Polvo à lagareiro Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O polvo à lagareiro é uma prato culinário típico de Portugal. Como o nome indica, é confeccionado com polvo. Este é cozido e, em seguida, grelhado. É servido regado com azeite quente, onde deverão ter sido alourados alhos e pequenos pedaços de cebola. Como acompanhamento, são utilizadas as batatas a murro.
A expressão lagareiro designa um indivíduo que trabalha num lagar, na produção de azeite. É utilizada neste contexto devido à quantidade abundante de azeite que é usada para regar o polvo.
Pataniscas de bacalhau Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pataniscas de bacalhau é o nome de um prato típico da culinária portuguesa, com origem na região da Estremadura.
As pataniscas consistem em pedaços de bacalhau desfiado fritos em polme de farinha de trigo, temperado com sal e, por vezes, pimenta e salsa. Possuem uma forma irregular achatada ou esférica, se fritas em abundante gordura e ficam com cerca de 8-12 cm de diâmetro.
Na região do Porto, são conhecidas simplesmente por iscas ou iscas de bacalhau, embora seja realmente um prato diferente que consiste num filete de bacalhau cru albardado em polme de farinha e ovo e frito.
Muitas vezes, são acompanhadas por arroz de feijão encarnado, ou arroz-de-tomate, mas também podem ser consumidas como petisco, acompanhadas de uma bebida, ou numa sandes.
Sir Francis Drake, Vice-Almirante (1540 - 27 de Janeiro 1596) foi um capitão Inglês, corsário, navegador, um pirata famoso e um político da era elisabetana. Elizabeth I da Inglaterra, filha de Eduardo VII, condecorou Drake de cavaleiro em 1581. Ele foi o segundo em comando da frota Inglesa contra a Armada Espanhola em 1588, subordinado apenas a Charles Howard e à própria rainha. Ele morreu de disenteria em janeiro 1596, depois de um mau ataque a San Juan, Porto Rico. Suas façanhas eram lendárias, tornando-o um herói para os Ingleses, mas um pirata para os espanhóis, a quem ele era conhecido como El Draque,"Draque" sendo a pronúncia espanhola "Drake". Seu nome em latim era Franciscus Draco ("Francis the Dragon") . O rei Filipe II foi reivindicado por ter oferecido uma recompensa de 20.000 ducados, cerca de £4.000.000 (EUA $ 6,5 milhões) pelos padrões modernos, por sua vida . Ele é famoso por (entre outras coisas), levando a primeira volta ao mundo Inglesa em 1577-1580.
Ficou conhecido por sua luta obstinada contra Felipe II da Espanha e por ter sido o primeiro dos grandes da marinha inglesa. Liderou a esquadra inglesa que derrotou a Invencível Armada, tida como a maior força naval da Europa à época, com desvantagem numérica e poucos mantimentos, assegurando a supremacia naval britânica. Fez pirataria nas Caraíbas contra navios e possessões espanholas, viajou ao longo da América do Norte e foi o primeiro comandante inglês a circum-navegar o mundo.
Biografia
Alguns historiadores afirmam que teria sido filho bastardo de Isabel I de Inglaterra. Chegou a capitão de navio aos vinte anos de idade. Dois anos mais tarde foi atacado e derrotado pela Armada Espanhola, perdendo o navio e quase perdendo a vida, o que lhe legou um ressentimento profundo aos espanhóis.
Em 1577, a rainha enviou Drake numa expedição para atacar os espanhóis ao longo da costa do Pacífico nas Américas. Drake partiu no Golden Hind, atravessou o estreito de Magalhães, devastou os territórios espanhóis das costas ocidentais da América, tomou posse da Califórnia (a que chamou "Nova Albion"), e regressou à Europa via Índias Orientais pela rota do cabo da Boa Esperança, tendo completado a segunda circum-navegação do mundo (1580). O seu golpe mais famoso foi o ataque ao galeão espanhol Cacafuego (1579) ao largo da costa do Panamá.
Em 1588 liderou a Armada Inglesa no ataque à Invencível Armada espanhola, da qual afundou vinte e três navios.
Morreu em 1595 após um ataque ao Panamá, afirma-se que de disenteria, tendo o seu corpo sido sepultado nas águas do Caribe. Segundo a lenda, o seu corpo foi lançado ao mar trajando uma armadura de ouro de dezoito quilates, com sua espada, também de ouro.
A Passagem de Drake tem esse nome em sua homenagem.
Araçatuba é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º12'32" sul e a uma longitude 50º25'58" oeste, estando a uma altitude de 390 m. Sua população é de 181.618 habitantes e cresceu 7,3% em relação ao Censo de 2000, com 98% de urbanização. É a sede da nona região administrativa do Estado de São Paulo.
Seu nascimento remonta a expansão cafeeira e na passagem para o atual século sua economia era caracterizada pelo crescimento das lavouras de cana-de-açúcar. Este quadro, inclui também a pecuária, atividade que a tornou conhecida no país como Capital do Boi Gordo, devido às negociações da arroba do boi realizadas na Praça Rui Barbosa, além da inclusão de outras criações de animais como a ovinocultura. De economia diversificada, o setor de serviços é o predominante na cidade. Araçatuba caracteriza-se também por ser um polo universitário e gastronômico da região noroeste do estado de São Paulo. Seus pratos típicos são o cupim casqueirado e o caldo do artista. Ainda está servida pelo Gasoduto Brasil-Bolívia e a hidrovia Tietê-Paraná.
Próxima do rio Rio Tietê, que é considerado limpo na região, é a primeira cidade não ribeirinha do estado de São Paulo a captar água diretamente deste rio. Ainda está sobre o Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce do mundo e é cortada pelo Ribeirão Baguaçú que abastece parte do município. Em Araçatuba, 100% do esgoto é tratado antes de ser lançado nos cursos de água.
Em 2010 foi assinado contrato para a construção de um estaleiro para transporte de etanol pela Hidrovia Tietê Paraná, que iniciará suas operações em 2013. A obra custará aproximadamente US$ 239 milhões e quando totalmente em operação terá capacidade de transporte de 4 bilhões de litros. O modal consome 75% menos combustível para a mesma carga transportada por via terrestre, além de emitir apenas 1/3 do CO2 lançado pelo transporte rodoviário.
Toponímia
Araçatuba é um vocábulo indígena que significa abundância de araçás. Do tupi araçá - uma espécie de fruta silvestre; e tyba - em grande quantidade, abundância. Há uma outra versão que diz que Araçatuba, na linguagem caingangues corresponde a araçá = fruto com saliências no formato de olhos; Desta maneira, etimologicamente Araçatuba é o lugar das frutas com saliências na casca.
História
A história de Araçatuba está ligada intrinsecamente à construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB). Esta estrada, que no início do século fez parte de uma política que visava a interiorizarão do país e sua ligação com outros países da América do Sul, teve seus trabalhos iniciados no dia 15 de novembro de 1904, com a construção do trecho que ligava Bauru à cidade de Itapura, localizada nas barrancas do rio Paraná.
