Crise na Venezuela - oposição nomeia presidente interino e pressão internacional aumenta


23.jan.2019 - O chefe da Assembléia Nacional da Venezuela, Juan Guaido, acena para a multidão durante uma manifestação de massas contra o líder Nicolas Maduro, em que ele se declarou o "presidente interino" do país em 23 de janeiro de 2019, em Caracas - Federico PARRA / AFP
23.jan.2019 - O chefe da Assembléia Nacional da Venezuela, Juan Guaido, acena para a multidão durante uma manifestação de massas contra o líder Nicolas Maduro, em que ele se declarou o "presidente interino" do país em 23 de janeiro de 2019, em Caracas Imagem: Federico PARRA / AFP

Por Carolina Cunha, da Novelo Comunicação

No dia 10 de janeiro, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o sucessor de Hugo Chávez, tomou posse de um segundo mandato, que deve durar até 2025. Após a cerimônia, a oposição venezuelana organizou uma série de protestos contra o governo, por considerar que o processo eleitoral foi ilegítimo e fraudulento. 
Um dia após a tomada de posse de Maduro, no dia 11 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se Presidente interino do país. O ato aconteceu durante a maior marcha contra Maduro desde 2017. Guaidó é o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela - o Parlamento venezuelano, com maioria da oposição a Maduro. Ele invocou a Constituição para considerar Maduro como um líder ilegítimo "usurpador".
A reação do governo chavista ao ultimato foi imediata. A declaração de Guaidó foi qualificada por Maduro como "golpe de Estado" e as Forças Armadas reprimiram duramente as manifestações nas ruas, deixando um saldo de 35 mortos e 850 detidos. Maduro culpou os Estados Unidos de apoiar o golpe e anunciou a ruptura de relações diplomáticas com os norte-americanos.  
Maduro resiste no posto com o apoio das Forças Armadas. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padriño, advertiu sobre a tentativa de impor um governo paralelo e os riscos de o país cair na guerra civil. Ele ainda classificou o episódio como "guerra híbrida sem precedentes, para gerar ingovernabilidade na Venezuela".

Ato constitucional ou golpe de estado?

A Venezuela vive uma situação inédita e complicada. Após a atitude da Assembleia Nacional, o país amanheceu com dois presidentes - dois governos paralelos, sem que um reconheça a legitimidade do outro e distantes de uma solução pacífica.
Apesar das manifestações populares, Guaidó não tomou posse material da presidência. Maduro resiste e ainda despacha no Palácio de Miraflores, apoiado pelos militares e pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ). Ele não aceita a autoridade da Assembleia Nacional e considera que o Parlamento está em "situação de desacato".
Mas existe base jurídica para a nomeação de Guaidó como presidente em exercício? O chefe da Assembleia Nacional alega que os parlamentares interpretaram as regras da Constituição da Venezuela. As principais sustentações constituições são os argumentos de ausência de presidente e suposta usurpação do poder por Maduro.
A Constituição bolivariana determina, no Artigo 233, a posse do líder da Assembleia Nacional na "falta absoluta" do presidente: morte, renúncia, destituição decretada pelo TSJ e aprovada pela AN, revogação do mandato em referendo ou abandono do cargo declarado pela AN (situação de Maduro, considerado "usurpador" pela maioria parlamentar).
Muitos constitucionalistas consideram que o argumento que Maduro é "usurpador" nada mais é do que uma desculpa para a mudança de regime, o que seria ilegal e poderia ser interpretado como um "golpe de Estado". Quem defende sua permanência, alega que Maduro foi eleito em eleições democráticas livres e que a ordem constitucional tem que ser respeitada.

 Nicolás Maduro indica que se manterá no poder- OVALE
  Nicolás Maduro venceu as eleições presidenciais em maio do ano passado, com aproximadamente 68% dos votos. A maior parte da oposição boicotou as eleições e se recusou a participar do pleito, por considerar que o processo eleitoral foi manipulado para perpetuar Maduro no poder. Os dois maiores rivais de oposição já estavam impedidos de concorrer: Leopoldo Lopez está preso e Henrique Capriles foi impedido de se candidatar a qualquer cargo por um período de 15 anos.

