês Junot no decorrer das Invasões Francesas. Junot recebeu o título de Duque de Abrantes.

Abrantes foi elevada à categoria de cidade em 1916, pela lei nº 601, de 14 de Junho. Hoje engloba oficialmente quatro freguesias: Rossio ao Sul do Tejo, São João, São Vicente e Alferrarede.

Pensa-se que a cidade terá origem celta. O nome Abrantes virá do latim Aurantes (ao que parece na região haveria muito ouro).

* Em 1173 Dom Afonso Henriques doa o Castelo de Abrantes e o seu termo à Ordem de Santiago da Espada.
* 1179: Primeiro foral de Abrantes, concedido por Dom Afonso Henriques.
* 1217: Confirmação do foral por D. Afonso II.
* Em 1385 Abrantes serviu de ponto de encontro entre as tropas de Nuno Álvares Pereira e de D. João I, antes de partirem para a Batalha de Aljubarrota.
* Em 1476 D. Lopo de Almeida é nomeado 1.º Conde de Abrantes.
* Em 1518 é reformulado o Foral de Abrantes por D. Manuel I.
* 1807: Abrantes é ocupada pelas tropas do General Junot, a quem Napoleão Bonaparte concedeu o título de Duque de Abrantes.
* 7 de Novembro de 1862: inauguração da linha ferroviária do Leste.
* Em 1870 foi concluída a ponte rodoviária sobre o Tejo; a ponte ferroviária foi inaugurada em 1889.
* Em 1891 entrou em funcionamento a Linha da Beira Baixa.
* Em 1916, Abrantes foi elevada à categoria de cidade.

As freguesias

O concelho de Abrantes está subdividido em 19 freguesias:



* Aldeia do Mato
* Alferrarede
* Alvega
* Bemposta
* Carvalhal
* Concavada
* Fontes
* Martinchel
* Mouriscas
* Pego
* Rio de Moinhos
* Rossio ao Sul do Tejo
* São Facundo
* São João
* São Miguel do Rio Torto
* São Vicente
* Souto
* Tramagal
* Vale de Mós

Educação


Escola Superior de Tecnologia de Abrantes
* Escola Superior de Tecnologia de Abrantes: Rua 17 de Agosto de 1808 - Abrantes
* Escola Secundária Dr. Solano de Abreu: Avenida das Forças Armadas - Abrantes
* Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes:Herdade da Murteira - Mouriscas
* Escola Secundária c/ 2º e 3.º CEB Dr. Manuel Fernandes: Rua General Humberto Delgado - Abrantes
* EB 2,3 D. Miguel de Almeida9 - Abrantes
* EB 2,3 e Secundária Octávio Duarte Ferreira - Tramagal
* EB 2,3 Dr. Fernando Loureiro - Alvega
* E ainda EB 1 em Abrantes, Chainça, Rossio ao Sul do Tejo, São Miguel do Rio Torto, Tramagal, Bemposta, São Facundo, Vale das Mós, Pego, Concavada, Alvega, Mouriscas, Alferrarede, Carvalhal, Souto, Fontes, Martinchel e Rio de Moinhos.

Monumentos

Na cidade podemos visitar os seguintes monumentos:

Castelo de Abrantes

















* Igreja de São Vicente















* Igreja de Santa Maria do Castelo
* Igreja de São João Baptista
* Igreja da Misericórdia
* Capela de Santa Ana
* Convento de São Domingos
* Convento da Esperança
* Capela de São Lourenço

Gastronomia

As principais especialidades locais são doçarias:

palha de Abrantes


tigeladas



 lampreia de ovos


broas de Abrantes


* bolo real
* paraísos
* queijos-do-céu

Artesanato

Na zona de Abrantes mantêm-se em atividade ofícios de cesteiros, esparteiros, oleiros e tecelões.


