A China revelou a sequência inicial de voos que farão parte da sua terceira fase de exploração espacial tripulada.
Esta
terceira fase integra a construção da sua estação espacial modular TG
Tiangong, cujo primeiro módulo será lançado em 2018 ou provavelmente em
2019. Este será o módulo Tianhe que será colocado em órbita por um
foguetão CZ-5B Chang Zheng-2B a partir do Complexo de Lançamento LC 101
do Centro de Lançamentos Espaciais de Wenchang, Hainan.
O
Tianhe terá uma massa de cerca de 22.000 kg, tendo um comprimento de
19,1 metros e um diâmetro máximo de 4,2 metros. O módulo será colocado
numa órbita Continue lendo...
O programa espacial chinês, nome dado ao programa tecnológico de
exploração do espaço da República Popular da China, que teve início em
1956, através da cooperação em ciência, tecnologia espacial e
desenvolvimento de foguetes do governo comunista da República Popular da
China com a então União Soviética. É um dos programas espaciais de
maior expansão e é coordenado pela Administração Espacial Nacional da
China, a agência espacial chinesa.
Início
Durante
a cordial relação entre as duas nações durante os anos 1950, a União
Soviética se engajou num programa de transferência de tecnologia à
China, no qual treinaram estudantes chineses a construírem um protótipo
de foguete. Em 1956, o cientista Tsien Hsue-Shen propôs e obteve
apoio do governo de Mao Tse Tung para um programa pioneiro de mísseis
balísticos, do qual se tornou diretor. O plano apresentado, chamado de Plano de Doze Anos
para o desenvolvimento de uma tecnologia espacial chinesa, visava o
desenvolvimento do projeto de um satélite, a ser colocado em órbita em
1959.
Com o rompimento de relações entre os dois países em 1960, a URSS
retirou seu apoio e a transferência de tecnologia, mas...Continue lendo...
O debate sobre se
Portugal deve ou não acolher refugiados sírios tem incendiado as redes
sociais. Como eu gosto de ser um bom comburente também vou dar a minha
opinião sobre o assunto. Vamos lá então ver os dez motivos que devem
levar Portugal a recusar-se a receber refugiados sírios, esses patifes!
"Eles vêm para cá e não respeitam as nossas regras!"
Este argumento é
colocado nos comentários do Facebook por alguém que o escreveu no seu
smartphone enquanto conduzia. Depois, toldado pela raiva, passou dois
vermelhos, atropelou uma velha e fez um manguito ao ultrapassar uma
criança paraplégica. De repente, o português começou a dar muitíssimo
valor às regras do seu país. Os portugueses adoram regras, toda a gente
sabe disso e ai de quem venha para cá quebrá-las! O crime e a falta de
civismo é propriedade intelectual dos portugueses e até temos patentes e
tudo. Basta ver as estatísticas e perceber que a grande maioria dos
muçulmanos, especialmente os que vivem no ocidente, é cumpridora e
contribui para a boa cidadania. Basta ver os países com uma comunidade
muçulmana enorme e que não é por causa deles que as coisas correm mal ou
que estão piores do que Portugal. Têm as pancadas deles, claro, como
nós também temos pessoas que escrevem livros com as conversas que
tiveram com Jesus Cristo. Há malucos em todo o lado. A única coisa em
que concordo é que entrar num banco ou bomba de gasolina, mascarado de
ninja com uma burka, não devia ser permitido. Quero igualdade para todos
e se eu não posso andar nu a passear o São Bernardo no metro, não quero
cá mulheres tapadas da cabeça aos pés no meu pais. Já nos basta o falso
puritanismo tão tipicamente lusitano.
"Eles estão a recusar comida!"