A reação internacional

Parte da comunidade internacional pressiona o governo venezuelano para a promoção de novas eleições. Os Estados Unidos foram os primeiros a anunciar publicamente que reconhecem Juan Guaidó como chefe de Estado, abrindo caminho para o apoio de outros governos.
Em comunicado, a União Europeia exigiu que a Venezuela realize novas eleições nos "próximos dias". Se isso não acontecer, o bloco vai "reconhecer a liderança do país em linha com o artigo 233 da Constituição venezuelana".  
Nas Américas, a pressão vem especialmente dos países membros do Grupo de Lima, criado na capital do Peru em 2017 para debater a crítica situação na Venezuela. Ele é formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.
Com exceção do México, todos os países do Grupo de Lima reconheceram Juan Guaidó como presidente interino. "Daremos todo o apoio político necessário para que este processo siga seu destino", afirmou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.
O governo mexicano e o Uruguai assumiram uma posição mais neutra. Eles propuseram que se crie uma iniciativa internacional para promover um diálogo das partes na Venezuela para buscar uma negociação, um acordo de paz nacional entre chavistas e oposição.  
Na defesa do governo de Maduro estão países como a China, Rússia, Turquia, Irã, Cuba, Nicarágua e Bolívia, que defendem a soberania e condenam a interferência externa na Venezuela.

Repressão e próximos passos

Maduro resiste à tentativa da oposição e realiza mais prisões de dissidentes. Tropas leais ao chavista também fizeram diversos exercícios militares e o governo intensificou a censura aos meios de comunicação.
O chavismo está há mais de 20 anos no poder e ainda possui um forte apoio popular, resultado de políticas de inclusão social de Hugo Chávez. Mas nos últimos anos, a oposição conquistou mais espaço e cresce o descontentamento dos venezuelanos, que sofrem com a inflação, a criminalidade, o colapso de serviços públicos, a escassez de alimentos e produtos, o aumento da pobreza e a repressão política. A ONU prevê que haverá 5,3 milhões de migrantes e refugiados venezuelanos até o final de 2019.
Organizações de direitos humanos temem que a situação política na Venezuela leve a uma violência sem precedentes e ao endurecimento do regime. O governo chavista já foi acusado de prender dissidentes e realizar torturas sistemáticas em presos políticos. Para pressionar a Venezuela, governos de Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Canadá pediram ao Tribunal Penal Internacional que investigue Maduro por supostos crimes contra a Humanidade.
A organização Anistia Internacional acusou as autoridades venezuelanas de recorrerem a uma "política de repressão" para conter os protestos. "Em vez de procurar soluções e abrir espaços para atender as exigências, as autoridades de Nicolás Maduro enviam para as ruas funcionários militares e policiais para aplicar a sua política de repressão", afirmou a organização através de um comunicado.

Juan Guaidó busca apoio da comunidade internacional para implementar um plano de transição que resultaria em novas eleições. Mas para que tenha sucesso internamente, ele vai precisar do apoio dos militares venezuelanos - a base de sustentação do regime chavista. A oposição acredita que a pressão internacional e a garantia de uma anistia acabem por convencer a maioria dos generais a retirarem o seu apoio a Nicolás Maduro.
Em seu juramento, Guaidó ofereceu anistia e garantias aos funcionários públicos civis e aos militares que apoiarem a transição proposta. Nas ruas das grandes cidades venezuelanas, militantes da oposição organizam jornadas informativas para explicar a lei de anistia à população.

Risco de um conflito armado?

Ao ser indagado pela imprensa sobre uma possível intervenção militar na Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu que todas as opções estão na mesa para depor o presidente Nicolás Maduro. A alegação é que o líder é um verdadeiro "ditador" e representa uma ameaça à segurança da América Latina e dos EUA. Sobre a intervenção externa, Maduro respondeu a Trump que a reação de seu país a uma invasão dos EUA faria a Guerra do Vietnã parecer pequena.