No dia 2 de dezembro de 1908, os trilhos chegaram até o km 280, onde foi montado um acampamento. Um vagão deixado neste local serviu provisoriamente como estação. Deste acampamento nasceu a cidade de Araçatuba. Pela boa qualidade das terras desta região, muitas famílias de agricultores aqui se instalaram.
Além das doenças, os índios Caingangues, que aqui já habitavam, se constituíam em obstáculo ao desenvolvimento das terras ainda virgens. No início dos anos 20, Araçatuba, apesar do bom desenvolvimento, ainda pertencia à comarca de Penápolis.
Em 8 de dezembro de 1921, foi promulgada a Lei estadual 1812, que concretizava o sonho de autonomia daqueles que já habitavam o novo e progressista município. Em 19 de fevereiro de 1922 às 20 horas, em sessão solene, deu-se a instalação da Comarca Municipal e a posse dos primeiros vereadores.
O município foi se desenvolvendo, e passou por vários ciclos econômicos. O primeiro foi o do café, a seguir o do algodão e, a partir dos anos 50, veio o da pecuária, que predomina até os dias de hoje, dividindo sua importância, atualmente, com o setor sucro-alcooleiro.
Nas análises de economistas e de vários empresários, Araçatuba é a região que apresenta um maior potencial para desenvolvimento, em todo o estado de São Paulo. Esta perspectiva, reforçada pela presença de inúmeros fatores de desenvolvimento, tais como o Gasoduto Brasil-Bolívia, a Hidrovia Tietê-Paraná, a duplicação da rodovia Marechal Rondon, o Aeroporto de padrão internacional, e a Ferrovia Novo Oeste.
Geografia
Clima
Temperatura e precipitação média de Araçatuba entre 1961 e 1990 Mês: Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano Temperatura média °C 25.6 25.85 25.5 23.5 21.2 19.25 19.7 21.5 22.75 24.15 25.05 25.1 Mínima temperatura média °C 20.6 21 20.3 17.7 15.1 12.9 13 14.3 16 18.3 19.5 20.1 17.4 Máxima temperatura média °C 30.6 30.7 30.7 29.3 27.3 25.6 26.4 28.7 29.5 30 30.6 30.1 29.12 Precipitação média mm 227.3 186.4 131.1 61.6 41.8 42.4 22.6 17 56.3 116.3 127.6 169.9
Descargas elétricas
Araçatuba no biênio 2005/2006 era a 528° no estado de São Paulo em número de descargas atmosféricas, com densidade de raios/km².ano de 2,2051. No biênio seguinte 2007/2008 ficou em 511° no estado com densidade de 1,6615 raios/km².ano. Existe registro de 2 mortes no ano de 2008 por raios na zona leste da cidade.
Houve elevação da densidade de descargas elétricas no município no biênio 2009/2010 com uma taxa de 7,1673 raios/km².ano, ocupando no ranking do Estado a posição de número 560.
Qualidade do ar
Em 2009 Araçatuba foi classificada como uma localidade que está em processo de saturação por ozônio (O3). A saturação por este tóxico formado de reações químicas entre os óxidos de nitrogênio, compostos orgânicos voláteis e luz solar pode provocar uma série de doenças, como danos cardíacos, aumento da probabilidade de ocorrência de câncer e envelhecimento precoce. Também existe risco de desequilíbrio ambiental.
Solo
É caracterizado por ser sílico argiloso, com depósitos de húmus nas baixas de terreno. Arenitos e siltitos nas partes carbonáticas, conglomerados e folhelos.
Hidrografia
Ponte Ribeirão Baguaçu na Rua dos Fundadores, onde é possível visualizar parte do rio e a mata ciliar.
O abastecimento de água na cidade é fornecido pelo Ribeirão Baguaçu (70%), depois do tratamento de suas águas e por dois poços profundos (30%). A nascente do Ribeirão Baguaçu encontra-se em uma mina de rochas localizada na divisa das cidades de Braúna e Coroados, no sítio São Sebastião. O ribeirão também corta as cidades de Braúna, Bilac e Birigui. A água dos poços profundos são do Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce do mundo. Estão localizados nos bairros Jardim Ipanema e Jardim Juçara. São tratados pelo Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba um bilhão e 900 milhões de litros de água por mês, todavia, a quantidade produzida está no seu limite máximo de expansão, e a empresa está aguardando a captação da água do rio Tiête para contornar o problema.
Passam pela cidade também o Rio Tietê, São José dos Dourados, e Aguapeí. São destaques também os córregos Alvorada, Três Sete, Machadinho, Tropeiros, Bela Vista, Machado de Melo, Água Funda, Espanhóis, Paquere ou Jacó.
O rio Tietê que é poluído em outras regiões, é aproveitado na cidade de Araçatuba para abastecimento e uso industrial. Araçatuba é a primeira cidade não ribeirinha do Estado de São Paulo a captar água do rio. As obras foram realizadas pela Construtora OAS. São captados 380 litros de água por segundo, que são encaminhadas para uma estação de tratamento.
Demografia
Crescimento populacional de Araçatuba
Ano População 1970 108 512 1980 129 307 1991 159 557 2000 169 254 2010 181 618
Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 181 618 habitantes, sendo o quadragésimo segundo mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 155,59 habitantes por km². Segundo o censo de 2010, 87 337 habitantes eram homens e 94 281 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 178 118 habitantes viviam na zona urbana e 3 500 na zona rural. O percentual de pessoas que vivem sozinhas no município é de 14%.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Araçatuba, considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,848, sendo o 12° maior de todo estado de São Paulo. Considerando apenas a educação o índice é de 0,909 (muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,825 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,811 (o do país é 0,723). A cidade possui a maioria dos indicadores médios parecidos com os da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 16 182,78 reais.
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,47, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 16,28%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 11,66%, o superior é de 20,90% e a incidência da pobreza subjetiva é de 12,40%.
Religião
Torii na rotatória Tosca de Castro Kohl, no entroncamento das avenidas dos Araçás, Mário Covas e Waldemar Alves. Simboliza a separação e a proximidade, entre o mundo dos homens e dos kamis.
Tal como a variedade cultural em Araçatuba, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.
O município de Araçatuba está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009, ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.
De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Araçatuba é composta por: Católicos (65,23%), evangélicos (21,38%), pessoas sem religião (5,64%), espíritas (3,45%), umbandistas (0,43%), judeus (0,03%), oriental (1,31%) e 2,5% estão divididas entre outras religiões.
Ícone bizantino representando Santo Onofre, primeiro padroeiro da cidade.
