VEJA O LANÇAMENTO DA Shenzhou 11


China irá lançar Tianzhou-2 para a sua nova estação espacial

A China revelou a sequência inicial de voos que farão parte da sua terceira fase de exploração espacial tripulada.
Esta terceira fase integra a construção da sua estação espacial modular TG Tiangong, cujo primeiro módulo será lançado em 2018 ou provavelmente em 2019. Este será o módulo Tianhe que será colocado em órbita por um foguetão CZ-5B Chang Zheng-2B a partir do Complexo de Lançamento LC 101 do Centro de Lançamentos Espaciais de Wenchang, Hainan.
O Tianhe terá uma massa de cerca de 22.000 kg, tendo um comprimento de 19,1 metros e um diâmetro máximo de 4,2 metros. O módulo será colocado numa órbita Continue lendo...

PANORAMA DO PROGRAMA ESPACIAL CHINÊS

Programa espacial chinês

O programa espacial chinês, nome dado ao programa tecnológico de exploração do espaço da República Popular da China, que teve início em 1956, através da cooperação em ciência, tecnologia espacial e desenvolvimento de foguetes do governo comunista da República Popular da China com a então União Soviética. É um dos programas espaciais de maior expansão e é coordenado pela Administração Espacial Nacional da China, a agência espacial chinesa.

Início

Durante a cordial relação entre as duas nações durante os anos 1950, a União Soviética se engajou num programa de transferência de tecnologia à China, no qual treinaram estudantes chineses a construírem um protótipo de foguete. Em 1956, o cientista Tsien Hsue-Shen propôs e obteve apoio do governo de Mao Tse Tung para um programa pioneiro de mísseis balísticos, do qual se tornou diretor. O plano apresentado, chamado de Plano de Doze Anos para o desenvolvimento de uma tecnologia espacial chinesa, visava o desenvolvimento do projeto de um satélite, a ser colocado em órbita em 1959.
Com o rompimento de relações entre os dois países em 1960, a URSS retirou seu apoio e a transferência de tecnologia, mas...Continue lendo...

10 razões para não acolhermos refugiados



O debate sobre se Portugal deve ou não acolher refugiados sírios tem incendiado as redes sociais. Como eu gosto de ser um bom comburente também vou dar a minha opinião sobre o assunto. Vamos lá então ver os dez motivos que devem levar Portugal a recusar-se a receber refugiados sírios, esses patifes!

"Eles vêm para cá e não respeitam as nossas regras!"
Este argumento é colocado nos comentários do Facebook por alguém que o escreveu no seu smartphone enquanto conduzia. Depois, toldado pela raiva, passou dois vermelhos, atropelou uma velha e fez um manguito ao ultrapassar uma criança paraplégica. De repente, o português começou a dar muitíssimo valor às regras do seu país. Os portugueses adoram regras, toda a gente sabe disso e ai de quem venha para cá quebrá-las! O crime e a falta de civismo é propriedade intelectual dos portugueses e até temos patentes e tudo. Basta ver as estatísticas e perceber que a grande maioria dos muçulmanos, especialmente os que vivem no ocidente, é cumpridora e contribui para a boa cidadania. Basta ver os países com uma comunidade muçulmana enorme e que não é por causa deles que as coisas correm mal ou que estão piores do que Portugal. Têm as pancadas deles, claro, como nós também temos pessoas que escrevem livros com as conversas que tiveram com Jesus Cristo. Há malucos em todo o lado. A única coisa em que concordo é que entrar num banco ou bomba de gasolina, mascarado de ninja com uma burka, não devia ser permitido. Quero igualdade para todos e se eu não posso andar nu a passear o São Bernardo no metro, não quero cá mulheres tapadas da cabeça aos pés no meu pais. Já nos basta o falso puritanismo tão tipicamente lusitano.

