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O Ocidente pirou!
O Ocidente pirou!
Mergulhado numa terrível depressão social e moral, o Ocidente busca através das armas bélicas e midiáticas manter sua supremacia de 250 anos, que se acentuou com o advento da Revolução Industrial, embora essa supremacia venha de muitos séculos atrás. Pirado, sem saber o que fazer, este Ocidente de poucas famílias entrou em pânico e quer...Continue lendo...
Dívida pública portuguesa sobe para novo recorde antes de pagamento ao FMI
Valor nominal da dívida pública aumentou em novembro, em relação ao
mês anterior, mas um aumento que se explica pelas emissões de dívida
para fazer o pagamento ao FMI (em dezembro).

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
A dívida pública portuguesa aumentou em novembro, para um novo
recorde de 251,5 mil milhões, um aumento que se explica pelas emissões
de dívida para fazer o pagamento de 4,7 mil milhões ao FMI (em
dezembro). A informação foi difundida esta quarta-feira pelo Banco de
Portugal.
Em novembro de 2018, a dívida pública situou-se em 251,5
mil milhões de euros, aumentando 400 milhões de euros relativamente ao
final de outubro. “Para este aumento contribuíram essencialmente os
empréstimos e as emissões de títulos de dívida”, indica a instituição
liderada por Carlos Costa.
Essa emissão de dívida adicional serviu, em larga medida, para fazer o
reembolso de 4,7 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional
(FMI) anunciado pelo ministro das Finanças no início de dezembro. Um
reembolso que, entre os juros que se pagam ao FMI e aqueles que tem sido
possível obter no mercado, levará a uma poupança de 1,2 mil milhões de
euros em juros, segundo dados do governo.
MAS O QUE É DÍVIDA PÚBLICA?
Dívida pública é a dívida contraída pelo governo com entidades financeiras ou pessoas da sociedade para financiar parte de seus gastos que não são cobertos com a arrecadação de impostos ou alcançar alguns objetivos de gestão econômica, tais como controlar o nível de atividade, o crédito e o consumo ou, ainda, captar dólares no exterior. A dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida externa. Os principais credores do setor público são, normalmente, bancos públicos e privados que operam no País, investidores privados, instituições financeiras internacionais e governos de outros países.
JPL
MAS O QUE É DÍVIDA PÚBLICA?
Dívida pública é a dívida contraída pelo governo com entidades financeiras ou pessoas da sociedade para financiar parte de seus gastos que não são cobertos com a arrecadação de impostos ou alcançar alguns objetivos de gestão econômica, tais como controlar o nível de atividade, o crédito e o consumo ou, ainda, captar dólares no exterior. A dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida externa. Os principais credores do setor público são, normalmente, bancos públicos e privados que operam no País, investidores privados, instituições financeiras internacionais e governos de outros países.
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China se junta a EUA e UE em grupo que busca definir regras globais para e-commerce
PEQUIM E GENEBRA - A China vai se juntar a um grupo — onde já estão
Estados Unidos e União Europeia — que pretende definir novas regras para
o mercado de e-commerce global, que vale US$ 25 trilhões, em média.
A UE e os 47 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) iniciaram
as discussões sobre o tema, segundo um comunicado emitido nesta
sexta-feira. Se vingar, o acordo sobre o comércio digital pode
estabelecer um novo regime internacional para o setor, com menos
barreiras fronteiriças à prática.
A China, que há anos vem restringindo fortemente o uso da Internet
dentro de suas fronteiras, resistiu a participar das negociações até
quinta-feira, expressando preocupação quanto à linguagem na declaração,
que defendia um "resultado de alto padrão", segundo quatro pessoas
familiarizadas com as negociações.
Em comunicado enviado à Bloomberg, o embaixador da China na OMC, Zhang
Xiangchen, disse que a China decidiu se juntar às negociações devido a
uma crise mais ampla em torno da entidade, que vem sendo atacada pela
administração do presidente americano Donald Trump.
"O sistema comercial multilateral está em uma crise profunda", disse
Zhang na nota. “Neste contexto, o lançamento da negociação sobre o
comércio eletrônico ajudará, de maneira significativa, a revigorar a
função negociadora da OMC e reforçará a confiança no sistema
multilateral de comércio e na globalização econômica.”
