COMENTÁRIO CRISE UCRANIANA


Camilo Camillo

Diante de tal referendo, se formos procurar culpados, veremos q a atitude da UE e dos EUA em legitimar golpe de estado em Kiev trouxe às populações do leste da Ucrânia um procedente p a chamada auto-determinação. Uma vez q as referidas populações do leste, diferentemente da postura do Ocidente, não reconhecem a legitimidade do então auto-proclamado governo e das autoridades q se auto-intitulam "autoridades" e "representantes" do povo da Ucrânia. Haja vista a atual instabilidade do país, q o destino da Ucrânia seja decidido pelos próprios ucranianos, tendo respeitada a vontade de cada região

COMENTÁRIO SOBRE O GOVERNO DO PSDB


  • Marcelo Batista
     
    Existem Quantos condenados do mensalão tucano? Se Aécio ganhar ai sim é que estará tudo dominado. A democracia no Brasil, viraria: perseguição à esquerda popular do Brasil, pela justiça dominada. Voltariamos a deixar de produzir aqui para importar mais; venderiamos a petrobras, ; pra quem quer o Brasil assim, a oportunidade é essa, ja que Dilma sofre o maior ataque midiático que se tem história da republica.

COMENTÁRIOS SOBRE A CRISE UCRANIANA


João Cavalcante
 
Os EUA não desrespeitam a ONU, ele é a ONU. A sede é no seu território, os demais países do mundo devem a ele, seu PIB é quase do tamanho do PIB do resto do mundo, porque metade do que está no mundo já pertence a ele. Da língua à coca cola, do medicamento ao computador, do adubo ao navio que trasporta o produto. Não me pergunte se isto é direito ou é legal, os Governos que respondam. Quando Napoleão bloqueou Portugal e o quis invadir, o Governo português salvou-se no Brasil colônia com a força do capital estrangeiro e nunca mais parou de tomar empréstimos. Quer o que?

OS ALMEIDAS

Almeida (família)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Brasão da família D'Almeida (Condes de Abrantes).
Almeida (por vezes Almeyda em português arcaico) é um apelido de família comum nos países de língua oficial portuguesa, nomeadamente em Portugal e no Brasil.
O Genealogista português Manuel José da Costa Felgueiras Gaio em seu Nobiliário de Famílias de Portugal , dá a origem dos Almeida em Dom Palayo Amado  fidalgo, que casou-se com D. Moninha Guterres, Dama da Rainha D. Thereza com quem teve um filho chamado Soeiro Paes Amado.
Soeiro Paes Amado casou-se com D. Justa Pays, filha de Payo Guterres da Silva Alcaide Mor, e tiveram um filho, Payo Guterres Amado.
Dom Payo Guterres Amado foi o responsável por derrotar os Mouros tomando o Castelo de Almeida de Riba Coa (Ribacôa), sendo ele conhecido como Almeidão por este feito, recebendo do Rei Dom Sancho I o titulo de Senhor do Castelo de Almeida. Dom Payo Guterres Amado legou o Castelo aos seus descendentes que tomaram o nome Almeida como sobrenome de família. O primeiro membro da família a receber o sobrenome Almeida foi Pedro Paes de Almeida, filho de Payo Guterres Amado. Por este motivo, Almeida é um nome de origem toponímico, ou seja, sua origem indica um local.

Fonte: Nobiliário de Famílias de Portugal Índice H.G. 40102 V. II, Autor: Manuel José da Costa Felgueiras Gaio (1750-1831), Biblioteca Nacional de Portugal CDU 929.52(469).

João Rodrigues de Sá, senhor de Matosinhos, cantou os Almeidas, em versos:


Nas d'ouro seis arruelas
Em seus escudos pintados
Do sangue honrados prelados
Sempre vimos dentro nelas
E outros leigos d'estados

D'Almeida que já fez cumes
Deu e ajuda dá lumes
D'estado e de senhorio
Abrantes, Crato e quem Dio
Viu desbaratar os rumes

ORIGEM DO SOBRENOME ALMEIDA
Brasão da família Almeida

A família Almeida se origina na nobreza portuguesa. O primeiro a receber o nome, e portanto o fundador da família, foi Payo Paes Guterres, que na época de Sancho 1º (1154-1211) 2º Rei de Portugal, tomou dos árabes em Riba Coa, o Castelo de Almeida e o recebeu como feudo D’ EL Rei. A família Almeida, portanto, tem origem na família hispânica Gutierrez.
Ele o legou aos seus descendentes que, após sua morte, tomam o nome deste castelo como sobrenome de família, que aparece pela 1ª vez na história européia, em 1258, com João Fernandes de Almeida, que fundou a Vila de Almeida no Concelho de Mangualde, antigamente Termo de Azurara da Beira.
Almeida é um nome árabe composto de 2 palavras:
al = significa o, a, os, as
majíd = significa glorioso
Almajíd, ao longo do tempo, evoluiu para Almaída, Almaida e Almeida.