Argumentam muitas
pessoas que acreditam nas publicações do Correio da Manhã e nas
partilhas feitas no Facebook daqueles sites
"www.somosbuecrediveis.todaaverdade.a.serio.com.br". São pessoas que
após lerem as gordas de uma notícia não se dão ao trabalho de pesquisar
um pouco e tentar perceber se é verdade, ou qual a razão que levou a
isso. Estou a falar de várias notícias falsas que circulam nas redes
sociais como aquela que mostra um vídeo
onde os refugiados parecem estar a rejeitar comida. Os
conspiracionistas do Facebook apressaram-se a concluir que era porque
vinham em pacotes da Cruz Vermelha e que, por isso, os fazia lembrar
Deus Nosso Senhor dos Católicos. Se
pesquisarem um bocadinho vão descobrir o que realmente aconteceu: ao
que parece, os refugiados estavam na fronteira entre a Macedónia e a
Grécia, há três dias, no meio do nada e à chuva. Queriam passar, foram
mal recebidos e maltratados, e decidiram fazer greve de fome para tentar
acelerar o processo. Simples, não é? Mas mesmo que tivessem recusado
por causa disso, era só uma minoria de palermas ali no meio de tanta
gente desesperada. Se eu estivesse lá e me trouxessem uma caixinha com
sushi, eu também os mandava à merda e recusava.
"Eles só querem ir para os países ricos!"
Comenta um símio com
acesso à Internet enquanto recusa um convite para ir a um restaurante de
sushi abaixo da qualidade a que ele está habituado. Os portugueses já
tiveram várias vagas de emigração em busca de uma vida melhor, de mais
trabalho e melhores condições para os seus filhos. Embora seja
diferente, já que estes estão a fugir da guerra, acho que é fácil de
perceber que eles, já que tiveram de desertar do seu país, queiram ir
para onde lhes seja garantida uma melhor qualidade de vida e
oportunidades. Quando se é recebido com gás pimenta e lacrimogéneo e com
balas de borracha na Macedónia, por exemplo, e se é tratado como gado
idoso na Hungria, se calhar fica-se desconfiado e prefere-se continuar a
jornada até um país que sabem que não lhes fará isso. Quem usa este
argumento são aquelas pessoas que fizeram birra quando os pais alugaram
uma casa de férias sem piscina. São pessoas que acampam à espera do novo
iPhone, para poderem continuar a debitar palermices no Facebook, mas
com uma resolução melhor.
"Primeiro estão os nossos sem-abrigo!!!"
Fico muito contente em
ver a preocupação com uma causa que me é muito querida. Os portugueses,
afinal, preocupam-se imenso com quem tem o céu como tecto. Há esperança
para Portugal! Com esta onda de solidariedade, espero que para a semana
que vem nunca mais ver pessoas a dormir na rua. É bonito ver o PNR a
fazer campanha com isso e a querer ajudar quem tanto precisa. Desde que
não sejam "pretos", nem "maricas", claro. Nesse caso nem são dignos das
pedras da calçada! Só se lhes forem atiradas à cabeça, obviamente. Sim,
devemos ajudar os nosso sem-abrigo e quem passa dificuldades em
Portugal, mas isso não implica que não se abram as portas a quem vem a
fugir de uma guerra. Se metade das vozes que surgem com este argumento
fizesse alguma coisa para ajudar, garanto-vos que não havia um único
sem-abrigo nas ruas portuguesas. Esta alegação é como dizer «As
andorinhas que migram para Portugal e fazem ninho na altura da Primavera
estão a roubar os telhados que deviam ser dos nossos pintassilgos! Além
disso cagam-me o carro todo! PS: Nada contra as andorinhas. Não sou racista!».
"Se são refugiados, porque é que a maioria são homens?!"
Onde estão as mulheres e
as crianças, para além daquela que deu à costa? Onde andam eles?
Qualquer pessoa inteligente perceberá que em todas as vagas de migração
primeiro vão os homens e, só depois, as mulheres e as crianças. Os
homens vão em busca de um local melhor e de condições para depois
poderem trazer a família sem a ter de a sujeitar a uma viagem que poderá
ter como destino a morte. Eu percebo que fosse muito mais interessante
ver desembarcar nas praias portuguesas botes cheios
de ginastas suecas e contorcionistas búlgaras, mas é o que há meus
amigos. Não sejam esquisitos quanto à raça, género e religião de quem
precisa de auxílio. Vejam o lado bom, para crianças ranhosas cujos pais
não as souberam educar, já bastam as nossas.