'Força poderosa', diz Lighthizer
Robert Lighthizer, representante de Comércio dos EUA, disse em
comunicado nesta sexta-feira que os EUA estão buscando um "acordo
ambicioso e de alto padrão, que tenha as mesmas obrigações para todos os
participantes". Ele chamou a economia digital de "força poderosa para o
crescimento econômico global".
A inclusão da China nas negociações foi importante devido à sua escala e
papel na economia mundial, afirmou Cecilia Malmstrom, principal
negociadora comercial da UE. Com o país asiático a bordo, as negociações
incluirão membros da OMC que representam mais de 90% do comércio no
planeta.
As novas regras procurarão reduzir as barreiras que impedem as vendas
transnacionais, banir taxas sobre transmissões eletrônicas, garantir a
validade de contratos e assinaturas digitais e examinar as exigências
envolvendo a delimitação forçada de dados, de acordo com o comunicado da
UE.
Primeira reunião em março
Simon Birmingham, o ministro australiano do Comércio, disse esperar
algum progresso tangível nas negociações antes da cúpula do Grupo dos 20
no Japão, em junho.
— Esta é uma iniciativa que começou tarde, pois o e-commerce já está
aqui, e é muito grande. Mas é inevitável que a maneira como se faz
comércio no mundo todo vai ser influenciada mais e mais pela economia
digital — comentou.
O grupo deve realizar sua primeira sessão formal de negociação em março. A gigante da internet
Amazon, uma das principais empresas de e-commerce do mundo, saudou a
iniciativa, que considera positiva para sua operação e pode eliminar
"barreiras ao comércio on-line".
Maior mercado
A China, que deve superar os EUA neste ano como o maior mercado
varejista do mundo, acrescenta mais peso a um possível acordo. A China
deverá registrar US $ 5,5 trilhões em vendas on-line este ano devido à
disseminação de suas poderosas empresas on-line, como o Alibaba Group e o
Baidu.
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Agentes ligados ao Kremlin ajudam a proteger Maduro na Venezuela
Agentes contratadas pela Rússia para missões militares secretas
se dirigiram nos últimos dias à Venezuela para reforçar a segurança do
presidente Nicolás Maduro, que enfrenta protestos de oposicionistas
apoiados pelos Estados Unidos, de acordo com duas pessoas próximas a
essas companhias.
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas 25/01/'2019 REUTERS/Manaure Quintero
Uma terceira fonte próxima aos russos também disse à
Reuters haver um grupo de pessoas contratados por Moscou na Venezuela,
mas não pôde precisar quando chegaram ou qual função iriam cumprir.
A Rússia, que tem apoiado o governo socialista de Maduro com bilhões
de dólares, prometeu nesta semana manter-se leal a ele depois de o
líder oposicionista Juan Guaidó ter se autoproclamado presidente
interino, com o respaldo de Washington.
Trata-se da mais recente crise internacional a contrapor as
superpotências mundiais, com os EUA e a Europa apoiando Guaidó, enquanto
Rússia e China defendem a não interferência.
Yevgeny Shabayev, líder de um braço local de um grupo paramilitar
ligado aos terceirizados russos, disse saber da existência de cerca de
400 russos contratados para atuar na Venezuela. Mas as outras fontes
falaram em grupos menores.
O Ministério da Defesa russo e o Ministério da Informação
venezuelano não responderam a pedidos de comentário sobre as empresas
contratadas. Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou: "não
temos tal informação".
Os terceirizados estão associados ao chamado grupo Wagner, cujos
membros, a maioria ex-agentes de segurança, já combateram
clandestinamente em apoio às forças russas na Síria e na Ucrânia, de
acordo com entrevistas feitas pela Reuters com dezenas de contratados,
seus amigos e parentes.
Uma pessoa que acredita-se trabalhar para o grupo Wagner não respondeu a uma mensagem com pedidos de informação.
Ao citar contatos no aparato de segurança russo, Shabayev disse que o
contingente que voou para a Venezuela se dirigiu ao país no início da
semana, um ou dois dias antes de começarem os protestos da oposição.
Ele disse que os terceirizados partiram em dois aviões fretados para
Havana, em Cuba, onde foram transferidos para voos comerciais em
direção à Venezuela. O governo cubano, que pelas duas últimas décadas
tem sido um aliado próximo do governo socialista venezuelano, não
respondeu a pedidos de comentário.