Em 1912 ou 1914 foi erguida uma capela em Araçatuba em homenagem a Santo Onofre, santo protetor dos alcoólatras. A capela era bem simples, construída de tábuas de madeira. Foi construída no mesmo local onde hoje está instalada a catedral. Na data de 25 de março de 1919 a capela foi inaugurada pelo frei Ricardo Deno. A segunda capela em homenagem ao santo começou a ser erguida em 1919 e veio a ser concluída em 1921. Também em 1921, o bispo Dom Lúcio Antunes de Souza veio até a cidade e não aprovou Santo Onofre como padroeiro, somente por este ter a alcunha de protetor dos alcoólatras. Desta forma, uma nova padroeira foi imposta: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A pequena capela foi demolida dando lugar a uma igreja mais imponente. Na Praça Rui Barbosa, muito próximo a ela, foi erguida em 1922, uma Igreja Metodista. Esta Igreja Metodista foi construída no estilo medieval britânico, muito maior que a igreja que foi construida pelos católicos. Devido a esta rivalidade a Igreja Católica demoliu seu templo, e ergueu outro no mesmo lugar, no estilo medieval gótico, muito mais alto que a Igreja Metodista.
Em 1967, novamente a Igreja Católica passa por reformas. O estilo gótico deu lugar a uma igreja em formato sextavado, devido às idéias do bispo Dom Pedro Koop.
Os metodistas depois derrubaram sua igreja devido ao barulho da Praça Rui Barbosa.
Igreja Anglicana
Em 1923, japoneses construíram a paróquia de Santo Estevão na rua Duque de Caxias. Antes disso eles oravam nas suas casas pois eram proibidos de construir templos.
Budismo
O primeiro templo budista de Araçatuba, o Nishi Hongwanji, foi concluído em 1951. Seus frequentadores supostamente eram os simpatizantes da Shindo Renmei, ou seja, aqueles que acreditaram na vitória do Japão na guerra. Em 1954, imigrantes liderados por Sakesuke Nó, ergueram outro templo na rua Santos Dumont, o Higashi Hongwanji, devido o Japão ter perdido a guerra.
Apesar da Shindo Renmei jamais ter chegado atingir Araçatuba, existia o interesse eleitoreiro dos políticos em criar uma animosidade dentro da colônia japonesa, uma vez que os simpatizantes da Shindo Renmei tendiam a ser ademaristas, enquanto os antagonistas makegumi tendiam a ser getulistas.
Em uma cidade notória pela truculência, corrupção e o fisiologismo de seus políticos, a colônia japonesa não era exceção e alguns dos seus líderes foram coniventes e até incentivaram essa animosidade em torno de um triste episódio que não chegou a atingir a cidade de Araçatuba por causa dos votos.
Outras religiões japonesas
Também existem no contexto araçatubense, as religiões Tenri-kio, Seicho no ie, Igreja Messiânica, Perfect Liberty, Soka Gakkai, Pastoral Nipo-Brasileira.
Religiões neopentecostais
Existem 49 igrejas evangélicas em Araçatuba de outras regiões; além de 5 Igrejas Mórmon; 1 Congregação Israelita da Nova Aliança e 14 templos dos Testemunhas de Jeová.
Candomblé e umbanda
O primeiro terreiro de Araçatuba existiu no período de 1938 até 1968 no bairro Abílio Mendes, fundado por Maria Marreco. Nos anos 70,a cidade possuia cerca de 90 terreiros. Em 2008, possuía 40 terreiros de umbanda e 15 de candomblé registrados oficialmente.
Economia
Sua economia é historicamente ligada à pecuária, sendo conhecida como cidade do boi gordo e, posteriormente, cidade do asfalto. Um famoso pecuarista de Araçatuba que se chamava Tião Maia fugiu para a Austrália por causa da ditadura. Atualmente, nas instalações de seu antigo frigorífico, funciona a Universidade Paulista (UNIP).
O setor sulcroalcooleiro está em crescimento acelerado e precisa de novas áreas para se expandir. O Noroeste Paulista é uma das últimas áreas viáveis e disponíveis no estado de São Paulo para esta necessidade que o setor demanda.
A topografia, solo e clima favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar, mão-de-obra especializada, facilidades de escoamento da produção e sede de um dos maiores terminais sucroalcooleiros do estado de São Paulo, favorecem a região.
Em 2008 era o 28° município do Estado de São Paulo em número de empresas atuantes. No ranking brasileiro ficou na 89° posição com 7 267 unidades.
Em 2010, dados do IPC Target indicavam que Araçatuba teria um consumo de R$ 2,63 bilhões ao ano, 18% maior que os dados de 2009 (R$ 2,22 bilhões) colocando assim Araçatuba no 39° no estado em capacidade de consumo. Em 2009 os habitantes da Classe E, com renda até R$ 410 no município representavam 1,1% da população total, sendo que em 2010 esse númerou foi reduzido para 0,7%. Para 2011 o potencial de consumo subiu para R$ 3,14 bilhões (alta de 19,25% em relação ao ano anterior).
Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento divulgados em maio de 2010, apontam o munícipio com potencial de desenvolvimento em todos os seguimentos da economia (agropecuária, indústria, comércio e serviços), em virtude da mão-de-obra qualificada, transporte e infra-estrutura. Todavia, ainda apresenta lentidão na questão imobiliária e turística. No Índice Paulista de Responsabilidade Social ficou classificada como n° 2 (intermediária), numa classificação de 5 (piores condições) a 1 (melhores condições), que leva em conta a saúde, educação e renda da população.
Com relação à geração de empregos, Araçatuba ocupava em abril de 2010, de acordo com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, a 41° posição no Estado de São Paulo em geração de empregos, obtendo o melhor índice da região a que pertence. De abril de 2009 até abril de 2010, Araçatuba já teve contratados 23 330 funcionários. No mesmo período, 21 379 pessoas foram demitidas nas empresas do município. Finalizou 2010 com 2.720 novas vagas e 26.400 trabalhadores contratados.
O número de empresas com mais de 100 funcionários em 2011 é de 29, sendo que destas 18 cumprem a Lei de Cotas para deficientes físicos.
Indústria
Nestlé unidade de Araçatuba.
De processamento de leite a máquinas de lavar roupas, passando por extrato de tomate e conservas, móveis planejados, criação e abates de avestruz e medicamentos fitoterápicos, equipamentos hospitalares e fios cirúrgicos, produtos químicos e de instrumentação de alta tecnologia.
O setor de confecções também é importante vocação econômica do município. Oitenta e seis pequenas e médias indústrias fabricam em média 180 mil peças de roupas por mês. O setor tem merecido atenção especial do poder público através de investimentos para formação de mão-de-obra especializada e de cooperativas de produção e trabalho.
Vale ressaltar que em setembro de 2007 a Nestlé inaugurou uma fábrica de fórmulas infantis na cidade.
Na cidade ocorre a reciclagem do lixo e coleta é feita pela empresa Vega Engenharia Ambiental.
Agricultura e pecuária Café.
Por volta do ano 1908, a ferrovia Noroeste do Brasil chegava até Araçatuba. O Brasil tinha como ponta da economia a cafeicultura. É neste cenário que a cidade surge, momento de ocupação de terras no Oeste do estado e expansão das lavouras do café.
Antes da ferrovia, esta região era habitada pelos índios caingangues. Até o início de 1920, as terras não eram muito procurada por desbravadores.