Gutierrez

A família Almeida, como vimos, deriva da família Guterres, forma aportuguesada do espanhol Gutierrez. Há diversas variações gráficas para esse nome: Gutiérrez, Gutierrez, Guter, Butre, Gutier, Wittier, Gutierre, Guterre, Guterres, Gut, Goter, Gauter, Gualter, Galter, Gulter, Baltar, Boltar, Belter, Gutérriz, Guterriz, otérriz,
Goterriz, Guteres, Gútrez, Gutrez, Gutérrez, Guterrez, Gottreich, Baltériz, Balteriz, Baldériz, entre outros como a forma inglesa “Goodrich”. Todos pertencentes à mesma família, cuja origem está nos judeus perseguidos pelos visigodos, povo de origem germânica que emigrou do leste europeu.
Dentre os visigodos na Espanha, havia forte presença judaica: “Em todos os eventos, os judeus estavam na Espanha juntamente com os romanos antes de 409; e cerca de um século depois, quando havia apenas um reino visigodo na Espanha, os judeus lá estavam, distribuídos ao longo do país em numerosas congregações, como antítese aos cristãos bárbaros, celebrando seus próprios Sábados, e festivais, circuncidando seus filhos, solenizando o casamento segundo o costume judaico, e observando estritamente as leis dietéticas, e até mesmo ocasionalmente convertendo escravos pagãos ao Judaísmo.” (Dr. Julius Fust, “Do Oriente”)
Com a invasão dos visigodos, os judeus foram brutalmente perseguidos, e forçados a se converterem, e a abandonarem sua fé. “Aqueles que permaneceram judeus apesar de todo o seu sofrimento [o rei dos visigodos] interditou a celebração da Páscoa, dos Sábados, e de outras festas… se tornariam escravos e perderiam suas posses…. [mas] obteriam sua liberdade caso se convertessem.” (ibid)

As famílias Gutierrez e Almeida (na realidade, a mesma família), portanto, estão entre as primeiras famílias de origem ibérica a se tornarem cripto-judias, perdendo sua identidade.

INÍCIO DA GENEALOGIA

Felgueiras Gayo em seu Nobiliário de Famílias de Portugal, dá a origem dos ALMEIDAS, em Payo Paes Guterres, fundador do Morgado de Tibães, Rico Homem do Conde Henrique da Borgonha, (1035-1114), casado com Teresa, (falecido em 1130), filha de Afonso VI, Rei de Leão e Castela, de quem recebe o título de Conde de Portugal. Esse Payo Guterres, Senhor do Castelo de Leiria, casado com Moninha Dama da Rainha Dona Teresa, tem um neto, Payo Guterres, Senhor do Castelo de Almeida que ele conquistou dos árabes em Riba Coa, ao tempo de Sancho I, (1154-1211 = 2º Rei de Portugal) e que legou aos seus descendentes, que tomaram do nome deste Castelo o sobrenome de família ALMEIDA. João Fernandes de Almeida é o primeiro a aparecer na história com esse sobrenome nas Inquirições de 1258, pois fundou no termo de Azurara da Beira, hoje Concelho de Mangualde, nas terras da Herdade da Cavalaria que recebera com muitos privilégios d’El Rei Sancho I, a vila de ALMEIDA, entre 1223 e 1245. João Fernandes de Almeida é filho de Fernão Canelas que era Senhor das Quintas de Pinheiro e Canelas. Seu neto, Lourenço Anes de Almeida, foi Alcaide-Mor de Linhares e Castelo Novo. Há, também, Fernão Alvares de Almeida, Alcaide-Mor de Abrantes, aio dos filhos de D. João I, o Mestre de Avis, (1357-1433, 10º Rei de Portugal), seu filho, Diogo Fernandes de Almeida está sepultado na igreja de Sta. Maria do Castelo e seus descendentes recebem em 1476, o título deConde de Abrantes, extinto em 1530 e renovado entre 1645-1656 com Miguel de Almeida, que foi um dos 40 Fidalgos da Restauração dos Braganças, em 1640. Dos Condes de Abrantes, descende outro Diogo Fernandes de Almeida, Prior do Crato, cujo filho, Lopo de Almeida, tem entre seus descendentes: a Casa dos Condes de Avintes, cuja varonia Almeida se conservou até o 8º Conde de Avintes, e a Casa dos Condes de Assumar,sendo que o neto do primeiro Conde de Assumar, Pedro de Almeida, foi feito Vice Rei das Índias e recebe, em 1744, o título de Marquês de Castelo Novo, (onde fora Alcaide-Mor, Lourenço, que é neto de João Fernandes de Almeida, o primeiro Almeida) o título é, em 1748, mudado para Marquês de Alornapor ter, Pedro de Almeida, conquistado essa praça de guerra. A varonia Almeida se conserva até o neto do Marquês de Alorna. No Brasil tivemos Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, nascido a 17/10/l688, com 28 anos separou-se da família para vir ao Brasil, em 1717, como 3º governador da nova Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. Tornou-se, em 1718, 2º Conde de Assumar, título herdado de seu pai e foi, mais tarde, Marquês de Alorna.

