CHINA NEGA TER ENVIADO TROPAS À VENEZUELA DIANTE DE ACUSAÇÕES DE INGERÊNCIA



O Governo da China negou nesta quarta-feira que soldados do Exército Popular de Libertação (EPL) estão na Venezuela para entregar ajuda humanitária e provisões militares às tropas governamentais do país.

"Posso assegurar que todas as informações relacionadas (sobre a presença de soldados do EPL na Venezuela) são completamente falsas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Na terça-feira, mais de 20 ex-chefes de Estado e de Governo de Ibero-América alertaram em Miami sobre a "perigosa" evolução da crise venezuelana e a "ingerência" da Rússia, da China e de Cuba, assim como a "permissividade" oficial que permite que a guerrilha colombiana controle "amplas" regiões da Venezuela.

Os ex-presidentes advertiram que "russos e chineses, os maiores provedores de armamento (da Venezuela), como os cubanos, exercem controle sobre as atividades petrolíferas e mineiras no sul" do país.

"A nossa posição na Venezuela é clara e consistente: defendemos a lei internacional e as normas das relações internacionais e nos opomos à interferência nos assuntos de outros países", disse o porta-voz chinês.

No sábado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, informou através do Twitter sobre a chegada de 65 toneladas de remédios e insumos médicos provenientes da China e anunciou que nos próximos dias receberia "mais cooperação", sem especificar de quais tipos.

Geng precisou que espera que governo e oposição venezuelanos possam "estabelecer diálogo" para a "reconciliação" e que a China seguirá "cooperando em vários setores" com o país caribenho. EFE.

Idai. Comunidade internacional garantiu apenas 11% da ajuda necessária a Moçambique



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O registo oficial de população afetada pela tempestade ultrapassou entretanto a fasquia de um milhão
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De acordo com a ONU, a comunidade internacional ainda só conseguiu garantir cerca de 11 por cento dos 392 milhões de dólares (350 milhões de euros) de ajuda necessária às populações dos países africanos afetados pelo ciclone Idai. Entretanto, o Governo moçambicano aprovou na terça-feira a criação do Programa de Recuperação Pós-Calamidade para a recuperação das regiões.

Amina Mohammed, vice-secretária-geral das Nações Unidas, reforçou na terça-feira o apelo à comunidade internacional para o reforço da ajuda financeira a Moçambique, Zimbabué e Malawi, afetados pelo ciclone Idai. 

Num discurso na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a responsável da ONU lembrou que os três países necessitam de pelo menos 392 milhões de dólares (350 milhões de euros) para garantir a assistência necessária às suas populações, mas que até agora apenas foram garantidos 46 milhões de dólares (41 milhões de euros).

Quase três semanas depois da passagem da tempestade, a 14 de março, as necessidades “permanecem profundas” naqueles países. “Persistem os riscos de mais inundações, da disseminação de doenças e de perda de mais vidas”, acrescentou a responsável, referindo-se em concreto aos surtos de cólera na região.
Segunda vítima de cólera

Na terça-feira foi confirmada a segunda morte devido à cólera no centro de Moçambique, em concreto no Dondo, província de Sofala. De acordo com as autoridades moçambicanas, a doença já afeta quase 1.500 pessoas, com grande parte dos casos a ocorrer na Beira.  

Para fazer face à disseminação da doença, as Nações Unidas anunciaram ontem que chegaram a Moçambique 900 mil doses de vacinas contra a cólera. A distribuição deverá começar esta quarta-feira na cidade da Beira.  

Amina Mohammed, responsável da ONU, alerta no entanto que a ajuda ainda é insuficiente e que a resposta “ainda está subfinanciada”. Referiu também que não basta trabalhar na fase de maior emergência e que é crucial preparar os países mais expostos para lidarem melhor com este tipo de episódios climáticos.
   
Programa pós-calamidade

O Governo moçambicano aprovou na terça-feira à noite, em Conselho de Ministros, a criação do Programa de Recuperação Pós-Calamidade (Prepoc) para a recuperação social e económica das regiões afetadas pela passagem do ciclone Idai.
O custo da execução deste programa poderá ter um orçamento "elevado", tendo em conta os danos, mas a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, não avançou com números.

O Prepoc terá uma vertente de ajuda mais imediata às populações na gestão e recuperação após este ciclone, mas vai ter também em contra o processo de ordenamento territorial.   