Somente após a construção de um loteamento de terras na cidade de Birigui e formação de colônias japonesas e italianas, a cidade passou a ser alvo de pessoas com vontade de estabelecer-se nas terras. De 1926 até 1930 foram 13365 imigrantes, sendo japoneses, italianos, espanhóis e portugueses os mais importantes.
Em 1929 a crise da bolsa de valores de Nova Iorque deu um golpe nas plantações de café aqui existentes. Já na década de 1940, a produção começa a cair. Em 1943 uma geada interferiu drasticamente na lavoura daquele ano. Assim a melhor solução para o declínio da produção do café eram a associação de outras culturas como arroz, feijão, milho, e pastagem para o gado.
Gado.
O gado vinha de Goiás e Mato Grosso, chegava muito magro nas cidades da região. Desta forma os produtores tornaram-se especialista na engorda bovina.
O café e as outras culturas ainda permaneceram de 1930 até 1960. Neste período importantes empresas instalaram-se na cidade: Matarazzo, Anderson Clayton, Brasmen e Sanbra especializadas no processamento de oleaginosas e grãos.
Na década de 1960, a cidade recebe o nome de Cidade do boi gordo, devido ser o maior centro produtivo de gado de corte do Estado de São Paulo. Até hoje, Araçatuba é uma das principais cidades da pecuária de corte do Brasil. Porém, a região transforma-se gradativamente em pólo do setor sucroalcooleiro. Corte de cana-de-açúcar.
Em 1974 ocorreu a crise do petróleo, sendo assim criado pelo governo federal o Próalcool. Assim o Conselho Municipal de Desenvolvimento Integrado de Araçatuba, propõe uma campanha para instalar 22 unidades produtoras de álcool na cidade.
A cana-de-açúcar ocupava 10% da área cultivada da região em 1987. As usinas Destivale, Aralcool, Alcoazul e Cruzalcool produziam em ritmo acelerado. Atualmente a cidade é o novo pólo do setor sucroalcooleiro. Araçatuba em 2009, era responsável pela produção de 47% da energia limpa do Estado de São Paulo.
Estrutura urbana Educação
Araçatuba também é um grande centro regional estudantil, possuindo quatro universidades, três particulares e uma estadual,uma fundação e demais faculdades avulsas. É um grande pólo formador de mão-de-obra especializada, abrigando estudantes de todo o Brasil e ascendendo o mercado imobiliário.
Possui uma das menores taxas de analfabetismo da população adulta entre as cidades-sede de região administrativa do Oeste Paulista.
Funcionam também em Araçatuba escolas profissionalizantes como o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e SESI – Serviço Social da Indústria.
Apesar disso, dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que 31,79% do eleitorado araçatubense não possui o primeiro grau completo. Ao total, o município possui registrados 134 971 eleitores, destes 42 911 estão nesta situação. 28 083 eleitores possuem o primeiro grau completo.
Saúde
Para atendimento da população, estão disponíveis o Pronto Socorro Municipal, Pronto Atendimento São João, a Santa Casa de Araçatuba, Hospital da Mulher, o Núcleo de Hemoterapia e Hematologia de Aracatuba Hemocentro, Unidades Básicas de Saúde, Núcleos de Gestão Ambulatorial e o Ambulatório Médico de Especialidades, que atendem pelo Sistema Único de Saúde. Para serviços de resgate e emergência conta com com ambulâncias do SAMU (sendo uma de suporte avançado e duas de suporte básico, além das viaturas de transporte comum) e do resgate do Corpo de Bombeiros.
A Santa Casa de Araçatuba recebeu em 2010 nota 8,79 na Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS realizada no ano anterior. Ficou atrás de santas casas de outras cidades como Auriflama, Guararapes, Penápolis e Ilha Solteira.
Pesquisa divulgada em dezembro de 2008 pela Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo constata a precariedade e a falta de profissionais na região de Araçatuba, ocupando a última posição no índice de eficiência no acesso aos serviços de saúde e na prevenção de doenças infecciosas de 15 regiões administrativas do Estado. Em 2009 o município tinha destinado do orçamento R$ 61,1 milhões para a área da saúde.
O município tem enfrentado nos últimos anos grandes epidemias de leishmaniose e dengue, ambas registrando algumas mortes. Até maio de 2010 1,3 mil moradores faziam tratamento contra a AIDS no município.
Em 2010 foi registrado caso de vírus da raiva em um gato e depois num morcego.
A principal causa de morte no município são as doenças do aparelho circulatório. Em 2009, 206 pessoas morreram devido a este tipo de complicação. Araçatubenses morrem mais de infarto e AVC, seguidos de câncer.
Transporte
Rodoviária de Araçatuba. Foi construída entre 1969 e 1970 Av. dos Fundadores. À esquerda é possível visualizar um ônibus da T.U.A.
Detalhe de um ônibus da T.U.A.
Interior do Aeroporto de Araçatuba, Dario Guarita.
Araçatuba apresenta, em sua topologia, relevo predominantemente plano, o que favorece o tráfego de bicicletas, tendo a segunda frota do país, de aproximadamente 80 mil unidades. Apresenta 88 praças, 1108 ruas, 37 avenidas e 76 bairros.
O centro da cidade antigamente ocupado pelos trilhos da Rede Ferroviária Federal deu lugar a Avenida dos Araçás, importante pólo econômico e de circulação de automóveis da cidade, onde são realizados as comemoração de Carnaval, Independência do Brasil e aniversário do município. Neste mesmo local da cidade existe um terminal de ônibus que centraliza os destinos para diversos bairros da cidade, controlados pela única empresa de transportes urbanos do município, a Transportes Urbanos Araçatuba. Em relação a carros adaptaptados para pessoas com deficiência a proporção em 2010 era de um veículo adaptado para cada grupo de 18,2 mil moradores, perfazendo um total de 10 veículos com adaptação. O total da frota é de um ônibus para cada 4,2 mil habitantes.
Junto ao prédio da administração municipal fica localizada a rodoviária, com diversas empresas rodoviárias, além de pontos de ônibus da TUA, empresa de transportes local. Possui também um aeroporto de padrão internacional, o Dário Guarita.
É a terceira cidade em número de motos no país, sendo em 2011, um total de 24,6 motos a cada 100 habitantes.
Frota
Tipo de veículo Números (2009) Carros 53451 Caminhão 3113 Caminhão trator 668 Caminhonete 6457 Micro-ônibus 212 Motocicleta 34165 Motoneta 7939 Ônibus 618 Trator de rodas 11
Urbano
O município conta com uma única empresa de transportes públicos: A T.U.A (Transportes Urbanos Araçatuba).
É regulado também o serviço de moto-táxi, onde os moto-taxistas devem utilizar identificação na moto e no colete e a empresa que disponibiliza o serviço deve possuir alvará de funcionamento junto a prefeitura. Existem também bolsões para moto-taxistas independentes. O município foi o primeiro do país a regulamentar o serviço através de lei no ano de 2001.