"Eles estão a recusar comida!"
Argumentam muitas pessoas que acreditam nas publicações do Correio da Manhã e nas partilhas feitas no Facebook daqueles sites "www.somosbuecrediveis.todaaverdade.a.serio.com.br". São pessoas que após lerem as gordas de uma notícia não se dão ao trabalho de pesquisar um pouco e tentar perceber se é verdade, ou qual a razão que levou a isso. Estou a falar de várias notícias falsas que circulam nas redes sociais como aquela que mostra um vídeo onde os refugiados parecem estar a rejeitar comida. Os conspiracionistas do Facebook apressaram-se a concluir que era porque vinham em pacotes da Cruz Vermelha e que, por isso, os fazia lembrar Deus Nosso Senhor dos Católicos. Se pesquisarem um bocadinho vão descobrir o que realmente aconteceu: ao que parece, os refugiados estavam na fronteira entre a Macedónia e a Grécia, há três dias, no meio do nada e à chuva. Queriam passar, foram mal recebidos e maltratados, e decidiram fazer greve de fome para tentar acelerar o processo. Simples, não é? Mas mesmo que tivessem recusado por causa disso, era só uma minoria de palermas ali no meio de tanta gente desesperada. Se eu estivesse lá e me trouxessem uma caixinha com sushi, eu também os mandava à merda e recusava.

"Eles só querem ir para os países ricos!"
Comenta um símio com acesso à Internet enquanto recusa um convite para ir a um restaurante de sushi abaixo da qualidade a que ele está habituado. Os portugueses já tiveram várias vagas de emigração em busca de uma vida melhor, de mais trabalho e melhores condições para os seus filhos. Embora seja diferente, já que estes estão a fugir da guerra, acho que é fácil de perceber que eles, já que tiveram de desertar do seu país, queiram ir para onde lhes seja garantida uma melhor qualidade de vida e oportunidades. Quando se é recebido com gás pimenta e lacrimogéneo e com balas de borracha na Macedónia, por exemplo, e se é tratado como gado idoso na Hungria, se calhar fica-se desconfiado e prefere-se continuar a jornada até um país que sabem que não lhes fará isso. Quem usa este argumento são aquelas pessoas que fizeram birra quando os pais alugaram uma casa de férias sem piscina. São pessoas que acampam à espera do novo iPhone, para poderem continuar a debitar palermices no Facebook, mas com uma resolução melhor.

"Primeiro estão os nossos sem-abrigo!!!"
Fico muito contente em ver a preocupação com uma causa que me é muito querida. Os portugueses, afinal, preocupam-se imenso com quem tem o céu como tecto. Há esperança para Portugal! Com esta onda de solidariedade, espero que para a semana que vem nunca mais ver pessoas a dormir na rua. É bonito ver o PNR a fazer campanha com isso e a querer ajudar quem tanto precisa. Desde que não sejam "pretos", nem "maricas", claro. Nesse caso nem são dignos das pedras da calçada! Só se lhes forem atiradas à cabeça, obviamente. Sim, devemos ajudar os nosso sem-abrigo e quem passa dificuldades em Portugal, mas isso não implica que não se abram as portas a quem vem a fugir de uma guerra. Se metade das vozes que surgem com este argumento fizesse alguma coisa para ajudar, garanto-vos que não havia um único sem-abrigo nas ruas portuguesas. Esta alegação é como dizer «As andorinhas que migram para Portugal e fazem ninho na altura da Primavera estão a roubar os telhados que deviam ser dos nossos pintassilgos! Além disso cagam-me o carro todo! PS: Nada contra as andorinhas. Não sou racista!». 

"Se são refugiados, porque é que a maioria são homens?!"
Onde estão as mulheres e as crianças, para além daquela que deu à costa? Onde andam eles? Qualquer pessoa inteligente perceberá que em todas as vagas de migração primeiro vão os homens e, só depois, as mulheres e as crianças. Os homens vão em busca de um local melhor e de condições para depois poderem trazer a família sem a ter de a sujeitar a uma viagem que poderá ter como destino a morte. Eu percebo que fosse muito mais interessante ver desembarcar nas praias portuguesas botes cheios de ginastas suecas e contorcionistas búlgaras, mas é o que há meus amigos. Não sejam esquisitos quanto à raça, género e religião de quem precisa de auxílio. Vejam o lado bom, para crianças ranhosas cujos pais não as souberam educar, já bastam as nossas.