Pessoas

Geral

  • Almeida Garrett, romancista, poeta e dramaturgo português. Foi também um político liberal
  • Alfeu Adolfo Monjardim de Andrade e Almeida, político brasileiro
  • António de Almeida Santos, político e estadista português
  • António José de Almeida, estadista e político português
  • Bruno de Almeida, músico e realizador norte-americano
  • Clemente Manoel de Almeida, músico, compositor e político paulista
  • Cristina Almeida, advogada e política espanhola
  • Francisco António de Almeida, compositor e orgamista português
  • Francisco de Almeida, nobre e estadista português, vice-rei da Índia Portuguesa
  • Germano Almeida, advogado e autor cabo-verdiano
  • Guilherme de Almeida, advogado, jornalista, "Príncipe dos poetas brasileiros".
  • Helena Almeida pintora portuguesa
  • Ibrahim de Almeida Nobre, jurista e grande orador brasileiro, herói e o "tribuno" da Revolução Constitucionalista de 1932
  • João Ferreira de Almeida, pastor protestante português e tradutor da Bíblia
  • Joaquim de Almeida, actor português
  • José Américo de Almeida, escritor e político brasileiro
  • José Ferraz de Almeida Júnior, pintor brasileiro
  • José Sebastião de Almeida Neto, cardeal português e antigo patriarca de Lisboa
  • Laurindo Almeida, guitarrista clássico brasileiro
  • Leopoldo de Almeida, escultor português
  • Lourenço de Almeida, nobre e explorador português
  • Lúcia Machado de Almeida, escritor brasileiro
  • Luciano Mendes de Almeida, bispo jesuíta brasileiro
  • Luís de Almeida, diplomata angolano
  • Luís de Almeida Portugal, 1.º conde de Avintes
  • Manuel Antônio de Almeida, jornalista e escritor brasileiro
  • Manuel de Almeida, padre e missionário jesuíta português
  • Miguel Osório de Almeida, médico e cientista brasileiro
  • Miguel Vale de Almeida, antropólogo português
  • Nicolau Tolentino de Almeida, poeta satírico português
  • Tácito de Almeida, advogado, escritor brasileiro
  • Tancredo de Almeida Neves, estadista brasileiro
  • Tomé Barbosa de Figueiredo Almeida Cardoso, diplomata português, poliglota e etimologista
  • Vasco de Almeida e Costa, oficial naval português
  • Vicente Almeida d'Eça, último governador português de Cabo Verde
  • Helena Almeida, artista plástica portuguesa

Desportistas

  • Alex Dias de Almeida, futebolista brasileiro.
  • Antonio Gonzaga Almeida, known as Toninho Almeida, futebolista brasileiro.
  • Daniel Moradei Almeida, futebolista brasileiro.
  • Dermival Almeida Lima, futebolista brasileiro.
  • Édson Andrade Almeida, futebolista brasileiro.
  • Hugo Almeida, futebolista português.
  • José Augusto de Almeida, futebolista português.
  • José Carlos de Almeida, futebolista brasileiro.
  • José Eduardo Bischofe de Almeida, futebolista brasileiro.
  • Luciano Silva Almeida, futebolista brasileiro.
  • Luís Carlos Almeida da Cunha, conhecido como Nani, futebolista português.
  • Marcelo Luis de Almeida Carmo, futebolista brasileiro.
  • Matías Almeyda, futebolista argentino.
  • Paulo Almeida, futebolista brasileiro.
  • Peter de Almeida, futebolista brasileiro.
  • Robert da Silva Almeida, futebolista brasileiro.
  • Rodrigo Juliano Lopes de Almeida, futebolista brasileiro.
  • Vanderson Válter de Almeida, futebolista brasileiro.