As rodovias que passam próximo ao município ou o cortam são as rodovias SP-300 - Via Marechal Rondon e SP-463 - Rod. Elyeser Monte Negro Magalhães .
Aéreo
Possui ainda um aeroporto, o Dario Guarita, que está em quinto lugar no número de movimentação no Estado de São Paulo, atrás dos aeroportos de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Bauru. Até abril de 2010 foram registrados 21 673 passageiros de voos regulares e não-regulares.
Araçatuba possui tres empresas aéreas em atuação no Aeroporto de Araçatuba, são elas: Pantanal Linhas Aéreas com destinos para Bauru(Arealva) e São Paulo(Guarulhos), TRIP Linhas Aéreas com vários destinos Principalmente São Paulo ( Guarulhos) São José do Rio Preto e mais recentemente a Azul LinhasAéreas Brasileiras com voos para Campinas (Viracopos).
Segurança
O ano de 2002 registrou 38 homicídios no município. Em 2005 Araçatuba assinalou 2364 crimes furtos, 28 homicídios e 131 roubos de automóveis. Dados de 2007 revelam a ocorrência de 20 assassinatos, 59% a menos que em 2006 e 2855 crimes de furto. Em relatório divulgado em 2010 pelo Instituto Sangari ocupava a posição 259º dos municípios brasileiros em taxa de homicídios na população de 15 a 24 anos nos municípios com 2.000 ou mais jovens de 15 a 24 anos, apontando uma queda do número total nos últimos anos (2003 - 2007). Em 2010, no primeiro trimestre, ocupava a 11° posição em número de homicídios no ranking dos 71 municípios com mais de 100 mil habitantes, mais violentos do Estado. Relátorio total de 2010 indicava Araçatuba como uma das mais violentas da região noroeste, com 26 homicídios.
No município atuam a Polícia Militar, Polícia Civil, além da Guarda Municipal que atua na orientação do trânsito e na segurança de prédios municipais. A Guarda Municipal existe oficialmente desde desde 1949 e foi criada pelo ex-prefeito Joaquim Geraldo Corrêa. Todavia, sua existência data de 1930 criada provisoriamente pelo ex-prefeito Edgar Joaquim Bastos.
Existe em Araçatuba unidade da Fundação Casa, localizada na estrada do Goulart, que abriga menores infratores.
Com relação a casos de abuso sexual contra crianças, Araçatuba apresentou de acordo com a Secretaria de Ação Social do município 57 casos em 2008 e 72 casos em 2009. Pelas estatísticas o perfil destes menores é o seguinte: em sua maioria são meninas de cor branca, entre 7 e 14 anos.
Serviços e comunicações
O serviço de abastecimento de água da cidade é feito pelo Departamento de Água e Esgoto (DAEA). No município o serviço de abastecimento de energia é feito pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecido por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço de telefonia móvel é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Araçatuba é 18.
O município conta ainda com jornais em circulação. No ano de 2010 são dois no total, Folha da Região e O Liberal Regional.
Ainda há emissoras de rádio como: Rádio Clube FM 95,5, Rádio Cultura AM, Rádio Bandeirantes AM e outras.
A cidade recebe ainda sinal de diversas emisorras de televisão. A partir de janeiro de 2010 a cidade será atendida pela transmissão digital. Há vários canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), sendo um dos principais com emissora afiliada na própria cidade a SBT Araçatuba (SBT), além de receber o sinal das emissoras TV Record Rio Preto (Rede Record), o e a TV TEM São José do Rio Preto (Rede Globo) e Band OSP
Canais de televisão aberta em Araçatuba e Região Administrativa Canais de televisão aberta em Araçatuba e Região Administrativa Sinal VHF 03 - TEM Noroeste (Globo) • 07 - SBT TVI (SBT) • 09 - Band OSP (Band) • 11 - TV Cultura • 13 - Record Oeste (Record) Sinal UHF 14 - TV Novo Tempo • 19 - TV Brasil Birigui (TV Brasil) • 22 - RedeTV! SP (RedeTV!) • 25 - CNT Americana (CNT) • 28 - Mix TV • 39 - Rede Vida • 47 - Rede Gazeta • 49 - Canção Nova • 55 - RIT • 57 - MTV Brasil • 60 - Record de São Paulo (Record) Birigui: 14 - TV Novo Tempo • 19 - TV Brasil Birigui (TV Brasil) • 22 - RedeTV! SP (RedeTV!) • 25 - CNT Americana (CNT) • 44 - Canção Nova UHF digital 26 - TV TEM - 34 - SBT TVI
Evento tradicional do setor agropecuário, ocorre anualmente no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, no mês de julho. É a terceira maior festa deste tipo do Brasil.
Esporte
O ano de 1914 é o início das primeiras práticas esportivas da cidade. O América Futebol Clube jogava na Praça Rui Barbosa. Com seu uniforme preto eram conhecidos como urubus. Em 1917 veio a surgir outro time: Esporte Clube Noroeste.
Atualmente quem representa a cidade no futebol é a Associação Esportiva Araçatuba (conhecida como "Tigrão") e no vôlei é o Vôlei Futuro.
Música
Em 1915 surgia a banda Progresso de Araçatuba, regida pelo maestro Aquilino Silva, tocava vários tipos de músicas, tais como: dobrados, mazurcas e maxixes. Depois em 1917, veio a surgir a Lira Araçatubense. Um ano após, mais bandas iniciaram suas atividades: uma regida pelo maestro Alcindo Nunes e a banda União Operária de Araçatuba.
No Dia do Trabalho do ano de 1919, essas duas últimas bandas entraram em conflito, os instrumentos musicais foram todos destruídos, mas passado o confronto uniram-se em uma só, sob regência de Zico Seabra.
Atualmente a Fanfarra Municipal de Araçatuba (FAMA), é campeã de concursos nacionais como o Concurso de Bandas Fanfarras da Vila Santa Isabel e 1º lugar para o corpo musical no 1º Concurso Nacional de Fanfarras e Bandas de São Sebastião. No Concurso de Fanfarras de Francisco Morato é hexacampeã.
Eventos e vida noturna
Araçatuba apresenta grandes eventos ao decorrer do ano, em sua maior parte agropecuários tais como a Feicana e a Expô Araçatuba. Existem outros eventos tais como Motofest, Baile do Bixo, Fantoledo e Vaca Loca, todas anuais.
Nas noites de final de semana os jovens costumam ir para a Avenida Brasília e arredores, local onde estão presentes restaurantes tradicionais da cidade como o Bola 7, chamado inicialmente de Cantina Jardim Nova Iorque e o Federal, situado do lado da polícia federal.
Além dos citados acima existem também outros locais conhecidos para a vida noturna: relacionado a bares existem o Bar Quattro, Bar Bonifácio, Biergarten; restaurantes como o bola 7, barracão, San Rafael, Costelaria, Terra do Boi, Donna Oliva; baladas como Calypso, 727, Lounge e Cervejaria Avenida; e hotéis como Ibis, Chamonix, Riviera, Nova york.