"Eu não sou racista, mas... os muçulmanos são todos terroristas é são bichos nos quais não podemos confiar! "
Concordo. Os muçulmanos são pessoas de merda. Mas os católicos também. E os ateus idem. No geral, as pessoas são uma merda. Aliás, é por isso que os migrantes em vez de se juntarem à jihad, ao lado do Estado Islâmico, preferem arriscar a vida para chegar a um país seguro e ainda livre da guerra santa. Sim, hoje há mais ataques terroristas perpetrados por alguém em nome de Alá do que em nome de Cristo. Dou-vos isso. Pelo menos, ataques com bombas e com fogo de artificio, porque se me perguntarem, contribuir para que milhares de pessoas morram com HIV dizendo-lhes que usar preservativo é pecado, talvez possa ser considerado um bocadinho terrorista. Não sei se sou eu que sou picuinhas, mas é o que me parece. Cometem-se atrocidades em nome da religião, seja ela qual for, e sim, há muitos países que são estados religiosos islâmicos que cometem crimes contra a humanidade. A Arábia Saudita é um deles, mas como é aliado e tem petróleo do bom, ninguém faz nada. Também se mutilam mulheres, genitalmente, em países maioritariamente cristãos. Aliás, o Islão só está atrasado em relação às cruzadas e à Inquisição, não são piores, chegaram foi mais tarde à festa. O único problema é acreditarem piamente que no céu estarão virgens gostosonas e safadas para lhes fazerem cafuné no turbante, depois de se rebentarem para defender o profeta. Se os católicos acreditassem tanto quanto eles, garanto-vos que andavam também aí a fazer merda como gente grande. É óbvio que a esmagadora maioria dos muçulmanos é pacífica. Infelizmente, há radicais que lhes dão mau nome. Radicais esses tão perigosos como quaisquer outros, seja qual for o credo ou clube de futebol.

"É um cavalo de Tróia do Estado Islâmico!"
Diz alguém, utilizando a expressão «cavalo de Tróia» que aprendeu apenas ao ver o filme com o Brad Pitt. Os jihadistas que enfaixaram aviões contras as torres gémeas não precisaram de uma estratégia tão elaborada, nem de vir num bote mata-vidas a arriscar a sua, para fazer estragos contra os infiéis ocidentais. Nem os do Charlie Hebdo. Nem os do metro de Londres. Nem os do metro de Madrid. Nem os da Dinamarca. Acho que é fácil perceber que eles, se quiserem muito, arranjam maneira de chegar cá, até porque é fácil entrar na Europa pela Turquia e depois passar para o espaço Schengen. Claro que é possível que lá no meio das centenas de milhares de refugiados venha um gajo ou outro mais avariado dos cornos, mas isso há em todo o lado. Por esse prisma não se ajuda ninguém, já que há sempre um sem-abrigo que vai gastar tudo em vinho em vez em vez de endireitar a vida. A Síria está como está porque está a combater o Estado Islâmico, em vez de lhes dar via verde para que passem e cheguem mais perto de nós. 

"Os países árabes que fiquem com eles!"
Sim, porque o Médio Oriente é a zona mais estável do mundo para onde toda a gente quer ir morar. Não há nenhum risco de a guerra se espalhar para os países vizinhos, que parvoíce. Nem há países árabes cujos governos financiam o Estado Islâmico e outros movimentos jihadistas... que ideia parva! Eu nem sei se os países árabes e civilizados (Que choque! Há disso?), estão a disponibilizar algum tipo de ajuda, mas mesmo que não, a obrigação de ajudar não é de ninguém, é de todos. Se os outros não ajudam, mais uma razão para sermos nós. Se vamos por essa ordem de ideias, quem os devia acolher eram os Estados Unidos da América, o maior causador da instabilidade naquela zona e que fecharam os olhos aos crimes horrendos que se iam fazendo na Síria. Fosse uma posição geográfica estratégica ou estivesse apinhada de petróleo, que tinham ido logo lá espalhar a democracia com os seus tanques e F-16s. «Portugal é o país que melhor sabe receber. É o país mais hospitaleiro.» ouve-se amiúde. Sim, mas desde que sejam estrangeiros brancos e com dinheiro e boas gorjetas para dar.