"Eu não sou racista, mas... os muçulmanos são todos terroristas é são bichos nos quais não podemos confiar! "
Concordo. Os muçulmanos são pessoas de merda. Mas os católicos também. E os ateus idem. No geral, as pessoas são uma merda. Aliás,
é por isso que os migrantes em vez de se juntarem à jihad, ao lado do
Estado Islâmico, preferem arriscar a vida para chegar a um país seguro e
ainda livre da guerra santa. Sim,
hoje há mais ataques terroristas perpetrados por alguém em nome de Alá
do que em nome de Cristo. Dou-vos isso. Pelo menos, ataques com bombas e
com fogo de artificio, porque se me perguntarem, contribuir para que
milhares de pessoas morram com HIV dizendo-lhes que usar preservativo é
pecado, talvez possa ser considerado um bocadinho terrorista. Não sei se
sou eu que sou picuinhas, mas é o que me parece.
Cometem-se atrocidades em nome da religião, seja ela qual for, e sim, há
muitos países que são estados religiosos islâmicos que cometem crimes
contra a humanidade. A Arábia Saudita é um deles, mas como é aliado e
tem petróleo do bom, ninguém faz nada. Também se mutilam mulheres,
genitalmente, em países maioritariamente cristãos. Aliás, o Islão só
está atrasado em relação às cruzadas e à Inquisição, não são piores,
chegaram foi mais tarde à festa. O único problema é acreditarem piamente
que no céu estarão virgens gostosonas e safadas para lhes fazerem
cafuné no turbante, depois de se rebentarem para defender o profeta. Se
os católicos acreditassem tanto quanto eles, garanto-vos que andavam
também aí a fazer merda como gente grande. É óbvio que a esmagadora
maioria dos muçulmanos é pacífica. Infelizmente, há radicais que lhes
dão mau nome. Radicais esses tão perigosos como quaisquer outros, seja
qual for o credo ou clube de futebol.
"É um cavalo de Tróia do Estado Islâmico!"
Diz alguém, utilizando a
expressão «cavalo de Tróia» que aprendeu apenas ao ver o filme com o
Brad Pitt. Os jihadistas que enfaixaram aviões contras as torres gémeas
não precisaram de uma estratégia tão elaborada, nem de vir num bote
mata-vidas a arriscar a sua, para fazer estragos contra
os infiéis ocidentais. Nem os do Charlie Hebdo. Nem os do metro
de Londres. Nem os do metro de Madrid. Nem os da Dinamarca. Acho que é
fácil perceber que eles, se quiserem muito, arranjam maneira de chegar
cá, até porque é fácil entrar na Europa pela Turquia e depois passar
para o espaço Schengen. Claro que é possível que lá no meio das centenas
de milhares de refugiados venha um gajo ou outro mais avariado dos
cornos, mas isso há em todo o lado. Por esse prisma não se ajuda
ninguém, já que há sempre um sem-abrigo que vai gastar tudo em vinho em
vez em vez de endireitar a vida. A Síria está como está porque está a
combater o Estado Islâmico, em vez de lhes dar via verde para que passem
e cheguem mais perto de nós.
"Os países árabes que fiquem com eles!"
Sim, porque o Médio
Oriente é a zona mais estável do mundo para onde toda a gente quer ir
morar. Não há nenhum risco de a guerra se espalhar para os países
vizinhos, que parvoíce. Nem há países árabes cujos governos financiam o
Estado Islâmico e outros movimentos jihadistas... que ideia parva! Eu
nem sei se os países árabes e civilizados (Que choque! Há disso?), estão
a disponibilizar algum tipo de ajuda, mas mesmo que não, a obrigação de
ajudar não é de ninguém, é de todos. Se os outros não ajudam, mais uma
razão para sermos nós. Se vamos por essa ordem de ideias, quem os devia
acolher eram os Estados Unidos da América, o maior causador da
instabilidade naquela zona e que fecharam os olhos aos crimes horrendos
que se iam fazendo na Síria. Fosse uma posição geográfica estratégica ou
estivesse apinhada de petróleo, que tinham ido logo lá espalhar a
democracia com os seus tanques e F-16s. «Portugal é o país que melhor
sabe receber. É o país mais hospitaleiro.» ouve-se amiúde. Sim, mas
desde que sejam estrangeiros brancos e com dinheiro e boas gorjetas para
dar.