Camelódromo de Araçatuba.
O município de Araçatuba conta com um local destinado para a atividade dos camelôs, o Camelódromo Luiz Carlos Rister. Constituidas de pequenas lojas feitas de alvenaria, o local comercializa desde lanches a aparelhos eletrônicos. Antigamente essa atividade era realizada na Praça Rui Barbosa.
Calçadão, shoppings e cinema
Na rua Oswaldo Cruz, o Fênix era inaugurado em 25 de setembro de 1918. Depois, em 1921, outro cinema surgia na rua Cristiano Olsen, o Cine Ideal. Em 1925, o cine ampliou suas cadeiras de 500 para 700. Também existiu o Cine São Paulo, na rua Princesa Isabel. Hoje existem salas de cinema no Araçatuba Shopping Center.
O chamado calçadão de Araçatuba é o local que concentra densa quantidade de bancos e comércio da cidade. São diversos comércios que oferecem os mais variados serviços. Nesta região também está localizado o Multi Shop Centro de Compras, inaugurado em 1994, com 4,2 mil m² de área de vendas, que conta com praça de alimentação, área de eventos e diversas lojas. Nas proximidades do calçadão existem também supermercados como o Passarelli e o Rondon.
Na Avenida Joaquim Pompeu de Toledo está localizado o Araçatuba Shopping Center que foi inaugurado em 1995 e possui circulação média de 400 mil pessoas por mês.
Prainha
Aproveitando da água do rio Tietê, a Praia Municipal Milton Camargo, é uma opção de lazer da cidade. Foi criada durante a administração da ex-prefeita Germínia Venturolli.
Biblioteca
A Biblioteca Pública Municipal Rubens do Amaral possui além de diversas obras em seu acervo, revistas e registro de todos os jornais da cidade, o Programa Acessa São Paulo, que permite que usuários acessem a Internet. Ao total são 62 mil títulos, 20 mil são de literatura infantil.
Museus
Araçatuba possui na atualidade 6 museus. Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon; Museu do Som, Imagem e Comunicação; Museu Rintaro Takahashi; Museu de Arte Infanto-juvenil; Museu do Siran e Museu de Artes Plásticas.
O Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon localizado na antiga casa do engenheiro da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), na rua Quinze de Novembro, o único museu da cidade aberto constantemente e sem necessidade de agenda prévia, reúne peças de valor histórico da ocupação de Araçatuba. O acervo possui aproximadamente de 8 mil peças: móveis, objetos pessoais, ferramentas e equipamentos utilizados nas ferrovias que motivaram a ocupação da região, roupas, selos, moedas, cédulas, fotos, documentos etc. Os objetos foram cedidos pelos descendentes das famílias dos pioneiros da construção de Araçatuba. Recebe em torno de 500 a 800 visitantes por mês. Possui uma área total de 447,95 m² com salas para exposições temporárias e foi tombado pelos órgãos competentes em 1994.
O Museu do Som e Imagem mantido pela Universidade Aberta da Melhor Idade Inaugurado em 5 maio de 2004, possui em seu acervo diversos equipamentos como máquinas de calcular, instrumentos musicais, máquinas fotográficas, máquinas de escrever antigas, projetores de cinema, vitrolas, etc. Existe também o Monumento à Imprensa Genilson Senche, uma máquina linotipo da marca Lino-Tapy, de 1942, feita em Nova York.
Já o Museu Rintaro Takahashi, de origem particular e inaugurado em 2005, possui aproximadamente 2 mil peças que mostra a história dos primeiros desbravadores da região e dos índios. Também é possível encontrar fósseis, pedras de distintas épocas geológicas, objetos da cultura japonesa entre outros. Panorama da Av. Joaquim Pompeu de Toledo em cruzamento com a Av. Brasília em Araçatuba. Porta de entrada do município, onde nas proximidades estão diversos restaurantes, bares, hotéis, redes de fastfood, o Araçatuba Shopping Center, casas noturnas e a Rodoviária. O trecho da Av. Pompeu de Toledo é utilizada para a prática de esportes e a noite, a Av. Brasília é ocupada tradicionalmente por jovens. Esta região é também um ponto de encontro dos araçatubenses em dias de jogos de futebol importantes. Panorama da Av. Joaquim Pompeu de Toledo em cruzamento com a Av. Brasília em Araçatuba. Porta de entrada do município, onde nas proximidades estão diversos restaurantes, bares, hotéis, redes de fastfood, o Araçatuba Shopping Center, casas noturnas e a Rodoviária. O trecho da Av. Pompeu de Toledo é utilizada para a prática de esportes e a noite, a Av. Brasília é ocupada tradicionalmente por jovens. Esta região é também um ponto de encontro dos araçatubenses em dias de jogos de futebol importantes.
Administração
Prefeito Vice-prefeito Cido Sério (PT) Carlos Hernandes Vereadores de Araçatuba da Gestão 2009/2012 Nome Partido Edna Flor PPS Dr. Nava PSC Cido Saraiva PMDB Joel da Ambulância Platibanda PMN Rivael Papinha PSB Joaquim da Santa Casa PTB Professor Cláudio PMN Arlindo Araújo PPS Edval da Madeireira PP Olair Bosco PP Tieza PSDB Professora Durvalina PT Em negrito está o presidente da câmara
Vultos e personalidades
Estas personalidades estão de alguma forma ligadas a Araçatuba, ou por estarem no imaginário da população, pelos seus feitos ou por projetarem o nome do município pelo Brasil ou mundo. Não necessariamente tenham nascido na cidade.
Abrão Cury
Libanês, chegou em Araçatuba por volta de 1914. foi o Primeiro comerciante de Araçatuba, onde vendia vários tipos de produtos em sua loja "Nossa Casa" situada na esquina da rua Tupi, foi proprietário de vários terrenos na cidade.
Tião Carreiro
Batizado como José Dias Nunes, chegou em Araçatuba em 1944. Na pensão da rua Bernadino de Campos, conheceu Mineirinho, com quem cantava.
Depois conheceu em um circo Antônio Henrique Lima, o Pardinho. Gravaram o primeiro disco em 1956 formando a dupla Tião Carreiro & Pardinho.
Cego Peixoto
Filho de imigrantes libaneses, veio do nordeste e em Araçatuba ganhava a vida como pedreiro. Cego de um olho, passou a vender objetos de utilidade doméstica. Ele sempre conseguia receber por suas mercadorias, pois falava muito bem e de longe, com a voz taticamente forte e figurino muito destacado. Destaca-se a expressão Você não engana nem a borrachinha da bengala do Peixoto, por sua fama na arte de cobrar.
Biságio
Nos anos 60, Biságio era sobrenome de um piloto de aviões residente da cidade. Este homem falava que andava com o diabo. Os padres e religiosos sempre tiveram vontade de mudar a opinião de Biságio, porém nem na sua morte, após ter levado um tiro no estado de Mato Grosso se rendeu. No hospital recebeu a visita do Monsenhor Victor Ribeiro Mazzei que foi expulso do quarto pelo paciente exaltado.