No dia 24 de janeiro, houve uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), que discutiu a situação da Venezuela. A maioria dos países-membros vetou o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino do país.

No mesmo dia, aconteceu uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a crise. Na ocasião, o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, acusou a Rússia de apoiar e proteger o "Estado mafioso ilegítimo" de Nicolás Maduro, e pediu que o reconhecimento de Juan Guaidó como líder para avançar rumo à democracia. China e Rússia vetaram a iniciativa.

Os EUA tentaram ainda convencer os países-membros da ONU a bloquear transações financeiras com o governo de Maduro. O representante russo na ONU, Vassily Nebenzia, por sua vez, respondeu denunciando Washington por "orquestrar uma tentativa de golpe de Estado".

Apesar das ameaças de um conflito armado, o poder de fogo das Forças Armadas venezuelanas e o apoio da Rússia e China ao governo chavista equilibram qualquer possibilidade de intervenção. As duas potências são os mais importantes parceiros da Venezuela.

Por Carolina Cunha, da Novelo Comunicação
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China inicia construção de base de produção de vacinas contra COVID-19

Covid no mundo
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Ásia e Oceania

A construção de uma base de produção de vacinas contra a COVID-19 começou no sábado (11) na Zona Franca de Ningbo, China, devendo entrar em funcionamento em março de 2021.

O valor total do investimento é avaliado em 2,5 bilhões de yuans (R$ 1,909 bilhão), dos quais 500 milhões (R$ 420 milhões) serão utilizados na pesquisa, desenvolvimento e produção de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus.
"Partindo do princípio de garantir a qualidade, aceleraremos a construção da instalação de [produção de] vacinas, e nos esforçaremos para pô-la em funcionamento em março próximo. Faremos igualmente o nosso melhor para conseguir a produção da vacina contra a COVID-19 em Ningbo na primeira metade do próximo ano", disse Yan Rongjie, diretor do comitê administrativo, escreve o jornal Global Times.
​Em 11 de julho, começou a construção da primeira instalação de produção de vacinas contra a COVID-19 na província de Zhejiang: a instalação industrial Aimei Rongan, na Zona Franca de Ningbo.

O projeto será implementado em três etapas, a primeira custará 1,3 bilhão de yuans (R$ 993 milhões), para colocar no mercado uma vacina contra o novo coronavírus, bem como uma nova vacina contra a raiva para uso humano, ao mesmo tempo que será construído um laboratório biológico de alto nível.

Falando sobre o fato de a vacina contra a COVID-19 e a vacina contra a raiva serem produzidas na mesma instalação, Tao Lina, uma especialista em vacinas baseada em Xangai, disse que ambas são vacinas inativadas, que têm o mesmo processo e tecnologia.

Esta será a terceira base de produção de vacinas contra a COVID-19 na China.
Uma subsidiária da China Electronics e o Sinopharm China National Biotec Group (CNBG) já abriram duas instalações similares, com uma produção anual respectiva de 100 milhões e 120 milhões de doses, informou a mídia em maio passado.