"Quem quer ajudar que lhes dê uma casa!"
Eu cá não quero sírios
em minha casa. Nem pretos. Nem ciganos. Nem brancos, portugueses ou
estrangeiros. Não quero ninguém na minha casa porque sou um gajo que não
gosta de pessoas no geral nem de ter estranhos a invadir-me a
privacidade. Se eu quisesse pessoas na minha casa fazia couchsurfing que
ainda podia ser que aparecesse um grupo de modelos de lingerie da
Letónia. Não quero ninguém em minha casa mas posso ser a favor que se
criem locais e estruturas para ajudar quem precisa, ou não? Não me
importo que os meus impostos (e as ajudas externas) sejam utilizados
para garantir a segurança e o bem-estar de quem foge da guerra. Quem usa
este argumento é quem diz «Acho muito bem que mandem a Cova da Moura
abaixo e os realojem, desde que não seja num raio de 20km da minha
casa.» Ainda assim, mais depressa tinha uma família de sírios com dez
crianças a morar na minha dispensa e a comer-me as latas de atum, do que
alguém que acha que se devem fechar fronteiras e deixar as pessoas à
mercê do destino de que não tiveram culpa. Não sei se é por morada na
Buraca, mas até acho que uns sírios iam melhorar a minha vizinhança.
"Porque estou a cagar-me para o sofrimento deles!"
Ora aqui está um
excelente argumento e talvez o único que faz real sentido. A única razão
para não se querer acolher refugiados é a falta de empatia pelo
sofrimento alheio. É não estar disposto ao risco mínimo que é ter por cá
uns poucos milhares de pessoas a fugir da guerra, por se valorizar
muito mais a comodidade e a segurança pessoal. Eu percebo este
argumento, eu também não como uma feijoada com a lágrima no olho por
saber que há crianças a morrer à fome todos os dias. Admitam. Não vos
interessa se eles morrem ou não, mesmo que tenham partilhado a foto da
criança morta na praia, acompanhada de uma citação de um site
brasileiro. Admitam que são um bocadinho racistas, xenófobos e que não
gostam de muçulmanos. Admitam e deixem de ser hipócritas.
Até consigo perceber a
razão de alguns destes argumentos e acho que se deve debater o assunto
com inteligência e acautelar o futuro. Não acho que quem está contra que
se acolham refugiados sejam tudo más pessoas. Algumas são só burras e desinformadas. Mesmo
acreditando que alguns destes argumentos são válidos, é fácil
colocá-los no prato de uma balança e ver que ela pende para o outro
lado. Não está em causa ajudar refugiados sírios. Está em causa ajudar
seres humanos. A maioria sem culpa nenhuma pelo que está a passar e que
só teve o azar de nascer no lugar errado à hora errada. Não é Portugal,
Espanha ou a Micronésia que devem ajudar. É o mundo que se tem que
ajudar a ele próprio para que ainda haja alguma esperança desta merda
não ir toda ao ar. Se
calhar, mas só se calhar, talvez se evite violência a longo prazo
ajudando quem precisa e não ostracizando e recusando-lhes condições para
terem uma vida decente. Talvez haja mais terrorismo no futuro contra
quem não os quis acolher, do que contra quem lhes deu a mão na hora de
maior aperto. Digo eu. Não sei. As pessoas são um bocado mal
agradecidas, é um facto.
Por fim, queria só
descansar-vos e dizer-vos para se preocuparem muito, já que os sírios
que acolhermos vão-se embora mal percebam a quantidade e gente
hipócrita, sem compaixão e falsa moralista que há neste país. Advogam
aos sete ventos a moral e os bons costumes, mas quando é para ajudar,
está quieto ó pessoa de cor. Os sírios, mal percebam que não há emprego,
fazem como muitos dos nossos jovens e emigram para países mais
civilizados. Sim, porque acredito que a maioria dos sírios queira mesmo
trabalhar e não ficar em casa a coçar a sacola dos girinos e a mandar
postas de pescada no Facebook. Enfim,
é a minha opinião. Vale o que vale. Quem gosta, gosta, quem não gosta,
emigra para outro blogue e sai de casa para dar comida a um sem-abrigo.