Personagens fictícias

  • Tony Almeida, personagem interpretado por Carlos Bernard na série televisiva norte-americana 24

Referências

Notas
  1. Bliblioteca Nacional de Portugal
  2. Nobiliário de Famílias de Portugal, Índice H.G. 40102 V. II, Biblioteca Nacional de Portugal
Bibliografia
Manuel José da Costa Felgueiras Gaio (1750-1831), Nobiliário de Famílias de Portugal Índice H.G. 40102 V. II. CDU 929.52(469) Biblioteca Nacional de Portugal, Impressão diplomática do original manuscrito, existente na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

JOÃO DOMINGOS BONTEMPO

DISCURSO DE JANGO PARA OS SARGENTOS EM 1964

O Dia Online
- Atualizada às

Rastilho de pólvora

Ida de Jango à reunião de sargentos, no Centro, e discurso contra a remessa de lucros foram a gota d’água para o golpe ser deslanchado. Testemunha diz que suboficiais pegariam em armas se o presidente pedisse

 
 O Dia

Rio - O relógio marcava 23h do dia 30 de março de 1964 quando João Goulart cruzou, com semblante tenso, o salão do Au­tomóvel Club do Brasil, na Rua do Passeio, Centro do Rio. Chovia forte quando ele deixou o local e tomou a direção da Cinelândia. Àquela altura, provavelmente ele já sabia que o discurso feito momentos antes na reunião dos sargentos havia sido seu último como presidente do Brasil. Mas a verdadeira tempestade ainda es­tava por chegar. O DIA conversou com duas testemunhas daqueles momentos, dois sargentos simpa­tizantes de Jango, que garantem: se o presidente quisesse resistir ao golpe, os suboficiais pegariam em armas. “Não é questão de dizer se ia ou não ter sangue. A ditadura matou centenas: isso é sangue”, diz o hoje capitão reformado Amadeu Felipe Ferreira, 78 anos.
Vídeo:  Jango discursa para sargentos no Automóvel Clube
Amadeu era da ala esquerda do Exército e não concordava com a realização do encontro: defendeu a permanência dos janguistas nos quartéis pois, segundo ele, o gol­pe já estava em curso. “Quem sabe primeiro das coisas é o sargento. Bastava Jango pedir que pegaria­mos em armas”, garante. Mesmo contrariado, Amadeu saiu de Re­alengo, onde vivia com a família, e foi ao encontro, organizado pela Associação dos Sargentos e Subo­ficiais da Polícia Militar. O evento começou às 19h30. “Jango falou das reformas e agradeceu o apoio dos sargentos. Depois, saiu depres­sa. Sabia que as tropas estavam na rua para dar o golpe”, relembra.
A presença de Jango ao lado da baixa oficialidade das Forças Armadas, há exatos 50 anos, foi o último capítulo de uma relação tensa desde 1961, quando ele, do PTB, assumiu o governo após a re­núncia de Jânio Quadros, do PTN. Ali, os ministros militares se ma­nifestaram contra a posse do então vice-presidente, por conta de sua ligação com a esquerda. Em setem­bro de 1963, sargentos da Marinha e Aeronáutica se insurgiram em Brasília, por conta da negativa do STF às suas candidaturas – Jango manteve-se neutro.
A historiadora da UFF e da Unirio, Ângela de Castro Gomes, coautora de ‘1964’, livro lançado neste mês, diz que a presença do presidente no encontro foi a gota “que transbordou” o copo. “O epi­sódio selou a ruptura entre Jango e os militares. Ficou comprovado que o presidente não era garan­tia da hierarquia militar”, indica. Para ela, Jango sabia que sua ida ao encontro seria interpretada como provocação, por conta do contexto. “Claro que o golpe no dia seguinte tem vinculação com a reunião. Afinal, o chefe das For­ças Armadas mostrou descompro­misso com a hierarquia.”