RUI VELOSO

Nascimento 30 de julho de 1957 (62 anos) Origem Lisboa País Portugal Portugal Gênero(s) Rock, Blues Instrumento(s) vocal, guitarra, piano, harmónica Período em atividade 1980–actualmente Editora(s) Parlophone, EMI Página oficial - Rui Veloso.pt Rui Manuel Gaudêncio Veloso] CvIH • ComIH (Lisboa, 30 de Julho de 1957) é um músico português Índice Biografia Nascido em Lisboa em 30 de julho de 1957, mas criado desde os três meses de idade no Porto, é filho do engenheiro Aureliano Capelo Veloso, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto. É igualmente sobrinho paterno do General Pires Veloso, ex-governador de São Tomé e Príncipe [carece de fontes]. Começou a tocar harmónica com apenas seis anos de idade. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por nomes como B. B. King e Eric Clapton [carece de fontes]. Com 23 anos lançou o álbum "Ar de Rock" gravado com a Banda Sonora (Ramon Galarza e Zé Nabo) e que contou com Carlos Tê e António Pinho na escrita das letras em português. No disco destaca-se o tema "Chico Fininho", que foi um marco na música rock cantada em português. Em 1981 é editado o single "Um Café e Um Bagaço". Verifica-se uma mudança na banda sonora com a saída de Zé Nabo e a entrada de António Pinho Vargas e Mano Zé. O álbum "Fora de Moda" é editado em 1982. Contém temas como "Estrela De Rock And Roll", "A Minha Namorada Até Fala Estrangeiro", "A gente Não Lê" e "Sayago Blues". O álbum "Guardador de Margens" de 1983 tem o seu maior sucesso no tema "Máquina Zero". O tema título e "A Ilha" são outros temas marcantes deste disco. Grava o single "Rock da Liberdade" de apoio à eleição de Mário Soares. Em 1986 foi lançado o álbum homónimo, que esteve para se chamar "Os Vês pelos Bês", com temas como "Porto Covo", "Beirâ", "Negro do Rádio de Pilhas" e "Porto Sentido". O disco torna-se um grande sucesso. Em 1988 é editado o duplo álbum "Ao Vivo". 1990 é o ano de "Mingos & Os Samurais" com temas como "Não Há Estrelas No Céu", "A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)" e "Baile da Paróquia". O disco vendeu mais de 140.000 cópias. A seguir novo duplo-álbum com "Auto da Pimenta" desta vez em comemoração dos descobrimentos portugueses. A 10 de Junho de 1992 foi feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Mário Soares. Ainda em 1992 grava o single "Maubere", de apoio ao povo de Timor, gravado com Carlos Paredes, Nuno Bettencourt, Rão Kyao, Paulo Gonzo e Isabel Campelo. Em 1995 é editado o álbum Lado Lunar cujo tema principal é o tema que dá nome ao disco. Ainda na década de 1990 integrou os Rio Grande, formado por Tim, João Gil, Jorge Palma e Vitorino, num estilo de música popular com influências alentejanas que alcançou uma considerável popularidade. Dessa experiência resultariam dois discos, um de originais em 1996 e outro ao vivo, em 1998. No ano de 1998 é editado o álbum Avenidas com temas como Todo O Tempo Do Mundo e Jura. Faz ainda o tema principal do filme "Jaime" de António Pedro Vasconcelos, "Não Me Mintas". Em 2000 lançou a compilação O Melhor de Rui Veloso - 20 anos depois. Foi também editado um disco de tributo : 20 anos depois - Ar de Rock. Em 2002, a mesma formação dos Rio Grande, mas sem Vitorino, voltou a juntar-se no projecto Cabeças no Ar, dedicado a canções nostálgicas que remontam aos tempos da escola, entre elas O Primeiro Beijo e A Seita Tem Um Radar. O Concerto Acústico, de 2003, é editado nos formatos CD e DVD. Regressou aos discos de originais, em 2005, com A Espuma das Canções. Em concerto no Rock in Rio 2006 Rui Veloso foi elevado a Comendador da Ordem do Infante D. Henrique a 30 de Janeiro de 2006 pelo Presidente Jorge Sampaio[4]. Em 2 de Junho de 2006 actuou no Rock in Rio em Lisboa, precedendo os concertos de Carlos Santana e de Roger Waters. No mesmo ano comemorou vinte e cinco anos de carreira, ocasião brindada com três concertos, dois no Coliseu do Porto e um no Pavilhão Atlântico. Em 2007 é editado o livro "Os Vês Pelos Bês", de Ana Mesquita, com a biografia de Rui Veloso e um "Songook" com 30 das suas melhores canções. Em 2008 colaborou com a banda Per7ume no tema Intervalo, que foi um sucesso radiofónico. Em 2009 lançou o álbum Rui Veloso ao Vivo no Pavilhão Atlântico. No ano de 2010 comemorou 30 anos de carreira com concertos no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto. Como empresário abriu o seu próprio estúdio, o Estúdio de Vale de Lobos, situado em Vale de Lobos, perto de Belas, e fundou também a editora Maria Records, que acabou por fechar. No ano de 2012 lança Rui Veloso E Amigos que contou com a colaboração de nomes como Jorge Palma, Camané, Luís Represas, Expensive Soul, Carlos do Carmo, Dany Silva, entre outros. O cantor anunciou em Agosto de 2014 que iria suspender a sua carreira, por considerar "difícil (...) aceitar a realidade do país".[5] Em 6 de Novembro de 2015 comemorou os 35 anos de carreira com um concerto realizado no MEO Arena. Neste concerto Rui Veloso estreeou uma canção chamada Do Meu País com letra do poeta moçambicano Eduardo Costly-White.Do Meu País e Romeu E Juliana são os dois temas inéditos da compilação O Melhor de Rui Veloso lançada ainda em 2015.