A tarefa dos terceirizados russos na Venezuela seria proteger Maduro
de qualquer tentativa de prendê-lo por parte de simpatizantes da
oposição infiltrados nas forças de segurança, disse Shabayev. "Nosso
pessoal está lá para sua proteção direta", disse.
PARABÉNS SÃO PAULO 2019
A
fundação da cidade tem início com a ocupação das terras americanas
pelos portugueses. A Vila de São Paulo de Piratininga teve como marco
inicial a construção de um colégio jesuíta em 25 de janeiro de 1554.
A finalidade deste colégio era a de catequisar os índios que viviam na região e dali partir para a evangelização da Bacia do Prata.
O povoamento da região se deu apenas em 1560, quando São Paulo foi
elevada à categoria de vila. Somente em 1711, foi que São Paulo foi
elevada a condição de cidade.
Portanto,
neste dia 25 de janeiro, já passados 458 anos, nosso blog, leva a
todos os paulistas e paulistanos de todas as matizes, os votos de
otimismo num futuro ainda mais promissor para esta cidade bandeirante e
motor do Brasil.
OS 13 FUNDADORES DE SÃO PAULO - SOB O COMANDO DE PADRE NÓBREGA
Padre
Anchieta, P. Manuel de Paiva, Pero Correia, Manuel de Chaves, Gregório
Serrão, Afonso Brás, Diogo Jácome, Leonardo do Vale, Gaspar Lourenço,
Vicente Rodrigues, Lourenço de Brás, João Gonçalves e Antônio Blasquez,
somando 13 pessoas, além é claro da cooperação de Tibiriçá e de seu
genro o português João Ramalho, antigo náufrago e casado com sua filha
Bartira, que aproximaram os fundadores dos nativos da região.
Santo André da Borda do Campo
A bandeira da cidade de São Bernardo do Campo.
O nome inicial foi Santo André da Borda do Campo, uma vila vizinha da aldeia de Piratininga. A cidade é a primeira no topo da serra do mar, era uma aldeia de mamelucos e se desenvolveu após a criação do colégio de São Paulo como explica Aylton Quintiliano em A Guerra dos Tamoios: “...Nóbrega decidiu pôr em execução um plano de há muito acalentado: fundar um colégio no planalto. Designou uma missão, chefiada pelo padre Manuel de Paiva da qual participava Anchieta , com a finalidade de estudar o local onde seria instalado o colégio. Geribatiba, Piratininga e Borda do Campo (duas aldeias indígenas e uma de brancos e mamelucos) foram os locais que primeiro mereceram a atenção dos jesuítas”. Preferiram Piratininga por ser mais estratégica.
O nome inicial foi Santo André da Borda do Campo, uma vila vizinha da aldeia de Piratininga. A cidade é a primeira no topo da serra do mar, era uma aldeia de mamelucos e se desenvolveu após a criação do colégio de São Paulo como explica Aylton Quintiliano em A Guerra dos Tamoios: “...Nóbrega decidiu pôr em execução um plano de há muito acalentado: fundar um colégio no planalto. Designou uma missão, chefiada pelo padre Manuel de Paiva da qual participava Anchieta , com a finalidade de estudar o local onde seria instalado o colégio. Geribatiba, Piratininga e Borda do Campo (duas aldeias indígenas e uma de brancos e mamelucos) foram os locais que primeiro mereceram a atenção dos jesuítas”. Preferiram Piratininga por ser mais estratégica.
Após
a fundação do colégio, Piratininga começou a crescer “e, em pouco
tempo, sobrepujava a vila de Santo André, cujo alcaide-mor era João
Ramalho, por quem os padres não tinham muita simpatia.
PRIMEIRA VIAGEM DE CIRCUNNAVEGAÇÃO
Fernão de Magalhães
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fernão de Magalhães (Portugal, Primavera de 1480 — Mactan, Cebu, Visayas Centrais, Filipinas, 27 de abril de 1521) foi um navegador português que se notabilizou por ter organizado a primeira viagem de circum-navegação ao globo de 1519 até 1522.
Nascido numa família nobre, em 1506 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares nas Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias.
A serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo sul do continente americano, a atravessar o estreito que hoje leva seu nome e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas durante a expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.