"Quem quer ajudar que lhes dê uma casa!"
Eu cá não quero sírios em minha casa. Nem pretos. Nem ciganos. Nem brancos, portugueses ou estrangeiros. Não quero ninguém na minha casa porque sou um gajo que não gosta de pessoas no geral nem de ter estranhos a invadir-me a privacidade. Se eu quisesse pessoas na minha casa fazia couchsurfing que ainda podia ser que aparecesse um grupo de modelos de lingerie da Letónia. Não quero ninguém em minha casa mas posso ser a favor que se criem locais e estruturas para ajudar quem precisa, ou não? Não me importo que os meus impostos (e as ajudas externas) sejam utilizados para garantir a segurança e o bem-estar de quem foge da guerra. Quem usa este argumento é quem diz «Acho muito bem que mandem a Cova da Moura abaixo e os realojem, desde que não seja num raio de 20km da minha casa.» Ainda assim, mais depressa tinha uma família de sírios com dez crianças a morar na minha dispensa e a comer-me as latas de atum, do que alguém que acha que se devem fechar fronteiras e deixar as pessoas à mercê do destino de que não tiveram culpa. Não sei se é por morada na Buraca, mas até acho que uns sírios iam melhorar a minha vizinhança.

"Porque estou a cagar-me para o sofrimento deles!"
Ora aqui está um excelente argumento e talvez o único que faz real sentido. A única razão para não se querer acolher refugiados é a falta de empatia pelo sofrimento alheio. É não estar disposto ao risco mínimo que é ter por cá uns poucos milhares de pessoas a fugir da guerra, por se valorizar muito mais a comodidade e a segurança pessoal. Eu percebo este argumento, eu também não como uma feijoada com a lágrima no olho por saber que há crianças a morrer à fome todos os dias. Admitam. Não vos interessa se eles morrem ou não, mesmo que tenham partilhado a foto da criança morta na praia, acompanhada de uma citação de um site brasileiro. Admitam que são um bocadinho racistas, xenófobos e que não gostam de muçulmanos. Admitam e deixem de ser hipócritas.
Até consigo perceber a razão de alguns destes argumentos e acho que se deve debater o assunto com inteligência e acautelar o futuro. Não acho que quem está contra que se acolham refugiados sejam tudo más pessoas. Algumas são só burras e desinformadas. Mesmo acreditando que alguns destes argumentos são válidos, é fácil colocá-los no prato de uma balança e ver que ela pende para o outro lado. Não está em causa ajudar refugiados sírios. Está em causa ajudar seres humanos. A maioria sem culpa nenhuma pelo que está a passar e que só teve o azar de nascer no lugar errado à hora errada. Não é Portugal, Espanha ou a Micronésia que devem ajudar. É o mundo que se tem que ajudar a ele próprio para que ainda haja alguma esperança desta merda não ir toda ao ar. Se calhar, mas só se calhar, talvez se evite violência a longo prazo ajudando quem precisa e não ostracizando e recusando-lhes condições para terem uma vida decente. Talvez haja mais terrorismo no futuro contra quem não os quis acolher, do que contra quem lhes deu a mão na hora de maior aperto. Digo eu. Não sei. As pessoas são um bocado mal agradecidas, é um facto.