Lazer


Aquapólis





Biblioteca Municipal António Botto



 Cine Teatro São Pedro



Parque de São Lourenço



 Praia Fluvial da Aldeia do Mato

 Skate Park - Castelo de Abrantes

* Estadio Municipal - Cidade Desportiva (Futebol Atletismo)



* Campo de Basebol Cidade Desportiva


Feiras, festas e romarias




* A sua feira anual de São Matias decorre de 24 de Fevereiro até ao 1º domingo de Março.



* As festas do concelho decorrem de 9 a 14 de Junho (14 de Junho - Feriado Municipal).
* A Feira de Numismática decorre aos primeiros sábados de cada mês, na Praça Barão da Batalha.
* fESTA - Festival de Tunas Mistas organizado pela EstaTuna, tuna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes.

Abrantinos famosos

Naturais de Abrantes, entre outros, foram:

* o infante Jorge de Lencastre, filho bastardo do rei D. João II de Portugal
* o ator Taborda (1824-1909)
* o médico João Damas (1897-1959)
* o poeta António Botto (1897-1959)
* a Primeira-Ministra Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004)
* o ator Nuno Janeiro (1977)

Geminações

A cidade de Abrantes está geminada com:

* França Parthenay, França (desde 16 de Abril de 1994)
* Cabo Verde São Nicolau, Cabo Verde (desde 7 de Julho de 1998)
* Japão Hitoyoshi, Japão (desde 24 de Setembro de 2009)

Tem intercâmbios bilaterais com as seguintes cidades geminadas com Parthenay

* Espanha Arnedo, Espanha
* Alemanha Weinstadt, Alemanha
* República da Irlanda Tipperary, Irlanda

Matéria em construção...

O ESPAÇO DA CRIANÇA

PELO AMOR, CARINHO E RESPEITO, QUE ESTE BLOG TEM POR TODAS AS CRIANÇAS, FICA CRIADO, A PARTIR DE HOJE, 04/03/2012, UM ESPAÇO EXCLUSIVO PARA ELAS, QUAL SEJA, " O ESPAÇO DA CRIANÇA" ... ESPERO QUE GOSTEM, FAÇAM SUAS SUGESTÕES E CRÍTICAS.
UM GRANDE BEIJINHO...

Jorge P. de Lima - O fundador do 1º CCLBDO BRASIL





PARABÉNS CIDADE MARAVILHOSA!



A fundação da cidade do Rio de Janeiro e primeiros governos
Origem: almacarioca.com

Estácio de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há 10 anos. Morreu em 20 de fevereiro de 1567, um mês depois de expulsar os franceses, em conseqüência de uma infecção no rosto causada por uma flecha envenenada, que o feriu durante os combates.

Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e tio do fundador da cidade transferiu, após a morte de Estácio de Sá, a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade de ataques. Passou, em seguida, o governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho, Salvador Correia de Sá.

Com o primeiro governo de Salvador Correia de Sá em 1568, inicia-se o que poderíamos chamar de dinastia carioca dos Correia de Sá. Com grande e enorme prestígio no Rio de Janeiro, por quase um século três gerações dos Correia de Sá governariam o Rio de Janeiro repetidas vezes. A Ilha do Governador possui esse nome por ter sido um engenho de açúcar de Salvador.

Por dentro da História do Rio de Janeiro

O litoral fluminense atraiu colonizadores portugueses e corsários franceses em razão do rendoso comércio de pau-brasil.

Combatendo os franceses instalados na Baía de Guanabara, Estácio de Sá, sobrinho do governador geral Mem de Sá, funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565.

Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia, na Baía de Guanabara, a povoação cresce como região portuária e comercial. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração, o Porto do Rio de Janeiro torna-se o principal centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde saem ouro e diamantes e entram escravos e manufaturados, entre outros produtos. Em 1763 a cidade transforma-se na sede do Governo Geral, em substituição a Salvador.

Em 1808, com a chegada da família real, o Rio torna-se a sede do governo português. Após a independência, a cidade continua como capital, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.

Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e Minas Gerais.

O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio continua após a Revolução de 1930. A economia fluminense não se beneficia da industrialização,apesar de o estado ser escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria de base no país.