O Pinguim-de-magalhães recebeu o seu nome como homenagem, já que Magalhães foi o primeiro Europeu a ter visto um. As aptidões de navegação de Magalhães também foram reconhecidas na nomeação de objetos associados à astronomia, incluindo as Nuvens de Magalhães, as crateras lunares de Magalhães, e as crateras marcianas de Magalhães.
Fernão de Magalhães nasceu no norte de Portugal, em 1480. A vila de Sabrosa, a freguesia da Sé do Porto, Vila Nova de Gaia e Ponte da Barca reclamam a sua naturalidade
| Estátua em Ponte da Barca |
Era filho de Rui de Magalhães, nascido em 1442. Cavaleiro que exerceu cargos de governação no Porto,
e de sua primeira mulher Alda de Mesquita, nascida em 1445, e
casado pela segunda vez com Inês Vaz Moutinho, filha de Pedro Vaz
Moutinho, cidadão do Porto, cidade onde foi Vereador, e de sua mulher Inês Gonçalves de Mesquita.
Era irmão de Duarte de Sousa, Diogo de Sousa, Isabel de
Magalhães, Genebra de Magalhães e Aires de Magalhães. Aires de
Magalhães, que seguiu uma carreira eclesiástica, recebeu ordens de
epístola em 1509 em Braga e, nessa matrícula, seus pais acima nomeados
são ditos moradores na Sé do Porto.
Seu pai, Rui de Magalhães, foi Cavaleiro Fidalgo da Casa de D. Afonso, 1.º Conde de Faro, 2.º Conde de Odemira jure uxoris, 5.º Senhor de Mortágua jure uxoris, Senhor de Aveiro e Alcaide-Mor do Castelo de Estremoz. Rui de Magalhães terá sido Alcaide-Mor do Castelo de Aveiro onde está documentado em 1486. Entre junho de 1472 e junho de 1488 está documentado no Porto onde exerce os cargos de Juiz Ordinário, Procurador da Câmara e Vereador.
Fernão de Magalhães tinha cerca de dez anos quando se tornou Pajem da Corte da Rainha D. Leonor, consorte de D. João II. Casou-se em Sevilha,
em Dezembro de 1517 com Beatriz Barbosa, sua parente, filha de Diogo
Barbosa e de sua mulher Maria Caldeira, e teve dois filhos: Rodrigo, que
faleceu muito novo, e Carlos, que faleceu ao nascer.
Em Março de 1505, com 25 anos, alistou-se na Armada da Índia, na frota de 22 navios enviada para instalar D. Francisco de Almeida como primeiro vice-rei da Índia. Embora o seu nome não figure nas crônicas, sabe-se que ali permaneceu oito anos, e que esteve em Goa, Cochim e Quíloa. Participou em várias batalhas, incluindo a batalha naval de Cananor em 1506, onde foi ferido, e a decisiva batalha de Diu na Índia.
Em 1509 partiu com Diogo Lopes de Sequeira na primeira embaixada a Malaca, onde seguia também Francisco Serrão, seu grande amigo e possivelmente primo.
Chegados a Malaca em setembro, foram vítimas de uma conspiração e a
expedição terminou em fuga, na qual Magalhães teve um papel crucial
avisando Sequeira e salvando Francisco Serrão que havia desembarcado.
Para trás ficaram dezenove prisioneiros.
Sua atuação valeu-lhe honras e
uma promoção.
Ao serviço do novo governador, Afonso de Albuquerque,
participou junto com Serrão na conquista de Malaca em 1511. Após a
conquista da cidade os seus caminhos separaram-se: Magalhães promovido,
com um rico saque e na companhia de um escravo malaio, regressou a
Lisboa em 1513. Serrão partiu na primeira expedição enviada às "ilhas
das especiarias", nas Molucas. Aí permaneceu e casou com uma mulher de Amboina, tornando-se conselheiro militar do sultão de Ternate.
As suas cartas para Magalhães seriam decisivas, que dele obteve
informações quanto à situação dos lugares produtores de especiarias.
Fernão de Magalhães, após se ausentar sem permissão, perdeu influência.
Em serviço em Azamor (Marrocos), onde foi ferido em combate, foi depois
acusado de comércio ilegal com os mouros, com várias das acusações
comprovadas cessaram as ofertas de emprego a partir de 15 de maio de
1514 e, novamente em Lisboa, D. Manuel I recusa-lhe aumento de tença.