Está bom? Vá, boa continuação...Continue lendo...
O
Tratado de Madri, nomeado por muitos historiadores como o Tratado de
Swap, foi um documento assinado por Fernando VI de Espanha e Juan V de
Portugal em 13 de janeiro de 1750 para definir as fronteiras entre suas
respectivas colônias na América do Sul. . Este
tratado faz parte da sucessão de tratados de limites assinados entre
Espanha e Portugal desde o século XV, quando foi assinado o Tratado de
Alcáçovas. O
tratado, com base no princípio do direito romano Uti possidetis,
possideatis ita (que tem, de fato, deve ter direito), estendeu os
domínios de Portugal que sai dos limites do Brasil quase em seu estado
atual.
Antecedentes Durante a união de Espanha e Portugal entre 1580 e 1640, o Tratado de Tordesilhas perdeu todos os motivos para ser. De
fato, com essa união, os portugueses, governados pelo mesmo rei de
Castela e Aragão, podiam ser estabelecidos muito além do meridiano de
Tordesilhas (aproximadamente 46º Ó). Além
disso, coincidindo com o pós-crise de 1640, Portugal, novamente
independente, empreendeu e sem base jurídica algumas ações comerciais e
colonial para além deste limite, o mais importante dos quais a fundação
em 1680 da Nova Colônia do Santíssimo Sacramento
(Nova Colônia do Santíssimo Sacramento) em frente à cidade de Buenos
Aires, ou seja, na costa River Plate do atual Uruguai e a fundação em
1737 do presidio de Jesus Mary Joseph, origem do atual Rio Grande do Sul
na atual Brasil, literalmente na margem do rio La Plata, em frente a Buenos Aires. Isso causou uma série de disputas entre Espanha e Portugal durante anos, que finalmente se estabeleceram neste tratado.
Conteúdo
Desde
1750 a Espanha tinha estabelecimentos em território Português e
vice-versa, o tratado estipulado, com base nos limites claros uti
possidetis ita possideatis ajuste para os domínios de Portugal e
Espanha, forçando a transferência de cada uma das partes dos
territórios, colônias, missões ou estabelecimentos localizados no lado oposto. De
acordo com o tratado de Portugal deu à Espanha o Colonia del Sacramento
(art. XIII) e recebeu em troca os territórios do Sul, o nascimento do
rio Ibicuí, missões, na margem direita do rio Guaporé e cedeu o
território ocidental do Japurá Rio para a Amazônia e navegação do rio Içá (artigo XIV). Ficou
estabelecido também que, em caso de guerra entre Portugal e Espanha na
Europa, seus vassalos da América do Sul permaneceriam em paz (Artigo
XXI).Este
Tratado foi também assinado, em 5 de outubro de 1750, pelo embaixador
do Reino da Grã-Bretanha e pelo secretário de Estado José de Carvajal e
Lancaster. Nele,
os Black Seats e o navio de permissão estabelecidos no Tratado de
Utrecht foram cancelados no final da Guerra de Sucessão Espanhola. Como compensação, a Coroa espanhola prometeu pagar à Companhia do Mar do Sul a quantia de 100.000 libras em várias parcelas. O
resultado de tudo isso é que o direito do comércio britânico na América
espanhola foi encerrado, embora o comércio de escravos por mercadores
britânicos tenha continuado ilegalmente na ilha da Jamaica e de Belize,
que os britânicos se recusaram a abandonar.
Consequências
Com o tratado, o território dos Sete Povos das Missões passou a domínio de Portugal e, posteriormente, do Brasil.
O Tratado de Madrid trouxe como consequências imediatas: a revogação do Tratado de Tordesilhas; a consagração do princípio do uti possidetis (quem tem a posse tem o domínio); a mudança da Colônia do Sacramento pelo território dos Sete Povos das Missões; e a definição do rio Uruguai como fronteira oeste do Brasil com a Argentina.