"São aspetos que tem a ver com o ambiente, estado dos solos que vão orientar a afetação dos espaços definitivos através de técnicos e peritos especializados e construção de vilas resilientes", acrescentou a responsável.

Este programa estará baseado em princípios, abordagem e estratégias orientadas para uma rápida recuperação do tecido social, atividade produtiva e a reabilitação e reconstrução acelerada de infraestruturas, explicou ainda a porta-voz do Governo moçambicano.
Um milhão de pessoas afetadas

De acordo com o último balanço das autoridades moçambicanas, fixou-se em 598 o número de vítimas mortais na sequência do ciclone Idai, só naquele país. Há ainda registo de 1.641 feridos.  

O registo oficial de população afetada pela tempestade ultrapassou entretanto a fasquia de um milhão de pessoas, em concreto 1,3 milhões de pessoas afetadas.  

O grupo de pessoas afetadas inclui todas aquelas que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

Brexit. Países como Portugal e Holanda devem unir-se, defende Costa

António Costa considera que, agora que o Reino Unido está de saída da União Europeia, países como Portugal e Holanda têm de unir-se ainda mais.

Mark Rutte está de visita a Portugal, a convite de António Costa. Os dois líderes estiveram na academia do Sporting e seguiram depois para a visita à Universidade Nova de Lisboa.

Ainda para hoje está agendado um almoço de trabalho e nova reunião, seguida de algumas declarações aos jornalistas antes da partida do primeiro-ministro holandês, prevista para o fim da tarde.

Nesta curta visita, os chefes dos executivos direcionaram os discursos para a importância de se unirem numa nova Europa.

Costa leva primeiro-ministro da Holanda a visitar a Academia de Alcochete



Em dia de dérbi, os primeiros-ministros de Portugal e da Holanda foram visitar a Academia de Alcochete. Frederico Varandas mostrou o centro de treinos dos leões e apresentou Marcel Keizer ao chefe do governo holandês.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ALMA E ESPÍRITO?

A “alma” e o “espírito” são parecidos na maneira pela qual são usados na vida espiritual do crente. Eles são diferentes em sua identidade. A “alma” é a visão horizontal do homem com o mundo. O “espírito” é a visão vertical do homem com Deus. É importante compreender que ambos se referem à parte imaterial do homem, mas somente o “espírito” se refere à caminhada do homem com Deus. A “alma” se refere à caminhada do homem no mundo, tanto material quanto imaterial.

Portugal e Espanha em paz sobre viagem de Magalhães. "Rivalidades só no futebol"

rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 15 mar 20:22

Ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países estiveram reunidos em Lisboa. “Não é tempo de reinventar rivalidades”, defendem Augusto Santos Silva e Josep Borrell.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Espanha encontraram-se esta sexta-feira, em Lisboa, e meteram “água na fervura” da polémica sobre os louros da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães.

O chefe da diplomacia portuguesa garante que respeita os pareceres históricos, mas não é disso que aqui se trata. Augusto Santos Silva quer calar a polémica em torno do parecer da Real Academia de História de Espanha, que reclama como inteiramente espanhola a primeira viagem de circum-navegação levada a cabo pelo português Fernão de Magalhães sob a égide de Espanha.

“Essa investigação pertence aos historiadores fazê-la, não aos políticos. Eu respeito todos os pareceres técnicos dos meus colegas historiadores portugueses, espanhóis ou de outras nacionalidades, porque o conhecimento é universal”, afirmou Santos Silva

“Mas nós não estamos a tratar disso. Nós estamos a tratar da comemoração do quinto centenário da primeira grande experiência de globalização que a Humanidade conheceu, iniciada por Fernão de Magalhães, um português, ao serviço do rei D. Carlos I, um espanhol, expedição organizada por Espanha e concluída, depois da morte de Fernão de Magalhães e depois de se terem sucedido durante um período de tempo outros comandantes, outro grande comandante, o espanhol Sebastian Elcano”, sublinhou.

É assim que vai ficar na candidatura conjunta de Portugal e Espanha à Unesco.

Os dois chefes da diplomacia de Lisboa e Madrid garantem que não há nenhuma vontade de reviver as divergências do passado.
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Este é um momento para tudo menos para reinventar rivalidades, porque estamos tão longe de ter alguma razão para termos uma rivalidade uns com os outros”, afirmou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Josep Borrell.
Santos Silva interrompeu o seu homólogo espanhol para dizer: “exceto no futebol”, provocando risos na sala e por parte de Borrell.