Por fim, queria só descansar-vos e dizer-vos para se preocuparem muito, já que os sírios que acolhermos vão-se embora mal percebam a quantidade e gente hipócrita, sem compaixão e falsa moralista que há neste país. Advogam aos sete ventos a moral e os bons costumes, mas quando é para ajudar, está quieto ó pessoa de cor. Os sírios, mal percebam que não há emprego, fazem como muitos dos nossos jovens e emigram para países mais civilizados. Sim, porque acredito que a maioria dos sírios queira mesmo trabalhar e não ficar em casa a coçar a sacola dos girinos e a mandar postas de pescada no Facebook. Enfim, é a minha opinião. Vale o que vale. Quem gosta, gosta, quem não gosta, emigra para outro blogue e sai de casa para dar comida a um sem-abrigo. Está bom? Vá, boa continuação...Continue lendo...
 Guilherme Duarte 

Tratado de Madri (1750)



O Tratado de Madri, nomeado por muitos historiadores como o Tratado de Swap, foi um documento assinado por Fernando VI de Espanha e Juan V de Portugal em 13 de janeiro de 1750 para definir as fronteiras entre suas respectivas colônias na América do Sul. . Este tratado faz parte da sucessão de tratados de limites assinados entre Espanha e Portugal desde o século XV, quando foi assinado o Tratado de Alcáçovas. O tratado, com base no princípio do direito romano Uti possidetis, possideatis ita (que tem, de fato, deve ter direito), estendeu os domínios de Portugal que sai dos limites do Brasil quase em seu estado atual.

Antecedentes

Durante a união de Espanha e Portugal entre 1580 e 1640, o Tratado de Tordesilhas perdeu todos os motivos para ser. De fato, com essa união, os portugueses, governados pelo mesmo rei de Castela e Aragão, podiam ser estabelecidos muito além do meridiano de Tordesilhas (aproximadamente 46º Ó). Além disso, coincidindo com o pós-crise de 1640, Portugal, novamente independente, empreendeu e sem base jurídica algumas ações comerciais e colonial para além deste limite, o mais importante dos quais a fundação em 1680 da Nova Colônia do Santíssimo Sacramento (Nova Colônia do Santíssimo Sacramento) em frente à cidade de Buenos Aires, ou seja, na costa River Plate do atual Uruguai e a fundação em 1737 do presidio de Jesus Mary Joseph, origem do atual Rio Grande do Sul na atual Brasil, literalmente na margem do rio La Plata, em frente a Buenos Aires. Isso causou uma série de disputas entre Espanha e Portugal durante anos, que finalmente se estabeleceram neste tratado. 

Conteúdo 

Desde 1750 a Espanha tinha estabelecimentos em território Português e vice-versa, o tratado estipulado, com base nos limites claros uti possidetis ita possideatis ajuste para os domínios de Portugal e Espanha, forçando a transferência de cada uma das partes dos territórios, colônias, missões ou estabelecimentos localizados no lado oposto. De acordo com o tratado de Portugal deu à Espanha o Colonia del Sacramento (art. XIII) e recebeu em troca os territórios do Sul, o nascimento do rio Ibicuí, missões, na margem direita do rio Guaporé e cedeu o território ocidental do Japurá Rio para a Amazônia e navegação do rio Içá (artigo XIV). Ficou estabelecido também que, em caso de guerra entre Portugal e Espanha na Europa, seus vassalos da América do Sul permaneceriam em paz (Artigo XXI).Este Tratado foi também assinado, em 5 de outubro de 1750, pelo embaixador do Reino da Grã-Bretanha e pelo secretário de Estado José de Carvajal e Lancaster. Nele, os Black Seats e o navio de permissão estabelecidos no Tratado de Utrecht foram cancelados no final da Guerra de Sucessão Espanhola. Como compensação, a Coroa espanhola prometeu pagar à Companhia do Mar do Sul a quantia de 100.000 libras em várias parcelas. O resultado de tudo isso é que o direito do comércio britânico na América espanhola foi encerrado, embora o comércio de escravos por mercadores britânicos tenha continuado ilegalmente na ilha da Jamaica e de Belize, que os britânicos se recusaram a abandonar. 
 Consequências

Com o tratado, o território dos Sete Povos das Missões passou a domínio de Portugal e, posteriormente, do Brasil.
O Tratado de Madrid trouxe como consequências imediatas: a revogação do Tratado de Tordesilhas; a consagração do princípio do uti possidetis (quem tem a posse tem o domínio); a mudança da Colônia do Sacramento pelo território dos Sete Povos das Missões; e a definição do rio Uruguai como fronteira oeste do Brasil com a Argentina.