Candinho
Cândido de Freitas Santos, conhecido como Candinho, era o professor Pardal, nas década de 1940 e 1950 da cidade.
Possuía um laboratório, onde havia um telescópio construído por ele próprio. Fez um helicóptero que funcionava a partir de um motor elétrico. Antes de sua morte pesquisava o cristal de selênio na utilização de alarmes.
Zuluaga
Nascido com o nome de Célimo Zuluaga, este atleta colombiano morou em Araçatuba em 1954 e fazia provas de resistência física com sua bicicleta. Primeiramente ficou pedalando 50 horas sem parar ao redor da Praça Rui Barbosa. Em 1955 fez 70 horas de pedaladas ininterruptas. Depois fez 150 horas ao redor do Estádio Municipal, nas proximidades do Cemitério da Saudade.
Peter e Marion
Eram dois acrobatas alemães. De 1957 a 1959 amarravam um cabo de aço da torre da Igreja Matriz até o edifício Paiva, em frente a Praça Rui Barbosa e faziam acrobacias em suas bicicletas.
Bolinha
Édson, ficou conhecido mesmo com o Clube do Bolinha, programa que ficou no ar por 20 anos na TV Bandeirantes, alcançou oito pontos no Ibope e era um dos líderes de audiência da emissora. Uma marca registrada do programa eram as bailarinas, chamadas carinhosamente de "boletes", e o quadro "Eles e Elas", onde transformistas e travestis se apresentavam. Vários artistas como Leandro e Leonardo e Arnaldo Antunes, mesmo depois de famosos, foram ao seu programa agradecer o apoio ao início de suas carreiras.
Rodrigo Tabata
Rodrigo Barbosa Tabata, mais conhecido como Rodrigo Tabata, (Araçatuba, 19 de novembro de 1980) é um futebolista brasileiro, meia do Besiktas JK, da Turquia Após se destacar no Goiás em 2004 e 2005, Tabata chegou ao Santos em 2006, onde ganhou os títulos paulistas de 2006 e 2007, em junho de 2008 foi colocado para transferências, não fazendo mais parte do elenco e está atualmente no Besiktas JK da Turquia
Esther Wolffowitz
Esther Wolffowitz, modelo, nasceu em Araçatuba. Participou da terceira temporada do Brazil's Next Top Model exibido pelo canal Sony.
Elísio Gomes de Carvalho
É conhecido por seus inúmeros loteamentos realizados na cidade. Em 1947 loteou o bairro Nova Iorque, o bairro mais nobre da cidade. Ao todo são 3972833 m² de loteamentos na cidade de Araçatuba. Elísio projetou também a Av. Brasília, entrada da cidade. Faleceu em 19 de março de 2010 aos 90 anos.
Referências
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Batalha de Aljubarrota Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coordenadas: 39º38'17"N 8º50'42"O Batalha de Aljubarrota
Crise de 1383-1385 Batalha de Aljubarrota Data - 14 de Agosto de 1385 Local - Campo de São Jorge, Calvaria de Cima, perto de Aljubarrota, Portugal Resultado - Vitória decisiva de Portugal Combatentes - 6.400 portugueses + 100 aliados ingleses com aliados Aragoneses, Italianos e Franceses Comandantes - João I de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira Combatentes de Castela - Juan I de Castela Combatentes por Castela - 23.700 castelhanos - 3000 italianos - 2000 franceses - 1.300 aragoneses Baixas - 800 portugueses 2.000 Franceses 2100 castelhanos
Crise de 1383-1385 Sequência das Batalhas - Atoleiros – Cerco de Lisboa – Trancoso – Aljubarrota e Valverde.
A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385 entre tropas portuguesas com aliados ingleses, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados liderados por D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça, no centro de Portugal.
O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A aliança Luso-Britânica saiu reforçada desta batalha e seria selada um ano depois, com a assinatura do Tratado de Windsor e o casamento do rei D. João I com D. Filipa de Lencastre. Como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, D. João I mandou edificar o Mosteiro da Batalha. A paz com Castela só viria a estabelecer-se em 1411 com o Tratado de Ayllón, ratificado em 1423.
A Batalha de Aljubarrota foi uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios, e um dos acontecimentos mais decisivos da história de Portugal. Inovou a tática militar, permitindo que homens de armas apeados fossem capazes de vencer uma poderosa cavalaria. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até hoje. No aspecto político, resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e Leão, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente, abrindo caminho sob a Dinastia de Avis para uma das épocas mais marcantes da história de Portugal, a era dos Descobrimentos.
Antecedentes
No fim do século XIV, a Europa encontrava-se a braços com uma época de crise e revolução. A Guerra dos Cem Anos devastava a França, epidemias de peste negra levavam vidas em todo o continente, a instabilidade política dominava e Portugal não era exceção.
Em 1383, El-rei D. Fernando morreu sem um filho varão, que herdasse a coroa. A sua única filha era a infanta D. Beatriz, casada com o rei D. João de Castela. A burguesia mostrava-se insatisfeita com a regência da Rainha D. Leonor Teles e do seu favorito, o conde Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria anexação de Portugal por Castela. As pessoas alvoroçaram-se em Lisboa, o conde Andeiro foi morto e o povo pediu ao mestre de Avis, D. João, filho natural de D. Pedro I de Portugal, que ficasse por regedor e defensor do Reino.
O período de interregno que se seguiu ficou conhecido como crise de 1383-1385. Finalmente a 6 de Abril de 1385, D. João, mestre da Ordem de Avis, é aclamado rei pelas cortes reunidas em Coimbra, mas o rei de Castela não desistiu do direito à coroa de Portugal, que entendia advir-lhe do casamento.
Perante a revolta da população portuguesa em vários pontos e cidades do Reino de Portugal, o Rei de Castela, decide em 1384 entrar em Portugal. Entre Fevereiro e Outubro deste ano monta um cerco a Lisboa, por terra e por mar.
Uma frota portuguesa vinda do Porto enfrenta, a 18 de Julho de 1384, à entrada de Lisboa, a frota castelhana, na batalha do Tejo. Os portugueses perdem três naus e sofrem vários prisioneiros e mortos, no entanto, a frota portuguesa consegue romper a frota castelhana, que era muito superior, e descarregar no porto de Lisboa os alimentos que trazia. Esta ajuda alimentar veio-se a revelar muito importante para a população que defendia Lisboa.
O cerco de Lisboa pelas tropas castelhanas acaba por não resultar, devido à determinação das forças portuguesas em resistir ao cerco, ao fato de Lisboa estar bem murada e defendida, à ajuda dos alimentos trazidos do Porto e devido a epidemia de peste negra, que assolou as forças castelhanas acampadas no exterior das muralhas.
Em Junho de 1385, D. Juan I decide invadir novamente Portugal, desta vez à frente da totalidade do seu exército e auxiliado por um forte contingente de cavalaria francesa.