A cidade do Rio de Janeiro mantém-se como importante zona comercial, industrial e financeira, mas com a mudança da capital federal para Brasília, em 1960, o declínio do novo estado da Guanabara é inevitável. Em 1974 os estados do Rio de Janeiro e Guanabara fundem-se por determinação do Regime Militar, constituindo o atual estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de recuperar a sua importância política e econômica os governos militares fazem grandes investimentos no estado, como a construção de Angra I e Angra II, no município de Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero na bacia de Campos, a mais produtiva do país.

Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa

O maranhense Coelho Neto, o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", escritor, jornalista, professor e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, criou este sinônimo para o Rio de Janeiro em 1908, nas páginas do jornal "A Notícia".

Em 1934, o compositor baiano André Filho lança, para o carnaval uma das músicas brasileiras mais famosas de todos os tempos, transformada em Hino do Rio de Janeiro: Cidade Maravilhosa (cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil).

O Rio de Janeiro é uma cidade para ser ouvida, admirada, percorrida, descoberta. Esta é a única maneira de entender porque o Rio é incomparável!

BAIRROS DO RIO DE JANEIRO

Bairro --------------- Zona/Região
Abolição -------------------- Norte
Acari ------------------------- Norte
Água Santa --------------- Norte
Aldeia Campista --------- Norte
Alto da Boa Vista -------- Norte
Anchieta -------------------- Norte
Andaraí --------------------- Norte
Anil --------------------------- Oeste
Bancários ------------------ Norte
Bangu ---------------------- Oeste
Barra da Tijuca ---------- Oeste
Barra de Guaratiba ---- Oeste
Barros Filho -------------- Norte
Benfica --------------------- Norte
Bento Ribeiro ------------ Norte
Bonsucesso --------------- Norte
Botafogo -------------------- Sul
Brás de Pina -------------- Norte
Cachambi ------------------ Norte
Cacuia ---------------------- Norte
Caju -------------------------- Norte
Camorim ------------------- Oeste
Campinho ------------------ Oeste
Campo dos Afonsos ----- Oeste
Campo Grande ------------ Oeste
Cascadura ------------------ Norte
Castelo ----------------------- Centro
Catete --------------------------- Sul
Catumbi ---------------------- Centro
Cavalcante ------------------- Norte
Centro ------------------------ Centro
Cidade de Deus ------------ Oeste
Cidade Nova ---------------- Centro
Cidade Universitária ------ Norte
Cocotá -------------------------- Norte
Coelho Neto ------------------ Norte
Colégio -------------------------- Norte
Colônia ------------------------- Oeste
Complexo do Alemão ------ Norte
Complexo da Maré --------- Norte
Copacabana -------------------- Sul
Cordovil ------------------------- Norte
Cosme Velho -------------------- Sul
Cosmos -------------------------- Oeste
Costa Barros ------------------- Norte
Curicica -------------------------- Oeste
Del Castilho --------------------- Norte
Deodoro --------------------------- Oeste
Encantado ------------------------ Norte
Engenheiro Leal ---------------- Norte
Engenho de Dentro----------- - Norte
Engenho da Rainha ------------ Norte
Engenho Novo ------------------- Norte
Estácio ----------------------------- Centro
Flamengo --------------------------- Sul
Freguesia da Ilha -------------- Norte
Freguesia de Jacarepaguá - Oeste
Galeão ----------------------------- Norte
Gamboa --------------------------- Centro
Gardênia Azul -------------------- Oeste
Gávea -------------------------------Sul
Gericinó --------------------------- Oeste
Glória -------------------------------- Sul
Grajaú ---------------------------- Norte
Grumari -------------------------- Oeste
Guadalupe ---------------------- Norte
Guaratiba ----------------------- Oeste
Higienópolis -------------------- Norte
Honório Gurgel ---------------- Norte
Humaitá --------------------------- Sul
Inhaúma -------------------------- Norte
Inhoaíba --------------------------- Oeste
Ipanema --------------------------- Sul
Irajá -------------------------------- Norte
Itanhangá ------------------------ Oeste
Jacarepaguá --------------------- Oeste