Mais tarde, em 1515, surgiu uma oferta para membro da tripulação de um
navio português, mas Magalhães rejeitou-a. Em Lisboa dedicou-se a
estudar as mais recentes cartas, investigando uma passagem para o
pacífico pelo Atlântico Sul e a possibilidade de as Molucas estarem na
zona espanhola definida pelo Tratado de Tordesilhas, em parceria com o cosmógrafo Rui Faleiro.
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da "Casa de la Contratación"
da cidade um adepto do projeto que entretanto concebera: dar a Espanha
a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não
reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano.
Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projeto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheios de incidentes; o cartógrafo de origem portuguesa Diogo Ribeiro que começara a trabalhar para Espanha em 1518, na Casa de Contratación em Sevilha participou no desenvolvimento dos mapas
utilizados na viagem. Depois da ruptura com Rui Faleiro, Magalhães
continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de
tripulação, partiram de Sanlúcar de Barrameda
em 20 de setembro de 1519.
A esquadra tinha cinco navios e uma
tripulação total de 234 homens, com cerca de 40 portugueses entre os
quais Álvaro de Mesquita, primo co-irmão de Magalhães, Duarte Barbosa, primo da mulher de Magalhães, João Serrão, primo ou irmão de Francisco Serrão e Estevão Gomes. Seguia também Henrique de Malaca.
Fernão de Magalhães fez um segundo testamento em Sevilha a 24 de agosto de 1519, onde institui Morgado
de boa parte de seus bens, que deixa a seu filho Rodrigo de Magalhães
e, na falta dele, a seus irmãos Diogo de Souza de Magalhães e Isabel de
Magalhães.
Obriga o administrador a usar o nome de Magalhães e as suas
armas («trayga las armas de magallanes segun e de la manera que yo las
traygo que son de magallanes e sosa»).
Antonio Pigafetta,
escritor italiano que havia pago do seu próprio bolso para viajar com a
expedição, escreveu um diário completo de toda a viagem, possibilitado
pelo facto de Pigafetta ter sido um dos 18 homens a retornar vivo para a
Europa.
Dessa forma, legou à posteridade um raro e importante registo
de onde se pode extrair muito do que se sabe sobre este episódio da
história.
A armada fez escala nas ilhas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de dezembro ao Rio de Janeiro. Prosseguindo para o sul, atingiram Puerto San Julian à entrada do estreito, na extremidade da atual costa da Argentina,
onde o capitão decidiu hibernar. Irrompeu então uma revolta que ele
conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de espera,
período no qual a nau "Santiago" foi perdida em uma viagem de
reconhecimento, tendo os seus tripulantes conseguido ser resgatados,
Magalhães encontrou o estreito que hoje leva seu nome, aprofundando-se
nele.
Em outra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas
desta vez por um motim na nau "San Antonio" onde a tripulação aprisionou
o seu capitão Álvaro de Mesquita, primo de Magalhães, e iniciou uma
viagem de volta com o piloto Estêvão Gomes (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
Apenas em novembro a esquadra atravessaria o Estreito, penetrando nas águas do Mar do Sul (assim baptizado por Balboa), e baptizando o oceano em que entravam como «Pacífico»
por contraste às dificuldades encontradas no Estreito.
Depois de cerca
de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. Foi também no Pacífico que encontrou as nebulosas que hoje ostentam o seu nome - as nebulosas de Magalhães.
Em março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões no atual arquipélago de Guam,
chegando à ilha de Cebu nas atuais ilhas Filipinas em 7 de abril.
Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte
das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois,
porém, Fernão de Magalhães morreu em combate com os nativos na ilha de Mactan, atraído a uma emboscada, sendo morto pelo nativo Lapu-Lapu.
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián Elcano.