Homenagem de Aloízio mercadante ao herói desconhecido Pedro Teixeira


9 de dezembro de 2009

Sessão especial do Senado em homenagem para comemorar os 370 anos da expedição amazônica de Pedro Teixeira, desbravador português, considerado o “conquistador da Amazônia”
Autor do requerimento para a realização da Sessão Especial: Senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado e vice-presidente do Parlamento do Mercosul apresentou um Projeto Lei que inclui o nome de Pedro Teixeira no Livro dos Heróis da Pátria que está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. No projeto de lei,

Mercadante destaca que o Brasil é um país de grandes referências históricas e tem, na realidade, muitos heróis desconhecidos ou pouco conhecidos. Um deles, talvez o maior é Pedro Teixeira.
Foto: Waldemir Barreto
Foto: Waldemir Barreto
Segundo o senador petista, poucos brasileiros conhecem Pedro Teixeira e sua importância para formação histórico-geográfica do nosso país. “Infelizmente, o nome de Pedro Teixeira não consta do Livro dos Heróis da Pátria, o famoso ‘Livro de Aço’ que repousa no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. Seu nome não consta sequer ainda da extensa lista de candidatos a figurar no livro. Parece um nome condenado ao esquecimento. Uma figura histórica sem grande valor”.
Entretanto – destaca Mercadante – Pedro Teixeira merece o reconhecimento de todos os brasileiros. Vindo de Cantanhede, pequena cidade ao norte de Coimbra, esse intrépido militar português destacou-se logo nestas paragens na luta contra os franceses, ingleses e holandeses que ameaçavam o domínio português no Baixo Amazonas. Participou, ainda na condição de alferes, da fundação de Belém do Pará, que abriu as portas do Rio Amazonas para os portugueses, e construiu, com o auxílio de índios tupinambás, uma estrada para ligar Belém ao Maranhão.

Argumenta no projeto de lei, Mercadante que o que deu grande vulto histórico a Pedro Teixeira foi seu protagonismo numa das maiores façanhas sertanistas que o Brasil conheceu.

“Referimo-nos à sua extraordinária expedição pelo Amazonas. Com 47 grandes canoas, 70 soldados e 1.200 índios flecheiros, a expedição de Pedro Teixeira partiu de Gurupá, perto de Belém, em outubro de 1637. Enfrentando dificuldades quase intransponíveis, subiu, remando contra a corrente, os rios Amazonas e Negro e, inacreditavelmente, chegou, já em lombo de mula, até a cidade de Quito, atual capital do Equador.

Na viagem de volta, a expedição de Pedro Teixeira fundou a cidade de Franciscana, para servir de baliza aos domínios das casas de Portugal e Espanha. Em 12 de dezembro de 1639, mais de dois anos depois de iniciada, a expedição chegava ao seu fim no porto de Belém”, conta Mercadante em seu projeto.