Jacarezinho ----------------------- Norte
Jacaré ------------------------------- Norte
Jardim América ------------------ Norte
Jardim Botânico ----------------- Sul
Jardim Carioca ------------------ Norte
Jardim Guanabara ------------- Norte
Jardim Sulacap ----------------- Oeste
Joá ----------------------------------- Oeste
Lagoa ------------------------------- Sul
Laranjeiras ------------------------ Sul
Leblon ------------------------------- Sul
Leme --------------------------------- Sul
Lins de Vasconcelos ------------ Norte
Madureira -------------------------- Norte
Magalhães Bastos ---------------- Oeste
Manguinhos ------------------------- Norte
Maracanã ---------------------------- Norte
Marechal Hermes ----------------- Norte
Maria da Graça -------------------- Norte
Moneró -------------------------------- Norte
Méier ----------------------------------- Norte
Olaria ----------------------------------- Norte
Oswaldo Cruz ------------------------ Norte
Paciência ------------------------------ Oeste
Padre Miguel ------------------------- Oeste
Paquetá -------------------------------- Centro
Parada de Lucas -------------------- Norte
Parque Anchieta -------------------- Norte
Parque Colúmbia ------------------ Norte
Pavuna --------------------------------- Norte
Pechincha ----------------------------- Oeste
Pedra de Guaratiba ---------------- Oeste
Penha ------------------------------------ Norte
Penha Circular ----------------------- Norte
Piedade --------------------------------- Norte
Pilares ----------------------------------- Norte
Pitangueiras -------------------------- Norte
Portuguesa ---------------------------- Norte
Praia da Bandeira ------------------ Norte
Praça da Bandeira ----------------- Norte
Praça Seca ---------------------------- Oeste
Quintino Bocaiúva ------------------ Norte
Ramos ----------------------------------- Norte
Realengo ------------------------------- Oeste
Recreio dos Bandeirantes -------- Oeste
Riachuelo ------------------------------- Norte
Ribeira ----------------------------------- Norte
Ricardo de Albuquerque ---------- Norte
Rio Comprido -------------------------- Norte
Rocha ------------------------------------ Norte
Rocinha ----------------------------------- Sul
Rocha Miranda ----------------------- Norte
Saúde ------------------------------------ Centro
Sampaio --------------------------------- Norte
Santa Cruz ----------------------------- Oeste
Santa Teresa ------------------------- Centro
Santíssimo ----------------------------- Oeste
Santo Cristo --------------------------- Centro
Senador Camará --------------------- Oeste
Senador Vasconcelos --------------- Oeste
Sepetiba --------------------------------- Oeste
São Conrado ----------------------------- Sul
São Cristóvão -------------------------- Norte
São Franscisco Xavier -------------- Norte
Tanque ----------------------------------- Oeste
Taquara ---------------------------------- Oeste
Tauá --------------------------------------- Norte
Tijuca ------------------------------------- Norte
Todos os Santos ---------------------- Norte
Tomás Coelho ------------------------- Norte
Triagem --------------------------------- Norte
Turiaçu ---------------------------------- Norte
Urca ---------------------------------------- Sul
Vargem Grande ---------------------- Oeste
Vargem Pequena --------------------- Oeste
Vasco da Gama ----------------------- Norte
Vaz Lobo -------------------------------- Norte
Vicente de Carvalho ----------------- Norte
Vidigal -------------------------------------- Sul
Vila Aliança ------------------------------ Oeste
Vila da Penha ---------------------------- Norte
Vila Isabel --------------------------------- Norte
Vila Militar --------------------------------- Oeste
Vila Kosmos -------------------------------- Norte
Vila Valqueire ----------------------------- Oeste
Vista Alegre -------------------------------- Norte
Zumbi --------------------------------------- Norte

A Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca


Vista do estádio e cercanias do bairro do Maracanã.


Rua Domingos Lopes em Madureira.



Méier
Vista do bairro da Penha e de Igreja de Nossa Senhora da Penha de França.



Avenida Braz de Pina vista a partir da Igreja da Penha.



Matéria em construção...