São apontadas como consequências indiretas deste tratado: a concessão à Espanha da navegação exclusiva do Rio da Prata; a criação da Capitania D’El Rey de São Pedro do Rio Grande do Sul; o aumento do poderio militar português no Sul do Brasil; a concessão de parte da Amazônia aos portugueses; a construção do Forte Príncipe da Beira, do Forte do Macapá e do Forte de Tabatinga, entre outros. É também parcialmente responsável pela mudança da capital do Vice-Reino de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro.

As demarcações das fronteiras impostas pelo Tratado de Madrid sofreram resistência, particularmente por parte dos índios guaranis, insuflados pelos jesuítas. A reação indígena guarani do cacique José (Sepé) Tiaraju deu início à Guerra Guaranítica (1752-1756). Sepé foi morto três dias antes da última batalha, a de Caibaté, onde morreram combatendo mais de 1500 índios.

O resultado final desses tratados e de outros que viriam foi fruto da colonização portuguesa desde o século XVI até o XIX que ao penetrar o território, seja por motivos econômicos (mineração na região mais central – Minas, Mato Grosso e Goiás –, pecuária no sertão nordestino e no sul do Brasil e coleta de produtos da floresta, associado à facilidade de navegação da Bacia Amazônica ) ou religiosos (como é o caso das missões jesuítas, franciscanas e carmelitas que estiveram em diversas partes do Brasil), expandiu os domínios portugueses de norte a sul e pelo uti possidetis adquiriu terras que antes não lhes pertenciam.

Para a historiografia brasileira, o Tratado de Madri representa a base histórico-jurídica da formação territorial do país, por ser o primeiro documento a definir com precisão suas fronteiras naturais. Para historiadores argentinos, no entanto, este tratado teria sido extorquido ao governo espanhol, por incapacidade ou por influência da rainha da Espanha, filha do rei português.


PRESIDENTE DO IRÃ DISSE HOJE QUE SEU PAÍS" DERROTARÁ COM ORGULHO" AS SANÇÕES AMERICANAS

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

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Hassan Rouhani
O segundo pacote das sansões entram hoje em vigor contra o Irã, penalizando a venda de petróleo e as transações financeiras iranianas com o Banco Central.
Numa reunião com funcionários do Ministério da Economia o presidente Rouhani assumiu um discurso  desafiador para com os EUA. O Presidente garantiu que, apesar dos Estados Unidos quererem reduzir as exportações de petróleo a zero, o país “"continuará a vendendo" o seu petróleo.
Depois de abandonar o pacto nuclear, em maio passado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iriam mais uma vez impor sanções ao Irão de forma unilateral. A Presidente Rouhani Administração iraniana deveria também submter seu programa nuclear à fiscalização das Nações Unidas e parar com a política de apoio a grupos extremistas.  

O acordo de 2015 previa o levantamento de maior parte das sanções econômicas e financeiras aplicadas ao Irão, em troca da abertura do programa nuclear do Irã à  fiscalização das Nações Unidas. As políticas do Irã na região, especialmente o apoio dado a grupos extremistas e o programa de mísseis balísticos também deveriam parar.
O Irã garante que tem cumprido com o acordo nuclear que estabeleceu com os Estados Unidos no mandato de Barack Obama, e apela à Agência Internacional de Energia Atômica para confirmar o seu compromisso.