São apontadas como consequências indiretas deste tratado: a concessão à Espanha da navegação exclusiva do Rio da Prata;
a criação da Capitania D’El Rey de São Pedro do Rio Grande do Sul; o
aumento do poderio militar português no Sul do Brasil; a concessão de
parte da Amazônia aos portugueses; a construção do Forte Príncipe da Beira, do Forte do Macapá e do Forte de Tabatinga, entre outros. É também parcialmente responsável pela mudança da capital do Vice-Reino de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro.
As demarcações das fronteiras impostas pelo Tratado de Madrid
sofreram resistência, particularmente por parte dos índios guaranis,
insuflados pelos jesuítas. A reação indígena guarani do cacique José
(Sepé) Tiaraju deu início à Guerra Guaranítica (1752-1756). Sepé foi morto três dias antes da última batalha, a de Caibaté, onde morreram combatendo mais de 1500 índios.
O resultado final desses tratados e de outros que viriam foi fruto da colonização portuguesa desde o século XVI até o XIX
que ao penetrar o território, seja por motivos econômicos (mineração na
região mais central – Minas, Mato Grosso e Goiás –, pecuária no sertão
nordestino e no sul do Brasil e coleta de produtos da floresta,associado à facilidade de navegação da Bacia Amazônica ) ou religiosos (como é o caso das missões
jesuítas, franciscanas e carmelitas que estiveram em diversas partes do
Brasil), expandiu os domínios portugueses de norte a sul e pelo uti possidetis adquiriu terras que antes não lhes pertenciam.
Para a historiografia brasileira, o Tratado de Madri representa a
base histórico-jurídica da formação territorial do país, por ser o
primeiro documento a definir com precisão suas fronteiras naturais. Para
historiadores argentinos, no entanto, este tratado teria sido
extorquido ao governo espanhol, por incapacidade ou por influência da
rainha da Espanha, filha do rei português.
O segundo pacote das sansões entram
hoje em vigor contra o Irã, penalizando a venda de petróleo e as
transações financeiras iranianas
com o Banco Central.
Numa reunião com funcionários do Ministério da Economia o presidente
Rouhani assumiu um discurso desafiador para com os EUA. O Presidente
garantiu que, apesar dos Estados Unidos quererem
reduzir as exportações de petróleo a zero, o país “"continuará a
vendendo"
o seu petróleo.
Depois de abandonar o pacto nuclear, em maio passado, o Presidente dos
EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iriam mais uma vez
impor sanções ao Irão de forma unilateral. A Presidente Rouhani Administração iraniana
deveria também submter seu programa nuclear à fiscalização das Nações
Unidas e parar com a política de apoio a grupos extremistas.
O acordo de 2015 previa o levantamento de maior
parte das sanções econômicas e financeiras aplicadas ao Irão, em troca
da abertura do programa nuclear do Irã à fiscalização das Nações
Unidas. As políticas do Irã
na região, especialmente o apoio dado a grupos extremistas e o programa
de mísseis balísticos também deveriam parar.
O Irã garante que tem cumprido com o acordo nuclear que estabeleceu com
os Estados Unidos no mandato de Barack Obama, e apela à Agência
Internacional de Energia Atômica para confirmar o seu compromisso.
No entanto, os outros países signatários - Rússia, China, França, Reino
Unido e Alemanha - estão tentando combater as sanções. Washngton já anunciou que isentará
temporariamente oito países da proibição da compra de petróleo iraniano.
Rouhani advoga que os EUA hoje estão “isolados”, já que a maioria dos
países do Mundo rejeita sanções e apoia o acordo nuclear de 2015.
Qualificou a atual situação como uma "guerra econômica" e denunciou as
políticas dos EUA, sublinhando que procuram "simplesmente pressionar a
população".
"Não somos os únicos que estão zangados com as políticas dos EUA, até
empresas e governos europeus estão com raiva deles", acrescentou.
No encontro, Rouhani disse que "entre os setores econômicos do país, o
Ministério da Economia está na vanguarda dessa resistência e luta contra
as conspirações dos Estados Unidos".