Foto:  Arte: O Dia

Se os rumos do país foram sa­cramentados naquela noite, a his­tória poderia ter sido outra caso dois destinos se cruzassem antes. No verão daquele ano, Amadeu e cinco sargentos saíram do Rio numa caminhonete, em direção a Petrópolis. O objetivo era alertar Jango, de férias na serra, sobre o golpe que estava por vir. “Não con­seguimos falar com ele. Sem di­nheiro, acabamos dormindo num trem antes de voltar”. Os sargentos estavam mobilizados para alertar os políticos sobre o “espírito na­zifascista” que tomava conta dos quartéis. Dias depois da frustração na serra, foram a JK para repetir o alerta. “Éramos 40 sargentos, de terno e gravata, em excursão a Copacabana. Dissemos ao JK que ele seria o maior prejudicado pelo golpe, já que queria ser candidato em 1965. Ele achou que era ‘coisa de sargento novo’”, lamenta.
A relação entre Jango e os “sar­gentos novos” é mais um indício do racha dentro da caserna. “Mui­tos estavam ao lado de Jango, tan­to que, consumado o golpe, vários foram presos e punidos”, argumen­ta Ângela. No discurso feito dia 30, o presidente exaltou as reformas de base, “que não podiam mais ser adiadas”, mas não esqueceu de apoiar a baixa oficialidade. “Os sargentos jamais aceitarão ordens sem contestações, porque o cami­nho que lhes está traçado é o que me foi traçado também”, disse.
Para Amadeu, se Jango tivesse confiado nos sargentos, o destino seria outro. O presidente prefe­riu seguir o caminho que, como o próprio disse, “estava traçado”. Saiu do país dias após o golpe e só voltou para ser sepultado, em 1976. Já Amadeu foi preso e caiu nos porões da ditadura. “Estreei o que viria a ser o Doi-Codi (Des­tacamento de Operações de Infor­mações do Centro de Operações de Defesa Interna), na rua Barão de Mesquita.”
Ataque aos 'privilégios’
Ao se ler o discurso de Jango na reunião dos sargentos, não é difícil imaginar a razão para que ele tenha sido considerado como a gota da’água para deslanchar o golpe. O presidente, em discurso por rádio e TV, avisou aos golpistas que confiava no povo para a defesa de seu mandato, e dizia que o momento exigia calma dos brasileiros, “para fazer face ao clima de intrigas feitas por grupos poderosos.” Jango disse ainda que o financiamento das ações dos conspiradores vinha de fora do país. “Tantos recursos para campanha tão poderosa, para mobilização tão violenta contra o governo, eu diria simplesmente, sargentos brasileiros, que tudo isto vem do dinheiro dos profissionais da remessa ilícita de lucros”, afirmou. Antes de justificar a necessidade das Reformas de Base, o presidente que seria deposto defendeu-se dos que o acusavam de ser comunista. “Elas (as reformas) são, acima de tudo, reivindicações legítimas do povo brasileiro, indispensáveis ao desenvolvimento do nosso país.”
Na parte final do discurso, pareceu antever o golpe – e antecipar que não reagiria: “nesta noite, na hora em que se estão praticando as maiores indisciplinas, não admitirei que a desordem seja promovida em nome da ordem; não admitirei que o conflito entre irmãos seja pregado.”
Em 10 km, a História política do país
Num espaço de cerca de 10 km no coração do Rio se desenrolaram alguns dos principais e mais decisivos acontecimentos da História política recente do Brasil. Entre o campus da UFRJ na Praia Vermelha e a Central do Brasil, um presidente se suicidou no Catete (Getulio Vargas, em 1954), um político se entrincheirou, aguardando as tropas golpistas em Laranjeiras (Carlos Lacerda, governador da Guanabara em 1964), e, na altura do Aeroporto Santos Dumont, o estudante Edson Luís foi morto em 1968, desencadeando a reação que culminaria na decretação do Ato Institucional número 5.
Mesmo tendo deixado de ser Distrito Federal com a transferência da capital para Brasília em 1960, o Rio continuou sendo a cidade mais agitada do país. Tanto que Jango fez a defesa mais veemente de seu governo na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, e estava na Rua do Passeio quando as tropas golpistas começaram a marchar para tirá-lo do poder.
Da Cinelândia à Candelária caminharam 100 mil pessoas, em 1968, em protesto organizado pelo movimento estudantil contra a ditadura. Quatro anos antes, centenas de milhares de pessoas caminharam no sentido contrário, com intenção igualmente oposta: era a Marcha da Vitória, celebração pelo sucesso na deflagração do golpe e benção dos civis ao regime
Entrevista com Daltro Dornellas, Ex-sargento do Exército que defendia a resistência ao golpe
P. Qual a situação da caserna antes do dia 30?