No entanto, os outros países signatários - Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha - estão tentando combater as sanções. Washngton já anunciou que isentará temporariamente oito países da proibição da compra de petróleo iraniano.
Rouhani advoga que os EUA hoje estão “isolados”, já que a maioria dos países do Mundo rejeita sanções e apoia o acordo nuclear de 2015. Qualificou a atual situação como uma "guerra econômica" e denunciou as políticas dos EUA, sublinhando que procuram "simplesmente pressionar a população".
"Não somos os únicos que estão zangados com as políticas dos EUA, até empresas e governos europeus estão com raiva deles", acrescentou.
No encontro, Rouhani disse que "entre os setores econômicos do país, o Ministério da Economia está na vanguarda dessa resistência e luta contra as conspirações dos Estados Unidos".
"Com a ajuda e a unidade do povo, devemos fazer os americanos entenderem que não podem falar com a grande nação iraniana com a linguagem de pressão e sanções, eles têm que ser punidos pela história", afirmou.

 IRÃ EM EXERCÍCIOS MILITARES

O Irã está pronto para a guerra e responde com exercícios militares às novas sanções dos EUA

O Irã iniciou esta segunda-feira exercícios militares de defesa aérea. A televisão estatal iraniana transmitiu imagens de sistemas de defesa e baterias antiaéreas durante manobras militares que vão se prolongar até terça-feira, numa vasta região do norte do país.
O general iraniano Habibillah Sayyari disse que tanto o exército nacional como a Guarda Revolucionária estão participando dos exercícios e que toda a munição usada é produzida no Irã.

Milhares de iranianos concentraram-se neste domingo  em Teerã para festejar mais um aniversário da tomada da embaixada dos Estados Unidos, no auge da Revolução Islâmica de 1979. A manifestação, que reeditou o grito de “morte à América”, teve sobretudo por alvo as sanções ressuscitadas pela Administração Trump. A televisão estatal Hispantv afirmou...Continue lendo...

Governo português condena ataque no Egito e reafirma "empenho na erradicação do terrorismo"

 

O Governo português condenou hoje o ataque terrorista de sexta-feira no Egito, reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que provocou a morte de sete pessoas e reafirmou o "empenho na erradicação do terrorismo".
Também o Papa Francisco, se referiu ao atentado terrorista que há dois dias atingiu a Igreja Copta Ortodoxa, no Egito”, falando aos peregrinos desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano, onde presidiu à recitação da oração do ângelus.
Francisco rezou pelos sete peregrinos assassinados pelo simples fato...Continue lendo...

Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou Dia dos Mortos é celebrado pela Igreja Católica no dia dois de novembro.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja Católica  dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
No ano de 998 depois de Cristo o abade Odilo de Cluny, pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigavam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.
A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Tradição por religião

Cristianismo protestante

Após a Reforma Protestante, que começou em 1517 com Martim Lutero, a celebração do Dia de Finados foi fundida ao da Festa de Todos os Santos na Igreja Anglicana, mas posteriormente desmembrada em certas igrejas ligadas ao Movimento de Oxford no século XIX.
A observância da comemoração foi restaurada, todavia, em 1980, por meio da publicação do livro litúrgico The Alternative Service Book, o qual define a data como "festividade menor" intitulada "Comemoração dos Fiéis Defuntos.
Entre os protestantes mais antigos da Europa, a tradição foi mantida. Mesmo com a forte influência de Martinho Lutero não foi possível abolir sua celebração na Saxônia. Durante sua vida e, apesar da sanção oficializada pela Igreja Luterana, sua memória sobrevive fortemente no costume popular.
Em 1816, a Prússia introduziu uma nova data para a lembrança dos mortos, com feriado, entre os cidadãos luteranos, que era o Totensonntag, domingo dos Mortos, celebrado no último domingo antes do Advento.   Este costume foi mais tarde adotado também pelos protestantes alemães, ainda que não se tenha espalhado muito além das regiões de maioria luterana na Alemanha.
Para a Igreja Metodista, são santos todos os fiéis batizados, de modo que, no Dia de Todos os Santos, a congregação local honra e recorda seus membros falecidos.