O senador paulista diz ainda que “os objetivos desse monumental esforço de exploração foram tomar posse das terras em nome de Portugal e estabelecer Belém como rota de escoamento das mercadorias que saíam do Peru para a Espanha pelo Pacífico. Embora à época a península ibérica estivesse unida sob uma só Coroa, as administrações portuguesa e espanhola funcionavam autonomamente e Pedro Teixeira fazia questão de tomar posse das terras em nome de Portugal”.

Essa façanha hercúlea foi descrita no livro “Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas”, lançado em Madri, em 1641. As autoridades espanholas, no entanto, mandaram imediatamente queimar todos os exemplares da obra, pois ela dava sustentáculo às reivindicações territoriais de Portugal na Amazônia, para além do que dispunha o Tratado de Tordesilhas.

E continua Aloizio Mercadante:
“esse exemplo extraordinário de dedicação e heroísmo ficou indelevelmente gravado na história da Amazônia e na história do Brasil. Graças a ele, Portugal pôde reivindicar exitosamente a posse de vastas terras na Amazônia, que seriam reconhecidas definitivamente como domínio português pelo Tratado de Madrid (1750). Terras que hoje estão no mapa do Brasil. Nesse tratado, todo o nosso atual território amazônico, à exceção do Acre, ficou consagrado sob domínio de Portugal como a Província do Grão-Pará.

De fato, se hoje temos o 5º maior território do mundo, devemos isso a homens com o Pedro Teixeira, que se aventuraram por mundos desconhecidos e se atreveram a desafiar os limites do possível. Se hoje temos a posse de grande parte da Amazônia, devemos isso especificamente a Pedro Teixeira.

Assim, a contribuição de Pedro Teixeira ao longo e difícil processo de constituição e afirmação da nossa soberania territorial foi decisiva e deve ser celebrada por portugueses e brasileiros. A ele devemos quase metade do nosso território atual.

Afinal, hoje, quando celebramos a irreversível ascensão internacional do Brasil, temos o dever de lembrar de heróis pouco cantados como Pedro Teixeira, que contribuíram para tornar o nosso país literalmente grande.
Por conseguinte, conclamamos os nossos pares a acolher este importante projeto que resgata a memória desse verdadeiro e esquecido grande herói luso-brasileiro”, conclui Aloizio Mercadante.

'Capa de invisibilidade' torna aviões e navios indetectáveis aos radares

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Torre de controle de tráfego aéreo
AP Photo / Jeff Chiu
Ciência e tecnologia

Uma equipe de físicos russos e italianos criou um metamaterial capaz de suprimir a resposta elétrica das antenas.
A equipe de cientistas russos e italianos do Projeto Anastasia, que leva o nome da grã-duquesa do Império Russo Anastasia Romanova, desenvolveu uma tecnologia que permite tornar indetectáveis as antenas dos celulares, incluindo as de 5G, bem como mastros de navios, torres de aeroportos e outros objetos metálicos alongados.
Os cientistas desenvolveram uma "capa de invisibilidade" que permite envolver estes objetos e torná-los indetectáveis aos sensores de qualquer radar. O elemento-chave da invenção é um inovador metamaterial que suprime a resposta elétrica de todo o objeto com esta forma.
Sukhoi PAK FA, conhecido também como T-50