"Com a ajuda e a unidade do povo, devemos fazer os americanos entenderem
que não podem falar com a grande nação iraniana com a linguagem de
pressão e sanções, eles têm que ser punidos pela história", afirmou.
IRÃ EM EXERCÍCIOS MILITARES
O Irã está pronto para a guerra e responde com exercícios militares às novas sanções dos EUA
O Irã iniciou esta segunda-feira exercícios militares de defesa aérea. A
televisão estatal iraniana transmitiu imagens de sistemas de defesa e
baterias antiaéreas durante manobras militares que vão se prolongar até
terça-feira, numa vasta região do norte do país.
O general iraniano Habibillah Sayyari disse que tanto o exército
nacional como a Guarda Revolucionária estão participando dos exercícios e
que toda a munição usada é produzida no Irã.
Milhares de iranianos concentraram-se neste domingo em Teerã para festejar
mais um aniversário da tomada da embaixada dos Estados Unidos, no auge
da Revolução Islâmica de 1979. A manifestação, que reeditou o grito de
“morte à América”, teve sobretudo por alvo as sanções ressuscitadas pela
Administração Trump. A televisão estatal Hispantv afirmou...Continue lendo...
O
Governo português condenou hoje o ataque terrorista de
sexta-feira no Egito, reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado
Islâmico (EI), que provocou a morte de sete pessoas e reafirmou o
"empenho na erradicação do terrorismo".
Também o Papa Francisco, se referiu ao atentado terrorista que há dois dias
atingiu a Igreja Copta Ortodoxa, no Egito”, falando aos peregrinos desde a janela do
apartamento pontifício, no Vaticano, onde presidiu à recitação da oração
do ângelus.
Francisco rezou pelos sete peregrinos assassinados
pelo simples fato...Continue lendo...
Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os
túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V,
a Igreja Católica dedicava um dia do ano para rezar por todos os
mortos, pelos
quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
No ano de 998 depois de Cristo o abade Odilo de Cluny, pedia aos monges
que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II
(1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigavam a comunidade a
dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser
comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os
Santos.
A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar
sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus
12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.
Tradição por religião
Cristianismo protestante
Após a Reforma Protestante, que começou em 1517 com Martim Lutero, a celebração do Dia de Finados
foi fundida ao da Festa de Todos os Santos na Igreja Anglicana, mas
posteriormente desmembrada em certas igrejas ligadas ao Movimento de
Oxford no século XIX.
A observância da comemoração foi restaurada, todavia, em 1980, por meio
da publicação do livro litúrgico The Alternative Service Book, o qual
define a data como "festividade menor" intitulada "Comemoração dos Fiéis
Defuntos.
Entre os protestantes mais antigos da Europa, a tradição foi mantida.
Mesmo com a forte influência de Martinho Lutero não foi possível abolir
sua celebração na Saxônia. Durante sua vida e, apesar da sanção
oficializada pela Igreja Luterana, sua memória sobrevive fortemente no
costume popular.
Em 1816, a Prússia introduziu uma nova data para a lembrança dos mortos, com feriado, entre os cidadãos luteranos, que era o Totensonntag, domingo dos Mortos, celebrado no último domingo antes do Advento.
Este costume foi mais tarde adotado também pelos protestantes alemães,
ainda que não se tenha espalhado muito além das regiões de maioria
luterana na Alemanha.
Para a Igreja Metodista, são santos todos os fiéis batizados, de modo
que, no Dia de Todos os Santos, a congregação local honra e recorda seus
membros falecidos.
Espiritismo
Para os espíritas, visitar o túmulo
é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma
forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho, pois segundo
consta n’O Livro dos Espíritos,
questão 320, a lembrança dedicada aos desencarnados os sensibiliza,
conforme sua situação. Entretanto, nada há de solene comparando-se aos
demais dias. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um
compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a
manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em
muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável, como nada o é
no Espiritismo, apenas é conduzida à compreensão de forma lógica e
racional. O espírito, ou alma, agora desencarnada, não se encontra no
cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em
qualquer lugar. A prece proferida pelo coração, pelo sentimento,
santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo
espírito desencarnado.