O regresso
Mapa da expedição: a vermelho a rota percorrida por Magalhães, a laranja a rota percorrida por Elcano.
|
Decidiram incendiar a nau Concepción, visto o pequeno número
de homens para operá-la, e finalmente conseguiram chegar às Molucas,
onde obtiveram seu suprimento de especiarias. Trinidad acabou ali permanecendo para reparos e a "Victoria" voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul, a fim de não encontrar navios portugueses. A Trinidad,
após os reparos tentou seguir uma rota pelo Pacífico até a América
Central, onde poderia contatar os espanhóis e levar sua carga, no
entanto acabou tendo de retornar às Molucas onde seus tripulantes foram
aprisionados pelos portugueses que haviam chegado. A nau "Victoria"
dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1522, fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses, alcançando finalmente o porto de San Lúcar de Barrameda, com apenas 18 homens na tripulação.
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao
alcançar Sevilha em 6 de setembro de 1522. Juan Sebastián Elcano, a
restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio
da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição
de facto trouxe poucos benefícios financeiros, não tendo a tripulação
chegado a receber o pagamento.
Curiosidade: Na época não existia a Linha Internacional de Data,
sendo que ao chegarem a Sevilha a tripulação não subtraiu um dos 1081
dias que permaneceram a bordo da expedição. A precariedade das medições
não foi suficiente para conter a discussão que se seguiu sobre a duração
da viagem, sugerindo que fosse enviada ao Vaticano uma comissão
internacional sobre expedições ao redor da Terra.
Cronologia
- 1480 - Data provável do nascimento de Fernão de Magalhães no norte de Portugal
- 1505 - Partiu para a Índia na armada de D. Francisco de Almeida.
- 1509 - Participou na desastrosa expedição a Malaca de Diogo Lopes de Sequeira; fez grande amizade com Francisco Serrão.
- 1511 - Participou, sob o comando de Afonso de Albuquerque, na conquista de Malaca.
- 1513 - Regressou a Lisboa.
- 1514 - Foi ferido em combate, em Azamor (Marrocos); novamente em Lisboa, D. Manuel recusou-lhe o aumento na tença.
- 1517 - Dirigiu-se a Sevilha para apresentar a Carlos V o seu plano de alcançar as "Ilhas das Especiarias" pelo Ocidente.
- 1519 - Iniciou a que foi a primeira viagem de circum-navegação; alcançou a baía da Guanabara.
- 1520 - Alcançou a foz do Rio da Prata; fez invernada na baía de S. Julião; dominou um motim; atravessou o Estreito e alcançou o Oceano Pacífico.
- 1521 - Descobriu a Ilha dos Ladrões; descobriu o arquipélago das Filipinas e aí foi morto sacrificando-se para salvar os seus colegas.
- 1522 - Juan Sebastián Elcano concluiu a primeira viagem de circum-navegação.
Tripulação
| Estes 18 homens regressaram a Sevilha no Victoria em 1522: | |
| Mestre | |
| Francisco Albo, de Axio | Piloto |
| Miguel de Rodes | Piloto |
| Juan de Acurio, de Bermeo | Piloto |
| António Lombardo (Pigafetta), de Vicenza | Supernumerário |
| Martinho de Judicibus, de Génova (Savona) | Chefe de embarcação |
| Hernando de Bustamante, de Alcántara | Marinheiro |
| Nicolas o Grego, de Nápoles | Marinheiro |
| Miguel Sánchez, de Rodes | Marinheiro |
| Antonio Hernández Colmenero, de Huelva | Marinheiro |
| Francisco Rodrigues, português de Sevilha | Marinheiro |
| Juan Rodríguez, de Huelva | Marinheiro |
| Diego Carmena | Marinheiro |
| Hans de Aachen (João de Aquisgrão) | Artilheiro |
| Juan de Arratia, de Bilbao | Marinheiro |
| Vasco Gómez Gallego o Português, de Baiona | Marinheiro |
| Juan de Santandrés, de Cueto | Grumete |
| Juan de Zubileta, de Barakaldo | Pajem - Registado no livro de bordo Juan de Vizcaya com 14 anos de idade. |
Apenas quatro homens dos 55 da tripulação original do Trinidad finalmente regressaram a Espanha em 1525.