Espiritismo

Para os espíritas, visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho, pois segundo consta nO Livro dos Espíritos, questão 320, a lembrança dedicada aos desencarnados os sensibiliza, conforme sua situação. Entretanto, nada há de solene comparando-se aos demais dias. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável, como nada o é no Espiritismo, apenas é conduzida à compreensão de forma lógica e racional. O espírito, ou alma, agora desencarnada, não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece proferida pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo espírito desencarnado.
Em um contexto histórico, o codificador, Allan Kardec, indaga na questão 329: 

 ISLAMISMO - A MORTE PARA OS MULÇULMANOS
 
Para nós, muçulmanos, Deus nos criou com um propósito nesta vida, que é adorá-Lo. Mas, como devemos adorá-Lo? 
Seguindo o caminho indicado por Ele, um caminho que trará a felicidade para o ser humano, tanto nesta vida como na outra, pois nosso Criador conhece como ninguém as criaturas por Ele criadas, sabendo, portanto, o que é melhor para elas. 
Dessa forma, Deus designou o ser humano como seu califa (gerente) aqui na Terra, para que pudesse usufruí-la e desenvolvê-la tendo como parâmetro este caminho indicado por Ele.
Diante disso, o muçulmano.
Para nós, muçulmanos, Deus nos criou com um propósito nesta vida, que é adorá-Lo. Mas como devemos adorá-Lo? Seguindo o caminho indicado por Ele, caminho este que trará a felicidade para o ser humano, tanto nesta vida como na outra. Afinal, o nosso Criador conhece como ninguém as criaturas por Ele criadas, sabendo, portanto, o que é melhor para elas. Dessa forma, Deus designou o ser humano como seu califa (gerente) aqui na Terra, para que pudesse usufruí-la e desenvolvê-la tendo como parâmetro este caminho indicado por Ele.
Diante disso, o muçulmano que é coerente com a mensagem do Islam busca viver esta vida seguindo aquilo que agrada o Nosso Criador, afastando-se de tudo aquilo que o desagrada. Assim, quando se deparar com a morte, que alcançará a todos, sem exceção e sem atrasar nem adiantar um segundo sequer do momento destinado por Deus para cada pessoa, ele estará com um saldo positivo, ou seja, com suas boas ações sendo superiores às suas más ações, para que possa merecer o Paraíso prometido por Ele para os crentes que buscam ser coerentes com a mensagem indicada por Deus, o Altíssimo.
Deus nos mostra e nos faz sentir esta realidade diariamente, através daquilo que os sábios muçulmanos chamaram de "morte pequena", que é o sono. Ao nos deitarmos e dormirmos Deus está nos lembrando da morte, pois neste momento perdemos o controle da situação. Quando o sono nos alcança ficamos completamente vulneráveis, e somente despertamos pela anuência de Deus. Para o muçulmano coerente isto serve como um lembrete, procurando a cada noite fazer um balanço de como foi o seu dia a fim de verificar se agiu de acordo com o que agrada a Deus. Caso contrário, ele busca se arrepender do que fez de errado e aperfeiçoar suas ações no dia seguinte.
Logo, o muçulmano tem a consciência de que antes ele não era nada, e que foi Deus quem lhe proporcionou a vida e tudo que tem. Ele sabe que nada mais é do que um califa aqui na Terra, criado para implementar o modelo que Deus indicou, e que quando chegar a sua hora Aquele que o criou e lhe deu tudo irá lhe convocar. Devemos então ter a tranquilidade e a paciência de aceitar este fato. É claro que, como seres humanos, sentimos a perda de um ente querido por toda dor e tristeza causada pela ausência daquela pessoa que amamos. Mas, ao mesmo tempo, temos a certeza de que pertencemos ao Nosso Criador, e isso faz com que suportemos o sofrimento com serenidade, desejando e suplicando o melhor para aquele que se foi.
" Toda alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis recompensados integralmente pelos vossos atos; somente quem for afastado do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?" (Alcorão 3:185)
" Não é dado a nenhum ser morrer, sem a vontade de Deus; é um destino prefixado. E a quem desejar a recompensa terrena, conceder-lha-emos; e a quem desejar a recompensa da outra vida, dar-lha-emos, igualmente; também recompensaremos os agradecidos" (Alcorão 3:145)