Sukhoi PAK FA, conhecido também como T-50
© AP Photo / Misha Japaridze

"Qualquer objeto metálico alongado tem uma resposta de tipo elétrico, um sinal que surge em resposta à influência", explicam os cientistas russos em um comunicado publicado pela Universidade Nacional de Pesquisa Tecnológica de Moscou (MISiS, na sigla em russo).
Para ocultar esses objetos dos radares, é preciso que ele comece a dispersar a luz, como um objeto com resposta magnética, que por si mesma é muito fraca, conforme os detalhes da invenção publicados na revista Scientific Report.
"Desenvolvemos um revestimento especial, baseado em um difusor dipolo magnético ideal, que converte um objeto metálico alongado com resposta elétrica em um objeto com resposta magnética", afirmou um dos autores do trabalho, Aleksei Basharin, professor do Laboratório de Metamateriais Supercondutores do MISiS.
O método pode ser aplicado em tecnologias furtivas, para tornar os aviões e navios menos visíveis aos radares de um potencial inimigo.
O novo metamaterial também pode ser útil para ocultar as antenas dos aeroportos e das torres de celulares com o objetivo de evitar que interfiram com os radares dos aviões e das comunicações entre os operadores e os pilotos.

Se acabarem as fake news, acaba Jair Bolsonaro', diz especialista

Covid-19
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Mortes:
560.484


Jair Bolsonaro divulga foto oficial com a faixa presidencial ...

Com as notícias falsas sendo discutidas em diversas frentes, cientista político disse à Sputnik Brasil que é natural políticos que se elegeram com esse artifício se colocarem contra leis para proibi-las.
Para Antônio Marcelo Jackson, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), esse rol de políticos inclui o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o especialista, conseguiu ser eleito e se mantém no poder se utilizando da propagação de fake news.
"Bolsonaro, assim como outros candidatos, foi eleito a partir das fake news, isso é um fato. Ora, se você tem um candidato que é eleito graças a isso, é claro que esse sujeito, já eleito, vai fazer de tudo para que não exista uma legislação que combata as fake news. Afinal de contas, ele vive disso. Se acabarem as fake news, acaba Jair Bolsonaro", afirmou o cientista político. 
Jackson lembra um episódio ocorrido durante a campanha de 2018, após uma manifestação capitaneada pelas mulheres contra o então candidato do PSL.
"Uma das situações mais grotescas, que beneficiou a candidatura de Bolsonaro, foi quando existiu uma manifestação de mulheres em várias cidades e a rede de fake news divulgou imagens completamente falsas, dizendo que era dessa manifestação, que na realidade era uma manifestação de empoderamento feminino, a respeito dos direitos das mulheres. E aí, nas fake news, foram colocadas imagens falsas, de situações completamente fora do bom senso da vida pública, pessoas urinando na rua, pessoas claramente drogadas, imagens completamente falsas", recordou.

Projeto de lei discute fake news

Um projeto de lei que tem por objetivo evitar a propagação das fake news em redes sociais e aplicativos de mensagens foi aprovado recentemente na Senado, e agora entrará em pauta na Câmara. O presidente Jair Bolsonaro, porém, antecipou que deverá vetar alguns trechos do texto. Críticos da lei argumentam que ela pode ferir a liberdade de expressão.
Além disso, existe uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito em andamento no Congresso para apurar a disseminação de notícias falsas por perfis e pessoas ligadas ao governo.
"Temos um elenco de políticos que foram eleitos a partir dessa coisa chamada fake news. Então, evidentemente, isso é uma coisa que provoca uma celeuma tremenda. Por um lado, tem um grupo de políticos, que chamaria de tradicionais, no melhor sentido do termo, que querem representar, de algum modo, algum segmento da sociedade, que pode ser à esquerda, ao centro ou mesmo à direita, e que veem outros sendo eleitos a partir de elementos completamente absurdos e falsos", afirmou Marcelo Antônio Jackson. 

Fake news não começou em 2018, diz cientista político

O também cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), diz, por outro lado, que a produção de notícias falsas com objetivos eleitorais não começou em 2018 e não se limita aos grupos bolsonaristas.
"A desinformação e as fake news são produzidas por diversos segmentos políticos. No caso do Brasil, desde a eleição de 2014 já se tinha isso. A candidata Marina Silva ficou bastante marcada naquela campanha por [ser vítima] uma campanha de desinformação e de ataques via redes sociais", afirmou à Sputnik Brasil.
A questão não está em pauta apenas no Congresso. Há ainda o inquérito do Supremo Tribunal Federal para apurar a existência de uma rede de notícias falsas que tem como alvo ministros da Corte. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem previsto julgamento sobre o uso das notícias falsas durante a campanha de 2018, que pode até mesmo resultar na cassação da chapa de Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão.