Igreja onde Nuno Alvares Pereira rezou antes da batalha
Quando as notícias da invasão chegaram, João I encontrava-se em Tomar na companhia de D. Nuno Álvares Pereira, o condestável do reino, e do seu exército. A decisão tomada foi a de enfrentar os castelhanos, antes que pudessem levantar novo cerco a Lisboa. Com os aliados ingleses, o exército português interceptou os invasores perto de Leiria. Dada a lentidão com que os castelhanos avançavam, D. Nuno Álvares Pereira teve tempo para escolher o terreno favorável para a batalha. A opção recaiu sobre uma pequena colina de topo plano rodeada por ribeiros, perto de Aljubarrota. Contudo o exército Português não se apresentou ao Castelhano nesse sítio, inicialmente formou as suas linhas noutra vertente da colina, tendo depois, já em presença das hostes castelhanas mudado para o sítio predefinido, isto provocou bastante confusão nas tropas de Castela.
Nuno Alvares Pereira a rezar antes da batalha, em azulejos de Jorge Colaço no Centro Cultural Rodrigues de Faria.
Assim pelas dez horas da manhã do dia 14 de Agosto, o exército tomou a sua posição na vertente norte desta colina, de frente para a estrada por onde os castelhanos eram esperados. A disposição portuguesa era a seguinte: infantaria no centro da linha, uma vanguarda de besteiros com os 200 archeiros ingleses, 2 alas nos flancos, com mais besteiros, cavalaria e infantaria. Na retaguarda, aguardavam os reforços e a cavalaria comandados por D. João I de Portugal em pessoa. Desta posição altamente defensiva, os portugueses observaram a chegada do exército castelhano protegidos pela vertente da colina.
Esquema ilustrando a Batalha de Aljubarrota.
A CHEGADA DOS CASTELHANOS
A vanguarda do exército de Castela chegou ao teatro da batalha pela hora do almoço, sob o sol escaldante de Agosto. Ao ver a posição defensiva ocupada por aquilo que considerava os rebeldes, o rei de Castela tomou a esperada decisão de evitar o combate nestes termos. Lentamente, devido aos 30 000 soldados que constituíam o seu efetivo, o exército castelhano começou a contornar a colina pela estrada à nascente. A vertente sul da colina tinha um desnível mais suave e era por aí que, como D. Nuno Álvares previra, pretendiam atacar.
O exército português inverteu então a sua disposição e dirigiu-se à vertente sul da colina, onde o terreno tinha sido preparado previamente. Uma vez que era muito menos numeroso e tinha um percurso mais pequeno pela frente, o contingente português atingiu a sua posição final muito antes do exército castelhano se ter posicionado. D. Nuno Álvares Pereira havia ordenado a construção de um conjunto de paliçadas e outras defesas em frente à linha de infantaria, protegendo esta e os besteiros. Este tipo de tática defensiva, muito típica das legiões romanas, ressurgia na Europa nessa altura.
Pelas seis da tarde, os castelhanos ainda não completamente instalados, decidem precipitadamente, ou temendo ter de combater de noite, começar o ataque.
É discutível, se de fato houve a tão famosa tática do "quadrado" ou se simplesmente esta é uma visão imaginativa de Fernão Lopes de umas alas reforçadas. No entanto, tradicionalmente, foi assim que a Batalha acabou por seguir para a história.
A batalha
Painel de azulejos pintado por Jorge Colaço (1922) representando um episódio da batalha de Aljubarrota. No Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa, Portugal.
O ataque começou com uma carga da cavalaria francesa: a toda a brida e em força, de forma a romper a linha de infantaria adversária. Contudo as linhas defensivas portuguesas repeliram o ataque. A pequena largura do campo de batalha, que dificultava a manobra da cavalaria, as paliçadas (feitas com troncos erguidos na vertical separados entre sí apenas pela distancia necessária à passagem de um homem, o que não permitia a passagem de cavalos) e a chuva de virotes lançada pelos besteiros (auxiliados pelos arqueiros ingleses) fizeram com que, muito antes de entrar em contato com a infantaria portuguesa, já a cavalaria se encontrar desorganizada e confusa. As baixas da cavalaria foram pesadas e o efeito do ataque nulo.
Ainda não perfilada no terreno, a retaguarda castelhana demorou a prestar auxílio e, em consequência, os cavaleiros que não morreram foram feitos prisioneiros pelos portugueses.
Depois deste revés, a restante e mais substancial parte do exército castelhano atacou. A sua linha era bastante extensa, pelo elevado número de soldados. Ao avançar em direção aos portugueses, os castelhanos foram forçados a apertar-se (o que desorganizou as suas fileiras) de modo a caber no espaço situado entre os ribeiros. Enquanto os castelhanos se desorganizavam, os portugueses redispuseram as suas forças dividindo a vanguarda de D. Nuno Álvares em dois setores, de modo a enfrentar a nova ameaça. Vendo que o pior ainda estava para chegar, D. João I de Portugal ordenou a retirada dos besteiros e archeiros ingleses e o avanço da retaguarda através do espaço aberto na linha da frente.
Desorganizados, sem espaço de manobra e finalmente esmagados entre os flancos portugueses e a retaguarda avançada, os castelhanos pouco puderam fazer senão morrer. Ao pôr-do-sol a batalha estava já perdida para Castela. Precipitadamente, D. João de Castela ordenou uma retirada geral sem organizar uma cobertura. Os castelhanos debandaram então desordenadamente do campo de batalha. A cavalaria Portuguesa lançou-se então em perseguição dos fugitivos, dizimando-os sem piedade.
Alguns fugitivos procuraram esconder-se nas redondezas, apenas para acabarem mortos às mãos do povo. BRITES DE ALMEIDA Surge aqui uma tradição portuguesa em torno da batalha: uma mulher, de seu nome Brites de Almeida, recordada como a Padeira de Aljubarrota, iludiu, emboscou e matou pelas próprias mãos alguns castelhanos em fuga. A história é por certo uma lenda da época, de qualquer forma pouco depois D. Nuno Álvares Pereira ordenou a suspensão da perseguição e deu trégua às tropas fugitivas.
O dia seguinte
Na manhã de 15 de Agosto, a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que flanqueavam a colina. Para além de soldados de infantaria, morreram também muitos nobres fidalgos castelhanos, o que causou luto em Castela até 1387. A cavalaria francesa sofreu em Aljubarrota outra pesada derrota contra as táticas de infantaria, depois de Crécy e Poitiers. A batalha de Azincourt, já no século XV, mostra que Aljubarrota não foi a última vez que isso aconteceu.
Com esta vitória, D. João I tornou-se no rei incontestado de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha.
Bibliografia
* A.H. de Oliveira Marques, História de Portugal, vol. 1, Lisboa, Presença, 1997 * Fernão Lopes, Crónica de D. João I, vol. 1, s.l., Civilização, imp. 1994. * João Gouveia Monteiro, Aljubarrota: 1385: a batalha real, Lisboa, Tribuna da História, imp. 2003