R. Eram 5 % de esquerda, 5 % de direita e 90% em cima do muro. Fizeram besteira em Brasília, em 1963, e isso instru­mentalizou a direita. No ano seguinte, depois do episódio dos marinheiros, um companheiro me disse algo que jamais esqueci: ‘Agora radicalizaram a p... toda!’ Estávamos fazendo trabalho de base e ganhando a guerra de convencimento, ex­plicando a Reforma Agrária, a Lei de Remessa de Lucros.

2) Onde o senhor estava no dia da reunião do Clube dos Sargentos no Automóvel Club?

R: Naquele dia fiquei rodando as unidades, de metralhadora em punho. Não fui ao encontro porque queria juntar todos e ir ao Palácio Laranjeiras, de uniforme de passeio, para declarar apoio ao Jango, às reformas e ficar de prontidão. A reunião estava rolando quando aquelas tropas golpistas vagabundas vieram. Não daria para encarar a gente.

3) O que o senhor pensa do presidente João Goulart?

R: Ele estava coagido, mas foi débil. Foi triste ver os sargen­tos chorando, quando Jango resolveu que não iria resistir. Dizem que um sargento, preso após o golpe, se suicidou batendo com a cabeça na grade da cela, pois não entendia como nós não haviamos resistido. Ele (Jango) não tinha o direito de aceitar isso (o golpe). Uma resistência seria sufi­ciente para parar o golpe.

4) Os sargentos estavam preparados para resistir?
R: Primeiro, nós não queríamos dar golpe. As Forças Arma­das já estavam aguçadas desde o Comício da Central… Mas a gente podia virar aquele jogo. Os meus superiores diziam: o presidente não quer que faça, não quer derramamento de sangue. Pedimos apoio a um comandante, mas ele não veio. Sem comando, não tínhamos nada.
Fundador do Partido Militar Brasileiro defende voto direto
No período pré-golpe, uma das causas de insatisfação dos militares de baixa patente era o fato de não poderem votar ou serem votados. Atualmente, a Constituição garante os direitos políticos aos militares, mas impede a filiação partidária dos que estão em serviço.
Para o capitão Augusto Rosa, os militares “salvaram o Brasil de uma ditadura comunista”, e Jango quebrou a hierarquia quando encontrou os sargentos. “Hierarquia é a estrutura base do militarismo. Sem ela, só há o caos”, indica. Fundador do nanico Partido Militar Brasileiro, ainda em busca da legalização, ele critica a ação da Comissão da Verdade (“os crimes contra os militares não precisam ser apurados?”), discorda do termo ‘ditadura’ e prefere não falar sobre a repressão feita pelo Estado (“não compete a mim falar sobre isso). “Mas não queremos voltar a esse período, que foi de exceção. O PMB defende o voto direto”, garante.
Rosa também é a favor da redução da maioridade penal para 16 anos e transformação do crime de corrupção em hediondo. E, claro, contra a legalização da maconha, do aborto e o direito de voto de pessoas que recebam o Bolsa Família. “PT, PSDB, PMDB, são todos partidos de esquerda e se preocupam com marginais. Nós somos de direita e nosso alvo é o cidadão de bem”, resume.
Reportagem de Leandro Resende

AS PALAVRAS DE SATURNINO BRAGA NO VÍDEO ACIMA, CONFIRMAM A OPINIÃO DO FUNDADOR DESTE BLOG, DE QUE NEM DIREITA, NEM ESQUERDA, NEM CENTRO E MUITO MENOS EXTREMA DIREITA, EXTREMA ESQUERDA, SÃO SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO BRASIL. A ÚNICA SOLUÇÃO PARA O BRASIL E OS DEMAIS POVOS LUSÓFILOS É, SEM NENHUMA DÚVIDA O ASSUMIR URGENTE DE NOSSA CULTURA - COMUM, A CULTURA DE NOSSOS AVÓS!!!

JPL 

HOMENAGEM A GISELLE GOBBI