'Diálogo entre diferentes forças políticas'

Para Ismael, dada a abrangência e importância da questão, é importante o Congresso legislar sobre o tema, mas a lei das fake news não deve seguir a "linha de censurar redes sociais".
"O presidente pode manifestar contrariedade com relação a um ou outro ponto e até vetar eventualmente, mas é preciso haver um entendimento. O Congresso já mostrou em diversas ocasiões que, mesmo que o presidente venha a vetar, ele derruba, e a lei termina sendo implementada de acordo com a versão que o Congresso deseja. O que se espera nesse momento é um diálogo entre as diferentes forças políticas, ou seja, que essa questão seja tratada de forma suprapartidária", opinou o especialista. 
Como último capítulo do imbróglio, o Facebook anunciou que desativou da rede social e do Instagram uma série de perfis ligados a gabinetes da família Bolsonaro e ao PSL. Segundo a empresa, os perfis eram falsos ou tentavam dissimular sua autoria.

'Transparência' sobre critérios

Segundo Ismael, o Facebook acabou se "antecipando" à própria lei em discussão no Congresso, que cobra autorregulamentação das redes sociais. O cientista político, no entanto, frisa que é preciso "transparência" e tratamento "igualitário" para todos.
"Cabe ao Facebook dar transparência a quais são os critérios que adotou ou passou a adotar para eliminação de perfis, para que não haja suspeita de que o Facebook está fazendo isso de forma enviesada", afirmou Ricardo Ismael.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial.

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Lǵia Jorge

Assim a Casa Seja

Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada

Voltaste, já voltaste
Já entras como sempre
Abrandas os teus passos
E paras no tapete

Então que uma luz arda
E assim o fogo aqueça
Os dedos bem unidos
Movidos pela pressa.

Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada
Voltaste, já voltei
Também cheia de pressa
De dar-te, na parede
O beijo que me peças

Então que a sombra agite
E assim a imagem faça
Os rostos de nós dois
Unidos pela graça.

Amor, é muito cedo
E tarde uma palavra
A noite uma lembrança
Que não escurece nada

Amor, o que será
Mais certo que o futuro
Se nele é para habitar
A escolha do mais puro

Já fuma o nosso fumo
Já sobra a nossa manta
Já veio o nosso sono
Fechar-nos a garganta.

Então que os cílios olhem
E assim a casa seja
A árvore do Outono
Coberta de cereja.

Lídia Jorge, (Inédito)

AMEAÇA AMERICANA NOS MARES DA CHINA

Em plena decadência sócio/econômica e moral os EUA tentam mostrar poderio bélico para intimidar os outros países que agora ameaçam sua soberania como é o caso da China e da Rússia, ameaçando o mundo com uma terceira guerra mundial. Me parece que esta demonstração de força militar como vemos no vídeo abaixo acompanhada de uma guerra de mentiras através de uma mídia que é toda sua, já não consegue mais intimidar ninguém e segurar a grande mudança que se aproxima, pois o ocidente que representam e os governos fantoches que apoiam com tanto desemprego, miséria e violência também estão com os anos contados! Mas ainda há uma saída honrosa para estas poucas famílias illuminati que há mais de 250 anos mantêm esta masmorra liberal, que é fazerem uma reflexão humana e mandarem de volta para casa esses mais de 300.000 soldados apoiados por 53 bases militares espalhadas pelos cinco continentes e com esses dinheiro investido em saúde e outros investimentos sociais amenizarem o sofrimento de seu povo e de toda esta robotizada América Latina! PRA quê matar tanta gente e patrocinar tantos golpes por esse mundo afora, e o que é pior tudo em nome de Deus?!
JPL