Notas
Alexandre Parafita escreveu que “desde tempos imemoriais, a naturalidade de Magalhães foi dada, como inequívoca, na vila de Sabrosa. Contribuiu para isso a existência de dois testamentos, um de 1504 (quando o navegador partiu para os oceanos) e outro de 1580 (dum seu sobrinho-neto exilado no Brasil), reforçados por um auto oficial de 1798 em que seis escrivães e quatro testemunhas confirmavam a genealogia do navegador ligada a esta vila. Nestes documentos são identificados bens efectivamente localizados em Sabrosa, tais como uma casa (a Casa da Pereira), a quinta da Souta (ainda hoje existente em frente ao Vale da Porca) e o legado de missas anuais no altar do Senhor Jesus da Igreja de São Salvador do qual ainda existem vestígios na actual Igreja Matriz da vila. A existência, na referida casa, do brasão da família Magalhães com as armas picadas e arrasadas, traduzindo um castigo que, no tempo de D. Manuel I, era corrente aplicar sobre quem praticasse actos considerados de traição à Pátria, assim tendo sido entendida a missão de Magalhães ao serviço da coroa de Espanha, corroboravam a mesma tese. Entretanto, há muitas décadas atrás, a veracidade destes documentos começou a ser posta em causa. Desde logo por o primeiro testamento referir a expressão “sua majestade” em relação a D. Manuel I, quando se sabe que, ao tempo, não havia esse tratamento, mas sim “sua alteza”. Ainda que no documento notarial de 1798 esteja dito que foi “fielmente copiado menos algumas palavras que por estarem mal escritas em letra gótica e o papel carcomido do tempo não foi possível poder ler”, não tem faltado quem procure todos os pretextos para desvalorizar o teor dos testamentos, como não falta também quem tal tenha rebatido, a exemplo do Abade de Baçal, que o fez minuciosamente. Estas dúvidas permitiram que outras hipóteses de naturalidade fossem sendo entretanto equacionadas. Por exemplo, do Porto se diz existir uma declaração que alude à expressão “Vecino de la cidade del puerto” e que isso indicaria ser dali natural. Contudo, sabe-se também que, num testamento feito mais tarde em Espanha, se declara do mesmo jeito: “vesino q soy desta muy noble e muy leal çibdad de Sevylha”. O que vale então esta palavra “vecino” em tais documentos? Nada de mais relevante. Apenas que Magalhães pode ter vivido nessas cidades. (…). Importa ter presente que as questões divergentes da naturalidade de Magalhães foram sendo geradas muito depois da sua morte, quando se percebeu que haveria uma notável fortuna a reivindicar da coroa de Espanha, por ser devida ao Navegador uma parte dos territórios descobertos mundo além. Foi então que vários supostos parentes foram surgindo em diversas localidades do País (incluindo Ponte da Barca), uns e outros logo impugnados e desacreditados nas suas pretensões pelo poder castelhano, que dessa forma assegurava a intocabilidade do seu património. (…)” (Alexandre Parafita - “Fernão de Magalhães: símbolo inequívoco da tradição de Sabrosa”, in Jornal de Notícias, Suplemento "Terra de Fernão Magalhães", 5 de setembro de 2009).
Bibliografia
- ALVES, Francisco M. (Abade de Baçal) – “O grande navegador Fernão de Magalhães” [Colecção de cinco documentos (…) que encontrou em Vila Flor (…) e se lhe afiguram necessários na divulgação pela luz que projectam referente ao grande navegador], in O Instituto, Vol. 68 de Junho de 1921, pp. 65–80
- ALVES, Francisco M. (Abade de Baçal) – “Fernão de Magalhães e a autenticidade dos testamentos de 1504 e 1580”, in Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, Vol. VI, Porto, 1928, pp. 503–509.
- PIGAFETTA, Antonio. A Primeira Viagem ao Redor do Mundo. Porto Alegre: L&PM, 1986. Coleção Descobertas. ISBN 8525414328
- TAVEIRA, António. “Fernão de Magalhães “o do estreito” de Santa Maria da Sé do Porto.” Porto: edição do autor, 2010. Depósito Legal:314545/10
- ZWEIG,Stefan - Fernão de Magalhäes. Lisaboa, Relogio D'Água, 2017.
Nunca o mundo conflitado de hoje precisou tanto da ibericidade como agora! Afinal são 200 anos de História amafranhados por uma Revolução Industrial que só beneficiou até agora algumas poucas famílias illuminatis. Chegou a hora de restaurar nossa cultura íbero - americana para benefício de milhões de famílias latino americanas e nativas, pois esta cultura é a única que pode libertar nosso rico continente do atraso e da miséria em que se encontra há mais de 200 anos...
JPL
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