Em um contexto histórico, o codificador, Allan Kardec, indaga na questão 329:
ISLAMISMO - A MORTE PARA OS MULÇULMANOS
Para nós, muçulmanos, Deus nos criou com
um propósito nesta vida, que é adorá-Lo. Mas, como devemos adorá-Lo?
Seguindo o caminho indicado por Ele, um caminho que trará a felicidade
para o ser humano, tanto nesta vida como na outra, pois nosso Criador
conhece como ninguém as criaturas por Ele criadas, sabendo,
portanto, o que é melhor para elas.
Dessa forma, Deus designou o ser
humano como seu califa (gerente) aqui na Terra, para que pudesse
usufruí-la e desenvolvê-la tendo como parâmetro este caminho indicado
por Ele.
Diante disso, o muçulmano.
Para nós, muçulmanos, Deus nos criou com um propósito nesta vida, que
é adorá-Lo. Mas como devemos adorá-Lo? Seguindo o caminho indicado por
Ele, caminho este que trará a felicidade para o ser humano, tanto nesta
vida como na outra. Afinal, o nosso Criador conhece como ninguém as
criaturas por Ele criadas, sabendo, portanto, o que é melhor para elas.
Dessa forma, Deus designou o ser humano como seu califa (gerente) aqui
na Terra, para que pudesse usufruí-la e desenvolvê-la tendo como
parâmetro este caminho indicado por Ele.
Diante disso, o
muçulmano que é coerente com a mensagem do Islam busca viver esta vida
seguindo aquilo que agrada o Nosso Criador, afastando-se de tudo aquilo
que o desagrada. Assim, quando se deparar com a morte, que alcançará a
todos, sem exceção e sem atrasar nem adiantar um segundo sequer do
momento destinado por Deus para cada pessoa, ele estará com um saldo
positivo, ou seja, com suas boas ações sendo superiores às suas más
ações, para que possa merecer o Paraíso prometido por Ele para os
crentes que buscam ser coerentes com a mensagem indicada por Deus, o
Altíssimo.
Deus nos mostra e nos faz sentir esta realidade
diariamente, através daquilo que os sábios muçulmanos chamaram de "morte
pequena", que é o sono. Ao nos deitarmos e dormirmos Deus está nos
lembrando da morte, pois neste momento perdemos o controle da situação.
Quando o sono nos alcança ficamos completamente vulneráveis, e somente
despertamos pela anuência de Deus. Para o muçulmano coerente isto serve
como um lembrete, procurando a cada noite fazer um balanço de como foi o
seu dia a fim de verificar se agiu de acordo com o que agrada a Deus.
Caso contrário, ele busca se arrepender do que fez de errado e
aperfeiçoar suas ações no dia seguinte.
Logo, o muçulmano tem a
consciência de que antes ele não era nada, e que foi Deus quem lhe
proporcionou a vida e tudo que tem. Ele sabe que nada mais é do que um
califa aqui na Terra, criado para implementar o modelo que Deus indicou,
e que quando chegar a sua hora Aquele que o criou e lhe deu tudo irá
lhe convocar. Devemos então ter a tranquilidade e a paciência de aceitar
este fato. É claro que, como seres humanos, sentimos a perda de um ente
querido por toda dor e tristeza causada pela ausência daquela pessoa
que amamos. Mas, ao mesmo tempo, temos a certeza de que pertencemos ao
Nosso Criador, e isso faz com que suportemos o sofrimento com
serenidade, desejando e suplicando o melhor para aquele que se foi.
" Toda
alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis
recompensados integralmente pelos vossos atos; somente quem for afastado
do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida
terrena, senão um prazer ilusório?" (Alcorão 3:185)
" Não
é dado a nenhum ser morrer, sem a vontade de Deus; é um destino
prefixado. E a quem desejar a recompensa terrena, conceder-lha-emos; e a
quem desejar a recompensa da outra vida, dar-lha-emos, igualmente;
também recompensaremos os agradecidos" (Alcorão 3:145)